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Ucrânia busca rotas alternativas para exportar grãos após bloqueio russo

As rotas alternativas de exportação de grãos da Ucrânia atingirão a capacidade necessária ao final de agosto, na melhor das hipóteses, afirmou o ministro ​da Agricultura do país, alertando que elas cobririam apenas metade dos volumes movimentados ​pelos portos do Mar Negro afetados pelos ataques russos.

A Rússia intensificou os ataques com mísseis e drones contra embarcações civis de bandeira estrangeira no centro portuário de Odessa, no sul do país, que movimenta a maior parte dos embarques de grãos da Ucrânia.

A situação coloca em risco as exportações de cerca de metade do total previsto para este ano, disse Taras Vysotskyi à Reuters.

Em julho, a Ucrânia registrou 35 ataques a navios em portos e 22 a navios no mar, além de 67 ataques a instalações portuárias, segundo o Ministério da Infraestrutura do país. Isso se compara a 14 ataques ⁠a navios em todo o ano de 2025.

Como resultado, os ​armadores suspenderam as escalas nos portos ao redor de Odessa e nenhum navio entrou por quase duas semanas, enquanto a ​temporada de colheita de verão da Ucrânia entra em pleno andamento.

Moscou afirma que ataca alvos de caráter militar. A Rússia, maior exportadora mundial de ⁠trigo, também relatou ataques às suas instalações de exportação agrícola e a ⁠navios comerciais no Mar Negro nas últimas semanas.

Os produtores ucranianos já estão sentindo o impacto, já que os preços ​das ‌sementes oleaginosas e dos grãos caíram em média 30%, segundo Vysotskyi.

“A situação é excepcionalmente complicada. Em certos aspectos, é ainda mais difícil do que em ⁠março-abril de 2022”, disse ele, referindo-se aos primeiros meses da invasão em grande escala da Rússia.

As perdas diretas para o setor agrícola da Ucrânia podem chegar a entre US$1,5 bilhão e US$3 bilhões este ano, disse o ministro. O valor não havia sido divulgado anteriormente.

Na terça-feira, o governo da Ucrânia aprovou o reajuste ‌dos ⁠preços mínimos de exportação, em ‌sua primeira medida de emergência para apoiar os agricultores.

Nenhuma alternativa de longo prazo

Para a Ucrânia, os embarques pelo rio Danúbio, o transporte ferroviário e rodoviário são as principais rotas alternativas, disse Vysotskyi, sendo o transporte ferroviário a opção principal.

Essas rotas já foram testadas no passado, quando a Rússia tentou bloquear o comércio ⁠durante a guerra. Agora, o Danúbio, atingido pela seca e com os níveis ⁠de água em mínimos históricos, não terá um papel importante até outubro, disse ele.

Embora as autoridades tenham iniciado os procedimentos necessários e os produtores já possam utilizar as rotas, levaria pelo ‌menos até o final do verão para que elas atingissem “um nível operacional mais ou menos estável”, disse Vysotskyi.

Mesmo assim, no entanto, elas poderiam lidar apenas com 50% a 55% da capacidade mensal dos portos do Mar Negro, de cerca de 6 milhões de toneladas, podendo, portanto, servir como uma medida temporária, em vez de uma alternativa de longo prazo aos transportes marítimos, disse o ministro.

As rotas alternativas também representariam um custo adicional ‌de US$45 a US$50 por tonelada, aos preços atuais, para os produtores.

“Não há alternativa aos portos de Odessa se a Ucrânia quiser continuar atuando como garantidora da segurança alimentar”, afirmou Vysotskyi.

Preços dos alimentos

Nas últimas safras, a Ucrânia foi responsável por cerca de 6% das exportações globais de trigo ⁠e por cerca de 11% das exportações globais de milho, além de ser um importante exportador de sementes oleaginosas e óleos vegetais.

O país exportou 34,4 milhões de toneladas de grãos durante a safra de 2025/26, e autoridades estimaram em 43 milhões de toneladas o excedente que poderia ser exportado na safra ​atual.

Com a Rússia efetivamente interrompendo o tráfego nos portos novamente, os preços dos alimentos podem disparar, afetando consumidores em todo o mundo, disse Vysotskyi.

“Os alimentos ficarão ​mais caros e, para as pessoas mais pobres, podem simplesmente se tornar inacessíveis”, disse ele.

Vysotskyi pediu aos aliados que ajudem a garantir a segurança no Mar Negro, já que somente um exército ucraniano forte na região pode manter as exportações em funcionamento enquanto os ataques russos continuam.

Mesmo que as escalas dos navios fossem retomadas amanhã, disse Vysotskyi, levaria pelo menos um mês para voltar ‌aos níveis de exportação observados anteriormente.

 

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Minerais críticos podem adicionar R$ 192,1 bi ao PIB brasileiro, diz estudo da Amcham


A expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e de terras raras no Brasil pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e gerar 750 mil novos empregos até 2050, segundo um estudo inédito que a Amcham Brasil lança nesta terça-feira, 4.

O levantamento compara dois cenários para o desenvolvimento do setor no País. No primeiro, os investimentos seriam financiados majoritariamente por capital doméstico, e a produção permaneceria voltada principalmente à exportação, com baixa agregação de valor no Brasil. Nesse caso, o estudo estima impacto acumulado de R$ 128,7 bilhões no PIB e geração de 304 mil empregos.

No segundo cenário, a projeção considera maior participação de investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e uso crescente desses insumos pela indústria nacional. Nessa hipótese, os investimentos cresceriam R$ 120,9 bilhões, com impacto acumulado de R$ 192,1 bilhões no PIB e geração estimada de 750 mil empregos.

De acordo com a Amcham Brasil, a diferença entre os dois caminhos indica que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos atribuídos à expansão da mineração.

Impacto por Estados e setores

O estudo aponta que os maiores impactos sobre o PIB ocorreriam nos Estados mineradores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%).

Ao mesmo tempo, o fortalecimento do processamento doméstico ampliaria os efeitos para Estados com maior presença industrial. Na comparação com o primeiro cenário, os maiores ganhos adicionais seriam observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, segundo o documento.

Na análise setorial, a indústria de transformação teria crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, acima do registrado no primeiro. O estudo também aponta crescimento na construção civil (4,5%) e na indústria extrativa (4,2%). Entre os segmentos industriais, os maiores impactos seriam nos segmentos de máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).

Base do estudo

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O documento foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor.

Segundo a Amcham Brasil, o estudo utiliza projeções de trabalhos globais e internos para estimar a demanda por minerais críticos e elementos de terras raras e considera uma carteira de projetos de investimentos previstos. Foram analisados cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras, apontados como insumos usados em tecnologias como baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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O papel da família do senador Weverton Rocha na fraude do INSS, segundo a PF


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes em descontos aplicados sobre benefícios do INSS.

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula (PT), apontados pela PF como responsáveis por diferentes funções na suposta movimentação e ocultação de recursos.

Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de familiares do parlamentar, a operação também tem como alvo o advogado Willer Tomaz.

Familiares de Weverton

Segundo a Polícia Federal, em decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a operação, pessoas do núcleo familiar de Weverton Rocha teriam desempenhado papéis distintos na administração de empresas, patrimônio e movimentações financeiras investigadas.

A esposa do senador, Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, é apontada como ligada à Rocha Holding Patrimonial Ltda.. De acordo com a investigação, ela teria recebido valores e participado de negociações envolvendo imóveis, reformas e despesas do casal. As cifras podem ultrapassar a casa dos R$ 10 milhões.

A filha do parlamentar, Anna Catarina Viana Rocha, aparece como responsável pela gestão operacional e financeira dos postos de combustíveis Petro São Francisco e Petro São José, empresas citadas nas investigações.

Segundo a investigação, embora formalmente dedicados ao comércio varejista de combustíveis e descritos, em determinados diálogos, como empreendimentos em situação financeira crítica, suas contas teriam sido utilizadas para aquisição de propriedades rurais, pagamento de terrenos e maquinário agrícola, bem como para realização de repasses financeiros, além de serem responsáveis por transferências a terceiros indicados por Weverton e pela disponibilização de valores ao próprio parlamentar.

Geyse Rocha Linhares, irmã de Weverton, teria administrado interesses patrimoniais da família, incluindo propriedades rurais, empresas de radiodifusão, documentação e processos de regularização de bens.

Outra irmã do senador, Shainess Kellmassen Rocha Marques de Sousa, é apontada pela PF como uma possível intermediária financeira. Segundo os investigadores, ela teria atuado como canal para recebimento, trânsito ou redistribuição de recursos sob investigação.

Entenda o caso

A nova fase da operação realizou buscas em imóveis no Distrito Federal e no Maranhão, incluindo a residência de Weverton Rocha e o escritório de Tomaz. Um dos objetivos da operação é apreender bens para ressarcir valores supostamente desviados, e veículos de luxo e outros itens já foram recolhidos pelos investigadores.

A Polícia Federal afirmou que as apurações identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações em dinheiro vivo, com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos valores.

Weverton já havia sido alvo da Operação Sem Desconto em dezembro do ano passado. Na ocasião, afirmou ter recebido a ação da PF com surpresa e disse que prestaria os esclarecimentos necessários após ter acesso à decisão judicial.

Outro lado

Por meio de nota, o senador Weverton Rocha associou a operação com sua candidatura à reeleição. “Não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos”, afirmou.

“Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal”, acrescentou o parlamentar.

“Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam”Nota do senador Weverton Rocha



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Greve paralisa portos de grãos e trava exportações da Argentina

Uma greve de trabalhadores do setor marítimo está impedindo que navios entrem e saiam dos portos argentinos de grãos, informou nesta terça-feira a câmara que representa exportadores e processadores de grãos, CIARA-CEC, interrompendo as atividades de um dos principais fornecedores mundiais de grãos.

Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, que representa exportadores e processadores de grãos, disse à Reuters que a greve paralisou as operações em todos os portos graneleiros do país.

A greve ocorre após um decreto do governo que desregulamenta os serviços de navegação fluvial. Um sindicato que representa práticos e comandantes fluviais afirmou que as mudanças podem reduzir a demanda por práticos argentinos e colocar empregos em risco.

O sindicato informou que está preparando uma ação judicial para contestar o decreto.

A Argentina é o maior exportador mundial de farelo e óleo de soja, além de ser um importante fornecedor de milho e trigo, com a maior parte dos embarques passando pelos portos ao longo do rio Paraná.

Ainda não estava claro por quanto tempo a greve deverá durar nem quantas embarcações foram afetadas.

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Membro do Fed alerta para alta da inflação e diz estar de ‘mente aberta’ sobre juros


A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) da Filadélfia, Anna Paulson, alertou nesta terça-feira, 4, que a inflação está “muito alta” nos EUA e que o BC dos Estados Unidos quer reduzi-la.

Em entrevista à CNBC, Paulson comentou que é necessária uma política monetária moderadamente restritiva e que está de “mente aberta” para as próximas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês). “Economia está forte, mas a inflação está muito alta”, frisou.

Segundo ela, a incerteza no cenário atual complica as orientações futuras para o Fed. “Quando as taxas estão em zero, a orientação futura é adequada”, afirmou.

Perguntada sobre as forças-tarefa instituídas pelo presidente do banco central dos EUA, Kevin Warsh, a dirigente respondeu: “é bom dar uma nova olhada em como o Fed faz as coisas”.



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CPTM diz que sindicato não cumpre decisão e opera abaixo do efetivo mínimo


A CPTM disse nesta terça-feira, 4, que o contingente de ferroviários para as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, afetadas pela greve de trens, está abaixo dos percentuais determinados pela Justiça. “Nesse momento nós temos um oficial de justiça aqui conosco acompanhando a operação desde as 4 horas da manhã o início da operação para verificar que esse percentual está sendo atingido e eu adianto que não está sendo atingido”, afirmou o presidente da CPTM, Michael Cerqueira.

Na segunda, após o anúncio da greve, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a operação nas três linhas ocupasse ao mínimo 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Ainda de acordo com a Companhia, no horário de pico da manhã, o efetivo de ferroviários nos 3 ramais foi de apenas 67%. A CPTM afirma que dos 126 maquinistas escalados para o período da manhã nas três linhas, apenas três profissionais compareceram.

Segundo a Companhia, 21 supervisores foram escalados para a condução das composições – 18 deles na Linha 11 e outros seis na Linha 12. Com a operação parcial nos dois ramais, 15 trens atenderam à demanda de passageiros na Linha 11 e outros quatro na 12.

Em condições normais de operação, os passageiros da Linha 11 teriam 31 trens à disposição, enquanto outras 24 composições estariam à disposição na Linha 12. Na Linha 13, o período de pico deveria ter contado com cinco trens.

O que pedem os grevistas

Os funcionários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens.

De acordo com os grevistas, 2.300 pessoas correm o risco de perder o emprego caso os trabalhadores da companhia não sejam reabsorvidos quando as atividades voltarem a ser controladas pela TriviaTrens.

Os funcionários têm defendido o Projeto de Lei 730/2025, do deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), que autoriza justamente a absorção dos trabalhadores da CPTM das Linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta do Estado, após o serviço passar a ser feito por empresa privada.

Desde o último dia 24, as três linhas voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A companhia ficará à frente do serviço por 90 dias.

A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a TriviaTrens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.

O que dizem o governo de SP e a CPTM

A CPTM e o governo paulista afirmam que durante as negociações, assumiram o compromisso de preservar os postos de trabalho e analisar as propostas de projetos de lei de interesse da categoria, “como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.”

No texto, a gestão estadual lamenta a paralisação e alega que ela “não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.”

A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

Medidas para minimizar o impacto

A CPTM acionou seu plano de contingência, priorizando o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral tem operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases.

Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Neste momento, a linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não estão operando. As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam normalmente nesta manhã.

  • Linha 10-Turquesa: operação normal (não faz parte da greve)
  • Linha 11-Coral: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Estudantes e Guaianazes.
  • Linha 12-Safira: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart)
  • Linha 13-Jade: paralisada

Metrô com operação especial

Como parte da estratégia de contingência para ampliar a capacidade de atendimento, o Metrô antecipou o horário de abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do monotrilho para as 4h.

A Linha 3-Vermelha, que atende parte da zona leste da capital e faz integração com as linhas afetadas, conta com composições adicionais em circulação. Também são realizadas manobras intermediárias em estações estratégicas, aumentando a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros.

O Metrô informa ainda que trens vazios poderão ser enviados às estações que apresentarem maior lotação nas plataformas, com o objetivo de agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera.

Segundo a companhia, o efetivo de funcionários está reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos de maior demanda, para orientar os passageiros e auxiliar na organização dos fluxos.

As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda estão com reforço das equipes operacionais e de atendimento, ampliação da segurança, monitoramento contínuo da operação, adequação da oferta de trens e atuação integrada das áreas de operação, inteligência e comunicação.

A TIC Trens, responsável pela linha 7-Rubi, reforçou o atendimento na estação Palmeiras-Barra Funda e opera com frota máxima nos horários de pico. A concessionária manterá monitoramento permanente da demanda e poderá ampliar a oferta de trens ao longo do dia, caso necessário. As linhas Intermunicipais da região afetada reforçaram a frota.

Impacto no comércio

A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) emitiu nota sobre os impactos da greve para o comércio da região do Brás. “A recorrência desses episódios sejam de falhas operacionais ou greve estão afetando diretamente o comércio da região do Brás. Já que 70% da mão de obra vem da zona Leste de São Paulo ou Região Metropolitana”.

A nota assinada pelo vice-presidente da Alobrás, Lauro Pimenta, diz ainda que a paralisação afeta o faturamento do comércio.

“O funcionamento das lojas e o faturamento delas, assim como em julho, já começam a ser prejudicados em agosto – ainda mais em semana de vendas para o Dia dos Pais. É uma época em que recebemos excursões do Brasil inteiro. E, mais uma vez, não temos quadro de funcionários suficientes para atender a operação, afetando o atendimento e imagem de nosso comércio popular”.



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vagas de emprego em aberto nos EUA caem em junho; contratações aumentam


WASHINGTON, 4 Ago (Reuters) – As vagas ⁠de emprego em aberto nos Estados ⁠Unidos diminuíram em junho em meio a uma ‌queda acentuada no setor de saúde e assistência social, mas o aumento nas contratações e o baixo número ‌de demissões indicam que o mercado de trabalho permaneceu estável.

As vagas de emprego em aberto, um indicador da demanda por mão de obra, diminuíram em 178 mil, para 7,359 milhões, até o último dia de junho, informou ⁠o ‌Departamento de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho ⁠em seu relatório Jolts nesta terça-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 7,400 milhões de vagas não preenchidas em junho. As vagas no setor de saúde e assistência social diminuíram em 147 mil em junho.

Alguns economistas ​afirmaram que o relatório Jolts deve ser interpretado com cautela, observando que a taxa de resposta à ​pesquisa diminuiu consideravelmente. Os economistas continuam a considerar que o mercado de trabalho permanece em um modo de “contratação lenta, demissão lenta”, o que, segundo eles, deve permitir que o Federal Reserve se concentre na inflação.

Na ‌semana passada, o banco central dos ​EUA manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros do comitê de política monetária do Fed discordaram, ⁠defendendo um aumento ​de 0,25 ponto ​percentual.

A taxa de vagas em aberto caiu de 4,5% em maio para ⁠4,4% em junho. As contratações ​aumentaram em 96 mil, chegando a 5,348 milhões em junho. A taxa de contratações subiu de 3,3% em maio para ​3,4%. As demissões e dispensas permaneceram praticamente inalteradas em 1,766 milhão, com taxa de 1,1%.

Uma pesquisa ​da Reuters com ⁠economistas estima que a criação de vagas de emprego fora do setor ⁠agrícola tenha atingido 80 mil em julho, após 57 mil em junho. O relatório de emprego de julho será divulgado na sexta-feira. A previsão é de que a taxa de desemprego se mantenha estável em 4,2%.



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Homem é preso após atacar 3 colegas a facadas no Assaí em Jundiaí, interior de SP


Um colaborador do supermercado Assaí Atacadista foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (3) após atacar três colegas de trabalho a facadas em uma unidade localizada no bairro Ponte de Campinas, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O homem, de 48 anos, era o açougueiro do estabelecimento, segundo informações da TV TEM.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender à ocorrência e encontraram o suspeito já contido por funcionários e seguranças do estabelecimento. Em seguida, ele foi entregue aos policiais sem oferecer resistência.

A TV TEM apurou que o suspeito feriu um dos funcionários do açougue com golpes no rosto e golpeou outra vítima no ombro quando ela tentou apartar a briga. Ele sofreu ferimentos leves.

As vítimas, com idades entre 25 e 37 anos, foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. Em nota, a rede Assaí Atacadista informou que elas passam bem.

O homem contou aos policiais militares que sofria provocações constantes no trabalho e que sua pretensão era esfaquear o maior número de pessoas possível. Ele já tem passagem pela polícia por tentativa de homicídio.

O caso de segunda-feira foi registrado como tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial de Jundiaí. O suspeito permaneceu preso e está à disposição da Justiça.

Em nota enviada à Jovem Pan, o Assaí confirmou o ataque e disse que está “prestando total apoio médico e colaborará integralmente com as autoridades na apuração dos fatos, que seguem sob investigação”.

“A rede confirma que, nesta 2ª feira (3/8), na unidade Jundiaí Ferroviários, um colaborador agrediu outros dois com uma faca. As vítimas foram prontamente socorridas, encaminhadas para atendimento médico e passam bem. O agressor foi contido e encaminhado à delegacia. A Companhia está prestando total apoio médico e colaborará integralmente com as autoridades na apuração dos fatos, que seguem sob investigação”Nota da rede Assaí Atacadista



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economia

Produção industrial no Brasil cai 1,8% em junho e frustra projeções do mercado


A produção industrial no Brasil recuou 1,8% em junho frente a maio, segundo resultado negativo consecutivo do ano. Em relação a junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, após variação de 0,2% em maio. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,7%.

O número foi pior do que o esperado, uma vez que pesquisa Reuters apontava recuo de 0,8% na variação mensal e de avanço de 3,0% na base anual.

Na passagem de maio para junho, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados apontaram taxas negativas.

Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi assinalada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9% em junho de 2026, marcando, dessa forma, o segundo mês seguido de queda na produção, período em que acumulou perda de 11,8%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção, celulose, papel e produtos de papel (5,4%) exerceu a principal influência na média da indústria e marcou o terceiro mês consecutivo de expansão, período em que acumulou crescimento de 7,3%. Vale destacar também os impactos positivos registrados pelos setores de impressão e reprodução de gravações (20,2%) e de metalurgia (1,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com maio, bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%) tiveram os maiores recuos em junho de 2026. Os setores produtores de bens de capital (-1,1%) e de bens intermediários (-1,1%) também registraram resultados negativos em junho de 2026.

(com agência de notícias do IBGE)



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Greve na CPTM começa e linhas amanhecem com operação parcial nesta terça


A greve de ferroviários das linhas 11,12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começou na madrugada desta terça-feira (4). Apesar da paralisação, apenas uma das linhas está totalmente interrompida nesta manhã. 

Segundo o Governo de São Paulo, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam regularmente nesta manhã. Veja a situação nas linhas com os funcionários em greve:

  • Linha 11-Coral: Operação Parcial
  • Linha 12-Safira: Operação Parcial
  • Linha 13-Jade: Paralisada

A administração estadual informou que o Expresso Aeroporto também não opera neste momento. A Linha 11-Coral tem operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.

Entenda: Justiça do Trabalho impõe 80% da frota no horário de pico

Plano de contigência

A CPTM acionou seu plano de contingência, priorizando o atendimento nos trechos de maior demanda. Como parte da estratégia para ampliar a capacidade de atendimento, o Metrô antecipou o horário de abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para às 4h.

A Linha 3-Vermelha, que atende parte da zona Leste da capital e faz integração com as linhas afetadas, conta com composições adicionais em circulação. Também são realizadas manobras intermediárias em estações estratégicas, aumentando a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros.

O Metrô informa ainda que trens vazios poderão ser enviados às estações que apresentarem maior lotação nas plataformas, com o objetivo de agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera. O efetivo de funcionários está reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos de maior demanda, para orientar os passageiros e auxiliar na organização dos fluxos.

O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado pela CPTM para auxiliar no deslocamento dos passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados.

Na Linha 11-Coral, os veículos atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço opera entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

Segurança

A Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de pessoas, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança, prevenir ocorrências e apoiar o deslocamento da população. O policiamento de trânsito também foi intensificado para contribuir com a fluidez viária nas regiões impactadas.

As ações são acompanhadas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funciona ininterruptamente e reúne os órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela resposta rápida a eventuais intercorrências.

Decisão judicial e negociação

Após a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil em manter a greve, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

O Governo informou que, na reunião realizada nesta segunda (3) entre representantes da administração estadual e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.



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