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Família do senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF contra fraudes no INSS


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ofensiva visa aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes em descontos indevidos de benefícios do INSS.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos da operação estão os familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. Os agentes realizam buscas na residência do parlamentar por causa de operações suspeitas envolvendo sua esposa, em imóveis ligados à família e também na casa e no escritório do advogado.

Segundo as investigações, Tomaz é suspeito de ter participado de operações destinadas a ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos e de ter colocado uma aeronave à disposição do senador. A PF também busca apreender bens para recuperar valores que teriam sido desviados, incluindo veículos de luxo e outros patrimônios.

De acordo com a corporação, a apuração começou após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas, que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e transações em dinheiro vivo para esconder a origem e o destino dos recursos. As diligências buscam esclarecer a finalidade desses repasses e individualizar a responsabilidade de cada investigado.

Weverton Rocha já havia sido alvo da Operação Sem Desconto em dezembro do ano passado. Na ocasião, afirmou ter recebido a medida com surpresa e disse que prestaria esclarecimentos após ter acesso à decisão judicial.

A investigação também encontrou, no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como líder do esquema, mensagens que tratavam da entrega de dinheiro em espécie a um ex-assessor do senador.

Willer Tomaz já foi investigado anteriormente na Operação Lava Jato. Em 2017, chegou a ser preso após ser citado em delações da J&F, mas a denúncia acabou rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por falta de provas. Posteriormente, o empresário Joesley Batista afirmou que não o contratou para influenciar autoridades públicas.

Em nota, a defesa de Willer afirmou que “a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”. Além disso, o comunicado também afirma que “Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

Por fim, a defesa diz que “o advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”.

A Jovem Pan entrou em contato com os envolvidos, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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Indústria do Sudeste Asiático tem em julho o melhor mês desde o início da guerra


O setor produtivo das principais economias do Sudeste Asiático teve um mês de julho promissor, com o índice de manufatura medido pela S&P Global atingindo o maior nível desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do grupo ASEAN da pesquisa — Indonésia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Malásia, Singapura e Myanmar – subiu para 52,8 em julho, depois de cair para um mínimo de 11 meses (50,5) em junho.

Os dados a nível nacional mostraram que, entre as sete economias monitoradas, quase todas (exceto Mianmar) registaram uma melhoria nas condições operacionais após um segundo trimestre relativamente fraco.

Leia também: Indústria na China desacelera para mínima em 4 meses em julho, mostra pesquisa

Segundo a S&P Global, o crescimento das novas encomendas e da produção acelerou em relação às expansões relativamente modestas observadas no mês anterior, atingindo taxas não vistas desde o início da guerra.

“As empresas responderam aumentando a sua atividade de compras e expandindo o número de funcionários pela primeira vez em quatro meses. A confiança empresarial também se fortaleceu, com as empresas no seu nível mais otimista em relação ao crescimento da produção desde abril de 2023”, disse a consultoria em nota.

A alta mais acentuada das novas encomendas foi o ponto central para a melhoria das condições operacionais em julho. A produção também aumentou solidamente, e ao ritmo mais rápido em cinco meses. As empresas responderam aumentando a sua atividade de compras. Embora os prazos de entrega dos fornecedores tenham aumentado moderadamente, os fabricantes conseguiram elevar seus estoques pela primeira vez em quatro meses.

O emprego também aumentou pela primeira vez desde março, embora não o suficiente para satisfazer as demandas de produção. Como resultado, o trabalho pendente aumentou solidamente e ao ritmo mais rápido desde outubro passado.

Outro ponto de destaque da pesquisa é que as pressões sobre os preços aliviaram ainda mais ante o pico verificado em abril. No entanto, os encargos com os custos continuaram a aumentar acentuadamente e foram repercutidos nos clientes por meio de preços de venda mais elevados.

Olhando para o futuro, os fabricantes mantiveram-se otimistas quanto ao aumento da produção no próximo ano, com a confiança melhorando para o seu nível mais alto desde o início de 2023.

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Maryam Baluch, economista da S&P Global Market Intelligence, comentou em nota que o setor de transformação da região ASEAN parece ter ultrapassado a fase mais desafiadora, entre março e junho, quando a atividade ainda era fortemente afetada pelo conflito em curso no Oriente Médio.

“O desempenho está agora ao nível do observado na virada do ano, porém mais suave do que o nível recorde registado em fevereiro. As condições de demanda melhoraram em julho, com as novas encomendas a aumentando fortemente e a produção crescendo solidamente em resposta”, disse o especialista.

“As empresas sentiram-se encorajadas o suficiente para intensificar a atividade de compras e aumentar o emprego pela primeira vez em quatro meses. Mais positivamente, a confiança em torno da produção futura fortaleceu-se para o seu nível mais alto em mais de três anos. Adicionalmente, as pressões sobre os preços moderaram-se ainda mais, atuando assim como um vento contrário reduzido para o setor transformador da região.”



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América Latina impulsiona resultado do segmento agro da Bayer no trimestre

O segmento agro da gigante alemã Bayer registrou vendas de 4,9 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 2,6% no volume comercializado e por um aumento de 0,9% nos preços, enquanto os efeitos de câmbio e de mudanças no portfólio limitaram a expansão.

Segundo a companhia, o crescimento foi puxado principalmente pelo desempenho dos herbicidas à base de glifosato, além dos negócios de sementes e biotecnologia para soja, sementes de algodão e inseticidas. Em contrapartida, as vendas de sementes e biotecnologia para milho apresentaram leve recuo após um primeiro trimestre mais forte.

Na América Latina, as vendas cresceram 6,4% no trimestre, totalizando 965 milhões de euros.

No acumulado de 2026, as vendas globais do segmento avançaram 0,8%, alcançando 12,4 bilhões de euros. De acordo com a Bayer, o resultado foi favorecido pelo crescimento do negócio de sementes e biotecnologia para soja, impulsionado pela resolução de um acordo de licenciamento com a Corteva e pelo retorno do registro da tecnologia dicamba, além do desempenho positivo em sementes e biotecnologia para milho. Em sentido contrário, os negócios de herbicidas e fungicidas registraram queda em meio à continuidade de um ambiente de mercado desafiador.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do segmento somou 861 milhões de euros no segundo trimestre. Um ano antes, a companhia registrou um resultado negativo de 564 milhões de euros. No acumulado do ano, o Ebitda alcançou 3,9 bilhões de euros, crescimento de 146,5%.

Por categoria

Entre os principais destaques por categoria, a Bayer informou que o negócio de sementes e biotecnologia para milho apresentou leve queda nas vendas, com o crescimento na Europa, Oriente Médio e África e na Ásia-Pacífico compensando apenas parcialmente os menores volumes na América do Norte, em razão da concentração de vendas no primeiro trimestre.

Nos herbicidas, os produtos à base de glifosato registraram crescimento de dois dígitos, impulsionados pelo aumento de volumes e de preços, especialmente na Europa, Oriente Médio e África. Já os herbicidas não à base de glifosato tiveram queda nas vendas, principalmente em função da redução de preços na América do Norte diante da pressão de produtos genéricos.

O negócio de fungicidas apresentou recuo moderado, atribuído às condições climáticas adversas e à concorrência de genéricos na Europa, Oriente Médio e África. Em contrapartida, houve crescimento expressivo de volumes na Ásia-Pacífico e na América do Norte.

As vendas de sementes e biotecnologia para soja avançaram de forma significativa, beneficiadas na América do Norte pela recuperação de preços após o retorno do registro da tecnologia dicamba nos Estados Unidos e pelo desempenho dos produtos. Na América Latina, o crescimento foi impulsionado pelo aumento dos volumes comercializados.

O negócio de inseticidas registrou crescimento apoiado principalmente pelo aumento de volumes e preços na Europa, Oriente Médio e África e na Ásia-Pacífico. Em sementes de hortaliças, as vendas recuaram devido aos menores volumes na América Latina, efeito parcialmente compensado pelo desempenho na Europa, Oriente Médio e África. Já o negócio de sementes de algodão cresceu em razão do aumento de volumes e preços na América do Norte, também relacionado ao retorno do registro da tecnologia dicamba. Na unidade de outros negócios, o destaque foi a canola, com aumento de vendas impulsionado por maiores volumes.

Destaques do trimestre

A Bayer destacou a parceria com a britânica BP para comercializar a oleaginosa camelina, destinada à produção de biocombustíveis. 

A empresa também assinou um acordo de licenciamento com a francesa RAGT, fornecedora de sementes de trigo na Europa. O acordo prevê acesso a germoplasma de trigo adaptado às condições europeias e integra a estratégia da Bayer de lançar sementes híbridas de trigo na Europa e na América do Norte no início da próxima década. A empresa estima que esse negócio poderá gerar receita anual de até 1 bilhão de euros em meados da década de 2040.

Na área jurídica, a Bayer destacou decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, proferida em junho, no caso Durnell envolvendo o herbicida Roundup, de glifosato. A decisão reconheceu que a legislação federal sobre pesticidas prevalece sobre ações estaduais baseadas em alegações de falha de advertência quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos já tiver se manifestado sobre a segurança do produto. Segundo a companhia, a decisão tende a reduzir o volume de ações relacionadas ao Roundup.

Em julho, a Bayer anunciou também a consolidação de seu negócio de glifosato nos Estados Unidos na empresa Ruveon. A nova estrutura será responsável pelas operações relacionadas ao produto no país, incluindo definição de preços, estratégias comerciais, produção e logística. 

Resultado do grupo

No consolidado, o grupo Bayer registrou prejuízo líquido de 439 milhões de euros no segundo trimestre, ante prejuízo de 506 milhões de euros no mesmo período de 2025. A receita de vendas alcançou 10,8 bilhões de euros, alta de 1,2% na comparação anual, enquanto o Ebitda cresceu 1,9%, para 2,1 bilhões de euros.

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Preços dos semicondutores têm em julho o maior aumento desde 2022, diz S&P Global


As pressões globais sobre os preços de commodities e cadeias de suprimentos tiveram leve alívio em julho em relação a junho, mas ainda se mantiveram em patamares elevados, de acordo com as mais recentes pesquisas com gerentes de compras (PMI) da S&P Global. As quebras de fornecimento reportadas no mês recuaram para o mínimo de quatro meses, mas os preços dos semicondutores ainda registam o maior aumento desde junho de 2022

Segundo a S&P Global, o indicador global de preços e abastecimento de commodities caiu de 3,2 em junho para 2,4 em julho, atingindo o seu nível mais baixo em cinco meses.

Leia também: Nova crise em ações de chips: o que levou ao “sell-off” que fez Kospi desabar 11%

Das 26 commodities monitoradas na pesquisa, 21 registaram aumentos de preços acima da média. Os semicondutores lideraram novamente a subida, com aumentos de preços reportados no nível mais alto em mais de quatro anos. Aumentos acentuados também foram reportados para Artigos Elétricos e Transporte.

(Fonte: PMI/S&P Global)

Já os preços do petróleo subiram solidamente, embora o respectivo índice tenha caído para o seu nível mais baixo desde março.

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O índice de quebra de abastecimento desceu ligeiramente em julho, de 1,9 em junho para 1,8 no mês passado. O petróleo registou o maior número de relatos de quebras de abastecimento, com rupturas a pouco mais de oito vezes o nível habitual.

No geral, 12 das 20 commodities monitoradas registaram relatos de quebras de abastecimento acima da tendência de longo prazo, com Artigos Elétricos, Semicondutores, Aço Inoxidável e Cobre registrando aumentos acentuados nas quebras reportadas.

Segundo avaliação de Usamah Bhatti, economista da S&P Global Market Intelligence, o início do segundo semestre trouxe um novo alívio nas pressões sobre preços e sobre o abastecimento para os fabricantes globais, embora ambas se tenham mantido confortavelmente acima das suas tendências de longo prazo.

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“A pressão sobre as cadeias de abastecimento pouco se alterou em julho, com as quebras de fornecimento reportadas permanecendo quase o dobro da tendência de longo prazo. Mais de metade das commodities monitorizadas registaram ruturas acima da média, com os relatos mais graves observados para o Petróleo. Com mais de oito vezes o nível habitual, as quebras de fornecimento reportadas para o Petróleo intensificaram-se novamente, sugerindo que a trégua observada em junho foi breve”, alertou.

Para ele, após as hostilidades no Médio Oriente escalarem novamente durante julho, a resiliência das cadeias de abastecimento globais de commodities e de produção industrial será provavelmente testada mais uma vez, adicionando outra camada de incerteza para a economia global.



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Metrô antecipado, trens reforçados: veja esquema montado durante greve na CPTM


O Governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (4) que adotou um esquema de contingência para reduzir os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As medidas adotadas pelo governo estadual incluem:

  • Operação parcial das linhas afetadas;
  • Reforço no sistema metroviário;
  • Ativação de ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese);
  • Aumento do efetivo da Polícia Militar;
  • Monitoramento das ocorrências em tempo real.

A paralisação foi iniciada à 0h por funcionários das linhas administradas pela CPTM e compromete o deslocamento de passageiros na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo. No início da manhã, as linhas 11-Coral e 12-Safira operavam parcialmente, enquanto a Linha 13-Jade permanecia sem circulação de trens.

Segundo o governo estadual, a CPTM acionou seu plano de contingência para manter o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral opera entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto permanecem suspensos.

As demais linhas da CPTM e da malha concedida não foram afetadas pela paralisação. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente, assim como as linhas do Metrô e das concessionárias.

Ainda de acordo com o governo de SP, para ampliar a capacidade de transporte, o Metrô antecipou para as 4h a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que faz integração com as linhas da CPTM afetadas pela greve e atende parte da zona leste da capital, recebeu composições adicionais.

Além do aumento da frota em circulação, o Metrô informou que realiza manobras operacionais em estações estratégicas para ampliar a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros. Também poderão ser enviados trens vazios para plataformas com maior lotação, com o objetivo de acelerar o embarque e reduzir o tempo de espera.

O efetivo de funcionários foi reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos considerados de maior movimento, para orientar os passageiros e organizar os fluxos de embarque.

Sistema Paese ativado

Outra medida adotada foi a ativação do (Paese). Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os passageiros das três linhas afetadas pela greve.

Na Linha 11-Coral, os veículos fazem o percurso entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, a operação ocorre entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de segunda-feira (3) que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira em razão da paralisação, medida que permite a circulação de automóveis no centro expandido durante todo o dia para tentar reduzir os impactos na mobilidade.

Na área de segurança, a Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo nas estações de trens, terminais de transporte e locais de maior circulação de pessoas. Ainda segundo o governo estadual, o policiamento de trânsito também foi intensificado para melhorar a fluidez nas regiões mais afetadas pela paralisação.

As ações são acompanhadas pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reúne órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento e pela resposta a ocorrências relacionadas ao transporte e à mobilidade.

Decisão judicial

Antes do início da paralisação, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da decisão, foi estabelecida multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

De acordo com o governo paulista, representantes do Estado e do sindicato participaram de uma reunião na segunda-feira. Na ocasião, o Executivo afirmou ter mantido o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e apresentado propostas relacionadas à:

  • Absorção de empregados por outros órgãos estaduais;
  • Incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM;
  • Inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Mesmo após as negociações, o sindicato decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado.

A greve atinge três das principais linhas da CPTM. A Linha 11-Coral liga Palmeiras-Barra Funda à estação Estudantes, em Mogi das Cruzes. A Linha 12-Safira conecta o Brás à zona leste da capital e municípios como Poá e Itaquaquecetuba. Já a Linha 13-Jade faz a ligação entre a capital paulista e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Falha nas linhas

Os funcionários entraram em greve após as três linhas protagonizarem um caos em São Paulo no mês passado. circulação dos trens nas três linhas foi interrompida temporariamente após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens, responsável pelo trecho.

A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros. Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcarcatracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção. Durante a ocorrência, um foco de incêndio foi registrado em um trem próximo ao pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca.

Em meio ao caos, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) anunciou que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltaria a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por até 90 dias.



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ADM eleva projeção para 2026 após alta de 75% no lucro operacional

A norte-americana ADM encerrou o segundo trimestre com lucro operacional total de US$ 1,5 bilhão, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O lucro antes de impostos somou US$ 1,08 bilhão, contra US$ 830 milhões registrados um ano antes.

No acumulado do primeiro semestre, o lucro operacional total atingiu US$ 2,2 bilhões, crescimento de 40% na comparação anual.

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo avanço das margens em diferentes operações, pelo ambiente favorável para os biocombustíveis e pelo crescimento dos negócios de nutrição, segundo o presidente do conselho e CEO da ADM, Juan Luciano, em nota.

O volume global de processamento de oleaginosas aumentou cerca de 5% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Serviços agrícolas e oleaginosas

O segmento Serviços Agrícolas e Oleaginosas registrou lucro operacional de US$ 867 milhões no segundo trimestre, alta de 129% na comparação anual.

O resultado refletiu principalmente a expansão das margens nas áreas de serviços agrícolas e processamento de oleaginosas na América do Norte, apoiadas pelas obrigações de volume de combustíveis renováveis (RVO, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e pelos preços elevados da energia. 

A companhia informou ainda que o trimestre incluiu aproximadamente US$ 100 milhões em impactos líquidos positivos de marcação a mercado e efeitos de timing, principalmente na operação de processamento.

Na divisão de serviços agrícolas, o lucro operacional aumentou 159% em relação ao segundo trimestre de 2025. Entre os fatores apontados pela empresa estão o uso da rede global de ativos em um ambiente operacional mais complexo, a retomada das operações do terminal de exportação de grãos de Barcarena (PA) e o aumento das exportações brasileiras de soja, favorecidas por maiores vendas dos produtores.

No processamento de oleaginosas, o lucro operacional cresceu US$ 330 milhões na comparação anual. Segundo a empresa, além da melhora das margens, o segmento foi beneficiado pelo aumento de aproximadamente 5% no volume global processado, maior utilização dos ativos e demanda aquecida por farelo de soja. A ADM destacou que Brasil e Estados Unidos registraram volumes recordes de exportação de farelo no período.

Já a divisão de produtos refinados e outros apresentou queda de 3% no lucro operacional, em razão, principalmente, de impactos negativos de marcação a mercado e de timing. Os resultados da participação acionária da ADM na Wilmar recuaram cerca de 22% na comparação anual.

Soluções em carboidratos

O segmento de Soluções em Carboidratos registrou lucro operacional de US$ 411 milhões no segundo trimestre, avanço de 22% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o resultado alcançou US$ 767 milhões, alta de 33%.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas margens mais elevadas do etanol na América do Norte, favorecidas pela demanda doméstica, pelas exportações e pelos incentivos de política pública. 

Segundo a empresa, a combinação entre as obrigações de volume de combustíveis renováveis, os preços elevados da energia e a queda dos preços do milho nos Estados Unidos ampliou a competitividade do etanol em relação a outros componentes da mistura de combustíveis.

Na divisão de amidos e adoçantes, o lucro operacional aumentou 7%, apoiado pelas margens do etanol produzido por moagem úmida de milho, embora parte desse avanço tenha sido compensada pela redução dos volumes e das margens de adoçantes líquidos, principalmente na América do Norte.

A operação de processamento de milho por moagem seca registrou aumento de US$ 52 milhões no lucro operacional em relação ao segundo trimestre de 2025.

Nutrição

A divisão de Nutrição, que reúne os negócios de nutrição humana e animal, registrou lucro operacional de US$ 172 milhões no segundo trimestre, crescimento de 51% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, o segmento somou US$ 307 milhões, alta de 46%.

Na área de nutrição humana, o resultado foi impulsionado pelo crescimento do negócio de aromas e pelo avanço das operações da planta de Decatur East. 

Já a nutrição animal registrou aumento de 50% no lucro operacional, apoiada por melhorias operacionais e pelos efeitos das mudanças no portfólio implementadas ao longo de 2025, segundo a ADM.

Projeções

Após os resultados do segundo trimestre, a ADM revisou para cima sua projeção de EPS (lucro por ação ajustado) para 2026. A companhia passou a estimar um intervalo entre US$ 5,15 e US$ 5,60, acima da previsão anterior, que variava entre US$ 4,15 e US$ 4,70.

Segundo a empresa, a revisão considera a expectativa de continuidade da melhora dos resultados nas operações de processamento de oleaginosas e de etanol, sustentada pelo ambiente favorável de margens após a definição das obrigações de volume de combustíveis renováveis para 2026 e 2027 nos Estados Unidos, além da continuidade da recuperação da divisão de Nutrição.

A ADM informou ainda que segue monitorando fatores macroeconômicos, geopolíticos, regulatórios e comerciais e manteve a previsão de capex (despesas de capital) entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão em 2026.

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IPC-Fipe cai 0,03% em julho, abaixo do esperado, e tem inflação de 3,60% em 12 meses


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, recuou 0,03% em julho, após alta de 0,18% em junho e depois de ficar estável na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira, 4.

O resultado de julho ficou abaixo das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de 0,01% a 0,05%, com mediana de 0,03%.

Entre janeiro e julho, o IPC-Fipe acumulou inflação de 2,08%. Em 12 meses até julho, o índice registrou alta de 3,60%, abaixo da mediana projetada de 3,67% e desacelerando em relação ao ganho de 3,92% no período encerrado em junho.

Em julho, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Alimentação (de 0,13% em junho para -0,69%), Transportes (de 0,10% para -0,13%), Despesas Pessoais (de -0,03% para -0,07%) e Saúde (de 0,31% para 0,10%).

Por outro lado, houve aceleração de junho para julho em Habitação (de 0,34% para 0,57%), Vestuário (de 0,31% para 0,58%) e Educação (de 0,11% para 0,30%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em julho:

– Habitação: 0,57%

Alimentação: -0,69%

Transportes: -0,13%

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Despesas Pessoais: -0,07%

Saúde: 0,10%

Vestuário: 0,58%

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Educação: 0,30%

Índice Geral: -0,03%



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Funcionários da CPTM entram em greve; veja linhas afetadas nesta terça


Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entraram em greve às 0h desta terça-feira (4) por tempo indeterminado. Por volta das 6h45, as linhas 11-Coral e 12-Safira estavam com operação parcial e a linha 13-Jade permanecia paralisada.

Por volta das 5 horas, apenas a linha 11-Coral estava com funcionamento parcial, entre as estações Guaianases e Palmeiras-Barra Funda. As linhas 12-Safira e 13-Jade amanheceram paralisadas, com percurso sendo feito por ônibus estacionados em frente às estações.

Por volta das 5h38, nova atualização no site da CPTM indicava funcionamento parcial também da linha 12, com operação entre Engenheiro Goulart e Brás. A reportagem do Estadão constatou, no entanto, que os trens da 12-Safira ainda estavam parados na plataforma do Brás com as portas fechadas ao público. Os primeiros trens saíram por volta das 6 horas.

A Estação Brás, que conecta as linhas 3-Vermelha, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, está aberta. Ela amanheceu fechada e com grades bloqueando o acesso à linha 12-Safira.

Situação das linhas, segundo a CPTM:

– Linha 10-Turquesa: operação normal (não faz parte da greve).

– Linha 11-Coral: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Estudantes e Guaianazes).

– Linha 12-Safira: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart).

– Linha 13-Jade: paralisada.

Funcionamento de outras linhas

Segundo o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata do monotrilho amanheceram com Operação Especial para minimizar os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11, 12 e 13. Já as linhas 4-Amarela, 5-Lilás iniciaram o funcionamento com operação normal.

Por volta das 6 horas, já era grande a movimentação de passageiros na estação Corinthians-Itaquera, com filas nas catracas para o acesso ao Metrô.

Suspensão do rodízio

Por causa da greve, a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio municipal de veículos está suspenso nesta terça-feira.

Nesta terça, não poderiam circular no centro expandido da cidade os carros e caminhões com placas final 3 ou 4, nos horários entre 7h e 10h e entre 17h e 20h. Com a suspensão, os carros poderão circular em toda a cidade em quaisquer horários do dia.

Decisão da greve

A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

– A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.

– A linha 12-Safira conecta a região central da capital, no Brás, com a região leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP.

– A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

De acordo com o governo do Estado, as Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa permanecem em operação regular ao longo desta terça-feira, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, foi acionado o plano de contingência com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros.



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Inflação deve ajudar Copom a cortar Selic a 14%; será o último corte do ano?


O Comitê de Política Monetária (Copom) define nesta quarta-feira (5) o novo patamar de juros do Brasil, atualmente em 14,25%. A aposta majoritária (89,5%) no mercado de Opções da B3 aponta para uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14%. Pelas projeções do Boletim Focus, este seria o limite de juros para este ano. 

Quem defende o corte de 0,25 na Selic avalia que os juros estão restritivos há bastante tempo, e que a inflação acumulada está convergindo para o teto da meta. Quem prefere a manutenção cita as incertezas da guerra no Oriente Médio, que elevam os preços, aliada à desancoragem das expectativas e do cenário fiscal brasileiro.

Antônio Patrus, diretor da Bossa Invest, integra a ala mais conservadora e avalia que não há sustentação para continuar com a flexibilização, uma vez que o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre. “O corte precisa ser validado pela inflação. Se houver repique de preços, deterioração cambial ou nova desancoragem das expectativas, esse espaço desaparece rapidamente”, alerta. 

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Ruídos, clima e inflação

A última decisão de juros trouxe incertezas para o mercado. A Warren Rena classificou o comunicado anterior como uma surpresa “dovish”, pois o Banco Central justificou que focar a meta apenas no final de 2027 evitaria volatilidade excessiva, gerando dúvidas sobre o rigor da autarquia. Espera-se, segundo economistas, que a decisão desta vez não crie ruídos semelhantes.

No curto prazo, a inflação tem colaborado. O IPCA-15 de julho veio abaixo do esperado, e bancos como JP Morgan e Itaú destacam que os núcleos sensíveis aos juros atingiram os menores patamares em 12 meses, puxados pela descompressão global. Contudo, há outras variáveis no cenário. A consultoria 4intelligence alerta que o El Niño, já em intensidade expressiva, pressionará os alimentos a partir de setembro, enquanto o mercado de trabalho segue sobreaquecido, blindando a inflação de serviços. 

A piora fiscal agrava o quadro. O BTG Pactual projeta que a Dívida Bruta alcançará 81,6% do PIB em 2026, e alerta para o salto expressivo das emissões de títulos pós-fixados (LFTs), que já beiram o teto de 50% do Plano Anual de Financiamento.

Política monetária dos EUA

O cenário se estreita ainda mais devido à política dos Estados Unidos. Na semana passada, o Federal Reserve manteve os juros em pausa. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, alerta que um tom mais firme do Fed pode fechar o diferencial de juros com o Brasil, afugentando o capital estrangeiro. Esse movimento pressionaria o câmbio, gerando inflação via produtos importados. O choque já é precificado no mercado corporativo. “O tarifaço entra como uma incerteza a mais, porque mesmo sendo um imposto pago dentro dos Estados Unidos (…) ele pressiona o câmbio, e o câmbio costuma ser justamente o canal que faz a inflação subir aqui”, explica André Matos, CEO da MA7 Capital. 

Diante da instabilidade, o fim do ciclo de cortes ganha força. José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, aponta que a desancoragem das expectativas de longo prazo “exige que este seja o último corte”. Felipe Rodrigo de Oliveira, da MAG Investimentos, endossa o pessimismo, projetando que o próprio Banco Central reconhecerá a inflação de longo prazo rompendo o teto da meta. 

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Na trincheira oposta, Arnaldo Lima, economista da Polo Capital, defende que a atual política restritiva já drena a economia o suficiente. Ele projeta cortes até a Selic bater 13,75%. “O processo tende a reduzir gradualmente as pressões salariais e, consequentemente, a inflação de serviços, principal foco de preocupação do Banco Central”, argumenta Lima, sinalizando que a queda no rendimento real dos trabalhadores ditará o ritmo das próximas reuniões. 

O que esperar para a Selic

Diante deste cenário, as projeções para a Selic terminal dividem as maiores casas do mercado. 

A Warren Rena defende em sua análise que a “decisão ideal seria a manutenção da taxa Selic em 14,25%” para evitar ruídos e resgatar a ancoragem das expectativas, alertando que “uma condução mais leniente da política monetária em relação à inflação representaria um risco significativo para a percepção dos agentes econômicos”. Ainda assim, a casa admite que o corte é o caminho mais provável. 

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O Morgan Stanley revisou sua posição, abandonando a previsão de manutenção para endossar o corte para 14% em agosto. No entanto, o banco norte-americano projeta uma pausa na reunião de setembro, relegando a possibilidade de novos cortes apenas para janeiro de 2027. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, tem a mesma avaliação. “Para os próximos meses, minha expectativa é de pausa no ciclo de cortes, em vista de nova alta nos preços do petróleo e das incertezas no Irã”. Para Edgar Araújo, CEO da Azumi investimentos, a continuidade do ciclo de cortes vai depender da evolução da inflação corrente, das expectativas, do câmbio e do cenário fiscal. 

Para Leticia Moschioni, sócia da Finscale, ainda que o Copom opte pelo corte, ele continuaria mantendo uma postura cautelosa diante dos riscos.

O JP Morgan projeta reduções consecutivas, prevendo um corte em agosto e outro em setembro, ancorado na hipótese de que a fraqueza da atividade brasileira se aprofundará nos próximos meses. O Itaú, em linha com a estimativa do JP Morgan, estima a Selic encerrando 2026 em 13,75% e espera que o Copom adote no comunicado desta semana um tom de “serenidade e cautela” diante da desancoragem, mantendo as “portas abertas” sem fornecer “forward guidance” (sinalização explícita) sobre o ritmo ou extensão do ciclo. 

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“O que está em jogo agora é o tamanho do espaço que o Banco Central ainda tem para cortar juros, e esse espaço ficou mais estreito”, afirma André Matos, CEO da MA7 Capital.



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