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Ator Marco Furlan é preso suspeito por estupro de vulnerável em SP


O ator brasileiro Marco Furlan, de 48 anos, foi preso por estupro de vulnerável na Delegacia de Pindamonhangaba, em São Paulo.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), ele foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça.

“Demais detalhes serão preservados devido a natureza da ocorrência e por envolver menor de idade”, informaram em nota.

A CNN Brasil procura a defesa de Marco Furlan. O espaço segue em aberto para posicionamento.

*Sob supervisão de AR.



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Trabalhadores da CPTM entram em greve e trens param em SP; veja linhas


Em assembleia realizada nesta segunda-feira (3), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir do primeiro minuto de terça-feira (4).

As linhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade serão afetadas com a paralisação. Não há um prazo definido para a greve. A Prefeitura de São Paulo confirma a suspensão do rodízio.

A categoria protesta contra a privatização das linhas para a concessionária Trivia Trens.

Após um incêndio ocorrido em um vagão no último mês, a operação voltou para a CPTM por 90 dias, em determinação do governo de São Paulo.

Segundo a Artesp, a medida foi tomada para garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora Trivia Trens.

Os funcionários querem a garantia da manutenção dos empregos.

O governo de São Paulo foi procurado pela CNN Brasil e se manifestou por meio de nota.

Segundo a CPTM, a greve não ajuda os trabalhadores.”A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, diz trecho do posicionamento.

O governo ainda afirma que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho “que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato, completa a nota governamental.

Sobre o funcionamento do restante das linhas a gestão estadual confirma o funcionamento. “As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros”, finaliza o comunicado.



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Nunes suspende rodízio em SP após ferroviários anunciarem greve em 3 linhas de trem


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), suspendeu o rodízio de carros na terça-feira (4), em São Paulo. A medida foi adotada depois de ferroviários anunciarem greve por tempo indeterminado que afetará a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Em protesto pelas falhas desde que a Trivia Trens assumiu o controle das linhas, os ferroviários iniciarão a paralisação à meia-noite de terça. A operação seguirá normal na 10-Turquesa, nas linhas de metrô e nas operadas pela Via Mobilidade e TicTrens.

A votação foi realizada na sede do sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Stefzcb), no Brás. A assembleia foi marcada, com indicativo de greve, depois que o vagão da linha 12-Safira ficou destruído por um incêndio.

O incidente e falhas elétricas também ocasionaram a paralisação das linhas 11-Coral e 13-Safira. As três linhas são operadas pela Trivia Trens.

Depois do episódio, o governo de São Paulo decidiu retomar o controle das linhas por 90 dias e trabalha com a empresa na operação. Cinco dias depois, o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, instaurou inquérito para apurar falhas.



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Ferroviários anunciam greve em três linhas de trens de SP


Ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de São Paulo decidiram nesta segunda-feira (3) entrar em greve por tempo indeterminado. A medida é em protesto pelas falhas apresentadas nas linhas desde que a empresa Trivia Trens assumiu o controle da operação.

A paralisação se inicia à meia-noite de terça-feira (4). A operação seguirá normal na 10-Turquesa, nas linhas de metrô e nas operadas pela Via Mobilidade e TicTrens.

A votação foi realizada na sede do sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Stefzcb), no Brás. A assembleia foi marcada, com indicativo de greve, depois que o vagão da linha 12-Safira ficou destruído por um incêndio.

O incidente e falhas elétricas também ocasionaram a paralisação das linhas 11-Coral e 13-Safira. As três linhas são operadas pela Trivia Trens.

Depois do episódio, o governo de São Paulo decidiu retomar o controle das linhas por 90 dias e trabalha com a empresa na operação. Cinco dias depois, o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, instaurou inquérito para apurar falhas.



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Milho sobe em Chicago com recompras de fundos e ajustes técnicos

O milho encerrou o pregão desta segunda-feira (03) em alta na Bolsa de Chicago, com o contrato com vencimento em dezembro avançou 1,83%, cotado a US$ 4,72 por bushel, após recuperar as perdas registradas no início da sessão.

Segundo análise da Royal Rural, o movimento foi impulsionado principalmente pela atuação dos fundos de investimento. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) mostram que os investidores ampliaram de forma significativa suas posições compradas em milho na semana passada, indicando uma mudança de postura, de cautela para maior otimismo em relação aos preços.

Embora o relatório da CFTC reflita as posições até a terça-feira anterior e não retrate as operações em tempo real, ele indica que os fundos iniciaram a semana com uma posição relevante de compra. Com a queda das cotações durante a manhã, esses investidores podem ter aproveitado os preços mais baixos para recomprar contratos, aumentando a pressão compradora.

A recuperação também foi favorecida por fatores técnicos. O contrato de dezembro chegou a cair para cerca de US$ 4,58 por bushel, rompendo temporariamente a média móvel de 50 dias, próxima de US$ 4,59. No entanto, os preços voltaram rapidamente acima desse nível, desencadeando a saída de posições vendidas e a execução de ordens de proteção, movimento conhecido no mercado como “stop”.

De acordo com a Royal Rural, não há confirmação de que uma única instituição tenha concentrado as compras, já que a Bolsa de Chicago não divulga a identidade dos participantes em tempo real. Ainda assim, a recuperação simultânea do milho e do trigo após uma tentativa frustrada de queda reforça a percepção de que o avanço foi motivado por recompras técnicas dos fundos, e não por uma nova notícia ligada aos fundamentos do mercado.

Trigo

As cotações do trigo voltaram a refletir as incertezas no cenário internacional e o contrato para setembro encerrou o dia com queda de 1,84% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 6,51 por bushel.

De acordo com a Granar, o mercado segue atento aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia, que podem afetar o fluxo de exportações pelo Mar Negro em um momento de avanço da colheita de inverno. Além disso, a escassez de umidade em Dakota do Norte, importante região produtora de trigo de primavera nos Estados Unidos, continua gerando preocupação entre os investidores.

Após as fortes perdas da semana passada, provocadas pela liquidação de posições dos fundos de investimento, parte dos participantes voltou a monitorar possíveis riscos para a oferta global do cereal.

Nesta segunda-feira, o governo russo anunciou que reforçará a proteção dos navios que operam na bacia do Mar de Azov e do Mar Negro, além de desenvolver rotas alternativas para o transporte de cargas. A medida ocorre em meio ao aumento dos ataques com drones contra embarcações na região.

Segundo o Ministério dos Transportes da Rússia, foi criado um grupo de trabalho para reorganizar a logística e redirecionar o fluxo de cargas. O governo afirmou ainda que empresas de estiva já demonstraram capacidade para absorver volumes adicionais e acelerar os embarques, dentro dos limites operacionais dos terminais.

Soja

Depois de registrar forte queda na semana passada, o mercado da soja voltou a operar em campo positivo nesta sessão. Em Chicago, o contrato para novembro avançou 0,40% e encerrou o dia cotado a US$ 11,92 por bushel.

Segundo análise da Granar, o mercado busca se estabilizar após a desvalorização de cerca de 6% registrada na última semana. As cotações seguem pressionadas pela queda do petróleo, reflexo da expectativa de um novo entendimento entre Estados Unidos e Irã para reduzir as hostilidades no Oriente Médio.

Outro fator acompanhado pelos investidores é a mudança na previsão climática para o Meio-Oeste americano. Os modelos indicam um volume de chuvas ligeiramente superior ao esperado, com uma frente avançando das Grandes Planícies Centrais em direção ao norte do Meio-Oeste. A umidade adicional favorece o desenvolvimento das lavouras, justamente em uma fase decisiva para a definição do potencial produtivo da safra.

Por outro lado, a demanda chinesa ajudou a limitar as perdas e deu sustentação aos preços. De acordo com informações divulgadas pela Reuters, a China adquiriu na última sexta-feira pelo menos 13 carregamentos de soja dos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de 800 mil toneladas.

Com essa operação, as vendas da nova safra americana para o mercado chinês somam aproximadamente 5 milhões de toneladas, segundo comerciantes asiáticos ouvidos pela agência, reforçando a expectativa de continuidade da demanda pelo grão norte-americano.

 

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USDA aponta avanço da safra e boas condições para milho e soja nos EUA

As lavouras de milho e soja dos Estados Unidos seguem com desenvolvimento acima da média histórica na reta final do ciclo produtivo, conforme mostra o relatório semanal de acompanhamento de safra divulgado nesta segunda-feira (3) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os dados apontam avanço das principais fases de desenvolvimento das culturas e manutenção de boas condições nas áreas produtoras.

No milho, 90% das lavouras dos 18 principais estados produtores já atingiram a fase de espigamento, ante 78% na semana anterior. O percentual também supera a média dos últimos cinco anos, de 87%, indicando um ritmo acelerado de desenvolvimento da safra.

Apesar de uma leve piora em relação à semana anterior, a condição das lavouras permaneceu elevada. Segundo o USDA, 61% das áreas estão classificadas entre boas e excelentes, contra 63% na semana passada. Outros 25% estão em condição regular, enquanto 14% foram avaliados como ruins ou muito ruins.

Na soja, a floração alcançou 88% das lavouras nos 18 principais estados produtores, acima dos 80% registrados na semana anterior e da média histórica de 84% para o período, reforçando o avanço da cultura em ritmo superior ao normal.

A formação de vagens evoluiu para 62% da área cultivada, avanço de 15 pontos percentuais em uma semana e também acima da média histórica, de 55%.

A qualidade das lavouras de soja também segue favorável, com 63% das áreas classificadas entre boas e excelentes pelo USDA. Outras 28% foram avaliadas como regulares, enquanto apenas 9% aparecem entre ruins e muito ruins.

Entre as demais culturas acompanhadas pelo relatório, a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área plantada. Já o trigo de primavera está praticamente todo espigado, com 98% das lavouras nessa fase, embora apenas 5% da área já tenha sido colhida.

No algodão, 88% das lavouras já emitiram botões florais, 55% estão na fase de formação dos capulhos e 4% iniciaram a abertura. A condição da cultura é mais heterogênea, com 42% das áreas classificadas como boas ou excelentes e 20% entre ruins e muito ruins.

O relatório também mostra que o amendoim apresenta um dos melhores desempenhos entre as culturas acompanhadas, com 64% das lavouras em boas ou excelentes condições. Já as pastagens seguem pressionadas pela seca em parte do país, com 46% classificadas como ruins ou muito ruins e apenas 25% avaliadas como boas ou excelentes.

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Primeira semana de agosto terá frente fria, ciclone e ventos de 90 km/h


A primeira semana de agosto será marcada por dois cenários distintos no Brasil. No início da semana, o predomínio é de tempo firme, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas em grande parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. Já na segunda metade da semana, a atenção se volta para a Região Sul, onde a previsão indica a formação de um ciclone extratropical entre quinta (6) e sexta-feira (7), com potencial para provocar ventos intensos, principalmente no Rio Grande do Sul.

Nesta segunda-feira (3), segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as chuvas permanecem concentradas no Sul do país, especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul, além de áreas próximas à divisa entre Santa Catarina, Paraná e Argentina. Nas demais regiões, o destaque continua sendo o tempo seco e os baixos índices de umidade do ar.

Ciclone deve se formar entre quinta e sexta

Segundo o meteorologista e consultor climático Francisco de Assis, a mudança mais significativa da semana deve ocorrer a partir de quinta-feira (6), quando um ciclone extratropical deve se formar entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. De acordo com o especialista, o sistema deve se deslocar para o Oceano Atlântico no início da sexta-feira (7), mantendo influência sobre o litoral gaúcho.

“Vai se formar um ciclone extratropical pela Argentina com Rio Grande do Sul e Uruguai, na quinta-feira (6). Depois vai deslocar-se para o Oceano Atlântico e pegar o litoral do Rio Grande do Sul no início do dia 7. Ventos fortes de 80 km/h a 90 km/h devem ocorrer em grande parte do Rio Grande do Sul”, explicou Francisco de Assis à CNN.

Ainda segundo o meteorologista, a frente fria associada ao ciclone também deve favorecer uma frente de rajadas, com ventos próximos de 80 km/h entre o sul de Mato Grosso do Sul, o oeste e sul do Paraná e áreas de Santa Catarina.

Sul já registra instabilidades

O avanço do ciclone ocorre após dias de instabilidade na região Sul. Segundo o Inmet, a aproximação de uma frente fria pelo Oceano Atlântico e a atuação de um centro de baixa pressão sobre o Paraguai favoreceram, entre sábado (1º) e esta segunda-feira (3), a ocorrência de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo, principalmente no Rio Grande do Sul.

No fim de semana, o instituto chegou a emitir avisos de perigo para tempestades, vendavais e ventos costeiros em diferentes áreas da região.

Baixa umidade predomina em boa parte do país

Enquanto o Sul concentra as instabilidades, o restante do país segue sob influência de uma massa de ar seco.

Segundo o Inmet, agosto começou com baixa umidade relativa do ar em diversos estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. Há alertas para índices inferiores a 20% em áreas do Tocantins, sudeste do Pará, oeste da Bahia e sul do Piauí. Em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, os avisos também indicam condições críticas durante as tardes.

O cenário favorece o aumento do risco de queimadas, piora da qualidade do ar e problemas respiratórios, além de exigir maior atenção com hidratação e exposição prolongada ao sol.

Chuva fica restrita a poucas áreas

Na região Norte, a previsão desta segunda-feira concentra as chuvas entre Roraima, norte do Amazonas, litoral do Pará e Amapá, com possibilidade de trovoadas isoladas. Já Rondônia, Tocantins, centro-sul do Pará e parte do Acre permanecem com tempo firme.

No Nordeste, a chuva deve ocorrer principalmente na faixa litorânea, com maior intensidade prevista para o litoral da Bahia. No interior da região, predomina o tempo seco.

No Centro-Oeste, apenas o sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul têm previsão de chuva isolada nesta segunda-feira, enquanto o restante da região segue com céu aberto e baixa umidade. No Sudeste, a instabilidade fica restrita ao Espírito Santo, ao leste de Minas Gerais e a trechos do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, o tempo continua seco, com possibilidade de geada nas áreas serranas do sul de Minas Gerais durante as madrugadas.

Válido lembrar que a intensificação do El Niño deve marcar o clima de agosto no Brasil, com um cenário de contrastes entre as regiões. 



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Novo boletim do Inmet indica El Niño ‘muito forte’; veja regiões afetadas


O fenômeno El Niño deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e alcançar intensidade “muito forte” entre a primavera e o início do verão, aumentando a probabilidade de ocorrência de eventos extremos no Brasil, sobretudo nas regiões Sul e Norte. A análise está no Boletim nº2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes – o que altera a circulação atmosférica em escala global, impactando o regime de ventos, chuvas e temperaturas.

Segundo o boletim, a probabilidade de o El Niño se manter ativo pelo menos até o início de 2027 é de 100%. A possibilidade de alcançar a categoria “muito forte”, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico supera 2ºC, é elevada.

Historicamente, no Brasil, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño. A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

As chuvas registradas no Rio Grande do Sul durante julho, que provocaram enchentes em diferentes municípios, já representam os primeiros impactos do fenômeno. Segundo o boletim, “a situação exige atenção especial” porque a região não apresenta déficit hídrico. Isso significa que o solo já tem bastante água, favorecendo a rapidez no transbordamento dos rios diante de episódios de chuvas intensas.

Na região Norte do país, especialmente na Amazônia, o cenário é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso do início da estação chuvosa.

O boletim destaca que esse padrão favorece a persistência da estiagem, reduz a disponibilidade hídrica, aumenta o ressecamento da vegetação e amplia significativamente o risco de incêndios florestais.

Outro efeito esperado é a redução gradual dos níveis dos rios. Embora boa parte das bacias ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores mostram avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia.

Segundo os órgãos responsáveis pelo monitoramento, caso não haja reposição significativa das chuvas nas próximas semanas, a resposta hidrológica tende a se intensificar, afetando a navegação, o abastecimento de água e atividades econômicas dependentes dos rios.



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CNA vai manter investimentos em pesquisas para o agro, diz João Martins

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) vai manter os investimentos em pesquisas voltadas ao agronegócio. A afirmação foi feita pelo presidente da entidade, João Martins, em entrevista coletiva concedida após a apresentação do Rally Forrageiras para o Semiárido, na segunda-feira (3), em Baixa Grande (BA).

Segundo Martins, a pesquisa precisa ser contínua para acompanhar as transformações no campo e desenvolver novas tecnologias capazes de atender às demandas dos produtores rurais.

“A pesquisa tem de continuar, vai continuar. Pesquisa é uma coisa constante. Hoje você tem um cenário, amanhã você tem outro. Há 10 anos atrás nós não tínhamos expectativa de ter uma super seca. Hoje estamos dizendo que nós vamos ter uma super seca. Então, o que quer dizer isso? Quer dizer que nós temos que fazer com que as pesquisas continuem”, disse à imprensa.

A declaração foi feita durante a apresentação da nova etapa do Projeto Forrageiras para o Semiárido. Depois de quase dez anos de estudos para identificar espécies forrageiras mais adaptadas às condições da região, a iniciativa passa a concentrar esforços na transferência das tecnologias desenvolvidas aos produtores rurais.

Ao comentar a origem do projeto, Martins afirmou que a iniciativa nasceu da percepção de que faltavam pesquisas voltadas à pecuária do Semiárido.

Segundo ele, apesar dos avanços obtidos pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em outras regiões do país, havia uma lacuna no desenvolvimento de forrageiras adaptadas às condições da região.

“Como é que nós temos uma Embrapa que conseguiu transformar uma das regiões mais pobres de solo nas terras mais produtivas do mundo? E por que essa mesma Embrapa até hoje não conseguiu fazer com que o Nordeste tivesse forrageiras, gramíneas que pudessem resistir mais à seca e alimentar os animais durante o período de seca?”, frisou.

De acordo com ele, a CNA já havia destinado R$ 5 milhões para iniciar os estudos e, após a conversa, a Embrapa passou a integrar o projeto.

O presidente da CNA também defendeu uma atuação maior do poder público no incentivo à pesquisa e à assistência técnica para pequenos produtores. Segundo ele, essas ações deveriam ser tratadas como uma política pública.

“Isso deveria ser obrigação do governo, porque é uma obrigação social. Nós estamos fazendo porque também entendemos que temos responsabilidade social”, pontuou.

Segundo o presidente da CNA, a continuidade das pesquisas também passa pela incorporação de novas tecnologias para ampliar o acesso dos produtores às soluções desenvolvidas pela entidade.

“A modernização não é modismo. Modernização é uma coisa, modismo é outra. Modismo é o que você faz de momento por acaso. A modernização é você acompanhar a evolução da necessidade. O produtor rural está tendo essa necessidade de cada dia mais ter acesso a coisas modernas. (…) Nós é que interessa a gente preparar o produtor para que, caso tenha uma grande seca, ele esteja preparado”, disse.

Martins também citou o uso de inteligência artificial nas ações da entidade. Segundo ele, produtores atendidos pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) poderão utilizar a tecnologia para esclarecer dúvidas sobre manejo e produção, complementando a assistência técnica prestada em campo.

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Trem da linha 8-Diamante é esvaziado após passageiros relatarem fumaça e cheiro de queimado


Um trem da Linha 8-Diamante, operada pela ViaMobilidade, precisou ser esvaziado na tarde desta segunda-feira (03) após passageiros relatarem grande quantidade de fumaça e cheiro de queimado. Segundo a concessionária, o problema foi causado por um superaquecimento na caixa de acoplamento do motor, nas proximidades da estação General Miguel Costa.

Em nota, a ViaMobilidade informou que não houve feridos e que os passageiros desembarcaram em segurança na plataforma.

“A ViaMobilidade informa que um trem da linha 8-Diamante apresentou superaquecimento na caixa de acoplamento do motor na altura da estação General Miguel Costa e precisou ser evacuado. A composição foi recolhida ao pátio de Carapicuíba, onde as equipes de manutenção atuaram. Não houve feridos e os clientes foram desembarcados em segurança na plataforma”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a empresa, a circulação da linha 8-Diamante foi normalizada e opera com intervalos programados para o horário.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que o local da ocorrência não possui conexão com sua malha ferroviária e afirmou que a operação da companhia não foi afetada pelo incidente.

Nas redes sociais, passageiros relataram preocupação com o episódio e fizeram críticas às condições do transporte público

“Que isso? Agora virou rotina pegar fogo os trem? A população tem que se revoltar, isso é um absurdo, um descaso das autoridades”, criticou uma usuária em publicação no Instagram.

O episódio ocorre cerca de um mês após uma falha no fornecimento de energia interromper temporariamente a circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, da concessionária Trivia Trens. Na ocasião, um foco de incêndio foi registrado em uma composição próxima ao pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca.



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