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União Europeia paga até 40% mais pela carne bovina do que a China

A União Europeia está pagando significativamente mais pela carne bovina produzida em Mato Grosso do que a China, principal destino das exportações do Estado. Dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostram que, no primeiro semestre de 2026, os compradores europeus desembolsaram até 40% a mais por tonelada do produto, evidenciando a crescente importância dos mercados de maior valor agregado para a pecuária mato-grossense.

Enquanto a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada e os demais países da Europa desembolsaram US$ 6.667 por tonelada, o preço médio pago pela China ficou em US$ 4.745 por tonelada.

Apesar da diferença, o mercado chinês segue como o principal comprador da carne bovina de Mato Grosso, respondendo por 55,2% do volume exportado no período.

Os números mostram que, embora a China continue sendo indispensável pelo volume de compras, a estratégia da cadeia pecuária passa cada vez mais pela diversificação de destinos e pela conquista de mercados dispostos a pagar mais por produtos com maior nível de exigência. No caso da Europa, fatores como rastreabilidade, qualidade, sustentabilidade e regularidade do fornecimento contribuem para elevar o valor da carne exportada.

Essa diferença também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, elaborado pelo Imea para medir o retorno econômico obtido com as vendas externas em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Quanto maior o índice, maior é o valor agregado capturado pela cadeia produtiva.

No primeiro semestre, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa, com 98,59. A China registrou 74,37, ficando atrás também do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Para o diretor de Projetos do Imac (Instituto Mato-grossense da Carne), Bruno de Jesus Andrade, a valorização da carne mato-grossense na Europa demonstra que o setor tem conseguido atender mercados cada vez mais exigentes sem abrir mão da parceria estratégica com a China.

“A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção”, afirma.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados de maior remuneração reduz a dependência de poucos compradores e cria incentivos para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e conformidade socioambiental, fortalecendo a competitividade da pecuária de Mato Grosso no comércio internacional.

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Cacau dispara em Nova York com projeção de queda na safra de gana

As preocupações com a produção de cacau na Àsia seguem impulsionando os preços futuros na Bolsa de Nova York. Na sessão desta segunda-feira (03), o contrato para entrega em setembro encerrou o dia com ganho de 10,04% e negociado em US$ 5,397 por tonelada.

De acordo com as informações do Barchart, os preços subiram pela segunda sessão consecutiva e atingiu um dos maiores patamares em duas semanas. “A alta se deve aos impactos da produção de cacau em Gana, que é o segundo maior produtor mundial”, informou.

Na semana anterior, o Conselho do Cacau do Gana (COCOBOB) projetou que a produção da safra 2026/27 deve ficar entre 450 mil e 550 mil toneladas, ante as 750 mil toneladas da safra anterior.

“A produção deve recuar diante dos efeitos combinados da doença do inchaço dos brotos, do envelhecimento das plantações de cacau e da probabilidade de condições climáticas adversas decorrentes do fenômeno El Niño”, destacou o Barchart.

Café

Os preços futuros do café finalizaram o dia com baixas diante das condições mais secas nas regiões produtores brasileiras. Na bolsa de Nova York, o vencimento futuro para entrega em dezembro registrou queda de 3,16% e precificado em U$S 3,04 por libra-peso.

Segundo a análise do Barchart, o café arábica está em forte queda, já que as condições mais secas nas regiões cafeeiras do Brasil devem permitir que o ritmo da colheita acelere.

Nas últimas semanas, a perspectiva de oferta mais restrita contribuiu para sustentação nos preços do grão.

Com relação aos estoques, a ICE informou que estão diminuindo constantemente nos últimos quatro meses e chegaram no menor nível de dois anos na última sexta-feira.

Açúcar

Os preços futuros do açúcar alcançaram o maior patamar em duas semanas na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em outubro teve ganho de 2,39% e fechou cotado em 15,01 centavos de dólar a libra-peso.

A Barchart apontou que a perspectiva de uma oferta futura mais restrita de açúcar está impulsionando os preços para cima nesta sessão, após a Covrig Analytics ter divulgado que agora prevê um déficit global de açúcar de 300.000 toneladas para a safra 2026/27, em comparação com a previsão de junho de um excedente de +100.000 toneladas.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 2,19% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,58 por libra-peso.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com alta de 0,95% e precificado em 82,57 centavos de dólar a libra-peso.

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Copom deve cortar juro a 14%, pausar até 2027 e depois retomar calibração, diz XP


O Comitê de Política Monetária (Copom) deve decidir pelo corte de 0,25 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira (5), seguido de pausa até 2027, avalia a XP Investimentos. De acordo com as projeções da casa, após este período, o Copom deve retomar o ajuste monetário, levando os juros a 11,50% ao fim do ano que vem.

A análise da XP leva em conta que a economia do país melhorou desde a última reunião do Copom, em junho, com perspectivas de acomodação na inflação, moderação da atividade e câmbio controlado. O contexto internacional também trouxe leituras de inflação mais benignas nas demais economias avançadas, apesar da volatilidade com o petróleo em meio às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

Para o economista-chefe da XP, Caio Megale, o comunicado deve ser neutro, sem sinalização clara sobre os próximos passos da política monetária. 

Leia também: Dólar em queda é ânimo exagerado com Brasil? Por que há cautela no mercado com real

O que pode mudar o cenário

Em relatório, Megale reconhece que, caso a inflação siga recuando e a atividade doméstica traga sinais maiores de desaceleração, o Copom poderá estender o ciclo de corte para as reuniões seguintes, sem começar a pausa agora. 

Os cortes mais expressivos para 2027 estão condicionados a um avanço nas reformas fiscais, para que as contas públicas voltem a uma trajetória estável. 

Petróleo, atividade e inflação sustentam corte

O relatório da XP destaca que o petróleo recuou a US$ 80 após superar US$ 100 há duas semanas. Essa volatilidade é uma resposta ao conflito no Oriente Médio que está em um vai e vem nas negociações de um cessar-fogo. Em uma dessas pausas, a commodity chegou a US$ 70 o que, na leitura da XP, aponta que o cenário pode ficar “potencialmente benigno” quando o conflito realmente se encerrar.

Outras economias internacionais também estão colhendo frutos de uma inflação mais comedida. A XP destaca que os dados recentes de inflação ao consumidor nos EUA e em alguns países vieram abaixo das expectativas, o que reduz a pressão dos bancos centrais para aumentar os juros.

No Brasil, dados sobre vendas no varejo, receitas de serviços e produção industrial cederam em março, “sugerindo uma certa acomodação no PIB do 2 trimestre“, segundo a XP.

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A gestora também vê melhoras nos dados do mercado de trabalho, que desaceleraram tanto na geração de empregos quanto no crescimento dos salários.

Inflação surpreende

Os dados de inflação ganharam destaque no período porque vieram abaixo das expectativas do mercado, seja no dado geral ou nas análises mais específicas (medidas do núcleo), o que sugere uma desinflação mais disseminada, segundo a XP. 

“Esses números são voláteis, de modo que é cedo para cravar que estamos diante de uma reversão de tendência frente aos dados desfavoráveis do primeiro semestre. Trata-se, porém, de um sinal encorajador”, avalia o relatório.

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Além disso, a XP destaca que a taxa de câmbio deve sustentar o real daqui para a frente, apesar das incertezas fiscais e políticas, já que ela entrega um superávit comercial “expressivo” e influxos de investimento direto no país (IDP) próximo às “máximas históricas”.

IPCA do ano deve recuar a menos 5%

Ao calcular os modelos do Banco Central para a inflação, a XP estima que a previsão para o IPCA de 2026 deve recuar de 5,2% para 4,9%. 

Em 2027, a estimativa é de 3,7% e, para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, é de 3,2%.

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‘Ressaca’ econômica pode ter chegado antes

Na avaliação da XP, a “ressaca” econômica esperada para o pós-eleição para a presidência pode ter se antecipado e já estar em curso, dado os sinais de IPCA abaixo das expectativas e de atividade econômica mais moderada. Megale avalia que é cedo para falar em “reversão de tendência”, mas os números não podem ser ignorados.

Uma explicação plausível para este cenário é que os efeitos da política monetária restritiva estão pesando, aliada ao elevado endividamento das famílias e empresas. O relatório também destaca que “as incertezas políticas estão pesando sobre a confiança e, consequentemente, a capacidade (ou disposição) das empresas de repassar custos mais elevados”, avaliam os economistas da XP.



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Boletim aponta El Niño “muito forte” e maior risco de desastres no Brasil


O fenômeno El Niño deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão, aumentando a probabilidade de eventos extremos em diferentes regiões do Brasil.

A avaliação consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) em conjunto com outros órgãos federais, que alerta para possíveis impactos sobre o regime de chuvas, temperaturas, recursos hídricos, agricultura e risco de desastres naturais.

O documento é resultado de uma ação conjunta entre Inmet, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Segundo o boletim, há 100% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, com possibilidade elevada de atingir a categoria de muito forte, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial supera 2°C.

Embora o fenômeno ocorra no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do Brasil, seus efeitos alteram a circulação atmosférica em escala global. Na prática, isso modifica o comportamento dos ventos, o transporte de umidade e a formação de sistemas de chuva, favorecendo extremos climáticos, como enchentes, estiagens prolongadas, ondas de calor, queimadas e temporais.

Os especialistas ressaltam, porém, que o El Niño não determina sozinho as condições do tempo. Cada episódio possui características próprias e seus efeitos podem ser intensificados ou amenizados pela atuação de outros sistemas meteorológicos.

Sul deve concentrar os maiores impactos das chuvas

Historicamente, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño, principalmente durante a primavera e o verão.

A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Segundo a Climatempo, os grandes acumulados registrados no Rio Grande do Sul durante julho, que provocaram enchentes em diferentes municípios, já representam os primeiros impactos do fenômeno neste ano.

O boletim do Painel El Niño reforça que a situação exige atenção especial porque, diferentemente do cenário observado em 2023, a região não apresenta déficit hídrico expressivo. Isso significa que o solo já possui maior disponibilidade de água, favorecendo o transbordamento de rios diante de novos episódios de chuva intensa.

Na agricultura, a maior disponibilidade de umidade pode beneficiar culturas de inverno em determinadas fases de desenvolvimento. Em contrapartida, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas, dificulta a entrada de máquinas nas lavouras e pode atrasar operações de manejo e colheita.

Norte pode enfrentar seca prolongada e rios mais baixos

Na região Norte, especialmente na Amazônia, o cenário esperado é praticamente o oposto.

A tendência é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso no estabelecimento da estação chuvosa em parte da Amazônia Legal. O boletim destaca que esse padrão favorece a persistência da estiagem, reduz a disponibilidade hídrica, aumenta o ressecamento da vegetação e amplia significativamente o risco de incêndios florestais.

Outro efeito esperado é a diminuição gradual dos níveis dos rios. Embora boa parte das bacias ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores mostram avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia. Segundo os órgãos responsáveis pelo monitoramento, caso não haja reposição significativa das chuvas nas próximas semanas, a resposta hidrológica tende a se intensificar, afetando a navegação, o abastecimento de água e atividades econômicas dependentes dos rios.

A Climatempo também aponta que o Norte deverá registrar temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média principalmente em Roraima e no norte do Amazonas.

Nordeste deve ter menos chuva e maior pressão sobre reservatórios

No Nordeste, os principais impactos tendem a ocorrer durante o verão e o outono, especialmente na porção norte da região. A expectativa é de redução da duração da estação chuvosa, prolongamento da estiagem, temperaturas acima da média e menor disponibilidade de água em rios e reservatórios.

O Painel El Niño mostra que a situação atual da seca na região já é mais preocupante do que a observada em junho de 2023. Enquanto naquele ano a seca moderada atingia cerca de 10% da região, atualmente essa condição alcança aproximadamente 40%, indicando maior vulnerabilidade diante da intensificação do fenômeno. Além disso, muitas áreas ainda não recuperaram completamente suas reservas hídricas, o que pode agravar problemas de abastecimento e aumentar as perdas na agricultura dependente da chuva.

Centro-Oeste pode registrar calor intenso e aumento das queimadas

No Centro-Oeste, o El Niño costuma atrasar o início da estação chuvosa, prolongando o período seco. O cenário previsto inclui temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas e incêndios florestais.

Segundo o boletim técnico, a combinação entre chuva abaixo da média e calor acima do normal favorece ondas de calor e amplia o potencial de propagação do fogo, principalmente em áreas de vegetação nativa e produção agropecuária. Apesar disso, a colheita do milho e do algodão de segunda safra tende a ser favorecida pelo predomínio do tempo seco.

Sudeste deve enfrentar calor acima da média

Na região Sudeste, os efeitos mais frequentes envolvem temperaturas elevadas, ondas de calor mais duradouras e irregularidade das chuvas, sobretudo no início da estação chuvosa.

Embora o El Niño não tenha relação direta com o volume de precipitação na região, o aumento das temperaturas eleva a evaporação e reduz a umidade do solo. Caso as chuvas da primavera atrasem, o quadro de seca pode se intensificar rapidamente, segundo o Painel El Niño.

A Climatempo acrescenta que o calor persistente também deve aumentar a demanda por água e energia elétrica durante os próximos meses.

Órgãos reforçam monitoramento e medidas preventivas

Diante da possibilidade de um episódio muito forte, os órgãos que integram o Painel El Niño recomendam acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas, hidrológicas e geológicas, além da atenção aos avisos e alertas oficiais.

À população, a orientação é manter atualizado o cadastro para recebimento de alertas da Defesa Civil, conhecer as áreas de risco e as rotas de fuga da própria região e adotar medidas de autoproteção sempre que houver previsão de eventos extremos. As instituições informaram que continuarão divulgando boletins periódicos para subsidiar ações de prevenção, preparação e gestão de riscos ao longo da evolução do fenômeno.



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Entenda a polêmica sobre a estátua do Diabo inaugurada no Ceará


Uma estátua que representa o Diabo foi inaugurada em São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza. O monumento, instalado no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, foi apresentado pela líder religiosa conhecida como Mãe Rainha das Trevas como um símbolo de fé e gratidão.

A obra foi inaugurada em no úlitmo dia 25, durante a celebração dos 29 anos do Palácio Estrela Negra da Quimbanda, localizado na praia da Taíba, a cerca de 76 quilômetros de Fortaleza. A estátua tem 11 metros de altura.

Segundo Mãe Rainha das Trevas, a construção representa um agradecimento pelas mudanças que atribui à sua espiritualidade. “Esse monumento é um monumento de fé, respeito e gratidão ao Diabo”, afirmou em entrevista ao portal UOL.

A sacerdotisa também declarou que a estátua é a maior representação do Diabo no mundo. No entanto, não há nenhum registro oficial que confirme essa informação.

De acordo com a líder religiosa, a obra custou mais de R$ 100 mil e foi financiada integralmente com recursos próprios. Ela não informou quanto tempo levou para concluir a construção, afirmando apenas que o processo envolveu preceitos espirituais.

Ainda segundo a responsável pelo templo, o monumento foi erguido em uma propriedade particular pertencente ao Palácio Estrela Negra da Quimbanda e contou com as autorizações necessárias dos órgãos públicos.

Mãe Rainha das Trevas afirmou que passou a seguir a Quimbanda após ser expulsa de casa pela família, que era ligada a uma igreja protestante. Ela disse que, na época, deixou a residência apenas com uma sacola de pertences.

Atualmente, a sacerdotisa afirma possuir patrimônio milionário, ser casada e ter um filho. Ela atribui essas conquistas à sua fé e diz considerar a espiritualidade como sua maior riqueza.

Repercussão da inauguração

Após a repercussão da inauguração da estátua, Mãe Rainha das Trevas afirmou que as críticas recebidas são motivadas por preconceito contra religiões de matriz africana. A sacerdotisa defendeu a liberdade religiosa e pediu respeito às diferentes crenças. “A única coisa que eu peço é respeito à minha fé”, declarou.

A líder religiosa também afirmou que, na interpretação adotada pela comunidade, a figura do Diabo não está associada ao mal. Segundo ela, o símbolo representa proteção e transformação espiritual. “O Diabo, para mim, significa superioridade, bondade, misericórdia e paz. O Diabo é bom”, disse.

Ao comentar as reações nas redes sociais, a sacerdotisa citou um ensinamento transmitido por sua família. “Minha avó dizia para minha mãe, e minha mãe sempre me dizia: ‘Filha, cuidado com os bonzinhos. Antes de dizer que alguém é bom, observe os frutos. A árvore é conhecida pelos frutos’.”

Segundo Mãe Rainha das Trevas, a Quimbanda é uma religião de matriz africana voltada ao culto de exus e pombagiras.

A liberdade de crença é garantida pela Constituição Federal. Além disso, a Lei nº 7.716, de 1989, prevê punição para casos de discriminação ou preconceito por motivo de religião, com penas que podem incluir reclusão.





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BNDES aprova até R$ 3,7 bi para exportação de 19 aviões Embraer para a Porter


O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento para a Embraer exportar até 19 aeronaves E195-E2 à Porter Aviation Holdings, do Canadá, em operação estimada entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões. O crédito terá cobertura do Seguro de Crédito à Exportação (SCE) do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

O contrato oferece uma alternativa para a Porter Airlines financiar a compra dos jatos, com entregas previstas até 2030, informou o banco.

A operação usa recursos da linha BNDES Exim Pós-embarque e marca o primeiro financiamento direto do banco para exportação de aeronaves da Embraer a uma companhia canadense. A Porter vem ampliando sua frota desde 2023, quando começou a receber parte das 75 aeronaves E195-E2 encomendadas.

Até o momento, foram entregues 54 unidades, incluindo três já financiadas pelo BNDES em contrato assinado em dezembro de 2025. A entrega mais recente ocorreu em 23 de junho de 2026, em evento na sede da Embraer, em São José dos Campos.

“Este financiamento apoia a manutenção do nível de produção da Embraer e dos empregos da indústria aeronáutica nacional. É uma operação que envolve aeronaves mais tecnológicas, que estão chegando a novos mercados”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.

O vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da Embraer, Felipe Santana, avaliou que a operação é um reforço à parceria com o banco para apoiar exportações. Para a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, “o instrumento busca tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional”, afirmou.

Segundo o vice-presidente executivo e CFO da Porter Airlines, Rob Palmer, “a Porter é a companhia aérea que mais cresce na América do Norte, com nossa frota E2 desempenhando um papel fundamental na apresentação da empresa a milhões de novos passageiros nos últimos anos”. “Ter o BNDES como parceiro nesta fase demonstra ao mercado que nosso plano de negócios está avançando bem, com muitas entregas de E2 ainda por vir”, concluiu.



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Projeto da CNA leva ‘mar verde do sertão’ para enfrentar a seca

Palma forrageira, capins adaptados à seca e outras espécies selecionadas ao longo de quase dez anos de pesquisa formam o chamado “novo mar verde do sertão”. A estratégia busca garantir uma reserva de alimento para os rebanhos durante os períodos de estiagem e já impactou 10,4 mil produtores rurais do Semiárido por meio do Projeto Forrageiras para o Semiárido, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Criado em 2017, o projeto surgiu para enfrentar um dos principais gargalos da pecuária na região: a escassez de alimento para os animais durante os longos períodos de seca. Desde então, pesquisadores avaliaram 30 espécies forrageiras em regime de sequeiro para identificar quais apresentavam melhor adaptação às condições climáticas do Semiárido.

Na segunda etapa, os experimentos passaram a incluir o pastejo dos animais para avaliar o desempenho das espécies em condições reais de produção.

Agora, a iniciativa entra em uma nova fase, voltada à transferência de tecnologia aos produtores por meio do Rally Forrageiras para o Semiárido.

“Esse projeto nasceu em 2017. Na primeira fase testamos 30 espécies forrageiras em regime de sequeiro. Na fase 2, a gente colocou o componente animal para pastejar as gramíneas que apresentaram os melhores resultados”, explicou a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho.

Segundo ela, a pesquisa também avança para uma nova frente tecnológica. Em uma parceria entre diversos atores e a CNA, pesquisadores testam um fertilizante foliar à base de moléculas de carbono aplicado na palma forrageira.

O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, melhorar o aproveitamento da adubação nitrogenada e elevar a qualidade nutricional do alimento destinado aos animais.

“Nós somos hoje os pioneiros nesses testes. Nunca se realizou um teste em regime de sequeiro com adubação foliar na palma”, afirmou.

De acordo com Alenilda, caso os resultados sejam confirmados, a expectativa é reduzir o ciclo de corte da palma de 18 para 12 meses, aumentando a oferta de alimento sem necessidade de ampliar a área cultivada.

“Daqui para dezembro a gente vai realizar o primeiro corte nessa área experimental. A nossa intenção é aumentar a produtividade, reduzir o período de corte e aumentar a qualidade nutritiva desse material, que é a palma forrageira”, disse.

Os resultados dessa etapa ainda estão sendo avaliados e devem ser concluídos até dezembro. Somente depois disso a tecnologia poderá ser disponibilizada comercialmente.
Como surgiu o projeto

Durante coletiva de imprensa para a apresentação do Rally Forrageiras para o Semiárido, realizada na segunda-feira (3), em Baixa Grande (BA), o presidente da CNA, João Martins, afirmou que a iniciativa nasceu da percepção de que faltavam pesquisas voltadas especificamente para a realidade do Semiárido.

Segundo ele, apesar dos avanços obtidos pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no desenvolvimento de tecnologias para outras regiões do país, ainda havia uma lacuna na produção de conhecimento para a pecuária nordestina.

“Como é que nós temos uma Embrapa que conseguiu transformar uma das regiões mais pobres de solo nas terras mais produtivas do mundo? E por que essa mesma Embrapa até hoje não conseguiu fazer com que o Nordeste tivesse forrageiras, gramíneas que pudessem resistir mais à seca e alimentar os animais durante o período de seca?”, afirmou.

Martins disse ainda que levou esse questionamento ao então presidente Michel Temer e que a CNA destinou R$ 5 milhões para iniciar os estudos, que posteriormente passaram a contar com a participação da Embrapa.

Para o presidente da entidade, a pesquisa continuará sendo prioridade diante dos desafios enfrentados pela agropecuária.

“A pesquisa tem de continuar, vai continuar. Pesquisa é uma coisa constante. Hoje você tem um cenário, amanhã você tem outro. Há 10 anos atrás nós não tínhamos expectativa de ter uma super seca. Hoje estamos dizendo que nós vamos ter uma super seca. Então, o que quer dizer isso? Quer dizer que nós temos que fazer com que as pesquisas continuem” destacou.

O Rally Forrageiras para o Semiárido percorrerá dez estados para apresentar aos produtores os resultados obtidos ao longo da pesquisa e ampliar a adoção das tecnologias desenvolvidas pelo projeto.

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Primeiro leilão de baterias do Brasil tem recorde histórico de cadastramento, diz EPE


3 Ago (Reuters) – ⁠O ⁠primeiro leilão do ‌Brasil para contratar baterias para ‌o sistema elétrico recebeu cadastramento de 6.091 projetos, somando ⁠296.807 megawatts (MW) ‌de ⁠potência, um recorde de participação para certames do setor, disse ​a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ​nesta segunda-feira.

Segundo a EPE, o expressivo volume de ‌projetos evidencia ​o ‘elevado interesse’ de agentes no segmento ⁠e ​reforça ​o papel estratégico dessa ⁠tecnologia para ​o país.

Os projetos cadastrados ​passarão agora pelas etapas de ​análise ⁠e habilitação técnica para ⁠poder participar do leilão.



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Unifesp encontra resíduo com sangue e calendário feito por preso no antigo DOI-Codi/SP


Pesquisadores identificaram resíduos compatíveis com sangue em áreas do antigo DOI-Codi de São Paulo, um dos principais centros de repressão da ditadura militar brasileira. E sob sucessivas camadas de tinta e reparos, foi identificado um calendário gravado na parede de um banheiro por alguém que esteve encarcerado no local.

Coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a pesquisa no DOI-Codi/SP combinou arqueologia, análise do edifício e técnicas das ciências forenses para examinar espaços historicamente associados a detenções, interrogatório e tortura.

A pesquisa integra um projeto interinstitucional coordenado por pesquisadores da Unifesp, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com participação da UFSC e da USP.

Os resultados obtidos em uma antiga enfermaria e em salas de interrogatório levaram à identificação de resíduos hemáticos. Em uma das amostras, coletada em uma antiga sala de interrogatório, a sala 7, um teste confirmatório apresentou resultado positivo para sangue humano.

As análises laboratoriais, no entanto, não permitem determinar quando esse material foi depositado nem foi possível recuperar perfis de DNA, provavelmente em razão da degradação das amostras, das condições ambientais e das sucessivas reformas realizadas no edifício.

Porém, o contexto arqueológico, que é uma das frentes da pesquisa, forneceu elementos que permitiram associar as amostras ao período de funcionamento do DOI-Codi/SP.

“Os métodos forenses não permitem determinar a data exata da deposição, enquanto o contexto arqueológico permite situar os vestígios no período de funcionamento do DOI-Codi. Não é possível, contudo, associá-los a uma pessoa ou episódio específico”, explica Cláudia Plens, docente da Unifesp, coordenadora da frente de arqueologia forense na pesquisa.

Calendário

Outro resultado da investigação surgiu em um banheiro do terceiro andar. Sob diferentes camadas de tinta e reparos, a equipe encontrou números e inscrições gravados diretamente na parede. O conjunto foi interpretado pelos pesquisadores como um calendário, com marcações correspondentes aos dias 23 a 31 de outubro e 1º a 4 de novembro.

Segundo os pesquisadores, o calendário constitui uma marca material da experiência do encarceramento e da tentativa de manter a percepção do tempo no interior do espaço repressivo.

A relação entre as datas registradas e os dias da semana indicou inicialmente duas possibilidades para a produção do calendário: 1970 e 1981.

“Essa ambiguidade pôde ser resolvida pelo cruzamento com o testemunho de uma ex-presa política, que declarou ter visto a inscrição quando esteve detida no local, em 1971, permitindo atribuir o calendário a 1970”, informou a Unifesp.

Edifício

Localizado na Rua Tutóia, zona sul da capital paulista, o complexo do DOI-Codi/SP reunia celas, salas de interrogatório, espaços administrativos, estruturas de vigilância e ambientes utilizados para tortura.

Segundo a Unifesp, pelo menos 52 mortes ocorridas no local são oficialmente reconhecidas. O DOI-Codi/SP recebeu mais de 7 mil pessoas durante seu período de funcionamento.

O edifício onde a pesquisa se concentra, denominado como prédio 2-a, abrigava o setor de inteligência do órgão e foi identificado por sobreviventes como um dos principais espaços de interrogatório e tortura do complexo.

“A ausência de plantas e de registros detalhados das reformas realizadas ao longo das décadas tornou necessária a combinação entre testemunhos, fontes documentais e análise arqueológica da própria arquitetura”, informou a Unifesp.

Para definir os pontos de investigação, a equipe combinou documentos históricos, testemunhos e a análise das transformações que aconteceram no edifício.

A partir das informações reunidas, foram selecionadas antigas salas de interrogatório, uma possível enfermaria, uma sala associada à prática de tortura e um banheiro.

A primeira etapa do projeto de pesquisa, realizada em 2022, utilizou radar de penetração no solo e escaneamento tridimensional do complexo. Em agosto de 2023, foram conduzidas escavações, prospecção nas paredes e nos pisos, análises forenses e atividades abertas ao público.

“Os edifícios não são apenas cenários passivos dos acontecimentos. Paredes, pisos, reformas, inscrições e resíduos também podem constituir evidências. Quando investigamos esses lugares arqueologicamente, o próprio edifício passa a ser tratado como documento”, avaliou Plens.

A retirada de revestimentos mais recentes revelou ainda, em alguns ambientes, o contrapiso de madeira utilizado durante o funcionamento do DOI-Codi/SP. Nas paredes, a abertura de pequenas áreas de prospecção permitiu identificar camadas de tinta, reboco e reparos acumulados ao longo das décadas.



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Brasil registra novo recorde na produção de petróleo em junho, aponta ANP


SÃO PAULO, 3 Ago (Reuters) – A produção ⁠de petróleo do Brasil em junho somou ⁠um recorde de 4,475 milhões de barris ao dia (bpd), alta ‌de 4,0% ante o mês anterior e de 19,1% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados ‌publicados pela agência reguladora ANP nesta segunda-feira.

A atividade no pré-sal deu novamente impulso à produção, somando 3,699 milhões de bpd, à medida que novas unidades entraram em operação, principalmente da Petrobras e suas parceiras.

A nova melhor marca da produção de petróleo supera a registrada em ⁠abril, ‌quando o país produziu 4,340 milhões de bpd.

A produção de gás ⁠natural também atingiu um recorde de 217,3 milhões de metros cúbicos por dia em junho, embora apenas 64,4 milhões de m³/d tenham sido disponibilizados ao mercado, volume 4,2% superior ao de junho de 2025.

O restante da produção de gás foi principalmente ​reinjetado nos reservatórios para apoio à recuperação de petróleo.

A produção total de petróleo e gás natural do país alcançou 5,84 milhões ​de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), crescimento de 4,38% ante o mês anterior e de 19,2% na comparação anual.

Entre os campos, Búzios consolidou a liderança nacional ao atingir cerca de 1,29 milhão de boe/d em junho, crescimento de 36% sobre o ‌mesmo mês de 2025.

Tupi, segundo maior produtor do ​país, elevou a produção em 4,7%, para 1,10 milhão de boe/d, enquanto Mero registrou uma das maiores expansões entre os grandes ativos do pré-sal, com salto de ⁠45,3%, superando também a ​marca de 1 ​milhão de boe/d.

Juntos, os três campos responderam por aproximadamente 3,47 milhões de boe/d, quase 60% ⁠de toda a produção brasileira de ​petróleo e gás natural no mês.

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PETROBRAS E SHELL

A Petrobras registrou produção de 3,44 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 14,5% ​em relação a junho de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela expansão dos campos do pré-sal, especialmente Búzios e ​Mero.

A Shell manteve-se como ⁠a segunda maior produtora entre os consorciados do país, com produção atribuída de 561,6 ⁠mil boe/d em junho, avanço de 7,4%.

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A companhia tem participação relevante nos principais ativos do pré-sal da Bacia de Santos, incluindo Mero e Tupi, que continuaram entre os maiores contribuintes para o crescimento da produção nacional.



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