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Exportações ucranianas de grãos caem pela metade entre julho e agosto

As ​exportações combinadas ​de grãos e oleaginosas da Ucrânia caíram para 1,2 milhão de toneladas ⁠em ​agosto, ante 2,5 ​milhões de toneladas ⁠em julho, informou ⁠nesta quinta-feira (3) ​o ‌sindicato ucraniano de ⁠comerciantes UGA.

A UGA informou que o ‌volume de ⁠agosto incluiu ‌649 mil toneladas de trigo, ⁠211 ⁠mil toneladas de milho, 254 ‌mil toneladas de canola, 66 mil toneladas de cevada ‌e alguns outros grãos e oleaginosas.

As exportações ⁠ucranianas de alimentos caíram drasticamente após ​os ataques russos ​aos portos ucranianos do Mar Negro.

Disponibilidade internacional de trigo

Importadores asiáticos de trigo adquiriram pelo menos meio milhão de toneladas de trigo australiano e argentino ​em negócios recentes, segundo três fontes do setor, à medida ​que os compradores se apressam para substituir cargas do Mar Negro atrasadas por ataques a navios e à infraestrutura de exportação de grãos.

Os importadores da região, incluindo a Indonésia, o segundo maior comprador mundial de trigo, estão pagando preços significativamente mais altos por fontes alternativas de abastecimento, afirmaram as fontes, com vários países dependendo fortemente das importações para atender à demanda interna.

“Houve negócios em grande volume na última semana a dez dias envolvendo trigo australiano e argentino ⁠para atender a necessidades urgentes”, disse um ​trader baseado na Ásia, de uma empresa de comércio internacional que fornece trigo a moinhos da ​região.

“Os importadores estão tentando obter remessas alternativas para cargas que não chegaram da Rússia e da Ucrânia.”

Os importadores ⁠globais de trigo enfrentam escassez de oferta, já que ⁠os ataques russos e ucranianos a portos e embarcações interromperam as operações nos terminais de ​grãos, ‌forçando as transportadoras a adiar ou cancelar o carregamento de dezenas de cargas durante a alta temporada de exportação.

O ⁠grupo norte-americano de commodities agrícolas ADM informou nesta quarta-feira (2) que um ataque com drone em 31 de agosto danificou seu terminal de grãos UEP no porto ucraniano de Odessa, no Mar Negro.

Os compradores pagaram cerca de US$315 a US$330 por ‌tonelada, ⁠incluindo custo e frete, ‌pelo trigo branco premium australiano, enquanto os negócios com trigo argentino foram fechados por cerca de US$310 a US$315 por tonelada, segundo os operadores.

Isso se compara à maioria das cargas do Mar Negro contratadas por cerca de US$260 a US$280 ⁠por tonelada para chegadas entre agosto e setembro.

Os contratos futuros ⁠de referência de Chicago subiram cerca de 35% desde o final de junho, impulsionados em grande parte pela escassez de suprimentos do Mar ‌Negro, enquanto os preços à vista dispararam entre os exportadores concorrentes — Argentina, Austrália e Estados Unidos.

O trigo em Chicago atingiu seu nível mais alto em três anos e meio na terça-feira, após relatos de que Moscou havia rejeitado uma moratória sobre os ataques na região do Mar Negro e lançado ataques noturnos contra a infraestrutura ‌portuária ucraniana.

Processadores de grãos na Ásia reservaram cerca de 2,0 milhões a 2,5 milhões de toneladas de trigo do Mar Negro para embarque entre julho e setembro, o que representa cerca de 30% a 50% da demanda ⁠de importação. No entanto, os crescentes atrasos nos embarques têm alimentado preocupações de que uma parte dos grãos possa não chegar aos compradores.

Além da Indonésia, outros compradores asiáticos de trigo do Mar Negro incluem Bangladesh, Vietnã, Malásia, Tailândia e ​Sri Lanka.

Embora os compradores estejam garantindo grandes volumes de trigo australiano e argentino, alguns recorreram a remessas em contêineres para ​atender às necessidades imediatas, afirmaram os operadores.

“Algumas moageiras estão preferindo contêineres, pois combinaram com os fornecedores de adiar ainda mais a chegada das cargas do Mar Negro”, disse um segundo trader com sede na Ásia. “Elas não querem se expor demais aos preços altos, então estão usando contêineres para ‌atender às suas necessidades imediatas.”

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Diretor do Fed diz estar aberto a deixar juros inalterados se inflação recuar


WASHINGTON, 3 Set (Reuters) – O diretor do ⁠Federal Reserve Christopher Waller afirmou nesta quinta-feira que, se os ‌próximos dados confirmarem que as pressões inflacionárias estão diminuindo, ele está inclinado a defender a manutenção da taxa de juros ‌na próxima reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos.

“Minha decisão sobre a postura adequada da política monetária será fortemente influenciada pelo que soubermos sobre a inflação de agosto”, disse Waller em um discurso preparado para ser proferido em um ⁠evento ‌do Reuters NEXT Newsmaker em Washington.

“Se houver progresso contínuo em ⁠direção à nossa meta de 2%, estarei disposto a defender a manutenção da taxa de juros no nível atual”, disse Waller.

Mas ele alertou que uma trajetória para taxas de juros mais altas também está em jogo.

“Se a inflação vier ​forte, eu consideraria um aumento dos juros” na reunião de 15 e 16 de setembro, disse Waller. Ele observou ​que a atual taxa de 3,50% a 3,75% do Fed está “restringindo apenas ligeiramente a demanda agregada” e que “talvez não seja necessária uma grande aceleração da inflação para me levar a defender uma política monetária mais restritiva”.

Waller disse que a inflação ‌está “significativamente acima” da meta de 2%, mas ​acrescentou que “está avançando de forma lenta, porém contínua, para atingir” essa meta.

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Investidores vêm precificando fortes chances de um aumento de um 0,25 ponto percentual na taxa ⁠de juros na ​reunião do Fed ​deste mês. Nas últimas semanas, uma ampla gama de autoridades do banco central sinalizou ⁠preocupação contínua com a inflação, com ​alguns defendendo aumentos e outros se mostrando abertos a medidas.

Em discurso na semana passada no simpósio econômico de Jackson Hole, organizado pelo ​Fed de Kansas City em Wyoming, o chair do Fed, Kevin Warsh, indicou que, caso as pressões inflacionárias ​não se moderem, seria ⁠provável que o Fed tome medidas para garantir que isso ocorra.

Após a divulgação das ⁠declarações de Waller, operadores reduziram as apostas em um aumento da taxa de juros na reunião deste mês. Eles agora estimam uma probabilidade pouco acima de 50% para tal medida, ante cerca de 60% anteriormente.

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Tyson Foods revisa projeções de 2026 diante de pressão na carne bovina

A americana Tyson Foods atualizou nesta quinta-feira (3) suas projeções para o ano fiscal de 2026, citando o aumento das pressões sobre o segmento de carne bovina no quarto trimestre. A companhia passou a projetar crescimento da receita entre 1,5% e 2% e lucro operacional ajustado entre US$ 1,85 bilhão e US$ 2,05 bilhões.

A revisão das perspectivas está relacionada principalmente à compressão das margens provocada pela volatilidade dos preços do gado e pela redução da oferta de animais nos Estados Unidos. O país enfrenta uma das maiores escassez de gado de sua história. A queda esperada nos preços dos animais também deve afetar o valor dos estoques de gado vivo da companhia.

Para o segmento de carne bovina, a Tyson Foods agora prevê prejuízo operacional ajustado entre US$ 775 milhões e US$ 625 milhões.

A companhia afirmou que está reestruturando sua rede de operações de carne bovina nos Estados Unidos. O plano prevê a concentração das atividades em três unidades localizadas na região central do país.

Segundo Donnie King, presidente e CEO da Tyson Foods, a reorganização busca criar uma estrutura operacional mais eficiente e competitiva no longo prazo. A companhia espera que as medidas comecem a reduzir as pressões sobre os custos operacionais a partir do ano fiscal de 2027.

Frango e porco

A empresa também revisou suas projeções para as operações de frango e carne suína.

No segmento de frango, a estimativa de lucro operacional ajustado passou a ficar entre US$ 1,85 bilhão e US$ 1,95 bilhão. A Tyson afirmou que o desempenho continua sendo apoiado por parcerias estratégicas com clientes e pelo aumento da participação de produtos de maior valor agregado.

A companhia também informou que a demanda está se estabilizando e que suas operações de varejo e foodservice seguem apresentando crescimento acima do mercado em seu portfólio de marcas e produtos de marca própria.

Para suínos, a empresa projeta lucro entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões. As projeções para os segmentos internacional e de comidas preparadas foram mantidas.
No segmento, o aumento da disponibilidade de suínos elevou a oferta de carne suína no mercado. De acordo com a companhia, o movimento contribuiu para a redução dos preços dos animais e dos preços no atacado.

A companhia afirmou que a queda no valor dos produtos foi maior do que o benefício obtido com a redução dos custos dos animais. Esse cenário resultou em menor margem de processamento e pressionou a rentabilidade do segmento.

Demais segmentos

A empresa também informou que a cautela dos consumidores em relação aos gastos discricionários tem criado um ambiente mais desafiador para a demanda no setor de alimentação fora do lar, conhecido como foodservice.

O segmento de comidas preparadas manteve o desempenho previsto pela empresa, com crescimento da receita apoiado por suas marcas, política de preços e investimentos em inovação. A Tyson Foods também destacou melhorias na execução comercial e novas oportunidades junto aos clientes.

Nas operações internacionais, a companhia informou que os resultados seguem dentro do esperado, com melhora na execução e maior consistência dos resultados.

Ao comentar as perspectivas para 2027, Donnie King afirmou que a diversificação do portfólio de proteínas permite à companhia administrar os efeitos dos diferentes ciclos das commodities. Segundo o executivo, a Tyson Foods entra no próximo ano fiscal com um balanço patrimonial saudável, continuidade do desempenho de seus negócios de marcas e uma estratégia voltada ao crescimento de longo prazo.

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Embargo da UE ameaça US$ 392 milhões em exportações de carnes do Paraná

A suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil pela União Europeia, que entra em vigor nesta quinta-feira (3), coloca em risco mais de US$ 392,2 milhões em exportações anuais de carnes do Paraná. O valor corresponde às vendas de carne de frango e bovina realizadas pelo Estado ao bloco europeu em 2025.

Segundo dados do Agrostat, do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), o Paraná exportou US$ 382 milhões em carne de frango para a União Europeia no ano passado, o equivalente a 118,7 mil toneladas. As vendas de carne bovina somaram US$ 10,2 milhões, com embarques de 1,4 mil toneladas.

O impacto potencial já pode ser observado nos resultados de 2026. Apenas nos seis primeiros meses deste ano, o Paraná exportou cerca de US$ 224 milhões em carne de frango para o mercado europeu, em um total de 78,7 mil toneladas. No mesmo período, foram US$ 4,6 milhões em carne bovina, ou 643 toneladas.

A União Europeia responde atualmente por cerca de 5% das exportações de carnes do Paraná. Para o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), além do impacto direto sobre os embarques, a perda de acesso ao mercado europeu pode afetar a posição do Brasil em outros destinos internacionais.

“Muitos países tomam como base o atendimento às exigências sanitárias da UE para tomar suas próprias decisões. Se o bloco europeu tem uma exigência e o Brasil atende, outros países também compram de nós sem necessidade adicional de vistorias ou inspeções”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo ele, a permanência no mercado europeu tem importância que vai além dos volumes comercializados. “Precisamos manter nossos produtos no mercado europeu, pois é uma importante vitrine para o agro brasileiro e paranaense”, acrescenta.

Avicultura concentra maior preocupação

Entre os segmentos afetados, a avicultura deve sentir os efeitos mais intensos no Paraná. O Estado é líder nacional na produção e nas exportações de carne de frango e tem mais de 150 países como destinos de seus produtos.

A suspensão anunciada pela União Europeia abrange determinados produtos de origem animal brasileiros, incluindo carnes bovina e de frango, além de mel, produtos de equinos, tripas e itens de aquicultura.

A Federação já havia alertado o governo federal sobre os riscos da medida. Em 9 de junho, a entidade encaminhou um ofício ao Mapa solicitando providências para evitar a suspensão das importações, argumentando que o Brasil e o Paraná possuem um sistema de defesa sanitária estruturado.

O Paraná é reconhecido pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) como área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2021. O reconhecimento foi ampliado para todo o território brasileiro em 2025. Neste ano, a China também reconheceu o Brasil como livre da doença sem vacinação.

Auditoria pode abrir caminho para retomada

Apesar do impacto sobre os embarques, o setor trabalha com a possibilidade de uma retomada das exportações de carne de frango para a União Europeia no curto prazo.

Desde 24 de agosto, técnicos do bloco europeu realizam auditorias no Brasil para avaliar os sistemas de produção, processamento e fiscalização de carne de frango e mel.

As inspeções também analisam o cumprimento das exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.

A expectativa da Federação, é de que as auditorias comprovem a adequação dos sistemas brasileiros às exigências europeias e contribuam para a retirada do veto à carne de frango.

“São muitos fatores em jogo, mas a nossa expectativa central permanece voltada para a rápida superação das exigências sanitárias e a retomada das exportações para o mercado europeu”, afirma Meneguette.

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economia

Banco Central decreta liquidação extrajudicial das distribuidoras Trustee e Banvox


O Banco Central decretou nesta quinta-feira (3) a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. O ato foi assinado pelo diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, que está como substituto na presidência do BC durante viagem de Gabriel Galípolo a Basileia, na Suíça.

Ambas as empresas liquidadas têm sede em São Paulo e serão comandadas pela liquidante Marilena Simões Valentim. De acordo com o BC, as distribuidoras integram um conglomerado prudencial classificado no segmento S4 da regulação prudencial e têm baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A autoridade monetária detalha ainda que, em julho deste ano, as instituições representavam, em conjunto, menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN e 0,76% do volume de administração de recursos de terceiros.

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pela existência de graves violações às normas legais que disciplinam as atividades das instituições”, completou o BC, em nota.

O órgão reiterou que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades e que o resultado dessas apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes.

Além disso, ficam indisponíveis, a partir desta quinta-feira, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação extrajudicial.

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Arbitragem condena EuroChem por retenção de valores na compra da Heringer

A Fertilizantes Heringer informou ao mercado que uma sentença parcial da Câmara de Arbitragem do Mercado condenou a EuroChem a pagar valores relacionados ao ajuste de preço da compra do controle da fabricante de fertilizantes pela família Heringer, concluída em 2022. A disputa arbitral tem valor de R$ 323,9 milhões e ainda terá novas etapas antes da sentença final.

O comunicado foi divulgado poucos dias depois de a Heringer obter na Justiça a suspensão, por 60 dias, das cobranças e execuções de credores enquanto negocia a reestruturação de suas dívidas por meio de mediação.

A arbitragem envolve a russa EuroChem, atual controladora da companhia, e os antigos acionistas controladores Dalton Dias Heringer, Eny de Miranda Heringer, Dalton Carlos Heringer e o espólio de Juliana Heringer Rezende.

O conflito tem origem no contrato de compra e venda firmado em dezembro de 2021, quando a EuroChem acertou a aquisição indireta de 51,48% do capital da Fertilizantes Heringer por R$ 554,5 milhões. A operação foi concluída em março de 2022, quando a multinacional passou a controlar a companhia.

Pela estrutura do negócio, apenas metade do valor foi paga no fechamento da operação. Outros 15% ficaram retidos para eventuais ajustes de preço e 35% como garantia para possíveis indenizações previstas no contrato de compra e venda. 

Na prática, a família Heringer recebeu R$ 277,2 milhões à vista. Posteriormente, houve um desconto de R$ 27,6 milhões, equivalente a R$ 1 por ação, relacionado a dívidas identificadas na holding da família, reduzindo o preço efetivo para R$ 19 por ação.

Após assumir o controle da empresa, a EuroChem informou aos vendedores que as perdas que deveriam ser indenizadas superavam os valores retidos e, por isso, não liberou nenhum dos montantes previstos no contrato. A família contestou a retenção e levou o caso à arbitragem.

A disputa ganhou novos contornos após uma investigação interna iniciada pela Heringer em 2022, já sob o controle da EuroChem. A apuração identificou pagamentos superfaturados a fornecedores, manipulação de processos de concorrência e outras irregularidades, conforme noticiou, à época, o Valor Econômico.

Em novembro de 2022, a companhia informou que a primeira fase da investigação havia identificado R$ 50,7 milhões em pagamentos considerados irregulares. A EuroChem passou a sustentar que esses prejuízos justificavam a retenção dos valores previstos no contrato de compra da empresa.

O que decidiu o tribunal arbitral

Na sentença parcial, o tribunal determinou que a EuroChem pague a atualização pelo CDI sobre o valor do ajuste de preço previsto no contrato, referente ao período entre o fechamento da operação, em 28 de março de 2022, e o pagamento realizado em 14 de setembro daquele ano.

A decisão também estabelece multa de 2% e juros de mora de 1% ao mês, calculados desde 15 de setembro de 2022 até o pagamento efetivo.

Além do pagamento, os árbitros decidiram que a EuroChem e a Heringer devem entregar aos vendedores a condução dos processos judiciais e administrativos relacionados aos chamados ativos contingentes, permitindo que a família assuma a estratégia dessas ações; e que a companhia e a compradora devem adotar medidas para concluir a transferência de um imóvel vendido pela Heringer aos antigos controladores.

Procurada para comentário, a EuroChem ainda não se manifestou.

Perícia ainda definirá parte da disputa

A sentença não encerra o processo arbitral. O tribunal adiou para uma etapa posterior, após a realização de perícia, a análise de pedidos relacionados à liberação dos ativos contingentes que eventualmente sejam devidos aos vendedores. Também deixou para a sentença final a decisão sobre a distribuição dos custos da arbitragem.

Segundo a Heringer, agora o tribunal irá definir o escopo da prova pericial e das demais provas do processo. As partes ainda estão no prazo para apresentar pedidos de esclarecimento sobre a decisão parcial.

Reestruturação financeira

A sentença arbitral foi comunicada ao mercado em um momento de pressão financeira sobre a Fertilizantes Heringer.

Na semana passada, a companhia iniciou um procedimento de mediação com credores e obteve uma decisão judicial suspendendo, por 60 dias, cobranças e medidas de execução enquanto tenta negociar um passivo de R$ 1,98 bilhão. 

Segundo informações do processo, cerca de 70% das dívidas estão expostas ao dólar, enquanto aproximadamente 88% das matérias-primas utilizadas pela empresa são importadas.

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