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Mulher de PM é achada morta em Embu das Artes; polícia investiga o caso


A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 29 anos, vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça, dentro de uma residência no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Larissa Morata foi localizada no imóvel na manhã do domingo, 6.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o marido da vítima, um policial militar, prestou depoimento sobre o caso.

Conforme o relato dado aos agentes que atenderam à ocorrência, a mulher teria cometido suicídio. A arma utilizada no disparo, que pertencia ao policial, foi apreendida no local e estava sob o corpo da vítima.

O caso foi registrado na Delegacia de Embu das Artes como morte suspeita. A Polícia Científica realizou perícia na residência, e foram solicitados exames nas mãos da vítima e do marido, além de exames balísticos na arma e análises dos demais vestígios recolhidos.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na página com o seguinte endereço na internet.



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Quem foi Maria Quitéria: a primeira mulher a lutar no Exército brasileiro pela Independência


Maria Quitéria de Jesus rompeu todas as convenções do século 19 ao se disfarçar de homem para lutar na Guerra da Independência do Brasil. Nascida no interior da Bahia, ela fugiu de casa em 1822, vestiu a farda do cunhado e adotou o nome de Soldado Medeiros para conseguir ingressar nas fileiras que combatiam a resistência portuguesa no Recôncavo Baiano. O ineditismo de sua atitude fez dela a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar das Forças Armadas no país.

Compreender a trajetória dessa combatente é essencial para resgatar a participação ativa do povo nos conflitos que garantiram a separação definitiva entre Brasil e Portugal. Diferente da narrativa pacífica muitas vezes associada ao grito do Ipiranga, a consolidação do território nacional exigiu derramamento de sangue em diversas províncias. A atuação incisiva da baiana nos campos de batalha forçou a coroa a reconhecer sua bravura, garantindo a ela um espaço na história oficial, ainda que as Forças Armadas tenham demorado mais de um século para incorporar mulheres de forma regular.

A origem da combatente e a criação do Soldado Medeiros

Nascida em 1792, na fazenda Serra da Agulha, região que hoje pertence ao município de Feira de Santana, Maria Quitéria cresceu em um ambiente rural que moldou suas habilidades práticas. Sem acesso à educação formal, ela desenvolveu desde cedo destreza na montaria, na caça e no manejo de armas de fogo, características incomuns e até desencorajadas para as mulheres daquela época.

O cenário mudou drasticamente a partir de 1822, quando emissários do governo provisório começaram a percorrer as fazendas baianas em busca de voluntários e apoio financeiro para expulsar as tropas portuguesas leais às Cortes de Lisboa. Motivada pelos discursos de libertação, a jovem pediu permissão ao pai, o viúvo Gonçalo Alves de Almeida, para se juntar à causa. Diante da recusa paterna imediata, ela tomou a decisão que mudaria o rumo de sua vida.

Com a ajuda de uma irmã, Maria Quitéria cortou os cabelos, apropriou-se do fardamento do cunhado, José Cordeiro de Medeiros, e fugiu para a Vila de Cachoeira. Lá, sob a identidade falsa de Soldado Medeiros, conseguiu ser aceita no Regimento de Artilharia. Pouco tempo depois, devido à sua precisão com os armamentos, foi transferida para a infantaria do Batalhão de Voluntários do Príncipe Dom Pedro, grupamento que ficou popularmente conhecido como Batalhão dos Periquitos por causa dos detalhes verdes nos uniformes.

O desempenho nas trincheiras e a revelação do disfarce

A farsa durou apenas algumas semanas. O pai da combatente descobriu seu paradeiro e foi até o acampamento militar exigir que a filha retornasse para casa. No entanto, o desempenho de Maria Quitéria já havia impressionado seus superiores. O comandante do batalhão, major José Antônio da Silva Castro, intercedeu a favor da jovem e recusou o pedido de desligamento, argumentando que a disciplina e a habilidade militar da soldada eram indispensáveis para a tropa.

A partir daquele momento, a identidade feminina foi assumida publicamente, e o governo provisório providenciou a confecção de saiotes para que ela pudesse acoplar ao fardamento masculino. A aceitação de uma mulher nas trincheiras não ocorreu por um ideal de igualdade de gênero, mas sim por uma necessidade tática urgente. O exército baiano estava em formação e precisava de atiradores experientes para conter o avanço dos soldados portugueses bem treinados.

A atuação de Maria Quitéria foi decisiva em diversos confrontos diretos que marcaram a guerra na Bahia. Os registros históricos confirmam sua presença ativa nas batalhas da Pituba, de Itapuã, da Ilha da Maré e, principalmente, no combate na Foz do Rio Paraguaçu. Em um dos episódios mais célebres, ela invadiu uma trincheira inimiga, rendeu um grupo de soldados portugueses e os escoltou sozinha até o acampamento brasileiro, consolidando sua reputação de destemor entre os veteranos.

O reconhecimento imperial e as honrarias póstumas

Com a expulsão definitiva das forças portuguesas em 2 de julho de 1823, data que marca a Independência da Bahia, a combatente marchou vitoriosa pelas ruas de Salvador. Sua fama de heroína de guerra ultrapassou as fronteiras da província e chegou à capital do Império. No mês seguinte, ela viajou ao Rio de Janeiro e foi recebida com honras militares pelo imperador Dom Pedro I, que fez questão de condecorá-la pessoalmente.

A baiana recebeu a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, uma das mais altas comendas do recém-criado Estado brasileiro, destinada a agraciar aqueles que prestaram serviços excepcionais à nação. Além da medalha, o imperador concedeu a ela um soldo vitalício equivalente à patente de alferes e escreveu uma carta pedindo que o pai da militar perdoasse a desobediência que motivou sua fuga de casa.

Apesar do reconhecimento oficial em vida, Maria Quitéria morreu no anonimato em 1853, aos 61 anos, na cidade de Salvador. Seu nome só voltou a ganhar força institucional mais de um século depois. Em 1996, um decreto presidencial a consagrou como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Mais tarde, em 2018, uma lei federal determinou a inclusão de seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, eternizando sua contribuição no panteão cívico nacional.

Dúvidas frequentes sobre a trajetória militar de Maria Quitéria

Como Maria Quitéria conseguiu entrar no Exército brasileiro?

Ela cortou os cabelos, pegou as roupas emprestadas de seu cunhado e apresentou-se aos postos de recrutamento na Vila de Cachoeira, na Bahia, utilizando o nome falso de Soldado Medeiros.

Em quais batalhas da Independência a baiana lutou?

A militar participou ativamente dos combates na província da Bahia entre 1822 e 1823, com destaque para a defesa da Ilha da Maré e as batalhas da Pituba, de Itapuã e na Foz do Rio Paraguaçu.

O que aconteceu com Maria Quitéria após o fim da guerra?

Ela foi condecorada no Rio de Janeiro por Dom Pedro I, recebeu uma pensão vitalícia e retornou à Bahia. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, teve uma filha e viveu o resto de seus dias longe da vida pública.

Por que ela é considerada uma heroína da pátria?

O pioneirismo de lutar nas trincheiras e garantir a soberania nacional fez dela um símbolo de coragem. Desde 2018, seu nome está gravado no Livro de Aço, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília.

O resgate histórico da primeira mulher a vestir uma farda no Brasil não apenas corrige um apagamento secular, mas também dimensiona o esforço coletivo que forjou a independência do país. A audácia de Maria Quitéria prova que a formação do território nacional contou com a força de brasileiras que, mesmo à margem das leis e dos costumes de sua época, decidiram tomar as rédeas da própria história para defender a nação.



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Médica de 37 anos é morta a facadas pelo companheiro no Paraná


A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas após uma discussão com o companheiro, de 25 anos, em Maringá, interior do Paraná, na noite do sábado (05). Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado e a Polícia Civil, o casal mantinha relacionamento conturbado e havia reatado havia pouco tempo.

O bebê de 8 meses, filho do casal, estava no apartamento quando ela foi encontrada. As autoridades não divulgaram o nome do suspeito de homicídio, mas o companheiro de Gassi, conforme perfis e publicações nas redes sociais, era João Romeiro. A reportagem não localizou a defesa do suspeito até o fechamento deste texto.

O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, também no interior paranaense, na residência da mãe dele. De acordo com a Polícia Civil, ele permanece sob escolta no hospital, pois apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Suspeita de feminicídio

Na noite do crime, o casal teve uma discussão e, durante o conflito, o homem esfaqueou Gassi, que morreu no local. O caso é investigado como feminicídio.

No fim do ano passado, Gassi e Romeiro compartilhavam nas redes sociais registros juntos.

Em algumas das imagens, a médica aparece grávida e fala sobre a expectativa pela chegada do filho, hoje com oito meses.

Romeiro é advogado e tinha cargo público na Prefeitura de Marialva.

Em nota, a prefeitura informou que determinou a exoneração imediata do servidor João Vitor Domingues Romeiro assim que tomou conhecimento das informações oficiais sobre o caso. A exoneração foi formalizada e publicada no Diário Oficial do Município.

Homenagens

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi.

Em nota, a prefeitura de Sarandi destacou a contribuição da profissional para o atendimento à população e afirmou que sua trajetória na saúde pública será lembrada com respeito e gratidão.

A administração municipal também manifestou repúdio à violência contra as mulheres e classificou a morte como feminicídio.

Sepultamento

Nas redes sociais, um homem que se identifica como padrinho de Gassi divulgou informações sobre as cerimônias de despedida.

O velório teve início às 20 horas do domingo, 6, e o sepultamento foi marcado para a manhã desta segunda-feira, 7, no Cemitério Municipal de Maringá.



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Frio de 5,9°C em Campos do Jordão e noite gelada em SP; veja as menores temperaturas


O feriado de 7 de Setembro começou com temperaturas abaixo dos 10°C em diversas cidades de São Paulo. Em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, os termômetros marcaram 5,9°C, a menor temperatura no Estado registrada até as 7h25 desta segunda-feira, 7, segundo medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgada pela Defesa Civil.

O frio foi mais intenso em áreas do sul e do sudoeste paulista.

  • Apiaí: 6,8°C
  • Pardinho: 7,3°C
  • Barra do Chapéu: 7,4°C
  • Barra do Turvo e Capão Bonito: 7,6°C
  • Itararé: 7,7°C
  • Sarutaiá: 7,8°C
  • Tapiraí: 7,9°C

O frio avançou também para o litoral e a Grande São Paulo. Em Caraguatatuba, a temperatura foi de 9,5°C em uma estação localizada na Rodovia dos Tamoios. Juquitiba teve 9,6°C em outra estação da Enel, enquanto Mogi das Cruzes registrou 9,7°C. Bragança Paulista e Santo André também tiveram temperaturas abaixo dos 10°C.

Frio incomum

Na capital, o frio também chamou a atenção. Segundo dados preliminares, com 10,1°C registrados na estação do Mirante de Santana, São Paulo teve, nesse domingo (6), a madrugada mais fria para um mês de setembro desde 24 de setembro de 2022, quando a temperatura chegou a 9,3°C.

Além da manhã fria, a previsão indica uma tarde excepcionalmente gelada para setembro. A máxima deve chegar a apenas 13°C nesta segunda. Se a previsão se confirmar, São Paulo poderá ter uma das tardes mais frias para um dia de setembro desde o ano 2000. Em 26 de setembro daquele ano, a temperatura máxima foi de 13,1°C.



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Como explicar a história do 7 de setembro para crianças na escola de forma lúdica


O ensino de fatos históricos na educação básica deixou de ser um exercício de repetição mecânica. Para entender como explicar a história do 7 de setembro para crianças na escola de forma lúdica, o profissional da educação precisa ir muito além da clássica imagem de Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga. A prática docente contemporânea exige a transformação dessa data cívica em uma experiência investigativa, na qual os alunos compreendem o conceito de autonomia e cidadania por meio de vivências práticas. O desafio central do professor é estruturar um ambiente que estimule a curiosidade infantil, respeitando as fases do desenvolvimento cognitivo e as diretrizes oficiais de ensino.

Rotina em sala de aula e o papel do educador na desconstrução de mitos históricos

A rotina do professor que atua nos anos iniciais do ensino fundamental e na educação infantil envolve um planejamento minucioso para traduzir eventos sociopolíticos complexos em uma linguagem acessível. A tarefa diária exige desconstruir a ideia de heróis solitários, mostrando aos alunos que a formação de um país envolve a participação ativa de diferentes grupos de pessoas. Isso demanda do educador uma constante pesquisa histórica para não reproduzir estereótipos ultrapassados presentes em materiais didáticos antigos.

Durante as aulas, o foco do profissional passa a ser a mediação ativa do conhecimento. Em vez de entregar respostas prontas, o educador elabora perguntas que despertam o senso crítico da turma. Ao trabalhar o Dia da Independência, a rotina abrange a mediação de rodas de conversa, a organização de contação de histórias interativas e a supervisão de atividades manuais que ajudam a criança a visualizar o passado de forma concreta e tátil.

Essa dinâmica de trabalho requer altíssima inteligência emocional e flexibilidade pedagógica. O professor precisa observar as reações dos alunos e adaptar o roteiro da aula em tempo real, garantindo o engajamento de todos. A capacidade de transformar a narrativa histórica em brincadeira dirigida é o que diferencia o educador moderno, tornando o aprendizado um processo orgânico, participativo e livre de pressões conteudistas.

Qualificação pedagógica e diretrizes da BNCC para o ensino básico

O ingresso e a progressão na carreira de educador exigem formação superior em Pedagogia ou licenciaturas específicas, mas a verdadeira exigência do mercado atual é o domínio das competências curriculares oficiais. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) determina que o ensino de história para crianças deve focar na construção do sujeito, partindo do reconhecimento inicial de um “Eu” e de um “Outro”. Isso significa que a independência do país deve ser diretamente conectada à noção de independência pessoal e convivência harmônica em grupo.

Para cumprir essas normativas, o profissional elabora planos de aula que contemplem o desenvolvimento da empatia, da percepção temporal e da identidade cultural. A legislação educacional orienta que as crianças explorem ativamente o espaço em que vivem. O professor qualificado utiliza essas diretrizes para ancorar eventos históricos na realidade local, investigando ruas, praças ou monumentos da própria cidade que carreguem memórias ligadas ao processo de independência.

Além da graduação tradicional, a formação continuada por meio de cursos de metodologias ativas tem se tornado um requisito eliminatório nos processos seletivos de escolas privadas e concursos públicos. O mercado busca e valoriza quem sabe articular a teoria pedagógica e a prática lúdica, garantindo que a criança cumpra os objetivos de aprendizagem enquanto investiga e interage com os colegas.

Mercado educacional e a valorização do professor inovador

A educação básica no Brasil passa por um processo de reestruturação de carreira e ajustes de remuneração. O profissional capaz de aplicar metodologias inovadoras e alinhadas às novas demandas sociais encontra um cenário de oportunidades tanto na rede pública quanto no setor privado. Em 2026, com a sanção da Lei 15.437, o piso salarial nacional dos professores da educação básica foi reajustado para R$ 5.130,63 para jornadas de 40 horas semanais, estabelecendo um patamar atualizado de valorização financeira para a categoria.

Escolas particulares de excelência, que adotam modelos construtivistas ou currículos bilíngues, costumam oferecer remunerações acima do piso legal para educadores que dominam o planejamento de projetos interdisciplinares. Nessas instituições, saber abordar datas cívicas sem cair no nacionalismo vazio é um diferencial competitivo rigoroso na contratação. O professor que constrói projetos pedagógicos pautados na diversidade ganha destaque rápido nas avaliações de desempenho institucional.

O impacto do trabalho desse profissional vai muito além dos muros da escola. Ao ensinar cidadania de forma crítica desde a primeira infância, o educador fortalece o vínculo da instituição de ensino com a comunidade e as famílias. A capacidade de gerar engajamento autêntico através de aulas que fogem do modelo tradicional é, atualmente, um dos principais fatores de retenção de talentos nas grandes redes de ensino.

Etapas para aplicar um plano de aula dinâmico sobre a data

A implementação de uma atividade lúdica e educativa exige organização metodológica rigorosa. O professor deve seguir uma sequência lógica de ações para garantir que a turma assimile o conceito histórico sem dispersão.

1. Contextualização com elementos do cotidiano

O primeiro passo do educador é conectar o conceito abstrato de independência com a rotina diária da criança. O profissional inicia a aula questionando o que os alunos já conseguem fazer sozinhos, como amarrar os próprios sapatos, escolher a roupa ou guardar os brinquedos. Essa analogia direta facilita a compreensão do processo histórico, comparando o amadurecimento e a autonomia do país ao crescimento da própria criança.

2. Criação de cenários e vivências teatrais

A segunda etapa envolve a materialização da história através do teatro e da dramatização em sala. O professor organiza o espaço físico para simular o cenário do Brasil no século XIX. O uso planejado de fantoches, mapas interativos e adereços simples permite que os alunos assumam diferentes papéis, compreendendo as motivações sociais e políticas de maneira empática, visual e altamente interativa.

3. Conexão com os símbolos nacionais através da arte

Na fase de consolidação, o educador orienta a produção artística para fixar o aprendizado de forma sensível. Em vez de entregar desenhos prontos para colorir, o profissional incentiva a criação de murais coletivos utilizando materiais recicláveis, texturas e colagens. Essa etapa estimula a coordenação motora fina e reforça o sentimento de pertencimento cultural, encerrando o projeto de forma colaborativa e visível para toda a comunidade escolar.

Dúvidas Frequentes

Como adaptar o conteúdo para a educação infantil?

Na educação infantil, o foco pedagógico deve estar nas cores, na musicalização e nas noções básicas de autonomia pessoal. O educador utiliza cantigas de roda, pinturas táteis e pequenas encenações guiadas para apresentar a ideia de um país em formação. O objetivo central não é memorizar datas ou nomes complexos, mas sim criar uma memória afetiva positiva com a cultura e a história brasileira.

Quais competências a BNCC exige ao ensinar datas comemorativas?

A BNCC determina que o ensino de datas comemorativas deixe de ser apenas um evento festivo isolado e passe a integrar o desenvolvimento do pensamento espacial, temporal e de identidade. O professor deve estimular a observação, a formulação de perguntas críticas e a valorização das diversas matrizes que formam a sociedade. O trabalho contínuo foca em construir a identidade e a cidadania desde os primeiros anos de escolarização.

É possível ensinar o 7 de setembro sem reforçar o nacionalismo exagerado?

Sim, a abordagem pedagógica moderna foca na cidadania crítica em vez da exaltação militar ou da adoração de figuras infalíveis. O educador aborda a independência como um processo coletivo e contínuo, que segue sendo construído pela sociedade. Ao debater o cuidado com o espaço público e o respeito ao próximo, o profissional ensina que amar o país é cuidar de seu povo e garantir os direitos de todos.

O educador que domina e aplica essas práticas demonstra um perfil investigativo, criativo e profundamente comprometido com a evolução cognitiva de seus alunos. A transição de um ensino conteudista para uma aprendizagem experiencial exige planejamento, dedicação e constante atualização de repertório. Ao ressignificar datas históricas no ambiente escolar, esse profissional não apenas cumpre uma exigência curricular obrigatória, mas atua como um verdadeiro facilitador da consciência cidadã, preparando as novas gerações para analisarem e participarem ativamente da sociedade.



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Choro de bebê levou PM a encontrar corpo de médica em apartamento no PR


Gassi Paola de Souza Mazia, médica de 37 anos, foi encontrada morta em um apartamento em Maringá, no Norte do Paraná, neste sábado (5). Segundo a polícia, o choro do filho da vítima, um bebê de oito meses, levou vizinhos a acionarem as autoridades.

A criança estava sozinha no imóvel, junto ao corpo da mãe. O bebê é fruto do relacionamento de Gassi com João Romeiro, de 25 anos. O homem foi preso em flagrante em Mandaguari, na casa da mãe, suspeito de ser o autor do crime.

Segundo a polícia, João teria esfaqueado a médica durante uma discussão na noite de sábado. Após o crime, ele deixou o apartamento, onde o bebê permaneceu sozinho ao lado do corpo da mãe. Após ouvirem o choro da criança, vizinhos acionaram a PM, que foi ao local e encontrou Gassi já sem vida.

De acordo com a investigação, o casal mantinha um relacionamento conturbado e havia reatado recentemente. João permanece sob escolta policial em um hospital, pois também apresentou ferimentos provocados por arma branca.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

Quem era a médica

Formada em Medicina há dez anos pela Unisul Tubarão, em Santa Catarina, Gassi atuava na UBS Nova Aliança, em Sarandi, no Paraná.

A médica havia se tornado mãe recentemente e deixa um filho de oito meses. Nas redes sociais, compartilhava registros de viagens com a família e momentos ao lado do bebê.

A Prefeitura de Sarandi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lamentou a morte da médica e destacou sua atuação na rede pública do município. Leia a nota: 

“Durante sua trajetória no município, dedicou seu conhecimento, sua experiência e seu compromisso profissional ao cuidado com a população. Sua contribuição para a saúde pública de Sarandi será lembrada com respeito e gratidão por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua caminhada.

Neste momento de dor, a Prefeitura de Sarandi se solidariza com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e todos que sofrem com sua partida.

Diante das circunstâncias de sua morte, também manifestamos nosso repúdio a toda forma de violência contra as mulheres.”



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