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Brasil anuncia R$ 6,6 bi em subvenções e desonera combustíveis


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou na manhã desta quarta-feira medida provisória que destina R$6,6 bilhões para subvenções à produção e importação de combustíveis, em meio a uma alta de preços no mercado internacional afetado por conflitos, enquanto busca amenizar impactos no mercado brasileiro antes da eleição.

A MP foi seguida de um anúncio, à tarde, da assinatura de um decreto reduzindo temporariamente em R$0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zerando as contribuições sobre o etanol hidratado.

O governo informou ainda uma subvenção de R$1,00 por litro para o diesel em um “primeiro período” –o valor poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado por ato do Ministério da Fazenda, conforme as condições do mercado.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto afirmou que a redução das alíquotas para a gasolina substitui e amplia os efeitos da subvenção prevista na MP 1.358, com valor de R$0,44 por litro, cuja vigência termina nesta quarta-feira.

“Diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos, o governo federal adotou nesta quarta-feira duas novas medidas voltadas a conter a alta dos preços no Brasil”, afirmou a secretaria.

Os anúncios ocorreram no dia em que o barril de petróleo Brent superou US$100, algo que não acontecia desde o final de julho, à medida que o Irã e os EUA atacaram petroleiros na maior onda de ataques à navegação desde o início da guerra, ameaçando o abastecimento e dando impulso aos preços dos combustíveis.

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Os preços no mercado internacional, notadamente o diesel, estão em patamares elevados também por conta dos ataques ucranianos a refinarias russas, que aumentaram as interrupções nas atividades de refino e reduziram estoques, segundo especialistas.

O governo tem atuado neste ano, desde o início da guerra no Irã, por meio de subsídios e outras medidas, visando amenizar impactos no mercado interno da alta dos preços internacionais decorrente do conflito, uma vez que “mais de 25% do diesel consumido no Brasil é proveniente de importações”, disse a secretaria.

A subvenção anterior do diesel era de R$1,12 por litro.

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No subsídio do diesel, os agentes que aderirem ao mecanismo deverão deduzir do preço de venda o montante correspondente à subvenção e registrar o desconto na nota fiscal.

A duração e o valor da subvenção poderão ser modificados de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária e financeira, segundo o governo.

A nota destacou ainda o período das desonerações: entre 10 de setembro e 5 de outubro.

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No caso da gasolina, com a redução, os tributos totais serão de R$0,16 por litro, “de modo que os consumidores pagarão menos tributos em comparação ao cenário atual”.

Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, as alíquotas zeradas corresponderão a uma redução tributária de R$0,19 por litro.

As medidas serão detalhadas em entrevista coletiva dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) prevista para 17h30 desta quarta-feira.



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Preço do açúcar sobe 1,66% com alta do petróleo e menor oferta

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou o pregão desta quarta-feira (09) com alta de 1,66%, cotado a 18,40 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a valorização acompanhou a alta de 3% do petróleo bruto, que atingiu o maior nível em três meses e duas semanas. O avanço do petróleo favorece os preços do etanol e pode estimular usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado.

As cotações também receberam suporte das perspectivas para a produção da Tailândia. A Thai Sugar Millers Corp. projetou que a produção do país na safra 2026/27 pode recuar 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,64%, cotado a US$ 5.951 por tonelada.

Segundo o Barchart, a valorização ocorreu após o órgão regulador da indústria cacaueira de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27.

A proposta favoreceu um movimento de cobertura de posições vendidas nos contratos futuros. A expectativa é de que uma remuneração maior possa levar produtores ganeses a buscar preços mais elevados para a comercialização do cacau, dando suporte às cotações no mercado futuro.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,26%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a pressão sobre os preços veio após o arábica atingir, na terça-feira, a menor cotação em dois meses, em meio ao avanço das exportações brasileiras. A Secex (Secretário de Comércio Exterior) apontaram que os embarques de café do Brasil em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, para 206.618 toneladas, o maior volume em oito meses.

Além disso, os estoques de café arábica monitorados pela ICE recuaram para 218.838 sacas na terça-feira, o menor nível em 27 anos.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão em queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso. A pressão sobre os preços ocorre em meio ao avanço da colheita e à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

Segundo os dados semanais de progresso das safras divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 40% da área de algodão já havia apresentado abertura dos capulhos até domingo. A colheita alcançava 7% da área plantada.

“A parcela classificada como boa ou excelente caiu para 34%, cinco pontos percentuais abaixo do registrado na semana anterior”, informou o departamento.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 2,82%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Mulher é detida durante ação de campanha do PSOL na zona sul de São Paulo


Uma mulher de 33 anos, apoiadora do PSOL, acusa policiais militares de agirem com violência durante uma ação de panfletagem nas proximidades da estação Vila Sônia, na zona sul de São Paulo. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (8).

Segundo a apoiadora, ela participava da distribuição de materiais de campanha da bancada feminista e do candidato a deputado federal Guilherme Cortez quando os policiais chegaram ao local. A mulher relata que foi cercada, levada ao chão, imobilizada e algemada pelos agentes.

Um vídeo registrado por uma pessoa que acompanhou a ocorrência mostra a mulher com o rosto voltado para o chão enquanto três policiais a mantêm imobilizada. Nas imagens, outros quatro agentes aparecem próximos ao local.

Após o episódio, a mulher foi encaminhada ao 89º Distrito Policial, no Jardim Taboão. O caso foi registrado como desobediência e ela acabou liberada posteriormente.

Ao prestar depoimento, a apoiadora afirmou não compreender a razão da abordagem. No boletim de ocorrência, ela também declarou suspeitar que tenha sido vítima de transfobia.

Versão da PM

As policiais que participaram da ocorrência deram uma versão diferente para o caso. Duas agentes relataram em depoimento que faziam patrulhamento pela Operação Delegada, atividade que inclui ações de fiscalização contra o comércio irregular e a atuação de ambulantes.

De acordo com as policiais, inicialmente foi solicitado de maneira educada que a bancada fosse transferida para outro ponto, de modo a não comprometer o fluxo de pedestres nas proximidades da estação.

As agentes afirmam que a apoiadora não atendeu à determinação e se recusou a fornecer a própria identificação.

Conforme a versão apresentada à polícia, ela também teria oferecido resistência durante a abordagem. Diante da situação, as policiais disseram ter recorrido ao uso moderado da força e de algemas.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou que a mulher foi levada à delegacia após uma ação de fiscalização da Operação Delegada realizada na Avenida Professor Francisco Morato. Segundo a SSP, a apoiadora teria desobedecido à orientação para mudar de lugar uma bancada que, conforme a pasta, prejudicava a circulação de pedestres pela calçada. Depois do registro da ocorrência, a mulher foi liberada.



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Exportações do Brasil para os EUA até agosto são as menores desde 2023


A agressiva política tarifária americana trouxe visíveis impactos negativos na relação comercial com o Brasil neste ano. As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma significativa queda de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a mais nova edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em dados do Comexstat, o recuo no período representa cerca de US$ 2,6 bilhões a menos em vendas – o que levou as exportações brasileiras ao mercado norte-americano ao menor valor para o período desde 2023.

Leia também: EUA confirmam aplicação de novo tarifaço a produtos do Brasil

Evolução do comércio bilateral

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, destacou em nota que o comércio bilateral permanece em trajetória de retração em 2026, com queda tanto das exportações quanto das importações. “Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano, com perdas para ambas as economias. Esse quadro reforça a importância de buscar soluções que reduzam barreiras e contribuam para fortalecer o comércio bilateral”, afirmou.

Especificamente em agosto, as exportações brasileiras aos EUA cresceram 12,1% em valor na comparação com o mesmo mês de 2025. Mas mesmo esse avanço foi acompanhado por queda de 17,3% na quantidade exportada, que atingiu o menor nível para um mês de agosto desde 2021.

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Segundo a Amcham Brasil, o crescimento em valor foi sustentado pelo aumento dos preços médios, embora produtos como carne bovina, semimanufaturados de ferro ou aço, aeronaves e café também tenham registrado altas relevantes em quantidade. 

A associação destacou que a comparação ocorre sobre uma base já impactada pelas tarifas adicionais de 40% e 50%, implementadas pelos Estados Unidos a partir de agosto do ano passado. “Apesar do crescimento das exportações em valor em agosto deste ano, os produtos atualmente sujeitos às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, registraram queda de 10,5%”, informou a Amcham.

Leia também: EUA citam Brasil em relatório sobre países que ajudam China a burlar tarifas

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Sobretaxas

No acumulado de janeiro a agosto, diz a associação, as exportações dos produtos sujeitos às sobretaxas de 25% a 37,5% tiveram retração ainda mais acentuada, de 29,1%, passando de US$ 5,1 bilhões para US$ 3,6 bilhões. Considerando todos os bens com sobretaxas, a queda foi de 11,4%, enquanto os produtos sem sobretaxas recuaram 8,3%. 

Entre os dez principais produtos submetidos às tarifas de 25% a 37,5%, nove registraram queda nas exportações ao mercado norte-americano no acumulado do ano. Entre as maiores retrações estão madeira de coníferas (-55,3%), fumo não manufaturado (-39,9%), sebo bovino (-39,4%) e granitos trabalhados (-37,4%). 

Do lado das importações, agosto marcou o segundo mês consecutivo de crescimento, após sete meses de retração. As compras brasileiras de produtos norte-americanos avançaram 1,1% no mês. No acumulado do ano, porém, permanecem em queda.

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O Monitor da Amcham Brasil mostra que a retração das vendas brasileiras aos Estados Unidos no acumulado do ano alcançou os três grandes setores da economia, em contraste com o desempenho das exportações brasileiras para os demais mercados, que registraram crescimento em todos eles. 

Entre janeiro e agosto, as exportações da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,9%, enquanto as vendas do setor para o restante do mundo cresceram 6,6%.

Na indústria extrativa, as exportações para os Estados Unidos recuaram 28,9%, enquanto avançaram 19,6% para os demais mercados.

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Na agropecuária, os embarques para os Estados Unidos caíram 26,7%, enquanto cresceram 9,5% para o restante do mundo.

Na indústria de transformação, responsável por 83,3% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a queda de 4,9% representa a primeira retração das vendas ao mercado norte-americano desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos permanecem como o principal destino das exportações industriais brasileiras, respondendo por 15,5% do total. 

Entre os dez principais produtos exportados aos Estados Unidos no acumulado do ano, seis registraram queda. Em quatro deles, a retração no mercado norte-americano ocorreu em contraste com o crescimento das vendas para o restante do mundo: petróleo bruto (-31,5% para os Estados Unidos), semimanufaturados de ferro ou aço (-4,3%), ferro-gusa (-8,1%) e celulose (-1,9%). 

Principais números (Jan.- Ago. de 2026):

• Exportações Brasil → Estados Unidos: US$ 24,1 bilhões (-9,7%) 

• Importações Estados Unidos → Brasil: US$ 27,3 bilhões (-8,6%) 

• Déficit brasileiro: US$ 3,2 bilhões 

• Bens sem sobretaxa: US$ 13,1 bilhões (-8,3%)

• Bens com sobretaxa: US$ 11,0 bilhões (-11,4%) 

• Produtos sujeitos a sobretaxas de 25%-37,5%: US$ 3,6 bilhões (-29,1%)



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Custos de energia elevam inflação ao produtor e ao consumidor na China em agosto


PEQUIM, 9 Set (Reuters) – A inflação ⁠nos portões das fábricas da ⁠China ganhou força em agosto e a alta ‌dos preços ao consumidor acelerou, impulsionados em grande parte pelos elevados custos de energia ligados aos riscos ‌de abastecimento decorrentes da guerra no Oriente Médio, mesmo com a demanda interna subjacente permanecendo moderada.

Com uma recuperação impulsionada pelas exportações amenizando a fraqueza doméstica já arraigada, a economia enfrenta obstáculos persistentes decorrentes de tensões ⁠comerciais, ‌fraqueza da demanda do consumidor e interrupções relacionadas ⁠às condições climáticas, o que lança uma sombra sobre o ímpeto da recuperação.

O índice de preços ao produtor subiu 3,8% em agosto em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório ​Nacional de Estatísticas, acelerando em relação aos 3,5% registrados em julho e superando a previsão de alta ​de 3,6% em uma pesquisa da Reuters.

O índice de preços ao consumidor avançou 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, contra um aumento de 0,5% em julho e em linha ‌com a pesquisa.

“Os preços mais altos ​do petróleo bruto e dos metais não ferrosos no mercado internacional elevaram os preços em setores relacionados na China”, afirmou Dong ⁠Lijuan, estatística do ​escritório.

O núcleo ​da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu ⁠1% em agosto em relação ​ao ano anterior, em comparação com um aumento de 0,9% em julho.

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“A persistência do conflito no Oriente Médio ​significa que a inflação provavelmente permanecerá mais alta por mais tempo do que o esperado ​anteriormente”, disse Nguyen ⁠Hoang Nam, economista especializado na China da Capital Economics.

“Mas nossa previsão básica ⁠continua sendo de que a inflação dos preços ao consumidor cairá acentuadamente no próximo ano, com média de apenas 0,4%, enquanto os preços ao produtor retornarão à deflação.”



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São Paulo deve enfrentar fortes chuvas a partir desta quarta-feira; veja previsão


O estado de São Paulo deve enfrentar um período de fortes chuvas entre esta quarta-feira (9) e domingo (13). Segundo a Climatempo, todas as regiões paulistas terão condições para temporais durante os cinco dias.

A previsão indica possibilidade de grandes volumes de chuva em um curto período, o que pode provocar alagamentos, quedas de árvores e outros transtornos em algumas áreas.

A instabilidade será provocada pela atuação conjunta de diferentes sistemas meteorológicos. Áreas de baixa pressão sobre o Sul do Brasil e o Paraguai devem contribuir para a formação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical.

O ciclone não deve avançar sobre São Paulo, mas a proximidade das áreas de baixa pressão favorecerá a formação de nuvens carregadas.

Além disso, uma corrente de ar quente e úmida vinda da Amazônia, conhecida como jato de baixos níveis, deve atuar sobre o estado. A atmosfera paulista também está bastante úmida em razão das chuvas dos últimos dias.

A frente fria deve avançar sobre São Paulo entre a noite de sexta-feira (11) e o sábado (12).

Chuva pode superar a média do mês

A Climatempo prevê os maiores volumes de chuva no centro-sul e no leste do estado. Entre esta quarta-feira e domingo, algumas áreas podem acumular de 100 mm a 200 mm.

Em diversas regiões, esse volume supera a média de chuva esperada para todo o mês de setembro. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média histórica para setembro, entre 1991 e 2020, varia de 60 mm a 100 mm na maior parte do estado.

Nas áreas próximas ao Paraná, a média é maior e varia entre 100 mm e 140 mm.

Na cidade de São Paulo, a previsão também indica chuva volumosa. A Climatempo estima acumulados entre 150 mm e 175 mm no período de cinco dias.

A média de chuva para setembro na capital é de 83 mm. Se a previsão se confirmar, a cidade poderá registrar em cinco dias quase o dobro normalmente esperada para todo o mês.



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IPC-S acelera em todas as 7 capitais pesquisadas pela FGV


O índice subiu para 0,51%, resultado acima do registrado na última divulgação de -0,37%

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou nas sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 9.

O índice subiu para 0,51%, resultado acima do registrado na última divulgação de -0,37%, na passagem do encerramento de agosto para a primeira quadrissemana de setembro.

A aceleração mais significativa entre as capitais ocorreu em Porto Alegre (-0,20% para 0,79%) e Rio de Janeiro (-0,37% para 0,73%). Em seguida, aparecem Brasília (0,16% para 0,70%), Belo Horizonte (-0,35% para 0,47%), São Paulo (-0,36% para 0,46%), Recife (-0,86% para 0,18%) e Salvador (-0,89% para -0,03%).



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Operadores apostam em duas altas de juros até o final do ano antes de reunião do BCE


9 Set (Reuters) – As taxas de rendimento ⁠dos títulos públicos da zona do euro atingiram ⁠novas máximas de vários anos nesta quarta-feira antes da reunião do ‌Banco Central Europeu, enquanto operadores precificavam dois aumentos nas taxas de juros em 2026 e uma taxa de 3,1% até o final de 2027.

A expectativa ‌é de que o BCE aperte a política monetária e reitere sua postura dependente dos dados conforme a guerra no Irã se prolonga.

Os investidores acompanhavam de perto o petróleo Brent, que superou US$100, bem como os preços do gás natural, que atingiram uma nova máxima de três anos e ⁠meio, ‌e o chamado “crack spread” – a margem entre os produtos refinados e o ⁠petróleo bruto.

Os custos de refino subiram acentuadamente desde o final de junho, alimentando a inflação.

Vários navios mercantes no norte do Golfo Pérsico e no Golfo de Omã foram atingidos por disparos que os deixaram fora de operação durante atividades militares na região ao longo ​da noite.

O rendimento dos títulos de 10 anos da Alemanha alcançou a máxima desde abril de 2011, a 3,40%, alta de 4 pontos-base.

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‘A ​combinação de preços elevados do petróleo, preocupações com a inflação dos alimentos relacionada à seca e a persistente incerteza em torno dos riscos de oferta de gás continua sustentando o prêmio de risco do mercado’, disse Evelyne Gomez Liechti, estrategista de multiativos do Mizuho.

Os rendimentos dos ‌títulos alemães de dois anos, mais sensíveis às taxas ​de juros de referência, subiam 5 pontos-base, para 3,0323%, máxima desde janeiro de 2024.

Os operadores estavam precificando a taxa de depósito do Banco Central Europeu em 2,74% até dezembro, ⁠o que implica uma ​probabilidade de mais de ​95% de um novo aumento após a alta esperada na quinta-feira. Eles também indicam uma taxa ⁠de depósito de 3,10% em setembro ​de 2027.

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Uma pesquisa da Reuters com 65 economistas, realizada em 3 de setembro, sugeriu que o BCE aumentará as taxas de juros na quinta-feira pela segunda vez ​e, em seguida, encerrará o que seria sua campanha de aumentos mais curta em 15 anos.

‘O BCE começou a apertar ​a política monetária relativamente ⁠cedo, e a combinação de rendimentos mais altos dos títulos e custos elevados de energia deve ⁠pesar sobre o crescimento europeu no curto prazo, dando às autoridades espaço para manter os juros’, disse David Zahn, chefe de renda fixa europeia da Franklin Templeton.

‘A próxima mudança nas taxas de juros do BCE após a reunião de quinta-feira poderá ser um corte no fim de 2027’, acrescentou.

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Governo identifica 97 médicos falsos de IA no Youtube e aciona Google


Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis que usam Inteligência Artificial (IA) no Youtube para simular médicos e outros profissionais de saúde e disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica.

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nessa terça-feira (9), o Google, que controla o Youtube, para que remova essas contas e alerte os usuários sobre os riscos à saúde que correm ao seguir recomendações de falsos profissionais.

“Os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações”, diz nota do Ministério da Saúde (MS).

A pasta identificou os perfis por meio do programa Saúde com Ciência, que analisa desinformação na internet relacionada à Saúde.

“Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos”, acrescentou o MS.

A Agência Brasil procurou a assessoria do Google para uma manifestação sobre o tema, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

A notificação da AGU pede que o Youtube remova, em até 72 horas, os conteúdos identificados, ou adotem medidas de rotulagem e contextualização que deixem explícita a natureza artificial dos personagens.

“A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material”, explicou, em nota.

Além da pasta da Saúde, a iniciativa conta com participação da AGU, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Ciência e Tecnologia (MCTI).



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Exportações de milho da Argentina devem bater recorde por Ucrânia e calor na Europa


Buenos Aires (Reuters) – As exportações de milho da Argentina devem atingir um recorde de 10 milhões de toneladas em agosto e setembro, impulsionadas por uma safra excepcional e pela forte demanda internacional, à medida que compradores buscam alternativas aos suprimentos ucranianos prejudicados pela guerra e às safras europeias afetadas pelo calor extremo.

O terceiro maior exportador mundial de milho está concluindo sua safra 2025/26, estimada em 71,7 milhões de toneladas, quase 20% acima do recorde anterior estabelecido há cinco anos, segundo dados do governo.

“O milho argentino, neste momento, é muito competitivo em preço e em volume”, disse Gustavo Idigoras, presidente da CIARA-CEC, câmara de exportadores e moedores de grãos, à Reuters. Os volumes normais de exportação para agosto-setembro costumam atingir cerca de 3 milhões de toneladas, acrescentou ele.

Leia também: Exportações semanais de grãos da Ucrânia caíram 11,4%, diz consultoria

Idigoras afirmou que a demanda dos países do Norte da África — que normalmente compram grãos ucranianos — tem sido o principal fator impulsionador. “Nos últimos meses, tivemos reuniões com vários países do norte da África, que desejam estreitar os laços comerciais com os exportadores argentinos”, disse ele, sem citar países específicos.

Dados do Indec, órgão de estatística da Argentina, mostram que os embarques de milho para o norte da África aumentaram 45% nos primeiros sete meses de 2026, para 6,5 milhões de toneladas, em comparação com um crescimento geral das exportações de 15% no mesmo período.

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Marrocos liderou o aumento, com as importações de milho argentino saltando 133% em relação ao ano anterior, para 1,55 milhão de toneladas. O Egito veio em seguida, com um aumento de 48%, para 2,4 milhões, enquanto as importações da Argélia cresceram 10%, para 2,4 milhões de toneladas.

Gargalo no Mar Negro

Essa mudança no comércio ocorre em momento em que a Rússia intensificou os ataques à infraestrutura de exportação na região de Odessa, na Ucrânia, onde se encontram os principais portos do país no Mar Negro.

Os ataques bloquearam efetivamente os portos marítimos que antes movimentavam 90% das exportações de grãos da Ucrânia, forçando Kiev a desviar as cargas para portos do rio Danúbio, de menor capacidade.

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Mas a seca e as ondas de calor recordes em toda a Europa reduziram os níveis de água ao longo do já congestionado Danúbio, restringindo ainda mais os embarques ucranianos, que caíram 52% no mês passado.

“Hoje, a única maneira de a Ucrânia transportar sua produção é por via terrestre. É muito provável que ela acabe na Europa, na França, onde a onda de calor devastou a safra de milho”, disse Javier Preciado Patiño, analista e ex-secretário de Comércio da Argentina. Ele afirmou que os mercados externos da Ucrânia estão em jogo.

Brasil privilegia etanol de milho

O aumento nas exportações da Argentina também reflete mudanças na dinâmica do vizinho Brasil, o segundo maior exportador mundial de milho. Os embarques brasileiros caíram quase 20% em relação ao recorde de 53 milhões de toneladas registrado nos últimos três anos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Essa queda beneficiou a Argentina, afirmou Idigoras.

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Grande parte do milho que os exportadores teriam embarcado em portos como Santos ou Itaqui está, em vez disso, abastecendo a crescente indústria de etanol do Brasil, composta por mais de 300 unidades de produção que utilizam cana-de-açúcar ou milho como matéria-prima.

Leia também: Governo avalia ampliar compra de milho para reduzir risco em meio a El Niño

Dante Romano, gerente de pesquisa da corretora de grãos Max Agro, com sede em Rosário, disse que a demanda interna brasileira por milho é “impressionante” e cresce a cada ano. De acordo com o USDA, o consumo de milho no Brasil aumentou 7,1% na safra de 2025/26, chegando a 98 milhões de toneladas em comparação com a safra anterior.

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“Isso é importante para a Argentina porque o Brasil é um forte concorrente no mercado de milho, e menos milho lá para exportação significa melhores oportunidades comerciais para os exportadores argentinos”, acrescentou Romano.



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