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Milho recua em Chicago com pressão do trigo e ajuste de posições

O preço futuro do milho ampliou as perdas ao longo da sessão desta quarta-feira (23) na Bolsa de Chicago, em um movimento influenciado pela queda do trigo e pelo ajuste de posições dos investidores. O contrato para dezembro encerrou o dia com baixa de 1,44%, negociado a US$ 5,29 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o milho chegou a recuar cerca de 1% durante o pregão, acompanhando a pressão observada entre os principais grãos. A queda do trigo, que também registrou forte desvalorização, retirou parte do suporte que vinha sendo transmitido para o milho, aumentando a pressão sobre as cotações em Chicago.

A Agrinvest destacou que o dólar mais firme e o ajuste de posições contribuíram para o movimento negativo das commodities nesta sessão.

No lado da demanda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou que o México comprará 100 mil toneladas métricas de milho norte-americano para o ano comercial 2026/27. O México é um dos principais destinos do milho dos Estados Unidos, e as compras do país são acompanhadas de perto pelo mercado para avaliar o ritmo da demanda externa.

O mercado também acompanha as condições para a oferta norte-americana e a evolução das negociações comerciais internacionais, enquanto os investidores ajustam posições diante das perspectivas para a próxima temporada.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 1,22%, negociado a US$ 7,08 por bushel. Durante o pregão, a commodity chegou a US$ 7,06 por bushel, menor nível em quatro semanas, em um movimento que também pressionou as cotações do milho.

Segundo a Royal Rural, parte da queda dos grãos na Bolsa de Chicago está relacionada às novas movimentações diplomáticas envolvendo Rússia e Ucrânia. O mercado passou a considerar a possibilidade de redução dos ataques entre os dois países, o que poderia diminuir parte do prêmio de risco incorporado aos preços dos grãos nas últimas semanas, embora o escoamento de produtos agrícolas pelo Mar Negro ainda enfrente dificuldades.

Após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país está disposto a negociar um cessar-fogo energético com a Rússia, desde que Moscou também interrompa ataques contra a infraestrutura ucraniana de energia, eletricidade, aquecimento e abastecimento de água. Zelensky também defendeu a realização de uma reunião trilateral com Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, para acelerar as negociações.

Paralelamente, há novas tratativas envolvendo Turquia e Rússia para garantir a segurança de navios comerciais no Mar Negro, uma rota importante para o escoamento das exportações agrícolas de Rússia e Ucrânia. A possibilidade de melhora no fluxo comercial contribui para retirar parte do prêmio geopolítico dos preços em Chicago.

O trigo e o milho vinham incorporando riscos relacionados à intensificação dos ataques contra portos, navios e estruturas de exportação no Mar Negro. Com as novas conversas diplomáticas, o mercado passou a considerar a possibilidade de redução dos ataques e, posteriormente, de recuperação do fluxo de embarques, o que ajuda a explicar a pressão sobre as cotações.

Apesar disso, a Ucrânia sinalizou disposição para negociar, mas as condições ainda precisam ser discutidas com a Rússia, e não há garantia de interrupção dos ataques ou de normalização das exportações pelo Mar Negro. Assim, o mercado segue acompanhando a evolução das negociações e seus possíveis efeitos sobre a oferta global de grãos.

Soja

A soja fechou em queda nesta sessão na Bolsa de Chicago, com o mercado adotando cautela antes do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. O contrato para novembro recuou 0,57% e terminou o dia negociado a US$ 13,18 por bushel.

Segundo a Royal Rural, a soja novembro chegou a trabalhar próxima de US$ 13,16 por bushel durante a sessão. Os investidores aguardam anúncios concretos sobre as negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, principalmente em relação às tarifas e às possíveis compras de produtos agrícolas norte-americanos pela China.

O mercado também acompanha a previsão indica chuvas no sul de Nebraska e no norte do Kansas, com acumulados localizados que podem chegar a 100 milímetros até sábado. Caso as precipitações se confirmem, o excesso de umidade poderá provocar atrasos pontuais na colheita de soja nos Estados Unidos.

Em análise sobre o mercado, Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, afirmou ao Successful Farming que os preços dos grãos podem estar sob pressão enquanto os investidores se posicionam antes do encontro entre Trump e Xi. Segundo ele, outro fator acompanhado pelo mercado é o anúncio de um novo leilão de soja realizado pelo órgão estatal chinês responsável pelos estoques.

Raisbeck avalia que a venda de estoques antigos pode indicar uma estratégia da China para liberar espaço para novas compras de soja dos Estados Unidos. A possibilidade de retomada dos embarques americanos para o mercado chinês é um dos pontos acompanhados pelos investidores diante da reunião entre os líderes dos dois países.

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Registro de CNPJ entre trabalhadores autônomos atinge recorde em 2025, aponta IBGE


A proporção de empregadores ou trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu o maior porcentual desde 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A relação de pessoas ocupadas como empregador ou conta própria no trabalho principal com CNPJ saiu de 24% em 2012 para 35% em 2025, um aumento de 11 pontos porcentuais.

Os dados constam do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho – 2025, divulgado nesta quinta-feira, 23, pelo IBGE. A série histórica da pesquisa começa em 2012. Por conta da pandemia, o trabalho não foi realizado para os anos de 2020 e de 2021.

A marca inédita foi influenciada pela taxa de cobertura de CNPJ entre os trabalhadores por conta própria, que atingiu o recorde da série histórica (27,1%) em 2025, e quase dobrou em relação a 2012, quando era 15%.

Ainda assim, a formalização ainda é muito superior entre os empregadores. A proporção de empregadores com CNPJ era de 75,6% em 2012 e ficou em 81,1% em 2025.

De acordo com o IBGE, o avanço está ligado ao nível de instrução dos trabalhadores. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal pelo CNPJ.

“A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução, porque quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado, e mais ela entende as benesses e as dificuldades de ter ou não ter o seu registro”, afirmou William Kratochwill, responsável pela pesquisa, ao comentar os resultados.

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O contingente de trabalhadores por conta própria atingiu um recorde de 26,2 milhões de pessoas em 2025, o equivalente a 25,4% da população ocupada, segundo o IBGE. Os empregadores, por sua vez, eram cerca de 4,5 milhões, o que corresponde a aproximadamente 4,4% dos ocupados.

Com isso, o total de trabalhadores autônomos com CNPJ alcançou cerca de 7,1 milhões de pessoas em 2025, quase o dobro do contingente de empregadores formalizados no período, de 3,7 milhões.

O pesquisador ressalta que a Pnad ainda não possui dados específicos para analisar o fenômeno da “pejotização”, que consiste na contratação de trabalhadores como pessoa jurídica em vez de carteira assinada, embora o recurso seja reconhecido como uma estratégia adotada pelas empresas para reduzir custos.

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Para Kratochwill, programas governamentais como o MEI (microempreendedor individual) também podem ter facilitado a formalização entre os trabalhadores com maior instrução.

“O público com nível superior completo engloba prestadores de serviços que, em algum momento, enfrentaram dificuldades para abrir uma empresa no Brasil. Mas programas governamentais como o MEI facilitaram o registro para a pessoa ter a sua própria empresa legalizada e registrada”, disse.

As regiões Sul (46,7%) e Sudeste (41,6%) apresentaram em 2025 os maiores percentuais de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ. Na outra ponta, o Norte (15,6%) e o Nordeste (20,1%) tiveram as proporções mais baixas. O Centro-Oeste passou de 30,1% em 2019 para 41,6% em 2025, igualando a distribuição no Sudeste.

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As mulheres historicamente têm um porcentual superior aos homens, com 36,7% das empregadoras e conta própria com CNPJ em 2025, contra 34,2% dos homens. A taxa entre as mulheres alcançou novo recorde, mantendo uma distância de 2,5 pontos percentuais da dos homens. Historicamente, essa vantagem feminina iniciou em 0,6 ponto porcentual em 2012 e atingiu seu pico de 3,0 pontos porcentuais em 2022.



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Alexandre Pires é alvo de operação da Polícia Federal


O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (23). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional.

Segundo a PF, o grupo também estaria ligado ao financiamento e à logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Nesta quarta, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações apontam para a movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira. A estrutura também teria utilizado pessoas físicas e jurídicas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A apuração desta quarta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão durante um cruzeiro onde realizava shows no litoral de Santos, em São Paulo.

Nesta segunda fase, a PF apura ilícitos relacionados à cadeia de comercialização e exportação de minério e ao uso de documentação ideologicamente falsa para conferir aparência de regularidade às operações.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação atribuída a cada um, por lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e outros crimes que possam ser identificados durante a investigação.

As medidas desta quarta-feira têm como objetivos reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos que possam estar relacionados aos crimes apurados.

Posicionamento de Alexandre Pires

“A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época.

Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor.

Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires.

O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada.”

O que a PF investigava em 2023

Na primeira fase, a Polícia Federal investigava um esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A polícia rastreou movimentações financeiras de uma mineradora investigada e identificou uma transferência de pelo menos R$ 1 milhão para uma conta ligada ao cantor.

A rede investigada também envolvia, segundo a PF, pilotos de aeronaves, postos de combustíveis e lojas de máquinas.

Entenda: Cantor Alexandre Pires é alvo da PF em operação contra garimpo ilegal na Terra Yanomami

O inquérito teve origem em uma investigação iniciada em janeiro de 2022, quando cerca de 30 toneladas de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami foram encontradas na sede de uma empresa investigada. O minério estaria sendo preparado para ser enviado ao exterior.

Segundo os investigadores, a cassiterita teria sido declarada como proveniente de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), e supostamente transportada para Roraima para tratamento. A suspeita era de que essa operação existisse apenas formalmente e que o minério tivesse sido extraído em Roraima.

Empresário de Alexandre Pires foi preso

Também em dezembro de 2023, Matheus Possebon, empresário de Alexandre Pires, foi preso preventivamente pela Polícia Federal após deixar o cruzeiro onde o cantor se apresentava.

Possebon também era investigado no caso. A defesa afirmou, à época, que a prisão havia sido motivada por uma única transação financeira com uma empresa com a qual ele não mantinha relação comercial e disse que ele poderia esclarecer a operação.

À época, a defesa do artista afirmou que Alexandre Pires não tinha envolvimento com garimpo ou extração de minério, especialmente em área indígena. À CNN Brasil, os advogados disseram que o cantor foi surpreendido pela inclusão de seu nome na investigação e afirmou que ele jamais havia cometido ilícito.

A Opus Entretenimento, responsável pela gestão da carreira do artista, também declarou que desconhecia qualquer atividade ilegal relacionada a colaboradores e parceiros. A empresa manifestou solidariedade ao cantor e afirmou confiar em sua idoneidade e no esclarecimento dos fatos.



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economia

Saiba quantas pessoas trabalham home office no Brasil, segundo o IBGE


O trabalho em home office mais do que dobrou no Brasil em pouco mais de uma década. Em 2012, 3,6% do total de ocupados no país trabalhavam principalmente de casa, percentual que saltou para o recorde de 8,4% em 2022 e se estabilizou em um patamar próximo de 8% nos anos seguintes. Mas quantas pessoas trabalham remotamente hoje — e onde o home office é mais presente?

A fotografia de 2025 mostra que 6,65 milhões de brasileiros trabalham principalmente de casa, o equivalente a 7,9% do total de ocupados no país. São Paulo concentra o maior contingente entre as capitais, com 543 mil trabalhadores, seguida por Rio de Janeiro (287 mil) e Belo Horizonte (168 mil).

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), cujo módulo com informações adicionais sobre as características do mercado de trabalho em 2025 foi divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE.

O IBGE pergunta ao trabalhador onde ele exerce principalmente seu trabalho. Por isso, o total de trabalhadores em home office (7,9%) não corresponde a todas as pessoas que fazem algum tipo de trabalho remoto. Quem adota um regime híbrido, por exemplo, mas passa mais tempo trabalhando do escritório do que de casa, pode ter respondido o ambiente da empresa como seu local principal.

Em 2025, 60% dos ocupados trabalhavam principalmente no estabelecimento do próprio empreendimento. Outros 13,8% exerciam a atividade em local designado pelo patrão ou freguês, enquanto 8,4% estavam em fazendas, granjas ou chácaras.

Apenas 7,9% trabalhavam de casa, enquanto 5% tinham veículos como principal local de trabalho e outros 2,1% trabalhavam em área pública. Os 2,6% restantes estavam em outros locais, como casa do patrão ou estabelecimento de outro empreendimento.

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São Paulo lidera com 543 mil em home office, mas perde força

A série histórica do IBGE, iniciada em 2012 e retomada em 2022, após a interrupção do levantamento em 2020 e 2021, permite acompanhar como a presença do trabalho remoto mudou entre as capitais. Embora ainda com folga, a liderança de São Paulo em número absoluto vem encolhendo desde 2022.

A capital paulista tinha 887 mil pessoas trabalhando principalmente de casa em 2022. O contingente caiu para 635 mil em 2023, 586 mil em 2024 e chegou a 543 mil em 2025. A cidade continua muito à frente das demais capitais, mas perdeu 344 mil trabalhadores em home office em três anos.

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Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro teve trajetória parecida, com redução do contingente em home office. Eram 294 mil trabalhadores nessa condição em 2022, número que subiu para 336 mil em 2023 e depois recuou para 317 mil em 2024 e para 287 mil em 2025.

São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza estiveram no “top 3” em número absoluto de trabalhadores em home office entre 2022 e 2024. Mas Belo Horizonte avançou para a terceira posição em 2025 e tirou Fortaleza do posto. A capital mineira tinha 160 mil pessoas em home office em 2022, contingente que saltou para 168 mil em 2025.

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Já Fortaleza tinha 144 mil pessoas em home office em 2022, número que subiu para 155 mil em 2023 e depois começou a amargar quedas para 132 mil em 2024 e 117 mil em 2025.

Outras capitais também ganharam espaço no ranking. Em Brasília (DF), 118 mil trabalhadores estavam em home office em 2022, número que chegou a oscilar nos anos seguintes e subiu para 122 mil em 2025, deixando a capital federal em quinto lugar, acima da cearense.

Porto Alegre também ganhou terreno e chegou à sexta colocação, com 115 mil trabalhadores em home office, número que quase dobrou em relação à 2022. Recife avançou para o nono lugar, com 98 mil, enquanto Goiânia chegou a 84 mil, em décimo.

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Já Curitiba fez o caminho inverso. A capital paranaense, que chegou à quinta posição em 2024, terminou o ano passado em sétimo lugar, com 106 mil trabalhadores, vinte mil pessoas a menos.

Em proporção, Porto Alegre lidera e São Paulo despenca

A fotografia muda quando se leva em conta o tamanho do mercado de trabalho. Assim, uma cidade pode ter menos pessoas em home office em números absolutos, mas ter uma proporção muito maior de trabalhadores nessa condição.

É o que acontece com Porto Alegre. Em 2025, 18,7% dos ocupados da capital gaúcha trabalhavam principalmente de casa, quase uma em cada cinco pessoas ocupadas. A cidade passou a liderar o ranking proporcional, à frente de Recife (15,4%) e Belo Horizonte (15,2%).

Florianópolis, que havia liderado o ranking nos três anos anteriores, caiu para a quarta posição. A capital catarinense tinha 19,8% dos ocupados trabalhando principalmente de casa em 2022. Em 2025, a proporção recuou para 13,7%.

Na sequência, em 2025, aparecem Curitiba (12,3%), Belém (11,9%), Fortaleza (11,8%), Goiânia e João Pessoa (11,6% cada). O Rio de Janeiro está na 12ª posição, com 10,3%.

O contraste é evidente no caso de São Paulo. Apesar de concentrar o maior número absoluto de trabalhadores em home office entre as capitais, a capital paulista aparece apenas na 18ª posição quando se considera a parcela de ocupados nessa condição: 9,3%.

A situação era diferente em 2022. Naquela ocasião, o home office foi tão expressivo que São Paulo tinha 15,9% dos ocupados trabalhando principalmente de casa, e a capital ficou na terceira posição do ranking proporcional, atrás de Florianópolis e Vitória. Desde então, a proporção caiu para 11,7% em 2023, 10,2% em 2024 e 9,3% em 2025.

Belém também perdeu espaço nesse período. A proporção de ocupados em home office caiu de 15,6% em 2022 para 11,9% em 2025. Em Vitória, o recuo foi ainda maior, de 16,9% para 9,3%.

Home office perde força após a pandemia

Os números do IBGE mostram que o salto do trabalho remoto durante a pandemia não se sustentou nos anos seguintes. Ao mesmo tempo, o home office se consolidou em um patamar bem superior ao observado no início da série, em 2012.

Em 2019, último ano antes da interrupção da série durante a pandemia, 5,8% dos ocupados trabalhavam principalmente de casa. Em 2022, na retomada da pesquisa, o percentual havia saltado para 8,4%. Desde então, a proporção vem recuando: foi de 8,2% em 2023 para 7,9% em 2024 e permaneceu em 7,9% em 2025.



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economia

juro alto faz economia operar em duas velocidades; compare os setores


Os juros em patamares restritivos estão forçando a economia brasileira a operar em duas velocidades distintas. Entre os dependentes de crédito, há repressão de investimentos e foco em automação, formação de caixa e corte de custos. Em outros, há um cenário mais favorável sustentado pelas exportações ou pelo aumento da renda, como óleo e gás, mineração, turismo, farmácia e serviços.

As conclusões estão no “Orange Book” (Livro Laranja), do Itaú, relatório com avaliações sobre as dinâmicas setoriais. Os dados foram colhidos em agosto a partir de perguntas com respostas em escala de 0 a 10 sobre demanda, mercado de trabalho, custos, investimento e concorrência.

Serviços lideram demanda e Indústria recua

Os 34 setores analisados pontuaram uma média de 6,3 na análise do aumento da demanda atual, sendo 0 uma piora forte e 10 uma melhora forte. 

Nove pontuaram sete ou mais. Entre eles, estão turismo (10); óleo e gás (9); varejo de vestuário e calçados (9); farmácias (9); hotéis e restaurantes (8,7); imóveis e construções comerciais (8,3); eletrônicos (8); indústria de vestuário (7,5); e metalurgia e siderurgia (7)

Na outra ponta, oito obtiveram nota até 5: Aves e suínos (3); Saneamento (3);

Açúcar e álcool (4,5); Residencial (4,7); Bens de capital (5); Química (5); Papel e celulose (5); e Mineração (5).

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Setor Subsetor Demanda atual
Agro Açúcar e álcool 4,5
Agro Química 5
Agro Alimentos e bebidas 5,7
Agro Defensivos e fertilizantes 5,8
Agro Frigoríficos 6
Agro Produtor rural 6,5
Agro Educação 6,8
Agro Hotéis 8,7
Auto Peças 5,7
Auto Montadoras 6,7
Auto Concessionárias 6,9
Imobiliário/Construção Residencial 4,7
Imobiliário/Construção Shopping centers 6
Imobiliário/Construção Comercial 8,3
Indústria Aves e suínos 3
Indústria Bens de capital 5
Indústria Papel e celulose 5
Indústria Indústria Geral 5,5
Indústria Embalagens 5,6
Indústria Laticínios 6
Indústria Materiais de construção 6
Indústria Bens de consumo 6,3
Indústria Metalurgia e siderurgia 7
Indústria Vestuário/calçados 7,5
Indústria Eletrônicos 8
Infra Saneamento 3
Infra Logística 5,8
Recursos Naturais Mineração 5
Recursos Naturais Óleo e gás 9
Varejo/Serviços Eletrônicos 5,3
Varejo/Serviços Super/hipermercados 5,5
Varejo/Serviços Farmácias 9
Varejo/Serviços Varejo de Vestuário/calçados 9
Varejo/Serviços Turismo 10
  Média 6,3
Fonte: Orange Book / Itaú

Economia em duas velocidades

A economia está operando em duas velocidades, segundo o relatório, porque os diferentes negócios se financiam de formas distintas.

Setores de capital intensivo, como construção civil, maquinário e bens de capital, estão com os freios puxados porque dependem de financiamento de longo prazo, o que está restrito pelo alto patamar da taxa Selic e, sem crédito acessível, não há expansão.

Por outro lado, segmentos de giro rápido, como turismo, farmácias, educação e alimentação, não precisam de empréstimos para escoar sua oferta. Eles sobrevivem amparados no mercado de trabalho apertado e na resiliência da renda das famílias, que continuam consumindo serviços imediatamente, mantendo essas atividades imunes ao choque de juros que trava o restante da economia.

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Leia também: Queda no IBC-Br reforça tese de estagnação do PIB no 3º tri e de mais cortes de juros

Falta de mão de obra encarece produção

A escassez de mão de obra qualificada é apontada no relatório como um forte gargalo estrutural. Perguntados sobre se sobra ou falta mão-de-obra para o setor ou cliente, sendo 0 uma sobra forte e 10 uma escassez forte, 18 dos 34 subsetores analisados pontuaram em 7 ou mais. A média geral ficou em 7.

Açúcar e álcool; produtor rural; concessionárias; eletrônicos pontuaram em 7. Em seguida vem peças (7,3); logística (7,6); super/hipermercados (7,7). Mineração; materiais de construção; e óleo e gás pontuaram em 8. Imóveis residenciais ficou em 8,3 e, comerciais, 8,7. O setor de hotéis também pontuou em 8,7.

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Os setores mais críticos são indústria de vestuário (9,5); seguido por aves e suínos; frigoríficos; varejo de vestuário; e turismo em que todos apontaram escassez máxima (10).

O resultado deste quadro é uma pressão maior nos custos operacionais das empresas. 

Setor Subsetor Escassez de mão de obra
Agro Açúcar e álcool 7
Agro Química 6,5
Agro Alimentos e bebidas 5,8
Agro Defensivos e fertilizantes 5,8
Agro Frigoríficos 10
Agro Produtor rural 7
Agro Educação 5,8
Agro Hotéis 8,7
Auto Peças 7,3
Auto Montadoras 6
Auto Concessionárias 7
Imobiliário/Construção Residencial 8,3
Imobiliário/Construção Shopping centers 5
Imobiliário/Construção Comercial 8,7
Indústria Aves e suínos 10
Indústria Bens de capital 5,3
Indústria Papel e celulose 5
Indústria Indústria Geral 6,8
Indústria Embalagens 5,8
Indústria Laticínios 5
Indústria Materiais de construção 8
Indústria Bens de consumo 5,7
Indústria Metalurgia e siderurgia 6,5
Indústria Vestuário/calçados 9,5
Indústria Eletrônicos 7
Infra Saneamento 5
Infra Logística 7,6
Recursos Naturais Mineração 8
Recursos Naturais Óleo e gás 8
Varejo/Serviços Eletrônicos 5,3
Varejo/Serviços Super/hipermercados 7,7
Varejo/Serviços Farmácias 3
Varejo/Serviços Varejo de Vestuário/calçados 10
Varejo/Serviços Turismo 10
  Média 7
Fonte: Orange Book / Itaú

Margens comprimidas e investimentos travados

O efeito contracionista da taxa Selic elevada é sentido em todo o empresariado, segundo o relatório. Sem espaço para repassar a inflação de insumos ao consumidor final — que está cada vez mais sensível a preços e endividado —, as companhias estão optando por reduzir custos e aumentar a produtividade, em vez de investir. 

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“O investimento produtivo permanece limitado pela falta de visibilidade econômica, pelos juros elevados, pelas incertezas decorrentes da reforma tributária e pela concorrência crescente da indústria chinesa. Em vários segmentos, observa-se substituição gradual da produção local por importações como forma de preservar competitividade”, diz o documento.

Na indústria tradicional, o compasso é de espera. Segmentos como bens de capital, metalurgia e embalagens estão restringindo aportes devido às incertezas da reforma tributária e ao crédito caro.

Na cadeia automotiva, o avanço asiático vem tomando conta do setor com os carros elétricos. Em vestuário, calçados e eletrônicos, a disputa impede o crescimento e força investimentos em eficiência para tentar concorrer com os importados.

“As empresas têm priorizado preservação de caixa, automação, ganhos de produtividade e disciplina de capital, em vez de projetos relevantes de ampliação de capacidade”, diz o relatório.

Made in China

O aumento da concorrência chinesa apareceu no relatório pressionando a margem de repasses da indústria. Esses importados afetam a indústria, cadeia automotiva, bens de consumo, eletrônicos, vestuário e parte do agronegócio e limitam o teto de preços, em uma força desinflacionária.

Mas entrada dos produtos chineses tem um efeito paradoxo na economia. Embora ela limite as margens da indústria nacional e interfira nos quadros produtivos, ela também atua como uma das principais forças desinflacionárias para bens industriais no Brasil.

Essa barreira imposta aos preços impede que o custo doméstico mais alto seja repassado ao consumidor final, dificultando o controle inflacionário pelo Banco Central, mas comprimindo o caixa das empresas.

Agro em alerta, Serviços em alta

Nem o agronegócio escapa da pressão. Mesmo com perspectivas favoráveis a médio prazo devido à competitividade em proteínas e laticínios, o produtor rural enfrenta atualmente custos altos, incertezas climáticas e dificuldade de repassar preços. O relatório indica que o crédito caro travou o apetite por investimentos na expansão das safras, deixando o setor na defensiva.

Os dados apontam que os produtores de defensivos e fertilizantes estão sendo impactados pela queda nas commodities e pelo risco climático, enquanto enfrentam a concorrência chinesa. Já os frigoríficos aguardam a retomada de exportações para a China para voltar a contratar.

Nos segmentos menos sensíveis ao crédito, o consumo segue resiliente, como é o caso de farmácias, educação, turismo e alimentação fora do lar.

O setor de farmácias é impulsionado pelos medicamentos de emagrecimento. 

Turismo, hotéis e restaurantes operam sob uma recuperação que segue forte no pós-pandemia com a volta da demanda corporativa e do fluxo internacional. Educação segue resiliente por depender mais da renda, embora o ritmo de investimento esteja travado pelo custo de capital.



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Primeiro dia de operação do novo batalhão da PM resulta em prisões no centro de SP


No primeiro dia de atuação do Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO), novo grupamento da Polícia Militar paulista, agentes prenderam uma mulher por tentativa de homicídio e um homem suspeito de roubo no Centro da capital, na terça-feira (22).

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 16h na Rua Martim Francisco, na Santa Cecília. A equipe foi acionada para atender a um homem ferido a golpes de faca. Uma mulher de 53 anos foi detida nas proximidades com a arma do crime e levada ao 2º Distrito Policial (Bom Retiro). A vítima foi socorrida e encaminhada ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia.

No mesmo horário, policiais realizavam patrulhamento na região da Favela do Gato, também no Bom Retiro, quando um jovem de 20 anos tentou fugir a pé. Durante a tentativa de fuga pela Avenida Presidente Castelo Branco, ele arremessou um celular e uma ferramenta própria para quebrar vidros de automóveis.

Alcançado pelos agentes, o suspeito admitiu ter praticado um roubo na pista local da Marginal Tietê momentos antes. O aparelho foi recuperado e o homem foi levado ao 2º DP, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Sobre a nova unidade

Lançado pelo Governo de São Paulo, o BRAvO conta com um efetivo de 250 policiais militares e 150 motocicletas. A proposta do grupamento é atuar ostensivamente no combate a roubos e furtos na capital, utilizando o mapeamento de manchas criminais do sistema Muralha Paulista para deslocar equipes de forma rápida às áreas de maior incidência de crimes.

As operações têm continuidade nesta quarta-feira (23), com patrulhamento concentrado na região da Praça da Sé a partir das 15h.



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Estoques de petróleo nos EUA sobem 2,969 milhões de barris, revela DoE


Estoques de gasolina caíram 1,686 milhões de barris, a 206,04 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram alta de 2,969 milhões de barris, a 426,39 milhões de barris, na semana encerrada em 18 de setembro, informou nesta quarta-feira, 23, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam queda de 500 mil barris.

Os estoques de gasolina caíram 1,686 milhões de barris, a 206,04 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade. Já os de destilados caíram 428 mil barris, a 107,43 milhões de barris, quando a previsão era de queda de 500 mil barris.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias caiu de 96,8% na semana anterior para 94,0% na mais recente, contra expectativa de queda a 96,2%.

Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram crescimento de 2,266 milhões de barris, a 23,74 milhões de barris. Já a produção média diária dos EUA ficou estável em 13,9 milhões de barris por dia (bpd) no período. Fonte: Dow Jones Newswires



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Após quedas seguidas, taxa de sindicalização ficou estável em 2025, diz IBGE


Após registrar seguidos anos de redução, a taxa de sindicalização no Brasil se manteve praticamente estável em 2025. Segundo informações do módulo “Características Adicionais do Mercado de Trabalho da PNAD Contínua divulgas nesta quarta-feira (23) pelo IBGE, a associação de trabalhadores a sindicatos ficou em 8,8% (9,1 milhões de pessoas) no ano passado, ante 8,9% dos ocupados em 2024.

Essa estabilidade se deu após um aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que interrompeu uma sequência de reduções. A taxa passou de 16,1% em 2012, para 11% em 2029, 9,2% em 2022, 8,9% em 2024 e 8,8% em 2025.

O percentual de trabalhadores associados a sindicatos em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%; Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.

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A taxa de sindicalização também se manteve estável em todos os grupamentos de atividade na comparação de 2025 com 2024. O grupo com maior taxa de sindicalização permaneceu sendo o de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, (com 14,7%), seguido de perto pela Administração pública (14,6%). Em terceiro lugar veio a Indústria geral (11,4%). As menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços domésticos (2,5%), Construção (3,6%) e Outros serviços (3,6%).

Na comparação com 2012, houve diminuição da sindicalização em todos esses grupamentos. As maiores variações ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, (redução de 12,4 p.p.); Administração pública e Indústria geral (ambas com menos 9,9 p.p.; e no grupo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (diminuição de 9,6 p.p.).

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Ainda segundo o IBGE, entre a posição na ocupação e categoria do emprego, as taxas de sindicalização mais elevadas foram do empregado no setor privado com carteira de trabalho assinada, com 11,3%; o trabalhador familiar auxiliar, com 10,2%; e o empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), com 18,4%.

Por outro lado, o empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,8%) registraram as menores coberturas.

De 2024 para 2025, não houve variação, estatisticamente significativa, da taxa de sindicalização entre os trabalhadores em todas as categorias de emprego no trabalho principal.

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Entre os 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados no país, 38,2% tinham ensino superior completo; 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto; 8,4% fundamental completo ou médio incompleto; e 15,7% sem instrução ou fundamental incompleto.



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Atividade empresarial nos EUA tem máxima em 5 anos; pressões inflacionárias aumentam


WASHINGTON, 23 ⁠Set (Reuters) – A atividade empresarial nos ⁠Estados Unidos atingiu em setembro a ‌máxima em mais de cinco anos, impulsionada por um aumento acentuado nos novos pedidos, ‌embora a demanda forte tenha sobrecarregado as cadeias de oferta e levado a um aumento nos preços.

A S&P Global informou nesta quarta-feira que seu Índice de Gerentes de ⁠Compras (PMI) ‌dos EUA, que acompanha os setores de ⁠manufatura e serviços, subiu para 58,4 neste mês. Esse foi o nível mais alto desde julho de 2021, após um resultado de 56,0 em agosto.

Leitura acima ​de 50 indica expansão no setor privado. O aumento do PMI refletiu fortes ganhos ​tanto no setor de serviços quanto no de manufatura. O PMI foi consistente com um crescimento da economia em torno de 5% em taxa anualizada, informou ‌a S&P Global. A empresa ​também observou um aumento acentuado no acúmulo de trabalho e nos atrasos na cadeia de oferta, “indicando uma falta ⁠de capacidade ​operacional que ​se traduziu em preços mais altos”.

“Os negócios estão claramente em ⁠alta agora, tanto ​na indústria quanto nos serviços”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. “No ​entanto, esse crescimento está sendo acompanhado por alguns dos gargalos mais graves ​na cadeia ⁠de oferta já observados nas quase duas décadas de história da ⁠pesquisa, se excluirmos a pandemia.”

As restrições de oferta decorrem principalmente da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que já está em seu sétimo mês.



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Sudeste pode ter grande volume de chuva nesta quarta-feira; veja previsão


Um alerta laranja de perigo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), avisa sobre grande acumulado de chuva que pode levar volumes de até 100 mm/dia a grande parte da Região Sudeste nesta quarta-feira (23). As áreas mais afetadas incluem todo o estado do Rio de Janeiro, grande parte de São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A temperatura começa a diminuir na região com a chegada do ar frio. Os termômetros devem marcar mínima de 13°C em São Paulo e máxima de 28°C, em Belo Horizonte.

Na Região Nordeste do país, o tempo quente e seco mantém a baixa umidade relativa do ar no interior dos estados. O Inmet também mantém alerta amarelo de perigo potencial que inclui o Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, a Paraíba, Pernambuco e a Bahia.

Há possibilidade de chuva isolada no litoral do Maranhão, do Ceará e do Rio Grande do Norte, além do extremo sul da Bahia. Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 21°C em Recife e a máxima deve chegar a 38°C em Teresina.

Parte da Região Norte também está sob alerta amarelo de baixa umidade relativa do ar, com destaque para o sul do Pará e grande parte do estado do Tocantins.

Durante o dia, estão previstas tempestades no centro e sul de Rondônia. Em Roraima, no Amazonas, no Acre e em Rondônia, tem previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

O calor também predomina nas capitais da região, com temperatura máxima de 39°C em Palmas e mínima de 22°C em Rio Branco.

No Centro-Oeste do país, chuvas acompanhadas de trovoadas atingem Mato Grosso, o nordeste de Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, principalmente no sul do estado, o tempo permanece firme, com a presença de ar frio

A temperatura fica amena em Mato Grosso do Sul, inclusive na capital Campo Grande, onde os termômetros devem marcar mínima de 17°C. A máxima prevista entre as capitais é de 32°C em Goiânia.

Uma massa de ar frio sobre a Região Sul do Brasil deixa o céu com poucas nuvens na maior parte dos estados. A exceção é para as regiões norte e leste do Paraná e nordeste de Santa Catarina, onde o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada.

Pode gear no Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina na madrugada e no começo da manhã. Entre as capitais, a menor temperatura prevista é de 6°C em Porto Alegre e a máxima de 17 °C em Florianópolis.



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