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APS firma acordo para encerrar litígio sobre tarifa de acesso ao Porto de Santos


A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que aprovou a celebração de um acordo para encerramento de litígio relacionado à cobrança de tarifas de infraestrutura de acesso aquaviário ao Porto de Santos (SP) com o Centro Nacional de Navegação (Centronave). Com o entendimento, a APS deverá receber cerca de R$ 416,9 milhões. A autoridade receberá o recurso apenas após a homologação judicial do acordo.

Além do valor, há também o reenquadramento tarifário dos associados da entidade na estrutura da Tabela I – Infraestrutura de Acesso Aquaviário e novos critérios para descontos tarifários de frequência e disciplina a conciliação dos valores depositados judicialmente.

A controvérsia que deu início ao processo começou em 2022, quando os armadores e operadores do terminal questionaram judicialmente a cobrança integral da tarifa de acesso sob o argumento de que os investimentos previstos para a região – compensados pelas tarifas – não haviam sido realizados.

Segundo a APS, a questão se deu pelo processo de privatização da gestão do terminal, que teria afetado o planejamento e o andamento de investimentos como devido.

“Atualmente, a realidade é distinta. A APS possui um Plano de Investimentos estruturado, com cronograma definido e previsão de aproximadamente R$ 12,5 bilhões em investimentos, incluindo recursos federais. Parte das intervenções já está em execução, como a ampliação da malha ferroviária interna do Porto, enquanto outros projetos já contam com contratos formalizados”, afirma a autoridade em nota.

Durante a tramitação da ação, os valores correspondentes às tarifas permaneceram sendo depositados judicialmente pelos autores. Além disso, desde 15 de setembro de 2025 a APS passou a aplicar desconto de 34,6% nas tarifas cobradas dos armadores e operadores abrangidos pela medida.

Com o acordo, os depósitos judiciais são encerrados e voltam a ser realizados pagamentos diretos à autoridade portuária. A APS publicará nova Portaria disciplinando os descontos tarifários, baseados em critérios de frequência e modalidade de navegação.



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Até quando vai o calor? Veja quando as temperaturas devem cair em SP e no Brasil


O calor deve continuar forte nos próximos dias, mas uma mudança no tempo já está prevista para o início de outubro. Segundo a empresa de meteorologia Climatempo, temperaturas de 40°C ou mais ainda podem ser registradas até o último dia de setembro – quarta-feira, 30 – em quase todo País, exceto no Sul. Em São Paulo, a virada deve começar na quarta, com a chegada de uma frente fria.

Nos últimos meses deste ano e nos primeiros meses de 2027, o clima do planeta está sendo influenciado pelo fenômeno El Niño, que pode aumentar as chuvas e as ondas de calor.

Na cidade de São Paulo, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura (CGE) prevê máxima de 28°C neste domingo, 27. A temperatura sobe rapidamente nesta segunda-feira, 28, quando a máxima pode passar dos 32°C. Na terça, 29, os termômetros podem superar os 33°C.

A mudança mais significativa ocorre na quarta, quando áreas de instabilidade começam a avançar sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ainda assim, as temperaturas ainda devem ficar elevadas durante o dia. E só no dia seguinte, 1º de outubro, a frente fria avança pelo Sudeste e Centro-Oeste, trazendo mais chuva e redução das temperaturas, embora a sensação de calor ainda possa permanecer.

Até 30 de setembro, há possibilidade de novos recordes em capitais como São Paulo, Campo Grande, Cuiabá, Brasília, Goiânia e Teresina.

Este ano já registra o mês de setembro mais chuvoso da cidade de São Paulo em toda a série histórica, iniciada em 1995, com 294,9 mm acumulados até agora, conforme o CGE.

No Sul, por outro lado, o clima ameno começa antes. O Rio Grande do Sul, que já registra pancadas de chuva desde o sábado, 25, já deve ter queda nas temperaturas neste domingo.

Santa Catarina terá redução do calor entre segunda e terça-feira No Paraná, a mudança deve ocorrer na terça.



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Onda de calor sufocante pode fazer temperatura passar dos 40ºC em 8 estados


Uma onda de calor que atinge as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, pode fazer com que as temperaturas ultrapassem os 40°C em oito estados até quarta-feira (30).

De acordo com informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), entre domingo (27) e terça-feira (29), o calor ganha força e a área com temperaturas superiores a 40 °C aumenta gradualmente.

Segundo o órgão, as maiores temperaturas devem ocorrer principalmente em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Piauí, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

A partir de quarta-feira (30), o avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil começa a provocar mudanças nas condições do tempo e a diminuir as temperaturas em parte das áreas afetadas pelo calor.

Com isso, as áreas com temperaturas de 40 °C ou mais passam a se concentrar principalmente no leste de Mato Grosso, sul do Pará, norte e noroeste de Goiás, centro e sul do Tocantins, noroeste de São Paulo, áreas do vale do rio São Francisco entre Minas Gerais e Bahia e no Piauí.

O instituto reforça ainda que o registro de temperaturas extremas, superiores a 40 °C, não significa, necessariamente, a ocorrência de uma onda de calor. A caracterização do fenômeno depende da combinação entre a intensidade e a persistência das temperaturas acima da média para cada localidade.

Por isso, áreas que não estão incluídas no aviso também podem registrar calor intenso, enquanto localidades com temperaturas máximas inferiores a 40 °C podem atender aos critérios para uma onda de calor.

O que é um onda de calor?

Uma onda de calor é um período prolongado de temperaturas significativamente acima da média da temperatura máxima histórica de uma determinada região. Para a caracterização do evento, é considerado o critério de persistência de temperaturas máximas pelo menos 5 °C acima da média durante cinco dias consecutivos em uma determinada localidade.

Assim, uma região pode registrar temperaturas muito altas, inclusive superiores a 40 °C, sem necessariamente estar incluída na área de aviso de onda de calor, caso os critérios de intensidade e duração não sejam atendidos simultaneamente.

Na quinta-feira (24), por exemplo, 16 localidades monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), por meio da telemetria de estações meteorológicas automáticas, atingiram ou superaram 40 °C, mas isso não significa, necessariamente, que tenha ocorrido uma onda de calor.

Isso porque essas regiões já apresentam, naturalmente, temperaturas elevadas, e, até o momento, não atenderam ao critério usado para classificar um evento de onda de calor.



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Rio Grande do Sul tem alerta para temporais, granizo e ventos acima de 90 km/h


O Rio Grande do Sul permanece em alerta neste domingo (27) para temporais, queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h. Segundo a Climatempo, a instabilidade deve persistir até terça-feira (29), com possibilidade de agravamento das condições meteorológicas nos próximos dois dias.

A previsão indica acumulados de chuva entre 20 e 80 milímetros neste domingo, podendo ultrapassar os 100 milímetros em pontos das regiões da Campanha e do oeste gaúcho. As regiões norte, noroeste e central também estão em alerta para chuvas intensas. O calor acompanha a instabilidade, com temperaturas que podem chegar aos 35°C em Horizontina.

A situação deve piorar na segunda (28) e na terça-feira (29), exigindo atenção especial de moradores de municípios como São Gabriel, São Sepé e Dom Pedrito.

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Oferta global menor sustenta preços do algodão e melhora cenário no Brasil

O mercado global de algodão entra em um período de oferta mais restrita, com redução das estimativas de produção e dos estoques mundiais. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário combinado à resiliência da demanda, tem dado sustentação às cotações internacionais e melhora as perspectivas para os produtores brasileiros.

Em agosto, o primeiro vencimento do algodão na Bolsa de Nova York registrou média de 85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 9,7% em relação a julho. O movimento foi influenciado principalmente pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos, maior exportador mundial da fibra, além das incertezas sobre a produção de importantes fornecedores, como China e Índia.

A atualização de setembro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reforçou o cenário de menor disponibilidade. A agência reduziu a estimativa para a produção mundial de algodão na safra 2026/27. Ao mesmo tempo, o consumo global segue em trajetória de crescimento, levando a uma nova redução na projeção para os estoques finais da commodity.

“Depois de algumas safras marcadas por maior disponibilidade global, o mercado volta a conviver com um balanço mais apertado. A combinação de estoques menores e demanda resiliente tem dado sustentação aos preços e melhora a visibilidade para os produtores no planejamento do próximo ciclo”, afirma Francisco Queiroz, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

No Brasil, a valorização das cotações internacionais ajudou a compensar parte da pressão sazonal provocada pelo avanço da colheita. Em Rondonópolis (MT), uma das principais referências para a comercialização da pluma no país, o algodão foi negociado a uma média de R$ 3,94 por libra-peso em agosto, alta de 3,9% em relação ao mês anterior.

A demanda externa e o ritmo das exportações também contribuíram para sustentar os preços no mercado doméstico. Com o avanço do beneficiamento da safra atual, o setor começa a concentrar as atenções no próximo ciclo.

Os produtores já iniciam a definição das sementes que serão utilizadas na safra 2026/27, em um momento de preços mais atrativos para a fibra. A expectativa de rentabilidade pode favorecer a manutenção ou expansão da área de algodão, mas a definição do plantio ainda depende do avanço da soja e das condições climáticas nos próximos meses.

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