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No 1° trimestre de 2026, crescem os abates de bovinos, suínos e frangos


No 1° trimestre de 2026, o abate de bovinos cresceu 3,3% em comparação ao 1º trimestre de 2025, o de suínos registrou…



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BRF conclui estruturação de fundo de crédito de R$ 1,2 bilhão

A BRF concluiu nesta quarta-feira (23) a estruturação da primeira classe do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Clientes BRF III (FIDC BRF III), com volume de R$ 1,2 bilhão. O novo fundo substitui o FIDC BRF II e terá como foco a aquisição de direitos creditórios gerados por operações comerciais realizadas entre a companhia e seus clientes no Brasil.

A primeira classe do FIDC BRF III teve suas cotas distribuídas em quatro subclasses distintas. Segundo a BRF, a colocação inicial dos papéis foi concluída com sucesso, alcançando o volume total de R$ 1,2 bilhão.

O mecanismo permite à companhia estruturar recebíveis provenientes das vendas realizadas a clientes no mercado brasileiro dentro do fundo. A operação sucede a estrutura anterior utilizada pela empresa por meio do FIDC BRF II.

O Banco Bradesco será responsável pela custódia e pela gestão do novo fundo, enquanto a BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários atuará como administradora.

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Chuva reduz estimativa para produção de açúcar e moagem de cana no centro-sul


São Paulo (Reuters) – A produção de açúcar na importante região centro-sul do Brasil teve uma queda acentuada na primeira quinzena de setembro, depois que as chuvas atrapalharam a colheita, de acordo com uma pesquisa com dez analistas publicada pela equipe da Platts, da S&P Global Energy, na noite desta quarta-feira.

A produção de açúcar deve cair 42,5%, para 2,09 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.

A moagem total de cana recuou 35,4%, para 29,8 milhões de toneladas, ante 46,1 milhões de toneladas na primeira quinzena de setembro de 2025, segundo a pesquisa.

Os analistas estimam que 49,85% da cana colhida foi destinada à produção de açúcar, enquanto a produção de etanol recebeu 50,15% do total.

A produção do biocombustível, que se beneficia de uma maior alocação de cana e também inclui o etanol de milho, deverá apresentar uma queda menor, de 18,7%, para 1,89 bilhão de litros, ante 2,33 bilhões de litros no mesmo período do ano passado.

Espera-se também que o total de açúcares recuperáveis (ATR) para o período tenha diminuído para 147,53 kg por tonelada, ante 154,59 kg por tonelada no ano passado.

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Brasil chega 46 milhões de hectares tratados com bioinsumos no 1º semestre

A área tratada com bioinsumos alcançou 46 milhões de hectares no primeiro semestre de 2026, alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado brasileiro de produtos biológicos movimentou R$ 1,8 bilhão entre janeiro e junho, segundo levantamento do CropData, portal de dados da CropLife Brasil.

O avanço da área tratada ocorreu em ritmo superior ao crescimento do valor movimentado pelo setor, indicando uma expansão da utilização dos produtos biológicos nas lavouras. A aplicação dos bioinsumos acompanha o calendário agrícola e ganhou ritmo a partir de junho, período marcado pelas compras para o plantio da soja e pela preparação para a safra 2026/27.

De acordo com Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil, o crescimento da área tratada mostra uma maior presença dos produtos biológicos no manejo agrícola. “A área tratada cresceu quase o dobro do valor, sinal de que o biológico está chegando a mais hectares, combinado ao defensivo químico no manejo integrado. Essa combinação amplia as ferramentas do produtor e ajuda no controle de pragas e doenças”, afirma.

Entre os segmentos, os bioinseticidas concentraram a maior parcela das vendas no primeiro semestre, com R$ 858,2 milhões, o equivalente a 47% do mercado. O segmento também respondeu por 16,4 milhões de hectares tratados, ou 35% da área total contabilizada no período.

O desempenho dos bioinseticidas está relacionado principalmente ao cultivo do milho segunda safra, período em que aumenta a demanda por ferramentas de controle de pragas. Já os bionematicidas, biofungicidas e inoculantes tendem a ganhar espaço a partir de junho e ao longo do segundo semestre, acompanhando o ciclo de compra e aplicação dos insumos utilizados nas principais culturas.

Registros

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil somou 61 bioinsumos com registro ativo. Do total, 44 são produtos à base de agentes microbiológicos, nove utilizam agentes macrobiológicos e oito são classificados como bioquímicos.

O levantamento aponta ainda que o prazo médio para registro é de aproximadamente 20 meses para produtos biológicos e de 16 meses para produtos classificados como biológicos ou orgânicos. Os números indicam uma desaceleração no ritmo de concessão de novos registros.

Os dados sobre o mercado foram elaborados pela consultoria Move Analytics, a partir de informações oficiais e bases estatísticas do Ministério da Agricultura e Pecuária. O levantamento considera os registros ativos disponíveis na base do Agrofit.

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IBGE divulga Relatório Metodológico das Pesquisas Estruturais em Empresas


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, nesta quinta-feira (21), o primeiro relatório metodológico…



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Projeto nos EUA aumenta risco sobre cota de carne bovina, diz Safras

A aprovação de uma proposta bipartidária no Congresso dos Estados Unidos aumentou o risco político sobre a janela adicional de importação de carne bovina aberta pelo governo norte-americano, segundo análise da Safras & Mercado.

O projeto, conhecido como BEEF Act, foi apresentado pelos republicanos Zach Nunn, de Iowa, e Gabe Vasquez, do Novo México, e busca suspender a ampliação temporária das importações de carne bovina, caso não haja aprovação do Congresso.

A medida, no entanto, não altera neste momento a política de importação em vigor. De acordo com a Safras, a proclamação presidencial de 26 de agosto e os lotes administrados pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA continuam válidos.

A cota adicional de 300 mil toneladas permanece em operação, com a ampliação temporária do TRQ (cota de importação com tarifa diferenciada) distribuída em lotes de 100 mil toneladas.

Pela regra atual, os volumes adicionais foram organizados em três lotes. O primeiro corresponde a setembro, enquanto os seguintes abrangem outubro e o período de 31 de outubro a 30 de novembro, todos sob regime por ordem de chegada. Segundo a análise, o projeto apresentado no Congresso pretende retirar essa ampliação extraordinária da regra vigente, a menos que os parlamentares aprovem a medida.

Além de questionar a ampliação da cota, o BEEF Act prevê supervisão legislativa sobre futuras proclamações federais relacionadas à recomposição do rebanho bovino norte-americano, segundo a Safras. A proposta, portanto, não se limita ao volume adicional atualmente disponibilizado e busca ampliar a participação do Congresso em decisões futuras sobre a política de importação de carne bovina.

Para o Brasil, a avaliação da consultoria é de que o risco neste momento é político, e não operacional. Não houve, até agora, uma decisão da Casa Branca ou do serviço da alfândega para cancelar os lotes remanescentes. Uma mudança efetiva dependeria do avanço do projeto no Congresso ou de uma nova decisão do Executivo norte-americano.

Impactos para a carne brasileira

A Safras avalia que os efeitos sobre as exportações brasileiras podem variar conforme o prazo. Para outubro, o impacto tende a ser mais limitado porque o primeiro lote da ampliação já está em operação e, até o momento, a regra oficial não foi alterada.

O cenário ganha maior relevância a partir de janeiro de 2027, caso a pressão política resulte em uma mudança mais estrutural na política norte-americana de importação de carne bovina. Nesse caso, a alteração poderia afetar a janela adicional criada pelo governo dos Estados Unidos.

Na avaliação da Safras, o avanço bipartidário aumenta o risco político sobre a janela extraordinária dos Estados Unidos, mas ainda não representa o cancelamento da cota. Para o mercado brasileiro, o gatilho material seria a aprovação do BEEF Act ou uma decisão do Executivo norte-americano suspendendo ou reduzindo os lotes previstos para outubro e novembro.

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millennials preferem hobbies, Gen Z escolhe games


A “inflação da diversão” (“funflation”) está voltando a dar as caras nos Estados Unidos, embora o comportamento dos consumidores varie de acordo com sua faixa etária. Pesquisa do Bank of America feita com dados do seu cartão próprio indicam que os preços dos hobbies estão em tendência de alta.

O gasto em compras realizadas em lojas de arte e artesanato, e provedores de serviços de recreação ao ar livre e varejistas especializados em atividades como caminhadas, camping, esqui e mergulho cresceram 7,9% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. E isso foi mais de duas vezes mais rápido que o crescimento das transações, que subiu 3,4% anuais, o que significa preços mais caros.

Além disso, o dado é o oposto do observado em agosto do ano passado, quando as transações superaram os gastos em quase um ponto percentual. Segundo o BofA, também mostra um contraste gritante com 2023, quando os gastos caíram quase 4% ao ano e as transações subiram quase 1%.

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Numa comparação de prazo mais longo, o atual crescimento dos gastos superou o das transações durante toda a pandemia. O banco de investimentos lembra que as transações começaram a cair em 2021, com os gastos seguindo o mesmo caminho em meados de 2022.

Depois, os gastos caíram mais rápido do que as transações de 2023 até o final de 2024, com ambos melhorando no ano seguinte. “Em nossa opinião, é provável que as pessoas tenham se esbaldado em hobbies durante o distanciamento social da pandemia, depois tenham voltado a alternativas mais caras, como viagens, ao longo de 2022 e 2023”, explica o BofA.

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No entanto, segundo o banco, no ano passado pode ter havido algum retorno ao lazer menos caro, como hobbies, à medida que o crescimento dos salários após os impostos desacelerou consideravelmente.

Os dados de cartão do Bank of America sugerem também que a aceleração recente nos gastos com hobbies nos últimos meses, possivelmente está relacionada aos consumidores estarem se afastando de viagens devido aos preços mais altos decorrentes do aumento dos custos dos combustíveis.

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Millennials gastam mais, Geração Z gasta menos

Na comparação entre as gerações, os dados de cartão do BofA sugerem que os Millennials mais velhos [nascidos entre 1978-1988] gastam mais por cliente em hobbies, seguidos de perto pelos Baby Boomers [nascido entre 1946-1964] e a Geração X [entre 1965-1977]. Na outra ponta, a Geração Z [de 1996 a 2010]

Os millennials mais velhos também possuem a maior parcela de sua população com gastos em hobbies, segundo os dados. “Em nossa opinião, isso provavelmente ocorre porque esse grupo tem maior probabilidade de ter filhos pequenos. O que pode significar que os millennials mais velhos gastam não apenas com seus próprios hobbies, mas também com os de seus filhos.”

Essa ideia de que os consumidores nascidos entre 1978 e1988 provavelmente estão gastando consigo mesmos e com seus filhos é apoiada por dados da American Time Use Survey (ATUS) realizada pelo US Census Bureau.

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Essa pesquisa sugere que os millennials mais velhos têm a menor quantidade de tempo livre, com apenas cerca de quatro horas e quinze minutos em média por dia. Enquanto isso, os dois grupos entre “15 e 24” e “55 e 64” anos têm quase cinco horas e meia por dia, com aqueles com 65 anos ou mais ostentando mais de sete horas de tempo livre por dia.

Por outro lado, os millennials mais jovens e a Geração Z têm o menor gasto médio, mas uma parcela maior de sua população com gastos em hobbies. Para nós, isso sugere que essas gerações provavelmente estão direcionando a maior parte de seus gastos para hobbies menos caros, como arte, artesanato e jogos de tabuleiro.

Além disso, enquanto o grupo dos millenials – tanto os mais jovens como os mais velhos –, bem como a Geração X, parecem estar aumentando os gastos com hobbies, os Baby Boomers [de 1946 a1964] e a Geração Z estão desacelerando o consumo.

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Notavelmente, porém, a desaceleração da Geração Z nas compras tem sido drástica. O crescimento das transações estava próximo de zero em agosto de 2026, uma desaceleração dramática em comparação com o aumento de quase 16% a/a no ano anterior, de acordo com dados de cartões do Bank of America.

“Essa desaceleração foi impulsionada por uma diminuição significativa nos gastos com recreação ao ar livre, compensando aumentos em lojas de arte e artesanato e lojas de hobbies”, diz o banco.

Uma explicação é que as transações do ano passado podem ter sido impulsionadas por compras de itens de maior durabilidade, como botas de caminhada, que não precisam ser compradas com tanta frequência. Também é possível que isso reflita uma mudança para atividades mais “granny core” (nostálgicas ou vintage), como tricô, costura ou panificação.

O banco diz que algumas transações em lojas de hobbies podem exigir compras menos frequentes, como jogos de tabuleiro. O componente social dessas atividades não pode ser ignorado como um fator. Na verdade, mais de um quarto da Geração Z disse sentir um sentimento de pertencimento a uma comunidade de streaming ou jogos, de acordo com outra pesquisa do Bank of America.

“Isso é quase duas vezes e meia maior que os millennials mais jovens e mais de oito vezes a taxa dos Baby Boomers”, comenta o banco.

Além disso, a Geração Z gasta entre 20% e 25% do seu tempo livre jogando ou usando um computador, de acordo com a ATUS. Isso é quase o dobro da taxa dos millennials e um aumento de três vezes em comparação com jovens adultos (de 25 a 34 anos) de duas décadas atrás. “Embora uma parte dessa mudança certamente reflita um aumento no uso de mídias sociais, provavelmente também reflete um aumento no tempo gasto jogando videogame.”

Outro dado nesse sentido é que a Geração Z viu seus gastos com videogames aumentarem cerca de 20% ao ano em agosto, após um aumento de mais de 30% no ano anterior. E isso enquanto ostenta o maior gasto médio também, com mais de três vezes e meia mais gastos com videogames do que os Baby Boomers e quase o dobro da Geração X..

Os dados de pagamentos do Bank of America também sugerem que mais de um quarto da Geração Z tem gastos com videogames, mais de quatro vezes a taxa dos Baby Boomers. Enquanto isso, os millennials mais jovens têm a segunda maior taxa, com mais de 23% — com cerca de um em cada cinco millennials mais velhos fazendo gastos com videogames.



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GTF investe R$ 1,8 milhão em bem-estar animal no primeiro semestre de 2026

A GTF investiu R$ 1,8 milhão em iniciativas de bem-estar animal entre janeiro e junho deste ano. De acordo com a empresa, os recursos foram direcionados principalmente à unidade de Paraíso do Norte, no Paraná, com aquisição de equipamentos, melhorias nos processos de manejo e transporte das aves e capacitação das equipes.

Entre os investimentos estão a compra contínua de gaiolas e outros equipamentos utilizados nas operações, além de tecnologias para monitoramento das condições de ambiência. A companhia também mantém protocolos voltados ao controle de temperatura, umidade e ventilação nas granjas e nos galpões de espera das unidades industriais.

A estratégia inclui ainda a adoção de indicadores técnicos para acompanhar as condições das aves ao longo da cadeia produtiva. Nas granjas, as equipes monitoram diariamente aspectos relacionados à saúde, comportamento, alimentação, hidratação e conforto térmico. Durante o transporte, motoristas e profissionais especializados seguem protocolos para reduzir o estresse das aves e acompanhar as condições ambientais durante o trajeto.

Na chegada às unidades industriais, as aves permanecem em áreas de espera com controle de temperatura, umidade e ventilação. O manejo, do descarregamento à insensibilização antes do abate, é realizado por profissionais treinados e acompanhado por indicadores relacionados ao bem-estar animal e ao desempenho dos processos.

A unidade de Paraíso do Norte recebeu, em 2024, a certificação internacional PAACO em Bem-Estar Animal. O reconhecimento estabelece requisitos relacionados às práticas de manejo e aos procedimentos adotados pelas empresas do setor e passou a integrar a estratégia da GTF de acompanhamento e aperfeiçoamento dos protocolos.

Além da certificação, a companhia utiliza auditorias internas e externas e acompanha indicadores como integridade física das aves e eficiência da insensibilização. Segundo a empresa, os dados são utilizados para identificar pontos de melhoria e ajustar os procedimentos adotados nas operações.

“Investimos continuamente em tecnologias, infraestrutura moderna e processos inovadores que priorizam o bem-estar animal. Acreditamos que ambientes adequados, manejo responsável e o uso das melhores práticas resultam em animais mais saudáveis, refletindo diretamente na excelência dos nossos serviços e na qualidade dos nossos produtos“, afirmou Rafael Tortola, CEO da GTF.

Para Viviane Danas Farias, médica veterinária e responsável corporativa pelo Bem-Estar Animal da GTF, os protocolos adotados pela companhia têm como base critérios técnicos e referências internacionais.

“O bem-estar animal faz parte da nossa cultura e está presente em todas as operações. Trabalhamos continuamente para oferecer as melhores condições às aves, sempre com base na ciência, na legislação e nas principais referências internacionais”, afirmou.

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IBGE relança PINTEC após quase 10 anos e transforma pesquisa em base estratégica para orientar o desenvolvimento do país


IBGE relança PINTEC na próxima semana. Arte: COMAR/GECRIO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relança,…



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El Niño traz risco para produtividade de milho e arroz em 2027, diz BC

O BC (Banco Central) estima que o El Niño pode trazer efeitos negativos para a produtividade agrícola brasileira em 2027, com impactos mais disseminados sobre culturas como milho, algodão e arroz. Para a soja, o efeito esperado é mais heterogêneo entre as regiões e tende a se compensar parcialmente no resultado nacional.

A avaliação consta no RPM (Relatório de Política Monetária) de setembro, divulgado nesta quinta-feira (24).

A autoridade monetária analisou os efeitos dos fenômenos El Niño e La Niña sobre a produtividade das principais lavouras brasileiras, considerando diferentes culturas e estados.

Segundo o levantamento, os episódios de El Niño estão associados a produtividades abaixo da tendência histórica para milho, algodão e arroz na maioria das unidades da federação analisadas.

No caso da soja, os resultados variam entre os estados. Há associação com ganhos de produtividade no Sul, enquanto os efeitos são negativos em áreas do Matopiba, especialmente no Piauí e no Maranhão.

Milho concentra preocupação

Entre as culturas analisadas, o milho aparece entre as que apresentam maior risco. O BC aponta que os efeitos negativos do El Niño são mais relevantes na segunda safra, que hoje representa a maior parte da produção nacional.

Considerando as projeções atuais para o fenômeno climático, o estudo estima um impacto negativo de magnitude elevada sobre a produtividade do milho em 2027.

O próprio BC, no entanto, ressalta que o resultado deve ser interpretado como um risco para a produtividade, e não como uma previsão para a safra.

Arroz também preocupa

No arroz, o efeito estimado do El Niño também é negativo. O resultado ganha relevância porque o Rio Grande do Sul responde por mais da metade da área plantada da cultura no país.

O estudo aponta que, no estado, o coeficiente associado ao El Niño é negativo, de magnitude relevante e estatisticamente significativo. As projeções atuais para o fenômeno são compatíveis com um efeito adverso sobre a produtividade gaúcha em 2027.

Efeito sobre inflação

Além do impacto sobre a produção, o fenômeno climático entra no cenário de inflação do BC. O relatório aponta que as expectativas para 2027 subiram de 4,10% para 4,30%, com uma contribuição importante da alimentação no domicílio, cuja projeção passou de 5,01% para 5,67%.

Segundo o BC, a alta das expectativas para 2027 ficou mais concentrada em alimentação no domicílio, possivelmente refletindo a incorporação gradual dos impactos esperados do El Niño sobre os preços.

O relatório também mostra que os analistas consultados pelo BC já incorporaram parte desse efeito nas projeções de inflação. Na mediana das respostas, o impacto estimado do El Niño é de 0,2 ponto percentual sobre a inflação de 2026 e de 0,3 ponto percentual em 2027.

Apesar dos riscos, o Banco Central ressalta que os resultados do estudo precisam ser analisados com cautela.

A quantidade de episódios de El Niño observados no período analisado, de 1990 a 2026, é limitada, e outros fatores explicam parcela relevante das oscilações de produtividade.

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