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Incêndio atinge prédio de pesquisa da UFPE; veja vídeo


Um incêndio atingiu, na noite desta quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Não há registro de vítimas. As informações são do portal g1.

O fogo atingiu o antigo prédio da Diretora de Inovação e Empreendedorismo (Dine). O local concentra as pesquisas desenvolvidas na universidade. Segundo relato, o incêndio teria destruído amostras de diversos projetos, como estudos sobre câncer, obesidade, covid-19 e autismo.

Este foi o terceiro caso na instituição de ensino no período de uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido por chamas.

No domingo (5), o fogo atingiu um laboratório do Centro de Biociências. Não houve vítimas nos incidentes.





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Trump volta a pedir juros menores nos EUA e diz que Warsh “só pode dar 1 voto” no Fed


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira, 7, uma redução dos juros americanos e afirmou que o país deveria ter “as taxas de juros mais baixas do mundo”. Durante evento no Salão Oval, ele elogiou o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, mas ressaltou que o dirigente “só pode dar um voto” nas decisões da instituição.

Trump citou a Suíça como exemplo de país com juros baixos e argumentou que os EUA não deveriam pagar mais para financiar sua dívida. “A Suíça paga as taxas de juros mais baixas do mundo”, afirmou. Na sequência, o republicano frisou que Washington economizaria US$ 40 bilhões caso deixasse de comprar relógios suíços.

No mesmo evento, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, avaliou que os elevados rendimentos dos títulos soberanos são um “fenômeno global” e afirmou que a inflação subjacente americana está se aproximando da meta de 2% do Fed. Trump acrescentou ainda que as taxas de hipotecas e os preços do petróleo devem cair após o fim da guerra com o Irã.

Sobre o Canadá, o republicano afirmou que é “difícil negociar” com o país, embora tenha dito que os dois lados estão se dando bem. Segundo ele, Washington tenta alcançar um acordo com Ottawa, mas ainda não está satisfeito com os termos.

Trump também afirmou ter uma ligação telefônica agendada com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira, aniversário do líder russo.

Questionado sobre a morte de uma funcionária de laboratório na Rússia por suspeita de peste pneumônica, disse não acreditar, por ora, que o episódio envolva uma arma biológica, mas que o governo buscará esclarecimentos. Segundo Trump, Moscou “não está dizendo muito” sobre o caso.

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SLC Agrícola projeta alta de 2,2% na área plantada na safra 2026/27

A SLC Agrícola projeta plantar 854,4 mil hectares na safra 2026/27, alta de 2,2% em relação aos 836,1 mil hectares previstos para a temporada 2025/26. Segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (7), o avanço será puxado principalmente pela expansão do algodão de segunda safra, favorecida pelo aumento da área irrigada, além do crescimento da área destinada à soja.

Do total projetado para a próxima temporada, 442,1 mil hectares serão destinados à soja comercial e para sementes, aumento de 2,9% em relação à safra anterior. O algodão em pluma ocupará 200,4 mil hectares, praticamente estável na comparação anual, mas com mudança na composição. A área de algodão de primeira safra deve recuar 10,8%, para 92,2 mil hectares, enquanto o algodão de segunda safra deve avançar 12,2%, para 108,2 mil hectares.

A área de milho de segunda safra está estimada em 154,6 mil hectares, queda de 2,3%, enquanto outras culturas devem ocupar 57,3 mil hectares, crescimento de 18,4%. A companhia destacou que a rotação de culturas busca melhorar a rentabilidade das operações, mantendo as práticas agrícolas e a sustentabilidade do modelo de produção.

As projeções também apontam para ganhos de produtividade em todas as principais culturas. A produtividade estimada para a soja sobe 1,1%, para 4.080 quilos por hectare. No milho de segunda safra, a previsão é de 7.957 quilos por hectare, alta de 2,8%. No algodão, a produtividade deve alcançar 2.075 quilos por hectare na primeira safra e 2.000 quilos por hectare na segunda, aumentos de 0,4% e 0,9%, respectivamente.

Apesar da perspectiva de maior produtividade, o custo médio de produção deve aumentar 2,2% na safra 2026/27, para R$ 7.217 por hectare. A SLC Agrícola atribui o avanço principalmente à elevação dos preços dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada em 4% no período. Parte desse impacto deve ser compensada pela queda dos preços dos defensivos em dólar e pela valorização do real considerada no orçamento, com o câmbio projetado passando de R$ 5,45 para R$ 5,20 por dólar.

Atualmente, 57% dos custos de produção da companhia estão indexados ao dólar, enquanto os outros 43% são denominados em reais. Entre as principais culturas, o custo por hectare do milho de segunda safra deve subir 3,8%, para R$ 4.510, enquanto o da soja aumenta 2,1%, para R$ 5.292. No algodão de primeira e segunda safra, os custos devem avançar 1,8% e 1,9%, respectivamente.

Na comercialização antecipada, a SLC Agrícola informa que já possui hedge cambial para 23,8% da soja prevista para a safra 2026/27, a uma taxa média de R$ 5,3916 por dólar. O hedge de commodities cobre 52,9% da produção estimada de soja, com preço médio de US$ 12,36 por bushel.

Para o algodão, a companhia possui proteção cambial equivalente a 23% da produção projetada, a R$ 5,7642 por dólar, enquanto o hedge de commodities alcança 62,2%, com preço médio de 79,14 centavos de dólar por libra-peso. No milho, o hedge cambial corresponde a 6,3% e o de commodities também a 6,3%, com preço médio de R$ 9,63 por saca para a parcela protegida.

A companhia também estima vender 112,5 mil cabeças de gado em 2027. Na produção de sementes, a expectativa é produzir 86,3 mil big bags, sendo 76 mil de sementes de soja, 6,28 mil de algodão e 4 mil de braquiária.

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Polícia de SP investiga mortes em série, mas descarta ação de ‘serial killer’


A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com traços de execução ocorridas em um intervalo de 30 dias em diferentes regiões da cidade de São Paulo. Os casos, alguns deles marcados por esquartejamentos e desovas de corpos em sacos pretos, foram registrados do começo de setembro em diante.

Nas redes sociais, usuários começaram a levantar a hipótese de que as ocorrências estariam ligadas à atuação de um possível serial killer (assassino em série), com postagens que viralizaram em plataformas como TikTok e Instagram.

Essa hipótese, porém, foi descartada por ao menos dois nomes da alta cúpula da forças de segurança ouvidos pelo Estadão. Segundo eles, apesar das semelhanças, não há elo aparente entre as ocorrências. Um dos casos, com investigação já avançado, indicaria uma execução em retaliação a uma suspeita de estupro, por exemplo.

Um outro ponto que soma nesse entendimento é que os casos ocorreram em diferentes regiões: foram quatro na zona leste, três na sul, além de um na zona norte e outro na oeste da capital. Não há registro, até o momento, de ocorrência desse tipo na área central da cidade.

Apesar de descartar a atuação de serial killer, a polícia ainda apura elo entre os casos em série com nomes ligados ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado, as ocorrências são investigadas de forma individualizada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Todos os casos têm inquéritos policiais instaurados.

“As equipes do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos sete casos em que as vítimas foram identificadas. Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento”, afirma a pasta.

Segundo a secretaria, apenas uma das vítimas ainda não foi identificada pelas forças policiais, e as diligências prosseguem tanto para estabelecer sua identidade quanto para esclarecer a autoria e a motivação dos crimes.



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Ata mostra Fed mais atento à inflação e juro nos EUA pode ter mais uma alta este ano


O ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos deve ser mais persistente e os juros podem ter pelo menos mais uma elevação até o fim do ano, de acordo com a ata da reunião do Federal Open Market Comittee (Fomc) do Federal Reserve, o banco central americano, divulgada nesta quarta-feira (7).

“A ata do Fomc referente à decisão de setembro confirma a mudança para uma postura mais restritiva, diante da persistência da inflação, da atividade sólida e de um mercado de trabalho próximo do pleno emprego”, avalia Leandro Padulla, economista do ASA.

Leia também: Ata do Fed: todos os integrantes apoiaram aumento de juros e maioria vê nova alta

Ele destaca que todos os participantes apoiaram a alta de 25 bps na última reunião, enquanto a maioria avaliou que ao menos outro aumento seria apropriado até o fim do ano.

Na avaliação de Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, o documento indicou que o mercado de trabalho deixou de ser uma preocupação persistente, e o Fed passou a mirar na inflação, que segue com riscos altistas. Os efeitos desinflacionários do boom de inteligência artificial saíram do documento, para entrar as preocupações de curto prazo que vão além do choque de oferta.

O Fomc tem mais duas reuniões agendadas para este ano, marcadas para 27 e 28 de outubro e 8 e 9 de dezembro. A ata não indica a preferência dos integrantes do comitê sobre quando haveria mais um aumento de juro, e reforçou que a decisão vai depender de dados indicativos da economia.

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Juros ‘levemente restritivos’

Na avaliação de Padulla, chamou a atenção que vários participantes indicaram que a taxa de juros ainda não era restritiva o suficiente. Além disso, o staff revisou para cima as projeções de inflação entre 2026 e 2028 e passou a prever convergência para a meta de 2% somente em 2029. Atualmente, a inflação está em 3,4% no acumulado de 12 meses até agosto, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI).

“Direção e timing” na política de juros dos EUA

Para Leonardo Mendes, economista, financial advisor Manchester, a ata indica que o Fed não considera o trabalho de combate à inflação concluído, apesar de divergir no diagnóstico.

O documento mostrou que parte do Comitê interpretou a alta de juros feita em setembro como um movimento preventivo para evitar que choques de energia, tarifas e outros fatores de oferta contaminar as expectativas e a inflação de forma mais persistente, segundo Mendes.

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Já outro grupo mais hawkish viu sinais de que a pressão sobre os preços pode estar começando a refletir também uma demanda ainda forte, o que justificaria um aperto monetário adicional.

“Eu separaria duas coisas: a direção e o timing. A direção continua sendo hawkish, porque o Fed mantém aberta e relativamente provável a possibilidade de uma nova alta de juros. Mas o timing ficou mais flexível. Os dados de emprego e inflação divulgados depois da reunião vieram mais fracos e permitem ao Fed observar um pouco mais a economia antes de tomar uma nova decisão”, afirma Mendes.

Neste contexto, Mendes avalia que o cenário de pausa em outubro é mais provável, com a projeção para dezembro permanecendo em aberto. 

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A pausa, neste caso, não deverá ser vista como o fim do ciclo de aperto, mas indica que não há intenção de fazer uma sequência agressiva de aumentos de juros.

“Em resumo, vejo a ata como hawkish, mas não agressiva. O Fed mantém a porta aberta para mais uma alta em 2026, provavelmente em dezembro, porém pode utilizar a reunião de outubro para observar os próximos dados e avaliar quanto do aperto necessário já está sendo produzido pela própria curva de juros”, diz Mendes.

Para Felipe Mecchi, economista do C6 Bank, o texto mostrou uma preocupação grande coma inflação, que segue elevada e acima da meta há mais de cinco anos – e com vários membros do Comitê assumindo a possibilidade de mais pressões inflacionárias. Por outro lado, há uma visão de manutenção de um bom desempenho da atividade econômica e do mercado de trabalho.

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“O texto da ata é condizente com a possibilidade de mais uma alta de juros à frente, que provavelmente deve ocorrer nesse ano – na nossa visão, na reunião de dezembro”, afirma Mecchi.



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China vai seguir comprando soja do Brasil no futuro, mas em ritmo menor

A China deve continuar como o principal mercado para a soja brasileira nos próximos anos, mas o crescimento das importações chinesas pode perder força à medida que o país avance em estratégias para reduzir a dependência do grão, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Insper Agro Global. O estudo é assinado pelos pesquisadores Gabriela Mota da Cruz, Leandro Gilio, Bruno Capuzzi e Marcos Jank.

O trabalho estima que as importações chinesas de soja podem variar entre 92 milhões e 118 milhões de toneladas em 2030, dependendo do ritmo de crescimento da produção de ração animal e do grau de cumprimento das metas estabelecidas pelo governo chinês.

No cenário considerado mais próximo das condições técnicas identificadas pelos pesquisadores e com crescimento da demanda por ração seguindo a tendência dos últimos cinco anos, as importações chegariam a 118 milhões de toneladas em 2030, alta de 2% em relação à base atual. Nesse caso, a China não reduziria de forma significativa suas compras, mas apresentaria uma desaceleração do crescimento.

O estudo destaca que o Brasil, responsável por cerca de 70% das importações chinesas de soja, deve continuar com um mercado relevante. A avaliação, porém, é que a China pode deixar de funcionar como um vetor de expansão contínua da demanda pelo produto brasileiro.

Estratégia chinesa

A dependência chinesa do mercado externo está concentrada principalmente na soja. O país produz cerca de 21 milhões de toneladas, enquanto o consumo é estimado em 136 milhões de toneladas.

Por isso, segundo os pesquisadores, a estratégia chinesa para reduzir a vulnerabilidade não deve depender apenas do aumento da produção doméstica. O país também busca diminuir a quantidade de farelo de soja utilizada na alimentação animal e melhorar a eficiência da produção de carnes.

A participação do farelo de soja na ração chinesa caiu de 17,9% em 2017 para 13,7% em 2024. A meta oficial é chegar a 10% até 2030. Se esse objetivo for atingido, o estudo estima que o consumo anual de farelo cairia de cerca de 77 milhões para 46,9 milhões de toneladas.

A redução da participação da soja na ração, porém, não significa necessariamente uma queda das importações chinesas. Isso dependerá também da evolução da produção de ração e, consequentemente, da produção de proteína animal.

O estudo estima que, com uma expansão da produção de ração superior a 4% a 5% ao ano, o aumento da demanda pode compensar os ganhos obtidos com a menor utilização de farelo de soja. Esse intervalo corresponde aproximadamente ao ritmo médio observado nos cinco anos anteriores.

Segundo Larissa Wachholz, senior fellow do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China, a China irá usar suas vantagens e conhecimentos, como no caso da indústria, para encontrar soluções, disse no evento realizado pelo Insper Agro nesta quarta-feira (7), em São Paulo.

O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, no entanto, afirms que a nutrição animal já é feita com base em estudos, “e se tiro o farelo de soja vou colocar o quê no lugar?”, questiona.

“A China não vai parar de depender do Brasil”, defende Wachholz. Mas ela afirma que há uma preocupação do país asiático em depender de poucos países e com grandes volumes, intensificada pela nova guerra comercial com os Estados Unidos durante os governos Donald Trump.

Produção doméstica tem efeito limitado

Outra frente da estratégia chinesa é elevar a produtividade da soja cultivada no país. A produtividade média atual é de cerca de 2 toneladas por hectare, abaixo dos níveis registrados no Brasil e nos Estados Unidos.

O governo chinês estabeleceu uma meta de aumento de 39% da produtividade até 2034. Se o objetivo for alcançado, a produção poderia chegar a aproximadamente 28 milhões de toneladas.

Mesmo nesse cenário, a produção doméstica cobriria apenas cerca de um quinto do consumo atual de soja, segundo o estudo.

Por isso, os pesquisadores avaliam que os ganhos de produção interna terão efeito limitado sobre a necessidade chinesa de importação até 2030.

O estudo aponta ainda que a expansão da área plantada tem limitações, já que a China priorizou a produção de cereais. Entre 2000 e 2025, a área destinada ao milho aumentou de 23 milhões para 45 milhões de hectares, enquanto a participação da soja na área cultivada permaneceu próxima de 6%. 

O pesquisador Marcos Jank acrescenta, ainda, que a China possui menos de 10% das terras aráveis do planeta e 6% da água doce mundial, limitando a expansão agrícola no país.

Para Walchhoz, o governo chinês tem apostado menos em ampliação de área e mais em transgênicos, como já foi o caso da ampliação local de milho. 

Quatro cenários

O estudo combina quatro estratégias para avaliar o impacto potencial sobre a demanda chinesa por soja: aumento da produção doméstica, menor participação do farelo na ração, redução da quantidade de ração necessária por unidade de proteína animal e mudanças no consumo de alimentos.

No cenário mais favorável à redução das importações, com demanda por ração estável e cumprimento integral das metas chinesas, a demanda por soja importada poderia cair 23 milhões de toneladas em relação a 2025, para 92 milhões de toneladas em 2030.

Já no cenário considerado viável pelos pesquisadores, com crescimento da demanda por ração e cumprimento parcial das metas, as importações chegariam a 118 milhões de toneladas, alta de 2%.

O intervalo mostra, segundo o estudo, que o resultado dependerá principalmente da capacidade da China de reduzir o uso de farelo de soja sem que o crescimento da produção animal anule os ganhos de eficiência.

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‘Que mulherão’: quem é o pastor condenado por dizer que beijou a filha criança


Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Pastor Lucinho, foi condenado por danos morais coletivos e a pagar uma multa de R$ 150 mil pelas falas do pastor relacionadas à sua filha em um culto no ano de 2024.

Na época, Lucinho disse em sermão para mais de mil pessoas que teria beijado a sua filha, que tinha 11 anos, enquanto estava distraída, e que teria dito a ela “nossa, que mulherão” e “ai se eu te pego”.

Segundo Lucinho, a intenção era dizer a um futuro namorado que ele já havia beijado a jovem e que ele seria “o segundo”.

Lúcio Barreto Júnior nasceu em Belo Horizonte no dia 25 de outubro de 1971. Segundo a biografia do seu site, ele conheceu Jesus aos 11 anos, morando em Governador Valadares com a família. Lendo, teria se apaixonado pela Bíblia e pregava para suas irmãs mais novas.

Ingressou na Igreja Batista Missionária em 1992, depois de passar um período nos Estados Unidos auxiliando a igreja do pastor Benny Hinn.

Lucinho é formado em Teologia Ministerial pelo Seminário Teológico Evangélico do Brasil (STEB) e concluiu o Mestrado em Teologia pela Faculdade Teológica Sul-Americana (FTSA) em Londrina/PR.

Hoje, Lucinho é pastor da Igreja Batista Lagoinha e já publicou cerca de 40 livros.

Condenação

A Justiça de Minas Gerais condenou o pastor e a Igreja Batista da Lagoinha por danos morais coletivos e a pagar uma multa de R$ 150 mil pelas falas do pastor relacionadas à sua filha em um culto no ano de 2024.

A decisão é da 17ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, publicada na segunda-feira (5), e acata uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais.

O MPMG entendeu que as falas são de “consubstancia odiosa manifestação de posse, dominação patriarcal e objetificação do corpo feminino”.

O órgão também argumentou que a declaração foi feita em ambiente em que o pastor é autoridade espiritual e ensina a uma plateia massiva a naturalizar o comportamento nocivo a mulheres e crianças.

A pregação e a difusão de falas que menosprezam a dignidade das mulheres e sexualizam menores atenta frontalmente contra os postulados de igualdade material, proteção contra a violência de gênero e respeito aos direitos fundamentais de meninas e mulheres, atingindo o patrimônio axiológico coletivo.MPMG

Arquivamento

O caso chegou a ser investigado na 1ª Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, mas a Polícia Civil concluiu pelo arquivamento do inquérito sem indiciamento.

A Polícia Civil concluiu que os fatos relatados pelo pastor no sermão ocorreram no ambiente doméstico no ano de 2011. A conduta relatada iria se enquadrar, em tese, no crime de importunação sexual (art. 215-A do Código Penal), que só foi criado pela Lei Federal nº 13.718 em 2018.

Como a lei penal não pode retroagir para criminalizar condutas ocorridas antes da sua vigência, o fato ocorrido em 2011 não pôde ser tipificado como crime na esfera penal.

Retratação

A igreja foi condenada a publicar um sermão de retração proferido por Lucinho. A Lagoinha foi considerada culpada por veicular o vídeo com as falas do pastor.

A instituição deve publicar uma matéria informativa referente à retratação em pelo menos 3 (três) veículos de imprensa escrita de circulação estadual em Minas Gerais.

A matéria deve conter o link de acesso ao vídeo do sermão e especificar expressamente que a divulgação se trata do cumprimento de uma condenação judicial.

Defesa

Em nota enviada à Jovem Pan, a defesa de Lucinho afirmou que recebeu a decisão com perplexidade e que ela não retrata o que consta nos atos.

Foram retiradas do contexto de uma pregação de mais de 40 minutos. Devido a isto, faremos os recursos cabíveis na expectativa de reversão do resultado. Nota da Defesa

A defesa de Lucinho argumentou no processo que o fato ocorreu em 2011 durante uma brincadeira com os filhos, sem qualquer conotação lasciva ou desejo sexual.

A filha do pastor também afirmou publicamente que não sofreu nenhum tipo de abuso e gravou um vídeo defendendo e inocentando o pastor em relação ao episódio.

O advogado usou esse pronunciamento para argumentar que não teria havido ato ilícito. No entanto, a juíza destacou na sentença que o vídeo da filha não anula a ilicitude coletiva. A magistrada Miriam Vaz Chagas explicou que a Ação Civil Pública não buscava reparar um dano individual à jovem, mas sim proteger os direitos difusos e coletivos de todas as mulheres atingidas pelo discurso veiculado.

A Jovem Pan tenta contato com a igreja sobre a decisão. O espaço está aberto para manifestação.





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STF exclui créditos de ICMS da base do PIS/Cofins e impõe derrota de R$ 16,5 bi


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 7 a 4, excluir os valores de créditos de ICMS concedidos pelos Estados da base de cálculo do PIS e da Cofins. A vitória dos contribuintes pode custar até R$ 16,5 bilhões para a União, de acordo com estimativa da Receita Federal.

O julgamento foi realizado nesta quarta-feira, 7. Já havia maioria formada a favor do contribuinte no plenário virtual desde 2021, mas o placar foi reiniciado no plenário presencial.

A corrente vencedora foi aberta pelo relator, Marco Aurélio (já aposentado). Ainda no plenário virtual, ele foi acompanhado por outros três ministros que já se aposentaram – Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso – e pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

O regimento interno do Supremo determina que os votos de ministros aposentados devem ser mantidos mesmo após a mudança no titular da cadeira. Diante dessa situação, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o resultado poderá ser alterado no julgamento de recursos, quando os novos ministros (André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino) poderão se manifestar.

“Este é um daqueles casos em que a existência de quatro votos de ministros que já se aposentaram possivelmente fará com que, em breve, nós tenhamos que rediscuti-lo, porque os embargos de declaração colocarão quatro ministros, que não votaram ainda, na votação”, disse Moraes.

Na sessão desta quarta-feira, Toffoli mudou o voto que havia proferido no plenário virtual. “Compreendi, àquele momento, que os créditos presumidos se incluiriam no conceito de receita para fins de cobrança de PIS/Cofins. Todavia, as sustentações orais me convenceram da necessidade de evoluir no entendimento”, justificou.

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Para Toffoli, a incidência de tributos federais sobre os créditos de ICMS ofende o federalismo porque causa “importante retirada de efeitos da política fiscal adotada pelos Estados”.

Fachin disse que, apesar de o debate ser tributário, a discussão mais profunda trata sobre o desenho do federalismo à luz da Constituição de 1988. “Este é o pano de fundo da discussão. E, portanto, à luz desse desenho, reputo incompatível a inclusão dos créditos presumidos no cálculo do PIS e da Cofins”, afirmou.

Divergência

Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram a favor da União. Para Gilmar, o contribuinte deixa de pagar o ICMS ao receber o benefício fiscal do Estado e, por isso, o valor representa uma vantagem econômica que deve ser tributada.

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“O crédito presumido de ICMS decorre de uma decisão do Estado de não exigir do contribuinte parcela do imposto que, a princípio, seria devida. O resultado econômico, contudo, é objetivo: o contribuinte deixa de desembolsar determinado valor, e, mais que isso, não assume qualquer obrigação de restituição ou repasse deste montante. Não se trata de recurso que apenas transita no seu patrimônio”, afirmou.

Já Moraes destacou que os valores dos créditos presumidos devem integrar a base do PIS e da Cofins porque “o Estado pode abrir mão do que é dele, mas não pode abrir mão do que é da União”.



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Soja tem baixa em Chicago com pressão sobre óleo e suporte ao farelo

O preço da soja encerrou a sessão desta quarta-feira (07) em baixa na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por comportamentos distintos entre os derivados da oleaginosa. O contrato para novembro recuou 0,42% e terminou o dia cotado a US$ 12,97 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o óleo de soja enfrenta pressão do mercado global de óleos vegetais, principalmente diante do aumento dos estoques de óleo de palma na Malásia. O país terminou agosto com 2,82 milhões de toneladas em estoques, enquanto a expectativa para setembro está próxima de 3,45 milhões de toneladas. No período, a produção pode ter avançado cerca de 16%, enquanto as exportações recuaram aproximadamente 12%.

O cenário reduz a competitividade do óleo de soja, já que os dois produtos disputam os mesmos mercados consumidores. Com maior disponibilidade de óleo de palma e preços mais baixos, o óleo de soja também precisa se ajustar para permanecer competitivo.

A pressão sobre o óleo ocorre ao mesmo tempo em que Argentina, Brasil e Estados Unidos mantêm um ritmo elevado de esmagamento de soja, aumentando a produção tanto de óleo quanto de farelo. A Argentina vem registrando volumes recordes de exportação de óleo, enquanto Brasil e Estados Unidos também ampliaram o processamento da oleaginosa.

No mercado de farelo, a demanda por proteína para alimentação animal permanece firme, enquanto a Argentina mantém exportações elevadas e a Europa ampliou as compras, incluindo volumes provenientes de argentinos e norte-americanos.

A consultoria ainda destacou que como óleo e farelo são produzidos conjuntamente no esmagamento da soja, a pressão sobre o óleo pode levar operadores a vender o derivado e, simultaneamente, comprar farelo, deslocando parte do valor do processamento para o segundo produto.

Apesar da sustentação atual, a Royal Rural destaca que a valorização do farelo não representa necessariamente uma falta estrutural de oferta. Com Brasil, Argentina e Estados Unidos ampliando o esmagamento, a produção de farelo também tende a crescer, o que pode limitar a alta dos preços mais adiante.

Milho

A pressão da oferta e a expectativa de estoques maiores nos Estados Unidos levaram o milho a fechar em baixa nesta sessão na Bolsa de Chicago. O contrato para dezembro recuou 1,18% e terminou o pregão cotado a US$ 5,02 por bushel.

Segundo a Granar, o avanço da colheita norte-americana e a previsão de condições climáticas favoráveis para os próximos dias no Meio-Oeste contribuíram para a queda, após a forte valorização registrada na sessão anterior.

O fortalecimento do dólar frente ao euro também pesou sobre os preços, especialmente em um momento em que os Estados Unidos buscam ampliar as exportações de milho para a União Europeia.

A expectativa de que o USDA eleve, na sexta-feira, a previsão para os estoques finais da commodity no país também aumentou a pressão sobre o mercado. A projeção considera os dados mais recentes do relatório trimestral de estoques, referente a 1º de setembro.

Em sentido contrário, as tensões no Mar Negro limitaram parte da queda ao afetarem as exportações ucranianas. A Ucrânia é um dos principais fornecedores de milho para a União Europeia e ocupa a quarta posição entre os maiores fornecedores mundiais de ração animal.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro subiu 2,52% na Bolsa de Chicago e encerrou a sessão cotado a US$ 6,86 por bushel.

Segundo a Granar, a valorização do dólar frente ao euro segue pressionando a competitividade do trigo norte-americano no mercado internacional. A taxa de câmbio está em torno de US$ 1,1198 por euro, o menor nível em quase um ano, o que favorece a posição dos grãos da União Europeia.

Ao mesmo tempo, as tensões no Mar Negro, com novos ataques entre Rússia e Ucrânia que atingiram navios de transporte de grãos e petróleo, continuam dando sustentação aos preços. O cenário mantém preocupações sobre o fluxo de produtos agrícolas na região, ainda no quarto mês do ciclo 2026/27.

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Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em SP volta a ser preso


O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi preso na zona norte de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7).

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirmou que Oliveira já havia se apresentado no quartel onde serve, na segunda-feira (5), por ordem do comando do Corpo de Bombeiros.

Procurada, a defesa de Oliveira não respondeu à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) havia decretado a prisão preventiva do bombeiro na sexta-feira (2), após pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

No entanto, ele não podia ser preso até as 17h de terça-feira (6), devido à restrição prevista no artigo 236 do Código Eleitoral, que proíbe a prisão ou detenção de eleitores nos cinco dias que antecedem a eleição e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, salvo nas exceções previstas em lei.

Na manhã desta quarta-feira, Oliveira se apresentou no 13º Distrito Policial, na Casa Verde. Segundo a SSP, o bombeiro passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e ficará detido no Presídio Militar Romão Gomes.

Hashimura foi baleado em uma briga de trânsito, em 30 de setembro, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté, no interior de São Paulo.

O jovem cursava o quarto semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau). Após ser baleado, ele foi filmado correndo pela calçada, com a mão sobre o peito. Socorrido, foi levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.

Na semana passada, o advogado Claudio Rodrigues, que representa Oliveira, afirmou que acompanhava as investigações e que os argumentos seriam apresentados com base nas provas reunidas durante o processo. A defesa disse também que não comentaria elementos específicos enquanto as diligências estivessem em andamento.

“Neste momento, a defesa técnica sustenta a tese de legítima defesa, a qual será oportunamente demonstrada e fundamentada à luz do conjunto probatório produzido no curso das investigações e do processo”, afirmou o advogado.

A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local da briga e apreendeu a arma usada pelo bombeiro. O 11º Grupamento de Bombeiros afirmou que Oliveira estava afastado das funções e em licença sem vencimentos. A corporação informou ainda que ele não atuava na região do Vale do Paraíba.



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