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Expectativas de inflação nos EUA sobem ao maior nível em mais de três anos


As expectativas dos americanos para a inflação no curto prazo aumentaram no mês passado, enquanto a percepção sobre o mercado de trabalho melhorou, segundo uma pesquisa do Federal Reserve Bank de Nova York divulgada nesta quarta-feira.

As estimativas dos consumidores para a inflação nos próximos 12 meses subiram para uma mediana de 3,9% em setembro, ante 3,6% no mês anterior, atingindo o maior nível desde maio de 2023. Já a avaliação sobre o mercado de trabalho melhorou, à medida que os trabalhadores passaram a enxergar menor probabilidade de perder o emprego e maiores chances de pedir demissão voluntariamente, de acordo com a pesquisa mensal de expectativas dos consumidores do Fed de Nova York.

Divulgado a menos de um mês das eleições legislativas de novembro nos Estados Unidos, o levantamento é o mais recente a destacar o pessimismo persistente dos americanos em relação a uma economia que continua crescendo. Dados divulgados nas últimas semanas mostraram que a confiança do consumidor caiu ao menor nível em quatro meses em setembro e que a taxa de desemprego avançou levemente, embora permaneça historicamente baixa.

O relatório desta quarta-feira também mostrou que as expectativas para a inflação em três anos avançaram para uma mediana de 3,3%, ante 3,2% em agosto. Já as estimativas para a inflação em cinco anos permaneceram estáveis em 3%.

As autoridades do Fed elevaram a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em setembro, uma decisão que, segundo alguns dirigentes, dá mais tempo para que o banco central avalie os rumos da economia. A próxima reunião da instituição está marcada para os dias 27 e 28 de outubro, em Washington.

Perspectivas melhores para o mercado de trabalho

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Apesar da inflação elevada, a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho melhorou. A parcela dos entrevistados que espera uma alta da taxa de desemprego nos próximos 12 meses recuou para cerca de 44%. Já a percepção das chances de encontrar um novo emprego nos três meses seguintes a uma eventual demissão aumentou para 46%.

As expectativas de perda de emprego no próximo ano também diminuíram, com a melhora mais acentuada entre trabalhadores de 40 a 60 anos e aqueles com renda familiar anual superior a US$ 100 mil. As chances de deixar um emprego voluntariamente também aumentaram, especialmente entre trabalhadores sem diploma universitário e com mais de 40 anos.

Autoridades do Fed vêm afirmando há algum tempo que o mercado de trabalho atravessa um equilíbrio de baixas contratações e baixas demissões. Em setembro, a taxa de desemprego subiu para 4,2%, à medida que as empresas reduziram o ritmo de contratação e os desempregados passaram, em média, seis meses procurando trabalho.

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A pesquisa do Fed de Nova York mostrou ainda que a percepção dos consumidores sobre a própria situação financeira piorou pelo segundo mês consecutivo. Cerca de 42% das famílias disseram estar em situação muito ou um pouco pior do que há um ano, enquanto aproximadamente 18% afirmaram ter registrado melhora.

Mais famílias também passaram a esperar uma deterioração de suas finanças nos próximos 12 meses, e um número maior de consumidores afirmou que está mais difícil obter crédito do que há um ano.

Ainda assim, há sinais de que os consumidores continuam encontrando maneiras de manter os gastos. A expectativa de crescimento das despesas nos próximos 12 meses atingiu o maior nível desde maio de 2023, em um avanço observado entre diferentes grupos etários e níveis de escolaridade. Os consumidores seguem projetando que seus gastos crescerão mais rapidamente do que sua renda. Ao mesmo tempo, a percepção da probabilidade de atrasar pagamentos de dívidas nos próximos três meses recuou ligeiramente para 12%.

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© 2026 Bloomberg L.P.



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Café recua 3,86% em Nova York com pressão da oferta brasileira

O preço futuro do café arábica para entrega em dezembro teve queda de 3,86% na Bolsa de Nova York e encerrou a sessão desta quarta-feira (07) cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Durante as negociações, os preços chegaram a registrar máximas mais expressivas, com o arábica atingindo o maior nível em três semanas e meia. O Barchart destacou que o movimento ocorreu em meio à valorização do real frente ao dólar, que alcançou na terça-feira a maior cotação em quatro meses e três semanas.

O mercado também acompanhou os sinais de aumento da oferta brasileira. Segundo dados citados pela Barchart, as exportações de café do Brasil somaram 236 mil toneladas em setembro, alta superior a 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Cacau

O aumento dos estoques e os sinais de enfraquecimento da demanda ampliaram a pressão sobre as cotações do cacau nesta quarta-feira. O contrato para entrega em dezembro recuou 2,07% e encerrou a sessão negociado a US$ 5.582 por tonelada.

Segundo a Barchart, foi o segundo pregão consecutivo de forte queda para o cacau, em um movimento associado principalmente ao crescimento dos estoques monitorados pela ICE. As reservas alcançaram 3.549.555 sacas, o maior volume em dois anos e três meses.

A perspectiva de uma demanda mais fraca também contribuiu para o movimento negativo. Na segunda-feira, a Cargill, segunda maior processadora de cacau do mundo, informou prejuízos de marcação a mercado relacionados ao cacau no trimestre encerrado em 31 de agosto. O resultado sugere dificuldades da empresa em repassar aos clientes os custos mais elevados da matéria-prima, sinalizando menor espaço para absorção de preços elevados pelo mercado.

Açúcar

As cotações do açúcar tiveram um pregão de pouca oscilação nesta quarta-feira, com o mercado dividido entre as preocupações com a oferta brasileira e a pressão provocada pelo fortalecimento do dólar. Em Nova York, o contrato para março subiu 0,05% e terminou o dia a 20,83 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, as chuvas persistentes no Centro-Sul do Brasil continuam dificultando a colheita da cana-de-açúcar e interrompendo a moagem nas usinas, o que limita a oferta disponível e deu suporte às cotações. Durante o pregão, o açúcar em Nova York chegou ao maior nível em 19 meses, enquanto o contrato negociado em Londres atingiu a maior cotação em 22 meses.

O avanço, porém, perdeu força ao longo da sessão. A valorização do dólar aumentou a pressão para a liquidação de posições compradas nos contratos futuros, levando o mercado a reduzir parte dos ganhos registrados no início do dia.

Algodão

O algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York com queda de 1,45%, cotado a 80,03 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, os contratos futuros operavam em baixa nesta sessão, em um cenário de pressão também nos mercados de petróleo e câmbio. O petróleo bruto recuava 63 centavos de dólar por barril, enquanto o índice do dólar americano avançava US$ 0,485, movimento que tende a pesar sobre as commodities negociadas em dólar.

Suco de Laranja

O suco de laranja para novembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em queda de 2,50%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

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Exportação de carne de frango do Brasil cresce com antecipação de cargas para UE


As ⁠exportações brasileiras de carne de frango totalizaram ⁠500,3 mil toneladas em setembro, alta de 3,7% sobre ‌o mesmo mês de 2025, com uma antecipação de maiores fluxos para a União Europeia, que proibiu a produção nacional ‌certificada após o dia 3, afirmou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quarta-feira (7).

A receita alcançou US$ 984,2 milhões, avanço de 14,7% na mesma comparação.

A União Europeia foi o segundo principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 43,5 ⁠mil ‌toneladas, ante apenas 3,9 mil toneladas no mesmo período do ⁠ano passado.

Leia também: UE conclui que produções de frango e mel do Brasil atendem requisitos para exportação

O aumento se deve a uma antecipação de embarques, mas também a uma pequena base de comparação — no mesmo período do ano passado, os embarques ainda eram pressionados por embargos sanitários decorrentes de um caso de gripe ​aviária em granja comercial.

No caso da União Europeia, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas ​até 2 de setembro, explicou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

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A suspensão temporária da emissão de novos certificados para a UE entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam ‌cumprido essa etapa, acrescentou ele.

A antecipação de ​volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida, disse Santin.

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países ⁠autorizados a exportar ​depois que considerou ​que o país não cumpriu normas sobre antimicrobianos.

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Os Emirados Árabes Unidos foram o ⁠principal destino da carne de ​frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% superior na comparação anual.

Já a China importou 40,9 mil toneladas, ante somente ​51 toneladas em setembro de 2025 — os chineses levaram mais tempo para retomar compras do produto brasileiro, ​após o caso de ⁠gripe aviária em maio do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, os ⁠embarques do maior exportador global de carne de frango chegaram a 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$8,7 bilhões, avanço de 21%, segundo a ABPA.



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Todos os integrantes apoiaram aumento de juros e maioria vê nova alta


No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%

A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve foi divulgada nesta quarta-feira (7). O documento, que amplia discussões que foram apresentadas com a última decisão de juros do Federal Open Market Comittee (FOMC) do Federal Reserve, mostrou que todos os participantes defenderam que fosse realizado o aumento de juros na última reunião.

A maioria dos integrantes do Comitê também consideraram que uma outra alta deve ser apropriada ainda neste ano. A razão que levou os participantes a considerarem as elevações foi o temor com riscos de alta da inflação e riscos vistos como “equilibrados” para o mercado de trabalho. Alguns integrantes consideraram também que a expansão da Inteligência Artificial (IA) pode exerce pressão de alta sobre a inflação.

No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%. As projeções divulgadas após a reunião mostraram que 16 das 18 autoridades do Fed que apresentaram previsões projetavam mais um aumento ainda este ano.

O aumento dos juros na reunião de 15 e 16 de setembro foi descrito pelo chair do Fed, Kevin Warsh, como uma medida destinada a remover uma “dose de acomodação” em um momento em que a inflação parece estagnada acima da meta de 2% do banco central e a política monetária, na visão de Warsh, parecia exercer pouca restrição sobre a economia como um todo.



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Justiça de MG condena pastor e Igreja da Lagoinha por falas sobre beijar filha


A Justiça de Minas Gerais condenou Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha por danos morais coletivos e a pagar uma multa de R$ 150 mil pelas falas do pastor relacionadas à sua filha em um culto no ano de 2024.

A decisão é da 17ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, publicada na segunda-feira (5), e acata uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais.

Na época, Lucinho disse em sermão para mais de mil pessoas que teria beijado a sua filha, que tinha 11 anos, enquanto estava distraída, e que teria dito a ela “nossa, que mulherão” e “ai se eu te pego”.

Segundo Lucinho, a intenção era dizer a um futuro namorado que ele já havia beijado a jovem e que ele seria “o segundo”.

O MPMG entendeu que as falas são de “consubstancia odiosa manifestação de posse, dominação patriarcal e objetificação do corpo feminino”.

O órgão também argumentou que a declaração foi feita em ambiente em que o pastor é autoridade espiritual e ensina a uma plateia massiva a naturalizar o comportamento nocivo a mulheres e crianças.

A pregação e a difusão de falas que menosprezam a dignidade das mulheres e sexualizam menores atenta frontalmente contra os postulados de igualdade material, proteção contra a violência de gênero e respeito aos direitos fundamentais de meninas e mulheres, atingindo o patrimônio axiológico coletivo.MPMG

Arquivamento

O caso chegou a ser investigado na 1ª Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, mas a Polícia Civil concluiu pelo arquivamento do inquérito sem indiciamento.

A Polícia Civil concluiu que os fatos relatados pelo pastor no sermão ocorreram no ambiente doméstico no ano de 2011. A conduta relatada iria se enquadrar, em tese, no crime de importunação sexual (art. 215-A do Código Penal), que só foi criado pela Lei Federal nº 13.718 em 2018.

Como a lei penal não pode retroagir para criminalizar condutas ocorridas antes da sua vigência, o fato ocorrido em 2011 não pôde ser tipificado como crime na esfera penal.

Retratação

A igreja foi condenada a publicar um sermão de retração proferido por Lucinho. A Lagoinha foi considerada culpada por veicular o vídeo com as falas do pastor.

A instituição deve publicar uma matéria informativa referente à retratação em pelo menos 3 (três) veículos de imprensa escrita de circulação estadual em Minas Gerais.

A matéria deve conter o link de acesso ao vídeo do sermão e especificar expressamente que a divulgação se trata do cumprimento de uma condenação judicial.

Defesa

A defesa de Lucinho argumentou que o fato ocorreu em 2011 durante uma brincadeira com os filhos, sem qualquer conotação lasciva ou desejo sexual.

A filha do pastor também afirmou publicamente que não sofreu nenhum tipo de abuso e gravou um vídeo defendendo e inocentando o pastor em relação ao episódio.

A defesa usou esse pronunciamento para argumentar que não teria havido ato ilícito. No entanto, a juíza destacou na sentença que o vídeo da filha não anula a ilicitude coletiva. A magistrada Miriam Vaz Chagas explicou que a Ação Civil Pública não buscava reparar um dano individual à jovem, mas sim proteger os direitos difusos e coletivos de todas as mulheres atingidas pelo discurso veiculado.

A Jovem Pan tenta contato com o pastor e a igreja sobre a decisão. O espaço está aberto para manifestação.





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“Tenho dificuldade em entender essa euforia”, diz Durigan sobre mercado após 1º turno


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 7, que promessas da direita de entregar superávit de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) não são críveis e representam uma ilusão vendida ao eleitorado. “A direita fala em superávit de 1,5% do PIB e isso não é crível, compra quem quer”, disse, ao participar do 9º Incorpora Abrainc – Rotas para 2027, para uma plateia majoritariamente formada por empresários da construção civil.

Ele alertou sobre promessas consideradas inexequíveis no debate público. “Comprarmos ilusão como compramos no passado é um erro”, disse.

Durigan afirmou que a agenda econômica precisa combinar responsabilidade fiscal, credibilidade e um esforço contínuo para melhorar as contas públicas, sem “mágicas” ou soluções fáceis. “O País precisa de responsabilidade fiscal e muito trabalho”, disse.

Na avaliação do ministro, o governo tem como desafio imediato avançar na redução da taxa de juros e reforçar um regime fiscal confiável. “Temos que rever a taxa de juros e fazer uma política fiscal crível”, declarou.

O ministro também buscou reforçar a disposição do governo de manter e aperfeiçoar o arcabouço fiscal. “Fizemos uma regra fiscal, que precisa melhorar, e que tem de se manter”, afirmou.

Segundo ele, a previsibilidade do regime é condição para a queda estrutural do juro e para a melhora das expectativas, com efeitos diretos sobre investimento e crescimento.

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Ao comparar o desempenho macroeconômico do governo com o de gestões anteriores, Durigan disse que os indicadores atuais são favoráveis e que a inflação está em patamar historicamente baixo. “Inflação no Brasil é a mais baixa de todos os governos”, afirmou. Ele acrescentou que, na comparação dos números, dos dados, atual governo não perde para o anterior.

Durigan voltou a criticar a condução fiscal do governo passado, dizendo que houve expansão de despesas sem o correspondente endereçamento das fontes de compensação. “O governo anterior fez maluquice com fiscal; com gastos sem dizer onde tirar o dinheiro”, afirmou. O ministro também disse que a atual gestão não sofreu rebaixamentos por agências de classificação de risco. “No nosso governo não tivemos rebaixamento de nota de crédito”, declarou.

Em recado ao setor de construção, Durigan afirmou que medidas de estímulo e desoneração foram adotadas pela atual administração, inclusive na pauta trabalhista. “Foi o atual governo que desonerou folha de pagamento”, disse aos empresários.

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Ao final, o ministro procurou reforçar seu compromisso com a agenda econômica do governo e minimizou leituras de permanência no cargo como questão pessoal. “Eu me movo por princípios e não por apego ao cargo”, afirmou.

Eleições

Durigan disse estar “empolgado” com o processo eleitoral de 2026 e afirmou esperar um ambiente de normalidade democrática no País, em contraste com a disputa de 2022. “A eleição é muito bonita no País. Como não sou negacionista da democracia, acho que as pessoas têm que votar, o resultado da urna tem que ser sempre bem recebido e bem interpretado por todos”, comentou.

O ministro disse que 2026 tende a marcar um ano diferente de 2022, com democracia em festa e sem bagunça no País.

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A fala foi recebida como um recado político em meio ao ambiente de campanha, com o segundo turno previsto para o fim do mês e a leitura do mercado já influenciada pelas projeções eleitorais.

Ele contestou a interpretação de que a melhora recente em ativos – com queda do câmbio e valorização da bolsa – refletiria uma euforia com a perspectiva de mudança de governo. Para ele, a reação se apoia mais em expectativa do que em fatos. “Eu tenho alguma dificuldade em entender essa euforia”, disse.

Mais comparações econômicas

Na avaliação do ministro, a comparação entre o governo anterior e o atual, especialmente no campo fiscal, não sustentaria uma virada positiva baseada apenas em promessas. “Essa história de que você vende pastel de vento, diz que vai privatizar tudo, diz que vai fazer no primeiro ano um corte de 1,5% do PIB sem mostrar como faz, é difícil você comprar pastel de vento nessa euforia”, insistiu.

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Ao defender a agenda econômica do governo Lula, Durigan citou resultados de mercado anteriores e indicadores de risco como evidências de trajetória consistente.

Segundo ele, o risco País caiu no atual governo, enquanto teria subido na gestão anterior.

Durigan também mencionou melhora na percepção de crédito do Brasil sob as regras fiscais atuais. “No nosso governo teve (melhora), com as nossas regras fiscais”, disse.

Durigan reforçou ainda a importância da reforma tributária como vetor de produtividade e criticou, sem citar nomes, adversários que defendem aumento de produtividade sem dizer como. Para ele, a mudança no sistema tributário é um grande ganho de produtividade do Brasil pós-88 e aproxima o País de padrões internacionais.

Ao se dirigir ao setor, Durigan usou a construção civil como exemplo do que chamou de parceria entre Estado e iniciativa privada e alertou para risco de retrocesso caso prevaleça uma agenda de desmonte. Ele citou programas habitacionais e instrumentos de financiamento, como o uso do FGTS, e disse que o setor depende de coordenação pública para ampliar o crédito e enfrentar o déficit habitacional.

Ao tratar do quadro fiscal, Durigan reconheceu o desafio histórico de despesas crescendo acima das receitas desde meados da década passada, mas disse que o novo arcabouço busca reverter essa dinâmica ao impor crescimento do gasto abaixo da arrecadação. “Não é uma regra fiscal que eu estou criando para ser cumprida pelo próximo governo por 20 anos. A gente fez uma regra fiscal que foi cumprida por esse governo”, afirmou, acrescentando que o modelo “precisa ser reforçado”.



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“Lua de mel” com a inflação acabou e BC deve cortar Selic “cautelosamente”, diz XP


Após uma sequência de surpresas baixistas na inflação que vinha desde maio, o IPCA-15 mostrou uma alta de 0,70% na comparação mensal de setembro, num sinal de “a lua de me acabou”, segundo análise do boletim Brasil Macro Mensal, que a XP divulgou nesta quarta-feira (7). Também é feito o alerta de riscos para a inflação estão se acumulando para 2027, mas a projeção é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continuará a reduzir a taxa Selic cautelosamente (em 25 pontos-base) nas próximas reuniões.

A análise sobre o cenário para a inflação, assinada pelos economistas Basiliki Litvac e Alexandre Maluf, destaca que a aceleração já era esperada, refletindo o rebote do fim do crédito do Bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica.

No entanto, também foram citados outros aumentos antecipados, como na alimentação no domicílio e itens voláteis de serviços de transporte, como passagens aéreas, transporte por aplicativo e seguro de automóvel, que superaram as estimativas iniciais. “Da mesma forma, a inflexão esperada na trajetória de queda das medidas de inflação subjacente refletiu esses movimentos de forma um pouco mais forte do que o antecipado”, disseram.

Leia mais: Cresce aposta em queda de meio ponto da Selic após rali no mercado de juros

Para o IPCA cheio de setembro, os economistas esperam  um aumento semelhante ao da prévia, impulsionado pelo rebote nos preços de energia elétrica, pela incorporação de surpresas altistas recorrentes e pela retomada dos aumentos de preços de alimentos in natura — devido às chuvas acima da média histórica na região Sudeste — e da carne.

“As perspectivas permanecem sob pressão. A inflação acumulada em 12 meses voltará a ultrapassar o limite superior da faixa da meta no 4º trimestre. Os preços dos alimentos aumentarão ainda mais, refletindo condições climáticas adversas sob a influência do El Niño, que pode se intensificar até o final do ano, combinadas com sazonalidade menos favorável e preços mais altos da carne”, listaram.

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Segundo Litvac e Maluf, esses aumentos devem superar significativamente os observados no 4º trimestre de 2025. E a inflação de serviços, especialmente em categorias intensivas em mão de obra, deve permanecer resiliente, dado o mercado de trabalho ainda robusto e as medidas de estímulo fiscal e quase fiscal anunciadas.

A projeção é de que os preços do petróleo permanecendo próximos a US$ 100 por barril — acima da premissa da XP, de US$ 85 para este semestre — pressionam os reajustes dos preços dos combustíveis, que devem novamente se refletir nos custos de insumos de bens industriais e nos preços das passagens aéreas. “As chuvas mais intensas interromperam a moagem da cana-de-açúcar, revertendo grande parte da queda nos preços do etanol nas usinas observada entre o final de março e agosto — uma fonte adicional de pressão sobre os bens industriais e os preços da gasolina na bomba”, explicam.

Sobre os preços regulados, a análise é que os subsídios estão domando o repasse. Assumimos que os subsídios e as isenções fiscais serão renovados mensalmente até o final do ano, impedindo que as flutuações nos preços internacionais da gasolina e do diesel cheguem aos consumidores”, estimaram, acrescentando que está mantida a projeção de bandeira tarifária verde para as contas de energia elétrica em novembro e dezembro.

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Por conta dessa análise, a XP elevou a previsão do IPCA para 2026 de 5,0% para 5,1%, incorporando as recentes surpresas inflacionárias. E a projeção de inflação para 2027 foi elevada de 4,2% para 4,4%, uma vez que os riscos permanecem inclinados para cima.

El Niño e combustíveis

Sobre a possibilidade de um fenômeno climático El Niño mais forte e persistente do que o antecipado, a avaliação é de que isso pode afetar a oferta de alimentos por um período mais longo, tornando tanto o momento quanto a magnitude da reversão dos aumentos de preços mais incertos.

“Nesse caso, nossas estimativas apontam para um aumento de 0,20 a 0,25 p.p. no índice cheio. Segundo, tarifas de energia elétrica: as condições hidrológicas podem se tornar mais desfavoráveis se o El Niño for mais intenso, acionando bandeiras tarifárias com custos adicionais para os consumidores. Por exemplo, uma bandeira tarifária amarela em dezembro de 2027 adicionaria 0,10 p.p. à inflação”, escreveram.

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Sobre os preços dos combustíveis, os economista da XP acreditam que um período prolongado de conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, com instabilidade nos fluxos de transporte de petróleo e danos à infraestrutura de refino, pode ampliar ainda mais a defasagem entre as referências internacionais e os preços domésticos dos combustíveis.

“Se essa situação persistir, um realinhamento dos preços nas refinarias será inevitável. Um aumento de 10% nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias adicionaria 0,16 p.p. e 0,01 p.p. ao IPCA, respectivamente.”

Outra fonte de incerteza a ser monitoradas pela XP é a implementação da nova estrutura do IPCA a partir de janeiro de 2027, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada entre 2024 e 2025. “Um aumento no peso dos serviços pode adicionar 0,10 a 0,20 p.p. à inflação cheia do próximo ano”, advertem.

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Eles também citam outro fatores a serem observados: a possível mudança no regime de jornada de trabalho semanal e os estágios iniciais da reforma tributária, que podem afetar os preços de serviços e bens.

Sobre os fatores atenuantes, são citados um Real (BRL) mais forte, refletindo um ajuste crível da política fiscal, uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica e a possível manutenção de uma postura de política monetária mais restritiva do que a assumida em nosso cenário base.

Copom “cauteloso”

Sobre as decisões de política monetária, a XP continua projetando cortes graduais nas taxas de juros nos próximos meses. Isso apesar dos sinais contrários, adverte o economista Rodolfo Margato. “Considerando o recente fortalecimento da taxa de câmbio e as indicações do Banco Central de efeitos de segunda ordem limitados — sobre preços e salários — decorrentes do choque energético global, não esperamos mudanças relevantes em seu “plano de voo” de cortes de juros.”

A XP, portanto, mantém suas projeções para a taxa Selic em 13,25% até o final de 2026 e 11,50% em 2027. Esse cenário considera reduções de 25 pontos-base nas próximas três reuniões do Copom (novembro, dezembro e janeiro), seguidas por cortes de 50 pontos-base até o final do primeiro semestre do próximo ano (março, abril e junho).

Na avaliação de Margato, tanto o ambiente doméstico quanto o global apresentam vetores opostos para as perspectivas da política monetária no Brasil.

Em relação ao front doméstico, ele cita que o enfraquecimento da atividade econômica está se tornando mais claro. “A desaceleração econômica é cada vez mais evidente e generalizada entre os setores. O baixo dinamismo da demanda doméstica e o aumento dos custos de produção dificilmente serão revertidos tão cedo”, afirma

Segundo o economista, espera-se que o PIB permaneça estagnado (ou se contraia moderadamente) no semestre atual, e que o próximo ano provavelmente será marcado por um crescimento econômico abaixo do potencial, “empurrando o hiato do produto para território negativo, o que contribui para o afrouxamento da política monetária.”

Por outro lado, os riscos de inflação estão aumentando, conforme a análise e as projeções da XP para 2026 e 2027.

Além dos fatores cíclicos, é citado o debate eleitoral e seu impacto sobre as perspectivas de reformas fiscais podem levar a diferentes trajetórias de taxas de juros, especialmente no médio prazo — a partir do segundo semestre de 2027).

É feita a ponderação de que, se a dinâmica cambial continuar favorável e as expectativas de inflação recuarem, o Copom poderia optar por acelerar o ritmo de afrouxamento monetário (para 50 pontos-base) já na reunião de dezembro.

“De acordo com nossas simulações, o modelo de projeção do Banco Central mostraria inflação em 2,9% no horizonte relevante atual para a política monetária (2º trimestre de 2028) se a taxa de câmbio permanecer em torno de 5,00 reais por dólar. Assumindo 4,80, por exemplo, a projeção de inflação do IPCA cairia para 2,7%. Tudo o mais constante, essa dinâmica permitiria uma queda adicional de cerca de 100 pontos-base na taxa básica de juros”, escreve Margato.

Segundo ele, as perspectivas de uma taxa Selic terminal mais baixa podem ganhar impulso se houver progresso na agenda de ajuste fiscal. “O cenário de continuação do afrouxamento monetário até meados de 2027 tem sido sustentado, por vários meses, pela expectativa de crescimento econômico abaixo do potencial e pela resiliência da taxa de câmbio em meio à turbulência global. Na ocorrência de medidas robustas de ajuste fiscal e uma consequente redução nos prêmios de risco, acreditamos que o Copom encontraria maior espaço para cortes de juros ao longo de 2027”, conclui.



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21 dias após ganhar três vezes, Rei do Bolão volta a acertar a Lotofácil


Apenas 21 dias depois de ganhar três vezes no mesmo concurso da Lotofácil da Independência, o empresário e lotérico Alessandro Montenegro, conhecido como “Rei do Bolão”, voltou a acertar os 15 números da modalidade.

Desta vez, Alessandro estava entre os participantes de um bolão da Loteria Aldeota, em Fortaleza (CE), que conquistou R$ 1.693.653,71 no concurso 3798 da Lotofácil. O grupo foi dividido em 50 cotas, com premiação de aproximadamente R$ 33,8 mil para cada participante.

Alessandro possuía uma das cotas vencedoras e, com o novo resultado, alcança a marca de 16 prêmios principais conquistados somente em 2026.

No concurso 3780, da Lotofácil da Independência, realizado em 15 de setembro, três bolões diferentes da lotérica acertaram os 15 números.

Alessandro possuía uma cota em cada um dos três bolões e, portanto, ganhou três vezes no mesmo sorteio. Somadas, suas três cotas renderam mais de R$ 140 mil em prêmios de 15 pontos.

Os três bolões tinham 100 cotas cada e reuniram, ao todo, 300 ganhadores.

Aquela sequência levou o Rei do Bolão ao seu 15º prêmio principal de 2026. Agora, somente 21 dias depois, veio o 16º.



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Produção industrial da Alemanha sobe 2% em agosto ante julho e surpreende mercado


Analistas consultados pela FactSet esperavam queda de 0,1% no mês. No confronto anual, a produção da indústria alemã avançou 2,3% em agosto

A produção industrial da Alemanha subiu 2% em agosto ante julho, segundo dados com ajustes sazonais e de calendário divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Destatis, o escritório de estatísticas do país.

Analistas consultados pela FactSet esperavam queda de 0,1% no mês. No confronto anual, a produção da indústria alemã avançou 2,3% em agosto.

A leitura mensal de julho foi revisada: a produção indicou queda de 1,2% ante junho e recuo anual de 1,8% no levantamento anterior.



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São Paulo tem alerta amarelo para tempestades nesta quarta; veja previsão


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para tempestade no estado de São Paulo e em outras localidades do país. O aviso é válido ao menos até o fim da noite desta quarta-feira (7). Em cidades do Sul, o alerta em vigor é o laranja. Conforme o Inmet, há risco para chuvas de até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo.

Os estados afetados são:

  • São Paulo;
  • Amazonas;
  • Trechos de Roraima;
  • Trechos do Acre;
  • Rondônia;
  • Mato Grosso;
  • Pará;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Goiás;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Trechos de Santa Catarina;
  • Trechos do Espírito Santo.

Em razão das chuvas que atingem grande parte do país, as buscas pelo termo “alerta amarelo” nas últimas horas também ganharam destaque no Google Trends.

Recomendações:

  • Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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