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Discussão sobre ajuste no Bolsa Família deve ir além do valor pago, sugere FGV/Ibre


O reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, terá efeito na redução da pobreza, especialmente no Norte e Nordeste. Mas uma redução mais persistente da pobreza depende da articulação das transferências com políticas capazes de ampliar a geração de renda, diz o FGV/Ibre em artigo assinado pelo doutor em Economia Vitor Hugo Miro, pesquisador do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste.

Ele sugere que exista uma combinação de dimensões sobre o tema para além do caráter discricionário de elevar o valor pago, incluindo um cronograma de periodicidade das revisões, critérios de correção e a relação entre o benefício e a linha de ingresso.

“Uma redução mais persistente da pobreza depende da articulação das transferências com políticas capazes de ampliar a geração de renda. Educação, qualificação profissional, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva são importantes nesse processo, assim como um mercado de trabalho capaz de criar ocupações mais produtivas e mais bem remuneradas”, afirma o especialista.

O piso mensal por família passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto os demais componentes do programa também foram reajustados. O Benefício de Renda de Cidadania aumentou de R$ 142 para R$ 164 por integrante; o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 para R$ 173 por criança; e o Benefício Variável Familiar, de R$ 50 para R$ 58.

O pesquisador se propôs a estimar, por meio de uma microssimulação, o possível alcance de um aumento das transferências sobre a incidência, o hiato e a severidade da pobreza monetária no Brasil. No artigo, ele não entra na discussão das motivações políticas do governo para a concessão do reajuste neste momento, nem examina seus efeitos fiscais — embora admita que o impacto orçamentário constitua uma dimensão relevante a ser considerada.

Leia mais: Bolsa Família: impacto do reajuste será de R$ 5,8 bi em 2026 e R$ 22,7 bi em 27 e 28

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Para o cálculo dos indicadores de pobreza monetária, Miro adotou três linhas de referência: o limite administrativo de renda familiar mensal por pessoa de R$ 218, utilizado como critério de ingresso no Bolsa Família; as outras duas seguem os parâmetros internacionais do Banco Mundial: US$ 3,00 por pessoa ao dia para a extrema pobreza e US$ 8,30 para a pobreza em países de renda média-alta, expressos pela paridade do poder de compra de 2021.

Confira os cálculos

Os resultados mostram que o reajuste nas transferências teria efeitos relevantes, sobretudo entre as pessoas de menor renda. Considerando a linha de R$ 218 mensais por pessoa, a proporção da população abaixo desse limite passaria de 3,14% para 2,49%.

Essa redução de 0,65 ponto percentual corresponde a uma queda relativa de 20,8%, a maior entre as três linhas analisadas.

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Em termos absolutos, aproximadamente 1,39 milhão de pessoas ultrapassariam esse limite de renda no cenário simulado.

Para a linha internacional de extrema pobreza, equivalente a aproximadamente R$ 280 mensais por pessoa, a incidência diminuiria de 4,61% para 4,01%. Isso representa uma redução de 0,60 ponto percentual, ou 13,1% em termos relativos.

Cerca de 1,29 milhão de pessoas deixariam a condição de extrema pobreza definida por esse parâmetro, segundo os cálculos do pesquisador.

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O efeito proporcional é menor quando se considera a linha mais ampla de pobreza, de R$ 775 mensais por pessoa. Nesse caso, a incidência passaria de 25,09% para 24,50%, uma redução de 0,59 ponto percentual ou 2,35% em termos relativos.

Ainda assim, aproximadamente 1,25 milhão de pessoas ultrapassariam essa linha.

O estudo mostra que um mesmo reajuste pode retirar algumas pessoas da pobreza, aproximar outras da linha sem que consigam ultrapassá-la e produzir efeitos mais expressivos entre aquelas situadas na base da distribuição. “A simulação permite, portanto, avaliar a potência distributiva da medida, distinguindo seus efeitos sobre a incidência, o hiato e a severidade da pobreza, além de revelar como esses impactos se distribuem entre regiões”, diz Miro.

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Impactos por região

O estudo aponta que os efeitos da medida também são bastante diferentes entre as regiões. A proporção de pessoas residentes em domicílios que recebem Bolsa Família alcança aproximadamente 40% no Norte e 39% no Nordeste.

No Sul, essa proporção é de pouco mais de 9%; no Sudeste, de 13%; e no Centro-Oeste, de aproximadamente 15%.

Por essa razão, o acréscimo médio na renda domiciliar per capita seria mais elevado nas regiões Nordeste e Norte. “No cenário simulado, o aumento seria de aproximadamente R$ 11,87 por pessoa no Nordeste e R$ 11,07 no Norte, ante R$ 3,86 no Sudeste e R$ 2,65 no Sul.”

Pela linha de extrema pobreza de R$ 280, as taxas do Norte e do Nordeste cairiam aproximadamente 1,29 ponto percentual. No Norte, a incidência passaria de 6,83% para 5,54%. No Nordeste, diminuiria de 8,70% para 7,41%.

O pesquisador diz que, em razão do tamanho de sua população, o Nordeste concentraria o maior contingente beneficiado: aproximadamente 734 mil pessoas ultrapassariam a linha de extrema pobreza.

Efeitos simulados do aumento no Bolsa Família sobre a incidência da pobreza

(Fonte: Vitor Hugo Miro/ FGV/Ibre)

Para a linha de R$ 775, a maior redução também ocorreria no Norte, com queda de 1,12 ponto percentual, seguido pelo Nordeste, com redução de 0,92 ponto percentual.

Nas demais regiões, a diminuição ficaria entre 0,30 e 0,44 ponto percentual.

Leia mais: Reajuste no Bolsa Família começa a ser pago no dia 19 de outubro, diz governo

Miro reforça em suas conclusões que, mais do que discutir apenas o valor nominal do benefício, é necessário considerar outros aspectos do desenho do programa. “A atualização dos benefícios recompõe seu poder de compra diante da inflação acumulada, mas não foi acompanhada por uma revisão da linha de elegibilidade”, argumenta.

Ele explica que, se o limite de R$ 218 permanecer nominalmente constante, seu valor real continuará diminuindo, o que pode restringir gradualmente o acesso de famílias que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade.



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IGP-DI acelera alta a 1,50% em setembro, por commodities agrícolas e energia, diz FGV


O ⁠Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou ⁠alta de 1,50% em setembro, depois de ‌avanço de 0,06% no mês anterior, pressionado por commodities agrícolas e energia, informou a Fundação Getulio ‌Vargas (FGV) nesta quarta-feira (7).

O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters e levou o índice a acumular em 12 meses alta de 3,80%.

Leia mais: FGV: IGP-M passa a subir 1,57% em setembro com pressão ao consumidor e ao produtor

No período, o Índice de Preços ao ⁠Produtor ‌Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador ⁠geral, subiu 1,95%, de alta de 0,10% no mês anterior.

“No IPA, destacou-se a alta das commodities agrícolas, com elevações expressivas da soja, do farelo de soja e do milho, além ​do reajuste da gasolina automotiva”‘, explicou Matheus Dias, economista do FGV/Ibre.

Já o Índice de ​Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores aumentou com alta de 0,67% em setembro, deixando para trás a queda de 0,37% em agosto.

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“A ‌pressão partiu sobretudo da habitação, ​refletindo o aumento da tarifa de eletricidade residencial após o fim dos efeitos de descontos concedidos por conta do Bônus ⁠de Itaipu, e ​dos alimentos ​in natura, com destaque para as altas do tomate e da ⁠batata-inglesa”, disse Dias.

O bônus ​é um valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado ​na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior.

O ​Índice Nacional de ⁠Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a ⁠0,22% em setembro, de 0,66% antes.

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O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.



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reservas cambiais caem em setembro, enquanto as de ouro aumentam


As reservas internacionais em moeda estrangeira da China caíram em setembro, como economistas já esperavam, devido a um efeito negativo de valorização, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Banco do Povo da China (PBoC, em inglês).

O estoque de reservas cambiais recuou US$ 38,1 bilhões e terminou setembro em US$ 3,4 trilhões, informou o PBoC. Economistas ouvidos pelo The Wall Street Journal estimavam que as reservas ficariam em US$ 3,409 trilhões no fim do mês.

Economistas apontaram que o fortalecimento do dólar e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA podem ter reduzido o valor das reservas chinesas.

Já as reservas de ouro da China aumentaram para 77,47 milhões de onças troy finas no fim de setembro, ante 76,73 milhões de onças no mês anterior, segundo o banco central. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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EUA anunciam US$ 180 milhões para ampliar pesquisa genética de sementes

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira (6) um investimento de US$ 180 milhões para ampliar a pesquisa sobre recursos genéticos de plantas e fortalecer a segurança agrícola do país. Os recursos serão destinados à chamada Iniciativa de Soberania de Sementes, que prevê o sequenciamento de coleções de culturas agrícolas mantidas pelo governo americano.

A iniciativa será executada pelo Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA por meio do Sistema Nacional de Germoplasma Vegetal, que reúne mais de 600 mil acessos de plantas, representando mais de 16 mil espécies.

O programa terá duração de dois anos. Nesse período, o USDA pretende caracterizar e sequenciar diversas coleções e utilizar tecnologias como inteligência artificial para identificar características genéticas de interesse agrícola.

Segundo o departamento, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre o material genético disponível nos Estados Unidos e identificar eventuais lacunas nas coleções. As informações poderão ser utilizadas por pesquisadores no desenvolvimento de novas variedades agrícolas e na resposta a pragas e doenças.

“O Sistema Nacional de Germoplasma Vegetal contém um enorme potencial ainda não explorado para a agricultura americana”, disse Scott Hutchins, subsecretário do USDA para Pesquisa, Educação e Economia e cientista-chefe.

Segurança agrícola

O USDA afirma que a iniciativa também busca reduzir o risco de dependência externa de recursos genéticos considerados estratégicos para a agricultura.

De acordo com o departamento, países concorrentes já estão adquirindo e sequenciando recursos genéticos de plantas em diferentes partes do mundo. As coleções mantidas pelos Estados Unidos, por outro lado, ainda não foram totalmente sequenciadas.

“Agricultura e recursos agrícolas são um ativo estratégico nacional”, disse o vice-secretário do USDA, Stephen Vaden. A secretária de Agricultura, Brooke L. Rollins, afirmou que o programa faz parte de uma estratégia para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros de insumos agrícolas.

Mercado de sementes

Além do investimento em pesquisa genética, o USDA informou que está ampliando um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para fortalecer a concorrência nos mercados de insumos agrícolas, com atenção específica ao setor de sementes.

Segundo o departamento, a parceria pretende ampliar a transparência e a concorrência e aumentar as opções disponíveis aos agricultores no mercado de sementes.

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EUA enviam drones de ataque à América do Sul para combater narcotráfico, diz jornal


Os Estados Unidos deslocaram drones MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador como parte das operações de combate ao narcotráfico na América Latina, segundo reportagem publicada pelo The New York Times nesta terça-feira (6).

Conhecidos como drones “caçadores-assassinos”, os equipamentos foram transferidos de operações na África para os dois países sul-americanos, de acordo com autoridades ouvidas pelo jornal. Não foi informado quantos drones foram enviados nem como serão distribuídos entre Colômbia e Equador.

O MQ-9 Reaper é uma aeronave remotamente pilotada capaz de realizar missões de vigilância e ataques. O modelo ganhou projeção internacional após ser utilizado pelos Estados Unidos na operação que matou o general iraniano Qassim Suleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, em Bagdá, em janeiro de 2020.

Cada unidade custa aproximadamente US$ 50 milhões, cerca de R$ 250 milhões. Segundo o New York Times, a disponibilidade desses drones no arsenal americano está reduzida após perdas e emprego de parte da frota durante a guerra contra o Irã.

EUA avaliam ataques contra cartéis na América Latina

O deslocamento dos Reapers ocorre enquanto autoridades militares americanas discutem ampliar as operações contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina.

Na semana passada, o general Francis Donovan, responsável pela estrutura militar americana voltada à região, afirmou ao The Wall Street Journal que os Estados Unidos planejam realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas.

Colômbia e Equador possuem grupos criminosos classificados pelo governo americano como organizações terroristas. A designação ampliou os instrumentos disponíveis para Washington contra essas organizações.

Especialistas ouvidos pelo New York Times, porém, questionaram a eficácia de uma estratégia focada na eliminação de lideranças. Segundo eles, organizações do narcotráfico costumam substituir rapidamente os integrantes mortos ou presos, mantendo suas estruturas em funcionamento.

O Brasil não foi citado como destino dos drones nem nas informações sobre o deslocamento dos MQ-9 Reaper nem na reportagem sobre os planos americanos de ataques contra cartéis.



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Os números são bastante cruéis para Lula, diz CEO da Nexus sobre 2º turno


O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, avaliou o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e os possíveis caminhos para o segundo turno, em entrevista ao Bastidores CNN desta terça-feira (6). Para ele, o favoritismo, neste momento, está mais no campo bolsonarista do que no campo lulista.

Tokarski destacou que o Brasil nunca havia registrado uma diferença tão pequena entre o primeiro e o segundo colocados em um primeiro turno presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) terminou com 2,2 milhões a mais do que Lula.

Ele lembrou alguns números da eleição de 2022. No primeiro turno, Lula (PT) tinha uma vantagem de 6,1 milhões e terminou o segundo turno com uma diferença de 2,1 milhões.

“Em 2022, Jair Bolsonaro reduziu a diferença em 4 milhões de votos, feito que, se Lula conseguir esse ano, superaria Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Torkaski destacou, porém, que nunca houve uma virada de primeiro para segundo turno nas eleições presidenciais no Brasil: “Os números são bastante cruéis para Lula.”

Voto útil e abstenção beneficiaram Flávio

O analista apontou que houve uma corrida de voto útil nos últimos dias antes da eleição, que beneficiou Flávio Bolsonaro. A terceira via, que chegou a registrar cerca de 12% dos votos válidos na segunda-feira anterior à votação, terminou com aproximadamente 7,8% das urnas.

“A dúvida que fica agora é quem migrou. Se todo mundo que migrou foi, de fato, só o eleitor do Flávio, sobrou menos gente que votou em candidatos da chamada terceira opção”, disse Tokarski.

Tokarski ressaltou que ainda não se sabe para quem irão os cerca de 8,8 milhões que votaram em candidatos como Renan Santos (Missão), Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e outros no primeiro turno.

“A gente não sabe em quem essas pessoas votariam no segundo turno. As pesquisas internas já começaram a circular, mas as pesquisas divulgadas ainda não saíram”, afirmou.

Além disso, a abstenção, mais concentrada entre eleitores de baixa renda, baixa escolaridade e acima de 60 anos, também teria retirado votos de Lula.

Torkaski chamou a atenção de que 20 estados não terão disputa para governador neste segundo turno:

“92% do eleitorado terão só o voto para presidente como motivação para sair de casa. Essa abstenção vai aumentar ou diminuir? Em 2018, a abstenção ficou estável, vamos ver o que vai acontecer agora”, afirmou.

Ele avaliou que tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio terão o desafio de conquistar esse eleitorado, que, em tese, tende a rejeitar os dois candidatos.

Estratégias para o segundo turno

Ao analisar as estratégias dos dois candidatos, Tokarski avaliou que os apoios partidários influenciam pouco o comportamento do eleitor.

“O apoio de Lula ou de Jair Bolsonaro são apoios que mexem com a disposição do eleitorado. O Caiado, com todo respeito, é um político super-experimentado, mas ele declarar apoio pode trazer votos, mas não vejo o eleitor se movimentando por isso“, exemplificou.

Para ele, a batalha principal continuará sendo travada no Sudeste, região onde Flávio ampliou sua vantagem em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Em 26 das 27 unidades da federação, ou a vantagem de Lula diminuiu ou a vantagem bolsonarista se ampliou”, afirmou.

Sobre a campanha do PT, Tokarski avaliou que ela deve focar em tentar desgastar a figura de Flávio Bolsonaro e do bolsonarismo, mas ponderou: “São temas que já estão bastante precificados em parcela do eleitor, que já conhece, já leu sobre e que, mesmo assim, acabou votando em Flávio Bolsonaro.”

Já a campanha de Flávio, segundo ele, terá o desafio de não cometer erros. “Lula tem o desafio de crescer pelo menos 2,3 milhões de votos a mais que Flávio. Hoje o favoritismo está no campo bolsonarista”, concluiu.



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Flávio diz que usará maioria no Congresso para “mudar Constituição”


O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, exaltou nesta terça-feira (6) a nova composição do Congresso Nacional e disse que pretende aproveitar o cenário para promover “mudanças na Constituição”.

“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, disse.

Com 121 deputados federais, cerca de 22,8% do quórum, e 28 cadeiras no Senado Federal, por volta de 28%, Flávio utiliza a bancada na Casa Altas para dizer que vai estender o “tapete verde amarelo para trazer muito investimento”.

Para uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ser aprovada, é preciso de três quintos da Casa do Povo, 308 parlamentares, em dois turno de votação. No Senado, são 49 votos necessários, mesma proporção da Câmara dos Deputados.

As declarações do candidato foram feias em Goiânia para oficializar o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio Bolsonaro. Além do ex-governador de Goiás, o mandatário reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve presente.

 

 



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