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iFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários


Empresa afirmou que o evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros

Divulgação/iFoodIfood

O aplicativo iFood informou nesta quarta-feira (03)  que foi registrado um vazamento de dados de usuários em dezembro de 2025 que afetou cerca de 2% de sua base, ou seja, cerca de 1,2 milhão de pessoas. Segundo a empresa, o ataque cibernético foi rapidamente contido. O iFood afirmou que o evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros, e que o vazamento foi um incidente isolado, rapidamente neutralizado pelos seus protocolos de segurança.

A empresa informou que não comunicou o vazamento à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pois o evento não acarreta risco ou dano relevante aos titulares, conforme definido pelos critérios do órgão. Em nota enviada ao Estadão, a ANPD confirmou que não recebeu comunicação de incidente de segurança envolvendo o iFood, mas que solicitou as informações necessárias, e disse que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) determina que o controlador dos dados comunique à ANPD e aos titulares dos dados pessoais, em até três dias úteis, os incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares.

Segundo o órgão, a avaliação de risco deve considerar, entre outros fatores, a natureza dos dados afetados, o volume de titulares impactados e os potenciais efeitos decorrentes do incidente. Mesmo em situações em que ainda haja dúvidas sobre a extensão dos riscos e danos envolvidos, o controlador deve adotar medidas preventivas adequadas.

O site sobre cibersegurança Dark Web Informer, que monitora fóruns da dark web, relatou que na última semana um usuário do Breach Forums, comunidade de hackers, afirmou ter roubado dados de 43,8 milhões de usuários do iFood. O hacker afirmou que teria obtido CPFs, nomes completos, e-mails, números de telefone e dados de cartões de crédito, e pediu que a empresa entrasse em contato com ele até 10 de junho para pagar uma quantia não especificada.

O iFood negou que o vazamento tenha sido de tal magnitude, reafirmando que os afetados foram 1,2 milhão e que teriam sido vazados apenas dados cadastrais, sem qualquer comprometimento de outras informações.





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Relatório do USTR é vago ao apontar falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado


O relatório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que sugere a sobretaxação de 60 economias é vago em relação às razões que levaram o órgão a propor uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.

O documento de 98 páginas informa que o órgão consultou diretamente os governos de 46 países, incluindo o Brasil, sobre as políticas e as ações em relação ao trabalho forçado. Iniciada no dia 12 de março, a investigação teve audiências públicas no fim de abril e recebeu 455 contribuições de interessados no assunto, de acordo com o relatório.

O USTR diz que a legislação americana define trabalho forçado como “todo trabalho ou serviço exigido de qualquer pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade por sua não execução e para o qual o trabalhador não se oferece voluntariamente”.

O relatório conclui que os 60 parceiros comerciais americanos sujeitos à nova tarifa falharam “em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado”.

Na sequência, o documento traz um relato sobre as práticas consideradas irregulares de cada uma das economias. No capítulo sobre o “resultado das investigações” sobre o Brasil, o USTR repete que o País “não conseguiu impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de trabalho forçado” e que tal prática é considerada “incoerente” e “onera ou restringe o comércio” dos Estados Unidos.

As justificativas são as mesmas apresentadas na véspera pelo USTR ao sugerir um novo tarifaço de 25% após uma investigação sobre as práticas comerciais brasileiras.

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“Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda”, diz o documento, antes de repetir os argumentos anteriores na conclusão do capítulo sobre o Brasil.

O USTR não cita casos concretos ou qualquer outro elemento que configure a prática de trabalho forçado para a produção de bens de exportação para o mercado americano.



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Mulheres têm dupla maternidade reconhecida após inseminação caseira


O casal lésbico conseguiu na Justiça de Santa Catarina o reconhecimento da dupla maternidade socioafetiva



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economia

OCDE diz que guerra prolongada pode prejudicar crescimento global e aumentar inflação


PARIS, 3 Jun (Reuters) – As perspectivas econômicas globais dependem ⁠da duração da guerra no Oriente Médio, com recessão em alguns países ⁠e inflação acentuadamente mais alta sendo uma possibilidade real se ela se arrastar até o próximo ‌ano, alertou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico nesta quarta-feira.

Se o conflito for de curta duração, a produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico poderá retornar gradualmente aos níveis pré-crise a partir do terceiro ‌trimestre, com a escassez confinada à Ásia e amortecida por reservas estratégicas e remessas de outros produtores.

Nesse cenário base, o crescimento global deve desacelerar de 3,4% em 2025 para 2,8% em 2026, antes de aumentar para 3,1% em 2027, em linha com as previsões de março da OCDE.

‘Quanto mais tempo durar a interrupção, maior será o custo econômico, mas também o custo social dessa crise, e isso certamente tornará as mudanças nas políticas muito mais difíceis’, disse ⁠o ‌economista-chefe da OCDE, Stefano Scarpetta, em uma coletiva de imprensa.

Se a interrupção do fornecimento de energia persistir até ⁠o próximo ano, o crescimento global poderá desacelerar para 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027 – taxas raramente vistas fora de grandes crises, como a crise financeira de 2008 a 2009 ou a pandemia da Covid.

Algumas economias podem entrar em recessão total, sendo que os países asiáticos que dependem do fornecimento de energia do Oriente Médio devem ser os mais afetados.

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No cenário de interrupção prolongada, os preços mais altos ​da energia podem acrescentar 0,4 ponto percentual à inflação global em 2026 e 1,3 ponto percentual em 2027, provavelmente levando os bancos centrais a aumentar as taxas de juros em 0,5 a 0,75 ponto percentual ​no curto prazo.

No cenário base, a OCDE previu que a inflação nas economias do G20 atingirá um pico de 4% este ano, antes de desacelerar para 3,1% no ano que vem, com as taxas de juros em grande parte inalteradas este ano e cortes previstos para o ano que vem.

‘Cerca de um terço das economias da OCDE deverá registrar crescimento negativo dos salários reais este ano. Os trabalhadores desses países verão seus ‌padrões de vida caírem, o que é a realidade humana por trás dos ​números da inflação’, disse o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann.

O crescimento do comércio global deve moderar após um 2025 forte, embora a demanda robusta por bens e investimentos relacionados à IA, especialmente na Ásia, deva fornecer algum suporte.

PERSPECTIVAS DESIGUAIS

No cenário base, as exportações de energia ⁠mais fortes devem apoiar o crescimento dos ​EUA, compensando parcialmente o peso ​dos preços mais altos sobre o poder de compra das famílias. A projeção é de que o crescimento diminua de 2,1% em 2025 ⁠para 2,0% em 2026 e 1,8% em 2027.

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Na Europa, o ​crescimento da zona do euro deve desacelerar de 1,4% para 0,8% este ano, antes de aumentar para 1,2% no próximo, uma vez que os mercados de trabalho resilientes e os maiores gastos com defesa ajudam a compensar o aperto de cinto do governo.

Na ​Ásia, a China deve desacelerar de um crescimento de 5,0% em 2025 para 4,5% em 2026 e 4,3% em 2027, com amplas reservas de energia limitando a exposição a picos nos ​preços do petróleo. As exportações devem ⁠se beneficiar das tarifas mais baixas dos EUA e de um setor tecnológico competitivo, embora a queda no mercado imobiliário continue sendo um empecilho.

Para o ⁠Brasil, a OCDE estimou crescimento de 1,6% este ano e de 2,1% em 2027, sendo as exportações o principal motor em 2026, sustentadas por um forte setor de commodities e pela demanda robusta da China.

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Para a inflação, a projeção é de que ela desacelerar gradualmente, apesar da evolução do conflito no Oriente Médio, atingindo 4,4% em 2026 e 3,6% em 2027. Novos aumentos nos preços de energia e fertilizantes podem prejudicar o crescimento e pressionar a inflação, disse a ​OCDE.



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Defensivos ilegais apreendidos somam 230 toneladas destruídas em 2025

A destinação ambientalmente correta de defensivos agrícolas ilegais retirados de circulação no Brasil alcançou 230 toneladas em 2025.

O volume foi incinerado após apreensões realizadas por órgãos de fiscalização e repressão em operações de combate ao comércio irregular desses produtos.

Os dados fazem parte do balanço anual da CLB (CropLife Brasil), entidade que acompanha o processo de destruição dos insumos ilícitos apreendidos. Desde 2020, cerca de 1,6 mil toneladas de produtos ilegais já tiveram destinação final adequada no país, resultado de 49 ações de cooperação entre a associação e órgãos públicos.

Segundo a CropLife Brasil, a quantidade destruída neste ano é 30% menor que a registrada em 2024, quando 330 toneladas foram destinadas à incineração.

De acordo com o gerente de Combate a Produtos Ilegais da entidade, Nilto Mendes, a redução acompanha a queda no volume de apreensões realizadas pelas autoridades no período.

“A destinação ambientalmente correta de insumos ilegais, em especial de defensivos químicos, é um compromisso institucional da indústria de tecnologias agrícolas do país.

A cooperação entre setor privado e órgãos de fiscalização é fundamental para retirar esses produtos do mercado e garantir sua destruição adequada”, afirma Mendes.

O levantamento também revela diferenças regionais nos tipos de irregularidades. A região Sudeste lidera as apreensões de defensivos falsificados, com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais.

Já os casos de contrabando se concentram principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, especialmente em áreas de fronteira com o Paraguai e a Argentina.

Além de prejudicar empresas que atuam dentro da legislação, os produtos ilegais representam riscos para a produção agrícola, o meio ambiente e a saúde humana.

Como não passam pelos processos regulatórios exigidos no país, esses insumos não possuem eficiência agronômica comprovada e podem causar contaminações e perdas produtivas.

A dimensão do problema é significativa. Estimativa do IDESF (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) aponta que aproximadamente 25% do mercado brasileiro de defensivos agrícolas seja composto por produtos ilegais.

Para garantir a destinação correta dos materiais apreendidos, os produtos passam por etapas de manuseio, reacondicionamento, armazenamento e transporte até unidades especializadas. A destruição ocorre em instalações licenciadas, por meio de incineração em temperaturas superiores a 900°C.

O processo é realizado em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e em alinhamento com o Sistema Campo Limpo, coordenado pelo InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias).

Como parte das ações de enfrentamento ao mercado ilegal, a CropLife Brasil mantém um canal de denúncias para comunicação de irregularidades e promove programas de capacitação voltados a profissionais que atuam na fiscalização e investigação desses crimes. A entidade também coordena iniciativas de combate à comercialização de sementes ilegais, buscando fortalecer a segurança e a legalidade na cadeia produtiva agrícola.

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Ipsos-Ipec: Ciro Gomes lidera com 44% das intenções de voto para o governo do Ceará


O candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), aparece com 33% das menções e Eduardo Girão (NOVO) aparece em seguida com 4%

WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO – 27/04/2018Ciro Gomes
Ciro Gomes

A pesquisa divulgada pela Ipsos-Ipec nesta quarta-feira (3) aponta vantagem de Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará, com 44% das intenções de voto.

O candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), aparece em seguida com 33% das menções. Já Eduardo Girão (NOVO) tem 4% das respostas, enquanto Jarir Pereira (PSOL), Zé Batista (PSTU), Delegado Huggo Leonardo (MISSÃO) e Giovanni Sampaio (PRD), são citados com apenas 1% do eleitorado, cada. Brancos e nulos somam 7% e os indecisos são 8%.

Na pesquisa espontânea de intenção de voto para governador, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, praticamente seis em cada dez eleitores (59%) não mencionam um possível candidato, patamar similar ao da pesquisa de março.

Mas, entre os nomes mais lembrados, destacam-se Ciro Gomes, com 18% e Elmano de Freitas, com 14%. Na pesquisa anterior, eram lembrados por 12% e 13%, respectivamente.

Pesquisa para o governo do Ceará

Senado Federal

Na próxima eleição, os eleitores deverão votar em nomes para ocupar duas vagas ao Senado Federal. Neste contexto, a pesquisa testou três possíveis cenários de intenção de voto para ser senador pelo Ceará e, considerando que os entrevistados têm a possibilidade de escolher dois nomes, a soma dos percentuais em cada um dos cenários atinge 200%.

Primeiro cenário:

Pesquisa para o governo do Ceará

Segundo cenário:

Pesquisa para o governo do Ceará (2)

Terceiro cenário:

Pesquisa para o governo do Ceará (3)

Rejeição

Já aqueles candidatos em que os eleitores não votariam de jeito nenhum, 25% afirmaram que não votariam no Capitão Wagner para o Senado. Somam 23% os que afirmam não votar em Luizianne Lins, 22% em Alcides Fernades, 19% em Eunício Oliveira, 18% em General Theóphilo, mesmo percentual que não votaria em Priscila Costa de jeito nenhum. A rejeição de Júnior Mano e Anna Karina é de 17%, cada um, e a Cid Gomes é de 16%.

Metodologia

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 800 eleitores presencialmente em 37 municípios entre os dias 28 de maio e 1 de junho de 2026. A pesquisa foi solicitada pela RÁDIO COSTA DO SOL LTDA. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº CE04828/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐00962/2026.





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Indústria brasileira surpreende e cresce 0,7% em abril, 4º mês seguido de alta


A produção industrial brasileira, com alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal, cresceu pelo quarto mês seguido, acumulando 4,4% de avanço neste período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (3), pelo IBGE.

Com o resultado, a indústria está 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas opera 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

O resultado ficou acima do esperado pelo mercado, uma vez que pesquisa Reuters com economistas apontavam alta mensal de 0,4% e anual de 1,7%.

Em relação a abril do ano anterior, a indústria expandiu 2,7%, após ter avançado 4,4% em março. Nesta base de comparação, fevereiro (-0,7%), foi o único mês de 2026 que registrou queda. Assim, a indústria brasileira acumula crescimento de 1,7% nos quatro primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

A taxa anualizada, indicador que considera os últimos 12 meses, aumentou 0,7%. A média móvel trimestral em abril mostrou avanço de 0,7% frente ao nível da média móvel trimestral de março.

Na passagem de março para abril de 2026, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. As influências mais significativas vieram dos segmentos de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mês consecutivo.

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“Nestas atividades, as pressões positivas mais relevantes vieram de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro, no caso do setor extrativo; e de álcool etílico e dos derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel, para a atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, explicou André Macedo, gerente da PIM.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).

Por outro lado, entre as 11 atividades que mostraram recuo na produção, produtos químicos (-3,9%) exerceu a principal influência no mês. Destaca-se também os impactos negativos dos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, na comparação de abril com março, bens intermediários (1,5%) mostrou a maior expansão em abril e cresceu pelo quarto mês seguido. Bens de capital (0,1%) também avançou no mês, mantendo o comportamento positivo iniciado em janeiro.

Por outro lado, os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) e de bens de consumo duráveis (-3,2%) registraram queda em abril. Ambos interromperam três meses consecutivos de expansão na produção.

(com agência de notícias do IBGE)

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Cepea: Preço do algodão segue em alta pelo quarto mês consecutivo

As cotações de algodão seguem em alta pelo quarto mês consecutivo, segundo levantamento do Cepea (Centro de Pesquisa em Economia Aplicada) divulgado nesta quarta-feira (3).

A alta nos preços da pluma é reflexo do movimento de cautela por parte dos compradores somado à postura firme de retenção dos vendedores.

De acordo com a entidade, muitos vendedores ainda armazenam lotes de alta qualidade da safra 2024/25, o que impulsiona a alta nos preços desde fevereiro.

Na avaliação do Centro de Pesquisa, a postura adotada por vendedores e compradores resultou em negociações pontuais no mês.

Em maio, os preços do algodão em pluma no indicador Cepea/Esalq avançaram 3,31% e fecharam o mês em R$ 4,2793/lp (Libra-peso), maior cotação desde junho de 2025.

Sob supervisão de Kaique Cangirana* 

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53,1% aprovam classificação de PCC e CV como terroristas, diz AtlasIntel


Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (3/6) mostra que 53,1% dos entrevistados aprovam a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Apesar disso, 47,7% avaliam que a medida representa um risco à soberania nacional por abrir espaço para eventual intervenção estrangeira no Brasil.

Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “Você aprova ou desaprova a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas?”. Confira a resultado: 

  • Aprovo: 53,1%;
  • Desaprovo: 44,7%;
  • Não souberam responder: 2,2%;

Os entrevitados também responderam à pergunta: “Como você avalia a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas?”. Veja o resultado:

  • É um risco à soberania nacional, pois abre espaço para uma intervenção estrangeira no Brasil: 47,7%.
  • É uma medida necessária para combater o crime mais efetivamente: 44,7%.
  • É uma medida simbólica, sem grandes consequências práticas: 7,3%.
  • Não souberam responder: 0,4%.

O levantamento ouviu 1.273 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 30 de maio e 3 de junho.

O período da coleta de dados coincidiu com o anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos que classificou o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) e também como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (5/6).

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.



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Por que os EUA querem punir o Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado


O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países que podem ser alvo de novas sanções comerciais por supostas falhas no combate à entrada e à circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.

A avaliação faz parte de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos de 59 países e da União Europeia.

No caso brasileiro, a principal crítica não é a existência de trabalho forçado dentro do território nacional, mas a ausência de uma proibição legal específica que impeça a importação de mercadorias produzidas total ou parcialmente por trabalho forçado em outros países.

Segundo o USTR, o Brasil integra um grupo de 54 economias que não adotaram esse tipo de restrição ou não possuem mecanismos considerados eficazes para fiscalizar e impedir a entrada desses produtos.

Para os americanos, essa lacuna cria uma distorção comercial que afeta empresas dos Estados Unidos e de outros países que seguem regras mais rígidas.

Quatro razões para a acusação

O relatório sustenta que a ausência de uma proibição efetiva gera consequências econômicas e comerciais. Na avaliação do USTR, a situação dificulta os esforços globais para eliminar o trabalho forçado, permite que empresas que utilizam mão de obra exploratória operem com custos menores, reduz a competitividade de produtores que seguem padrões trabalhistas mais rigorosos e cria caminhos para contornar restrições já existentes em outros mercados.

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O órgão afirma que essas condições acabam afetando diretamente empresas americanas, que enfrentariam concorrência considerada desleal.

A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para responder a práticas classificadas como injustas ou prejudiciais ao comércio americano.

Brasil contestou a interpretação

Durante a investigação, o governo brasileiro argumentou que já possui compromissos internacionais relacionados ao combate ao trabalho forçado por meio de acordos de investimento e de livre comércio.

O USTR, porém, rejeitou a explicação. Segundo o relatório, esses compromissos não equivalem a uma proibição legal explícita que impeça a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em outros países e posteriormente comercializados no mercado brasileiro.

Para os americanos, a diferença é relevante porque a legislação dos Estados Unidos prevê mecanismos específicos para bloquear a importação de mercadorias associadas a trabalho escravo ou infantil.

Carne bovina virou exemplo central

O principal estudo de caso utilizado pelo USTR para ilustrar sua argumentação envolve a pecuária brasileira.

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O documento afirma que há registros recorrentes de trabalho forçado na cadeia de produção de gado no país e cita a lista da Lei de Reautorização da Proteção às Vítimas de Tráfico (TVPRA), que identifica produtos associados a trabalho infantil ou escravo em diferentes países.

O relatório reconhece que não há evidência de que toda a carne bovina exportada pelo Brasil tenha origem em propriedades com problemas trabalhistas. Ainda assim, sustenta que a presença recorrente desse tipo de ocorrência no setor cria riscos para compradores internacionais.

Os americanos também mencionam dificuldades para rastrear completamente a origem dos animais, citando a chamada “lavagem de gado”, prática pela qual animais criados em áreas com irregularidades são transferidos para propriedades regulares antes do abate.

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China aparece no centro da disputa

A investigação conecta o tema do trabalho forçado à disputa comercial entre Estados Unidos e Brasil no mercado chinês. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne bovina para os países investigados quase dobraram entre 2015 e 2025.

O crescimento mais expressivo ocorreu na China. De acordo com o USTR, os embarques brasileiros para o mercado chinês saltaram de cerca de 94 mil toneladas em 2015 para quase 1,65 milhão de toneladas em 2025.

Nesse período, a participação do Brasil nas importações chinesas de carne bovina passou de 38% para 53%. Os Estados Unidos seguiram caminho oposto. A fatia americana caiu de 6% para apenas 2%.

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O relatório também destaca a diferença de preços entre os dois produtos. Segundo os dados apresentados, a carne bovina brasileira importada pela China teve preço médio de US$ 2,40 por quilo em 2025, enquanto a carne americana foi negociada por cerca de US$ 4,20.

Para o USTR, parte dessa diferença poderia estar relacionada a vantagens competitivas associadas a falhas de fiscalização trabalhista.

Com base nessa hipótese, o órgão conclui que uma política mais rigorosa de combate ao trabalho forçado poderia reduzir a competitividade de parte da produção brasileira e abrir espaço para maior participação dos exportadores americanos.

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Nova frente de pressão sobre o Brasil

A investigação sobre trabalho forçado representa uma frente distinta daquela que resultou, também nesta semana, na proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Naquele caso, o governo americano citou temas como Pix, comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento ilegal.

Agora, o foco recai sobre legislação trabalhista, fiscalização de cadeias produtivas e regras de importação.

As duas investigações ainda passarão por consulta pública antes de qualquer decisão definitiva da Casa Branca, mas ampliam a lista de áreas em que Washington passou a questionar políticas adotadas pelo Brasil.



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