Categorias
agro destaque_home

Preço do boi gordo sobe R$2 por arroba no início de junho

O mercado do boi gordo iniciou junho em alta, sustentado pela oferta restrita de animais terminados, pela melhora do consumo doméstico e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo a Scot Consultoria, as cotações abriram esta quarta-feira (3) com avanço de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 3,00 por arroba para o chamado “boi China”. Já os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis após os reajustes registrados no dia anterior.

Em São Paulo, o boi gordo está cotado em R$ 349,00 por arroba, enquanto a vaca vale R$ 320,00 por arroba e a novilha R$ 332,00 por arroba. O boi destinado ao mercado chinês é negociado a R$ 355,00 por arroba, com ágio de R$ 6,00. As escalas de abate atendem, em média, oito dias.

De acordo com a consultoria, o movimento reflete uma demanda mais aquecida da indústria frigorífica. Após a redução das escalas de abate observada no fim de maio, os frigoríficos passaram a buscar com maior intensidade a oferta disponível para alongar suas programações e atender ao aumento da demanda por carne bovina.

A expectativa é de fortalecimento do consumo nas próximas semanas, impulsionado pela entrada dos salários na economia e pelas festividades de junho. Ao mesmo tempo, as exportações seguem contribuindo para o escoamento da produção nacional.

Do lado da oferta, os pecuaristas continuam adotando uma postura cautelosa nas negociações, liberando os lotes gradualmente e buscando melhores preços. Essa estratégia tem limitado a disponibilidade de animais prontos para abate e ajudado a sustentar as cotações.

Para Douglas Coelho, da Radar Investimentos, os sinais de aperto na oferta começaram a aparecer ainda na semana passada e se confirmaram nesta semana. Segundo ele, as escalas ficaram menores justamente em um período de menor tempo útil para compras por parte da indústria devido ao feriado.

“O frigorífico precisou elevar os preços de balcão para garantir matéria-prima. Altas entre R$ 5 e R$ 7 por arroba têm sido comuns em diversas praças do Centro-Sul”, afirmou.

O analista destaca que em São Paulo já são observadas negociações na faixa de R$ 355,00 por arroba, com negócios pontuais alcançando R$ 360,00 à vista. No atacado, a carne bovina também apresenta mercado enxuto, com referência próxima de R$ 24,00 por quilo.

A leitura também é reforçada por Daniel Lopes, assessor de investimentos, que aponta um cenário de firmeza para o boi gordo paulista. Segundo ele, a arroba no peso morto variou entre R$ 340 e R$ 365 em junho, com média de R$ 350,87, enquanto no peso vivo os valores oscilaram entre R$ 345 e R$ 368, com média de R$ 357,24.

O especialista ressalta que a sustentação dos preços está diretamente ligada às escalas de abate historicamente curtas. Entre janeiro e maio, a média foi de apenas 6,3 dias úteis, o menor nível desde 2021. Em fevereiro, o indicador atingiu 4,9 dias, o menor patamar da série histórica.

“Pouco boi pronto significa pecuarista no comando da negociação”, resume.

Mercado externo 

No mercado externo, a demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de suporte. As exportações brasileiras para a China seguem em ritmo forte e caminham para atingir rapidamente a cota disponível, com a janela de embarques se encerrando em julho.

Além dos fundamentos de mercado, notícias recentes também reforçaram o sentimento positivo para a pecuária brasileira. Segundo o analista de mercado, Rodrigo Costa, a semana foi marcada pelo reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa pela China e pela decisão dos Estados Unidos de manter a carne bovina fora das tarifas anunciadas para determinados produtos importados.

De acordo com o analista, a exclusão da carne brasileira das medidas tarifárias reflete a importância estratégica do produto para o mercado norte-americano, que enfrenta oferta restrita de proteína bovina e utiliza a carne importada do Brasil principalmente na fabricação de hambúrgueres.

Com oferta limitada, consumo doméstico em recuperação e demanda internacional aquecida, o mercado do boi gordo inicia junho com viés positivo e preços sustentados, mantendo o pecuarista em posição favorável nas negociações.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Quem é a 1ª mulher não religiosa que chefiará a comunicação do Vaticano


Papa Leão XIV nomeou na terça-feira (2) Maria Montserrat Alvarado para ocupar o cargo de prefeita no dicastério responsável pelos sistemas de comunicação da Santa Sé

Divulgação/Vatican NewsMaria Montserrat Alvarado
Mexicana, Maria Montserrat Alvarado é formada por universidades dos Estados Unidos

O papa Leão XIV nomeou na terça-feira (2) a executiva de mídia Maria Montserrat Alvarado como prefeita do Dicastério para a Comunicação do Vaticano. Ela é a primeira mulher não religiosa a ocupar cargo na Cúria Romana.

A partir de 1º de novembro de 2026, Alvarado ficará responsável pelo departamento que supervisiona os sistemas de comunicação da Santa Sé, composto pelo Vatican News, Rádio Vaticano, L’Osservatore Romano, Vatican Media, Sala de Imprensa, Livraria Editora Vaticana, Tipografia Vaticana e Filmoteca Vaticana. Instituído pelo papa Francisco em 27 de junho de 2015, o dicastério possui funções operacionais e tecnológicas e é responsável por aprofundar e desenvolver temas teológicos e pastorais da Igreja Católica no campo da comunicação.

Alvarado sucederá Paolo Ruffini. Ele foi nomeado em 2018 pelo papa Francisco. Foi o primeiro prefeito não religioso de um dicastério da Cúria Romana.

Nascida na Cidade do México, Alvarado é formada pela Universidade Internacional da Flórida e pela Universidade George Washington. Ambas dos Estados Unidos. De 2009 a 2023, trabalhou no Fundo Becket para Liberdade Religiosa, onde se dedicou a programas de defesa da liberdade religiosa e à promoção da dignidade humana. Desde 2023, era presidente e diretora operacional da divisão jornalística da Eternal World Television Network, a EWTN News.

A nomeação de Alvarado dá continuidade ao processo de reforma e renovação da Cúria Romana iniciada pelo papa Francisco. Dessa forma, o pontífice e o seu sucessor, o papa Leão XIV, têm confiado a homens e mulheres não religiosos cargos de liderança na alta administração do Vaticano.





Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Exportações do Brasil aos EUA podem enfrentar carga tarifária de até 37,5%


O novo tarifaço proposto pelos Estados Unidos sobre as exportações do Brasil devem se somar e submeter pelo menos parte da pauta exportadora a uma alíquota de importação de 37,5%. Esse percentual se refere à taxa de 25% imposta às mercadorias brasileiras em virtude de uma investigação específica sobre práticas “injustas” brasileiras e à tarifa de 12,5% aplicada devido a falhas na proibição de importação de produtos fabricados com trabalho forçado, que atinge 60 países, inclusive o Brasil.

A última foi anunciada nesta terça-feira e ainda está sendo analisada por autoridades e especialistas do mercado para verificar a amplitude das exceções previstas. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a taxação relativa a práticas “injustas” do Brasil que afetam o comércio dos EUA deve atingir 21% da pauta exportadora. As duas medidas ainda serão alvo de consulta pública antes de entrarem em vigor, o que só deve acontecer no mês que vem.

De acordo com a análise inicial da Buysidebrazil, a taxação de 25% provavelmente será mais restrita do que a de 12,5% e seu escopo poderá ser reduzido ainda mais à medida que partes interessadas do setor privado apresentem contribuições antes da implementação final.

“A tarifa de 12,5% terá abrangência maior, embora carne bovina, café, frutas e legumes selecionados, farmacêuticos, químicos orgânicos e peças de aeronaves estejam isentos”, diz a consultoria em relatório.

Para os analistas consultados, a alíquota de 12,5% deve servir como uma espécie de substituição à taxa de 10% imposta pelos EUA a todos os países em fevereiro, logo após a Suprema Corte americana derrubar o tarifaço anterior do presidente Donald Trump, que era baseada em na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A taxa de 10% tem validade de 150 dias e vale até julho.

— Não tem como confirmar isso sem pronunciamentos que falem nesse sentido, mas parece ser uma tarifa que substitui a outra mesmo, e esse timing de surgir essa nova tarifa no momento que vai vencer a anterior também aponta nessa direção — diz João Carmo, economista da 4Intelligence. — Existia uma expectativa de renovação da tarifa de 10%, mas isso foi barrado em maio, então faz sentido mesmo que seja uma “substituição”.

Continua depois da publicidade

Para Carmo, o impacto das novas tarifas sobre a balança comercial brasileira deve ser semelhante às taxas anteriores. O efeito global não deve ser muito grande, porque o Brasil tem capacidade de redirecionar exportações, o que ficou bem evidente depois do tarifaço do ano passado, segundo o economista.

Ao contrário das decisões anteriores, contudo, Carmo acredita que as novas iniciativas devem ser mais difíceis de serem revogadas, porque têm um amparo jurídico mais forte.

O governo brasileiro também tem a percepção de que a taxação aplicada devido a uma investigação que trata de produtos fabricados com trabalho forçado não é direcionada ao país, mas resultado de uma estratégia da Casa Branca de recompor as tarifas derrubadas pela Suprema Corte americana.

A ideia, de acordo com auxiliares do petista, é manter o discurso unificado — que será coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom)— entre os ministérios envolvidos nas tratativas e reforçar o discurso de defesa da soberania brasileira.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Café recua em Nova York com previsão de safra recorde no Brasil

Os preços futuros do café encerraram a sessão desta quarta-feira (03) em forte queda na bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em julho recuou 2,35% e fechou cotado a US$ 2.531,00 por libra-peso.

O Barchart apontou que o movimento de baixa foi generalizado, com o café arábica atingindo o menor nível em um ano e meio.

A pressão sobre as cotações está relacionada à perspectiva de uma safra recorde no Brasil. O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projetou produção brasileira de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, alta de 14% em relação ao ciclo anterior.

O cenário também foi reforçado por atualização do Rabobank, que elevou sua estimativa de excedente global de café arábica para 2026/27 de 7 milhões para 9,5 milhões de sacas, ampliando a percepção de oferta abundante no mercado internacional.

Açúcar 

Os preços futuros do açúcar encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York, com o contrato com entrega em julho recuou 0,97% e fechou cotado a US$ 14,24 por libra-peso.

O Barchart apontou que o movimento foi influenciado pela perda de fôlego após a alta inicial do dia, com o açúcar em Nova York recuando da máxima de uma semana.

A valorização do índice do dólar, que atingiu o maior nível quase dois meses, também pressionou as cotações, levando à liquidação de posições compradas no mercado futuro.

Além disso, a perspectiva de ampla oferta global segue pesando sobre os preços. Na última semana, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia informou que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na safra 2026/27, em abril, subiu 55,3% em relação ao ano anterior, para 2,475 milhões de toneladas, impulsionada por maior rendimento da cana, com teor de sacarose de 112,58 kg por tonelada, alta de 5,4% na comparação anual.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em julho encerrou a sessão em baixa de 0,88%, cotado a US$ 4.072 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços foram pressionados pela preocupação com a demanda por chocolate, após a Barry Callebaut, sétima maior fabricante de chocolate do mundo em receita, divulgar uma projeção indicando recuperação mais lenta nos volumes de vendas do que o esperado anteriormente.

Além disso, o mercado segue acompanhando ao aumento dos estoques. Os volumes de cacau armazenados pela ICE atingiram o maior nível em quase dois anos, chegando a 2.913.278 sacas na quarta-feira, o que reforçou o movimento de queda nas cotações.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em julho fechou com ligeira baixa de 0,04% e precificado em US$ 76,73 por libra-peso.

Suco de laranja

O contrato futuro de suco de laranja com vencimento em julho encerrou a sessão em alta de 5,25%, sendo negociado a US$ 1.684,00 por tonelada.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Mulher que fingia ser criança segue presa e fará exame psiquiátrico


Defesa solicitou avalição psiquiátrica para a falsa adolescente que enganou família de Joinville.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 7,823 bi com alta nas exportações


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,823 bilhões em maio, refletindo exportações mais fortes puxadas pela elevação de preços dos produtos embarcados, apontou nesta quarta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho é resultado de US$ 31,904 bilhões em exportações, alta de 6,6% na comparação com maio do ano passado, e de US$ 24,081 bilhões em importações, avanço de 5,3%.

O saldo veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava, em pesquisa da Reuters, superávit de US$ 7,650 bilhões, e ficou 10,8% acima do registrado em maio de 2025, quando houve superávit de US$ 7,060 bilhões.

Nas exportações, houve alta de 11,5% no preço médio dos produtos, compensando uma queda de 4,3% no volume exportado.

O valor dos embarques da agropecuária cresceu 9,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionado pelas vendas de soja. Já na indústria de transformação, a alta foi de 9,0%, com destaque para combustíveis, carne bovina e farelo de soja.

Por outro lado, as vendas da indústria extrativa recuaram 1,9%, em razão de uma queda no volume exportado que não foi suficiente para compensar a elevação média de preços. No setor, houve redução de 9,3% nos embarques de óleos brutos de petróleo e de 15,2% nos de minério de ferro.

Continua depois da publicidade

No recorte por regiões, mesmo com a derrubada, por decisão judicial nos EUA, das tarifas adicionais de importação impostas pela administração do presidente Donald Trump, a participação do país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de 12,0% em maio de 2025 para 9,7% no mês passado. Em sentido oposto, a fatia da China passou de 32,1% para 32,9%.

Diante da ameaça de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem colocado a China como contraponto e afirmado que o Brasil buscará mercados alternativos caso enfrente novas barreiras do país norte-americano.

Do lado das importações, houve alta de 25,9% na entrada de combustíveis, crescimento de 24,7% em bens de consumo e de 5,2% em bens de capital. Já as compras de bens intermediários recuaram 3,2%.

Nos primeiros cinco meses do ano, o país acumulou superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 24,330 bilhões registrado no mesmo período de 2025.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Crédito privado do agro soma R$1,34 tri em abril, diz Ministério

O estoque de títulos privados do agronegócio somou R$ 1,34 trilhão em abril de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O avanço foi puxado principalmente pela CPR (Cédula de Produto Rural), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), consolidando o mercado de capitais como pilar do financiamento do setor. 

Segudo o boletim, as participações de contrações do Crédito Rural com base no LCA são lideradas por bancos privados (36,14%), seguido por bancos públicos (34,1%) e Cooperativas de Crédito (28,58%).

A CPR atingiu R$559,90 bilhões em estoque em abril, alta de 16% em relação ao mesmo mês de 2025. A LCA chegou a R$ 579,89 bilhões, avanço de 4% na mesma comparação. 

Já o CRA somou R$ 175,99 bilhões, crescimento de 13%. O CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio) encerrou o mês em R$ 31,97 bilhões, um recuo de 7% na comparação. 

O boletim também traz dados sobre os Fiagro (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio). O patrimônio líquido da classe atingiu R$ 61,03 bilhões em março de 2026 (crescimento de 42% frente a março de 2025), com 239 fundos em operação (salto de 68% na mesma comparação).

Sob Supervisão de Andressa Simão

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Após novo ‘tarifaço’, STF libera julgamento contra Eduardo por coação nos EUA


O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte, que é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Alexandre de Moraes, relator do processo

Pedro França / Agência SenadoEduardo Bolsonaro
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pela acusação de promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A data da análise do caso ainda não foi definida.

O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Moraes, relator do processo.

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por poder ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse a DPU.

De acordo com a acusação feita pela PGR, Eduardo fomentou as ações dos Estados Unidos para tentar impedir o Supremo de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, argumentou a procuradoria.





Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

BC vê pressão de demanda diante de alta da renda e estímulo no crédito, diz Galípolo


BRASÍLIA, 3 Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central enxerga pressões ⁠de demanda em indicadores de inflação ‌no Brasil, que refletem uma alta na renda das famílias, estímulo ao consumo ‌via concessões de crédito, economia resiliente e desemprego baixo, disse nesta quarta-feira o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.

Em participação virtual no evento Fórum de Lisboa, Galípolo afirmou ⁠que ‌choques de oferta como o ⁠provocado pela guerra no Irã tendem a elevar níveis de preços, ampliando a sensação de desconforto das famílias, embora o Brasil tenha se mostrado mais ​bem posicionado do que seus pares para enfrentar esse cenário.

“As pessoas estão menos ​focadas ou têm menos na cabeça qual é o IPCA, qual é o IGP, qual é o núcleo de inflação, mas sabem muito bem ‌quanto está custando o leite, ​quanto está custando da carne”, disse.

Ao afirmar que o BC vê efeitos dos choques de oferta nos ⁠preços, ​Galípolo disse ​que a autarquia analisa núcleos de inflação que expurgam esses ⁠efeitos. Ele citou ​como exemplo o setor de serviços, que tem inflação rodando em “patamar bastante incompatível” com ​a meta de 3%.

“A gente enxerga essas pressões de demanda ali dentro ​dos indicadores ⁠de inflação”, afirmou.

Em relação ao câmbio, o presidente do ⁠BC afirmou que o cenário com curva de juros futuros bem-comportada nos Estados Unidos e dólar desvalorizado “colabora bastante para a economia brasileira”.

Continua depois da publicidade

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel ​Versiani)



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Milho fecha em queda na Bolsa de Chicago pelo quarto dia consecutivo

O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quarta-feira (03) em queda de 2,04% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,3150 por bushel.

Segundo a Granar, este foi o quarto dia consecutivo de perdas para o cereal, com os fundos de investimento atuando como principais responsáveis pelo movimento de baixa.

No campo climático, a pressão veio da concentração de chuvas em áreas que necessitam de umidade, como Nebraska, terceiro estado mais importante na produção de milho para ração animal. As previsões indicam que essa frente úmida deve avançar para Iowa, principal estado produtor dos Estados Unidos.

Apesar do cenário de queda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a venda de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, com entrega prevista para a safra 2026/27. Operações acima de 100 mil toneladas, destinadas ao mesmo país no mesmo dia, devem ser obrigatoriamente informadas ao USDA.

Trigo

Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho encerrou a sessão em queda de 2,61%, cotado a US$ 5,8725 por bushel.

Segundo a Grinvest, o movimento negativo segue firme entre os cereais, com destaque para o trigo, que recua cerca de 2% no período da tarde. Em sintonia com Chicago, o trigo na Euronext também ampliou as perdas e atingiu a mínima dos últimos três meses.

As previsões climáticas para as principais regiões produtoras seguem favoráveis nos próximos dias, reduzindo praticamente a zero o prêmio de risco climático para as safras dos Estados Unidos e da Europa. Nesse cenário, cresce entre os agentes de mercado a percepção de que o pico sazonal das cotações em Chicago pode já ter ficado para trás.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (03) em queda na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em julho fechou o dia cotado a US$ 11,5400 por bushel, com recuo de 0,97%.

Segundo a Agrinvest, os futuros do complexo soja operaram em campo negativo, destoando do movimento do óleo de soja, que seguiu firme e renovou máximas. O avanço foi impulsionado pela alta dos RINs e pelas perspectivas positivas para os biocombustíveis nos Estados Unidos.

Já a soja em grão manteve o viés de baixa, refletindo o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a pressão exercida pelo dólar mais forte no mercado global, especialmente sobre o Brasil.

No mercado físico brasileiro, os preços seguem em alta. Na última semana, o replacement registrou avanço expressivo, com altas entre 10 e 30 cents por bushel nos principais corredores de originação.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.