Categorias
brasil destaque_home

Justiça nega indenização a vítima de tubarão em PE: "Assumiu o risco"


A vítima sofreu o ataque de tubarão em 6 de março de 2023 na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e perdeu um dos braços



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Tarifa extra dos EUA por trabalho forçado ameaça exportações da indústria brasileira


A indústria brasileira pode estar frente a um novo desafio no comércio exterior. O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros que possam ter em sua cadeia produtiva alguma ligação com o trabalho forçado. 

A proposta dos EUA não se baseia apenas no que ocorre dentro das fronteiras do Brasil, mas sim em uma lacuna legal: a ausência de uma proibição específica que impeça empresas brasileiras de importar componentes produzidos longe das leis trabalhistas em outros países.

Segundo a investigação, essa lacuna legal permitiria a operação com custos menores e geraria concorrência desleal contra empresas dos Estados Unidos. 

Rastreamento de cadeias produtivas

Para Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial e Propriedade Intelectual, a exigência americana poderia inviabilizar a operação de muitas indústrias e empresas exportadoras. 

Segundo ele, muitas empresas nacionais usam componentes de cadeias globais que podem estar “contaminadas” por regimes de trabalho forçado no Oriente Médio ou em outros países asiáticos.

Mas o rastreio completo de uma cadeia produtiva é descrito como uma “tarefa hercúlea” e de custo imprevisível. Ele cita o caso de uma fabricante de secadores de cabelo no interior de São Paulo, que atende às normas trabalhistas brasileiras, mas depende de dezenas de componentes importados da Ásia, onde as condições trabalhistas não seguem normas internacionais. 

Continua depois da publicidade

O relatório do USTR utiliza a pecuária brasileira como estudo de caso e cita práticas como a transferência de animais de áreas com irregularidades para propriedades regulares. O documento também relaciona o tema do trabalho forçado à disputa por participação no mercado da China. Entre 2015 e 2025, os embarques de carne bovina do Brasil para a China saltaram de 94 mil toneladas para 1,65 milhão de toneladas. No mesmo período, o produto brasileiro registrou preço médio de US$ 2,40 por quilo, ante US$ 4,20 da carne americana. O USTR indica que parte da diferença de preços decorre de falhas na fiscalização trabalhista.

Canutto diz que setores que fabricam produtos com maior valor agregado poderiam ter custos exponencialmente aumentados.

Na indústria automotiva, por exemplo, onde centenas de componentes são importados da Ásia, o custo da fiscalização em cada fornecedor impactaria o preço final de automóveis que já passam dos R$ 100 mil.

Saiba mais: Por que os EUA querem punir o Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado

Indústrias podem ter que mudar de país

Caso a medida seja mantida, as restrições comerciais poderão gerar impactos nas decisões de investimento. Canutto cita o caso de um fabricante de produtos para animais de estimação que tinha nos EUA seu principal mercado. Após o anúncio das tarifas recíprocas do ano passado, este empresário decidiu mudar a empresa para os EUA para driblar as barreiras de exportação. “Ele parou de gerar empregos e pagar impostos aqui para gerar empregos e pagar impostos lá nos EUA”, diz Canutto.

Além disso, Canutto afirma que o acúmulo de tarifas afeta a imagem do Brasil no exterior e pode afastar compradores da União Europeia, que evitam negociar com fornecedores associados a infrações de direitos humanos. 

Continua depois da publicidade

O governo brasileiro tentou argumentar que possui compromissos internacionais sobre o tema, mas a explicação foi rejeitada pelo USTR sob a justificativa de que tais acordos não equivalem a uma proibição legal explícita.

Impacto acumulado

A situação é agravada pelo fato de o Brasil ser alvo de duas investigações distintas sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Somadas, as tarifas sobre produtos brasileiros podem atingir 37,5%. A Amcham Brasil alerta que o país pode se tornar um dos mais tarifados para exportar aos EUA, defendendo a urgência de uma solução negociada

Fernando Canutto pondera que a questão tem um forte componente político e diplomático. Ele aponta que, embora o Brasil possa ter falhas, outros parceiros comerciais dos EUA que enfrentam problemas semelhantes não estão sendo punidos com o mesmo rigor. “Nossa diplomacia está vivendo de bravata e ninguém senta para se entender”, critica Canutto.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Exportações do agro somam US$ 8,1 bilhões em maio, aponta MDIC

As exportações de produtos do agronegócio em maio totalizaram US$ 8,1 bilhões, segundo levantamento do MDIC (Ministério da Indústria e Comércio) divulgado nesta quarta-feira (3). Este valor representa um aumento de 9,8% frente ao total embarcado no mesmo período de 2025. 

De acordo com o ministério, o setor representou 25,5% dos embarques do país no mês. Em maio, o agronegócio também apresentou crescimento no volume (6,1%) e preço (2,8%) dos produtos exportados.

O bom desempenho do setor no mês foi puxado pelos embarques de soja, que totalizaram US$ 6,3 bilhões (20,2% do total exportado em maio), salto de 14,6% em comparação ao valor exportado no mesmo período de 2025.

Também apresentaram aumento no valor exportado os embarques de: Algodão bruto (+45,3% com aumento de US$ 0,14 bilhões); Milho não moído, exceto milho doce (+ 267,2% com aumento de US$ 0,05 bilhões); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 35,7% com aumento de US$ 0,03 bilhões) e Arroz com casca, paddy ou em bruto (+109.491,3% com aumento de US$ 0,01 bilhões).

Em maio, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada também tiveram alta de 50,2% frente a maio de 2025, totalizando US$ 1,7 bi. Entre as proteínas, as exportações de carnes de aves e miudezas comestíveis também apresentaram alta (+35,2%, US$ 0,78 bi).

Entre os produtos de destaque do setor, apenas o café não torrado teve um desempenho pior em comparação a maio de 2025. As exportações do grão tiveram queda de 24,5% no mês e totalizaram US$ 0,9 bilhão.

Acumulado do ano 

Entre janeiro e maio, as exportações do agro totalizam US$ 34,5 bilhões, um salto de 7,3% em comparação ao acumulado de 2025. O setor apresentou também melhor desempenho em volume (3,8%) e preço (3,5%).

No acumulado de 2026, o agro representa 23,2% do total dos embarques do país, uma queda de 0,2%, apesar do melhor desempenho no valor exportado.

No ano, a soja segue como o principal produto exportado pelo setor, totalizando US$ 22,8 bi (acréscimo de 14,3% frente ao mesmo recorte de 2025).

No acumulado do ano, os embarques de café não torrado, segundo principal produto das exportações do agro, totalizaram US$ 5,02 bilhões, uma queda no valor (19,8%) e volume (22,3%) em comparação aos primeiros cinco meses de 2025.

Sob a supervisão de Andressa Simão

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Feriado em SP terá tempo firme e madrugadas frias; mínimas podem chegar a 10°C


Ventos constantes de sudeste associados a uma massa de ar frio continuarão impedindo uma elevação mais significativa das temperaturas

RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista
Pedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista Aberta, no centro de São Paulo

O feriado prolongado de Corpus Christi deve ser marcado por tempo firme e temperaturas baixas na cidade de São Paulo. Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a capital paulista terá predomínio de nuvens, poucas chances de chuva e madrugadas mais frias nos próximos dias, com mínimas que podem se aproximar dos 10°C no fim de semana.

De acordo com o CGE, os ventos constantes de sudeste associados a uma massa de ar frio continuarão impedindo uma elevação mais significativa das temperaturas. As tardes devem permanecer amenas, com máximas próximas dos 20°C.

Na quinta-feira, 4, dia do feriado, a previsão é de muita nebulosidade e poucas aberturas de sol. Os termômetros devem variar entre 14°C e 20°C. Já na sexta-feira, 5, o cenário será semelhante, com mínima de 13°C e máxima também em torno dos 20°C

A tendência é de que as madrugadas fiquem ainda mais frias ao longo do fim de semana, quando as temperaturas mínimas poderão se aproximar dos 10°C. Apesar do frio, não há expectativa de chuva significativa para os próximos dias.

A Climatempo também prevê um feriado prolongado com predomínio de sol em grande parte da região Sudeste. Na capital paulista, a tendência é de redução das condições para chuva, com manhãs e noites frias e tardes mais agradáveis.

A Defesa Civil Municipal mantém estado de atenção para baixas temperaturas desde 28 de maio. Dados do CGE mostram ainda que junho começou com volume de chuva muito abaixo da média histórica: até o momento, o acumulado é de apenas 0,1 milímetro, o equivalente a 0,21% dos 48 milímetros esperados para o mês.





Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Produtos brasileiros podem estar sujeitos a tarifas de até 37,5% dos EUA, diz Amcham


Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, informado em 1º de junho, o cálculo também considera um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação da Seção 301 referente ao trabalho forçado

Determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% impostas pelo governo Donald Trump, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocando o Brasil entre os países com maior nível de tarifação para exportar aos Estados Unidos, afirma a Amcham Brasil, em nota.

Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, informado em 1º de junho, o cálculo também considera um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação da Seção 301 referente ao trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países. Neste segundo caso, a recomendação é a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados, prevendo dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.

O Brasil está incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada, segundo a Amcham. A instituição crava que, neste cenário, “torna-se ainda mais relevante avançar em uma solução negociada para a investigação da Seção 301 envolvendo especificamente o Brasil, de forma a evitar que as exportações brasileiras enfrentem condições de acesso menos favoráveis do que as de seus principais concorrentes no mercado norte-americano, especialmente em produtos industriais”.

A Amcham Brasil diz que seguirá apoiando o diálogo entre os dois governos e iniciativas que contribuam para o fortalecimento da parceria econômica bilateral.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Conversa obtida pela polícia mostra relação entre influencer e pré-candidato PTK e líder do CV em Alagoas




Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

política monetária do Fed está no lugar certo em meio a riscos de inflação


NOVA ⁠YORK, 3 Jun (Reuters) – O presidente ⁠do Federal Reserve de Nova York, John ‌Williams, disse nesta quarta-feira que não espera que os riscos de alta da inflação ‌causados pela guerra no Oriente Médio sejam duradouros e reiterou que não há necessidade, neste momento, de mudar a política monetária dos Estados Unidos.

‘No momento, não estou muito preocupado’ ⁠com ‘efeitos ‌dramáticos de segunda ordem ou inflação ⁠persistente’ resultantes do aumento dos preços devido à guerra, do impacto contínuo das tarifas e do investimento em inteligência artificial, disse Williams em uma entrevista ao Yahoo ​Finance.

Ele afirmou que as expectativas de inflação estão ‘bem ancoradas’ em meio a um mercado ​de trabalho estável que não está criando pressões inflacionárias para cima. Williams acrescentou que considera o aumento dos preços da energia como um ‘efeito único’ e não espera ‌que eles aumentem drasticamente no ​próximo ano e em 2028.

Williams repetiu sua opinião de que a política monetária do Fed ‘está exatamente no lugar ⁠certo’ e ​que não ​vê necessidade de aumentar ou diminuir a taxa de juros. ‘Não ⁠vejo um argumento óbvio … ​de que deveríamos mudar a taxa de juros, mas também não vejo um tipo óbvio de ​direção para onde iríamos no futuro.’

A expectativa é de que o Fed ​mantenha sua taxa ⁠de juros de referência na faixa de 3,50% a ⁠3,75% na reunião de 16 e 17 de junho, conforme suas autoridades continuam a avaliar o impacto inflacionário da guerra e a incerteza que afeta as perspectivas econômicas de curto ​prazo.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

DSM-Firmenich aponta recorde de 9,78 milhões de cabeças confinadas em 2026

A pecuária intensiva brasileira deve registrar novo recorde em 2026, conforme os dados preliminares do Censo de Confinamento 2026 que apontam que o país deverá atingir 9,78 milhões de cabeças de gado confinadas neste ano, volume 5,7% superior ao registrado em 2025, quando foram contabilizados 9,25 milhões de animais.

O avanço reflete o fortalecimento do confinamento como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade da pecuária nacional em um cenário de demanda internacional aquecida por carne bovina.

Mato Grosso lidera o ranking nacional com previsão de 2,4 milhões de cabeças confinadas, alta de 7,7% em relação ao ano anterior.

Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos com cerca de 1,4 milhão de animais. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil cabeças e Minas Gerais, 800 mil. Juntos, esses cinco estados concentram aproximadamente 70,6% do total nacional estimado.

Segundo Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, o levantamento vai além da contagem de animais.

“O Censo ajuda a compreender transformações estruturais da pecuária brasileira e antecipar tendências que impactam diretamente a tomada de decisão do produtor. Os resultados mostram uma atividade cada vez mais profissionalizada, orientada por tecnologia e gestão”, afirmou.

A expectativa positiva para o setor está ligada ao aumento da demanda global por carne bovina e à posição competitiva do Brasil no mercado internacional.

Segundo especialistas que participaram da apresentação, enquanto países como Estados Unidos e integrantes da União Europeia enfrentam redução de rebanhos, o Brasil amplia sua capacidade produtiva por meio da intensificação dos sistemas de produção e do uso crescente de tecnologia no campo.

Durante a apresentação dos resultados, especialistas destacaram que o Brasil está em posição privilegiada para atender ao aumento da demanda mundial por carne bovina.

Enquanto países como Estados Unidos e membros da União Europeia enfrentam redução de rebanhos, a pecuária brasileira amplia sua capacidade produtiva por meio da intensificação dos sistemas de produção.

Segundo representantes da companhia, programas de exportação como o chamado “Boi China” transformaram a dinâmica da atividade ao exigir animais mais jovens e com maior padrão produtivo.

Agora, a expectativa do setor se volta para as oportunidades do mercado europeu, que deve ampliar a demanda por animais rastreados e produzidos sob protocolos específicos.

“Quem está preparado para suprir a demanda mundial de carne é o Brasil. O confinamento tem papel fundamental nesse processo porque permite encurtar o ciclo de produção e aumentar a eficiência da atividade”, destacaram os especialistas durante o evento.

Além do crescimento do número de animais, o levantamento mostra uma atividade cada vez mais profissionalizada, com maior adoção de tecnologia, gestão baseada em dados e foco em eficiência operacional.

“A atividade continua avançando em direção a modelos cada vez mais orientados por tecnologia e gestão”, afirmou o presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, durante a apresentação dos resultados.

Rentabilidade do confinamento

Além da expansão do número de animais, o Tour de Confinamento 2025 mostrou uma recuperação importante da rentabilidade da atividade.

Realizado em oito propriedades distribuídas por oito estados brasileiros, o levantamento identificou ganho médio de 7,22 arrobas por animal durante 98 dias de confinamento. O peso médio de entrada foi de 12,7 arrobas, enquanto o peso médio de saída alcançou 19,92 arrobas.

No aspecto econômico, o retorno sobre investimento  médio chegou a 16,31%, podendo atingir até 26,8% em algumas operações.

Os pesquisadores destacaram que 2025 foi o segundo melhor ano da série histórica iniciada em 2015, ficando atrás apenas de 2020, quando a forte demanda chinesa impulsionou os preços da arroba.

A valorização do boi gordo, combinada a custos mais equilibrados da alimentação ao longo do ano, contribuiu para a recuperação das margens dos confinadores.

“Os resultados observados reforçam que produtividade e rentabilidade caminham juntas. Em um cenário de margens mais desafiadoras, tecnologias nutricionais e gestão eficiente tornam-se ainda mais relevantes para o produtor”, afirmou Walter Patrizi, gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Caso Henry: júri mais longo da história do Rio de Janeiro entra no 10º dia


Brunno Dantas/TJRJNo terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, o Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio, foi ouvida a pediatra Maria Cristina de Souza.
O debate desta quarta-feira ocorre depois de o júri ter ouvido 22 testemunhas das defesas

O júri do Caso Henry, o mais longo da história do Rio de Janeiro, entra no décimo dia nesta quarta-feira (3). As próximas horas serão dedicadas à chamada fase de debates – quando acusação e defesa expõem seus pontos de vista sobre provas, evidências, fatos e testemunhos apresentados durante o julgamento.

A sessão começou pouco antes das 10h30 e deve durar cerca de dez horas. A expectativa é de que o veredito seja anunciado entre o fim desta noite e madrugada de quinta-feira (4).

O vereador cassado Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho e a então companheira dele, Monique Medeiros Costa e Silva, são réus pela morte do filho dela, Henry Borel, então com 4 anos, em 8 de março de 2021.

De acordo com a acusação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o garoto morreu após sofrer agressões de Jairinho, e Monique teria sido omissa, contribuindo assim para a morte de Henry.

A causa identificada pelo laudo cadavérico oficial, do Instituto Médico Legal (IML), foi laceração hepática de ação contundente.

Testemunhas

O julgamento começou no último dia 25 e segue desde então, inclusive no final de semana, tendo sido interrompido apenas para refeição, necessidades fisiológicas e pernoite dos sete jurados que formam o Conselho de Sentença – cinco homens e duas mulheres, nesse caso.

O Conselho de Sentença é a representação da sociedade no julgamento popular. Os votos sigilosos dos integrantes vão determinar, por maioria simples, o destino de Jairinho e Monique.

Caberá à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão, determinar a dosimetria (tamanho da pena), caso haja condenação, e proferir a sentença com a pena exata.

Réus rebatem acusação

O debate desta quarta-feira ocorre depois de o júri ter ouvido 22 testemunhas das defesas, da acusação e do juízo. Já na terça-feira (2), foram realizados os interrogatórios dos dois réus, que negaram responsabilidade pela morte.

Depois da prisão deles, em 7 de abril de 2021, o então casal passou a ter advogados distintos e versões diferentes para o que aconteceu na noite de 7 para 8 de março.

Monique Medeiros alega que não sabia das supostas agressões de Jairinho. Já ex-vereador nega ter agredido a criança e sustenta que a causa da lesão pode ter sido um acidente prévio ou até procedimentos no pronto-socorro para onde Henry foi levado na madrugada do dia 8.

Tempo contado

Se todas as partes fizerem uso de todo o tempo permitido, a sessão de debates deve durar cerca de dez horas. De início, é concedida a palavra ao Ministério Público para fazer a acusação. O assistente de acusação poderá falar depois por até três horas de palavra.

Assistência de acusação é a representação de algum interessado direto no julgamento. Nesse caso, Leniel Borel, o pai de Henry. Em seguida, serão ouvidas as defesas. O tempo concedido às partes é de uma hora e 30 minutos.

A acusação terá duas horas de réplica; e as defesas, mais duas horas para serem divididas entre as partes.

Procedimento dos jurados

O Conselho de Sentença responde a perguntas objetivas da juíza, como:

  • O fato existiu?
  • Os réus são autores?
  • Há causa de absolvição?
  • Existem qualificantes ou agravantes?

Os jurados respondem a uma pergunta por vez. Os votos são apurados na hora e passa-se ao próximo quesito.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) explica que o sistema brasileiro não usa diretamente a pergunta “o réu é culpado?”. A decisão é construída em etapas. O conjunto das respostas leva à condenação ou absolvição.

Madrugada

A expectativa é de que a decisão dos jurados seja conhecida no fim da noite de hoje ou na madrugada de amanhã.

Pessoas envolvidas no julgamento sugerem ainda a possibilidade de a juíza permitir um descanso dos réus antes de responderem ao questionário que decidirá o júri.

Assim, o veredito só será conhecido na manhã de quinta-feira, dia de Corpus Christi, ponto facultativo no estado e em outras regiões do país.

Veredito

Como o júri é soberano, em caso de condenação, os réus saem do plenário já presos. No entanto, são cabíveis recursos nos seguintes casos:

  • Quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia;
  • Se a sentença do juiz for contrária à lei ou à decisão dos jurados;
  • Se houver erro ou injustiça na aplicação da pena ou da medida de segurança;
  • Se a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos.





Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Setor de serviços do Brasil fica quase estagnado em maio em meio à alta da inflação


SÃO PAULO, 3 Jun (Reuters) – A ⁠atividade de serviços no Brasil ficou quase estagnada em ⁠maio, contida pela falta de novos pedidos conforme o forte aumento dos preços ‌cobrados em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio reduziu uma demanda já frágil, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras nesta quarta-feira.

O PMI ‌de serviços, compilado pela S&P Global, caiu a 50,4 em maio, de 52,3 em abril, aproximando-se da marca de 50 que indica estagnação da atividade.

“Os dados do PMI de maio soam como um alerta, já que o papel do setor de serviços como amortecedor da fraqueza da indústria parece estar perdendo força. Muitos esperam que essa desaceleração ⁠seja ‌temporária e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do ⁠segundo trimestre”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

Várias empresas relataram queda da produção devido a pressões competitivas, questões financeiras e um ambiente cada vez mais desafiador para a demanda.

Os novos pedidos feitos aos fornecedores de serviços no Brasil ficaram, de modo geral, estagnados em ​maio, com o respectivo índice ficando pouco abaixo do nível neutro de 50,0.

O segmento de transporte, informação e comunicação foi o único setor monitorado a ​registrar aumento na produção, tendo ainda o melhor desempenho em termos de vendas, apesar de o crescimento ter recuado para o menor nível em cinco meses.

Continua depois da publicidade

A estagnação das vendas em maio coincidiu com um forte aumento nos preços cobrados pela prestação de serviços. Apesar de ter recuado em relação a abril, o ritmo de ‌inflação foi o segundo mais alto em 15 meses, ​com os participantes da pesquisa citando o repasse do aumento de custos aos clientes.

Os preços dos insumos subiram no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025, com as empresas indicando que a guerra ⁠no Oriente Médio elevou os custos ​de combustíveis e ​materiais. Elas relataram ainda aumento de preço em itens como materiais de construção, produtos químicos, componentes eletrônicos, energia, ⁠alimentos, metais e embalagens.

‘Fissuras estão surgindo na ​economia de serviços do Brasil, à medida que empresas e consumidores enfrentam a inflação’, disse De Lima. ‘Orçamentos apertados levaram os consumidores a cortar gastos não essenciais, impactando setores como entretenimento, hotelaria ​e lazer’.

O aumento dos custos e a fragilidade da demanda prejudicaram os esforços de contratações em maio, que aconteceram no ritmo mais lento ​dentro do atual período de ⁠quatro meses de geração de vagas.

Além disso, as pressões de preços, aliadas à forte concorrência e às difíceis ⁠condições operacionais, reduziram a confiança empresarial, com queda no nível de otimismo em relação à perspectiva de produção para o próximo ano.

Diante do enfraquecimento do setor de serviços e da contração do setor industrial, já reportada, o PMI Composto do Brasil voltou ao território de contração ao cair a 49,5 em maio, de 52,4 em abril.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.