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Tyson Foods terá novo CEO a partir de outubro

A americana Tyson Foods anunciou nesta quarta-feira (28) que Jeff Schomburger será o novo presidente e diretor-presidente (CEO) da companhia a partir de 4 de outubro. Ele substituirá Donnie King, que encerra uma trajetória de 43 anos na empresa.

Segundo a companhia, o processo de transição terá início em julho. Atualmente integrante do Conselho de Administração da Tyson Foods desde 2016, Schomburger também atua como diretor independente líder do colegiado desde 2025.

A mudança no comando ocorre em um momento de pressão para a Tyson. A empresa enfrenta dificuldades principalmente em sua divisão de carne bovina, afetada pela redução histórica do rebanho norte-americano.

Nos últimos anos, secas prolongadas em regiões produtoras dos Estados Unidos reduziram a disponibilidade de gado, elevando os custos da matéria-prima para os frigoríficos. Com menor oferta de animais, empresas do setor passaram a operar com margens pressionadas e aumento nos preços ao consumidor.

A Tyson Foods também anunciou medidas de reestruturação, incluindo fechamento de unidades e demissões, em meio às perdas registradas no segmento de carne bovina

O setor ainda enfrenta pressão política nos Estados Unidos diante da alta dos preços da carne nos supermercados.

Antes da nomeação, Schomburger passou 35 anos na Procter & Gamble, onde ocupou cargos de liderança na área comercial até se aposentar, em 2019, como diretor global de vendas.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, Schomburger participou de diferentes comitês do conselho da Tyson Foods, incluindo os de remuneração, auditoria e estratégia e aquisições. Desde 2021, ele preside o comitê de estratégia e aquisições.

Donnie King permanecerá no Conselho de Administração após deixar o cargo de CEO, que assumiu em meio à pandemia de COVID-19.

A Tyson Foods informou ainda que mantém suas projeções financeiras previamente divulgadas para o ano fiscal de 2026 e seguirá focada em sua estratégia de crescimento de longo prazo e geração de caixa.

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Mercado de fertilizantes especiais e biofertilizantes encolhe 5,5% em 2025

O mercado brasileiro de fertilizantes especiais e biofertilizantes encerrou 2025 com faturamento de R$ 25,4 bilhões, resultado 5,5% inferior ao registrado em 2024, segundo relatório divulgado pela Abisolo (Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal).

Segundo a associação, o desempenho do setor foi impactado por fatores como aumento dos custos de produção, juros elevados, restrição na oferta de crédito, inadimplência no agronegócio e dificuldades de repasse de custos ao mercado, apesar da safra agrícola considerada robusta no período.

De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o cenário econômico influenciou diretamente o comportamento dos produtores rurais ao longo do ano.

“O ano de 2025 foi marcado por um ambiente extremamente desafiador para o produtor rural e, consequentemente, para toda a cadeia de insumos. A complexidade desses fatores levou o agricultor a postergar decisões, pressionar por menores preços de insumos e buscar maior cautela na gestão da produção”, afirmou.

O levantamento aponta que os segmentos mais ligados a commodities sofreram maior pressão sobre preços e margens, enquanto produtos de maior valor agregado apresentaram maior estabilidade, sustentados pela demanda por tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e mitigação de riscos no campo.

Apesar da retração no faturamento, a Abisolo informa que não houve redução significativa nos volumes comercializados, indicando a manutenção da demanda por fertilizantes especiais e biofertilizantes no manejo agrícola.

Os biofertilizantes apresentaram crescimento de 76,7% em 2025. Segundo a entidade, o avanço foi impulsionado pelo aumento no número de registros de produtos junto ao Ministério da Agricultura, pela ampliação da adoção dessas tecnologias e pelo crescimento do número de empresas atuando no segmento.

Já o mercado de fertilizantes orgânicos registrou expansão de 58,5%, favorecida pela recuperação dos preços médios de venda ao longo do ano.

A cultura da soja ampliou sua participação nas vendas do setor, passando de 44,1% em 2024 para 48,6% em 2025, consolidando-se como a principal consumidora desses insumos. Minas Gerais permaneceu como o principal estado consumidor, respondendo por 22% do faturamento total do setor.

“A conjuntura econômica pressionou toda a cadeia. O setor segue demonstrando capacidade de adaptação e forte compromisso com inovação e sustentabilidade. O produtor continua entendendo que produtividade será cada vez mais decisiva para preservar rentabilidade”, declarou Levrero.

Condicionadores de solo

O segmento de condicionadores de solo de base orgânica registrou crescimento de 19,4% em 2025 em comparação com o ano anterior, alcançando faturamento de R$ 154 milhões.

Os produtos classificados como “Classe F” lideraram o avanço do segmento, com faturamento 71,4% superior ao observado em 2024. Segundo a Abisolo, parte do crescimento foi influenciada pela recuperação dos preços médios de venda no período.

Substratos para plantas

O mercado de substratos para plantas encerrou 2025 com faturamento de R$ 517,2 milhões, alta de 22,8% em relação ao ano anterior.

O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços dos produtos, associado à escassez de matérias-primas importadas utilizadas pela indústria.

Entre as culturas que ampliaram a utilização de substratos em 2025 estão café e flores. Já os segmentos florestais e de cana-de-açúcar destinados à produção de mudas registraram retração.

Para 2026, a expectativa da indústria é de continuidade da pressão sobre custos, especialmente em razão da dependência de matérias-primas importadas e do cenário econômico considerado instável.

“O setor continua investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação porque entende que produtividade, eficiência e sustentabilidade serão fatores cada vez mais estratégicos para a agricultura brasileira. Mesmo em um cenário desafiador, a demanda por tecnologias de alta performance permanece relevante”, disse Levrero.

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Suzano obtém aprovações concorrenciais para joint venture

A Suzano informou ao mercado que obteve todas as aprovações de autoridades concorrenciais necessárias para a aquisição de 51% do capital social de uma nova sociedade criada na Holanda em parceria com a Kimberly-Clark Corporation.

O comunicado foi divulgado por meio de fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A operação envolve a Suzano International Holding B.V., subsidiária da companhia brasileira, como compradora, e a Kimberly-Clark, como vendedora.

Segundo a Suzano, a conclusão da transação ainda depende da finalização de uma reorganização societária conduzida pela Kimberly-Clark em regiões que incluem América do Sul, América Central, Irlanda, Reino Unido, Europa, África, Oriente Médio, Ásia, Sudeste Asiático e Oceania. A expectativa da companhia permanece sendo concluir a operação no terceiro trimestre de 2026.

A nova sociedade terá ativos ligados aos negócios de fabricação, marketing, distribuição e venda de produtos tissue, como papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos e lenços de papel, além de outras linhas de produtos de papel voltadas aos segmentos “family care” e “professional business” nas regiões incluídas na operação. Alguns países dessas regiões, no entanto, permanecem fora do escopo da transação.

Após a conclusão do negócio, a Kimberly-Clark manterá participação de 49% na sociedade. A empresa também continuará controlando seus ativos das linhas “family care” e “professional business” na América do Norte, além de determinadas joint ventures mantidas com terceiros em outras localidades não abrangidas pela operação.

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Novo seguro rural terá execução obrigatória no orçamento; entenda

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), o projeto que muda as regras do seguro rural no país e torna obrigatória a execução dos recursos federais destinados à subvenção do programa. Como a proposta foi alterada pelos deputados, ela volta agora para análise do Senado Federal.

A expectativa é de tramitação acelerada no Senado e a proposta deve receber pedido de urgência logo no início da tramitação, permitindo análise direta no plenário da Casa, sem passar pelas comissões temáticas.

O Projeto de Lei 2951/24 altera três legislações ligadas ao seguro rural: a Lei da Política Agrícola, a lei que criou o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e a Lei do Fundo de Catástrofe.

Entenda as mudanças se o texto for aprovado pelo Senado:

Seguro rural obrigatório no orçamento

Hoje, os recursos do PSR dependem de verbas discricionárias do governo federal e podem sofrer contingenciamentos ao longo do ano. Na prática, isso acontece quando o governo bloqueia parte do orçamento para cumprir metas fiscais.

O texto aprovado pela Câmara transforma as despesas da subvenção ao seguro rural em gastos obrigatórios dentro do orçamento federal. A proposta também determina que os recursos ficarão vinculados ao orçamento do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Apesar disso, o valor seguirá limitado ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual enviada pelo governo ao Congresso.

Uso do Proagro para reforçar o seguro rural

O projeto autoriza o governo a remanejar parte das sobras orçamentárias do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para reforçar os recursos do seguro rural.

Segundo o texto, o remanejamento não poderá comprometer o funcionamento do programa nem prejudicar operações já contratadas.

Seguro rural poderá ser usado como garantia

O texto mantém a possibilidade de uso do seguro rural como garantia em operações de crédito rural.

Além disso, produtores segurados poderão ter prioridade no acesso ao crédito, renegociação e prorrogação de dívidas. Operações seguradas também poderão ter juros menores, melhores prazos e condições diferenciadas.

A proposta, porém, não torna obrigatória a contratação do seguro para acesso ao crédito rural.

Novas regras para indenizações

O projeto estabelece prazo máximo de 30 dias para liquidação de sinistros após entrega da documentação exigida ou realização de vistoria.

Os contratos também deverão prever regras mais claras sobre apresentação de documentos e acionamento do seguro.

Mudanças no Fundo de Catástrofe

O projeto flexibiliza regras do Fundo de Catástrofe, criado para dar cobertura suplementar ao seguro rural em situações de perdas elevadas.

O texto retira dispositivos considerados entraves para operacionalização do fundo, como a exigência de aporte mínimo da União e a previsão de encerramento da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural após o início das atividades do fundo.

A proposta também autoriza mecanismos de transferência de risco, como resseguro e Letras de Risco de Seguro (LRS), além da criação de subfundos voltados para setores específicos do agro.

Além do governo e das seguradoras que operam o PSR, poderão participar do fundo resseguradoras, cooperativas agropecuárias e empresas das cadeias produtivas do agro.

Outros pontos do projeto:

• produtores precisarão fornecer dados da atividade agropecuária para acessar a subvenção federal do seguro rural;

• seguradoras que participarem do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) terão de integrar o Fundo de Catástrofe;

• cooperativas de seguros passam a ser equiparadas às seguradoras nas regras do programa;

• o projeto autoriza a criação de subfundos voltados para setores específicos do agro;

• o Conselho Diretor do Fundo de Catástrofe passará a definir quais operações poderão ser cobertas;

• as operações do fundo deverão seguir as regras do zoneamento de riscos agropecuários definidas pelo governo federal;

• o texto permite transferência de riscos por meio de resseguro e de Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE);

• o fundo poderá adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS), títulos negociados no mercado financeiro;

• empresas das cadeias produtivas do agro e cooperativas agropecuárias poderão participar do fundo como cotistas;

• a administração do fundo poderá ficar temporariamente sob responsabilidade de uma instituição financeira federal até a criação de uma estrutura própria de gestão.

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O que mudaria no Plano Safra com possível aprovação do seguro rural

A Câmara dos Deputados deve votar, nesta quarta-feira (20), um conjunto de propostas prioritárias para o agronegócio. Entre os temas em pauta, o projeto sobre seguro rural é considerado urgente pela bancada ruralista, que deseja aprová-lo antes do anúncio do Plano Safra, previsto para junho.

De acordo com a editora e analista do CNN Agro Fernanda Pressinott, o projeto prevê que o governo deixe de contingenciar os recursos destinados ao seguro rural.

O problema do contingenciamento

Segundo Pressinott, todos os anos o governo anuncia um valor expressivo para o seguro rural, mas posteriormente corta parte desses recursos para o Tesouro. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a Confederação Nacional da Agropecuária e Indústria e o próprio governo querem que esses recursos sejam efetivamente garantidos ao produtor, especialmente diante das recorrentes catástrofes climáticas.

“O governo acaba tendo que ajudar o produtor depois, que é o que sempre acontece e a sociedade reclama”, destacou a analista.

Mais recursos e maior cobertura

A bancada ruralista também pede um aumento significativo no volume de recursos destinados ao seguro. A demanda é por entre R$ 4 bilhões e R$6 bilhões, enquanto na última safra foram destinados apenas R$ 1 bilhão.

Atualmente, o seguro rural é pouco utilizado no Brasil: apenas entre 10% e 12% da área agricultável conta com essa proteção, em razão do alto custo, o que leva os produtores a não aderirem ao instrumento.

Corrida contra o calendário do Plano Safra

A urgência da votação se deve ao calendário do Plano Safra. Conforme explicou Fernanda Pressinott, a bancada quer que a nova modelagem do seguro rural esteja contemplada nas diretrizes do plano a ser anunciado em junho.

Historicamente, o seguro rural não aparece entre as prioridades do Plano Safra, e a aprovação do projeto antes desse anúncio seria uma forma de garantir sua inclusão. Além do seguro rural, outras propostas sobre incentivos tributários para insumos agropecuários e regras sobre biodiversidade e crédito rural também devem ser votadas.

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JBS capacita mais de 300 açougueiros para impulsionar vendas no varejo

A JBS está formando açougueiros para capacitar uma mão de obra em falta no mercado e impulsionar as vendas de carnes no varejo.

Em parceria com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), a companhia já formou mais de 300 profissionais, o que dá em média um açougueiro por dia ao longo do último ano por meio do programa Açougueiro de Valor.

A iniciativa que foi lançada durante a APAS Show do ano passado já atendeu profissionais de mais de 80 redes supermercadistas no estado de São Paulo.

De acordo com a Associação, apenas no estado de São Paulo, existem mais de 4 mil vagas abertas para açougueiros.

A função representa cerca de 13% das vagas disponíveis no varejo alimentar e já ocupa a terceira posição entre os cargos mais demandados do setor.

Para Erlon Ortega, presidente da APAS, o déficit de profissionais qualificados se tornou um gargalo relevante para a operação dos supermercados.

“Nesse momento, temos uma dificuldade no setor com a disponibilidade de mão de obra capacitada para o setor de açougue. E dentro do programa a gente consegue formar esses profissionais”, afirmou.

Segundo Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi, a categoria de carne bovina segue como a principal proteína consumida pelos brasileiros e mantém crescimento expressivo no varejo.

“Em 2025, a categoria movimentou um faturamento de R$ 32 milhões, um resultado 30% superior ao da carne de frango e praticamente três vezes maior que a carne suína”, salientou.

A executiva destacou ainda a relevância da categoria no comportamento de compra do consumidor brasileiro.

“Estamos falando de um produto presente em 97% dos lares do país. Só no último ano, mais de 1,12 milhão de novos consumidores passaram a comprar a categoria”, disse Daniela.

De acordo com ela, mesmo diante de fatores como inflação e pressão de preços, o consumidor continua priorizando a proteína bovina.

“A gente se preocupa com o cenário econômico e com o impacto no consumo, mas o brasileiro valoriza e prioriza essa categoria”, disse.

De acordo com o Presidente da Friboi, Renato Costa, a carne bovina representa cerca de 80% das vendas de um açougue.

“Estamos usando a expertise da empresa para formar profissionais mais preparados tecnicamente e capazes de entregar uma melhor experiência ao consumidor”, destacou Costa.

Formação

Os participantes do programa passam por uma formação prática dentro de unidades da companhia, acompanhando desde o recebimento dos animais até as etapas de processamento e operação industrial.

A capacitação inclui técnicas de manipulação de cortes bovinos, redução de perdas, operação de varejo, vendas e experiência de compra.

Além disso, a estratégia faz parte de um movimento mais amplo da JBS para fortalecer sua presença no varejo por meio de execução em loja e gestão de categorias.

Para o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, a disputa no varejo deixou de ser apenas por espaço nas gôndolas e passou a depender da capacidade de gerar relevância na decisão de compra.

“Os programas da Friboi e Seara para o varejo sintetizam a estratégia global da JBS no relacionamento com seus clientes. Hoje, a disputa não é apenas por espaço na gôndola, mas por relevância na decisão de compra e isso se constrói com execução, serviço e consistência”, reportou.

Por isso, a empresa vem ampliando as iniciativas voltadas à conveniência e à experiência no balcão, como a Rotisseries e o Empórios, focados em produtos prontos, organização operacional e qualificação de operadores.

Padronização

Durante a Apas Show 2026, a JBS promoveu um encontro que reuniu representantes da pecuária, do atacado e do varejo.

A companhia destacou como a consistência no padrão dos produtos no ponto de venda influencia diretamente a experiência de compra e os resultados do varejo.

No evento, a empresa também realizou um workshop prático sobre cortes bovinos, com demonstrações de técnicas de desossa e porcionamento.

A iniciativa teve como foco orientar o setor sobre como manter o padrão de qualidade, melhorar o aproveitamento das peças e reduzir desperdícios.

Por conta desse cenário, a companhia vem ampliando programas de padronização operacional, ambientação de balcões, treinamento de equipes e desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento de vendas e redução de desperdícios.

Segundo dados da Nielsen, lojas de grande porte com açougue premium registram vendas totais 30% maiores do que lojas com açougue tradicional.

A empresa também tem investido em tecnologia para preservar o frescor dos produtos, reduzir o acúmulo de líquidos nas embalagens e garantir melhor apresentação no ponto de venda.

“Quando a execução melhora, toda a cadeia ganha. O varejista aumenta rentabilidade, o consumidor compra melhor e a indústria fortalece suas marcas. É esse alinhamento que sustenta o crescimento no longo prazo”, disse Tomazoni.

Os próximos passos da  empresa é expandir o modelo de formação para outras regiões do país.

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Mate orgânico aposta em rastreabilidade e ciclo de até seis anos

A produção de erva-mate orgânica no Sul do Brasil passou a exigir ciclos cada vez mais longos de planejamento agrícola, rastreabilidade e controle técnico para atender o crescimento da demanda por bebidas naturais e produtos certificados.

No Paraná, uma das principais cadeias produtivas do setor leva até seis anos entre o desenvolvimento das mudas e a maturação completa da planta utilizada na fabricação de bebidas à base de mate.

O modelo tem ampliado a profissionalização do cultivo da Ilex paraguariensis, espécie nativa da América do Sul que dá origem ao tradicional chá-mate brasileiro e ao chimarrão gaúcho e argentino.

Um dos exemplos é com a rede MegaMatte, exemplo conhecido por produzir bebidas com base de mate orgânico em diversos estados brasileiros. O avanço da cadeia produtiva refletiu diretamente no consumo: foram mais de 500 mil litros vendidos apenas em 2025.

A principal matéria-prima utilizada pela rede vem da região de Ivaí, no Centro-Sul do Paraná, onde a fornecedora Viva Mate mantém uma estrutura verticalizada de produção, desde o viveiro de mudas até o processamento final da erva-mate.

Segundo o sócio da MegaMatte, Julio Monteiro, o crescimento do mercado exigiu maior previsibilidade da cadeia produtiva. “Quando falamos em orgânico e rastreável, não existe espaço para improviso”.

Ciclo longo exige planejamento no campo

A erva-mate possui desenvolvimento lento quando comparada a outras culturas agrícolas. Após o plantio, a planta leva entre dois e três anos para permitir a primeira colheita e só atinge maturidade plena a partir do sexto ano.

O ciclo prolongado exige planejamento financeiro, manejo contínuo e estabilidade produtiva para garantir abastecimento regular. O cultivo envolve monitoramento de solo, controle biológico e acompanhamento técnico permanente. A colheita é manual, permitindo seleção criteriosa das folhas e preservação da matéria-prima.
Após a colheita, a erva passa por secagem controlada e, no caso do mate tostado, por torra monitorada para definição de aroma, cor e perfil sensorial. O armazenamento também ocorre em ambiente com controle de temperatura e umidade.

Certificação internacional e rastreabilidade

A produção orgânica passa por auditorias conduzidas pela certificadora francesa ECOCERT e por empresas credenciadas no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

As inspeções incluem verificações no campo, auditorias após secagem e controle durante o envase, permitindo rastreabilidade completa dos lotes. Além do chá-mate tradicional, a cadeia também fornece extratos líquidos e secos concentrados utilizados na padronização das bebidas comercializadas nas lojas.

Segundo a MegaMatte, o mate orgânico já representa 15,2% do faturamento total da rede, índice que ultrapassa 16% durante o verão, período de maior consumo. Ao longo de 2025, foram vendidos mais de 1 milhão de copos de 500 ml da bebida.

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ABPA projeta US$ 45,5 milhões em negócios com a Ásia nos próximos 12 meses

A expectativa da indústria brasileira é de movimentar US$ 45,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses com Ásia, principalmente para o setor de proteínas animais. O resultado foi divulgado pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), em parceria com a ApexBrasil.

Durante Sial China 2026, entre 18 e 20 de maio, os exportadores brasileiros fecharam US$ 3,25 milhões em negócios imediatos. A avaliação do setor é de que a presença brasileira na feira ampliou as negociações com compradores asiáticos e fortaleceu a imagem do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos em um momento de crescente preocupação global com segurança alimentar e estabilidade no abastecimento.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a estratégia do setor passa pelo fortalecimento das relações comerciais e institucionais com importadores e autoridades asiáticas. A avaliação é que o continente seguirá como um dos principais polos de crescimento para as exportações brasileiras nos próximos anos.

“A China e o mercado asiático seguem entre os principais polos de crescimento para a proteína animal brasileira. A Sial é uma plataforma estratégica para ampliar negócios, consolidar relacionamentos comerciais e reforçar o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável e competitivo para a segurança alimentar global”, avalia o presidente da ABPA.

A participação brasileira contou com um estande voltado para reuniões de negócios, promoção institucional e fortalecimento da imagem da proteína animal nacional junto ao mercado asiático. Participaram da ação as empresas Alibem, Aurora, Bello, Somave e Vibra Foods.

Após a participação na Sial China, a associação segue com agenda no país asiático e realiza nesta quinta-feira (21) o Road Show Beijing, em Pequim, em mais uma ação voltada ao fortalecimento institucional e comercial da proteína animal brasileira junto ao mercado chinês.

 

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Açúcar cai em Nova York com queda do petróleo e pressão sobre etanol

Os preços do açúcar registraram desvalorização na sessão desta quarta-feira (20) na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 1,87%, sendo negociado a US$ 14,73 por libra-peso no fechamento do pregão.

Ao longo do dia, o mercado chegou a ensaiar recuperação, mas perdeu força e terminou majoritariamente em baixa. A pressão veio principalmente do recuo nos preços do petróleo bruto, que influenciou diretamente as expectativas para o mercado de etanol.

Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade em relação aos combustíveis fósseis, o que pode levar usinas em diferentes regiões produtoras a direcionarem maior volume de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em detrimento do etanol. Esse movimento tende a elevar a oferta global do adoçante e pressionar as cotações internacionais.

O mercado segue atento ao comportamento do petróleo e ao equilíbrio entre produção de açúcar e etanol nas principais regiões produtoras, fator considerado decisivo para a formação de preços nas próximas sessões.

Cacau
As expectativas de aumento da safra de cacau na Costa do Marfim pressionaram as cotações futuras na Bolsa de Nova York nesta sessão. O contrato para entrega em julho fechou em baixa de 0,46%, cotado a US$ 3.889 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau encerraram o pregão em queda, embora ainda acima das mínimas de duas semanas registradas no início da semana. O movimento reflete um ajuste do mercado após recentes oscilações mais fortes.

Na sessão anterior, os contratos chegaram a recuar para os menores níveis em duas semanas, depois de terem atingido a máxima de 3,75 meses na semana passada. A mudança de direção ocorre em meio à perspectiva de aumento da oferta global.

Na quinta-feira passada, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de produção para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas. O ajuste foi atribuído a condições climáticas favoráveis nas principais áreas produtoras.

O mercado segue atento ao ritmo da safra no país africano, maior produtor mundial de cacau, já que qualquer revisão nas projeções de oferta tende a impactar diretamente as cotações internacionais.

Café

Os preços futuros do café registraram queda na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira. O contrato para entrega em julho recuou 0,68%, encerrando o pregão cotado a US$ 2,683 por libra-peso.

Os preços da commodity fecharam em baixa, com o café robusta atingindo o menor nível em um mês durante a sessão. O movimento reflete o avanço das expectativas de uma safra maior no Brasil, o que tem pressionado as cotações internacionais.

Nos últimos dias, o mercado de café vem acumulando perdas, em meio à percepção de melhora nas perspectivas de oferta global. O café arábica chegou recentemente ao menor patamar em um ano e meio nos contratos futuros mais próximos, reforçando a tendência de correção após períodos de alta.

O mercado segue monitorando o desenvolvimento da safra brasileira e os impactos sobre o equilíbrio entre oferta e demanda global, fatores determinantes para a formação dos preços nas próximas sessões.

Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja registraram alta na Bolsa de Nova York nesta sessão. O contrato para entrega em julho avançou 1,82%, sendo negociado a US$ 1.569,50 por tonelada no fechamento do pregão.

Algodão

No fechamento desta sessão, o contrato futuro de algodão para entrega em julho recuou 0,89%, encerrando o pregão cotado a US$ 81,60 por libra-peso.

Os contratos futuros da fibra apresentaram desempenho misto ao longo da curva, com quedas de 53 pontos e altas de até 3 pontos nos vencimentos seguintes, indicando ajuste técnico no mercado.

O movimento também foi influenciado pela alta do índice do dólar americano, que subiu US$ 0,211 e atingiu 99,055 pontos, tornando as commodities mais caras para compradores estrangeiros e pressionando as cotações.

Além disso, a queda de US$ 6,27 no preço do petróleo bruto aumentou a pressão sobre o mercado, em meio a expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que pode impactar o cenário energético global e, consequentemente, o apetite por commodities.

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Soja recua em Chicago com atenção ao relatório do USDA e à China

Na Bolsa de Chicago,o contrato futuro de soja para entrega em julho recuou 0,81% e encerrou o pregão cotado a US$ 11,9975 por bushel na sessão desta quarta-feira (20).

Os futuros do complexo soja operaram em forte queda ao longo do dia, com vencimentos recuando mais de 1%, acompanhando o enfraquecimento generalizado das commodities no mercado internacional.

A Agrinvest destacou que o movimento também reflete as especulações em torno de um possível avanço nas negociações para a redução das tensões no Oriente Médio, o que influencia o comportamento dos preços de energia e, consequentemente, das commodities agrícolas.

No radar dos investidores, o mercado aguarda a divulgação, amanhã, dos dados semanais de vendas para exportação pelo USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), indicador importante para a demanda externa da soja americana.

Nos próximos dias, a atenção também deve se voltar para as movimentações da China na compra da nova safra dos Estados Unidos, especialmente via região do Pacífico Noroeste, onde a logística pode tornar a soja americana mais competitiva para o comprador asiático.

Milho

O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quarta-feira em queda de 2,00% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,6575 por bushel.

O movimento de baixa se destacou entre os grãos, com o vencimento julho/26 registrando recuo ao longo do pregão, acompanhando a pressão generalizada sobre as commodities agrícolas.

No mercado norte-americano, os dados divulgados pela EIA mostraram que a produção total de etanol atingiu 1,111 milhão de barris por dia na semana encerrada em 15 de maio. O volume representa alta de 29 mil barris por dia em relação à semana anterior e avanço de 75 mil barris por dia na comparação anual.

Já os estoques de etanol apresentaram leve aumento de 5 mil barris, totalizando 24,875 milhões de barris, indicando equilíbrio entre produção e consumo no período.

Os números seguem no radar do mercado, já que a demanda por milho para produção de etanol nos Estados Unidos é um dos principais fatores de sustentação dos preços do cereal na Bolsa de Chicago.

Trigo

O contrato futuro de trigo para entrega em julho registrou queda de 1,01% e encerrou o pregão cotado a US$ 6,6050 por bushel.

A Granar destacou que o cereal acompanhou a tendência de baixa dos demais grãos e fechou o dia em desvalorização nos mercados norte-americanos. Um dos principais fatores de pressão foi a realização de lucros por investidores, diante da ausência de novas notícias sobre compras em larga escala de produtos agrícolas pelos Estados Unidos por parte da China.

O mercado vinha monitorando expectativas de demanda adicional, o que acabou não se confirmando no pregão, favorecendo movimentos de venda e ajuste de posições.

No cenário geopolítico, após sua agenda com o ex-presidente Donald Trump, o presidente chinês Xi Jinping esteve em Moscou, onde se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin. Embora não tenham sido anunciados novos acordos comerciais agrícolas, a declaração oficial da cúpula destacou a “importância do comércio agrícola entre a Rússia e a China”, mantendo o setor no radar dos investidores.

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