Categorias
destaque_home politica_ms

Desembargador assume governo de MS após licença de governador e vice


Terceiro na linha de sucessão ao governo de Mato Grosso do Sul em caso de vacância do cargo de governador, o presidente do Tribunal de Justiça estadual (TJ-MS), desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu interinamente a chefia do Poder Executivo estadual neste domingo (1º).

Pavan deve permanecer à frente do governo sul-mato-grossense até a próxima sexta-feira (6), quando termina a licença temporária solicitada pelo governador Eduardo Riedel (PP) – reeleito no primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro.

Segundo a Secretaria Executiva de Comunicação (Secom), Riedel e o vice-governador Barbosinha (Republicanos) pediram licença de seus cargos para descansar por alguns dias após o fim das eleições.

Os dois comunicaram o afastamento em um ofício enviado à Assembleia Legislativa, no qual Riedel informou que pretendia deixar o estado e, possivelmente, o Brasil, e que, no mesmo período, seu vice também planejava se afastar das funções.

Com a ausência do governador e do vice, quem deveria assumir seria o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), que também comunicou a intenção de se ausentar durante esta semana para cumprir compromissos de agenda.

Coube, então, ao presidente do TJ-MS assumir temporariamente o comando do estado.

Ao comentar a situação, Pavan declarou que pretende seguir as diretrizes da atual gestão, priorizando a manutenção da governabilidade.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao governador titular”, assegurou o desembargador.

De acordo com o TJ-MS, esta é a quarta vez, desde abril de 2002, que um presidente da Corte ocupa temporariamente o comando do Poder Executivo estadual.

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Eduardo Riedel desejou sorte e agradeceu ao apoio de Pavan.

“Não tenho dúvida nenhuma de que o estado estará em ótimas mãos durante esta semana.”

 



Veja a matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

PEC da Segurança volta ao Senado em impasse sobre maioridade penal | Blogs | CNN Brasil


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública volta à pauta do Senado nesta terça-feira (3), depois de ter sido retirada da agenda de votações em outubro por causa de divergências entre governo e oposição. O principal ponto de tensão é a tentativa de incluir no texto a redução da maioridade penal, tema que não fazia parte da versão aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta, identificada como PEC 18/2025, reúne mudanças na organização da segurança pública no país. Entre os principais pontos estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, o reforço da integração entre União, estados e municípios, a previsão de polícias municipais e o endurecimento de regras contra integrantes de facções criminosas e milícias.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação para esta terça-feira. O calendário especial aprovado pelos senadores permite acelerar a tramitação, mas o texto ainda precisa ser analisado em dois turnos no plenário. Para ser aprovado, uma PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores — 49 votos — em cada turno.

 

Um dos eixos centrais da PEC é transformar em previsão constitucional a integração entre os órgãos de segurança pública. O Susp já existe desde 2018, por meio de lei, mas a proposta pretende dar maior força à atuação coordenada entre as diferentes instituições e os entes federativos.

Na prática, o texto prevê mecanismos como forças-tarefa, compartilhamento de informações e provas e integração de sistemas.

A proposta também busca fortalecer a coordenação nacional das políticas de segurança e estabelecer regras para o financiamento do setor.

Para o professor de Direito Constitucional Pedro Serrano, a mudança reforça uma obrigação de cooperação que já deveria orientar a atuação dos governos. Segundo ele, a medida não retira dos estados a responsabilidade principal pelo policiamento e pelas investigações, nem altera a subordinação das polícias Civil e Militar aos governadores.

Serrano avalia que a participação federal é importante sobretudo em crimes que ultrapassam fronteiras estaduais, têm dimensão federal ou envolvem redes internacionais. A articulação entre órgãos, como as polícias e a Receita Federal, também pode ser relevante em investigações que envolvam lavagem de dinheiro.

A professora e pesquisadora Anna Catharina Machado Normanton pondera, porém, que a previsão constitucional da integração não garante, por si só, que ela funcione na prática.

Para a especialista, a efetividade dependerá de financiamento estável, regras claras de coordenação e definição das responsabilidades de cada ente, além de mecanismos de prestação de contas.

A PEC também prevê a possibilidade de criação de polícias municipais, com atuação em policiamento ostensivo e comunitário. A proposta estabelece requisitos para a estruturação dessas corporações, como capacidade financeira e formação padronizada, além de prever o controle externo da atividade pelo Ministério Público.

O texto também busca evitar a sobreposição de funções entre guardas municipais e polícias municipais em uma mesma cidade.

A discussão envolve a definição dos limites de atuação dessas forças em relação às polícias militares estaduais.

Anna Catharina afirma que a regulamentação será decisiva para delimitar as atribuições de cada instituição. Ela ressalta que a atuação municipal não deve avançar sobre as funções de investigação, que permanecem sob responsabilidade das agências estaduais e federal.

Pedro Serrano também avalia que o reconhecimento do papel dos municípios está relacionado à organização federativa brasileira. Na avaliação dele, a previsão não significa retirar dos estados a responsabilidade pela segurança pública nem alterar o comando das polícias estaduais.

LEIA TAMBÉM: PEC da Segurança: o que pode mudar no combate ao crime no Brasil?

Ampliação das atribuições da PRF

Outro ponto da proposta é a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar também no patrulhamento de ferrovias e hidrovias federais.

A mudança busca ampliar a presença da corporação em áreas de circulação e transporte que podem ser utilizadas por organizações criminosas. A atuação, no entanto, precisará ter limites definidos em relação às competências de outros órgãos, especialmente da Polícia Federal.

Anna Catharina chama atenção para a necessidade de delimitar essas atribuições, sobretudo nas áreas marítimas, aeroportuárias e de fronteira, para evitar conflitos entre as instituições.

Endurecimento das regras contra facções e milícias

A PEC prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.

Entre as medidas previstas no texto aprovado pela CCJ estão a possibilidade de cumprimento de pena em presídios de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a benefícios penais, confisco de bens relacionados à atividade criminosa, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.

A proposta também considera a posição hierárquica dos integrantes das organizações criminosas para estabelecer um tratamento penal mais rigoroso.

Anna Catharina avalia que o enfrentamento às facções exige instrumentos capazes de atingir as estruturas financeiras e de comando desses grupos. A especialista ressalta, entretanto, que as medidas precisam respeitar garantias constitucionais, como a individualização da pena, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Também é necessário proteger terceiros de boa-fé em casos de confisco de bens.

Fiscalização da atividade policial

A proposta também trata dos mecanismos de controle da atuação das forças de segurança. O Ministério Público já tem, pela Constituição, a atribuição de exercer o controle externo da atividade policial. A PEC prevê expressamente essa fiscalização sobre as polícias municipais.

Anna Catharina explica que o controle externo não significa que o Ministério Público passe a comandar as corporações. A função é verificar a legalidade da atuação policial, prevenir e apurar possíveis abusos e acompanhar a regularidade das investigações.

A pesquisadora aponta que esse acompanhamento depende de instrumentos concretos, como corregedorias com autonomia, ouvidorias independentes, transparência de dados sobre uso da força e letalidade policial e regras claras para o uso de câmeras corporais.

Maioridade penal é foco do impasse

Embora a redução da maioridade penal não esteja no texto aprovado pela CCJ, o tema voltou à discussão durante a tramitação no plenário. Até sexta-feira (30), a PEC havia recebido cinco emendas de plenário, duas delas relacionadas à idade para responsabilização criminal.

O senador Camilo Santana (PT-CE) propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) defende a redução para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou destaque para que a proposta de Rogério Marinho seja votada separadamente.

O governo tenta evitar que a discussão sobre maioridade penal comprometa a aprovação da PEC e defende que o tema seja tratado em outra proposta.

Outras emendas apresentadas no plenário tratam da destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública às Forças Armadas, para ações específicas, e da inclusão dos agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição.

O que acontece depois da votação

Se o Senado aprovar a PEC sem mudanças em relação ao texto que veio da Câmara dos Deputados, a proposta poderá seguir para promulgação. Caso os senadores alterem o conteúdo, o texto terá de retornar à Câmara para nova análise.

A votação está prevista para esta terça-feira (3), mas a tentativa de votar a proposta em dois turnos no mesmo dia depende do andamento das discussões e da articulação entre os parlamentares.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Vorcaro aciona Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil | Blogs | CNN Brasil


A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil e pediu ajuda ao órgão para que atue pela liberdade do ex-banqueiro.

Os advogados de Vorcaro alegam que o investigado está tendo seus direitos humanos violados e lista pontos onde acusa o Estado de violações. Entre eles: mais de 11 meses sem acusação formal; ainda não há juiz para o pedido de liberdade; a instância única e ausência de juiz das garantias; e ausência de foro por prerrogativa de função de Vorcaro que implicasse a tramitação do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

A defesa também lista que houve conversas com advogados usadas contra o cliente e vazamentos de material sob a guarda do Estado, como as mensagens do celular do empresário.

A petição aponta, ainda, violações aos artigos 5 (integridade pessoal), 7 (liberdade pessoal), 8 (garantias judiciais), 11 (proteção da honra e da vida privada) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana.

A iniciativa, dizem os advogados, não pretende discutir o mérito das investigações nem substituir a Justiça brasileira, mas busca o que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, da qual o Brasil é parte desde 1992, assegura a qualquer pessoa presa: “um juiz que decida, em prazo razoável, sobre a sua liberdade, e um tratamento compatível com a dignidade humana”.

A petição pede que o Estado brasileiro responda internacionalmente pelas violações apontadas por Daniel Vorcaro. “Isso não é um gesto contra as instituições do país: é o uso de um mecanismo que o próprio Brasil reconheceu ao aderir à Convenção e que existe justamente para os casos em que as vias internas deixam de funcionar”, detalham.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. Ele foi indiciado na semana passada pela Polícia Federal no primeiro inquérito sobre as fraudes do Banco Master. A investigação aponta crimes na casa de R$ 40 bilhões. Ainda não há acusação formal pelo Ministério Público.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

BIM 2026 reúne pesquisadores, empresas e startups para discutir inovação em saúde e agronegócio em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto recebe, entre os dias 10 e 12 de novembro, o BIM (Business & Innovation Network) 2026, encontro internacional voltado à inovação aberta, colaboração científica e empreendedorismo tecnológico. Na coluna Tecnovação, Saulo Rodrigues, gerente de fomento e negócios do Supera Parque, apresenta a programação, que vai reunir pesquisadores, lideranças empresariais, startups e investidores para discutir os desafios e as oportunidades nas áreas de saúde e agronegócio. O primeiro dia será no Supera Parque, com palestras sobre medicina personalizada, saúde integrativa, inovação no agro, desenvolvimento tecnológico e soberania tecnológica na área da saúde.

No dia 11, as atividades serão realizadas no Inova USP, com debates simultâneos em duas salas. Entre os temas estão inteligência artificial aplicada à saúde e ao campo, medicina regenerativa, saúde do solo, produtividade, adaptação às mudanças climáticas, biotecnologia e economia de baixo carbono. A programação também prevê a participação de empresas e instituições como Unesp, Embrapa, Ministério da Saúde e APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios). No último dia, de volta ao Supera Parque, o encontro terá discussões sobre ESG, políticas públicas, transferência de tecnologia e fomento, além de reuniões entre empresas e apresentações de startups e investidores.

Rodrigues destaca que o BIM também pretende estimular parcerias e oportunidades de negócios. A programação inclui sessões de pitch reverso, nas quais investidores apresentam suas teses de investimento, e apresentações de startups, com duração máxima de cinco minutos, para mostrar suas tecnologias e projetos. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site do Supera Parque, na página do BIM 2026.

Ouça o áudio completo da coluna Tecnovação.

– CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE –

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Ideia do Lula 4 de tabelar juro aumenta temor do mercado | Blogs | CNN Brasil


Cresce a pressão sobre a definição da política econômica do governo Lula quatro.

Durante o fim de semana os agentes de mercado e economsitas ficaram alardeados com a notícia de que o economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, teria um encontro com presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O que já foi desmentido.

Lara Resende defende uma revolução na condução do país que passa por tabelar os juros na canetada e reduzir o papel do Banco Central a quase nada. Para conter a fuga do investidor, as reservas internacionais seriam a solução.

O mercado não acha graça na utopia e se assusta quando ela chega muito perto do presidente da República.

Na falta de bombeiros, a fogueira da heterodoxia ardeu nas últimas horas com o endosso de figuras do PT que têm os ouvidos de Lula: Gleisi Hoffmann e Sérgio Gabrielli. Gabrielli dobrou a aposta completando o receituário esdrúxulo para economia.

Alguém apareceu para dizer que Dario Durigan, o ministro da Fazenda que não deve ficar no posto, era o único porta voz sobre o tema. Não é. Esse é o papel de Lula que, até agora, se recusou a fazer.



Veja a Matéria Completa

Categorias
destaque_home politica_ms

Discussão política entre irmãos termina em assassinato a tiros dentro de bar em Mato Grosso


Desavenças envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro são apontadas como possível motivação do crime; vítima tentou deixar o estabelecimento, mas foi atingida pelos disparos do próprio irmão.

Uma discussão entre dois irmãos, supostamente motivada por divergências políticas, terminou em tragédia no último domingo (1º), na comunidade Santa Marta, zona rural de Paranaíta, município localizado a aproximadamente 850 quilômetros de Cuiabá (MT).

Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi morto a tiros pelo próprio irmão, Laércio Antônio da Silva, de 60 anos, durante uma discussão em um estabelecimento comercial.

Segundo informações atribuídas à Polícia Civil de Mato Grosso, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por antigas desavenças políticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Vítima tentou evitar a discussão

Conforme o depoimento do proprietário do bar, Laércio chegou primeiro ao estabelecimento e já havia consumido aproximadamente três latas de cerveja quando Gilmar apareceu.

A vítima sentou-se em outra mesa e pediu uma bebida. Pouco depois, o suspeito começou a insultar o irmão, dando início ao desentendimento.

Testemunhas relataram que Gilmar não reagiu às provocações e decidiu se levantar para deixar o local. Entretanto, naquele momento, Laércio teria sacado um revólver que carregava na cintura e efetuado disparos contra o próprio irmão.

Gilmar foi atingido e morreu ainda no local, antes que pudesse receber socorro.

Suspeito fugiu após o crime

Após os disparos, Laércio fugiu. Horas depois, policiais militares localizaram uma caminhonete que teria sido abandonada pelo suspeito no bairro Renascer, em Alta Floresta.

De acordo com os depoimentos colhidos pelos investigadores, os irmãos já estavam sem se falar havia algum tempo, justamente por conta de divergências relacionadas aos seus posicionamentos políticos.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e confirmar a motivação do crime.

Até as informações inicialmente divulgadas, o suspeito permanecia foragido, e as forças de segurança realizavam buscas para localizá-lo.

O caso chama a atenção pela gravidade da violência ocorrida dentro da própria família, tendo uma possível divergência política como estopim para o assassinato.

Fonte: Informações atribuídas à Polícia Civil de Mato Grosso e à coluna Na Mira.



Veja a matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Lula empodera Durigan como porta-voz da política fiscal | Blogs | CNN Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado centralizar no ministro da Fazenda, Dario Durigan, o papel de porta-voz da política fiscal para o quarto mandato.

O PT (Partido dos Trabalhadores) busca frear especulações de que o governo Lula poderia endossar um “canetaço” na taxa de juros.

A ideia tem sido defendida pelo economista André Lara Resende, que tem feito críticas à atual política monetária do Banco Central e defendido que o problema fiscal está nos juros e não no gasto primário.

No domingo à noite, o presidente do partido, Edinho Silva, disparou a jornalistas a mensagem de que especulações na área econômica não colaboram com o país.

“Só faz o jogo dos especuladores, dos oportunistas do mercado, aqueles que apostam contra o governo Lula, contra o futuro do país. O único que fala em nome do governo Lula na política econômica é o Ministro Dario Durigan”, afirmou Edinho.

À CNN, Edinho negou que Lara Resende irá se encontrar com o presidente Lula nesta semana.

Antecessora de Edinho na presidência do PT, a deputada federal Gleisi Hofmann (PR) defendeu um artigo publicado pelo economista no dia 25 de setembro e afirmou que é preciso enfrentar uma “ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”.

As ideias de André Lara Resende foram mal recebidas no mercado financeiro. O endosso de Gleisi foi lido com uma sinalização de que membros da alta cúpula do partido poderiam avalizar as ideias do economista.

 



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Alta do diesel pressiona frete e eleva custos do produtor rural em MT

Uma nova análise realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que a cada 5% de aumento no preço do diesel, o custo operacional do frete rodoviário sobe aproximadamente 1,5% para o produtor rural. Em Mato Grosso, onde o transporte rodoviário tem papel fundamental no escoamento da produção agropecuária, a alta do combustível acende um alerta para os custos logísticos da safra 2026/27.

A analista de logística do Imea, Ébila Ferreira, explica que de a janeiro a outubro deste ano, o diesel acumulou alta estimada entre 15% e 20%. Considerando uma variação de 15%, o impacto calculado sobre o custo operacional do transporte chega a 4,5%. Esse aumento, porém, ainda não foi totalmente refletido nos valores praticados no mercado de fretes do estado.

“Hoje o diesel corresponde a 30% de todo o custo operacional do frete. Quando aumenta 5% o preço do combustível, isso acarreta um aumento de 1,5% no custo operacional do transporte para o produtor”, explica Ébila.

De acordo com a analista, a preocupação está nos próximos meses, quando a colheita da safra 26/27 e o escoamento da soja devem elevar a demanda por caminhões. Diante desse cenário, os transportadores poderão buscar o repasse de parte dos custos acumulados, pressionando as despesas logísticas dos produtores rurais.

A pressão do combustível já aparece nos custos dentro das propriedades. Na safra 26/27, os gastos com diesel nas operações mecanizadas da soja em Mato Grosso, que incluem semeadura, aplicações e colheita, estão estimados em R$ 198,59 por hectare, aumento de 23,8% em relação à safra anterior.

Atualmente, o diesel passou a representar 4,59% do custeio da cultura. E esse percentual já supera a média de 3,82% registrada nas últimas cinco safras e corresponde ao maior valor da série histórica considerada pelo Imea.

Além disso, o combustível responde por aproximadamente 27% do aumento do custeio da soja de uma safra para outra, evidenciando sua influência sobre a formação dos custos de produção.

“A alta do combustível também se intensificou no curto prazo. Somente entre setembro e outubro, o avanço foi de aproximadamente 6%, ampliando a pressão sobre os custos tanto da atividade agrícola quanto do transporte”, diz a analista do Imea.

Apesar do aumento dos custos operacionais estimado em 4,5%, considerando a alta de 15% do diesel, os valores médios do frete em Mato Grosso, na comparação de janeiro a outubro, permaneceram equivalentes.

Segundo o Imea, isso ocorre porque o preço do transporte também depende de outros fatores, como a sazonalidade da movimentação de grãos e as condições de mercado. A elevação do custo do combustível, portanto, não se traduz automaticamente em um reajuste imediato e proporcional no valor cobrado pelo serviço.

A expectativa é que esse cenário possa mudar com a intensificação da colheita e do escoamento da soja. Com o aumento da demanda por transporte, o mercado tende a oferecer maior margem para que os transportadores repassem parte da alta dos custos operacionais.

“Quando começar a colheita e o escoamento da soja, o valor do frete pode refletir esses aumentos do diesel que vêm acontecendo agora”, avalia a analista do Imea.

COMO TEM SIDO A SUBVENÇÃO DO DIESEL AO PRODUTOR? – A subvenção de R$ 2,12 por litro, prorrogada nesta semana, contribui para conter parte da alta do diesel, reduzindo a pressão que poderia ser ainda maior sobre os custos do setor. No entanto, o Imea destaca que a duração do benefício é um ponto de atenção para o agro, especialmente se o encerramento da subvenção coincidir com o período importante da safra.

“Essa subvenção ajuda a retardar os efeitos que podemos enfrentar posteriormente. A preocupação é saber se ela continuará no período da colheita e do escoamento da soja, quando os fretes já tendem a ser mais altos naturalmente”, afirma Ébila.

Caso o benefício não esteja vigente nesse período, uma eventual alta adicional do diesel poderá ampliar os custos operacionais dos transportadores e aumentar a pressão por reajustes no frete.

Clique aqui e receba notícias em tempo real na palma da mão

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Planalto articula redução de maioridade penal em outra proposta | Blogs | CNN Brasil


O Palácio do Planalto articula retomar a discussão sobre a maioridade penal em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) própria ou até mesmo juntar o tema às discussões de propostas que já tramitam na Câmara.

A ideia é tirar a discussão do contexto da PEC da Segurança Pública e assegurar que o Senado não faça mudanças na proposta e o texto não precise voltar para a Câmara dos Deputados. Com isso, a PEC já poderia ser promulgada pelo Congresso Nacional para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie o Ministério da Segurança Pública.

O PT contrariou uma bandeira histórica da esquerda ao apresentar uma emenda que sugeria a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A sugestão foi apresentada pelo líder da bancada no Senado, Camilo Santa (CE), com aval do Palácio do Planalto, mas sem unidade da sigla sobre o assunto. Na reta final da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a mudança em falas públicas.

O ressurgimento da pauta no Congresso Nacional veio de uma articulação da oposição no Senado para dificultar o avanço da PEC da segurança pública.

A estratégia foi bem sucedida porque adiou o plano do governo de votar a proposta antes do segundo das eleições.

O Planalto tem sido pressionado a mergulhar mais em temas da segurança pública e Lula tem indicado a auxiliares que dará prioridade à área no quarto mandato.

Lula pretende fazer do Ministério da Segurança Pública umas das principais pastas da nova gestão. Auxiliares avaliam, no entanto, que por questões de financiamento, é possível que o pleno funcionamento da pasta fique para 2027.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Santa Catarina amplia Sistema Antigranizo para prevenir danos à produção agrícola

A ocorrência de eventos climáticos e a necessidade de reduzir os impactos sobre a produção agropecuária têm ampliado a busca por ações de prevenção em Santa Catarina. Entre elas está o Sistema Antigranizo, que está em processo de ampliação no estado. A tecnologia ajuda a minimizar os danos  ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio de convênios com as prefeituras para a instalação e manutenção do sistema. Atualmente, a tecnologia está presente nas regiões de Ituporanga, Videira/Fraiburgo e São Joaquim, áreas com maior ocorrência de granizo e grande produção de frutas,  vitivinicultura e cebola. 

Até o momento, há convênios autorizados para a implantação do Sistema Antigranizo em 27 municípios, com valor total autorizado de R$ 17,6 milhões. Outros 10 municípios já manifestaram interesse na adesão ao sistema. Por meio desses convênios, há 228 geradores autorizados (em funcionamento ou em fase de implantação).

Em 2025, eram 13 os municípios contemplados por convênios. Em 2026, o número passou para 27 municípios, um aumento de 14 municípios, o que representa crescimento de 107,7%.

Municípios atendidos

Por meio dos convênios entre o Governo do Estado e as prefeituras, o Sistema Antigranizo está em operação em 17 municípios: Caçador, Calmon, Fraiburgo, Lebon Régis, Macieira, Matos Costa, Pinheiro Preto, Rio das Antas, Tangará, Timbó Grande, Videira, Arroio Trinta, Ibiam, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia e Iomerê.

O processo de implantação está em andamento em São Joaquim, Ituporanga, Petrolândia, Vidal Ramos, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Joaçaba, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco e Urubici.

“O aumento da procura pelo Sistema Antigranizo mostra que a tecnologia tem apresentado resultados nas regiões onde já está implantada. Com a ampliação da cobertura, mais áreas produtoras poderão contar com esse sistema de prevenção, ajudando a reduzir os danos das tempestades à produção agrícola e aos municípios catarinenses”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Como funciona o sistema

O Sistema Antigranizo é integrado às informações dos radares meteorológicos e utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens que estão com condições favoráveis à formação de granizo. Cada gerador possui uma área de cobertura com raio de aproximadamente 5 quilômetros. “O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.

Histórico do sistema em Santa Catarina

O Sistema Antigranizo começou a ser utilizado em Santa Catarina inicialmente voltado à proteção da cultura da maçã, a partir da mobilização da própria cadeia produtiva.

Com a ampliação da utilização do sistema e a experiência acumulada pelos produtores, a tecnologia passou a atender outras regiões e culturas. A expansão ocorreu inicialmente para áreas de produção de tomate em Caçador e, posteriormente, para outros municípios e atividades agrícolas.

Na prática

O gerente comercial de uma empresa de frutas e boxista da Ceasa-SC, Ricardo Camilo, destaca que o Sistema Antigranizo tem contribuído para reduzir os impactos das intempéries sobre a produção de frutas.

“O Sistema Antigranizo é muito importante. Quem tem essa tecnologia no pomar reconhece a importância dela para uma boa colheita. É um ganho para Santa Catarina, principalmente pelo custo-benefício. O sistema ajuda a proteger a produção, evitando que as frutas sejam machucadas e percam qualidade. Isso permite que uma fruta melhor chegue aos boxistas e ao consumidor, contribuindo também para uma melhor remuneração do produtor ao revendedor”, afirma.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.