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Raízen eleva adesão ao plano de recuperação extrajudicial para 80,15%

A Raízen, de açúcar, etanol e bioenergia, informou ao mercado que recebeu novas adesões ao seu Plano de Recuperação Extrajudicial, elevando o percentual de apoio de credores de 75,45% para 80,15% dos créditos abrangidos pela proposta.

A atualização foi divulgada em comunicado encaminhado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Segundo a companhia, o plano contempla créditos financeiros e quirografários sujeitos à recuperação extrajudicial, que somam R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos intercompany.

De acordo com a empresa, as novas manifestações de adesão foram protocoladas após a apresentação formal do plano à Justiça. A companhia afirma que o aumento do percentual de apoio reforça a adesão dos credores à proposta de reestruturação de seu endividamento financeiro.

O plano foi protocolado em 5 de junho na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A proposta prevê uma ampla reorganização das obrigações financeiras da companhia, com o objetivo de adequar sua estrutura de capital e atender às necessidades de liquidez de curto e médio prazo.

Entre as medidas apresentadas está a possibilidade de um aporte de até R$ 4 bilhões pelos acionistas. Pela proposta, a Shell deverá contribuir com R$ 3,5 bilhões, enquanto a Aguassanta Participações, veículo de investimentos ligado à família do empresário Rubens Ometto, poderá aportar até R$ 500 milhões, caso formalize adesão ao plano.

Outro ponto central da reestruturação é a conversão de 45% da dívida sujeita à recuperação extrajudicial em ações da companhia. Os 55% restantes deverão ser renegociados por meio da emissão de novos instrumentos financeiros, com prazos mais longos e condições compatíveis com a capacidade futura de geração de caixa da empresa.

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Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que ainda não há evidências suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina da dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e os três casos graves registrados após a aplicação do imunizante, incluindo dois óbitos.

A declaração foi dada durante o anúncio da suspensão temporária da estratégia de vacinação adotada pelo governo federal. A medida ocorre após o registro de 42 reações adversas severas entre aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas.

“Temos três casos graves que demandaram internação em UTI e, desses três, dois resultaram em óbito. Até este momento, com base nas investigações já realizadas pelos sistemas municipais e estaduais de vigilância, ouvindo especialistas e analisando os dados disponíveis, não há informações suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e a ocorrência desses casos graves”, afirmou o ministro.

Segundo Padilha, embora os dados atuais não permitam vincular os casos diretamente ao imunizante, os episódios são considerados um sinal de alerta para as autoridades sanitárias.

“Não existem dados suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina e esses casos. Ainda assim, trata-se de um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, acrescentou.

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Novo ministro da Saúde quer criar marca para a pasta
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Novo ministro da Saúde quer criar marca para a pasta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Alexandre Padilha, ministro da Saúde
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Dengue: Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes - imagem 3
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4 de 4Pedro Ventura/Agência Brasília

O que levou à suspensão

  • O Ministério da Saúde anunciou a interrupção temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan, enquanto são concluídas as investigações sobre os eventos adversos registrados.
  • De acordo com Padilha, os 42 casos severos identificados representam cerca de oito ocorrências para cada 100 mil doses aplicadas.
  • Apesar da baixa incidência em termos proporcionais, o governo decidiu adotar uma postura cautelar.
  • A suspensão valerá para profissionais da Atenção Primária à Saúde e para as áreas onde a vacina vinha sendo aplicada em campanhas específicas, incluindo os municípios de Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), além da região de Araguaína (TO).

Quais são os casos investigados

Entre os episódios considerados graves, está o caso de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina.

Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI), mas recebeu alta hospitalar.

Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação. O quadro acabou evoluindo para óbito.

O terceiro caso é o de um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante e evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário. O paciente também morreu.

As duas mortes seguem sob investigação das autoridades sanitárias.

Monitoramento será ampliado

A partir desta terça-feira (9/6), o Ministério da Saúde ampliará o monitoramento de possíveis eventos adversos relacionados à vacinação.

A orientação é que pessoas imunizadas há até 21 dias fiquem atentas ao surgimento de sintomas e procurem atendimento médico em caso de sinais de alerta.

Segundo Padilha, a suspensão não significa que a eficácia da vacina esteja sendo questionada. O ministro destacou que os estudos disponíveis continuam indicando proteção contra os quatro sorotipos da dengue.



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4G avança em 3 mil áreas rurais e amplia acesso a 2 milhões de pessoas

Mais de 2 milhões de brasileiros que vivem em áreas rurais passaram a contar com sinal 4G nos últimos três anos. A expansão da conectividade alcançou 2.902 localidades em todas as regiões do país, segundo dados divulgados pelo MCom (Ministério das Comunicações).

O avanço ocorre em um momento em que a conectividade é considerada uma infraestrutura cada vez mais importante para o agronegócio. Além do acesso a serviços digitais, a internet é usada para monitoramento de máquinas, rastreamento de rebanhos, gestão das propriedades, coleta de dados climáticos e adoção de tecnologias de agricultura de precisão.

O setor também vê a conectividade como uma das bases para a expansão de ferramentas de inteligência artificial no campo, que dependem da transmissão contínua de dados gerados por máquinas, sensores e equipamentos instalados nas propriedades rurais.

As áreas atendidas não contavam com banda larga móvel e passaram a ter acesso à telefonia celular e a serviços digitais.

O Nordeste lidera a expansão da cobertura desde 2023, com 956 localidades conectadas. Em seguida aparecem o Sudeste, com 749 áreas atendidas; o Sul, com 571; o Norte, com 426; e o Centro-Oeste, com 200 localidades.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a chegada do 4G às áreas rurais contribui para ampliar o acesso da população a serviços essenciais e reduzir a exclusão digital.

“Conectar as áreas rurais faz parte de um desafio ainda maior: incluir todos os brasileiros no mundo digital. Nossa meta é aproximar as pessoas dos serviços básicos essenciais, da telemedicina e da educação a distância, além de tornar o pequeno produtor mais autônomo ao permitir o acesso a bancos e plataformas governamentais diretamente pelo celular, sem precisar sair de sua propriedade”, afirmou.

Segundo o ministério, a instalação da cobertura móvel em áreas rurais exige uma série de etapas técnicas e regulatórias.

O processo inclui a definição do local de instalação, autorizações para uso de radiofrequência, licenciamento da estação, obtenção de licenças ambientais e construção da infraestrutura necessária para receber as torres de telefonia, que podem chegar a quase 32 metros de altura.

A expansão do 4G integra um conjunto de políticas públicas de telecomunicações e compromissos assumidos pelas operadoras no leilão do 5G.

As ações também envolvem o Gired (Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV), responsável por iniciativas voltadas ao uso eficiente do espectro e à ampliação da conectividade em regiões rurais e remotas.

Com as novas ativações, moradores de distritos, assentamentos e comunidades tradicionais passam a contar com internet móvel de alta velocidade diretamente nos celulares.

O acesso pode facilitar a emissão de documentos, o uso de serviços bancários, a educação a distância e atividades ligadas à economia agrícola local.

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2 milhões de pessoas participaram da Marcha para Jesus em São Paulo?


Boato – 2 milhões de pessoas participaram da Marcha para Jesus 2026 em São Paulo. 

Análise

A celebração da Marcha para Jesus, tradicional evento que reúne milhares de fiéis anualmente na capital paulista, voltou a movimentar as redes sociais no início de junho. Com a realização da edição de 2026, diversas postagens e transmissões ao vivo passaram a compartilhar registros de ruas e avenidas tomadas por caravanas de múltiplos estados, momentos de louvor e a presença de lideranças religiosas e figuras públicas de destaque no cenário político nacional.

No entanto, além das imagens de adoração e das apresentações de grandes nomes da música gospel, o que realmente chamou a atenção e gerou amplo engajamento nas plataformas digitais foi a contagem do público presente. Publicações em tom de celebração começaram a espalhar que a estimativa oficial de participantes teria alcançado a expressiva marca de 2 milhões de cidadãos reunidos em um único dia nas ruas de São Paulo, conforme você pode ler na mensagem que compartilhamos na íntegra logo abaixo:

EM SÃO PAULO MAIS DE 2 MILHÕES DE PESSOAS DECLARANDO QUE JESUS É O SENHOR! Cerca de 2 milhões de pessoas participaram da Marcha para Jesus 2026, transformando as ruas de São Paulo em um dos maiores atos públicos de fé do país. O evento reuniu caravanas de diferentes estados, momentos de oração, louvor e apresentações gospel, levando uma multidão de cristãos a declarar nas ruas que Jesus é o Senhor. Durante a caminhada, imagens aéreas mostraram avenidas completamente lotadas por pessoas adorando juntas em um clima de celebração e unidade. A programação contou com apresentações de nomes como Gabriela Rocha, Maria Marçal, Aline Barros, Anderson Freire, Thalles Roberto e Renascer Praise. A Marcha para Jesus é considerada uma das maiores manifestações cristãs do mundo e, mais uma vez, mobilizou milhões de pessoas em um dia marcado por fé, adoração e evangelismo na capital paulista.

Checagem

As mensagens viralizaram rapidamente e fizeram muita gente acreditar que a Marcha para Jesus reuniu 2 milhões de pessoas em São Paulo.  Para compreender o que de fato aconteceu em termos numéricos na mobilização religiosa na capital paulista, vamos responder às seguintes questões: 1) 2 milhões de pessoas participaram da Marcha para Jesus em São Paulo? 2) Qual foi o número real de pessoas na Marcha para Jesus em São Paulo? 3) Há outras fake news sobre eventos e o público?

2 milhões de pessoas participaram da Marcha para Jesus em São Paulo?

Não. A alegação de que o evento arrastou uma multidão de 2 milhões de cidadãos para as vias públicas não encontra respaldo em métodos científicos de contagem. Embora essa imensa estatística costume circular em discursos dos próprios organizadores e de participantes entusiasmados — e, em alguns momentos históricos, tenha sido reproduzida de forma acrítica por veículos de comunicação tradicionais —, ela  costuma pecar pelo excesso.

Qual foi o número real de pessoas na Marcha para Jesus em São Paulo?

De acordo com o levantamento detalhado feito por pesquisadores do Monitor do Debate Político no Meio Digital, uma iniciativa científica da Universidade de São Paulo (USP), o pico de concentração do evento registrou um cenário bem diferente. Uma reportagem publicada pelo G1 apontou que o público estimado ficou entre 29,8 mil e 37,8 mil pessoas no momento de maior adensamento.

Os especialistas utilizam fotos de alta resolução tiradas em intervalos regulares e aplicam algoritmos de inteligência artificial para demarcar os quadrantes e calcular a densidade humana real. O número máximo simultâneo, capturado por volta das 15h, ficou na casa de 33,8 mil presentes. O montante total que circulou ao longo do dia pode até ser ligeiramente maior pelo fluxo de rotatividade, mas passa muito longe da marca de milhões sugerida nas correntes de redes sociais.

Há outras fake news sobre eventos e o público?

A prática de superestimar públicos em grandes manifestações, sejam elas de caráter religioso ou político, é um fenômeno recorrente e amplamente documentado no ecossistema de desinformação. O Boatos.org, por exemplo, já desmentiu casos emblemáticos dessa natureza. Um deles envolveu a alegação de que a imprensa russa teria divulgado que o Brasil reuniu 23 milhões de manifestantes em atos políticos, o que era um completo absurdo matemático.

Esse comportamento ultrapassa as fronteiras nacionais. Em outra oportunidade, circulou o boato de que uma manifestação em Londres teria juntado 1 milhão de pessoas em homenagem a uma figura internacional, inflacionando severamente os dados reais. No cenário doméstico recente, também foi esclarecido o contexto de um vídeo que mostrava a Avenida Paulista lotada, onde imagens antigas ou de ângulos fechados foram usadas para distorcer o real volume de participantes de um protesto.

Conclusão

É falso que a Marcha para Jesus 2026 tenha reunido 2 milhões de pessoas em São Paulo. Embora o evento tenha mobilizado milhares de participantes e mantido sua relevância entre os maiores encontros evangélicos do país, estimativas independentes apontam um público muito menor, entre 29,8 mil e 37,8 mil pessoas. O número de 2 milhões viralizou nas redes sociais, mas não é sustentado por levantamentos técnicos especializados.

Fake news ❌

Ps: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo e-mail boatos.org@gmail.com e WhatsApp (link aqui: https://wa.me/556192755610)



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UE realiza auditoria e Brasil espera retomar exportações de pescados

O governo brasileiro espera que a auditoria técnica da União Europeia, em andamento até 18 de junho, possa abrir caminho para a retomada das exportações de pescados brasileiros ao bloco europeu, suspensas desde 2018. A expectativa foi manifestada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, em entrevista exclusiva ao CNN Agro News.

“Nesse momento estamos recebendo a missão europeia, a auditoria totalmente técnica que deve acontecer até o dia 18 de junho. E, então, a gente espera que, com o resultado dessa missão, a gente possa trazer boas novas de que a União Europeia abrirá o mercado, mais uma vez, para o mercado brasileiro”, disse.

Segundo o ministro, a Europa é um mercado estratégico para o setor pesqueiro brasileiro. Ele afirmou que o país produz pescado de qualidade, com valor nutricional e em conformidade com exigências ambientais.

Araújo também defendeu a diversificação dos destinos das exportações brasileiras. Segundo ele, a ampliação do acesso a novos mercados é uma estratégia para reduzir a dependência de parceiros comerciais específicos.

Ao comentar medidasamericanas, o ministro afirmou que o episódio reforça a necessidade de o Brasil buscar alternativas comerciais. “O tarifaço americano nos prova que o Brasil é um país soberano e não deve ficar refém de país nenhum”, disse.

Ainda segundo o ministro, o governo tem trabalhado na abertura de mercados e na prospecção de novos destinos para os produtos brasileiros. A expectativa do setor é que o resultado da auditoria europeia possa contribuir para uma eventual retomada das exportações de pescados ao bloco.

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https://www.youtube.com/watch?v=Ej3nsUDQXDI



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Moratória da soja: após falta de consenso, processos voltam aos relatores

Após uma série de reuniões no Nusol (Nucleo de Solução Consensual de Conflitos) do STF (Supremo Tribunal Federal) em busca de um acordo sobre os processos referentes à Moratória da Soja, os processos retornaram aos gabinetes dos ministros relatores. 

Segundo o STF, as reuniões foram marcadas por um “amplo diálogo entre as partes” e pela construção de um “ambiente propício à construção de solução consensual”. Apesar do avanço nas negociações, um recuo das autoridades envolvidas ao longo das tratativas inviabilizou a celebração de um acordo, de acordo com o Nusol. 

Assim, o supervisor do Núcleo, o magistrado auxiliar do Gabinete da Presidência Álvaro Ricardo, encaminhou os processos de volta para o gabinete dos relatores. 

Ao todo, o impasse da moratória da soja é pautado em duas ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) principais:

  • ADI 7774: De relatoria do Ministro Flávio Dino, referente à lei do Estado de Mato Grosso, que proíbe a concessão de benefícios fiscais e de terrenos públicos a empresas que aderiram a acordos comerciais para a limitação da expansão agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica. 
  • ADI 7775: De relatoria do Ministro Dias Toffoli, o processo é referente a uma lei semelhante, mas de Rondônia.

O STF ainda tem em pauta mais processos secundários referentes a esses impasses:  ADI 7863 (de autoria do Ministro Luiz Fux, referente à legislação de Tocantins) e ADI 7823 (sem autoria, e referente à legislação do Maranhão).

Estiveram presentes nas reuniões em maio representantes da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), e dos partidos PCdoB, Psol, PV e Rede. 

Também participaram de reuniões no Nusol os procuradores de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.

Com a decisão do Nusol, os Ministros devem encaminhar os processos para votação em plenário. Como a pauta de junho já foi fechada, a expectativa é que as ADIs sejam julgadas a partir de julho.

O que é a moratória? 

A Moratória da Soja é um acordo firmado em 2006 entre tradings, indústria e organizações da sociedade civil para impedir a compra de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008.

As ações em análise no Supremo discutem a legalidade de leis estaduais que tentam limitar os efeitos da moratória.

De um lado, representantes do setor produtivo afirmam que o acordo cria restrições além das previstas no Código Florestal. Do outro, organizações ambientais defendem que a iniciativa ajudou a reduzir o desmatamento na Amazônia. 

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PT lança carta aos evangélicos com crítica ao uso da fé na política


O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta direcionada aos evangélicos brasileiros na qual critica o uso da fé “para fins políticos e econômicos”. O documento foi assinado pelo IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, ocorrido em Brasília, nesta segunda-feira (8/6), e reúne posicionamentos sobre temas religiosos, sociais e políticos.

A carta afirma que os evangélicos têm diferentes visões políticas e que cada fiel deve ter liberdade para formar suas próprias opiniões dentro das igrejas. O texto também critica o uso da religião para influenciar disputas políticas e condena o que considera uma exploração da fé para obter vantagens financeiras.

Outro tema abordado é a disseminação de fake news e discursos de ódio. Segundo a carta, a desinformação e a manipulação da fé representam desafios para a convivência democrática e para a qualidade do debate público.

“Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos. O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum”, diz trecho da carta

Relação do PT com evangélicos

Ao tratar da relação entre o PT e o segmento evangélico, o texto afirma que os governos petistas adotaram uma postura de respeito à liberdade religiosa.

O documento cita medidas implementadas durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o reconhecimento da música gospel “como cultura e patrimônio nacional” e a criação de datas comemorativas voltadas ao público evangélico.

A carta também menciona as eleições de 2026. Os participantes defendem a presença dos evangélicos nos debates sobre os rumos do país e manifestam apoio à continuidade do projeto político liderado por Lula. Ao mesmo tempo, ressaltam que esse posicionamento não deve ser confundido com o uso eleitoral da religião.

A divulgação da carta ocorre em meio à tentativa do partido de ampliar sua interlocução com os evangélicos. A relação entre o presidente Lula e parte desse eleitorado tem sido marcada por resistências e disputas de narrativas ao longo dos últimos anos.



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Deriva de herbicidas já provocou mais de 400 ocorrências em vinhedos do RS

A deriva de herbicidas hormonais já provocou mais de 400 ocorrências registradas em vinhedos do Rio Grande do Sul desde 2018 e passou a ser considerada um fator permanente de risco para a expansão da vitivinicultura em diferentes regiões do estado.

O levantamento realizado pela Fundação Empresa-Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Feeng), a partir de dados oficiais da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), identificou que aproximadamente 700 hectares de vinhedos foram diretamente afetados no período analisado.

Nas regiões mais impactadas, o universo de áreas expostas ao problema supera 4 mil hectares distribuídos em cerca de 45 municípios gaúchos. Os dados apontam perdas de produtividade entre 20% e 55% nas áreas atingidas. Em algumas situações, os prejuízos podem ultrapassar 80% da produção.

A maior parte dos registros está concentrada em regiões onde a vitivinicultura divide território com sistemas agrícolas extensivos que utilizam herbicidas hormonais para o controle de plantas daninhas. Entre os princípios ativos mais utilizados estão o 2,4-D, dicamba, picloram e fluroxipir.

No entanto, os efeitos vão além da redução imediata da safra. O estudo aponta que a deriva pode provocar abortamento floral, menor pegamento dos frutos, deformações vegetativas e enfraquecimento das videiras. Em situações mais severas, os produtores precisam investir na recuperação ou até mesmo na renovação completa dos vinhedos.

A pesquisa identificou ocorrências em praticamente todas as regiões produtoras de vinho do estado, incluindo Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Região Central, Campos de Cima da Serra, Planalto, Missões e, de forma mais pontual, a Serra Gaúcha.
Segundo a professora doutora Shana Sabbado Flores, uma das coordenadoras do trabalho, o fenômeno deixou de ser percebido como um episódio isolado pelos produtores.

“Os resultados indicam que a deriva deixou de ser percebida pelos produtores como um evento pontual e passou a ser considerada um fator permanente de risco. Isso tem reflexos diretos sobre investimentos, expansão da atividade e perspectivas de desenvolvimento da vitivinicultura em diferentes regiões do Rio Grande do Sul”, comentou.

Para os pesquisadores, a sustentabilidade da agricultura gaúcha depende da convivência entre diferentes sistemas produtivos. O desafio, segundo o estudo, está em desenvolver mecanismos que permitam o avanço simultâneo das diversas cadeias agrícolas sem comprometer a competitividade da vitivinicultura.

Os resultados completos da pesquisa serão apresentados no próximo dia 17 de junho, em Dom Pedrito, durante evento promovido pelo Consevitis-RS.

Opções sustentáveis dentro dos vinhedos

A preocupação crescente com o tema tem levado parte do setor a rever práticas agrícolas e buscar alternativas para reduzir a dependência de insumos químicos, além do impacto da deriva de propriedades vizinhas.

Na campanha Gaúcha, a vinícola Salton tem intensificado a substituição gradual de herbicidas por plantas de cobertura nos vinhedos próprios localizados em Santana do Livramento. Desde 2021, o sistema utiliza gramíneas de inverno, como o azevém, para controlar plantas espontâneas, reduzir a erosão e contribuir para a conservação do solo.

Neste ano, a empresa entrou no Escopo 3, metodologia que contabiliza impactos ambientais gerados ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a compra de insumos até a entrega do produto ao consumidor final. A iniciativa coloca a vinícola entre as pioneiras do setor vitivinícola brasileiro na adoção desse tipo de inventário.

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Mortes suspeitas após vacina da dengue são de profissionais da Saúde


Os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan – entre eles, duas mortes – ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde, segundo o Ministério da Saúde. O órgão anunciou, nesta segunda-feira (8/6), a suspensão temporária e preventiva da vacinação com o imunizante.

De acordo com o ministério, cerca de 500 mil doses da vacina foram aplicadas em todo o país. Nesse período, foram notificados 42 casos de reações adversas graves, que podem estar associados ao imunizante do Butantan.

Entre a ocorrências, estão três casos graves. O primeiro envolve uma mulher, de 39 anos, que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina. Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A paciente já recebeu alta hospitalar.

Duas mortes suspeitas

O segundo caso, um óbito, foi o de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação.

O terceiro caso, também de morte, ocorreu com um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante. O paciente evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário e veio a óbito.

Vacina do Butantan

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e também a primeira do mundo com esquema de dose única. A estratégia de vacinação teve início neste ano, com prioridade para profissionais da área da saúde.

A suspensão, adotada enquanto as autoridades sanitárias investigam a possível relação entre os eventos e a aplicação da vacina, passará a valer a partir desta terça-feira (9/6).

Como medida de precaução, o Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para acompanhamento.

A recomendação tem como objetivo monitorar possíveis efeitos adversos e garantir atendimento médico adequado caso surjam sintomas após a imunização.

Devem ser observados:

  • Febre;
  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Tontura;
  • Sangramentos;
  • Sonolência intensa;
  • Irritabilidade;
  • Sinais de desidratação;
  • Piora do estado geral.

A vacina estava sendo aplicada em campanhas de imunização em massa, em estados como Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, nas seguintes cidades: Nova Lima (MG), em Maranguape (CE), em Botucatu (SP) e na região de Araguaína (TO).

Os casos graves, no entanto, segundo o Ministério da Saúde, não foram registrados nesses locais.



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