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Mulher é encontrada morta com os pés amarrados, carbonizada e nua em mata no DF


O corpo de uma mulher foi encontrado na madrugada desta quinta-feira, 10, em uma chácara abandonada nu, com os pés amarrados, com o rosto machucado e carbonizado em Sobradinho, no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, uma testemunha viu um suspeito, também ainda não identificado, arrastando o corpo. Ela foi ouvida na 35ª DP e disse que ao tentar se aproximar, o autor, que parecia uma pessoa em situação de rua, tentou avançar em sua direção e depois fugiu do local.

De acordo com o registro da ocorrência, o crime ocorreu entre 0h50 e 1h. A Polícia Militar foi acionada por volta de 1h e isolou a área para a realização da perícia.

“Equipes da 35ª DP estão diligenciando neste momento para identificar e prender o homem”, diz a Polícia Civil.



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SP amanhece com chuva e frio; temperatura durante o dia varia entre 17ºC e 23ºC


A capital paulista amanheceu chuvosa novamente nesta quinta-feira (10), com alerta para tempestades ao longo do dia. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE) informou que, em menos de dez dias de setembro, já foram acumulados 90 milímetros de chuva, número 36,4% acima da média do mês, que é de 66 milímetros.

Segundo o órgão municipal, a propagação de áreas de baixa pressão pelo continente e o deslocamento de uma nova frente fria mantêm o tempo instável nos próximos dias. Nesta quinta-feira, o dia será de muitas nuvens e chuva, principalmente entre a tarde e a noite, com potencial para formação de alagamentos. A temperatura deve variar de 17ºC a 23ºC.

Todo o Estado de São Paulo, incluindo a capital, está sob alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestades do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre 0h01 e 23h59 desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 20 e 30 mm/h ou de até 50 mm/dia, ventos intensos, de 40 a 60 km/h, e queda de granizo.

A região metropolitana, o litoral sul e o Vale do Paraíba também estão na área afetada por um alerta laranja, de perigo, para acumulado de chuva. O aviso começou às 15h30 de quarta-feira, 9, e dura até às 10h desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia, alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

Para a região de Itapetininga, Presidente Prudente, Assis, Macro Metropolitana e litoral sul, também há alerta laranja, de perigo, para tempestades, entre 0h01 e 23h59 desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia, ventos intensos, de 60 a 100 km/h, e queda de granizo.



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Governo oficializa relatório socioambiental para exportações do agro

O governo federal publicou uma norma que oficializa o Relatório de Análise Socioambiental para Operações de Exportação, emitido pela plataforma AgroBrasil + Sustentável, como instrumento da política nacional de comércio exterior.

A medida consta da Resolução CEC nº 17, do Camex (Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior), publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (9).

Segundo o texto, o relatório constitui um instrumento para a análise de requisitos socioambientais em operações de exportação de produtos agropecuários brasileiros.

A resolução estabelece que o documento oficial emitido pela plataforma AgroBrasil + Sustentável poderá ser utilizado nesse tipo de avaliação no âmbito da política nacional de comércio exterior.

O texto, porém, não determina que o relatório seja a única fonte para essa análise.

A resolução afirma que outras bases de dados oficiais também poderão ser utilizadas para a avaliação dos requisitos socioambientais.

A medida não cria, no texto, novas exigências socioambientais para os exportadores nem estabelece novos critérios de sustentabilidade para os produtos agropecuários.

Os relatórios devem ser emitidos pelos próprios produtores.

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DSM-Firmenich prepara venda da área de saúde e nutrição animal à CVC

A dsm-firmenich fechou acordo para vender sua divisão negócios de Nutrição e Saúde Animal para a gestora de investimentos CVC Capital Partners em uma operação que pode alcançar 2,2 bilhões de euros. Do total, até 500 milhões de euros correspondem a um pagamento adicional condicionado ao cumprimento de determinadas metas. A transação faz parte da estratégia da companhia de concentrar investimentos em negócios considerados prioritários.

“A dsm-Firmenich tomou uma decisão onde o negócio de Nutrição e Saúde Animal estaria sendo vendido, que é o que aconteceu, só que o processo ainda não foi finalizado”, afirmou Magalhães durante encontro com a imprensa.

De acordo com o executivo, a CVC deve assumir o controle da operação no fim deste ano ou no início de 2027. A mudança de controle, porém, não deve representar uma ruptura na estrutura do negócio. Segundo Magalhães, a área de tecnologia, ciência, desenvolvimento e conhecimento técnico será mantida.

“A empresa continua sendo a mesma, porque toda a área de Nutrição e Saúde Animal foi comprada. Então toda parte de tecnologia, ciência, toda parte de desenvolvimento, o conhecimento técnico de pessoas que vão hoje apresentar para vocês continua dentro da empresa”, disse.

Na avaliação do executivo, a entrada da CVC pode dar mais agilidade à operação e aproximar a companhia dos clientes. O objetivo é ampliar a atuação da área no Brasil, na América Latina e no mercado global.

“A CVC vem com uma cultura muito forte de estar muito próximo ao cliente e isso com certeza ajuda muito e vai contribuir para o desenvolvimento do nosso negócio”, afirmou.

A mudança acontece em um momento de desafios para a cadeia global de proteína animal, marcada por incertezas econômicas, climáticas e geopolíticas. Para a dsm-firmenich, esses fatores aumentam a necessidade de eficiência e produtividade na produção de carne, leite, ovos e pescado.

Durante o evento, Magalhães destacou que a companhia pretende manter o foco em soluções voltadas à produtividade animal, com destaque para o controle de micotoxinas, contaminantes produzidos por fungos que podem comprometer o desempenho dos animais e a eficiência da produção.

O executivo também relacionou o tema às mudanças climáticas, que podem afetar a qualidade dos grãos utilizados na alimentação animal. Para ele, a antecipação de riscos e o uso de dados de precisão serão cada vez mais importantes para reduzir perdas e melhorar a eficiência produtiva.

A venda da divisão, portanto, ocorre sem a intenção de abandonar a atuação em nutrição animal. A estratégia apresentada pela empresa é manter a estrutura técnica e científica da operação e, sob o novo controlador, buscar maior agilidade comercial e proximidade com os clientes.

Magalhães afirmou ainda que a demanda global por proteína animal deve continuar crescendo com o aumento da população e da renda em diferentes mercados. Nesse cenário, segundo ele, produtividade e eficiência serão fundamentais para atender ao consumo sem ampliar proporcionalmente a pressão sobre os recursos naturais.

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Ex-marido mata médica, passa horas no local e coloca bebê de 8 meses para dormir


João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, que matou a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá, no Paraná, passou horas com o corpo da companheira no apartamento enquanto tentava colocar o filho, um bebê de 8 meses, para dormir no local.

Segundo o boletim de ocorrência, o irmão da vítima recebeu uma ligação da mãe de Romeiro afirmando que o filho havia chegado em casa ensanguentado. Após o aviso, ele foi até o apartamento da irmã, ouviu o sobrinho chorando sem parar e arrombou a porta que estava trancada. Ao Estadão, a defesa disse que ainda analisa o caso e irá se manifestar depois.

No local, ele encontrou a irmã caída com ferimentos de faca. A morte foi constatada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A perícia encontrou três facas ao lado do corpo.

Após o crime, Romeiro ligou para uma prima afirmando que “havia feito uma besteira” e “matado a ex-companheira enforcada no apartamento”. O boletim de ocorrência informa que a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao atendimento médico do agressor, que apresentava ferimentos graves no pescoço e no tórax. No local, testemunhas relataram que ele havia confessado o crime.

“Briguei com Gassi e matei ela”, contou Romeiro às primas. Segundo o depoimento do policial que atendeu a ocorrência, os familiares se desesperaram e perguntaram pelo bebê. Romeiro então contou que havia feito o filho dormir e deixado no apartamento com o corpo.

O Ministério Público do Paraná pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva alegando que a “gravidade concreta do crime transborda os limites da barbárie ordinária”.

“De acordo com o apurado restou preliminarmente identificado que o autuado, por não aceitar o término do relacionamento com sua ex-companheira invadiu o apartamento desta e a executou covardemente”, disse o MP em parecer. “Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva”, acrescentou.

O Tribunal de Justiça do Paraná acatou o pedido e convertei a prisão e Romeiro.

Atingida ao menos dez vezes

O apartamento onde a médica foi encontrada morta apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.

Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo (6) ele classificou o local como “um cenário de terror” e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá.

‘Médica maravilhosa’

Em nota de pesar, a prefeitura afirmou que ela dedicou seu conhecimento, a experiência e o compromisso profissional ao cuidado com a população.

Nos comentários, pessoas que tiveram contato com Gassi durante sua atuação profissional demonstraram solidariedade e prestaram homenagens. “Doutora sempre atenciosa”, escreveu uma pessoa. “Uma médica e pessoa maravilhosa”, comentou outra.



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El Niño reduz farelo de peixe do Peru e pressiona custos da aquicultura

A confirmação do El Niño até o início de 2027 pode reduzir a oferta de farelo e óleo de peixe e aumentar a pressão sobre os custos da aquicultura. O alerta foi feito por Adolfo Fontes, especialista global de inteligência de mercado da dsm-firmenich, durante encontro com a imprensa.

O principal ponto de atenção está na pesca da anchoveta no Peru e no Chile, países que concentram uma parcela relevante da produção mundial de óleo e farelo de peixe. Segundo o especialista, apenas o Peru responde por cerca de 20% da produção global desses dois produtos.

O especialista afirmou que a produção de farelo de peixe no país apresentou uma queda inicial de 20% durante o atual episódio de El Niño. A redução, segundo ele, pode chegar a 50%, dependendo da evolução das condições climáticas nos próximos meses.

“Eu posso dizer aqui um deles, destacar a questão […] da pesca da anchoveta, principalmente ali no Peru e no Chile. Só o Peru corresponde aí a 20% da produção global de farelo e de óleo de peixe”, afirmou.

O executivo lembrou que o último El Niño de maior intensidade, em 2023, provocou uma queda de aproximadamente 50% no farelo produzido pelo Peru. A preocupação agora é que o novo episódio climático tenha efeitos semelhantes sobre a disponibilidade do ingrediente.

“Quando a gente olha, no caso do farelo do Peru, caindo 50% no último El Niño, que foi em 2023, e agora a gente vivendo um outro El Niño em 2026, aí com uma queda já inicial de 20%, podendo chegar também nesses 50%, dependendo do desenvolvimento do clima nos próximos meses”, disse.

O risco é especialmente relevante para a aquicultura, setor que utiliza farelo e óleo de peixe na alimentação dos animais. Com menor disponibilidade da matéria-prima, a cadeia pode enfrentar aumento de custos e maior necessidade de buscar alternativas para a formulação das rações.

A perspectiva é agravada pela possibilidade de continuidade do fenômeno climático. Segundo a análise apresentada pela DSM-Firmenich, a probabilidade de ocorrência de El Niño permanece elevada nos próximos trimestres, com possibilidade de o fenômeno continuar até o começo de 2027.

Para Fontes, as temperaturas mais altas dificultam a pesca da anchoveta e afetam diretamente a disponibilidade de matéria-prima para a produção de farelo e óleo de peixe.

“Ele traz, por um lado, as questões de temperatura mais alta que dificultam a pesca desse peixe para se transformar em farelo e óleo de peixe, o que impacta a aquacultura”, explicou.

O cenário do farelo de peixe faz parte de um quadro mais amplo de pressão sobre os custos da cadeia de proteína animal. A DSM-Firmenich também chama atenção para os efeitos do clima sobre a produção de grãos, que representam aproximadamente dois terços dos custos de produção de proteína animal, segundo a apresentação.

O especialista afirmou que algumas regiões do Brasil têm registrado condições mais secas, o que pode atrasar o plantio da soja e, posteriormente, afetar o calendário da segunda safra de milho.

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Heringer ganha prazo até 2027 para regularizar ações em circulação na B3

A Fertilizantes Heringer terá até o fim de 2027 para adequar o percentual de ações em circulação no mercado, o chamado free float, às regras do Novo Mercado da B3. A companhia informou nesta terça-feira (9) que recebeu comunicação da bolsa autorizando uma nova extensão do prazo, que anteriormente terminava em 31 de dezembro de 2026.

A decisão foi tomada pela Diretoria Executiva da B3 de forma automática e extraordinária, considerando o prazo para o enquadramento da companhia e o cenário macroeconômico. Com a extensão, a Heringer passa a ter mais 12 meses para atingir o percentual mínimo de ações em circulação previsto no artigo 10 do Regulamento do Novo Mercado.

O free float corresponde à parcela das ações de uma companhia que está efetivamente disponível para negociação no mercado, excluindo, entre outros casos, papéis detidos por controladores. A exigência busca assegurar uma quantidade mínima de ações em circulação e, consequentemente, maior liquidez dos papéis negociados na bolsa.

No caso da Heringer, a questão está relacionada à forte concentração acionária. Em 30 de junho de 2026, aproximadamente 10,02% das ações da companhia permaneciam em circulação no mercado. A empresa possui 53,86 milhões de ações ordinárias.

A estrutura acionária mudou de forma relevante nos últimos anos após a entrada da EuroChem no controle da companhia. Em junho de 2023, a empresa realizou um leilão de oferta pública para aquisição de ações ordinárias adicionais e passou a deter, direta e indiretamente, aproximadamente 79,98% do capital social da Heringer.

A companhia está listada no Novo Mercado da B3 e tem as ações ordinárias negociadas sob o código FHER3. A própria B3 mantém a Heringer entre as empresas listadas no segmento de mais alto nível de governança da bolsa.

Situação operacional

A extensão do prazo ocorre enquanto a Heringer ainda enfrenta um processo de recuperação operacional e financeira. No segundo trimestre de 2026, a companhia entregou 103 mil toneladas de fertilizantes, queda de 62,4% em relação às 274 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, foram 305 mil toneladas, redução de 51,5% na comparação anual. Segundo a empresa, a queda esteve principalmente relacionada à diminuição do número de plantas ativas operadas pela companhia.

A receita líquida também caiu 54,8% no segundo trimestre, para R$ 316,5 milhões. No primeiro semestre, a receita somou R$ 841,8 milhões, recuo de 47,6% em relação aos seis primeiros meses de 2025.

Apesar da redução do faturamento, o resultado bruto do segundo trimestre ficou positivo em R$ 16,7 milhões, revertendo o prejuízo bruto de R$ 19,2 milhões registrado um ano antes. O Ebitda, embora ainda negativo, melhorou de uma perda de R$ 76,3 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 3,4 milhões no mesmo período de 2026.

O resultado líquido, porém, permaneceu negativo. A Heringer registrou prejuízo de R$ 37,3 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 28,9 milhões um ano antes. No primeiro semestre, o prejuízo líquido foi de R$ 22,6 milhões, contra lucro de R$ 30,7 milhões no mesmo período de 2025.

A companhia encerrou o primeiro semestre com R$ 89,7 milhões em disponibilidades. As demonstrações financeiras também mostram patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 1,34 bilhão em 30 de junho de 2026.

A Heringer afirmou que continuará informando os acionistas e o mercado sobre eventuais desdobramentos relacionados ao free float. Com a decisão da B3, o novo prazo para regularização passa a ser 31 de dezembro de 2027.

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Mendonça revoga prisão de filho do ‘Careca do INSS’ e impõe medidas cautelares


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O magistrado determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a imposição de outras medidas cautelares.

Mendonça também proibiu o filho do lobista de ter contato com investigados e testemunhas relacionadas à Operação Sem Desconto. A investigação apura o suposto esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em despacho, Mendonça ponderou que a decisão não “significa afirmar o desaparecimento” dos indícios de participação no suposto esquema. O ministro disse que, no atual estágio da investigação, os “riscos subsistentes” podem ser “neutralizados” por medidas cautelares mais brandas.

“No caso do Romeu, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida”, afirmou Mendonça.

Na terça-feira (8), o ministro determinou a soltura do ex-contador da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior e do ex-procurador do INSS Virgílio Antônio de Oliveira Filho. Ambos passaram a utilizar tornozeleira eletrônica.



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Milho recua pelo quinto dia seguido e fecha a US$ 5,27 em Chicago

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 1,08%, cotado a US$ 5,27 por bushel. Foi o quinto dia consecutivo de perdas para o cereal, em um movimento pressionado pelo avanço da nova safra nos Estados Unidos e pela atuação dos fundos de investimento.

Segundo a Granar, o início da colheita da safra 2026/27 nos Estados Unidos aumenta a pressão sobre os preços. Os produtores americanos também intensificam as vendas para abrir espaço para a nova produção, aproveitando um período de cotações ainda elevadas, próximas das maiores dos últimos 19 meses.

As perspectivas para a produção americana também pesaram sobre o mercado. A StoneX reduziu sua estimativa para a produtividade média do milho nos Estados Unidos de 115,99 para 114,80 quintais por hectare. Apesar disso, a consultoria elevou a projeção de produção de 410,48 milhões para 411,67 milhões de toneladas, considerando uma área colhível maior.

A estimativa da StoneX está acima da projeção divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em agosto, de 406,75 milhões de toneladas, com produtividade de 113,42 quintais por hectare.

O cenário contrasta com a projeção da ProFarmer, que estima uma produção de 389,75 milhões de toneladas e produtividade de 108,71 quintais por hectare. A divergência entre as consultorias aumenta a expectativa do mercado para os números que serão apresentados pelo USDA no relatório mensal desta sexta-feira.

Soja

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 0,51%, cotado a US$ 13,09 por bushel. A pressão sobre os preços veio da atuação dos fundos e do avanço da colheita da nova safra nos Estados Unidos.

Segundo a Granar, o início dos trabalhos de campo no Sul dos EUA aumenta a percepção de oferta e passa a exercer pressão sobre as cotações. O mercado também ajusta posições antes da divulgação, na sexta-feira, dos relatórios de produção e de oferta e demanda do USDA.

De acordo com a Agrinvest, o USDA confirmou vendas de 340 mil toneladas de soja para a China e de outras 100 mil toneladas para destinos desconhecidos. Os negócios reforçam a expectativa de que as compras chinesas possam se aproximar de 12 milhões de toneladas antes da visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos.

As estimativas privadas para a produtividade da safra americana seguem divergentes. Uma consultoria projeta rendimento de 53 bushels por acre para a soja, acima da referência do USDA, enquanto outra trabalha com 52,6 bushels por acre, abaixo da projeção oficial. A diferença mostra a cautela do mercado em relação aos números que serão apresentados pelo governo americano e ao desempenho efetivo das lavouras.

Antes do relatório, a StoneX manteve a estimativa de produtividade média da soja dos EUA em 35,64 quintais por hectare. Com uma área plantada maior esperada na colheita, porém, a consultoria elevou a projeção de produção de 121,66 milhões para 123,75 milhões de toneladas.

O novo número da StoneX supera a estimativa de 122,99 milhões de toneladas do USDA em agosto, mas fica abaixo da projeção da ProFarmer, de 124,43 milhões de toneladas.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 2,44%, cotado a US$ 7,28 por bushel. O movimento foi influenciado pela liquidação de posições por fundos de investimento diante da possibilidade de retomada das negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

Segundo a Granar, a pressão sobre as cotações aumentou após o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmar que as negociações de paz com a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, devem ser retomadas em breve. Apesar da declaração, ainda não há uma data definida nem uma agenda para os encontros.

O mercado acompanha os possíveis impactos de um eventual acordo sobre o fluxo de grãos pelo Mar Negro. Atualmente, as exportações marítimas da região enfrentam fortes restrições, afetando tanto a Rússia quanto a Ucrânia, dois dos principais fornecedores de trigo do mercado global.

Ao mesmo tempo, as dificuldades de comercialização e as incertezas sobre a rentabilidade dos produtores já começam a afetar as perspectivas para a próxima safra. A expectativa é de redução da área destinada ao trigo de inverno na região para a safra 2027/28.

Na Rússia, por exemplo, a área plantada com trigo de inverno estava 41% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado no fim de agosto. O dado reforça a preocupação com o potencial de oferta futura, mesmo diante da pressão de baixa observada atualmente nos contratos.

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Preço do açúcar sobe 1,66% com alta do petróleo e menor oferta

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou o pregão desta quarta-feira (09) com alta de 1,66%, cotado a 18,40 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a valorização acompanhou a alta de 3% do petróleo bruto, que atingiu o maior nível em três meses e duas semanas. O avanço do petróleo favorece os preços do etanol e pode estimular usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado.

As cotações também receberam suporte das perspectivas para a produção da Tailândia. A Thai Sugar Millers Corp. projetou que a produção do país na safra 2026/27 pode recuar 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,64%, cotado a US$ 5.951 por tonelada.

Segundo o Barchart, a valorização ocorreu após o órgão regulador da indústria cacaueira de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27.

A proposta favoreceu um movimento de cobertura de posições vendidas nos contratos futuros. A expectativa é de que uma remuneração maior possa levar produtores ganeses a buscar preços mais elevados para a comercialização do cacau, dando suporte às cotações no mercado futuro.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,26%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a pressão sobre os preços veio após o arábica atingir, na terça-feira, a menor cotação em dois meses, em meio ao avanço das exportações brasileiras. A Secex (Secretário de Comércio Exterior) apontaram que os embarques de café do Brasil em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, para 206.618 toneladas, o maior volume em oito meses.

Além disso, os estoques de café arábica monitorados pela ICE recuaram para 218.838 sacas na terça-feira, o menor nível em 27 anos.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão em queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso. A pressão sobre os preços ocorre em meio ao avanço da colheita e à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

Segundo os dados semanais de progresso das safras divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 40% da área de algodão já havia apresentado abertura dos capulhos até domingo. A colheita alcançava 7% da área plantada.

“A parcela classificada como boa ou excelente caiu para 34%, cinco pontos percentuais abaixo do registrado na semana anterior”, informou o departamento.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 2,82%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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