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Mortes suspeitas após vacina da dengue são de profissionais da Saúde


Os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan – entre eles, duas mortes – ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde, segundo o Ministério da Saúde. O órgão anunciou, nesta segunda-feira (8/6), a suspensão temporária e preventiva da vacinação com o imunizante.

De acordo com o ministério, cerca de 500 mil doses da vacina foram aplicadas em todo o país. Nesse período, foram notificados 42 casos de reações adversas graves, que podem estar associados ao imunizante do Butantan.

Entre a ocorrências, estão três casos graves. O primeiro envolve uma mulher, de 39 anos, que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina. Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A paciente já recebeu alta hospitalar.

Duas mortes suspeitas

O segundo caso, um óbito, foi o de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação.

O terceiro caso, também de morte, ocorreu com um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante. O paciente evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário e veio a óbito.

Vacina do Butantan

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e também a primeira do mundo com esquema de dose única. A estratégia de vacinação teve início neste ano, com prioridade para profissionais da área da saúde.

A suspensão, adotada enquanto as autoridades sanitárias investigam a possível relação entre os eventos e a aplicação da vacina, passará a valer a partir desta terça-feira (9/6).

Como medida de precaução, o Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para acompanhamento.

A recomendação tem como objetivo monitorar possíveis efeitos adversos e garantir atendimento médico adequado caso surjam sintomas após a imunização.

Devem ser observados:

  • Febre;
  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Tontura;
  • Sangramentos;
  • Sonolência intensa;
  • Irritabilidade;
  • Sinais de desidratação;
  • Piora do estado geral.

A vacina estava sendo aplicada em campanhas de imunização em massa, em estados como Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, nas seguintes cidades: Nova Lima (MG), em Maranguape (CE), em Botucatu (SP) e na região de Araguaína (TO).

Os casos graves, no entanto, segundo o Ministério da Saúde, não foram registrados nesses locais.



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El Niño pode mudar cenário da produção de leite e pressionar preços em 2027

A confirmação de um novo episódio de El Niño para a temporada 2026/27 reacendeu a atenção do setor lácteo brasileiro e internacional. Embora o fenômeno climático não tenha apresentado, historicamente, uma relação direta com a produção total de leite, especialistas alertam que seus efeitos sobre pastagens, disponibilidade de alimentos para o rebanho, sanidade animal e custos de produção podem influenciar significativamente o mercado nos próximos meses.

Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), existe uma probabilidade de 63% de que o El Niño atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O período coincide com a estação chuvosa nas principais regiões produtoras da América do Sul, considerada fundamental para a formação das pastagens e para o desenvolvimento das lavouras destinadas à alimentação animal.

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se tornam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.

No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a região, enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, o Nordeste normalmente enfrenta condições mais secas. Já o Sudeste e o Centro-Oeste costumam apresentar maior irregularidade nas precipitações e temperaturas mais elevadas.

Segundo Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX, o fenômeno exige atenção porque interfere diretamente nas condições de produção.

“Os principais impactos sobre o leite envolvem a disponibilidade de forragem e o estresse térmico, com reflexos na produção e na produtividade animal. Há também efeitos indiretos, como dificuldades logísticas e de captação, maior incidência de doenças no rebanho e nas pastagens, além de aumento nos custos de produção, especialmente com alimentação, tanto volumoso quanto ração”, explica.

Apesar dessas preocupações, os dados históricos analisados pela StoneX mostram que não existe uma correlação clara entre os episódios de El Niño e o desempenho da produção brasileira de leite. Isso ocorre porque o Brasil possui uma distribuição geográfica muito ampla da atividade, presente em praticamente todos os municípios do país.

Em muitos casos, os impactos negativos observados em determinadas regiões acabam sendo compensados por condições mais favoráveis em outras áreas produtoras.

“Embora o El Niño apresente um viés levemente negativo, os dados mostram que tanto períodos de El Niño quanto de La Niña podem gerar desvios positivos ou negativos em relação à tendência de produção. Os efeitos tendem a se contrabalançar entre as regiões”, destaca Juliana.

Nos últimos anos, o Nordeste ampliou sua participação na produção brasileira de leite graças à adoção de tecnologias, melhorias na formalização da cadeia e uso de forrageiras adaptadas ao clima local. No entanto, o avanço do El Niño pode representar um obstáculo para esse crescimento.

Os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas estão entre os mais expostos ao risco de redução das chuvas. As previsões indicam maior probabilidade de déficit hídrico entre fevereiro e março de 2027, período em que a disponibilidade de água é fundamental para a manutenção das pastagens e para a alimentação dos rebanhos.

A diminuição das precipitações pode comprometer a produção de forragem, aumentar os custos com suplementação alimentar e reduzir a produtividade das vacas leiteiras.

No Centro-Oeste e no Sudeste, onde estão alguns dos maiores polos produtores do país, o desafio tende a ser diferente. Minas Gerais, líder nacional na produção de leite, e Goiás podem enfrentar um cenário marcado por chuvas irregulares e temperaturas acima da média.

Nessas regiões, a preocupação se concentra especialmente na chamada safra do leite, período compreendido entre outubro e março. Durante esses meses, as condições climáticas determinam o desenvolvimento das pastagens e das culturas destinadas à produção de silagem, principalmente o milho.

Além disso, o aumento das temperaturas representa um risco importante para os rebanhos. O estresse térmico reduz o consumo de alimento, compromete a reprodução e afeta diretamente a produção de leite.

Internacional

Enquanto parte do Brasil pode enfrentar dificuldades, a região Sul e os países do Mercosul tendem a apresentar um cenário mais favorável. Argentina, Uruguai e os estados do Sul brasileiro devem receber volumes de chuva acima da média, o que favorece a produção de pastagens e a oferta de silagem para os rebanhos.

Essa condição pode contribuir para uma maior disponibilidade de alimento e para melhores índices produtivos. No entanto, especialistas alertam que o excesso de umidade também traz desafios. Chuvas muito intensas podem dificultar o manejo nas propriedades, prejudicar o plantio de forragens, aumentar a incidência de doenças e criar obstáculos para a logística de coleta do leite.

O impacto do El Niño também é acompanhado de perto no mercado internacional. Nova Zelândia e Austrália, dois dos principais exportadores mundiais de lácteos, possuem sistemas de produção fortemente baseados em pastagens e, por isso, costumam ser apontados como mais sensíveis às alterações climáticas.

Na Austrália, a expectativa é de condições mais quentes e secas nas principais regiões produtoras, o que pode limitar o crescimento das pastagens. Já na Nova Zelândia, os efeitos tendem a ser mais heterogêneos, com algumas áreas registrando mais chuvas e outras enfrentando condições mais secas.

Ainda assim, os estudos da StoneX mostram que, assim como ocorre no Brasil, não há uma correlação consistente entre os índices do El Niño e a produção de leite na Oceania. Fatores estruturais, tecnológicos e econômicos costumam exercer influência mais significativa sobre os resultados da atividade.

Rentabilidade

Para os analistas, o principal ponto de atenção não está necessariamente na produção de 2026, mas sim nos possíveis reflexos para 2027. Neste ano, a atividade ainda deverá responder principalmente aos níveis de rentabilidade do produtor e às condições de mercado. Entretanto, se o El Niño confirmar a intensidade projetada e permanecer ativo por um período prolongado, os impactos sobre a oferta de leite poderão se tornar mais evidentes.

Nesse cenário, uma eventual redução da produção em regiões importantes, combinada a custos mais elevados de alimentação e manejo, poderá alterar o equilíbrio entre oferta e demanda e sustentar movimentos de alta nos preços do leite e dos derivados.

Mais do que prever uma queda generalizada na produção, a análise reforça que o setor lácteo precisará acompanhar de perto a evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses. Em um mercado cada vez mais dependente de eficiência produtiva e gestão de custos, a capacidade de adaptação dos produtores às mudanças impostas pelo clima poderá ser decisiva para os resultados da atividade em 2027.

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beneficio depende de frequência escolar; veja como fazer


Lançado há pouco mais de dois anos, para reduzir a evasão escolar de alunos da rede pública, o programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) oferece um incentivo financeiro de R$ 200 mensais para estudantes do ensino regular ou educação de jovens e adultos (EJA), que tenham frequência mínima de 80% nas aulas.

O repasse da parcela mensal se baseia na frequência dos meses anteriores e leva em conta um cálculo contínuo. O programa avalia tanto a assiduidade mensal dos estudantes quanto o acumulado de presenças ao longo do período letivo, por meio dos dados enviados pelas redes estaduais, municipais e federais que ofertam o ensino médio.

Caso o estudante não alcance a frequência de 80% em algum mês, a parcela não será paga. Se nos meses seguintes ele atingir a média necessária e continuar a cumprir os outros critérios do programa, poderá receber o incentivo daquele mês que havia sido bloqueado.

Para consultar a sua porcentagem computada pelo MEC, o beneficiário deve conferir seu histórico de comparecimento na escola pela página de consulta. Em casos de informação incorreta, é preciso procurar a secretaria da escola para solicitar a correção.

Faltas justificadas são válidas desde que o aluno ou responsável procure a secretaria da escola o quanto antes para comprovar o motivo, garantido um tempo hábil para que a instituição atualize o registro de frequência e envie os dados ao MEC.

Quem pode participar:

  • O estudante precisa estar matriculado no ensino médio regular das redes públicas.
  • Ter entre 14 e 24 anos ou ser estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das redes públicas.
  • É preciso ser integrante de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e que tenha renda, por pessoa, de até meio salário mínimo (R$ 759).
  • Ter CPF regular.
  • Ter o mínimo de 80% de frequência escolar no mês.

Caso o estudante cumpra todos os requisitos e passe pela seleção do MEC, a própria Caixa abrirá uma conta digital em nome dele. As folhas de pagamento são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, que podem ser consultados pelos beneficiários por meio do aplicativo Jornada do Estudante.

Se o beneficiário já tiver conta na Caixa Econômica Federal, não será necessária abertura de nova conta para crédito do incentivo, desde que a conta seja do tipo Poupança Social Digital ou Poupança Caixa Tem, e que estejam em nome do estudante.

Em caso de menores de 18 anos, o responsável legal do aluno deve autorizar a movimentação da conta pelo App CAIXA Tem, por meio da opção “Programa Pé-de-Meia” – “Permitir acesso a um menor”. Isso também pode ser feito em uma agência da Caixa.



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Cacau fecha em alta na bolsa de Nova York com aumento da oferta global

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do cacau encerraram a sessão desta sexta-feira (12) em alta. O vencimento para setembro avançou 1,84%, fechando cotado a US$ 3.868 por tonelada.

Apesar da valorização no fechamento, o mercado segue atento aos sinais de aumento da oferta global. Segundo informações do Barchart, os preços da commodity enfrentaram pressão ao longo da semana após novos dados indicarem maior disponibilidade do produto na Costa do Marfim, principal produtor mundial de cacau.

O país africano revisou para cima sua estimativa de recebimento de cacau nos portos, acrescentando mais de 260 mil toneladas ao volume projetado para a atual temporada. Dados acumulados mostram que os produtores enviaram 1,95 milhão de toneladas aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 7 de junho de 2026, volume 18,9% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O crescimento dos embarques reforça as expectativas de uma oferta mais robusta no mercado global, fator que continua sendo monitorado pelos investidores.

Café

Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro avançou 1,26%, fechando negociado a US$ 2,53 por libra-peso.

O mercado deu continuidade ao movimento de valorização iniciado na véspera, sustentado pelas preocupações com o ritmo da colheita brasileira. As previsões climáticas indicam volumes expressivos de chuva nas principais regiões produtoras do país, o que pode dificultar os trabalhos no campo e atrasar a entrada da nova safra no mercado.

Segundo a empresa de monitoramento climático Vaisala, são esperadas precipitações de moderada a forte intensidade ao longo desta semana nas áreas cafeeiras do Brasil. Além disso, os modelos meteorológicos apontam que as chuvas podem persistir também na próxima semana, aumentando a atenção dos operadores quanto à oferta do produto.

Açúcar

Nesta sessão, o vencimento do açúcar para entrega em outubro recuou 0,77% na bolsa de Nova York, fechando cotado a 14,23 centavos de dólar por libra-peso.

A commodity seguiu pressionada por fatores externos. O fortalecimento do dólar reduziu a competitividade do açúcar negociado em moeda norte-americana, enquanto as perspectivas de um possível acordo provisório entre Estados Unidos e Irã alimentaram expectativas de maior fluidez no comércio da commodity no Oriente Médio.

Com isso, os preços em Nova York atingiram o menor patamar das últimas sete semanas, refletindo o aumento do apetite vendedor e a cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Por outro lado, o mercado encontrou algum suporte nas novas projeções da consultoria Czarnikow. A empresa revisou sua estimativa para o balanço global de açúcar na safra 2026/27, reduzindo a previsão de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 10 mil toneladas. A mudança reflete a maior destinação de cana para a produção de etanol no Brasil, favorecida pelos preços mais elevados do petróleo no mercado internacional.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira alta de 0,08% e precificado em 76,42 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho recuou 0,57%, fechando a US$ 1,64 por libra-peso.

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Cármen Lúcia alerta sobre abuso tecnológico e risco da IA às eleições


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, nesta terça-feira (9/6), da sexta edição do Congresso Brasileiro da Internet (CBI), em Brasília. A ministra manifestou preocupação sobre os impactos das novas tecnologias no processo eleitoral brasileiro e a democracia.

Veja vídeo:

 

Cármen alertou sobre uso e abuso das tecnologias e as liberdades democráticas, que segundo ela, preocupam todos que trabalham com o direito, especialmente os tribunais constitucionais em todo o mundo. A ministra também destacou que a “máquina serve ao ser humano e não o ser humano que tem de servir à máquina”.

A ministra Cármen Lúcia alertou sobre os perigos da Inteligência Artificial no contexto eleitoral, destacando que a junção entre o grande volume, a rapidez, a variedade de conteúdos e o alto potencial de viralização cria um cenário que sufoca a checagem dos fatos e ameaça diretamente a autonomia dos eleitores.

“A Inteligência Artificial cria situações que são verossímeis, mas não são verdadeiras”, ressaltou.

“Nós estamos sendo tragados por tecnologias que nos levam quase que para dentro de espaços nos quais a nossa liberdade está sendo algemada, restringida, limitada, por um mau uso da parte de todos nós mesmos”, afirmou a magistrada, que participou do evento de forma remota.

Ela também relembrou que em 2022 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a se preocupar de uma maneira “muito responsável” com o uso dessas tecnologias.

“Não havia, então, a preocupação maior com a Inteligência Artificial, mas com redes sociais que desinformavam e contrariavam, literal e diretamente, a Constituição brasileira que garante o direito à informação livre que se passa com a aquisição de conhecimentos sobre os fatos históricos e fatos presentes, para que a gente pudesse projetar criticamenteb opções para o futuro”, destacou.

Matéria em atualização.



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Soja fecha em baixa em Chicago após semana de volatilidade

A soja encerrou o pregão desta sexta-feira (12) em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo a cautela dos investidores após uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato com vencimento em julho recuou 0,18%, fechando cotado a US$ 11,32 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o complexo soja operou no campo negativo ao longo da sessão. Após as reações ao relatório mais recente do USDA e às notícias envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, os contratos chegaram a ensaiar uma recuperação na abertura dos negócios, mas perderam força no decorrer do dia.

O óleo de soja apresentou desempenho relativamente mais firme, especialmente diante da forte queda observada nos preços do petróleo. Ainda assim, a pressão sobre o complexo energético acabou influenciando negativamente as commodities ligadas ao setor, limitando o avanço dos derivados da oleaginosa.

Com isso, o mercado seguiu ajustando posições e monitorando os desdobramentos no cenário macroeconômico e energético, fatores que continuam ditando o comportamento dos preços no curto prazo.

Milho

Os contratos futuros do milho fecharam a sexta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para julho avançou 0,24%, encerrando o pregão cotado a US$ 4,12 por bushel.

A Granar apontou que a recuperação foi impulsionada por movimentos de cobertura de posições por parte dos investidores, após as perdas registradas nas últimas sessões, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies norte-americanas. Apesar do avanço no dia, o cereal acumulou sua terceira semana consecutiva de desvalorização.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A evolução das tensões no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços do petróleo são considerados fatores importantes para a cadeia do milho, especialmente diante das expectativas em torno da ampliação do uso de etanol nos Estados Unidos.

Nesse contexto, os agentes monitoram a tramitação no Senado norte-americano da proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano. A medida, já aprovada pela Câmara dos Representantes, pode ampliar a demanda por etanol e, consequentemente, por milho, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no país.

Trigo

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Durigan diz que governo terá nova rodada de conversas com EUA


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta terça-feira (9/6), que o Brasil prepara uma nova rodada de conversas para negociações sobre a intenção de os Estados Unidos imporem novas tarifas a produtos brasileiros.

O ministro disse que “nos próximos dias” haverá um encontro virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Durigan também estará presente no encontro.

“A próxima reunião é para tratar das tarifas entre o ministro Márcio Elias Rosa e o Greer. Eu devo estar presente, devo acompanhar. E, a depender de como essa reunião acontecer, eu não teria problema nenhum em fazer reuniões subsequentes com Scott Bessent (secretário do Tesouro dos Estados Unidos), com outros interlocutores dos Estados Unidos”, afirmou o ministro em entrevista ao portal UOL.

Durigan também disse que o Brasil pode fazer negociações setoriais, ou seja, barganhando temas de interesses paralelos entre os dois países. Nesse caso, entrariam em debate pontos como o etanol e a tecnologia de nuvem dos norte-americanos e o açúcar e a indústria de aviação brasileiros.

Origem da ameaça de taxação

Os Estados Unidos estudam aplicar duas taxações aos produtos brasileiros. A primeira medida propõe uma sobretaxa de 25%. Ela é decorrente de uma punição por supostas práticas “irrazoáveis” apontadas no relatório final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em uma investigação.

A apuração é fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que trata da política comercial do país.

A segunda medida propõe um acréscimo de 12,5% porque o Brasil teria falhado em impor uma ação legal que proíba a importação de produtos manufaturados com mão de obra de trabalho forçado. O caso foi tratado em uma investigação que envolve ao todo 54 países.



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Bahia Farm Show bate recorde de público e recebe mais de 172 mil visitantes

A 20ª edição da Bahia Farm Show encerrou nesta sexta-feira (12) com recorde de público e crescimento em praticamente todos os principais indicadores do evento realizado em Luís Eduardo Magalhães (BA). Ao longo dos seis dias de programação, a feira recebeu 172.328 visitantes, alta de 6% em relação ao ano passado.

O número de expositores saltou de 434 para 554, crescimento de 28%, enquanto as marcas representadas passaram de 1.124 para 1.421, avanço de 26%. O total de patrocinadores também aumentou, passando de 21 para 24 empresas.

A edição deste ano foi marcada pela ampliação do parque de exposições, pela presença de autoridades do governo federal e por anúncios voltados ao agronegócio e à infraestrutura.

Entre os destaques estiveram o lançamento da linha de R$ 14 bilhões para financiamento de máquinas e implementos agrícolas e o anúncio de investimentos no setor elétrico para a Bahia.

A feira também reforçou a aposta na diversificação da programação. Entre as novidades estiveram o espaço dedicado às startups, a criação do projeto Vozes do Agro e a realização do primeiro leilão oficial da Bahia Farm Show, iniciativa que ampliou a presença da pecuária dentro do evento e comercializou mais de 1500 animais.

A agricultura familiar também ganhou mais espaço. O número de expositores do segmento passou de 28 para 34, crescimento de 21% na comparação com 2025.

Consolidada como a principal feira agropecuária do Matopiba, região que reúne áreas da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, a Bahia Farm Show chega ao fim de sua edição histórica com os maiores números já registrados em público, expositores e marcas participantes.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/

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“Cachaça demais”, diz motorista que subiu com carro em passarela


Goiânia – Uma cena inusitada chamou a atenção de moradores de Acreúna, a cerca de 150 km da capital goiana, durante a madrugada de sábado (6/6). Um motorista foi flagrado ao passar com o carro por uma passarela de pedestres às margens da BR-060. As imagens viralizaram nas redes sociais e mostram o veículo tentando atravessar a estrutura, que foi construída para o uso exclusivo de pedestres.

Veja o vídeo:

“Eu peguei um carro emprestado aqui, eu tinha bebido demais na madrugada de sexta para sábado e acabei subindo na passarela com o carro de um amigo. Estou muito envergonhado, estou arrependido. Então peço desculpa e estou aqui para arcar com o compromisso. Vou levar na oficina lá para arrumar. Isso aí foi cachaça demais e peço desculpa aí para todo mundo aí”, disse o motorista.

Manobra imprudente

O caso gerou repercussão nas redes sociais. Segundo informações da Polícia Militar, o motorista chegou a subir pela rampa da passarela e tentou seguir com o carro pela estrutura elevada, mas não conseguiu seguir adiante e teve dificuldades para sair de ré.

Após a divulgação das imagens, equipes da PM iniciaram buscas e conseguiram localizar o condutor. Em conversa com os policiais, ele admitiu o uso de bebida alcoólica antes de dirigir.

Segundo o próprio motorista, ele havia bebido após o término de um relacionamento. Contou também que o carro era emprestado e gravou um vídeo pedindo desculpas à população de Acreúna e à Polícia Militar.

Ao ser encontrado pela PMGO, o motorista já não apresentava sinais visíveis de embriaguez, o que impediu a prisão em flagrante. Contudo, a ocorrência foi registrada e encaminhada para Polícia Civil, que investiga o caso.

Além da autuação, o motorista também pode reponder por possíveis infrações de trânsito como direção perigosa e condução de veículo sob efeito de álcool. A situação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista também vai ser analisada.



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JBS encerra operações em duas fábricas nos Estados Unidos

Ao longo do último ano, a empresa realizou investimentos significativos em novas instalações e melhorias em diversas operações no país, incluindo grandes expansões nos estados do Texas, Geórgia e Iowa. Os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade de produção de alimentos preparados e produtos de maior valor agregado, modernizar as operações e reforçar a capacidade da companhia de atender seus clientes nos próximos anos.

“A JBS USA está investindo fortemente nos Estados Unidos e no futuro da produção de alimentos”, disse Batista Filho. “Ao mesmo tempo, precisamos garantir que nossas operações sejam eficientes, modernas e competitivas. Ao investir onde estamos crescendo e realizar ajustes difíceis onde são necessários, estamos construindo uma empresa mais forte e resiliente.”

No início deste ano, a JBS USA integrou seus negócios de carne bovina e de produtos embalados prontos para o varejo em uma plataforma mais unificada, com o objetivo de aumentar a eficiência, melhorar a produtividade e ampliar a capacidade de produção de itens de maior valor agregado.
Por meio de comunicado, a JBS informou que a produção das unidades que serão desativadas será absorvida por outras plantas de sua rede nos Estados Unidos, de forma a preservar o fornecimento de produtos e o atendimento aos clientes.

A companhia também reforçou seu compromisso com o setor agropecuário norte-americano, destacando a continuidade das parcerias com pecuaristas, produtores e comunidades rurais em diferentes regiões do país.

Apesar dos ajustes nas operações, a empresa mantém uma visão positiva para os próximos anos. Segundo o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, a demanda global por proteínas segue em expansão, o que sustenta os investimentos da companhia em modernização, eficiência e crescimento. De acordo com o executivo, as mudanças anunciadas buscam fortalecer a competitividade da empresa e garantir melhores condições para atender o mercado no longo prazo.

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