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GTF amplia exportações de farinhas de aves para Argentina e México

A GTF ampliou seu acesso ao mercado internacional após obter novas habilitações sanitárias para exportar farinhas e óleo de aves à Argentina e farinhas de aves ao México. As autorizações contemplam as unidades de Maringá e Paranavaí, no Paraná, e reforçam a estratégia de expansão da companhia na América Latina.

Com a decisão, as fábricas de Maringá e Paranavaí passam a estar autorizadas a exportar farinhas e óleo de aves para a Argentina. Além disso, a unidade de Maringá recebeu aval para embarcar farinhas de aves ao mercado mexicano, ampliando o portfólio de destinos atendidos pela empresa na região.

As habilitações representam um avanço na estratégia de internacionalização da GTF e se somam à recente retomada das exportações de farinhas de origem animal para o Paraguai, ampliando a presença da companhia em mercados latino-americanos.

Segundo a empresa, as autorizações refletem o atendimento aos requisitos sanitários e de qualidade estabelecidos pelos países importadores. A planta de Maringá opera sob o SIF (Serviço de Inspeção Federal) nº 4198, enquanto a unidade de Paranavaí possui o SIF nº 1880, certificações que atestam o cumprimento dos padrões exigidos para o comércio internacional.

Em nota, a GTF destacou que as novas habilitações reforçam o compromisso da companhia com a segurança dos alimentos, a rastreabilidade e a eficiência operacional, pilares considerados estratégicos para ampliar sua competitividade no mercado externo.

A empresa atualmente exporta produtos para mais de 100 países, com presença em mercados da América Latina, Oriente Médio, África do Sul e Ásia, incluindo China e Japão. A ampliação das habilitações fortalece a diversificação dos destinos das exportações e reduz a dependência de mercados específicos.

Para o CEO da GTF, Rafael Tortola, as novas autorizações representam mais um passo no plano de crescimento internacional da companhia.

“As novas habilitações para Argentina e México representam avanços importantes na estratégia de internacionalização da GTF. Estamos ampliando nossa presença na América Latina e levando produtos desenvolvidos com excelência em processos, segurança e inovação para novos mercados”, afirmou.

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Cargill, IBS e Cooperleite firmam parceria para fortalecer leite na Bahia

A Cargill, o IBS (Instituto Biosistêmico) e a Cooperleite (Cooperativa dos Produtores de Leite do Oeste da Bahia) firmaram uma parceria para fortalecer a cadeia produtiva leiteira em Barreiras, no oeste da Bahia. A iniciativa tem como foco apoiar produtores rurais cooperados com assistência técnica especializada, capacitação e ferramentas de gestão voltadas ao aumento da eficiência e da sustentabilidade das propriedades.

O acordo terá duração de um ano e busca unir a atuação da Cargill no desenvolvimento de soluções para o agronegócio ao trabalho da Cooperleite no fortalecimento dos produtores da região. A proposta é melhorar indicadores produtivos, econômicos e ambientais das fazendas acompanhadas.

Segundo a Cargill, a parceria representa um investimento na competitividade e na resiliência dos produtores rurais, com ações voltadas às melhores práticas de manejo e gestão no campo.

“Este acordo reflete diretamente o propósito da Cargill de trabalhar em colaboração próxima com parceiros e comunidades locais para gerar impactos econômicos, sociais e ambientais positivos. Estamos investindo diretamente na competitividade e na resiliência dos produtores rurais de Barreiras, ajudando a construir uma cadeia leiteira forte e alinhada às melhores práticas de sustentabilidade do campo”, afirma Lígia Dutra Silva, diretora sênior de Relações Governamentais da companhia.

Fundada em 2008, a Cooperleite reúne cerca de 500 produtores rurais e movimenta aproximadamente 600 mil litros de leite por mês. Entre as ações previstas na parceria estão atendimentos técnicos individuais, cursos e workshops sobre gestão, produção, sustentabilidade e inovação na atividade leiteira.

O trabalho será estruturado em cinco áreas principais, sendo a gestão reprodutiva, sanitária, nutricional, zootécnica e financeira das propriedades, além da adoção de boas práticas agropecuárias.

As propriedades participantes também serão acompanhadas por meio da plataforma CheckMilk, desenvolvida pelo IBS, que permite o diagnóstico digital, o monitoramento contínuo dos indicadores e o suporte das equipes técnicas em campo.

A expectativa das instituições é que a parceria contribua para elevar a produtividade, melhorar a qualidade do leite produzido e ampliar a sustentabilidade da atividade na região oeste da Bahia, gerando benefícios para produtores, comunidades locais e toda a cadeia leiteira.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Raízen tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP

A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen e algumas de suas controladas. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central do Foro de São Paulo e torna o acordo válido para todos os credores sujeitos ao plano.

Segundo a companhia, o plano teve adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários, aqueles sem garantias reais, e não recebeu impugnações de credores do Grupo Raízen.

Com a homologação, passa a valer o reperfilamento das dívidas financeiras da empresa contratadas com instituições financeiras e emitidas nos mercados de capitais brasileiro e internacional. O montante envolvido é de aproximadamente R$ 61,4 bilhões.

Em comunicado ao mercado, a Raízen afirmou que a aprovação reforça a confiança dos credores e demais partes envolvidas em uma solução consensual para reorganizar o endividamento da companhia, equilibrando a necessidade de liquidez no curto prazo com uma estrutura de capital sustentável no longo prazo.

Entre as próximas etapas previstas no plano está a conversão de parte dos créditos em participação na companhia, por meio de Units, além da emissão de novos títulos de dívida garantidos.

O acordo também prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que deverá ser realizado em dinheiro pela Shell Brasil e, caso haja adesão, pela Aguassanta Participações, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da companhia.

O plano inclui ainda reorganizações societárias, separação de negócios e possíveis desinvestimentos de ativos, com o objetivo de estruturar a divisão entre as operações de distribuição de combustíveis e de energia.

A Raízen informou que seguirá com os procedimentos necessários para implementação do plano e que divulgará aos credores os materiais para escolha das opções de pagamento previstas no acordo.

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SP vai revisar protocolos para corridas de rua após morte de corredor; entenda


A Prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho para revisar os protocolos de segurança e atendimento médico em corridas de rua e outros eventos esportivos da capital paulista.

A iniciativa foi anunciada dois dias depois da morte do publicitário e atleta amador Júlio Barreto, de 50 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca após concluir a meia maratona da SP City Marathon, no domingo (26).

Segundo a medida assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), o grupo terá 20 dias para apresentar uma proposta com parâmetros mínimos de segurança, estrutura médica e atendimento de emergência para esse tipo de evento.

O objetivo é padronizar critérios técnicos que hoje envolvem diferentes órgãos municipais e entidades esportivas. Entre as atribuições do grupo estão:

  • Diagnosticar as exigências adotadas para a autorização de corridas de rua;
  • Estabelecer parâmetros mínimos de segurança e de atendimento médico-emergencial;
  • Definir uma matriz de responsabilidades entre os órgãos públicos e os organizadores nas etapas de autorização, realização e fiscalização dos eventos.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informa que “revisa continuamente os fluxos assistenciais e os critérios técnicos aplicáveis aos eventos temporários na cidade”.

“Como parte desse processo de avaliação contínua”, continua o documento, “foi instituído um grupo de trabalho para revisar e aprimorar os procedimentos relacionados à realização de corridas de rua e eventos esportivos”.

De acordo com a Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), a Prefeitura de São Paulo ainda não tem um protocolo específico para corridas de rua. “Seria muito interessante termos esta conversa com eles e poder participar da construção deste protocolo, considerando tudo o que já se tem elaborado no Corrida Segura (protocolo nacional)”.

SP epicentro das corridas

São Paulo é hoje a cidade que mais recebe corridas de rua no Brasil. A previsão do setor é que cerca de 300 provas sejam realizadas na capital ao longo deste ano, entre eventos de 5 km, 10 km, meia maratona e maratona.

Segundo Guilherme Celso, presidente da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), a realização de uma corrida depende de uma série de licenças municipais e da obtenção do chamado Permit, documento emitido pelas entidades responsáveis pela modalidade.

Existem três categorias de certificação – Bronze, Prata e Ouro. O Permit Bronze é concedido pela Federação Paulista de Atletismo; as demais categorias são homologadas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Para obter a autorização, os organizadores precisam cumprir as exigências previstas na Norma 7 da CBAt, que estabelece critérios para aspectos como percurso, interdição de vias, guarda-volumes e estrutura médica.

O Anexo 3 da norma, produzida pela Abraceo, CBAt, Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), detalha o plano médico da prova, incluindo o número mínimo de ambulâncias, a distribuição dos desfibriladores, a presença de diretor médico e outros requisitos.

Além das regras da confederação, cada município possui exigências próprias para emissão dos alvarás necessários à realização dos eventos. “Há uma dupla fiscalização: das entidades esportivas e do poder público municipal”, afirma Guilherme Celso.

O especialista afirma que o protocolo municipal não deve substituir as normas já existentes. “O ideal é que ele seja complementar, considerando as particularidades locais, mas mantendo alinhamento com as diretrizes técnicas nacionais e com as normas que regem a emissão do Permit pelas Federações de Atletismo”, avalia.

O texto da CBAt também ressalta que a segurança das provas depende de uma atuação conjunta entre organizadores, equipes médicas e atletas, destacando que cabe ao participante manter sua avaliação clínica em dia e respeitar as orientações médicas antes da competição.

Morte reabre debate sobre segurança nas corrida

A criação do grupo ocorre após a repercussão da morte de Júlio Barreto, corredor que completou os 21 quilômetros da meia maratona da SP City Marathon e começou a se sentir mal na área de chegada.

A prova chegou à décima edição em 2026. A largada foi realizada na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e a chegada aconteceu no Jockey Club, na zona sul da cidade. O evento reuniu atletas nas distâncias de 21,1 km e 42,2 km.

Segundo o boletim de ocorrência, Júlio reclamou de dores no braço logo após cruzar a linha de chegada. Enquanto caminhava em direção a uma ambulância disponibilizada pela organização da prova, sofreu um mal súbito e caiu.

O médico Miguel Carvalho Santacreu, que participava da prova e ajudou nos primeiros atendimentos, afirmou nas redes sociais nesta quinta-feira, 30, que houve demora de 15 minutos na chegada de uma ambulância com Desfibrilador Externo Automático (DEA).

“E aí continuamos tocando a parada ali (fazendo atendimentos) por uns 10 minutos, quando chegou a primeira ambulância. A primeira ambulância chegou com uma equipe de bombeiros, e sem nenhum médico. A gente solicitou um DEA, e eles falaram que naquela ambulância não tinha”, contou.

“Eu e dezenas de outras pessoas que estavam lá sabemos que o atendimento do evento demorou a chegar, não foi instantâneo. O primeiro foi com diversas falhas. Não vou falar que o desfecho poderia ter sido diferente, não sei. Mas a conduta toda poderia ter sido diferente”, revelou.

A Iguana Sports, organizadora da SP City Marathon, afirmou que “nenhuma estrutura médica, por mais completa que seja, consegue prevenir 100% desses eventos – o que ela consegue é reduzir o tempo entre o colapso e o primeiro atendimento, que é o fator que mais influencia a sobrevida”, afirma a nota assinada por Paulo Carelli, diretor de prova.

“E nós estávamos na linha de chegada a 100 metros onde tudo aconteceu com os DEAs, conforme registrado nos relatórios médicos e imagens fotográficas, que confirmam que o atleta recebeu atendimento protocolar assim que chegou a comunicação à equipe”, continua o comunicado.

“Infelizmente o quadro clínico do atleta não permitiu sua recuperação, apesar de todo esforço da equipe médica e adoção de todos os procedimentos de suporte avançado”.

A família ainda não se pronunciou oficialmente. O Estadão apurou que os parentes estão em contato frequente com os organizadores do evento. O caso foi registrado como morte natural pelo 7º Distrito Policial (Lapa), informou a Secretaria da Segurança Pública.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a SP City Marathon cumpriu as exigências médicas e que a infraestrutura voltada à assistência à saúde é de responsabilidade dos organizadores.

“Em grandes eventos realizados na cidade de São Paulo, é obrigatória a contratação de recursos de saúde, conforme previsto na Portaria SMS nº 490/2020, que estabelece as normas para elaboração dos Planos de Atenção Médica, que devem ser submetidos ao Grupo de Planejamento e Apoio a Eventos (GPAE), da SMS, exigência cumprida pela SP City Marathon”.

Júlio Barreto atuava como gerente de acesso ao mercado na Danone, com atuação voltada para saúde suplementar, nutrição especializada e oncologia. Ele havia ingressado na empresa em abril deste ano, depois de ter trabalhado como gerente de Oncologia na Johnson & Johnson.

Com experiência em provas de longa distância, Barreto foi atleta amador de ciclismo. Ele migrou para as corridas de rua e trilhas (trail run), participando de maratonas e competições de montanha em 2021.



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Oferta global maior pressiona cacau e cotações recuam em Nova York

Os preços do cacau voltaram a cair na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (30), pressionados pela perspectiva de maior oferta global e pelo aumento dos estoques monitorados pela ICE. O contrato com vencimento em setembro recuou 1,41% e encerrou o pregão cotado a US$ 5.112 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, o mercado segue próximo das mínimas de três semanas e meia registradas na última terça-feira. A pressão sobre as cotações tem sido sustentada por sinais de aumento da disponibilidade de cacau, ao mesmo tempo em que persistem dúvidas sobre o ritmo da demanda mundial.

Na Costa do Marfim, maior produtor global da commodity, dados acumulados até 26 de julho mostram que os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos desde o início da temporada 2025/26, em 1º de outubro, volume 21% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Outro fator baixista veio da Nigéria, em que as informações da Bloomberg divulgadas em 16 de julho, as exportações de cacau do país somaram 18,9 mil toneladas em junho, avanço de 30% na comparação anual.

Além da maior oferta, o mercado acompanha o crescimento dos estoques certificados da ICE. Na terça-feira, os volumes armazenados atingiram 3.375.119 sacas, o maior nível em dois anos, reforçando a percepção de um mercado mais abastecido e contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais do cacau.

Açúcar

A expectativa de uma recuperação da produção de açúcar na Índia voltou a pressionar as cotações futuras nesta sessão. A melhora no regime de chuvas de monção no país, um dos maiores produtores mundiais, reforçou a perspectiva de uma safra mais robusta e levou os preços a recuarem na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,48%.

Segundo análise da Barchart, o mercado continua pressionado pelas expectativas de aumento da oferta indiana. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico da Índia mostram que o acumulado das chuvas de monção até 29 de julho estava 15% abaixo da média histórica, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

No início da temporada, o Ministério de Ciências da Terra da Índia havia alertado que a monção de 2026 poderia ser a mais fraca em 11 anos. No entanto, a recuperação das precipitações ao longo de julho reduziu as preocupações com o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar. O período de monções no país ocorre entre junho e setembro.

Apesar da pressão exercida pela expectativa de maior produção na Índia, o mercado segue atento às projeções de déficit global para a próxima temporada.

Na quarta-feira, a Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para a safra 2026/27 de 1,76 milhão para 3,3 milhões de toneladas. Um dia antes, a StoneX também revisou sua projeção, passando de um déficit de 550 mil toneladas para 1,7 milhão de toneladas.

As revisões indicam que, embora a melhora das condições climáticas na Índia favoreça a oferta, o mercado ainda espera um consumo superior à produção global na próxima temporada.

Café

As previsões de tempo seco para as principais regiões produtoras do Brasil voltaram a pressionar o mercado de café neste pregão. A expectativa de aceleração da colheita da safra brasileira reduziu os preços do arábica na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a US$ 3,23 por libra-peso, com queda de 0,84%.

Segundo análise da Barchart, o mercado reagiu às previsões de clima predominantemente seco para a próxima semana nas áreas cafeeiras brasileiras. A expectativa é de que as condições climáticas favoreçam o avanço dos trabalhos de colheita, ampliando a disponibilidade de café no mercado e pressionando as cotações do arábica.

Algodão

O mercado do algodão encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York, impulsionado pelo forte desempenho das vendas externas da nova safra dos Estados Unidos.

O contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 1,43%, fechando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado foi sustentado pelo avanço das exportações, especialmente para a safra 2026/27. Dados semanais mostraram a comercialização de 352.447 fardos da nova temporada até 23 de julho, o maior volume registrado no atual ano comercial.

Para a safra 2025/26, as vendas somaram 29.719 fardos, o menor volume do ciclo, comportamento considerado normal para o período de encerramento da temporada. Já os embarques alcançaram 233.795 fardos na semana.

No cenário macroeconômico, o petróleo registrou leve queda de 38 centavos de dólar por barril, enquanto o índice do dólar perdeu força, fatores que também contribuíram para dar suporte às cotações do algodão.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 5,84% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Polícia investiga morte de três eletrocutados após ventania no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.

A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.

Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus. “A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.

Mulher foi socorrida

O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.

Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.

“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.

Light

A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.

A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.

“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.

Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.

A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.



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Corpo de fotógrafa desaparecida após cair em rio no Paraná é encontrado


O corpo da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, que estava desaparecida desde sábado (25), após cair em um rio enquanto fazia uma trilha em Sapopema, no norte do Paraná, foi encontrado nesta quinta-feira (30), segundo o Corpo de Bombeiros.

Ela foi encontrada sem vida às 7h10 desta quinta-feira, perto do Poço Preto, ponto em que caiu e foi arrastada pela correnteza. O corpo dela vai passar por exames necroscópicos para determinar qual foi a causa da morte.

Ana Paula fazia uma trilha com a amiga Ana Carolina Camilo, que também teria se desequilibrado e caído no mesmo local, mas foi encontrada e resgatada no domingo (26).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fotógrafa foi encontrada com a ajuda de um drone. “As imagens captadas pelo equipamento permitiram localizar o corpo da vítima flutuando no rio”.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmou em entrevista à imprensa que o corpo de Ana Paula será periciado para determinar a causa da morte.

“Agora, o procedimento vai ser feito pela polícia científica para verificar qual a causa da morte, se foi só em decorrência do afogamento ou de algum trauma da queda”, disse.



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Justiça dá 90 dias para estado de SP reduzir superlotação de presídio


A Justiça paulista determinou que o governo de São Paulo reduza a superlotação de um Centro de Detenção Provisória (CDP) localizado em Americana.

A unidade prisional foi projetada para 639 pessoas, mas abriga 1.190 encarcerados – 551 a mais que a capacidade do local. As informações são do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A determinação tem caráter liminar e se refere ao CDP AEVP Renato Gonçalves Rodrigues. A decisão foi concedida pela 1ª Vara Cível de Americana e obriga ainda o estado a corrigir irregularidades sanitárias e de segurança contra incêndio.

A Justiça determinou a contenção de novos ingressos e o remanejamento dos presos excedentes no prazo de 90 dias. No mesmo prazo, o Estado deverá sanar as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária.

Já as medidas necessárias para regularizar a situação da segurança contra incêndio, incluindo a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), deverão ser concluídas em até 180 dias.

Em caso de descumprimento injustificado, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A ação civil pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Rafael Fernandes Viana, da 9ª Promotoria de Justiça de Americana, após inspeções e relatórios técnicos constatarem superlotação, ausência de AVCB, deficiências sanitárias e irregularidades estruturais na unidade prisional.

“É inadmissível que um Centro de Detenção Provisória, local de restrição da liberdade de pessoas e edificação classificada como área de risco, permaneça em funcionamento superlotado, sem AVCB, com irregularidades relevantes de prevenção e combate a incêndio e sem plano efetivo de redução populacional, ignorando normas básicas de segurança, saúde e dignidade humana”, afirmou o promotor de Justiça na ação.



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São Paulo registra menor número de roubos da história no primeiro semestre


A cidade de São Paulo registrou o menor número de roubos da série histórica no primeiro semestre. Entre janeiro e junho deste ano, foram contabilizados 44.649 casos, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). É a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2001, que a capital fecha os seis primeiros meses do ano com menos de 50 mil ocorrências.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 51.266 roubos, a queda foi de 12,9%. Em relação a 2023, quando a cidade teve 68.403 ocorrências, a redução chega a 34,7%.

Os registros também caíram em junho. No mês, foram contabilizados 6.861 roubos na capital, contra 7.887 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 13%.

As maiores quedas no primeiro semestre foram registradas nas regiões de Guaianases, São Mateus, Sapopemba e Cidade Tiradentes, onde o número de roubos caiu 24,7%. Em Itaquera e Itaim Paulista, a redução foi de 23%.

Na região central da cidade, os casos passaram de 7.647 para 6.940, uma queda de 9,2%. Já a zona oeste registrou redução de 7,9% nas ocorrências.

Segundo a SSP, a redução dos roubos ocorreu em meio ao reforço do policiamento ostensivo, ao monitoramento das áreas com maior incidência de crimes e à integração entre as polícias Militar e Civil. A pasta afirma que as ações são direcionadas com base em dados de inteligência e no acompanhamento das regiões com maior concentração de ocorrências.

Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a redução dos roubos depende de ações que vão além das prisões em flagrante.

“É preciso desarticular toda a cadeia criminosa, desde quem pratica o crime até quem financia esse mercado ilegal por meio da receptação. A integração entre as polícias, o uso intensivo de inteligência, a tecnologia e o combate aos desmanches clandestinos têm sido fundamentais para alcançar esses resultados históricos e ampliar a segurança da população”Osvaldo Nico Gonçalves



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Lucro da Pilgrim’s Pride, da JBS, cai 96,3% no segundo trimestre

A Pilgrim’s Pride, empresa americana de carne de frango controlada pela JBS, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de US$ 13,2 milhões, resultado 96,3% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando a companhia havia registrado US$ 356 milhões.

A receita líquida recuou 2,8% na comparação anual, para US$ 4,626 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 47,6%, totalizando US$ 360 milhões.

Segundo a empresa, em comunicado, o desempenho foi afetado pela redução dos preços de comercialização, segundo a empresa.

A Pilgrim’s informou, no entanto, que as margens evoluíram na comparação com o primeiro trimestre, em razão de um aumento da produtividade e da conclusão de obras de modernização em uma unidade no estado da Geórgia. Em junho, a empresa anunciou um aporte de US$ 75 milhões para ampliar a capacidade de abate e de porcionamento dessa planta.

Em nota, o presidente e CEO da Pilgrim’s, Fabio Sandri, afirmou que o consumo de carne de frango permaneceu aquecido nos mercados em que a companhia atua, sustentado pelo menor custo da proteína para consumidores do varejo e do segmento de alimentação fora do lar.

Ao mesmo tempo, o executivo observou que o mercado continua pressionado pelo excesso de oferta. “Continuamos investindo para impulsionar o crescimento das vendas e reduzir a volatilidade, mitigando os riscos no mercado de frango”, afirmou.

Segundo Sandri, a companhia seguirá direcionando recursos para elevar a eficiência operacional e ampliar a capacidade produtiva das fábricas. Na avaliação do executivo, esses investimentos devem reduzir a exposição da empresa às oscilações dos preços das commodities e contribuir para resultados mais estáveis ao longo do tempo.

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