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#7 Boi é no Canal do Boi – Agronegócio pós-eleição, Leilão da CFM e arroba a R$ 400,00 – SBA1

No programa Boi é no Canal do Boi deste sábado (31/10), Fabiano Reis conversou com o presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, sobre sobre o mercado do boi gordo, que já chegou aos R$ 400/@, exportações e sobre como o resultado das eleições pode afetar o agronegócio. Com Tamires Mirande Neto, sobre a oferta de 250 touros Ceip desta quinta-feira, que a CFM realiza em parceria com a Central Leilões. E na entrevista de mercado, Isabella Camargo falou sobre o mercado do boi gordo, exportações e a arroba a R$ 400,00 que já é realidade no Brasil. Acompanhe.

 

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Iêda Mendes, da Embrapa, entra na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro da Forbes Brasil em 2026

A pesquisadora Iêda de Carvalho Mendes, da Embrapa Cerrados, foi selecionada para integrar a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026, publicada pela Forbes Brasil. Divulgada na quinta-feira (15/10/2026), durante o Dia Internacional da Mulher Rural, a segunda edição da iniciativa reconhece mulheres com atuação relevante na liderança, na inovação e no desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

A escolha destaca a trajetória científica de Iêda Mendes e sua participação no desenvolvimento de tecnologias voltadas à avaliação da saúde do solo e à sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Além da pesquisadora, outras oito profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) integram a relação, entre elas a presidente da instituição, Silvia Massruhá.

A lista reúne produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e representantes de instituições de diferentes regiões do País. De acordo com os critérios apresentados pela publicação, a seleção considera a capacidade de decisão, os resultados concretos da atuação profissional e a influência das homenageadas na transformação do setor agropecuário.

Reconhecimento da ciência e da participação feminina no agronegócio

Para Iêda Mendes, a inclusão na lista representa o reconhecimento da contribuição da pesquisa científica para a agricultura brasileira. A pesquisadora também ressaltou a importância de valorizar profissionais que atuam em diferentes áreas do agronegócio e contribuem para o desenvolvimento de soluções aplicadas à produção rural.

“Considero uma grande honra estar entre mulheres tão incríveis, que exercem papéis fundamentais no agronegócio brasileiro. Fico especialmente feliz por ver a pesquisa científica reconhecida como uma força capaz de promover mudanças reais na agricultura”, afirmou.

A cientista também destacou a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão e pesquisa. Segundo ela, a diversidade de experiências e perspectivas contribui para enfrentar os desafios da produção agropecuária e desenvolver sistemas agrícolas mais sustentáveis e resilientes.

A pesquisadora considera que a integração de diferentes conhecimentos e experiências é relevante para a construção de estratégias de manejo que preservem a qualidade dos recursos naturais, especialmente do solo, um dos principais componentes da produção agrícola.

BioAS amplia a avaliação da saúde dos solos agrícolas

Entre as contribuições de Iêda Mendes destacadas pela Forbes Brasil está sua liderança nas pesquisas que resultaram no desenvolvimento da Bioanálise de Solos (BioAS), tecnologia lançada pela Embrapa em 2020. A ferramenta incorporou indicadores biológicos às análises de rotina do solo, posicionando o Brasil como pioneiro nessa abordagem.

A BioAS utiliza a atividade das enzimas arilsulfatase e beta-glicosidase, relacionadas, respectivamente, aos ciclos do enxofre e do carbono. Esses indicadores permitem avaliar aspectos da atividade biológica do solo e complementar as análises tradicionais de fertilidade.

Com essas informações, produtores rurais e profissionais da assistência técnica podem identificar alterações associadas às práticas de manejo e utilizar os resultados para orientar decisões sobre o uso e a conservação das áreas agrícolas.

Segundo Iêda Mendes, o reconhecimento também contempla o trabalho coletivo dos profissionais envolvidos na pesquisa e no desenvolvimento da tecnologia. A cientista ressaltou que a aplicação dos resultados no campo demonstra a capacidade da pesquisa agropecuária de contribuir para mudanças nas práticas de avaliação e manejo dos solos.

Plataforma Saúde do Solo BR reúne informações sobre os solos brasileiros

Outra iniciativa associada à trajetória da pesquisadora é a Plataforma Saúde do Solo BR, lançada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro de 2025, em Belém, no Pará.

A plataforma reúne informações sobre a saúde dos solos brasileiros e tem como finalidade apoiar o monitoramento, a pesquisa científica e a tomada de decisões relacionadas ao manejo sustentável das áreas agrícolas.

A disponibilização dessas informações contribui para ampliar o acesso a dados sobre as condições dos solos e subsidiar estudos e estratégias de manejo. A iniciativa também se relaciona aos esforços de desenvolvimento de sistemas produtivos que conciliem produtividade agrícola e conservação dos recursos naturais.

A atuação de Iêda Mendes nesse campo evidencia a relação entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e aplicação prática do conhecimento na agricultura. Tanto a BioAS quanto a Plataforma Saúde do Solo BR integram iniciativas voltadas à ampliação das informações disponíveis para avaliar as condições biológicas e orientar o manejo dos solos.

Formação acadêmica e carreira na Embrapa

Engenheira-agrônoma formada pela Universidade de Brasília (UnB), Iêda Mendes possui doutorado em Ciência do Solo pela Oregon State University, nos Estados Unidos. Ela ingressou na Embrapa em 1989 e construiu sua trajetória profissional com foco na microbiologia e na qualidade dos solos agrícolas.

Ao longo da carreira, a pesquisadora participou de estudos voltados ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a sustentabilidade dos sistemas produtivos. Sua atuação inclui pesquisas sobre indicadores biológicos e ferramentas que auxiliam na compreensão das condições dos solos utilizados na agricultura.

Em agosto de 2026, Iêda recebeu o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade, concedido durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). A premiação reconheceu sua contribuição científica para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

O reconhecimento da Forbes Brasil amplia a visibilidade de sua trajetória e da atuação da pesquisa agropecuária no desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção agrícola e à conservação dos recursos naturais.

Forbes Brasil considera poder, impacto e influência na seleção

Publicada pela primeira vez em 2021, a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro chegou à segunda edição em 2026. A iniciativa reúne profissionais que exercem funções de liderança ou contribuem para mudanças nas práticas produtivas, na inovação e na organização do agronegócio brasileiro.

A seleção considera três critérios principais. O primeiro é o poder, associado à capacidade de tomar decisões; o segundo é o impacto, relacionado aos resultados concretos da atuação profissional; e o terceiro é a influência, entendida como a capacidade de mobilizar pessoas e promover transformações.

A presença de Iêda Mendes na relação destaca a participação da ciência no desenvolvimento do setor agropecuário. Sua trajetória reúne pesquisa, inovação tecnológica e aplicação de conhecimentos sobre a saúde do solo, temas relacionados à sustentabilidade e à eficiência dos sistemas agrícolas.

A inclusão da pesquisadora e de outras profissionais da Embrapa na lista também evidencia a presença de mulheres em diferentes áreas do agronegócio, desde a pesquisa científica até a gestão institucional e a tomada de decisões.

Ao reconhecer Iêda Mendes, a Forbes Brasil destaca uma trajetória vinculada ao desenvolvimento de tecnologias para avaliar a saúde dos solos e apoiar práticas agrícolas sustentáveis, reforçando a contribuição da pesquisa científica para os desafios atuais da agricultura brasileira.

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Senar Sergipe abre inscrições para cursos técnicos em Agronegócio e Zootecnia – AJN1

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) está com inscrições abertas para os cursos técnicos em Agronegócio e Zootecnia, ofertados gratuitamente e com aulas semipresenciais (60% a distância e 40% presenciais).

Em Sergipe, o curso técnico em Zootecnia oferece 90 vagas, distribuídas entre os polos de Carira, Itaporanga d’Ajuda e Porto da Folha, com 30 vagas em cada município. A novidade é a volta do curso técnico em Agronegócio, que será ofertado no polo de Aracaju.

Os cursos têm duração de dois anos, são destinados a jovens e adultos com ensino médio completo e seguem o eixo tecnológico de Recursos Naturais, conforme o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do Ministério da Educação (MEC). A formação é subsequente, ou seja, destinada a quem já concluiu o ensino médio.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site Senar e-Tec até o dia 24 de novembro de 2026.

Produtores rurais, seus familiares e colaboradores têm prioridade na seleção, mediante comprovação de vínculo com a atividade rural.

Sobre o Curso Técnico em Zootecnia

Com carga horária total de 1.200 horas, o curso técnico em Zootecnia do Senar prepara profissionais para atuar nos processos de produção pecuária e no processamento de alimentos de origem animal, de acordo com boas práticas, normas técnicas e legislações do setor.

O técnico formado poderá atuar em propriedades rurais, cooperativas, empresas de consultoria e nutrição animal, indústrias de insumos agropecuários, além de órgãos públicos e instituições de pesquisa e extensão rural.

O mercado de trabalho para o técnico em Zootecnia está em expansão, acompanhando o crescimento das exportações brasileiras de carnes e a valorização da mão de obra qualificada no campo.

Sobre o Curso Técnico em Agronegócio

Com carga horária total de 1.200 horas, o curso técnico em Agronegócio do Senar desenvolve competências profissionais necessárias para a execução de ações de gestão e operação das cadeias produtivas do agronegócio, de acordo com boas práticas agrícolas, normas técnicas e legislações do setor.

O técnico em Agronegócio formado pelo Senar é um profissional especializado na execução de procedimentos de gestão do agronegócio, atuando no planejamento, na organização e no controle das atividades de gestão e operação do setor.

O mercado, principalmente no meio rural, está aberto a novos profissionais com conhecimento técnico, um perfil valorizado e ainda demandado no país. O técnico recém-formado poderá trabalhar em propriedades rurais, indústrias, federações, associações, empresas de pesquisa e instituições de fomento.

Para mais informações e acesso ao edital EDITAL_001_2027_Processo_Seletivo_SUBSEQUENTE_ 2027-1_1_Publicação ou acesse: https://www.etec.senar.org.br/

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Pantanal e São Gabriel empatam no Jacques da Luz e alterando liderança do grupo B na Copa MS


O resultado deixa o São Gabriel na liderança temporária do Grupo B



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Exportações do agro brasileiro à União Europeia crescem 14,8% em receita após acordo com Mercosul

Agrishow: acordo com UE marca avanço comercial para o agro, diz Roberto Rodrigues

Ex-ministro afirma que abertura de mercado é estratégica, mas terá efeitos diluídos ao longo dos próximos anos. Crédito: edição: Yago Bassi

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia cresceram 14,8% em valor entre maio e setembro de 2026, impulsionadas pelo complexo soja e carnes, segundo o Ministério da Agricultura. O acordo comercial entre Mercosul e UE, em vigor provisoriamente desde maio, facilitou o aumento. As vendas de carnes subiram 103,5% em valor, enquanto produtos como abacate e óleo de milho também tiveram destaque. O superávit comercial com a UE cresceu 17%, atingindo US$ 10,54 bilhões.

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia cresceram 14,8% em valor nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo comercial entre os dois blocos, iniciada em maio deste ano, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em nota, em comparação a igual intervalo de 2025. As vendas somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, segundo dados do sistema Agrostat, do Mapa. Em volume, os embarques avançaram 8,1%, para 17,74 milhões de toneladas, ante 16,42 milhões de toneladas um ano antes.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo complexo soja e pelas carnes, além de produtos apícolas, frutas e outros itens da pauta agropecuária. As exportações de carnes registraram alta de 103,5% em valor e de 170% em volume, passando de 101 mil para 272 mil toneladas. Já as vendas de produtos apícolas, principalmente mel, avançaram 367% em valor no período.

Máquina aplica desfoliante em plantação de soja no Paraná Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo, permaneceu como o principal segmento da pauta exportadora brasileira ao mercado europeu. As vendas passaram de US$ 3,12 bilhões entre maio e setembro de 2025 para US$ 4,19 bilhões no mesmo período deste ano, crescimento de 34,2% em valor e de 20,5% em volume. Considerando apenas a soja em grãos, o avanço foi de 49% em receita e de 35,1% em quantidade.

Também tiveram desempenho positivo os produtos florestais, com aumento de 23% em valor; as frutas, incluindo nozes e castanhas, com alta de 15%; e os demais produtos de origem animal, com expansão de 55,5%. Entre os produtos individuais, destacaram-se o abacate, cujas exportações cresceram 421,2%, para US$ 19,87 milhões, e o óleo de milho bruto, com avanço de 266,3%, para US$ 129,35 milhões.

No segmento cafeeiro, as vendas de café torrado à União Europeia aumentaram 91,6% em valor e 116,5% em volume. As exportações de café solúvel cresceram 19% em receita e 38,2% em quantidade. Os embarques de manga avançaram 31,2% em valor, enquanto os de maçã tiveram alta de 28,8%.

Preferências tarifárias

O período coincide com o início da aplicação das preferências tarifárias previstas no acordo comercial, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio. Entre os produtos agropecuários brasileiros que já contam com reduções de tarifas estão café torrado, café solúvel e abacate. Para os cafés, a eliminação tarifária será gradual, com conclusão prevista para 2030. No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, também com liberalização completa prevista para 2030.

O acordo prevê ainda condições preferenciais de acesso ao mercado europeu para produtos como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Em alguns casos, os benefícios estão condicionados a cotas de importação, com volumes e condições específicos. A implementação das reduções tarifárias será gradual.

Apesar do avanço das exportações, o acesso ao mercado europeu também depende do cumprimento de exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Entre os desafios está a adequação das cadeias produtivas às regras do bloco, incluindo o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Superávit comercial aumenta 17%

As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais provenientes da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, aumento de 3,3% ante os US$ 1,62 bilhão registrados no mesmo período de 2025. Em volume, as compras cresceram 6,8%, para 617,9 mil toneladas. Com isso, o superávit comercial do agronegócio brasileiro com o bloco europeu aumentou 17%, passando de US$ 9,01 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025 para US$ 10,54 bilhões no mesmo intervalo deste ano.

Assinado em 17 de janeiro, o acordo Mercosul-União Europeia conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões. A aplicação provisória do instrumento comercial começou em maio, enquanto a entrada em vigor definitiva da parceria depende da conclusão dos procedimentos de aprovação e ratificação previstos para os dois blocos.

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Acordo Mercosul-UE: agro exporta 14,8% mais em seis meses

Vendas ao bloco europeu somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026. Soja, carnes, mel e frutas puxaram o crescimento, segundo o Ministério da Agricultura.

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Na Expogenética, Governo de MS celebra parceria com o agronegócio em cenário de oportunidades


Ao longo dos últimos anos, os avanços na pecuária de Mato Grosso do Sul resultaram em aumento de produtividade com tecnologia e sustentabilidade. Neste cenário cada vez mais favorável, a Expogenética MS chega à terceira edição fortalecendo o papel do agronegócio na economia do Estado.

Juntos, os setores do campo e da indústria completam a cadeia produtiva e diversificam a matriz econômica, dando a segurança necessária ao ambiente de negócios. Narrativa destacada pelo governador Eduardo Riedel durante a abertura do evento neste sábado (31), no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

“A gente fica muito feliz em apoiar uma iniciativa como essa porque um dos grandes ativos que Mato Grosso do Sul tem é a proteína animal, carne bovina exportando para o mundo inteiro e a genética do gado nelore faz parte desse processo, dessa base de produção”, destacou Riedel. 

Em volume total processado, o Estado atingiu em 2025 o ponto mais alto de sua série histórica, consolidando a produção anual de proteína animal acima de 1,06 milhão de toneladas. 

A receita gerada pelo comércio internacional dessas proteínas é um dos principais pilares do superávit na balança comercial sul-mato-grossense. O faturamento anual das exportações de carnes superou US$ 2,47 bilhões, impulsionado pelo abastecimento de mercados exigentes e gigantes globais como a China. 

Mato Grosso do Sul abriga o 5º maior rebanho bovino do Brasil, somando cerca de 18,7 milhões de cabeças de gado e nos últimos anos converteu diversas áreas de pastagens degradadas para outros fins, como a agricultura e florestas plantadas. Mesmo operando em uma extensão de terra menor, o rebanho não perdeu participação no mercado global porque houve um forte salto em produtividade, genética e manejo sustentável.

Levantamento feito pela Federação das Indústrias (Fiems), entre 2006 e 2025, mostra que os empregos diretos gerados pelo segmento saltaram de 20 mil para mais de 40 mil trabalhadores com carteira assinada.

Expogenética MS

A 3ª edição da feira acontece de 29 de outubro a 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

Realizada pela Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore, com apoio da Acrissul, a programação do evento reúne leilões, julgamentos de animais, provas equestres, rodeio, rodada de negócios, atrações culturais, parque de diversões e ações sociais.

A organização projeta mais de R$ 200 milhões em negócios e a expectativa é superar o público de aproximadamente 140 mil pessoas registrado na edição anterior.

Para o presidente da Nelore-MS, Paulo Matos, a Expogenética “representa justamente a união entre a força da pecuária e a capacidade de aproximar o setor da sociedade”. A feira terá também conta com espaço para discutir os desafios e temas como o mercado digital, acordos comerciais, reforma tributária no agro e futuro da pecuária.

Uma das principais novidades da edição 2026 está na organização dos espaços destinados ao público durante os shows e o rodeio. A entrada é gratuita, assim como o acesso ao setor Arena, que permanece aberto durante todos os dias do evento. 

Danielly Escher, Comunicação Governo MS
Fotos: Bruno Rezende



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Primeiro edital do SC Rural 2 recebe 1.352 propostas de 91,5% dos municípios catarinenses 

A procura pelo apoio financeiro direto do SC Rural 2 superou as expectativas na primeira chamada pública do programa. Foram recebidas 1.352 Manifestações de Interesse (MIs), de agricultores e pescadores de 91,5% dos municípios catarinenses. As propostas apresentam o que pretendem realizar com os recursos para melhorar suas propriedades e atividades produtivas.

Nesta etapa, o programa prevê R$ 21,9 milhões para apoio direto em todo o estado, mediante contrapartida dos beneficiários. Os resultados serão divulgados na primeira quinzena de novembro, após análise da Diretoria Executiva do SC Rural 2 (Desc), da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). “Essa procura mostra que o SC Rural 2 vai ao encontro das necessidades de agricultores e pescadores, que buscam oportunidades para melhorar a produção, diversificar suas atividades e aumentar a renda. O programa oferece apoio para transformar essas demandas em melhorias concretas nas propriedades e nas atividades produtivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina, como sempre orienta o governador Jorginho Mello”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Segundo o Diretor Executivo do SC Rural 2, André Emiliano Uba, o preenchimento da Manifestação de Interesse é a primeira etapa de participação do edital. Após a aprovação, realizada pelas Comissões Consultivas Municipais, será iniciada a fase de elaboração dos projetos, seguida das fases de contratação e pagamento. “O SC Rural 2 terá novas oportunidades de participação ao longo da execução. A proposta é ampliar o acesso a investimentos que ajudem a modernizar as atividades produtivas, agregar valor à produção e criar melhores condições de desenvolvimento no meio rural e pesqueiro catarinense”, destaca o diretor executivo do programa, André Emiliano Uba.

Para a seleção das manifestações de interesse, há critérios de priorização, como cadastro no CadÚnico, faixa de renda, mulheres e jovens agricultores, além de pescadores. Novos editais serão lançados ao longo dos seis anos de execução do programa, que terá investimentos de mais de R$ 420 milhões de apoio direto. As novidades podem ser acompanhadas pelo site da Secretaria de Agricultura e Pecuária. 

SC Rural 2 quer impulsionar investimentos em sustentabilidade e novas tecnologias (Foto:Divulgação/Epagri)

O SC Rural 2 vai impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo e nas comunidades pesqueiras catarinenses. O principal eixo é o apoio direto, em que a família beneficiada recebe um valor para executar melhorias na propriedade, na produção ou para realizar adequação ambiental. A contrapartida ao recurso recebido é obrigatória e específica para cada projeto, sendo financeira e/ou não financeira dependo da linha de apoio solicitada. Além disso, o SC Rural 2 vai atuar com pesquisa e inovação, fortalecimento dos sistemas de inspeção sanitária, fortalecimento dos corredores ecológicos e novas tecnologias para a aquicultura e pesca. 

SC Rural 2 na prática

O Programa SC Rural 2 apoia iniciativas voltadas ao aumento da renda, à diversificação da produção e à competitividade de agricultores familiares, pescadores artesanais e povos e comunidades tradicionais. Também prioriza a inclusão socioeconômica de mulheres e jovens do meio rural, incentivando a adoção de tecnologias, a inovação, a conectividade no campo e práticas que contribuam para a adaptação às mudanças climáticas e a resiliência das propriedades.

Entre as propostas apresentadas estão, por exemplo, a implantação de cultivos protegidos de hortaliças, pastagens perenes e pomares, além da aquisição de implementos e equipamentos para a produção sustentável. O programa também incentiva a agregação de valor à produção, com apoio à construção e à legalização de agroindústrias, à aquisição de equipamentos para essas estruturas e ao desenvolvimento do turismo rural.

Ao longo de seis anos, o SC Rural 2 prevê US$150 milhões em investimentos, sendo US$120 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$30 milhões de contrapartida do Estado. A meta é beneficiar cerca de 48 mil famílias e 145 mil pessoas que vivem no meio rural. Até 2031, o programa prevê apoio financeiro para mais de 20 mil projetos .

A coordenação geral e a implementação do SC Rural 2 são responsabilidade da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio da Diretoria Executiva do SC Rural 2 (DESC). O programa também conta com instituições parceiras. Fazem parte a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) ;Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ).

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Quem é a catarinense na lista da Forbes que comanda setor de R$ 848 bi

Tania Zanella, primeira mulher a presidir a OCB, integra a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agronegócio da Forbes após uma trajetória de 17 anos no setor.

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Exportações do agro à União Europeia sobem 14,8% em cinco meses de acordo

O agronegócio brasileiro exportou US$ 12,21 bilhões para a União Europeia entre maio e setembro de 2026, alta de 14,8% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados do sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No mesmo intervalo, o volume embarcado para os 27 países do bloco chegou a 17,74 milhões de toneladas, avanço de 8,1%.

O resultado coincide com os primeiros meses de aplicação provisória do Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026. Segundo o Mapa, o desempenho foi puxado por diferentes segmentos, com destaque para complexo soja, carnes, produtos apícolas e frutas.

As exportações de carnes cresceram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil para 272 mil toneladas. Nos produtos apícolas, principalmente o mel, a alta foi de 367% em valor. Já os produtos oleaginosos, exceto soja, avançaram 161%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O complexo soja manteve a liderança entre os embarques do agro brasileiro ao bloco europeu. As vendas passaram de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões, crescimento de 34,2% em valor e de 20,5% em volume. A soja em grãos subiu 49% em valor e 35,1% em volume, enquanto o farelo de soja avançou 22,5% em valor e 10,6% em volume.

Entre os produtos individuais, o abacate teve a maior expansão percentual em valor, de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões, alta de 421,2%. O óleo de milho bruto saiu de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões, avanço de 266,3%. Também cresceram manga, maçã, café torrado e café solúvel.

Desde maio, o acordo comercial prevê reduções tarifárias para itens como café torrado, café solúvel e abacate. O acordo também estabelece condições de acesso para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo, em alguns casos com cotas de importação.

As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais vindos da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, alta de 3,3%. Com isso, o superávit do agronegócio brasileiro com o bloco passou de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões, crescimento de 17%. O Mapa destacou ainda que o acesso ao mercado europeu envolve exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade para cadeias como soja, carnes, café e madeira.

Fonte: gov.br

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