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ADM expande processamento de oleaginosas nos EUA de olho em biocombustíveis

A ADM anunciou uma série de investimentos para ampliar a capacidade de processamento de oleaginosas na América do Norte. A iniciativa tem como objetivo atender ao aumento da demanda por combustíveis renováveis e outros mercados de óleos vegetais. Os valores não foram divulgados.

As melhorias deverão adicionar aproximadamente 700 mil toneladas métricas por ano à capacidade de processamento de oleaginosas da companhia, o equivalente a uma demanda adicional superior a 25 milhões de bushels para produtores norte-americanos.

Em comunicado, o presidente da divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas da ADM na América do Norte, Gary McGuigan, afirmou que os investimentos acompanham a tendência de crescimento da demanda de longo prazo e são impulsionados, nos Estados Unidos, pelas políticas de incentivo aos biocombustíveis.

De acordo com a empresa, os investimentos iniciais serão realizados em quatro unidades de processamento nos Estados Unidos, localizadas em Frankfort (Indiana), Deerfield (Missouri), Lincoln (Nebraska) e Spiritwood (Dakota do Norte). Segundo a ADM, a estratégia consiste em realizar melhorias direcionadas nas operações existentes, aumentando a capacidade de processamento por meio da modernização da infraestrutura já instalada.

Na unidade de Frankfort, os investimentos incluem melhorias na armazenagem, otimização operacional e atualização de equipamentos. A conclusão das obras está prevista para o fim de 2028.

Em Deerfield, os recursos serão destinados à ampliação da capacidade dos sistemas de transporte, laminação, extração e utilidades. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos entre o final de 2028 e o início de 2029.

A planta de Lincoln receberá melhorias na capacidade de armazenagem de farelo e intervenções para eliminar gargalos operacionais. A conclusão também está prevista para o fim de 2028.

Já a unidade de Spiritwood, operada por meio da joint venture Green Bison com a Marathon Petroleum Corporation, passará por otimizações operacionais e atualização de equipamentos selecionados. A expectativa é que as obras sejam finalizadas em meados de 2028.

Segundo a ADM, os novos projetos dão continuidade a investimentos recentes realizados em sua estrutura nos Estados Unidos, incluindo modernizações na unidade de processamento de milho em Clinton, Iowa, e a expansão da capacidade do terminal de grãos em Optima, Oklahoma.

A empresa informou ainda que avalia investimentos semelhantes em outras unidades de processamento de oleaginosas na América do Norte.

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Ex-jogador do Botafogo morre após queda de muro durante ventania no RJ


O ex-atacante do Botafogo Tássio Maia dos Santos morreu, aos 41 anos, após ser atingido pelo desabamento de um muro durante as fortes ventanias que atingiram o Rio de Janeiro na quarta-feira (29). O ex-jogador foi uma das duas vítimas fatais registradas na capital fluminense em decorrência das condições climáticas.

A morte de Tássio foi confirmada pelo Botafogo em nota oficial. O clube informou que o ex-atleta defendeu a equipe em 2015 e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e pessoas que conviveram com o ex-jogador.

“Neste momento de dor, o Clube presta solidariedade aos familiares, amigos e a todos os que conviveram com Tássio”Botafogo

As duas mortes ocorreram em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. Um muro desabou na Rua Itapiru, nas proximidades do Túnel da Rua Alice, durante a ventania. Um carro também foi atingido pela estrutura.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, as rajadas de vento ultrapassaram 90 km/h e provocaram uma série de impactos na cidade. Diante da situação, o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou o município em estágio 2 de monitoramento às 16h50, o que ocasionou em mudança na rotina da população.

Caos no RJ

A ventania causou interrupções no transporte público, queda de árvores, falta de energia elétrica e problemas no trânsito em diferentes regiões da capital. O MetrôRio chegou a interromper a circulação nas linhas 1, 2 e 4 por causa de uma falha no fornecimento de energia. Posteriormente, as linhas 1 e 4 iniciaram o processo de normalização, enquanto a Linha 2 permaneceu temporariamente sem operação.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) também teve a circulação interrompida durante a tarde, mas o serviço foi restabelecido após a normalização das condições.

As rajadas de vento provocaram a queda de árvores em diversos pontos da cidade, afetando vias importantes nas zonas norte, oeste e central. Também foram registrados galhos sobre a rede elétrica e bloqueios em ruas e avenidas.

A concessionária Light informou que uma ocorrência externa ao sistema provocou interrupções no fornecimento de energia em bairros das zonas sul, central e da Tijuca, além de reflexos em municípios da Baixada Fluminense. O abastecimento foi restabelecido nas principais áreas afetadas, mas equipes permaneceram atuando em ocorrências pontuais.

O COR-Rio orientou a população a acompanhar as atualizações meteorológicas, manter atenção aos comunicados oficiais e utilizar os canais da Defesa Civil em caso de emergência.

A passagem da frente fria também provocou impactos em outras regiões do Sudeste. No estado de São Paulo, a Defesa Civil confirmou três mortes relacionadas aos fortes ventos, além de registrar interrupções em serviços de transporte, queda de árvores, danos em estruturas e rajadas superiores a 120 km/h em cidades do interior. No litoral paulista, operações portuárias e travessias de balsas foram suspensas temporariamente por causa das condições climáticas.





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AGCO registra queda de 76,2% no lucro líquido do 2º trimestre

A AGCO, dona das marcas de máquinas agrícolas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 74,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 76,2% em relação aos US$ 314,4 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. 

A receita líquida somou US$ 2,6 bilhões entre abril e junho, recuo de 1% na comparação anual.

Em comunicado, o presidente e CEO da empresa, Eric Hansotia, afirmou que os agricultores adotaram uma postura mais cautelosa na compra de máquinas em razão da elevação dos custos de produção e das incertezas em relação à demanda. Segundo ele, a companhia continua ajustando os níveis de produção à demanda do mercado, administrando os estoques da rede de concessionárias e mantendo controle sobre despesas operacionais e capital de giro.

Hansotia afirmou ainda que a empresa revisou suas perspectivas para o restante do ano em razão de condições do mercado mais fracas do que o esperado, das oscilações cambiais e do ambiente macroeconômico.

 “Os agricultores continuam enfrentando pressão de custos operacionais elevados, economia agrícola desigual e incerteza macroeconômica, o que resulta em adiamento dos investimentos em máquinas e pouca visibilidade sobre a recuperação da demanda”, disse em comunicado.

No acumulado do primeiro semestre, a AGCO registrou receita líquida de aproximadamente US$ 5 bilhões, alta de 5,7% sobre igual período de 2025. Desconsiderando o efeito positivo da variação cambial, o avanço foi de 0,5%.

Brasil

No Brasil, as vendas de tratores no varejo caíram 11% nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, a retração reflete principalmente a menor demanda por tratores de maior porte, parcialmente compensada pelo aumento das vendas de máquinas pequenas e médias.

A empresa avaliou que a rentabilidade dos produtores brasileiros segue pressionada pelos elevados custos de produção, especialmente com fertilizantes importados. Além disso, afirmou que custos de financiamento, condições de crédito e fatores políticos devem continuar limitando a demanda por máquinas agrícolas ao longo de 2026.

As vendas de colheitadeiras no Brasil recuaram 39% no primeiro semestre na comparação anual. O desempenho foi inferior ao observado em outras regiões. Na América do Norte, as vendas de tratores caíram 9% e as de colheitadeiras, 7%, enquanto na Europa Ocidental houve crescimento de 3% nas vendas de tratores e queda de 3% nas de colheitadeiras.

Na América Latina como um todo, a receita líquida da AGCO diminuiu 25% no segundo trimestre, excluindo os efeitos cambiais. A companhia atribuiu o resultado à menor demanda do setor, que reduziu as vendas em todas as categorias de produtos. O lucro operacional da região caiu US$ 48,7 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025, impactado principalmente pelo menor volume de vendas e produção e pelo aumento das despesas com engenharia.

Finanças

Durante o trimestre, a empresa concluiu a recompra de US$ 345 milhões em ações. Também finalizou a venda de sua participação de 49% nas joint ventures AGCO Finance nos Estados Unidos e no Canadá por aproximadamente US$ 190 milhões.

Para 2026, a AGCO passou a projetar receita líquida entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões, margem operacional ajustada de aproximadamente 7,5% e lucro por ação entre US$ 5,50 e US$ 5,75. Segundo a companhia, as estimativas consideram as políticas tarifárias vigentes até 30 de julho e poderão ser revisadas caso ocorram mudanças nesse cenário.

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FMC registra prejuízo líquido de US$ 187 milhões no segundo trimestre

A americana FMC, de defensivos agrícolas, registrou prejuízo líquido de US$ 187 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, as perdas somaram US$ 253 milhões.

A empresa alcançou uma receita de US$ 867 milhões, 17% inferior na comparação interanual. 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, caiu 26%, para US$ 153 milhões.

Segundo a empresa, o desempenho refletiu principalmente a redução dos preços e dos volumes comercializados. A FMC afirmou que esse impacto foi parcialmente compensado pela diminuição dos custos e por um efeito cambial favorável.

Dívida

Em comunicado, o presidente-executivo da companhia, Pierre Brondeau, afirmou que a empresa concluiu, ao longo do trimestre, iniciativas voltadas ao fortalecimento de sua estrutura financeira. Brondeau acrescentou que a revisão estratégica da empresa foi concluída e que a companhia pretende concentrar esforços para elevar sua competitividade, ampliar o desenvolvimento de seu portfólio tecnológico e sustentar o crescimento no longo prazo.

Como parte da estratégia para fortalecer sua estrutura financeira, a FMC concluiu no trimestre a venda de seus negócios na Índia por US$ 252 milhões, firmou um acordo de licenciamento com a Corteva no valor de US$ 200 milhões, realizou uma operação de sale and leaseback de um imóvel em Delaware por US$ 114 milhões e recebeu um aporte de capital de US$ 400 milhões do Tessenderlo Group.

Apesar dessas iniciativas, a dívida total da companhia passou de US$ 4,163 bilhões em junho de 2025 para US$ 4,280 bilhões em junho de 2026. Já o indicador que considera a dívida em relação ao patrimônio líquido (equity dos acionistas) recuou de US$ 8,56 bilhões para US$ 5,917 bilhões no mesmo intervalo.

Projeções

A FMC também revisou para baixo suas projeções para o ano. A expectativa de receita, desconsiderando as operações na Índia, passou para um intervalo entre US$ 3,5 bilhões e US$ 3,7 bilhões, o que representa queda de 7% no ponto médio em relação a 2025. Excluindo a contribuição da Índia registrada no ano passado, a previsão indica retração de 5%.

A estimativa de Ebitda ajustado foi reduzida para uma faixa entre US$ 620 milhões e US$ 680 milhões, enquanto a projeção de lucro ajustado por ação caiu para entre US$ 1,19 e US$ 1,49 por papel. 

Já a previsão de fluxo de caixa livre foi elevada para um intervalo entre US$ 75 milhões e US$ 225 milhões, incorporando o pagamento antecipado de US$ 200 milhões referente ao licenciamento de um herbicida para a Corteva.

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Tempestades em SP deixam 3 mortos e 10 feridos, aponta Defesa Civil


As fortes chuvas acompanhadas de ventos intensos que atingiram o estado de São Paulo nas últimas 24 horas deixaram ao menos três mortos e dez feridos, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (29) pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil estadual.

As ocorrências foram registradas em diversas cidades e incluíram queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de muros, tombamento de contêineres e naufrágios de embarcações.

As mortes ocorreram em Cesário Lange, São Sebastião e Santos. Em Cesário Lange, uma pessoa morreu após ser atingida pela queda de uma árvore. Em São Sebastião, uma embarcação virou durante o temporal. Das cinco pessoas a bordo, uma morreu, duas ficaram feridas e outras duas saíram ilesas. Em Santos, uma pessoa morreu em meio aos estragos causados pelo temporal.

Entre os feridos, Ubatuba concentrou o maior número de vítimas. Sete pessoas ficaram feridas após o naufrágio de uma escuna e outra sofreu ferimentos provocados pela queda de uma árvore, totalizando oito atendimentos no município. Em São Sebastião, outras duas pessoas ficaram feridas no naufrágio da embarcação.

Além das vítimas, o mau tempo causou prejuízos em várias cidades. Em Cubatão, foram registradas quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Jacareí teve quedas de árvores, destelhamentos e falta de energia. Em Laranjal Paulista, uma árvore caiu durante o temporal.

Já em Peruíbe e São Vicente, a Defesa Civil registrou quedas de árvores e destelhamentos, enquanto Peruíbe também enfrentou interrupções no fornecimento de energia.



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Governo Lula repudia decisão dos EUA em prorrogar emergência nacional contra Brasil


O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo classificou como infundadas as justificativas apresentadas pela Casa Branca e reafirmou a soberania nacional e a independência entre os Poderes.

Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos ao sustentar que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Na nota, o governo brasileiro afirma que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas violações à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores.

O Executivo também declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

Ainda de acordo com a Secom, as acusações já foram amplamente rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países. O governo ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro atua de forma independente e em conformidade com a Constituição Federal.

Medida renovada

Na terça-feira (29), a Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025.

Após a publicação no Federal Register, o diário oficial do governo estadunidense, e o encaminhamento ao Congresso dos Estados Unidos, a medida permanecerá em vigor pelo menos até 30 de julho de 2027.

Na justificativa, o governo estadunidense afirma que continuam existindo as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo essa ordem, políticas e ações adotadas pelo governo brasileiro representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

A Casa Branca também voltou a acusar autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas estadunidenses, de promoverem violações de direitos humanos e de adotarem medidas que afetariam interesses dos Estados Unidos.

O texto cita ainda decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais e à prisão de pessoas por manifestações, classificadas pelo governo estadunidense como atos de censura. O documento também repete a alegação de que um ex-presidente brasileiro, familiares e apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política.

Escalada diplomática

A renovação da emergência nacional ocorre após um ano de agravamento das tensões entre Brasília e Washington. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração Trump adotou uma série de medidas contra o Brasil, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do STF sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades estadunidenses e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também reiteram que o Judiciário atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação brasileira.

Apesar das tratativas diplomáticas, as medidas adotadas pela administração estadunidense foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano. A nota divulgada pela Secom representa a primeira manifestação oficial do governo brasileiro após o anúncio da prorrogação da emergência nacional.



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Carne bovina ganha mercado com acordo entre Mercosul e Singapura

O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura entra em vigor neste sábado (1) e representa um novo passo na estratégia brasileira de ampliar mercados para a carne bovina e reduzir a dependência de grandes compradores, como a China. Embora o país asiático tenha um mercado consumidor relativamente pequeno, analistas avaliam que o principal efeito do acordo será estrutural, ao oferecer maior segurança jurídica para as exportações, facilitar o comércio e abrir espaço para a diversificação dos destinos da proteína brasileira.

O principal benefício para a carne bovina é a concessão de tarifa zero imediata para 100% das linhas tarifárias de Singapura. Na prática, toda a carne bovina exportada pelo Brasil poderá ingressar no mercado singapuriano sem incidência de imposto de importação, aumentando a competitividade do produto brasileiro frente a outros fornecedores internacionais.

Para usufruir da preferência tarifária, no entanto, os exportadores precisarão cumprir as regras de origem previstas no acordo. Será necessário comprovar que a carne atende aos critérios estabelecidos entre Mercosul e Singapura, demonstrando que o produto foi totalmente obtido ou processado no Brasil. As orientações sobre classificação de mercadorias, emissão da prova de origem e procedimentos operacionais já foram disponibilizadas pelo MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) por meio do Portal Siscomex.

Além da eliminação das tarifas, o acordo estabelece critérios comuns para as operações comerciais entre as partes, amplia o acesso ao mercado de serviços, incentiva investimentos e inclui um capítulo específico sobre comércio eletrônico, o primeiro negociado pelo Mercosul com um parceiro extrarregional. O acordo já está em vigor no Paraguai desde fevereiro e no Uruguai desde março.

Embora Singapura esteja longe de representar um mercado do tamanho da China, o país ocupa uma posição estratégica no comércio asiático. Além de ser um importante centro financeiro, é considerado um dos principais polos logísticos da região, característica que pode ampliar a presença da carne brasileira em outros mercados do Sudeste Asiático.

Para o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o acordo fortalece não apenas as exportações de carne bovina, mas de todas as proteínas animais produzidas pelo Brasil.

Segundo ele, Singapura é um mercado em expansão e a redução das barreiras comerciais facilita a entrada de novos produtos brasileiros, contribuindo para a diversificação das exportações e reduzindo a concentração das vendas em poucos destinos.

“Esse acordo vai ser muito útil para as exportações brasileiras de proteínas de origem animal, não só de carne bovina, como para as demais, e pode facilitar o acesso a mais produtos no mercado. É um mercado importante, em expansão, que pode ajudar muito na diversificação das exportações brasileiras”, afirma Iglesias.

Na avaliação do analista da Terra Agro, Geraldo Isoldi, os efeitos positivos devem ocorrer de forma gradual e não devem provocar mudanças imediatas nos preços da carne bovina.

“Vai ampliar o acesso ao mercado, mas não vai interferir nos preços de imediato e muito menos de forma isolada. É uma mudança muito mais importante do ponto de vista estrutural”, diz.

Segundo o analista, a abertura de novos mercados reduz a concentração das exportações brasileiras. “Quanto mais a gente diversificar esse mercado com Singapura, com Coreia do Sul e outros países, melhor. Mas nenhuma dessas nações, isoladamente ou mesmo em conjunto, substitui a China. Essa é a realidade do mercado hoje”, afirma.

De acordo com os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Brasil exportou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina para Singapura no ano passado, o maior volume já registrado nas vendas ao país. No mesmo período, os embarques para a China alcançaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, volume quase 70 vezes superior.

Para Isoldi, isso mostra que a diversificação é importante para reduzir riscos e ampliar oportunidades, mas o impacto econômico ocorre de forma gradual e depende da abertura de vários mercados ao longo do tempo, e não apenas de um único parceiro comercial.

O consultor de mercado Rodrigo Costa avalia que o maior ganho do acordo não está apenas na eliminação das tarifas, mas em três pilares que aumentam a competitividade da carne bovina brasileira no longo prazo.

“O real benefício do acordo para a carne bovina está em três ganhos estruturais, sendo eles a segurança jurídica, regras de origem mais claras e facilitação aduaneira com potencial logístico”, afirma o consultor de mercado.

Antes do tratado, a tarifa zero poderia ser alterada unilateralmente pelo governo de Singapura. Com a entrada em vigor do acordo, esse benefício passa a fazer parte de um compromisso internacional, oferecendo maior previsibilidade para exportadores e investidores.

O segundo ponto é a definição de regras de origem mais claras, com critérios objetivos para comprovar que a carne é efetivamente brasileira. Na avaliação do consultor, isso reduz riscos de questionamentos pelas autoridades aduaneiras e simplifica os processos de certificação.

O terceiro benefício está na facilitação aduaneira e no potencial logístico. Além da simplificação dos procedimentos alfandegários, Singapura pode ampliar seu papel como plataforma de redistribuição de mercadorias para outros países asiáticos, funcionando como um hub logístico para a carne bovina brasileira.

Relação comercial

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões, sendo US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, com superávit comercial de US$ 4,1 bilhões. Entre os principais produtos enviados ao país estão óleos combustíveis, máquinas e proteínas animais, como carnes bovina, suína e de aves.

Assinado em 2022, o Acordo Mercosul-Singapura foi negociado desde 2018. A expectativa do governo brasileiro é que o tratado eleve em cerca de US$ 500 milhões por ano as exportações do Mercosul para o país asiático e contribua para um aumento de R$ 28,1 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro até 2041.

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Rajadas de vento com mais de 90km/h paralisam metrô e geram apagão no Rio


Prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (29) que fortes rajadas de vento, que chegaram a mais de 90km/h, paralisaram as linhas de metrô, derrubaram árvores por toda a cidade e geraram apagão. A falta de energia afetou bairros da capital e da Baixada.

Conforme o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), o município entrou no estágio 2 às 16h50 desta quarta. Segundo o COR-Rio, o estágio 2 é quando há previsão de mudança na rotina da cidade nas próximas horas, ou já há impactos que exigem ações de resposta imediatas.

Eles informaram ainda que a medida foi devido ao registro de “ventos fortes e muito fortes e previsão de intensificação nas próximas horas”.

O COR-Rio aconselhou que as pessoas sigam suas rotinas, mas fiquem atentos, além de recomendações práticas:

  • Acompanhe a previsão do tempo do Alerta Rio e suas atualizações;
  • Mantenha-se informado através dos meios de comunicação e canais oficiais do COR;
  • Todos os cidadãos devem se cadastrar no serviço de alertas da Defesa Civil via SMS. Basta enviar o CEP de casa para o nº 40199, por mensagem de texto.
  • Baixe o aplicativo do COR.Rio para mais informações.
  • Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Metrô paralisado

MetrôRio disse que, por conta de falha no fornecimento de energia elétrica, toda a circulação de trens estava interrompida, sendo as linhas 1, 2 e 4. Há pouco, porém, eles informaram que as linhas 1 e 4 estão processo de normalização, mas a 2 permanece inativa.

“O MetrôRio informa que, neste momento, os intervalos estão em processo de normalização nas linhas 1 e 4. A circulação na Linha 2, no entanto, permanece interrompida, devido a falha no fornecimento de energia elétrica na tarde desta quarta-feira”, escreveram na rede social X.

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do Rio de Janeiro, (sistema moderno de bonde elétrico que atua no Centro e na Região Portuária da cidade, integrando trens, metrô, barcas, ônibus e aeroportos) chegou a ser paralisado por conta das ocorrências mas já foi normalizado.

Queda de árvores

De acordo com o Sistema Alerta Rio, no momento, pequenos núcleos de chuva afetam o município. Outros núcleos que atuam na Região Serrana do estado não devem se deslocar para a capital fluminense. “Na próxima hora, há previsão de chuva fraca em pontos isolados e rajadas de vento moderado a muito forte”, informou o COR-Rio às 17h43 desta quarta.

Muitas árvores caíram pela cidade carioca, o COR-Rio informou os pontos:

  1. Viaduto Waldemar Vianna, sentido Avenida Brasil;
  2. Rua Aurélio de Figueiredo, na altura da Rua Viúva Dantas;
  3. Rua Marquês de Barbacena, na altura da Estrada de Urucânia;
  4. Estrada da Pedra, na altura da estação de BRT Santa Veridiana, nos dois sentidos;
  5. Viaduto Doze de Outubro, no sentido Avenida Brasil;
  6. Estrada Benvindo de Novaes, no sentido Orla, na altura do Américas Shopping;
  7. Avenida das Américas, na altura da estação de BRT Pedra de Itaúna, sentido Santa Cruz
  8. Rua Luiz da Câmara Cascudo, número 60, no Recreio
  9. Rua Ulisses Guimarães, altura da Estácio – Cidade Nova
  10. Rua Itapirú, altura do Presunic – Rio Comprido
  11. Rua Dias da Cruz, no sentido Engenho de Dentro, altura do Imperador – Méier
  12. Avenida Paulo de Frontin, no sentido Lagoa, na altura da Rua Haddock Lobo – Rio Comprido
  13. Avenida Francisco Alves – Jardim Guanabara
  14. Rua João Paulo I, na altura Joaquim Palhares – Estácio
  15. Rua Engenheiro Coloriano – Freguesia
  16. Rua Miritiba, na altura da Rua Coronel Rogaciano Mendes – Freguesia
  17. Rua Teixeira de Freitas, na altura dos Arcos da Lapa – Centro

Queda de galho sobre fiação:

  1. Rua Dom Maurício, em Curicica

Apagão

A Light, concessionária responsável pela distribuição e comercialização de energia elétrica no Rio, informou que registraram uma ocorrência externa ao sistema da Light, afetando o fornecimento de energia para Zona Sul, Tijuca e Centro do Rio. “Nossas equipes estão atuando para restabelecer o serviço o mais breve possível”, escreveram no X.

Concessionária afirmou, porém, que a energia foi restabelecido para as três regiões citadas. Mas que as equipes da empresa continuam atuando em casos pontuais para normalizar o serviço para todos os clientes.

Com a queda de energia, sinais de trânsito ficaram paralisado, o que causou problemas no trânsito.





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Café arábica recua em NY e devolve ganhos da sessão anterior

O café arábica voltou a cair nesta quarta-feira (28) na Bolsa de Nova York, após a alta registrada no pregão anterior. O contrato com vencimento em setembro encerrou a sessão com desvalorização de 4,01%, cotado a US$ 3,25 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a queda foi influenciada principalmente pela desvalorização do real brasileiro frente ao dólar, movimento que estimula as exportações dos cafeicultores do país e levou investidores a liquidarem posições compradas nos contratos futuros.

Apesar do recuo, o mercado segue atento às condições da safra brasileira. Na terça-feira, os preços haviam atingido o maior nível em duas semanas diante das preocupações de que as chuvas acima da média em regiões produtoras possam atrasar a colheita e reduzir a oferta global.

Em Minas Gerais, principal estado produtor de café do Brasil, a Climatempo apontou que foram registrados 32,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 26 de julho, volume 2.700% acima da média histórica para o período.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York com queda de 0,34%, cotado a 14,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços foram pressionados pela perspectiva de aumento da produção de açúcar na Índia, após a melhora no volume de chuvas durante a temporada de monções, período importante para o desenvolvimento das lavouras.

O Departamento Meteorológico da Índia informou que o acumulado de chuvas de monção estava 15% abaixo da média até 29 de julho, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

Inicialmente, o Ministério de Ciências da Terra da Índia havia indicado que a temporada de monções poderia ser a mais fraca em 11 anos. O período de chuvas no país ocorre entre junho e setembro e tem influência direta sobre a produção agrícola, incluindo a cana-de-açúcar.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o pregão na Bolsa de Nova York com desvalorização de 0,31%, cotado a US$ 5.185 por tonelada.

Os preços seguem pressionados pelos sinais de aumento da oferta global e pela incerteza em relação ao ritmo da demanda. Na terça-feira, as cotações atingiram o menor nível em três semanas e meia.

Entre os fatores que limitaram uma queda mais intensa está a revisão da StoneX sobre o balanço global de cacau para a safra 2026/27. A consultoria reduziu a estimativa de excedente para 25 mil toneladas, ante 149 mil toneladas projetadas em abril, citando riscos para a produção na África Ocidental diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño.

Do lado da oferta, dados da Costa do Marfim indicaram que os produtores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos no atual ano comercial, iniciado em outubro de 2025, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Além disso, informações divulgadas pela Bloomberg apontaram que as exportações de cacau da Nigéria cresceram 30% em junho na comparação anual, alcançando 18.922 toneladas.

Algodão

O algodão encerrou a sessão em queda na Bolsa de Nova York, em meio à cautela dos investidores antes da decisão do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos.

O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 1,24% e terminou o pregão cotado a 79,53 centavos de dólar por libra-peso.

Os contratos futuros da fibra registraram perdas ao longo do dia, com a maior parte das posições operando em baixa entre 105 e 120 pontos. O movimento ocorreu em um cenário de valorização do dólar e acompanhamento das demais commodities.

O petróleo bruto avançou US$ 5,20 por barril, enquanto o índice do dólar americano apresentou alta de 0,024. Para a decisão do Fed, a expectativa predominante entre analistas é de manutenção das taxas de juros, embora parte do mercado considere a possibilidade de uma mudança na política monetária.

Suco de laranja

O contrato futuro do suco de laranja concentrado congelado para entrega em setembro encerrou o dia na Bolsa de Nova York com valorização de 0,80%. O vencimento fechou negociado a US$ 1,37 por libra-peso, em uma sessão de recuperação para o mercado.

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Ventos em SP superam 120 km/h e deixam três mortos


Três pessoas morreram durante os fortes ventos que atingiram o Estado de São Paulo nesta quarta-feira (29). A informação foi confirmada pela Defesa Civil, que disparou alerta sobre a ventania, ressacas no litoral e chuva de granizo, reflexo da passagem de uma frente fria. No interior, as rajadas superaram 120 km/h.

Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore. A vítima era uma pessoa em situação de rua, e o acidente ocorreu na Avenida Almirante Cochrane. O homem chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas o óbito foi constatado no local.

O município registrou ventos de 83,7 km/h. Outra morte foi registrada em Cesário Lange, no interior. Um homem morreu após uma árvore atingir o veículo com o qual ele circulava.

Em São Sebastião, um pescador morreu após uma embarcação naufragar no canal entre São Sebastião e Ilhabela. Segundo a Defesa Civil, dos cinco ocupantes, dois saíram ilesos no acidente que aconteceu no canal entre São Sebastião e Ilhabela.

Outros dois foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em estado de choque, enquanto a vítima foi encontrada após buscas realizadas pela Defesa Civil e pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBmar).

A ventania paralisou as operações do Porto de Santos por mais de quatro horas, além de interromper a travessia de balsas entre Santos e Guarujá e entre Ilhabela e São Sebastião. A mudança no clima fez os banhistas saírem às pressas das praias. Vídeos nas redes sociais mostram a ventania sacudindo as árvores, levando faixas e papéis pelo ar e barcos à deriva.

Na capital, após o início da ventania, dezenas de milhares de imóveis ficaram sem luz e voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Em Botucatu, uma árvore caiu sobre a rede elétrica e atingiu um carro, onde estava um casal, que foi resgatado pelos bombeiros.

O órgão informou que, até as 14h desta quarta-feira, as maiores rajadas de vento foram registradas nas cidades de:

  • Itaporanga-SP: 124.9km/h
  • Itaí-SP: 124.9km/h
  • Itaberá-SP: 104.8km/h
  • Paranapanema-SP: 113.0km/h
  • Taquarituba-SP: 117.0km/h
  • Itanhaém-SP: 111.0km/h
  • Itapeva-SP: 84.6km/h
  • Santos-SP: 83.7km/h
  • Coronel Macedo-SP: 80.6km/h
  • Queluz-SP: 75.2km/h
  • São Caetano do Sul-SP: 71.0km/h
  • Registro-SP: 70.2km/h
  • São Paulo-SP: 69.8km/h
  • Baixada Santista

Em Santos, o pico das marés foi de 1,64 metro às 13h40. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa a partir das 12h45 e só foi retomada às 17h10. Uma boia de sinalização do canal de navegação chegou a ser deslocada pelo vento, mas foi reposicionada.

Na área do porto sob jurisdição da APS, houve a paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, local especializado em granéis líquidos químicos e combustíveis, que foi retomada às 14h10. Houve várias quedas de árvore, sendo que uma de grande porte caiu no terminal de granéis líquidos do bairro de Alemoa.

Um armazém de uma empresa que opera porto, onde já funcionou uma estrutura da Receita Federal, foi gravemente afetado.

A travessia de pedestres entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá) também parou devido aos ventos fortes. As operações serão retomadas somente após a cessação da ventania.

Litoral Norte

Em Ilhabela, no litoral norte, os fortes ventos provocaram o rompimento de poitas – peso fixo usado no fundo da água para segurar barcos – de algumas embarcações fundeadas no canal. Com isso, as embarcações ficaram à deriva e foram sendo levadas para praias e encostas em diferentes pontos do município.

Já o serviço de balsas entre São Sebastião e Ilhabela foi suspenso às 13h50 devido à ventania.

Alerta

A Defesa Civil de São Paulo enviou, nesta quarta-feira, dois alertas severos por celular à população por causa das fortes rajadas de vento no avanço da frente fria sobre o Estado. O primeiro foi disparado às 13h para os municípios do litoral, de Itanhaém a Ubatuba. Por volta das 14h, o alerta foi enviado para a capital paulista e região metropolitana.

Conforme o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza, as condições previstas já provocam impactos em diferentes municípios. “Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”, afirmou.

Diante do cenário, foi ativado o gabinete de crise para reforçar o monitoramento e dar rápida resposta a eventuais ocorrências.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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