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CNI vê com “preocupação” ameaça de taxação dos EUA


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota, nesta terça-feira (2/6), na qual afirma acompanhar com “preocupação” a ameaça norte-americana de impor uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros. A proposta consta da conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo de Donald Trump e divulgada nessa segunda-feira (1°/6).

A análise da instituição mostra que exportações da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,2% em 2025. CNI defende ampliação do diálogo entre os dois países

“A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI sustenta que vai continuar acompanhando o assunto junto às autoridades dos dois paíse com o intuito de “defender soluções que preservem e fortaleçam a parceria econômica bilateral entre os dois países”.

A instituição fez uma análise em dados econômicos nas exportações de 2025. Os dados revelam que no período, os envios de produtos para os Estados Unidos tiveram uma queda de 4,2% em comparação com o ano anterior.

“As vendas do setor ao país totalizaram US$ 30,2 bilhões. Nove dos 15 principais setores da indústria de transformação registraram queda nas exportações no ano passado. As maiores reduções ocorreram em produtos de metal (-31,6%); madeira (-20%); celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%)”, acrescenta a CNI.

Mais cedo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já havia se manifestado. A instituição classificou o relatório norte-americano como de “profunda preocupação”.

“A Fiesp acompanha com profunda preocupação o relatório preliminar da Seção 301, divulgado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A proposta apresentada contém um forte impacto negativo para as relações comerciais bilaterais e na competitividade do Brasil”, diz o comunicado.

O texto foi assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e pelo presidente do Conselho Superior de Relações Exteriores da federação, Roberto Azevêdo.

De onde veio

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs taxar as importações brasileiras em 25% para punir práticas “irrazoáveis”. A proposta consta na conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo norte-americano e divulgada nesta segunda. Agora, ela será levada a audiências públicas para discutir o assunto.

A abertura da investigação foi divulgada e 15 de julho do ano passado. O  USTR investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação aos EUA. Entre os exemplos citados estão disputas judiciais entre Brasil e plataformas digitais norte-americanas.



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MBRF aposta na Copa e projeta crescimento em volume de 50% nas vendas

A MBRF projeta crescimento de 50% nas vendas durante a Copa do Mundo e aposta em produtos exclusivos para impulsionar consumo

A companhia projeta um crescimento em volume de 50% nas vendas durante a Copa do Mundo de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

A expectativa foi apresentada por Luiz Franco, vice-presidente de Marketing e Inovação da companhia, durante evento realizado em São Paulo para detalhar a estratégia da Sadia como patrocinadora oficial da Seleção Brasileira por meio da parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Segundo o executivo, a companhia vem estruturando há meses uma operação especial para atender ao aumento da demanda gerado pelo maior evento esportivo do planeta.

A expectativa é impulsionada tanto pelo histórico de crescimento do consumo durante os jogos quanto pelo lançamento de novos produtos, ações promocionais e maior presença da marca em diferentes canais de venda.

O CEO da BRF, Miguel Gularte, destacou que a Copa do Mundo representa uma das ocasiões de consumo mais importantes para a empresa. Segundo ele, a ligação da Sadia com a Seleção Brasileira reforça atributos já consolidados da marca, considerada uma das mais valiosas e presentes nos lares brasileiros.

“A seleção brasileira é uma paixão nacional. Independentemente da época ou do momento, ela continua mobilizando os brasileiros. Estamos muito felizes em participar desse momento tão especial para o país”, afirmou.

Gularte ressaltou ainda que a competição acontece em um período estratégico para a companhia, após a consolidação da fusão entre BRF e Marfrig, concluída em setembro de 2025.

De acordo com o executivo, a integração permitiu unir competências, ampliar sinergias e fortalecer o posicionamento das marcas do grupo.

A preparação para o Mundial começou ainda no início de 2026. De acordo com Manoel Martins, executivo responsável pela área comercial da MBRF, a companhia envolveu diferentes setores na construção da estratégia, incluindo produção, agropecuária, logística, pesquisa e desenvolvimento, marketing e vendas.

“O ponto da Copa não começou agora. Nós estamos preparando o mercado, os clientes e os consumidores há vários meses para esse momento”, afirmou.

Entre as principais apostas está o lançamento de 20 produtos exclusivos para a Copa do Mundo. Segundo Martins, a linha reúne alguns dos itens mais icônicos da Sadia e foi desenvolvida especialmente para momentos de compartilhamento durante as partidas, como aperitivos, snacks e opções práticas para consumo em grupo.

Dados apresentados pela empresa mostram que, nos dias de jogos da Seleção Brasileira, categorias relacionadas a petiscos e conveniência registram crescimento médio de aproximadamente 24% nas vendas.

Além disso, a MBRF pretende ampliar a presença em outra categoria considerada estratégica para o período, o churrasco. Segundo Manoel Martins, as marcas Sadia e Perdigão possuem juntas o maior portfólio de churrasco do mercado brasileiro, com mais de 115 itens disponíveis para os consumidores.

“O churrasco é uma ocasião de consumo muito ligada ao futebol e à reunião entre amigos e familiares. Por isso, é uma categoria fundamental dentro da nossa estratégia para a Copa”, explicou.

A companhia também decidiu ampliar sua atuação além do varejo tradicional. A estratégia contempla tanto o consumo dentro dos lares quanto estabelecimentos como bares, restaurantes, redes de alimentação e operações de food service.

Segundo Martins, a ideia é acompanhar o consumidor em todos os ambientes onde os jogos serão assistidos.

“Escolhemos seguir os dois caminhos. Estaremos presentes tanto dentro de casa quanto nos restaurantes, bares e demais pontos de encontro dos torcedores.”

Outro destaque é o investimento em tecnologia para as ações promocionais. A BRF utilizará uma plataforma digital que permitirá aos consumidores cadastrarem notas fiscais e receberem brindes diretamente em casa. A iniciativa elimina a necessidade de trocas físicas em pontos de venda e busca aumentar a eficiência da campanha.

A estratégia da Copa está apoiada em três pilares principais definidos pela companhia: esporte, entretenimento e experiência de marca. Segundo Manoel Martins, a proposta é transformar a presença da Sadia durante o Mundial em uma plataforma de relacionamento com o consumidor, fortalecendo a conexão emocional da marca com os brasileiros.

O planejamento também conversa com a agenda recente de inovação da companhia. Durante a APAS Show 2026, a BRF apresentou mais de 40 lançamentos ao mercado, muitos deles desenvolvidos com foco em praticidade, conveniência e saudabilidade. Entre os destaques estão produtos voltados ao preparo em air fryer, segmento que vem registrando forte crescimento entre os consumidores.

Outro fator que reforça o otimismo da empresa é o potencial de audiência da Seleção Brasileira. Durante o evento, os executivos destacaram que a recente partida da equipe registrou uma das maiores audiências da televisão aberta dos últimos cinco anos, evidenciando o forte engajamento dos brasileiros com o futebol e o potencial de consumo associado ao torneio.

Com expectativa de que a Seleção avance às fases decisivas da competição, a BRF acredita que a Copa do Mundo será um dos principais motores de crescimento para suas marcas em 2026.

“Estamos preparados para atender a demanda, com inovação, disponibilidade de produtos e uma operação estruturada para acompanhar o consumidor durante toda a Copa”, concluiu Manoel Martins.

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ONU aponta probabilidade de 80% para El Niño entre junho e agosto


Em sua atualização mais recente, a OMM prevê um ‘episódio ao menos moderado, e até forte’, do fenômeno climático de consequências planetárias

Valter Campanato/Agência BrasilSanta Catarina decreta alerta climático por causa do El Niño
A nota avalia que “as probabilidades de que o episódio prossiga pelo menos até novembro são próximas ou superam 90%

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) advertiu, nesta terça-feira (2), que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño entre junho e agosto, o que aumenta o risco de fenômenos meteorológicos extremos nos próximos meses.

Em sua atualização mais recente, a OMM prevê um “episódio ao menos moderado, e até forte”, do fenômeno climático de consequências planetárias. “Há 80% de probabilidade de que se instaure um episódio de El Niño entre junho e agosto de 2026”, afirma o comunicado da OMM.

A nota avalia que “as probabilidades de que o episódio prossiga pelo menos até novembro são próximas ou superam 90%”. Os cientistas denominam como El Niño, e sua fase oposta La Niña, uma variação natural do clima que provoca uma mudança acentuada da temperatura das águas do Oceano Pacífico equatorial.

O fenômeno modifica a circulação atmosférica mundial e pode provocar fenômenos extremos em um grande número de regiões. Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na parte centro-leste do Pacífico equatorial se aproximou dos limiares que caracterizam o fenômeno, um aumento alimentado por temperaturas “excepcionalmente elevadas” abaixo da superfície, que superaram em mais de 6ºC as médias sazonais, destaca a OMM.

“Temos que nos preparar para um episódio de El Niño potencialmente forte, que vai agravar as secas, aumentar as chuvas intensas e agravar o risco de ondas de calor tanto em terra como nos oceanos”, alertou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, citada no comunicado.

  • O El Niño é caracterizado por um aumento das temperaturas de superfície no centro e no leste do Pacífico equatorial.
  • O fenômeno acontece a cada dois a sete anos e tem duração de nove a 12 meses.
  • O último episódio de El Niño, em 2023 e 2024, transformou estes anos nos dois mais quentes já registrados.
  • O fenômeno cíclico afeta, por efeito dominó, o clima mundial durante vários meses.

‘Alerta climático urgente’

Para o período junho-julho-agosto, a OMM prevê um conjunto de condições que favorecem “um predomínio de temperaturas acima do normal em quase todas as regiões do planeta”, com um risco adicional de estresse térmico, seca em algumas regiões e fenômenos extremos, como inundações ou secas severas.

A organização lembrou que os centros de previsão regionais indicam precipitações “abaixo do normal” durante a temporada de chuvas de junho a setembro na região do Chifre da África, uma monção menos abundante que a média no sul da Ásia e condições mais quentes e mais secas na América Central.

Durante o verão do hemisfério norte, as águas quentes vinculadas ao El Niño também podem favorecer a formação de furacões no Pacífico central e leste, ao mesmo tempo que limitam seu desenvolvimento no Atlântico, acrescentou a OMM.

“O mundo deve tratar este evento pelo que é: um alerta climático urgente”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em um vídeo. “As condições associadas ao episódio de El Niño vão jogar mais lenha na fogueira de um planeta em aquecimento. As consequências serão sentidas com uma intensidade ainda maior e seu alcance será ainda mais amplo, cruzando fronteiras a uma velocidade devastadora”, acrescentou.

Guterres voltou a pedir o “fim da dependência dos combustíveis fósseis”. Celeste Saulo afirmou que 128 países já contam com sistemas de alerta precoce multirrisco. O objetivo da ONU é que estejam implementados em todos os países até o final de 2027.

A chefe da OMM destacou que o El Niño terá “efeitos em cascata”, com possíveis consequências para o comércio mundial. Os efeitos vão “desde a variabilidade do clima até a economia e a segurança das populações. Por isso, esta informação é tão pertinente e tão importante”, declarou em uma entrevista coletiva em Genebra.





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STF retira obrigação de seguradoras em aplicar em créditos de carbono


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tirar a obrigatoriedade de as seguradoras destinarem parte de suas reservas técnicas e provisões à aquisição de créditos de carbono. O caso estava no plenário virtual da Corte e foi encerrado em 29 de maio.

A decisão também vale para entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores.

Na ação proposta pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), foi questionado o o dispositivo da Lei 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

A norma obrigava seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores a destinar pelo menos 0,5% de suas reservas técnicas e provisões à compra de créditos de carbono ou de cotas de fundos vinculados a esses ativos.

Flávio Dino é o relator da ação no STF
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Flávio Dino é o relator da ação no STF

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro Flávio Dino cobrou ações do governo
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Ministro Flávio Dino cobrou ações do governo

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

STF julgou o caso no plenário virtual
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STF julgou o caso no plenário virtual

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

O relator da ação, ministro Flávio Dino, considerou que a regra violou o princípio da isonomia, uma vez que impõe a aplicação de recursos em créditos de carbono por entidades que, pela natureza de suas atividades, não são as principais emissoras de gases de efeito estufa.

Os créditos de carbono são ativos negociáveis que representam a redução ou a compensação de emissões de gases de efeito estufa.

Outro argumento foi a violação dos princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima. O relator apontou que a exigência passou a valer sem a previsão de período de adaptação nem de regras de transição, o que impõe novas obrigações em um mercado ainda marcado por incertezas e em estágio inicial de desenvolvimento.



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Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump para não taxar produtos do Brasil


Senador relatou reuniões com autoridades dos EUA após proposta de tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras por divergências comerciais

Reprodução / Redes SociaisFlávio e Trump
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplique taxas sobre empresas brasileiras. O pedido, segundo o parlamentar, foi feito nas reuniões que contaram com a presença do vice-presidente, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. As declarações de Flávio foram dadas à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

O movimento ocorre em meio à proposta do governo americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil.

De acordo com Flávio, a argumentação utilizada nos encontros focou na valorização da tecnologia e da produção nacional. O senador destacou setores como o agronegócio, o sistema de pagamentos PIX e o etanol como ativos estratégicos.

“É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual”, declarou.

A fala do senador acontece no mesmo dia em que foi divulgada a conclusão de uma investigação do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão classificou políticas do governo brasileiro como “irrazoáveis” e sugeriu a taxação de 25% por considerar que as práticas brasileiras restringem o comércio norte-americano. O relatório fundamenta-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e aponta problemas em seis áreas, incluindo o mercado de etanol e serviços de pagamento eletrônico.

No âmbito digital, a investigação dos EUA citou ordens judiciais brasileiras para suspensão de perfis em redes sociais e remoção de conteúdo, além de restrições a sistemas de pagamentos.

Sobre o etanol, o documento afirma que o Brasil não oferece reciprocidade tarifária desde 2017. Outros pontos citados incluem a aplicação ineficaz de leis contra o desmatamento e falhas na proteção da propriedade intelectual.

Críticas a Lula

Flávio Bolsonaro criticou a condução diplomática do governo Lula (PT), afirmando que o presidente gerou desconfiança nas autoridades americanas. Segundo o senador, a postura do Executivo brasileiro em relação à segurança pública e declarações sobre a política externa dos EUA dificultam as negociações comerciais.

“Sentado hoje na cadeira de presidente da República, você tem alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula, porque o Lula sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas”, disse Flávio Bolsonaro.

“‘Os caras’ já pensam o que, ‘pô’: ‘Que presidente é esse? Estamos aqui oferecendo uma ajuda, uma cooperação, e o presidente do Brasil sai daqui pedindo (1:12) o contrário, para defender bandido, para defender terrorista’”, completou.

Por outro lado, o embaixador americano Jamieson Greer afirmou que a investigação do USTR foi iniciada a pedido de Trump para tratar de preocupações comerciais persistentes. Embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e Lula nos últimos meses, o embaixador ressaltou que permanecem divergências substanciais entre os dois países.

As medidas propostas pelos Estados Unidos estão em fase de consulta pública até o dia 1º de julho. Uma audiência sobre o tema será realizada em 6 de julho, com o prazo final para a decisão sobre as tarifas fixado em 15 de julho.





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Tecnologia com inclusão: Governo de MS lança IA nas escolas e endereçamento digital para áreas rurais


Parceria com o Google reforça estratégia de transformação digital do Estado, preparando jovens para o mercado de trabalho e ampliando cidadania e acesso a serviços no campo.

Tecnologia com inclusão: Governo de MS lança IA nas escolas e endereçamento digital para áreas rurais

Ao lado do governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, participou nesta segunda-feira (1º) do evento “Raízes do Futuro – Tecnologia e Inovação para Construir o Amanhã”, que marcou uma nova etapa da parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Google. A iniciativa amplia a agenda de transformação digital do Estado com ações voltadas à educação, inovação, conectividade e inclusão, beneficiando estudantes da rede pública estadual e moradores da zona rural.

O evento reuniu secretários de Estado, dirigentes de autarquias, representantes do setor produtivo, parlamentares estaduais e federais, além de executivos da empresa de tecnologia. As medidas anunciadas reforçam a estratégia do Governo do Estado de preparar Mato Grosso do Sul para os desafios da nova economia, ampliando o acesso à tecnologia e criando oportunidades para diferentes segmentos da população.

Um dos principais anúncios foi a disponibilização de ferramentas de inteligência artificial para aproximadamente 190 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE). A parceria permitirá o acesso a recursos como o Gemini e o Google Workspace for Education, ampliando o uso de tecnologias digitais em sala de aula e oferecendo novos instrumentos de aprendizagem para alunos e professores.

Segundo o governador Eduardo Riedel, a iniciativa faz parte de uma política pública voltada à democratização do acesso à tecnologia e à formação de mão de obra qualificada para um mercado de trabalho cada vez mais conectado à inovação. “A transformação tem que ser de base, por isso o governo é inclusivo. Quando colocamos inteligência artificial à disposição dos nossos estudantes, estamos preparando esses jovens para as oportunidades de emprego e renda que já estão surgindo em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Barbosinha destacou que a iniciativa representa mais um avanço na construção de um Estado moderno e conectado às transformações tecnológicas que já impactam a vida das pessoas.“O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo fundamental para a inclusão digital. Essa parceria permite que a inteligência artificial chegue aos mais de 190 mil alunos da rede estadual para se somar ao trabalho dos professores e ampliar as possibilidades que a ciência, a tecnologia e a inovação oferecem para a educação”, ressaltou.

Para o diretor-geral de Parcerias Globais do Google para a América Latina e o Canadá, Newton Neto, a ação contribui para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. Segundo ele, o acesso às ferramentas de inteligência artificial será fundamental para qualificar profissionais e preparar as novas gerações para uma economia cada vez mais baseada em conhecimento e inovação.

O executivo também destacou o potencial do Estado para se consolidar como referência internacional em tecnologia aplicada ao agronegócio, unindo produção, pesquisa, inovação e formação de talentos. A parceria entre Governo do Estado e Google contempla ainda iniciativas voltadas à modernização da gestão pública, integração de bases de dados e ampliação do uso de soluções digitais em diferentes áreas da administração estadual.

CEP Rural leva cidadania, inclusão e serviços ao campo

Outro destaque do evento foi o lançamento do CEP Rural, iniciativa que vai criar um sistema de endereçamento digital para propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. A proposta busca integrar bases territoriais, georreferenciamento e plataformas digitais para facilitar a localização de imóveis rurais, melhorar a logística, ampliar o acesso a serviços e fortalecer a cidadania no campo.

O Estado já conta com uma base territorial robusta, construída a partir de informações de instituições como Imasul, Iagro, Agraer e Semadesc. Atualmente, mais de 84 mil propriedades possuem perímetro descrito e cerca de 24 mil já contam com sede georreferenciada, condição que permitirá a implantação da primeira etapa do programa ainda este ano.

A meta inicial é atender 24.056 propriedades rurais que já possuem Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado e sede georreferenciada. A estrutura será integrada a órgãos estaduais, como Imasul, Iagro, Agraer, Agesul, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Saúde, além de poder ser utilizada por empresas privadas e plataformas de navegação.

Durante o lançamento, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, destacou que o CEP Rural representa muito mais do que uma ferramenta logística. “Dar um endereço para quem vive no campo é, antes de tudo, uma ação de cidadania. Estamos falando de agricultores familiares, assentamentos, comunidades tradicionais e produtores que muitas vezes não conseguem acessar serviços básicos porque sequer possuem um endereço formal. Mais do que um endereço, é um projeto de pertencimento”, afirmou.

Barbosinha também ressaltou os impactos da iniciativa para a população rural. Segundo ele, o sistema facilitará o atendimento de ocorrências, o acesso a serviços públicos e a integração das propriedades às novas tecnologias que estão transformando o campo. “A possibilidade de ter um endereço formal facilita o trabalho da saúde, da segurança pública e dos serviços de emergência. É uma ferramenta que aproxima as pessoas das políticas públicas e abre caminho para novas soluções tecnológicas e logísticas”, destacou.

Para Newton Neto, a inclusão digital passa necessariamente pela inclusão territorial. “Não existe impacto da adoção de tecnologia se ela não for realmente inclusiva”, afirmou o executivo, ao destacar que a iniciativa permitirá que milhares de famílias tenham acesso facilitado a serviços, crédito, logística e oportunidades.

Ao encerrar o evento, Barbosinha reforçou que os dois projetos simbolizam a visão de futuro construída pelo Governo do Estado. “É um Mato Grosso do Sul próspero, verde e cada vez mais digital. Um Estado que utiliza a tecnologia para gerar oportunidades, inclusão e desenvolvimento para toda a população”, concluiu.

Fotos: Saul Schramm



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EUA marcam para 6 de julho audiência para discutir novo tarifaço


O governo dos Estados Unidos marcou, para 6 de julho, uma audiência com representantes de organizações norte-americanas e brasileiras para discutir a respeito da proposta de taxação de 25% sobre produtos do Brasil para corrigir as práticas consideradas desleais pela gestão de Donald Tump.

Segundo o cronograma, o prazo final para a aplicação do novo tarifaço é 15 de julho.

Confira as datas

  • Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública — 22 de junho.
  • Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR — 1º de julho.
  • Audiência com autoridades do Brasil e dos EUA — 6 de julho.
  • Data limite para a aplicação legal da tarifa — 15 de julho.

A proposta de taxação ocorre após o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), órgão responsável pela política comercial do país, acusar o Banco Central de atual de forma “dupla” e desleal, sendo discriminatório com as empresas americanas.

Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas
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Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas

Luh Fiuza/Metrópoles @Luhfiuzafotografia

EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix
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EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix

Bruno Peres/Agência Brasil

Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio
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Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio

Divulgação/Flávio Bolsonaro

Os EUA afirmam que a autarquia age simultaneamente como regulador e operador do sistema o que criaria “um conflito de interesses”.

Acusações dos EUA contra o Pix

  • BC age de forma dupla e desleal.
  • Sustentam que o tratamento preferencial do Brasil dado ao Pix são injustos e discriminatórias.
  • Empresas norte-americanas estariam sendo prejudicadas.
  • Tarifa de 25% seria necessária como medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras.

O escritório aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Ele também classifica atos, políticas e práticas brasileiras como “irracionais” ou capazes de restringir o comércio norte-americano.

Caso a taxação extra seja aceita, uma lista de produtos ficará isenta, como algumas carnes, frutas, café, terras-raras e aeronaves.

 

 

 



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China reconhece território brasileiro como livre de febre aftosa

O governo da China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim.

A decisão encerra um processo de negociação entre os dois países que se estendeu por mais de duas décadas. Com o reconhecimento, o Brasil amplia as possibilidades de exportação de produtos bovinos e suínos para o mercado chinês, incluindo itens como miúdos e carne com osso.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, as vendas do setor para o país asiático ultrapassaram US$ 50 bilhões.

Durante a visita presidencial à China, realizada em maio de 2025, os dois países assinaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Administração-Geral de Aduanas da China na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O documento prevê o fortalecimento do diálogo sanitário entre os governos e o avanço de negociações relacionadas ao setor agrícola.

Em nota, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) reforçou que o reconhecimento do território brasileiro como livre de febre aftosa pela China representa o encerramento de uma negociação conduzida ao longo de mais de 20 anos.

Segundo a entidade, a medida é resultado do trabalho desenvolvido por produtores rurais, indústrias, serviços veterinários oficiais e instituições ligadas à defesa agropecuária. A associação destacou que o Brasil consolidou, ao longo dos anos, mecanismos de controle, vigilância e monitoramento sanitário para atender às exigências dos mercados internacionais.

A ABIEC também ressaltou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações com as autoridades chinesas. De acordo com a entidade, a decisão amplia a previsibilidade das relações comerciais entre os dois países e reforça a confiança no comércio de carne bovina.

“Para a cadeia da carne bovina, a decisão traz ainda mais segurança e previsibilidade para o comércio entre Brasil e China. Principal destino das exportações brasileiras do produto, a China desempenha papel fundamental para o setor, e esse avanço reforça a confiança construída ao longo dos anos, criando condições para o aprofundamento das relações comerciais e para a geração de mais oportunidades ao longo de toda a cadeia produtiva”, diz a nota.

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EUA propõem tarifa de 25% sobre bens brasileiros após término de investigação


Medida responde a práticas consideradas irrazoáveis em setores como comércio digital, etanol e meio ambiente

Ricardo Stuckert / PREncontro Lula e Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Lula

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.

A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final aponta irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No âmbito digital, a investigação cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O documento menciona ainda que, apesar de possuir leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.

O embaixador Jamieson Greer declarou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer afirmou que, embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações.

O Escritório do Representante Comercial abriu as medidas propostas para consulta pública. Interessados podem enviar comentários por escrito até o dia 1º de julho. Uma audiência pública sobre a ação está agendada para 6 de julho. O prazo legal para a tomada de medidas corretivas finais é 15 de julho.





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Estudantes mortos em acidente na GO-518 tinham entre 11 e 14 anos


Cinco estudantes morreram na noite dessa segunda-feira (1º/6), após a van que eles estavam colidir contra um caminhão em Goiás



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