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Brasil tem desemprego de 5,6% no tri até maio, diz IBGE, em linha com o esperado


A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% nos três meses até maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. A taxa de desocupação chegou a 14,9% (janeiro-março), em 2021, em razão dos efeitos da Covid-19 no mercado de trabalho nacional. 

A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6% no período.

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“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill.

A população desocupada (6,1 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 (6,2 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda de 9,3% (menos 624 mil pessoas). Já a população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). E o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 p.p. no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).

A PNAD Mensal mostrou que o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 39,3 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e no confronto com o mesmo trimestre de 2025. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,4 milhões de pessoas) também apresentou estabilidade nas duas comparações. O mesmo ocorreu com trabalhadores por conta própria, formada por 26,0 milhões de pessoas e com os empregadores (4,2 milhões de pessoas).

Diferente das categorias anteriores, um grupo que vem demonstrando estabilidade ou queda nos últimos cinco trimestres é o de trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas. O contingente apresentou estabilidade no confronto com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, mas na comparação com o mesmo trimestre do ano passado mostra queda de 328 mil postos de trabalho. O analista da pesquisa ressalta que “em cenários de baixa desocupação, o custo de oportunidade dessa força de trabalho aumenta, gerando uma migração estrutural para postos formais em outras atividades, que oferecem melhores salários, condições de trabalho e garantias.

Houve crescimento de 3,6% no grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 13,1 milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, houve elevação de 2,8%, representando um adicional estimado de 350 mil pessoas. No entanto, a alta de ocupados neste grupo, no trimestre, foi acompanhada por queda de 3,1% no rendimento médio mensal real habitualmente, equivalente a menos R$ 172. A comparação com o trimestre de março a maio de 2025 indicou aumento de rendimento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,0%, ou mais R$ 99) Trabalhador doméstico (3,8%, ou mais R$ 52) e Conta-própria (4,4%, ou mais R$ 130).

“A redução real no rendimento dos empregados no setor público deve-se ao efeito da mudança de composição desse grupo, porque neste período aumenta a contratação de novos servidores temporários ou municipais com salários menores, somado à rigidez dos reajustes nominais do setor público”, explicou William.

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(com agência de notícias do IBGE)



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chance de estouro do teto da meta de inflação em 2026 é de 79%


O Banco Central aumentou a sua estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,50%, em 2026, de 30% para 79%. A informação foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,50%, agora é nula, ante 2% no relatório anterior, divulgado em março.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.

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No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026.

A chance de a inflação de 2027 superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso passou de 10% para 6%.

Para 2028, a chance de superar o teto da meta diminuiu de 17% para 16%. A chance de ficar abaixo no período aumentou de 11% para 12%.



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núcleo do PCE sobe 0,3% em maio, em linha com o esperado


WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) – A inflação nos Estados Unidos aumentou ainda mais em maio, ultrapassando os 4,0% pela primeira vez em três anos uma vez que o conflito no Oriente Médio impulsionou os preços da energia, o que pode levar o Federal Reserve a aumentar a taxa de juros ainda este ano.

O índice de preços PCE subiu 4,1% nos 12 meses até maio, o maior aumento e a primeira leitura acima de 4,0% desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio. O PCE subiu 3,8% em abril, em dado não revisado.

Economistas consultados pela Reuters previam que avanço do PCE de 4,1% nesta base de comparação. O índice teve alta de 0,4% em maio em relação ao mês anterior, mesma taxa de abril.

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A guerra liderada pelos EUA contra o Irã elevou os preços do petróleo, levando a um aumento nos custos da gasolina. Embora os preços do petróleo e da gasolina tenham recuado nas últimas semanas em meio a um frágil cessar-fogo, economistas projetam que a inflação permanecerá elevada por algum tempo.

O presidente Donald Trump e seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram na semana passada um acordo de paz preliminar que reabriria as rotas de transporte de petróleo e outras rotas marítimas que foram bloqueadas pela guerra.

Os consumidores já enfrentavam antes do conflito dificuldades com os preços mais altos decorrentes das tarifas de importação impostas por Trump.

O aumento do custo de vida é um problema político para Trump e seu partido Republicano, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro em meio à crescente frustração com sua gestão da economia. Trump venceu a eleição presidencial de 2024 em parte devido à sua promessa de reduzir a inflação.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços PCE teve alta de 3,4% em maio na base anual, depois de subir 3,3% em abril. O núcleo do PCE avançou 0,3% em relação ao mês anterior, após alta de 0,3% em abril.

O banco central dos EUA acompanha o índice PCE para sua meta de 2%. Na semana passada, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas as projeções trimestrais atualizadas mostraram que as autoridades esperam elevar os custos dos empréstimos ainda este ano, em meio a preocupações crescentes com a inflação.

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Os mercados financeiros apostam que um aumento de juros poderá ocorrer já em setembro, com outra alta provável posteriormente. Tanto a inflação geral pelo PCE quanto o núcleo ficaram abaixo de 2% pela última vez no início de 2021.

Apesar da alta inflação, os consumidores mantiveram seus gastos, graças a restituições de impostos mais elevadas este ano, bem como a uma recuperação do mercado de ações, que amenizaram um pouco o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. As famílias também estão recorrendo às economias e poupando menos.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,7% em maio, após um aumento de 0,4% em abril. Embora parte do aumento nos gastos reflita preços mais altos, o consumo parece estar a caminho de acelerar neste trimestre, após desacelerar no trimestre de janeiro a março.

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(Reportagem de Lucia Mutikani)



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PIB dos EUA sobe 2,1% no primeiro trimestre, acima do esperado pelo mercado


O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% em termos anualizados no primeiro trimestre, de acordo com a leitura final divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Análise Econômica.

Os dados ficaram acima do esperado, uma vez que economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 1,6%, em linha com a segunda projeção.



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por que o alarme no agro pode ser maior do que o impacto


O El Niño entrou oficialmente no radar do Comitê de Política Monetária (Copom) como um risco de alta para a inflação e tem contribuído para que o mercado passe a projetar menos cortes da taxa Selic à frente. A probabilidade de formação de um “Super El Niño” entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 já supera 80%, segundo estimativas da NOAA. De acordo com a consultoria meteorológica Nottus, a intensidade deve ultrapassar 2,5 graus de anomalia, padrão semelhante ao de 2015 e 2016.

Segundo projeções do Goldman Sachs, o aumento extremo de temperatura pode gerar uma alta acumulada de 15,8% nos preços das commodities alimentícias até 2028. “O risco climático migrou da periferia do debate para o centro das preocupações com preços, com implicações diretas para o ritmo do ciclo de cortes da Selic”, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. Gesner Oliveira, professor da FGV e sócio da GO Associados, estima que o fenômeno pode adicionar 0,55 ponto percentual ao IPCA em 2026 e 0,2 ponto percentual em 2027, tornando mais lento o processo de desinflação esperado para o período.

No entanto, os impactos reais sobre o agronegócio são bem mais incertos, já que os efeitos variam muito de acordo com a região e a cultura, e o setor parte de um patamar mais robusto do que em ciclos anteriores.

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Leia também: Picchetti nega alongamento do horizonte relevante do Copom: “situação especial”

A safra brasileira 2025/26 caminha para um volume recorde de 358,6 milhões de toneladas, segundo a Conab, impulsionada pelo aumento de área e da produtividade da soja. Para Leonardo Alencar, head de Agro, Alimentos e Bebidas da XP, o setor está mais preparado do que na última vez em que enfrentou um fenômeno de intensidade semelhante. “Mesmo que haja quebra de produtividade, o patamar produtivo atual ainda é muito superior ao de 2015 e 2016”, afirma, citando o aumento contínuo de nutrientes no solo, os investimentos em irrigação e o maior nível de mecanização das lavouras.

A XP aponta que, mesmo em um cenário de super El Niño, a produtividade da soja pode recuar apenas 5% no agregado nacional, com os impactos concentrados no Matopiba, região que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Sul do país, um dos principais cinturões produtivos, tende a seguir na direção contrária, já que o fenômeno costuma elevar as chuvas na região e favorecer a produtividade. Ana Luiza Lodi, analista de inteligência de mercado da StoneX, confirma que “historicamente, a produção de soja no Brasil tende a ser beneficiada pelo El Niño, por trazer mais chuvas para o sul do país”, ressalvando prejuízos apenas se o volume for excessivo.

Leia mais: BC esclarece decisão de cortar Selic, mas admite inflação fora da meta até 2028

As culturas mais expostas

O milho é uma das culturas mais sensíveis. A principal vulnerabilidade está na safrinha, que depende mais das chuvas e pode ser afetada por atrasos no plantio ao longo do outono e do inverno, um risco que ganha relevância apenas no fim de 2026. O USDA já projeta déficit global de 22 milhões de toneladas na próxima safra de milho e de 5 milhões de toneladas no balanço de trigo. Lodi acrescenta que o clima adverso no Norte e no Nordeste encarece a cadeia produtiva como um todo, com reflexos no custo da ração para carnes e leite.

O açúcar é apontado pela XP como a commodity mais sensível ao fenômeno, já que o El Niño pode pressionar simultaneamente a produtividade da cana no Brasil e reduzir o excedente exportável de Índia e Tailândia, os outros grandes fornecedores globais, apertando o balanço global de oferta. Ainda assim, o ponto de partida é confortável, com a moagem brasileira de cana caminhando para um recorde de 640 milhões a 650 milhões de toneladas na safra 2026/27.

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No café, o cenário exige cautela redobrada. Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, destaca que o padrão climático é historicamente agressivo para as áreas cafeeiras. Para o arábica, a temporalidade do clima é determinante: “O período coincide com as fases de expansão e enchimento dos frutos, quando temperaturas elevadas e baixa umidade aumentam a evapotranspiração e podem comprometer o desenvolvimento da safra. Nesse caso, o impacto tende a ser altista para os preços”, detalha. A preocupação se estende à Ásia, com expectativas de tempo quente e seco no Vietnã e na Indonésia, dois dos maiores produtores mundiais de café robusta.

Leia também: BC não vai se comprometer com sinalização explícita para juros, diz diretor

Mercado de commodities ainda não precificou o risco

Apesar do alarme, o prêmio de risco do El Niño ainda não chegou aos preços. Segundo Alencar, nenhuma das grandes commodities negociadas em bolsa, como soja, milho, algodão, açúcar, etanol e proteínas, tem esse prêmio embutido nos contratos futuros. A XP mantém viés baixista para boa parte delas, justificado pelo cenário global confortável de oferta e demanda, independentemente do fenômeno climático.

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O avanço da intensidade do El Niño nos próximos meses será decisivo para definir o potencial das safras de 2027 e os preços internacionais.

O primeiro canal de transmissão para o consumidor será a energia elétrica. Sudeste e Centro-Oeste concentram cerca de dois terços da capacidade de armazenamento do sistema elétrico, e a GO Associados projeta o retorno da bandeira vermelha patamar 2 já no segundo semestre de 2026. O impacto sobre os alimentos, embora mais severo, tende a se concentrar em 2027, à medida que a quebra de produtividade chega ao varejo.



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BC mantém estimativa de expansão do crédito em 2026 em 9,0%


BRASÍLIA, 25 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central prevê um ‌crescimento do crédito no país de 9,0% ‌este ano, mesma estimativa feita em março, conforme dados do seu Relatório de ⁠Política ‌Monetária divulgado ⁠nesta quinta-feira.

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,8% em ​2026, contra expectativa anterior de 9,5%. Para ​as empresas, a alta foi calculada em 7,8%, contra 8,2% previstos ‌em março.

Para o ​estoque de crédito livre, em que as taxas ⁠são ​pactuadas livremente ​entre bancos e tomadores, o ⁠BC projeta ​agora uma expansão de 7,8% em 2026 (+8,1% ​antes). Para o crédito direcionado, que ​atende ⁠a parâmetros estabelecidos pelo governo, ⁠a perspectiva é de alta de 10,7% (+10,2% antes).

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(Por Bernardo Caram, edição de Camila ​Moreira)



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Arrecadação federal cresce 10,7% em maio e soma R$ 266,8 bilhões


A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 266,793 bilhões em maio, informou hoje a Receita Federal. O montante ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um montante de R$ 253 bilhões, após R$ 278,823 bilhões em abril. As estimativas variam de R$ 240,9 bilhões a R$ 269,7 bilhões.

O resultado de maio representa uma alta de 10,69% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de maio desde 2000, o início da série histórica.

O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 36,767 bilhões representando crescimento real de 33,11%. Nesse resultado, há R$ 7 bilhões dessa arrecadação considerada atípica decorrentes de mudanças na legislação.

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“Esse resultado pode ser explicado pelos aumentos reais de 49 40% na arrecadação com a estimativa mensal, em razão de recolhimentos atípicos e de 8,85% na arrecadação do lucro presumido”, escreveu o órgão em relatório.

A Receita apontou ainda que arrecadou R$ 1,048 bilhão com o novo imposto de exportação para petróleo, tributo criado para compensar o corte de alíquotas no diesel dado o impacto da guerra no Irã.

A receita previdenciária somou R$ 63,275 bilhões, crescimento real de 4,88% frente a maio de 2025. Segundo a Receita, o resultado foi puxado pelo crescimento real de 4,30% da massa salarial de abril de 2026 em relação a abril de 2025.

Além disso, houve crescimento de 13,49% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a maio de 2025. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, a partir de janeiro de 2025.

O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 31,162 bilhões, representando crescimento real de 16,64%. Esse desempenho decorre do acréscimo real de 19,14% na arrecadação relativa às quotas da Declaração de Ajuste Anual.

As receitas com o IOF, por sua vez, aumentaram 31,11% acima da inflação frente a maio de 2025, e atingiram R$ 8,157 bilhões.

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BC esclarece decisão de cortar Selic, mas admite inflação fora da meta até 2028


O relatório trimestral de inflação do Banco Central publicado nesta quinta-feira (25) ajudou a explicar a decisão de cortar os juros na semana passada, mas pintou um cenário difícil para a inflação brasileira nos próximos anos. Ao estender em um trimestre o prazo para convergir à meta, o BC mostra, nas próprias projeções, a inflação se aproximando de 3% sem nenhum ajuste adicional na Selic. O problema, segundo analistas, é que o quadro é mais difícil do que parecia, com a inflação acima da meta até 2028.

A principal contribuição do relatório foi expor, em números, o argumento do Copom para estender o horizonte relevante da política monetária do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. A diferença de um trimestre é suficiente para a projeção do IPCA cair de 3,7% para 3,2%, levando a inflação para perto da meta sem nenhum ajuste adicional na trajetória de juros, conforme análise da XP.

Em nota, Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, avalia que o relatório confirmou a hipótese que havia formulado a partir da “comunicação confusa” da ata: o Copom optou por um “descasamento pontual do horizonte relevante” para acomodar o corte de juros, postergando o compromisso de convergência para 2028. A tabela trimestral completa do relatório, ausente na ata, mostra que a inflação só se estabiliza em 3,1% a partir do terceiro trimestre de 2028.

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Leia também: “Ajuste virá na marra”: ex-diretor do BC vê disparada do dólar como em Dilma II

O Bradesco aponta que a dissipação do El Niño é o mecanismo central por trás dessa trajetória. O BC passou a considerar um fenômeno climático forte no cenário-base, o que pressiona os preços de alimentos nos próximos trimestres. Com a normalização, esses preços passam a contribuir para trazer a inflação em direção à meta a partir de 2028.

O Goldman Sachs lê o relatório com ceticismo. Em nota assinada pelo diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina, Alberto Ramos, o banco ressalta que a meta inalcançada mesmo no horizonte estendido que o Copom escolheu como referência representa um “foco excessivo em projeções para um 2028 distante e incerto”.

A revisão do PIB de 2026, de 1,6% para 2,0%, torna o cenário ainda mais desafiador. Com a atividade mais forte, o hiato do produto permanece positivo por mais tempo, pressionando a inflação de serviços. Para o Goldman, “para preservar a credibilidade acumulada nos últimos dois anos, o Copom deveria considerar interromper a normalização da taxa de juros”.

O Bradesco destaca ainda um estudo de riscos de cauda incluído no relatório que reforça a assimetria do cenário. Choques de demanda e de inflação importada deslocam a distribuição de probabilidades para cima de forma expressiva, elevando as chances de inflação mais alta. Na atividade, o efeito médio de choques financeiros sobre o crescimento é limitado, mas a cauda recessiva se amplia com intensidade, reforçando o peso do balanço de riscos altista que o Copom já havia sinalizado na ata.

Leia também: Economistas preveem que El Niño elevará a inflação no Brasil, mostra consulta do BC

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Mercado vê manutenção dos juros pelo Fed em julho e alta em setembro


25 Jun (Reuters) – O Federal ⁠Reserve não aumentará a taxa de juros no ⁠próximo mês mesmo depois que um relatório do governo mostrou ‌que a inflação, com base no indicador de referência do banco central dos Estados Unidos atingiu o nível mais alto dos últimos três ‌anos, apostavam operadores nesta quinta-feira, embora eles continuem vendo um aumento em setembro.

Os mercados financeiros estão agora precificando apenas cerca de 30% de chance de um aumento dos juros na reunião do banco central de 28 a 29 de julho, contra quase 40% mais cedo nesta quinta-feira, com ⁠base ‌nas negociações dos contratos futuros do CME Group.

Eles ainda veem cerca ⁠de 80% de chance de que o Fed aumente sua taxa de juros de referência na reunião de 15 e 16 de setembro, em vez de mantê-la na faixa atual de 3,50% a 3,75%.

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O índice PCE de preços subiu 4,1% nos 12 meses até ​maio, o maior aumento desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio.

O Fed tem ​como meta uma variação de 2% nesse índice ao longo de 12 meses, meta que não é atingida há mais de cinco anos e que o chair do Fed, Kevin Warsh, em sua primeira reunião neste mês, afirmou que será cumprida.

Operadores e analistas interpretaram essa ‌declaração e outras sobre a necessidade de reduzir ​a inflação como um fator que aumenta as chances de aumentos da taxa de juros no curto prazo.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo do PCE ⁠teve alta de 3,4% ​em maio na ​base anual, de 3,3% em abril.

“O relatório do PCE de maio é um lembrete de ⁠que a batalha contra a inflação ainda ​não acabou, mas também não é um sinal claro de que as pressões subjacentes sobre os preços estejam voltando a subir”, escreveu Martin Beck, economista-chefe ​da Public Policy Holding Company (PPHC), em uma nota, acrescentando que o núcleo do PCE não acelerou em relação ao mês ​anterior.

Com os preços dos ⁠combustíveis, que impulsionaram grande parte do salto da inflação geral em maio, agora em forte queda, “o ⁠Fed pode continuar paciente em vez de entrar em pânico”, escreveu ele.

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Os preços do petróleo estão agora próximos dos níveis anteriores à guerra com o Irã após uma primeira rodada de negociações sobre um acordo de paz, concluída na segunda-feira na Suíça.



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Taxas dos DIs caem após melhora em métricas de inflação do IPCA-15


SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a ceder nesta manhã de quinta-feira após dados mostrarem o IPCA-15 desacelerando em junho, com a abertura dos números indicando melhora em diferentes métricas, enquanto os investidores aguardam pela entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Após cederem nas três sessões anteriores, às 10h23 desta quinta-feira a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,135%, em baixa de 19 pontos-base ante o ajuste de 14,32% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,135%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,21%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na abertura da sessão que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.

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A abertura do indicador também trouxe dados favoráveis. A taxa dos serviços subjacentes — que excluem itens mais voláteis — desacelerou de 0,53% em maio para 0,27% em junho, conforme o banco Bmg. Já a inflação dos serviços intensivos em mão de obra passou de 0,60% para 0,50% no período. A taxa dos serviços de modo geral foi de 0,48% para 0,40%.

Também houve melhora na média dos núcleos de inflação acompanhados pelo BC, com a taxa desacelerando de 0,48% em maio para 0,34% em junho, de acordo com o Bmg.

Em reação ao IPCA-15, as taxas dos DIs voltaram a ceder nesta manhã, com o mercado também à espera da entrevista de Galípolo, às 11h. Os investidores estarão atentos principalmente à abordagem do presidente do BC sobre a inflação.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada na terça-feira, a instituição passou indicações de que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e de que buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028 — e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária. Para muitos analistas, o discurso do BC demonstra certa leniência com a inflação.

Antes da abertura do mercado o BC divulgou nesta quinta-feira seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, citando a aceleração da atividade, o mercado de trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo.

Em seu cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros, o BC projetou que a inflação seguirá em alta no segundo, no terceiro e no quarto trimestre deste ano, fechando 2026 em 5,2% — acima do teto de 4,5% da meta perseguida. Depois, conforme as projeções do BC, a inflação cairá gradualmente até 3,7% no fim de 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, chegando a 3,1% no fim de 2028, último período analisado.

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O recuo das taxas dos DIs nesta manhã também é corroborado pelo exterior, onde os rendimentos dos Treasuries caem. Às 10h23, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a 4,384%.



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