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Quase metade das autoridades monetárias do Fed prevê aumento de juros em 2026


17 Jun (Reuters) – Quase metade dos formuladores de política monetária do Federal Reserve perdeu a confiança de que simplesmente manter os custos dos empréstimos estáveis será suficiente para reduzir a inflação de volta à meta de 2%, diante do aumento do preço do petróleo após a guerra no Irã.

Nove dos 19 membros do comitê de política monetária do banco central dos EUA acreditam agora que será necessário aumentar a taxa básica de juros do Fed ainda este ano, de acordo com projeções publicadas nesta quarta-feira, quando o Fed anunciou sua decisão de manter a taxa básica na faixa atual de 3,50% a 3,75%. Nenhum deles compartilhava dessa opinião há apenas três meses, quando o Fed publicou suas últimas projeções.

Seis desses nove, ou quase um terço do comitê, acreditam que será necessário mais de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa este ano, mostram as projeções.

Oito acreditam que as taxas devem permanecer inalteradas, e apenas um considerou que um único corte nas taxas seria adequado. Um membro do comitê, cujo nome não foi divulgado, não apresentou sua visão sobre a trajetória dos juros.

Essas visões, refletidas no chamado “gráfico de pontos” do Fed — que representa as visões individuais dos formuladores de política monetária sobre a trajetória das taxas de juros –, ilustram a rapidez com que o debate dentro do banco central mudou de um foco no tempo em que os juros deveriam ser mantidos estáveis antes de serem reduzidos para uma preocupação crescente — e, para alguns, uma convicção — de que o Fed precisará aumentar as taxas para impedir que as pressões dos preços mais altos dos combustíveis se espalhem mais amplamente para a inflação subjacente.

Isso também representa um desafio para o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que foi escolhido para o cargo pelo presidente Donald Trump com a expectativa de que reduzisse as taxas de juros, uma opção que se torna menos viável à medida que o amplo apoio a tal medida vai diminuindo.

Os preços globais do petróleo caíram drasticamente desde a semana passada, quando o Irã e os EUA anunciaram um acordo para pôr fim ao conflito e restabelecer o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Mas não está claro com que rapidez o transporte marítimo e as exportações poderão se recuperar após a assinatura do acordo, especialmente considerando os danos que as instalações de energia sofreram durante os três meses de guerra.

Os formuladores de política monetária do Fed normalmente têm a opção de revisar suas projeções do “dot plot” até pouco antes da publicação; portanto, as perspectivas devem refletir os desdobramentos mais recentes no Oriente Médio.

A inflação vem se mantendo acima da meta de 2% do Fed há mais de cinco anos.

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As projeções publicadas na quarta-feira mostram que os membros do comitê se tornaram mais pessimistas em relação à inflação desde março, refletindo o forte aumento da inflação desde o início da guerra.

A inflação medida pelo índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) é agora estimada em 3,6% até o final do ano, com base na mediana das previsões dos formuladores de política monetária. Em março, eles esperavam uma inflação do PCE de 2,7% no final do ano.

A inflação do PCE básico, que exclui os preços voláteis do petróleo e dos alimentos, deve atingir 3,3%, em comparação com os 2,7% previstos anteriormente.

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A taxa de desemprego está agora projetada em 4,3% até o final do ano, igualando o valor real registrado em maio e inferior aos 4,4% que os formuladores de política monetária esperavam em março. A previsão sugere uma confiança crescente de que o mercado de trabalho não está enfraquecendo nem precisa de apoio por meio de cortes nas taxas de juros, como alguns formuladores de política temiam no início deste ano.

O crescimento do PIB está estimado em 2,2% este ano, um resultado pior do que os 2,4% previstos em março.



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O que esperar da Era Warsh no Fed e o impacto nos juros e no Brasil


A decisão sobre os juros norte-americanos, que deve ser divulgada nesta quarta-feira (17), mobiliza a atenção do mercado global não apenas pelo patamar das taxas, mas pela estreia de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve (Fed). A expectativa é de uma mudança na condução da política monetária dos Estados Unidos: sai a dependência excessiva de dados passados, entra uma postura mais ortodoxa, atenta a sinais de mercado em tempo real e com maior rigor no controle inflacionário.

O grande desafio da “Era Warsh” será equilibrar a persistência da inflação americana com as pressões políticas da Casa Branca, além de navegar os impactos econômicos do superciclo da inteligência artificial.

Leia também: Acordo EUA-Irã e estreia de Kevin Warsh marcam decisão sobre juros americanos

Um perfil ortodoxo e rede de influência

Warsh não é um estranho ao poder. Ex-membro do conselho do Fed, ele construiu sua credibilidade em passagens pelo mercado financeiro, atuando como sócio e assessor da Duquesne Family Office, do investidor Stanley Druckenmiller, e na academia, como pesquisador do Hoover Institution (Universidade de Stanford).

Além de sua bagagem técnica, o novo chairman transita com fluidez pelo núcleo financeiro do Partido Republicano. Nomeado por Donald Trump e confirmado pelo Senado, Warsh é casado com a herdeira Jane Lauder, filha de Ronald Lauder, um bilionário megadoador de campanhas conservadoras e aliado de longa data do presidente, com quem estudou na Wharton School.

Apesar dessa teia de conexões que pavimentou sua indicação, o mercado projeta que a sua gestão será testada no momento em que a sua visão de um Banco Central austero colidir com o histórico de Trump de exigir publicamente cortes agressivos nas taxas de juros.

Inteligência artificial e juros: a tese de Warsh

Um ponto central para entender a nova presidência é a visão de Warsh sobre a tecnologia. Gestores como Shinichiro Fukui, da Stratton Capital, empresa americana com base em Nova York, apontam que o novo presidente do Fed observa o “superciclo de inteligência artificial” como um motor de ganho de produtividade, o que poderia justificar a política de redução de juros.

Na visão de Warsh, os bilhões investidos pelas empresas de tecnologia em data centers e infraestrutura tendem a reduzir o custo unitário do trabalho e gerar ganhos massivos de eficiência, explica Fukui. Esse cenário criaria uma desinflação estrutural na economia americana, o que, no longo prazo, permitiria um patamar de juros mais baixo — sem que o Fed precise sacrificar sua ortodoxia no curto prazo.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, as expectativas para a gestão de Warsh são de uma condução mais ortodoxa. “Embora não haja expectativa de mudanças abruptas na trajetória dos juros, investidores acreditam que sua gestão tenderia a ser menos tolerante com pressões inflacionárias persistentes e mais cautelosa na hora de iniciar ou acelerar cortes de juros”, avalia Lima. 

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Possível fim do “espelho retrovisor” e dot plot

A principal marca intelectual de Warsh, expressa em seus artigos nos últimos anos, é a dura crítica à forma como o Fed toma decisões e à expansão desenfreada de seu balanço patrimonial, diz Fukui.

Para ele, o órgão atualmente decide os juros olhando pelo “espelho retrovisor”, ou seja, ancorando-se excessivamente em modelos defasados e dados de inflação do passado. Em vez disso, ele defende a leitura de sinais de mercado em tempo real, monitorando ativos como commodities, ouro e as curvas de yields dos títulos do Tesouro.

Na prática, analistas esperam o possível fim do forward guidance (orientação futura) tradicional e do “Dot Plot”, o gráfico de pontos onde os diretores sinalizam suas previsões de juros a longo prazo. Warsh avalia que essas ferramentas engessam o Banco Central e geram ruídos desnecessários na comunicação.

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Leia também: Primeira coletiva de imprensa de Warsh no Fed pode revelar estratégia para inflação

Impacto no Brasil: dólar forte e pressão na Selic

Para o Brasil e outros mercados emergentes, essa mudança de estilo impõe desafios severos. Segundo Fábio Murad, sócio da Ipê Avaliações, e Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a menor tolerância de Warsh com pressões inflacionárias reforça a percepção de que os juros americanos permanecerão restritivos por mais tempo, sustentando a força do dólar globalmente.

O risco central, no entanto, é o aumento da volatilidade. Sem o “Dot Plot” para guiar as expectativas de forma suave, o mercado viverá de solavancos a cada novo dado econômico divulgado nos EUA. Essa imprevisibilidade importada exigirá que o Banco Central do Brasil (Copom) embuta um prêmio de risco maior na taxa Selic para blindar o real e evitar a fuga de capitais, limitando o espaço para afrouxamento monetário por aqui.

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Leia também: Dólar cai no ano e Super Quarta pode definir teste abaixo de R$ 5

O que esperar da decisão do Fed

Para a reunião inaugural de Warsh, relatórios do Bank of America (BofA) indicam a manutenção das taxas de juros, mas projetam alterações vitais no comunicado oficial.

O BofA espera a remoção completa da diretriz de afrouxamento monetário das orientações futuras, chancelando a nova postura cautelosa. Para os investidores locais, o cenário reforça a necessidade de diversificação global e exposição controlada a ativos dolarizados.

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IBC-Br sobe 0,5% em abril e mostra economia resistente a juro alto, mas desacelerando


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,5% em abril na comparação com março, descontada a sazonalidade. O resultado veio ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,6%, mas reafirma a resiliência da economia brasileira em um ambiente de juros restritivos. Na comparação com abril de 2025, o indicador subiu 0,9%. 

Com o desempenho de abril, o IBC-Br acumula expansão de 1,6% nos últimos 12 meses e de 1,3% no ano. 

A expansão foi puxada pela Indústria, que cresceu 0,4%, e pelo setor de Serviços, com alta de 0,3%. O setor agropecuário ficou estável (0%) e o IBC-Br Ex-agro avançou 0,4%. 

Variação do IBC-Br (%)
Mês/mês Tri/tri Mês/mês ano anterior Tri/tri ano anterior Acumulado ano Acumulado 12 meses
IBC-Br 0,5 1,2 0,9 1,4 1,3 1,6
Agro 0 1,4 0,6 -0,3 -0,1 3,2
Indústria 0,4 1,4 1,3 1 0,6 0,8
Serviços 0,3 0,7 1,2 2,1 2,1 2,1
Impostos 0,3 1,5 1 1,7 0,9 0,6
IBC-Br Ex-agro 0,4 1 1,2 1,8 1,6 1,6
Fonte: Banco Central

Terceiro avanço em quatro meses

Rafael Perez, economista da Suno Research, apontou que o resultado, embora abaixo das expectativas, representa a terceira alta dos últimos quatro meses, acumulando expansão de 1,6% em 12 meses. “Os dados de atividade de abril reforçam nossa leitura de que a economia segue resiliente neste início de segundo trimestre”, afirma. 

Com o avanço, o indicador acaba “renovando o nível mais elevado já registrado em sua série histórica”, afirma Yihao Lin, economista da Genial Investimentos

Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, da  XP, apontam que o avanço no IBC-Br foi generalizado, ainda que moderado. 

Na análise por setores, Perez atribui o desempenho em serviços à retomada do consumo das famílias, que tem sido o principal vetor de sustentação da demanda doméstica neste ano. Já na indústria, ele destaca o setor extrativo, especialmente as atividades ligadas à produção de petróleo e gás, impulsionadas pela guerra, que vêm compensando a fraqueza observada na indústria de transformação. Na agropecuária, Perez sinaliza que a acomodação já era esperada, tendo em vista que o crescimento da produção costuma ficar concentrado nos primeiros meses do ano.

Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, o dado vem alinhado às pesquisas mensais dos setores feitas pelo IBGE, como a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). “Os resultados apontaram para um crescimento baseado na melhora da demanda externa por commodities energéticas, com foco no petróleo, e da dinamização de segmentos específicos voltados para este tipo de produção, como a indústria extrativa e parte do setor de serviços”, analisa Pizzani.

Segundo o economista, segmentos mais expostos aos ciclos econômicos, como a indústria de bens duráveis e os segmentos do comércio voltados à intermediação destes mesmos itens, apresentaram desempenho avaliado como “alinhado ao atual ciclo da economia”, com juros restritivos. “O dado do IBC-Br divulgado hoje é mais um na esteira de resultados que apontam para um processo de desaceleração gradual da atividade econômica, que havia iniciado o ano apresentando resultados excepcionalmente fortes em seu primeiro bimestre”, diz.

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Revisões alteram a fotografia do trimestre

A divulgação do Banco Central trouxe revisões importantes na série histórica, mostrando que a economia operou com menor tração no início do ano do que o inicialmente medido. A retração de março, antes divulgada como 0,67%, foi ajustada para uma queda mais suave, em torno de 0,18% a 0,2%. 

Segundo Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, ajustes em janeiro (para +0,8%) e fevereiro (para +0,4%) reforçam a percepção de que “o ponto de partida da atividade econômica no início do ano foi marginalmente mais forte”. 

Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras de Valores (Ancord), também destaca que essas revisões suavizam a percepção de desaceleração abrupta. 

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Consumo alto versus juros restritivos

O dado aponta, mais uma vez, que a economia vive uma disputa de forças opostas. De um lado, a atividade é sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e por pesados estímulos governamentais. Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, economistas da XP, avaliam que a renda real mantém trajetória de crescimento devido ao aumento das transferências fiscais, estimando que as medidas de estímulo adicionem até 150 pontos-base ao PIB em 2026. 

Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica do Goldman Sachs, corrobora o cenário de demanda forte, destacando que a renda real bruta disponível das famílias acelerou para um ritmo de 6,3% em relação ao ano anterior em março-abril, um dado “forte”, segundo Ramos. 

Por outro lado, o aperto monetário freia lentamente o ímpeto. Lin, da Genial Investimentos, aponta o “descasamento entre as políticas monetária e fiscal” como o principal fator desse desempenho paradoxal. Matheus Pizzani, economista do PicPay, alerta ainda para os impactos de choques externos: a eclosão do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo devem “corroer parcela importante da renda das famílias” por via da inflação. 

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Gabriel Foglieni, parceiro e gestor de investimentos da Eleva Invest, afirma que, com a inflação ainda pressionada, o Banco Central deve manter os juros em patamar elevado. “E são justamente esses juros altos que continuam segurando o ritmo da atividade. Um ciclo que ainda não encontrou seu ponto de virada”, afirma.

Projeções e Selic

Com a inflação pressionada, o mercado não vê espaço para cortes agressivos na Selic. Pablo Spyer avalia que o Copom deve promover um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25%, “mas com um discurso bastante cauteloso”, deixando a porta aberta para uma pausa devido às incertezas globais. A Genial Investimentos avalia que, devido ao cenário adverso, a diretoria “deveria interromper o ciclo nesta reunião” após o corte, mantendo a Selic em 14,25% até o fim do ano.

Valdir Piran Jr. CEO da Intra Asset, aponta que, para o Banco Central, esse movimento pode ser visto como um sinal positivo “na medida em que reduz parte das pressões de demanda”. No entanto, o dado dificilmente será suficiente, isoladamente, para alterar de forma relevante a condução da política monetária.

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Gustavo Assis, CEO da Asset, avalia que “em tese”, isso abre espaço para um Copom “mais confortável” no corte de juros, já que um crescimento mais moderado ajuda na convergência da inflação para a meta.

Para o fechamento do ano, as perspectivas de crescimento permanecem sólidas, apesar da desaceleração projetada para o segundo semestre.

O Goldman Sachs aponta alta de 0,6% no PIB do segundo trimestre e crescimento de 1,8% em 2026. A Suno Research projeta avanço de 0,6% no segundo trimestre e de 2,0% no ano.  

A XP Investimentos estima alta de 0,5% no 2º trimestre e 2,0% em 2026, mesmos indicadores da Genial Investimentos. Para maio, a XP já projeta uma estimativa preliminar de avanço de 0,6% no IBC-Br na comparação mensal. O PicPay está mais pessimista, estimando crescimento de 0,4% no 2º trimestre e 1,7% no consolidado de 2026.



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IPC-S desacelera em quatro capitais pesquisadas pela FGV na 2ª quadrissemana de junho


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta (17). O índice caiu para 0,57%, resultado abaixo do registrado na última divulgação de 0,64%, na passagem da primeira para a segunda quadrissemana de junho.

A desaceleração mais significativa entre as capitais ocorreu no Rio de Janeiro (0,74% para 0,63%). Em seguida, aparecem Salvador (0,82% para 0,56%), Recife (0,83% para 0,44%) e São Paulo (0,66% para 0,57%).

Houve, por outro lado, aceleração em Porto Alegre (0,66% para 0,75%), Brasília (0,24% para 0,32%) e Belo Horizonte (0,52% para 0,54%).



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Prévia do PIB, IBC-Br avança 0,5% em abril, um pouco abaixo do esperado


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,5% em relação a março, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira (17).

O número ficou um pouco abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,60% sobre o mês anterior.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,9%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,6%, de acordo com números não dessazonalizados.

Mais informações em breve



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China anuncia medidas para estimular o uso do yuan globalmente


Autoridades chinesas lançaram nesta quarta-feira (17) medidas para promover o uso do yuan globalmente, no mais recente esforço para construir uma infraestrutura financeira mais resiliente e proteger a economia do país de choques externos.

O presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, anunciou o estabelecimento de um novo mecanismo de recompra para permitir que autoridades monetárias estrangeiras, incluindo fundos soberanos, obtenham liquidez em yuan do banco central chinês, usando títulos como garantia.

Pan também revelou que a China lançará um programa piloto para negociação de câmbio de yuan offshore na Zona de Livre Comércio de Xangai, ao discursar para executivos financeiros na cidade. A iniciativa tem o objetivo de transformar Xangai em um centro global para alocação de ativos e gerenciamento de risco denominados em yuan.

Sobre o controle da política monetária chinesa pelo banco central, Pan disse que o PBoC tomará várias medidas para aprimorar o mecanismo de regulação das taxas de juros de curto prazo.

As iniciativas sugerem que as autoridades chinesas podem estar se voltando para o uso da taxa overnight do banco central como o principal referencial de política monetária, assim como a maioria dos países. O principal referencial do PBoC é atualmente a taxa de recompra reversa de sete dias.

Pan disse ainda que a autoridade monetária está formulando ferramentas para fornecer liquidez de emergência a instituições não bancárias durante crises.

O discurso do chefe do PBoC, porém, não sinalizou para a flexibilização da política monetária, embora tenha ocorrido após a divulgação de indicadores fracos da economia chinesa, na véspera. Em maio, ocorreu a primeira queda nos gastos do consumidor chinês em mais de três anos e uma nova redução nos gastos com investimentos. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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Desequilíbrio econômico da China se agrava com 1ª queda no varejo em mais de 3 anos


PEQUIM, 16 Jun (Reuters) – A economia da China apresentou um desequilíbrio crescente ⁠em maio, com as vendas no varejo caindo pela primeira vez em mais de ‌três anos e o investimento em queda, enquanto a produção industrial ganhou ritmo.

Dados oficiais divulgados nesta terça-feira destacaram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do ‌mundo, com as fábricas impulsionadas por exportações surpreendentemente resilientes, mas a demanda interna enfraquecendo em meio a uma recessão de vários anos no mercado imobiliário.

As vendas no varejo, um importante indicador do consumo, caíram 0,6% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, revertendo o aumento de 0,2% registrado em abril e contra estimativa de estabilidade em pesquisa da ⁠Reuters. ‌Foi a primeira queda mensal desde dezembro de 2022.

A fragilidade ficou evidente no setor automotivo. ⁠A desaceleração nas vendas domésticas de automóveis se estendeu pelo oitavo mês consecutivo em maio, ressaltando o enfraquecimento da demanda no maior mercado automotivo do mundo, onde a pressão provavelmente persistirá pelo resto do ano.

Os gastos dos viajantes durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho em maio foram moderados, e o impacto do programa governamental ​de troca de bens de consumo está diminuindo. Uma base elevada em relação a maio do ano passado também contribuiu para o declínio.

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, disse ​que os dados fracos das vendas no varejo pressionam o governo a considerar medidas para estabilizar o consumo. “Ainda espero que haja um ‘ajuste fino’ na política monetária em julho, após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre.”

Em contrapartida, a produção industrial cresceu 4,5% em maio em relação ao ano anterior, acelerando ante a taxa de 4,1% em abril e superando ‌as expectativas de um aumento de 4,3%.

Um aumento no investimento global ​em IA e na demanda por tecnologias relacionadas ajudou o maior fabricante do mundo a compensar o impacto nas exportações que muitos esperavam devido à guerra com o Irã. A produção industrial de alta tecnologia da China cresceu ⁠15,1% em maio.

O consumo de serviços ​cresceu 5,4% no período ​de janeiro a maio, muito melhor do que as vendas de bens e tornando-se um motor crescente do consumo das ⁠famílias, mas também desacelerou em relação aos 5,6% registrados ​nos primeiros quatro meses.

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Os dados sobre investimentos também foram muito mais fracos do que o esperado. O investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, após um declínio de 1,6% entre ​janeiro e abril. Economistas esperavam queda de 2%.

O porta-voz do escritório de estatísticas, Fu Linghui, disse que a queda se deveu, em parte, às altas temperaturas ​e às chuvas intensas em ⁠algumas regiões, bem como à transição de antigos para novos motores de crescimento.

A China ainda tem ampla margem para investimentos no ⁠futuro, com a nova urbanização, a revitalização rural, o desenvolvimento de “novas forças produtivas de qualidade” e melhorias nos serviços públicos, todos necessitando de apoio, acrescentou Fu.

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O investimento imobiliário ampliou sua queda nos primeiros cinco meses, caindo 16,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, após uma queda de 13,7% entre janeiro e abril. As vendas de imóveis e as novas construções também registraram quedas mais ​acentuadas.



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Uma minoria de membros do Fed pode prever uma alta dos juros; Warsh é incógnita


WASHINGTON, 16 Jun (Reuters) – Projeções das autoridades monetárias do Federal ⁠Reserve que serão divulgadas na quarta-feira devem mostrar que a maioria acredita agora que será ⁠necessário manter as taxas básica de juros dos EUA inalteradas ao longo do ano, mas um pequeno número parece ‌estar considerando uma alta de juros para impedir que um pico de inflação se consolide na economia.

Os ajustes previstos no chamado “gráfico de pontos” do Fed marcariam uma mudança para uma postura mais restritiva em relação à posição dos dirigentes do Fed há ‌apenas três meses. Eles também representam um desafio de comunicação particularmente complexo para o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, conforme os ganhos no mercado de trabalho acima do esperado nos últimos meses e a inflação em alta desde o início da guerra no Irã mudaram o foco das discussões, passando da questão de se deveria haver um corte para a possibilidade de um aumento.

O presidente Donald Trump escolheu Warsh para substituir Jerome Powell com a expectativa explícita de que seu novo chefe do Fed reduzisse as taxas de ⁠juros. Warsh ‌apresentou alguns argumentos a favor do corte das taxas, incluindo o que ele considera ser o impacto desinflacionário da IA, mas ⁠também afirmou não ter feito promessas e disse aos parlamentares em sua audiência de confirmação que não acredita em dar qualquer orientação.

A maior dúvida sobre as projeções do Fed para junho é o que o próprio Warsh irá estimar — se, de fato, ele for estimar alguma coisa.

“Pode ser que o presidente Warsh simplesmente decida não participar como forma de sinalizar o pouco valor que dá a esse exercício”, escreveu o economista-chefe do Regions Bank, Richard Moody, na semana passada.

Economistas da TD ​Securities esperam que Warsh omita seu próprio ponto como “uma forma mais deliberada de minimizar qualquer mensagem ‘hawkish’ que possa decorrer do gráfico de pontos de junho”.

Outros analistas esperam que Warsh participe, mas que inicie uma revisão das comunicações do Fed que ​poderia significar o fim definitivo do gráfico de pontos, publicado trimestralmente desde 2012 e geralmente considerado uma indicação útil de para onde os 19 formuladores de política monetária do Fed veem as taxas de juros indo.

“Esperamos que Warsh apresente suas próprias projeções”, argumentou Michael Feroli, economista-chefe para os EUA do JPMorgan. “Não fazê-lo pareceria uma dissidência rancorosa contra seu próprio comitê.”

Pode ser que Warsh, no cargo há apenas três semanas, simplesmente alegue que precisa de mais tempo para se adaptar antes de participar das previsões. Além disso, ‌apresentar um ponto poderia representar outro risco para ele: poderia revelar que ele não ​é nem de longe tão ‘dovish’ (com postura que favorece o estímulo econômico) quanto Trump gostaria.

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Stephen Miran, em seu breve mandato como diretor do Fed nomeado por Trump no ano passado, apresentou consistentemente projeções de taxas que eram as mais baixas — por sua própria admissão — entre todos os formuladores de política monetária. Com Miran ⁠agora fora do cargo para dar lugar a Warsh ​no conselho do Fed, sua previsão ​baixa desaparecerá do cenário, e a ausência de um ponto comparativamente baixo em seu lugar revelaria Warsh como mais ‘hawkish’ (duro com a inflação).

‘Andar numa linha muito tênue’

Em março, ⁠a maioria dos banqueiros centrais dos EUA achava que o Fed provavelmente ​acabaria reduzindo as taxas até o final do ano, seja porque a inflação estava recuando, o mercado de trabalho estava enfraquecendo, ou ambos. Apenas um formulador de política monetária havia previsto um aumento nas taxas, e isso era para 2027, não para 2026.

Na quarta-feira, espera-se que os banqueiros centrais ​mantenham a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% e alterem sua declaração pós-reunião para que ela não sugira mais que o próximo passo do Fed, quando ocorrer, será um corte nas taxas. Uma ​tendência de alta nas projeções da trajetória ⁠das taxas no gráfico de pontos ressaltaria a nova abertura do comitê a um aumento nas taxas, mesmo que a maioria ainda não o espere.

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“Acreditamos que o debate dentro ⁠do FOMC agora gira em torno de se uma manutenção prolongada da política monetária seria suficiente para estabilizar a inflação ou se, ao contrário, seria necessário aumentar as taxas”, escreveram economistas do BNP Paribas na semana passada.

O Fed também publicará projeções para o mercado de trabalho e a inflação que podem refletir um maior otimismo dos formuladores de política monetária em relação aos empregos e um maior pessimismo em relação aos preços do que o sinalizado em março, visões que dariam alguma justificativa para o que se espera ser um gráfico de pontos ​alterado.



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IGP-10 tem queda inesperada em junho com deflação nos preços ao produtor, mostra FGV


SÃO PAULO, 16 Jun (Reuters) – ⁠O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) ⁠registrou queda inesperada de 0,30% em junho, depois ‌de ter avançado 0,89% no mês anterior, influenciado principalmente pela deflação nos preços ao ‌produtor.

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 2,15%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa em pesquisa da Reuters ⁠era ‌de alta de 0,34% no mês.

O Índice ⁠de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,71% em junho, depois ​de avançar 0,95% no mês anterior.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, destacaram-se quedas ​dos preços de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, ‘refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta’.

‘Por outro lado, houve pressões pontuais de alta ‌em itens agrícolas como batata-inglesa ​e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta’, completou.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do ⁠índice geral, ​registrou alta ​de 0,56% no mês, depois de aumento de 0,68% em ⁠maio.

O resultado do IPC ​se deu com a desaceleração de combustíveis, apesar de aumentos em alimentos in natura e tarifas ​de energia, de acordo com Dias.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por ​sua vez, subiu ⁠0,92% em junho, depois de uma alta de 0,86% em ⁠maio.

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O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo ​Simões)



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Fitch reafirma rating soberano do Brasil em “BB”, com perspectiva estável


A Fitch Ratings reafirmou o rating de crédito soberano de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira em “BB”, com perspectiva estável, destacando a resiliência da economia, a robustez das contas externas e a flexibilidade cambial como pilares de sustentação do perfil de crédito do país.

Segundo a agência de classificação de risco, o Brasil se beneficia de uma economia ampla e diversificada, além de mercados domésticos profundos, que garantem maior flexibilidade no financiamento do governo e reduzem a dependência de dívida em moeda estrangeira. Por outro lado, o rating permanece limitado por fatores estruturais, como o elevado nível de endividamento público, a rigidez orçamentária, o baixo potencial de crescimento e fragilidades institucionais.

A Fitch também destaca que a incerteza fiscal continua sendo um dos principais riscos macroeconômicos, com maior clareza sobre o rumo das reformas estruturais esperada apenas após as eleições presidenciais de outubro.

Disputa eleitoral e direções econômicas

No cenário político, a agência projeta uma disputa acirrada e polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. De acordo com a Fitch, o resultado da eleição poderá influenciar significativamente o direcionamento da política econômica e fiscal.

Em um eventual novo governo Lula, a tendência seria de continuidade, com foco em gastos sociais, tributação progressiva e menor apetite para reformas estruturais de despesas. Já uma administração de Flávio Bolsonaro tenderia a adotar uma agenda mais pró-mercado, com redução de impostos, maior eficiência do gasto público e avanço de privatizações — ainda que com incertezas relevantes quanto à capacidade de implementação.

Déficit elevado e dívida em alta

A Fitch projeta deterioração das contas públicas nos próximos anos. O déficit do governo geral deve subir para 8,6% do PIB em 2026, ante 8,1% em 2025, nível bem acima da mediana de 3,5% para países com rating semelhante (“BB”). A expectativa é de alguma redução para 8% em 2027, impulsionada por menor custo de juros e melhora do saldo primário.

Ainda assim, o quadro fiscal permanece pressionado. A dívida bruta do governo deve ultrapassar 80% do PIB em 2026, após atingir 78,6% em 2025. Na avaliação da Fitch, déficits elevados e persistentes aumentam a vulnerabilidade do país a choques externos e mudanças no apetite dos investidores.

Apesar disso, a composição da dívida mitiga parte dos riscos. A baixa participação de passivos em moeda estrangeira, a presença de investidores locais, o elevado colchão de liquidez do Tesouro e a gestão ativa da dívida ajudam a reduzir pressões de curto prazo.

Crescimento resiliente, mas desaceleração à frente

Mesmo em um ambiente de política monetária restritiva, a economia brasileira deve seguir resiliente no curto prazo. A Fitch estima crescimento do PIB de 2,1% em 2026, após expansão de 2,3% em 2025, sustentado por consumo robusto, mercado de trabalho aquecido, desemprego em níveis historicamente baixos e ganhos reais de renda.

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A agência também destaca o impacto da reforma do imposto de renda implementada em 2025, que elevou a renda disponível das famílias de menor renda — com maior propensão a consumir — ao mesmo tempo em que aumentou a tributação sobre os mais ricos.

Para 2027, a expectativa é de desaceleração do crescimento para 1,7%, refletindo os efeitos defasados dos juros elevados e uma eventual redução do estímulo fiscal.

Inflação pressionada e juros mais altos por mais tempo

A inflação segue como um ponto de atenção. Após atingir 4,7% em maio de 2026, a Fitch projeta que o índice chegue a 5% no fim do ano, acima do teto da meta de inflação. Pressões vêm principalmente do setor de serviços, dos preços de alimentos e de choques globais de energia.

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Com isso, o ciclo de queda de juros deve ser mais gradual. A agência estima que a taxa Selic encerre 2026 em 13%, indicando um ritmo de flexibilização mais lento do que o antecipado anteriormente.

Contas externas seguem como ponto forte

Em contraste com o quadro fiscal, o setor externo permanece como um dos principais pontos positivos. O déficit em conta corrente deve recuar para 2,2% do PIB em 2026, beneficiado pela desaceleração da demanda doméstica e pelo desempenho das exportações de commodities.

O país segue contando com forte entrada de investimento estrangeiro direto, suficiente para financiar o déficit externo. As reservas internacionais, em cerca de US$ 371 bilhões, permanecem robustas, cobrindo mais de oito meses de pagamentos externos — patamar superior ao de muitos pares.

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O que pode mudar o rating

A Fitch aponta que melhorias no rating dependeriam de avanços consistentes na consolidação fiscal e na estabilização da dívida pública, além de sinais de aumento do potencial de crescimento econômico.

Por outro lado, um eventual rebaixamento poderia ocorrer em caso de deterioração adicional das contas públicas ou perda de credibilidade na política fiscal, especialmente se não houver medidas para garantir sustentabilidade da dívida no médio prazo.

Em síntese, a avaliação da agência indica que, embora o Brasil mantenha fundamentos sólidos em áreas-chave — como o setor externo e a estrutura de financiamento —, o desafio fiscal segue como principal entrave para uma melhora mais consistente do risco soberano.

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