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Banco Central decreta liquidação da Will Financeira controlada pelo Banco Master


O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master, que vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.

O Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno, enquadrado no segmento S3 da regulação, tendo como instituição líder o Banco Master. Juntos, detinham 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Na ocasião da liquidação do Banco Master, o BC havia considerado adequada a imposição do regimes especial ao Master Múltiplo, como forma de preservar o funcionamento da controlada Will Financeira. Entretanto, segundo o Banco Central essa solução não se mostrou viável. No dia 19 de janeiro de 2026, a Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo Mastercard, levando ao bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos.

Diante do comprometimento da situação econômico-financeira, da insolvência da instituição e do vínculo de interesse com o Banco Master, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial da Will Financeira.

Em nota, o BC disse ainda que continuará a apurar responsabilidades nos termos de sua competência legal. Os resultados das investigações podem resultar em medidas administrativas e comunicações às autoridades competentes, além da indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição.

Sobre Will Bank

Antes do anúncio do Banco Central, a bandeira Mastercard decidiu suspender transações com cartões emitidos pelo Will Bank, depois que operações realizadas por consumidores não foram honradas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamento. A medida visava conter o aumento do valor devido pelo Will Bank. Dessa maneira, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas da instituição e passou a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília).

O Will Bank foi criado em 2017 e adquirido pelo Banco Master em 2024, encerrou o primeiro semestre de 2025 com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões, segundo dados do Banco Central.

O episódio ocorre em meio à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga fundos de investimento supostamente usados para inflar o patrimônio do Banco Master. Na segunda fase da operação, deflagrada na semana passada, foram alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master e do Will Bank, a familiares do banqueiro e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag – gestora investigada e suspeita de envolvimento com crime organizado.

Na primeira fase, em novembro, Vorcaro foi preso sob acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e vender a instituição ao BRB.



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Sem conexão: o que impede Vivo, Claro e TIM de avançar na fibra óptica, dominada pelos pequenos


A consolidação do mercado de fibra óptica no Brasil virou um fenômeno curioso. Trata-se de um setor dominado por uma miríade de empresas regionais. O trio de gigantes das telecomunicações, Vivo, Claro e Tim, detém apenas 28% dos clientes.

Existe um consenso de que a absorção das menores pelas mamutes é inevitável. Há negociações em curso, mas nenhuma grande operadora de fato assina o contrato para dar início ao processo de concentração dos ISPs, o jargão do setor para provedores independentes como Desktop, Giga+ e Unifique.

Nos últimos três anos, Vivo, Claro e TIM analisaram ativos, alguns abriram diligências e participaram de conversas avançadas. O resultado, porém, tem sido quase sempre o mesmo: as negociações travam na hora de colocar preço na rede e valor no cliente. 

O maior exemplo recente foram as conversas entre Vivo e Desktop, que se estenderam por mais de um ano e não chegaram a lugar algum. Agora, a Desktop negocia desde meados do ano passado com a Claro, também em ritmo de banho-maria. Questionadas pelo InvestNews sobre o andamento das negociações, as companhias não comentaram.

Executivos das maiores operadoras costumam repetir, em conversas reservadas, uma mesma frase quando o assunto é compra de provedores regionais: “na conta fria, quase nunca compensa”. A explicação passa por sobreposição de redes, qualidade técnica abaixo dos padrões exigidos pelas grandes teles e dificuldade de transformar bases grandes em crescimento líquido real – isto é, quanto de fato se adiciona de novos clientes depois da integração.

Esse diagnóstico ajuda a entender por que a consolidação do setor, anunciada como inevitável há anos, segue patinando. A última grande transação do segmento foi a fusão entre Americanet e Vero, concluída em dezembro de 2023, muito impulsionada pelo interesse das gestoras de private equity que controlam as empresas, no caso, Vinci Partners e Warburg Pincus.

Mercado ‘de lado’

Os dados mais recentes da Anatel reforçam que o pano de fundo do setor já foi mais próspero. O mercado de banda larga fixa entrou em fase de maturidade, com desaceleração do crescimento e aumento do churn, que é a taxa de cancelamento de clientes.

Em novembro, segundo dados mais recentes da agência, a base total de acessos recuou 0,4% em relação ao mês anterior, e o ritmo de expansão em 12 meses caiu para pouco mais de 1%. Na fibra, que durante anos sustentou taxas de crescimento de dois dígitos, o avanço também perdeu tração.

Em tese, esse seria o ambiente natural para acelerar uma onda de aquisições: crescimento orgânico mais difícil, a pressão por escala e necessidade de diluir custos ajudariam a acelerar o processo. Foi nesse contexto que o próprio setor passou a falar em “consolidação inevitável”, especialmente a partir de 2023.

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Mas parte da explicação para o impasse aparece, ainda que de forma indireta, nas próprias falas públicas das operadoras. Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2025, a TIM afirmou que o mercado brasileiro de banda larga fixa segue “hiperfragmentado” e que, nas condições atuais, “não é particularmente atraente” avançar, citando a questão do churn e a dificuldade de capturar valor.

Segundo a companhia, a estratégia para fibra “permanece inalterada” e a expectativa é de que a consolidação “ainda leve tempo”, na avaliação do CEO Alberto Griselli. Ainda assim, o tema segue no radar do mercado. 

Em janeiro, o colunista Lauro Jardim informou que a TIM – hoje a operadora com menor base de clientes em fibra entre as grandes teles – estaria em conversas para uma fusão com a V.tal, empresa controlada pelo BTG Pactual que é a herdeira da rede de fibra da Oi. Procuradas pelo InvestNews, as companhias não comentaram.

A Vivo, por sua vez, adota um tom pragmático. Questionado por analistas sobre apetite para aquisições de ISPs, o CEO Christian Gebara afirmou que só faria sentido avançar em um negócio se três condições fossem atendidas simultaneamente: qualidade técnica da rede, baixa sobreposição com a infraestrutura atual e preço considerado adequado.

Sem citar nomes, o executivo disse que diversas companhias já foram analisadas e descartadas justamente por não atenderem a esses critérios.

Parâmetros diferentes

Nos bastidores, executivos das grandes operadoras costumam ser ainda mais diretos. A avaliação recorrente é que muitos provedores regionais cresceram rápido demais, com redes heterogêneas e padrões técnicos difíceis de integrar.

Em vários casos, a compra não acelera a expansão: ela apenas adiciona clientes em áreas onde a operadora já está presente, reduzindo o ganho líquido de base e exigindo novos investimentos para requalificar a infraestrutura.

Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que o valuation virou o principal ponto de atrito nas negociações. Durante o auge da euforia com fibra, entre 2020 e 2021, operações eram discutidas com base em múltiplos elevados ou em métricas como “valor por cliente conectado”. Hoje, esse parâmetro perdeu referência.

O churn, a qualidade da rede, a localização da base, a necessidade de capex adicional e o potencial real de monetização passaram a pesar mais do que o tamanho nominal da carteira.

Os números da ISPs

Hoje, a maior provedora regional de fibra do país é a Brisanet, com cerca de 1,5 milhão de clientes, seguida por Giga+ Fibra (1,46 milhão), Vero (1,36 milhão) e Desktop (1,2 milhão). Mesmo entre esses líderes, o crescimento foi modesto ao longo de 2025, e algumas dessas empresas chegaram a registrar estagnação ou até perda de base em determinados períodos.

O quadro geral é ainda mais revelador quando se observa o mercado como um todo. Após adicionar mais de 5 milhões de novos acessos em 2021, o setor encerrou os onze primeiros meses de 2025 com pouco mais de 330 mil adições líquidas, sinalizando que a fase de expansão acelerada da fibra ficou para trás.

Funcionários da Brisanet, provedor de internet de fibra (Divulgação)
Funcionários da Brisanet, provedor de internet de fibra (Divulgação)

A fotografia competitiva do setor também ajuda a explicar a dinâmica recente. Vivo e Claro operam a fibra a partir de uma posição confortável, com escala relevante, crescimento orgânico consistente e maior controle sobre sua infraestrutura, o que reduz a urgência por aquisições.

A V.tal, por sua vez, herdou uma das maiores redes do país, mas depende de contratos de atacado e de maior ocupação da infraestrutura para capturar valor.

Já a TIM aparece como a grande operadora mais atrasada na disputa por clientes de banda larga fixa, com presença mais limitada em fibra e estratégia mais dependente de parcerias e redes neutras, o que ajuda a explicar por que seu posicionamento é visto pelo mercado como o mais pressionado.

As grandes operadoras

Os próprios dados da Anatel deixam clara a assimetria entre as grandes operadoras na fibra. Em novembro de 2025, a Vivo somava 7,7 milhões de acessos FTTH – sigla para fiber to the home, a tecnologia de fibra óptica que chega diretamente até a casa do cliente. Na sequência aparecem a Oi (3,5 milhões) e a Claro (2,6 milhões). O caso da Oi é à parte: apesar da larga participação, está em uma recuperação judicial labiríntica – o foco ali é venda de ativos, não compra.

A TIM surge bem atrás, com apenas 831 mil clientes, o equivalente a 2,1% do mercado, contra 19,5% da líder, a Vivo.

A diferença também se reflete no ritmo recente de crescimento. Entre o fim de 2024 e novembro de 2025, Vivo e Claro adicionaram cerca de 780 mil e 700 mil novos clientes, respectivamente, enquanto a TIM avançou pouco menos de 80 mil acessos no período.

Esse descompasso ajuda a explicar por que a consolidação segue mais presente nos discursos do que nos contratos. Para quem já tem escala e eficiência, como Vivo e Claro, não há urgência em comprar ativos que não entreguem aceleração clara de crescimento. 

Para quem precisa correr atrás dos concorrentes, como a TIM, as alternativas existem no papel, mas seguem esbarrando na mesma pergunta que atravessa o setor há anos: quanto, afinal, vale um cliente de internet de fibra.



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Ambição da Vale é produzir 1 milhão de tonelada de cobre


A unidade de metais básicos da Vale quer, no futuro, produzir 1 milhão de toneladas de cobre por meio do desenvolvimento de ativos existentes, superando a meta de produção para 2035.

Grandes empresas de mineração, como a Anglo American e Rio Tinto Group, estão correndo para aumentar a produção do metal por meio de aquisições. A Vale Base Metals está focada nos depósitos que já possui no Brasil para se juntar ao grupo dos maiores fornecedores de cobre do mundo.

“Estes ativos vem sendo discutidos há décadas”, disse o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, em entrevista durante um encontro da indústria de mineração em Riad, na semana passada. “Eles simplesmente ainda não foram destravados”.

Embora a subsidiária da gigante brasileira de minério de ferro tenha como meta aproximadamente dobrar a produção anual de cobre para 700.000 toneladas até 2035, o CEO afirmou estar “cada vez mais confiante de que temos um pipeline orgânico para ir bem além disso”. A ambição é “se tornar um produtor de um milhão de toneladas por ano”, segundo Usmar.

As únicas mineradoras cuja produção de cobre ultrapassou 1 milhão de toneladas em 2024 foram a Freeport-McMoRan, BHP Group, Codelco e Zijin Mining Group.

O cobre está entre os metais mais cobiçados pelos executivos de mineração, que preveem um crescimento significativo no consumo, impulsionado pela eletrificação e pela transição energética mais ampla. Os preços atingiram recordes sucessivos desde o final do ano passado, em meio a preocupações de que a oferta fique atrás da demanda.

O outro principal produto da Vale Base Metals, com sede em Toronto, é o níquel, extraído em operações no Brasil, Canadá e Indonésia.

No mês passado, a Vale disse que sua unidade de metais básicos também considera um projeto conjunto de cobre com a Glencore no Canadá. O desenvolvimento das propriedades vizinhas na Bacia de Sudbury poderia custar até US$ 2 bilhões, um negócio que produziria cerca de 42.000 toneladas de cobre por ano, disse a Vale.



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Em meio a troca de farpas, Musk volta a cogitar compra da companhia aérea Ryanair


A troca de farpas online entre Elon Musk e a Ryanair Holdings se estendeu para a segunda semana, com o homem mais rico do mundo voltando a levantar a ideia de comprar a companhia aérea após entrar em choque com seu diretor-presidente.

Musk publicou uma enquete no X na segunda-feira perguntando se deveria comprar a Ryanair e “restaurar Ryan como seu legítimo governante”. Mais cedo no mesmo dia, ele respondeu a uma postagem da companhia aérea de baixo custo perguntando quanto custaria comprá-la e voltou a exigir a demissão de Michael O’Leary, CEO de longa data e rosto público da empresa cofundada pelo falecido Tony Ryan em 1984.

A disputa entre os dois líderes conhecidos por declarações contundentes começou na semana passada, depois que O’Leary afirmou que não consideraria instalar a internet Starlink, da SpaceX, na frota da companhia aérea de baixo custo por causa dos custos adicionais de combustível decorrentes do peso e do arrasto da antena montada no teto da cabine. Musk chamou O’Leary de desinformado, que, por sua vez, classificou o bilionário como um “idiota”.

As ações da Ryanair chegaram a subir até 2,3% na terça-feira antes de devolver os ganhos e passar a cair. A Ryanair tem valor de mercado de cerca de € 30 bilhões (US$ 35 bilhões), três vezes o tamanho da Deutsche Lufthansa AG, o maior grupo aéreo da região.

O’Leary, que ao longo de várias décadas transformou a empresa na maior companhia aérea de baixo custo da região, está entre os dez maiores acionistas da Ryanair. Ele recebeu recentemente um pacote relevante de bônus por atingir determinadas metas de desempenho das ações, que avançaram 55% no ano passado.

A polêmica ocorre no momento em que o chatbot de inteligência artificial de Musk, o Grok, passa por um escrutínio crescente após relatos de que teria sido usado para criar imagens sexuais não consensuais de pessoas no X. A Irlanda usará sua presidência da União Europeia ainda este ano para tratar do abuso de imagens geradas por IA na legislação europeia, segundo a imprensa irlandesa noticiou na segunda-feira.

A postagem de Musk — “Quanto custaria comprar vocês?” — dirigida à Ryanair remete a uma troca de mensagens marcante nas redes sociais em 2017.

Depois de escrever em dezembro daquele ano que adorava o Twitter Inc., um jornalista sugeriu em tom de brincadeira que ele deveria comprar a empresa. “Quanto custa?”, respondeu Musk.

Ele retomou essa interação quase cinco anos depois, publicando um emoji de sorriso de cabeça para baixo poucos dias após fazer uma oferta de compra não solicitada.

União Europeia

As regras da União Europeia exigem que uma companhia aérea europeia seja majoritariamente controlada e detida por cidadãos da UE. No ano passado, o conselho da Ryanair decidiu permitir que cidadãos fora da UE comprassem ações ordinárias listadas na Euronext Dublin e recibos de ações negociados na Nasdaq.

A Ryanair pode ser excluída de determinados índices de ações caso haja preocupações de que essas restrições de propriedade estejam sendo violadas, segundo informações em seu site.

Do Twitter ao X

Musk é conhecido por ser direto em suas críticas a executivos e empresas, especialmente nas redes sociais. Durante o processo de compra do Twitter — hoje chamado X — ele frequentemente expressou desaprovação em relação às operações da empresa e às decisões tomadas pelo então CEO. Musk acabou adquirindo o Twitter por US$ 44 bilhões e demitindo funcionários, inclusive executivos seniores.

No passado, Musk já consultou seus seguidores sobre temas que vão desde se a Tesla deveria aceitar Dogecoin como forma de pagamento por seus veículos elétricos até se deveria vender parte de sua participação na montadora. Ele efetivamente vendeu ações da empresa no fim de 2021.

No ano seguinte, após adquirir uma participação no que ainda era o Twitter, Musk perguntou aos usuários se queriam um botão para editar tweets, se a sede da empresa em San Francisco deveria ser transformada em um abrigo para pessoas em situação de rua e se a plataforma deveria trazer de volta o serviço de vídeos curtos Vine.

Meses depois de fazer uma enquete sobre se deveria deixar o comando da empresa, Musk contratou Linda Yaccarino para substituí-lo como CEO, em maio de 2023.

Comprar uma companhia aérea, no entanto, não é tarefa simples. A controladora da British Airways, IAG SA, abandonou em 2024 um plano de comprar a espanhola Air Europa por preocupações concorrenciais, e a Spirit Aviation Holdings Inc. e a Frontier Group Holdings enfrentaram dificuldades ao tentar se fundir.



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Venda de chips de IA à China equivale a ‘vender armas nucleares à Coreia do Norte’, diz CEO da Anthropic


O CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que vender chips avançados de inteligência artificial para a China é um erro, com “implicações incríveis para a segurança nacional”, no momento em que os Estados Unidos avançam para permitir que a Nvidia venda seus processadores H200 a Pequim.

“Seria um grande erro enviar esses chips”, disse Amodei em entrevista ao editor-chefe da Bloomberg, John Micklethwait, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. “Acho isso uma loucura. É um pouco como vender armas nucleares para a Coreia do Norte.”

O presidente dos EUA, Donald Trump, está flexibilizando a proibição à exportação de chips avançados de IA para a China, marcando uma mudança significativa em relação à política que buscava impedir que Pequim e suas Forças Armadas desenvolvessem inteligência artificial usando tecnologia americana. A medida representa uma grande vitória para a Nvidia, que argumenta que a China desenvolverá alternativas domésticas caso a restrição seja mantida.

Introduzido há mais de dois anos, o H200 seria o chip de IA mais avançado autorizado legalmente para exportação a clientes chineses. A Nvidia vende nos EUA a geração mais avançada Blackwell e se prepara para migrar para uma família ainda mais rápida de chips, batizada em homenagem à astrônoma Vera Rubin. As vendas desses processadores continuarão restritas por razões de segurança nacional.

A rival da Nvidia na fabricação de chips de IA, Advanced Micro Devices Inc. (AMD), também busca autorização para vender na China seu chip MI325X.

A China ainda está atrás no desenvolvimento de IA e tem sido limitada pelo embargo a chips, disse Amodei.

No passado, Amodei instou o governo Trump a manter as restrições de chips à China. No ano passado, em Davos, afirmou estar preocupado com “cenários de 1984, ou piores”, em referência ao romance distópico de George Orwell sobre o totalitarismo.



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IPO nos EUA pode elevar valor da PicPay, fintech dos irmãos Batista, a US$ 2,5 bilhões


O Picpay, fintech brasileira controlada pela família bilionária Batista, busca levantar mais de US$ 400 milhões no que pode ser a primeira oferta pública inicial (IPO) de uma empresa do país em quatro anos.

O PicPay planeja vender 22.857.143 ações a preços entre US$ 16 e US$ 19 cada, segundo documento protocolado na terça-feira na Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos. A precificação do IPO está prevista para 28 de janeiro.

No topo dessa faixa, o PicPay teria um valor de mercado superior a US$ 2,5 bilhões, com base no número de ações em circulação informado no documento. Isso o colocaria ligeiramente abaixo de outras fintechs brasileiras negociadas nos EUA, como StoneCo Ltd. e PagSeguro Digital Ltd.

A Bicycle, fundo de crescimento administrado por ex-executivos do SoftBank, incluindo o bilionário boliviano Marcelo Claure, planeja comprar até US$ 75 milhões em ações ao preço da oferta, de acordo com o prospecto.

Se bem-sucedida, a operação encerraria um período de vários anos de escassez de IPOs da maior economia da América Latina. A última grande abertura de capital de uma empresa brasileira ocorreu em 2021, quando a Nu Holdings estreou na bolsa dos EUA.

Empresas brasileiras tentam aproveitar o aumento da demanda por ativos de mercados emergentes para voltar aos mercados acionários. A fintech Agibank também protocolou pedido de IPO nos EUA e, segundo fontes, busca levantar cerca de US$ 1 bilhão.

Já a empresa de saneamento Aegea Saneamento e Participações SA trabalha com bancos em um possível IPO na bolsa brasileira no primeiro semestre do ano. A BRK Ambiental também entrou com pedido de abertura de capital em dezembro.

Segundo o documento, o PicPay registrou lucro líquido de R$ 270,4 milhões sobre receita de R$ 7,26 bilhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro, ante lucro de R$ 150,8 milhões e receita de R$ 3,78 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Lançado em 2012 como uma carteira digital, o PicPay hoje opera sob um modelo bancário completo, com cerca de 66 milhões de clientes em setembro. A família Batista, que controla a JBS NV, maior processadora de carnes do mundo, adquiriu a empresa em 2015.

Citigroup Inc., Bank of America Corp. e Royal Bank of Canada lideram a oferta. As ações devem ser negociadas na Nasdaq sob o código PICS.



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Derrota para Tanure: Cade aprova aquisição da Emae pela Sabesp


A aquisição da geradora de energia Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) pela companhia de saneamento Sabesp recebeu aprovações nesta terça-feira (20) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A decisão é uma derrota para o fundo Phoenix, do empresário Nelson Tanure, que tentava barrar a operação e ainda a contesta judicialmente.

A Sabesp anunciou em outubro do ano passado que havia assinado o acordo para assumir o controle acionário da Emae, mas sem envolvimento direto do Phoenix, que comprou a geradora em leilão em 2024.

O negócio foi fechado com o Vórtx, agente fiduciário que passou a deter as ações da Emae após o vencimento antecipado de debêntures emitidas pelo Phoenix, cujas ações haviam sido dadas em garantia pelo fundo. O Phoenix entrou na Justiça para tentar suspender a operação, além de abrir contestações em órgãos regulatórios e no âmbito concorrencial.

No Cade, a aprovação foi confirmada sem restrições após o órgão negar, por unanimidade, um recurso do Phoenix. Os conselheiros entenderam que a empresa não detém legitimidade para recorrer, uma vez que teve indeferido seu pedido de habilitação como terceira interessada no processo.

Também nesta terça-feira, a diretoria da Aneel deu anuência prévia à operação, julgando improcedentes os argumentos apresentados pelo Phoenix. O tema começou a ser discutido pela agência em dezembro, mas a decisão foi adiada devido a pedido de vista do diretor Gentil Nogueira, que solicitou mais tempo para analisar alegações de “ilegalidades e inconformidades” apresentadas pelo fundo.

Em seu voto, Nogueira considerou improcedentes os pedidos do Phoenix, destacando que todos os interessados tiveram oportunidade de contraditório e ampla defesa. Ele ressaltou ainda que a Aneel possui autonomia para decidir sobre a competência técnica da Sabesp para assumir a Emae, sem precisar aguardar o trânsito em julgado da ação judicial que contesta a operação.

Um fato relevante divulgado pela Sabesp na noite desta terça-feira (20) destacou que a consumação da transferência do controle societário da Emae para a companhia de saneamento depende de “formalidades adicionais previstas nos respectivos contratos de compra e venda celebrados com Vórtx e Axia Energia”.

A Emae opera um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo os reservatórios Guarapiranga e Billings, que abastecem parte da água fornecida pela Sabesp. Com a aquisição, a companhia estima aumentar em 52% a capacidade de armazenamento de água para consumo humano e usos múltiplos na região metropolitana, com integração total do sistema Billings prevista até 2029.



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Fim dos orelhões: Vivo, Claro e Algar desligarão seus telefones públicos ainda este ano


Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para desaparecer das ruas do Brasil: 31 de dezembro de 2028. Lançados em 1972, com design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões chegaram a superar 1,5 milhão de unidades no país e eram mantidos pelas concessionárias de telefonia fixa como contrapartida obrigatória do serviço.

Com o fim dos contratos de concessão em dezembro de 2025, as empresas começaram a migrar para o modelo de autorizações de serviço, previsto no plano de universalização do acesso à telefonia, que prevê a extinção gradual dos telefones públicos. Segundo a Anatel, a mudança também busca estimular investimentos em redes de banda larga e infraestrutura de telecomunicações.

Na prática, cerca de 9 mil orelhões continuarão ativos em localidades sem sinal 4G, garantindo conectividade mínima. A maior parte dos TUPs está no estado de São Paulo, e a localização pode ser consultada no site da Anatel.

Empresas de telefonia

A Oi, que concentra o maior número de terminais em operação — 6.707 unidades — mantém a rede ativa, enquanto Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão seus orelhões ainda este ano, restando cerca de 2 mil unidades. A Sercomtel, presente em Londrina e Tamarana (PR), opera outros 500 TUPs, que só poderão ser desativados após adaptação.

Além da manutenção dos orelhões, as concessionárias se comprometeram a investir em infraestrutura, incluindo implantação de fibra óptica, expansão de redes 4G, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

Segundo a Anatel, os orelhões que não têm obrigação de manutenção pelas operadoras podem ser desligados a pedido do público. Caso a empresa não atenda, o usuário pode registrar reclamação pelo telefone 1331 ou pelo portal da agência.



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Separação do TikTok da ByteDance deve ser finalizada esta semana


A consolidação da venda da empresa que controla a plataforma TikTok nos Estados Unidos, um dos maiores negócios da unicórnio chinesa ByteDance, deve se concretizar nesta quinta-feira (22). A operação ocorre sob forte pressão do governo dos Estados Unidos, iniciada no primeiro mandato de Donald Trump e reforçada em sua segunda campanha à presidência. O governo chinês tratou o negócio como uma forma de manter boas relações comerciais.

Com o acordo, o poder de decisão e o controle de dados passam das mãos chinesas, que ainda terão 20% de participação, para investidores americanos e aliados, como o fundo MGX, da família real dos Emirados Árabes Unidos, e a Oracle, que ficará responsável pelo armazenamento de dados. A transação está estimada em US$ 14 bilhões. O TikTok é a quarta maior plataforma dos EUA, com cerca de 170 milhões de usuários.

De acordo com o memorando interno da ByteDance, a joint venture americana será uma entidade independente, responsável pelo controle da proteção de dados, da moderação de conteúdo e da segurança dos algoritmos. A nova empresa terá um conselho de administração com sete membros, majoritariamente americanos.

Do capital do TikTok nos EUA, 50% será de novos investidores, Oracle, Silver Lake e MGX, com 15% cada. Os 30,1% permanecerão com afiliadas da ByteDance e 19,9% continuarão com a própria ByteDance. A empresa chinesa deve licenciar sua tecnologia de recomendação baseada em inteligência artificial para a nova entidade, que usará os dados americanos protegidos pela Oracle para treinar um novo sistema.

O acordo elimina um tema persistente nas relações entre Pequim e Washington e se alinha a uma lei de segurança nacional aprovada durante o governo Joe Biden, que estabelecia a separação entre TikTok US e ByteDance. A aprovação final da China ainda não foi divulgada.

Entre os pontos estratégicos da operação está a manutenção da experiência do usuário nos EUA, mas com maior controle local sobre algoritmos, moderação e dados de cidadãos americanos. Isso evita riscos de exposição a influências estrangeiras sobre os dados dos usuários e sobre o conteúdo da plataforma.

Expansão internacional e no Brasil

A ByteDance continua operando suas plataformas fora dos EUA de forma independente. No Brasil, a empresa iniciou em janeiro as obras de um novo data center em Caucaia, no Ceará, desenvolvido pela OMNIA, braço do Grupo Pátria. Com capacidade de 200 MW, o empreendimento será o maior da América Latina e terá infraestrutura de energia solar e eólica próprias, com investimento estimado em R$ 200 bilhões.

O novo data center servirá para consolidar a presença do TikTok no Brasil, apoiar operações de comércio eletrônico e transmissões ao vivo, e atender às demandas regulatórias locais de proteção de dados e segurança cibernética.



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Do cartão de crédito ao varejo: Mastercard compra 32% da Westwing


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