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investimento em água e esgoto muda vidas e alavanca crescimento de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Ganhos sociais do saneamento em MS devem alcançar R$ 82,5 bilhões em 2040, segundo dados do Instituto Trata Brasil; cada R$ 1 investido no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais

Antes de chegar às casas, o saneamento básico quase nunca aparece. Ele fica sob o chão, distante dos olhos e das manchetes. Mas é justamente essa obra invisível que vem transformando a realidade de milhares de famílias de Mato Grosso do Sul e o colocando como estado referência nacional em universalização dos serviços de água e esgoto. Com praticamente 80% de cobertura de esgoto atualmente, a previsão é que já em 2027 o território sul-mato-grossense atinja a marca de 90%, o que garante o status de saneamento básico universalizado.

Alcançar essa meta com antecipação de cinco anos diante do prazo definido pelo Marco Legal do setor reforça o saneamento como um dos eixo centrais de desenvolvimento, indo muito além de números positivos sobre avanços na infraestrutura: melhorar a vida das pessoas, entregando diretamente a elas algo que transforma o dia a dia.

Esse é o caso da dona Madalena Evangelista da Silva. Foi em uma manhã de 2024 que a água começou a sair com força da torneira de sua casa. Ela, diante da cena, não conseguiu conter a emoção. Aos 66 anos a moradora do bairro Potiguar, em Ladário, chorou ao ver chegar um serviço básico que para sua comunidade representava uma conquista histórica.

“Foi maravilhoso, um dia inesquecível”, lembra Madalena, que durante mais de uma década conviveu com a insegurança do abastecimento irregular. A água chegava por ligações improvisadas, sem garantia de continuidade ou qualidade. O cotidiano era marcado por filas para encher baldes, caixas d’água vazias e incerteza constante.

A realidade de Madalena e muitos outros começou a mudar com um projeto social desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, através da Sanesul, para atender comunidades em situação de vulnerabilidade e regiões onde obstáculos técnicos ou documentais dificultavam a implantação convencional da rede. A iniciativa beneficiou cerca de 30 famílias no Potiguar e levou abastecimento regular a uma área considerada de difícil acesso por causa do terreno rochoso e da distância dos sistemas tradicionais de distribuição.

“Hoje vivemos num paraíso”, diz dona Madalena, ao resumir de forma simples o resultado do investimento público. Depois de anos convivendo com a escassez, ela hoje cultiva árvores frutíferas no quintal, mantém a casa abastecida e observa a transformação do bairro onde escolheu viver.

Dona Madalena ao lado de familiares, curtindo a sombra das plantas de seu quintal

O impacto do trabalho governamental ultrapassa o conforto doméstico. Trata-se de uma política pública diretamente ligada à saúde, à prevenção de doenças, à valorização do meio ambiente e à dignidade humana. “O bairro não tinha praticamente nenhuma infraestrutura. A chegada da água representou um marco para a comunidade e para a saúde das famílias”, resume a equipe técnica responsável pelo atendimento da região.

A transformação observada no Potiguar se repete em outras localidades sul-mato-grossenses. Segundo o Instituto Trata Brasil, a estratégia desenvolvimentista do Governo do Estado deve render R$ 82,5 bilhões em ganhos sociais – que são os recursos economizados em setores como a saúde e o aumento da produtividade de forma em geral – para Mato Grosso do Sul. O valor soma R$ 41,7 milhões já alcançados em um primeiro ciclo, entre 2005 e 2024, com a projeção de um segundo, iniciado em 2025 e com fim em 2040, que deve chegar aos R$ 40,8 bilhões.

Tais resultados são frutos diretos do investimento e operação eficaz do serviço de saneamento básico sob administração estadual, com fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário para as famílias sul-mato-grossenses nas áreas atendidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

“Isso que estamos vendo é a mudança real na vida das pessoas, levando até elas bem-estar e dignidade como cidadãos. Nosso prazo interno para universalização é 2028, mas eu já cito 2027 para conquistar essa meta. Seremos o primeiro estado do Brasil a ter saneamento básico universalizado, algo alcançado com o esforço de muitos envolvidos nesse processo”, destaca o governador Eduardo Riedel.

O estudo do Instituto Trata Brasil foi divulgado nessa semana e dimensionou o impacto financeiro e social da ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário. Entre os números, foi apontado, ainda que descontados os custos de investimento e operação, o saldo líquido permanece amplamente positivo. No ciclo anterior (2005-24), o ganho líquido se aproxima de R$ 20 bilhões. Já no ciclo atual, a projeção indica cerca de R$ 26 bilhões de saldo positivo, reforçando a eficiência econômica do modelo adotado.

O estudo destaca ainda a relação direta entre investimento e retorno social: a cada R$ 1 aplicado em saneamento, o Estado gera R$ 5,90 em benefícios para a sociedade – valor esse acima da média nacional, estimada em R$ 4,10.

Para a CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os resultados mostram que o saneamento vai além da infraestrutura básica, funcionando como um vetor contínuo de desenvolvimento. “Estamos falando de saúde, educação, renda, turismo e valorização urbana. É uma infraestrutura que transforma a vida das pessoas e gera impacto permanente”, afirmou.

Adriana com a filha no colo, no alto das pedras que dificultavam o acesso da água, e Paulo Correia, filhos dos fundadores da comunidade

“Agora é outro nível, temos água sem interrupção nas torneiras. Melhorou nossa vida 100%”, afirma o pescador profissional Paulo Correia, de 48 anos, morador da comunidade quilombola Campos Correia, de Corumbá. Lá, a população também viu a rotina mudar após receber abastecimento regular de água.

Filho dos fundadores da comunidade, ele recorda que a água chegava apenas por conexões improvisadas e frequentemente durante a madrugada. Hoje, cada residência possui seu próprio acesso ao sistema. “Antes era muito difícil. Não tinha pressão, a água chegava só à noite. Agora temos segurança e tranquilidade”, relata.

Já a pescadora Adriana Santos, moradora da comunidade, resume a importância da conquista em uma frase simples: “A água é vida”.

“Passamos muitas dificuldades aqui sem água”, complementa a pescadora ao relatar os desafios severos enfrentados pela sua comunidade para ter o fornecimento regular de água potável e outros serviços básicos devido a conflitos fundiários e falta de titulação do território. “Foram tempos difíceis, a água, quando chegava, era racionada, vinda dos vizinhos de uma alameda, enquanto a gente lutava para regularizar uma situação que parecia impossível”, completa a moradora, que nasceu na comunidade fundada no início dos anos de 1970.

Em 2023, a Sanesul garantiu o acesso a água potável, cuja rede estava a poucos metros, abastecendo residências de diferentes padrões. A solução definitiva veio através de projeto social que contempla territórios como limitações técnicas ou documental. Uma mureta com caixas protetoras para hidrômetros ramificou uma rede por mangueiras até a comunidade.

Comunicação Governo de MS
*colaborou Sanesul
Fotos: Sanesul


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Retomada da UFN-III impulsiona desenvolvimento de Mato Grosso do Sul com investimento bilionário e geração de empregos


Retomada das obras em Três Lagoas amplia perspectivas de desenvolvimento econômico, impulsiona a cadeia produtiva e reduz a dependência nacional de fertilizantes importados.

Retomada da UFN-III impulsiona desenvolvimento de Mato Grosso do Sul com investimento bilionário e geração de empregos

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um novo capítulo para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Paralisado há mais de uma década e com cerca de 82% da estrutura concluída, o empreendimento volta a avançar com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, previsão de geração de mais de 8 mil empregos durante a construção e expectativa de fortalecer a produção nacional de fertilizantes, setor estratégico para o agronegócio brasileiro.

O ato que marcou a retomada das obras contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, representando o governador Eduardo Riedel. Também participaram da cerimônia a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, além de ministros de Estado, senadores, deputados e do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia.

Quando entrar em operação, prevista para 2029, a UFN-III terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. A produção deverá atender cerca de 15% da demanda nacional de ureia, reduzindo a dependência brasileira das importações e ampliando a competitividade do setor agropecuário, especialmente na região Centro-Oeste, principal mercado consumidor de fertilizantes do país.

Representando o Governo do Estado, o vice-governador Barbosinha destacou que a retomada da fábrica representa um avanço estratégico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. “A retomada da UFN-III representa muito para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Além de um investimento superior a R$ 5 bilhões e da geração de mais de 8 mil postos de trabalho, o empreendimento reduz a dependência brasileira da importação de fertilizantes e aumenta a competitividade do nosso agronegócio. A guerra mostrou o quanto é estratégico ampliar a produção nacional de nitrogenados, e Mato Grosso do Sul passa a desempenhar um papel importante nesse processo”, afirmou.

Barbosinha ressaltou ainda que o Governo do Estado acompanha os investimentos privados e públicos que chegam a Mato Grosso do Sul com ações voltadas à qualificação profissional, preparando trabalhadores para atender às demandas dos novos empreendimentos.

“O Voucher Qualificação do Governo do Estado caminha ao lado desses investimentos. Nós monitoramos as necessidades de cada empreendimento que chega a Mato Grosso do Sul e já estamos dialogando com a Petrobras para preparar a mão de obra necessária para atender à demanda da UFN-III”, disse.

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a retomada da fábrica representa um passo importante para ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa em um setor considerado estratégico para a segurança alimentar e para a economia brasileira.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a localização da unidade em Três Lagoas é estratégica por estar próxima dos principais polos consumidores do agronegócio nacional e ressaltou que a UFN-III contribuirá para diminuir significativamente a necessidade de importação de ureia pelo país.

Já a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a retomada da obra integra o conjunto de investimentos estruturantes voltados à geração de empregos, ao fortalecimento da indústria nacional e ao desenvolvimento econômico.

Além do impacto direto na geração de empregos, a retomada da UFN-III deverá movimentar diversos segmentos da economia sul-mato-grossense, impulsionando a cadeia da construção civil, serviços, comércio e logística, consolidando Três Lagoas como um dos principais polos industriais do Estado e reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na produção agroindustrial brasileira.

Fotos: Ruan Canavarro – Prefeitura de Três Lagoas e Comunicação Vice-governadoria.



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Interiorização da saúde aproxima pacientes do tratamento ortopédico especializado em Ribas do Rio Pardo


Com mais de 370 procedimentos realizados e pacientes de 40 municípios atendidos, programa fortalece a regionalização da saúde e transforma Ribas do Rio Pardo em referência no cuidado ortopédico

O dia em que Ivanilda chegou a Ribas do Rio Pardo deveria marcar apenas o início de uma nova fase. Aos 67 anos, recém-mudada para a cidade, ela ainda nem havia dormido na casa nova quando sofreu um acidente, em 19 de março, data em que o município celebrava aniversário. O que era para ser recomeço virou dor, cirurgia e uma longa rotina de recuperação.

As fraturas no pé, na tíbia e no joelho mudaram a mobilidade, a rotina e os planos da autônoma. Mas, no mesmo caminho em que encontrou a dor, Ivanilda também encontrou acolhimento. Atendida pelo programa de cirurgias ortopédicas de Ribas do Rio Pardo, ela passou por procedimentos, acompanhamento médico e reabilitação com uma equipe que, segundo ela, fez diferença não apenas pela estrutura, mas pela forma como conduziu cada etapa do tratamento.

“Foi uma experiência muito difícil e ainda não terminou, porque perdi a mobilidade que eu tinha antes. Mas, olhando para como eu estava meses atrás, hoje estou muito melhor, graças a Deus”, relata. Ela destaca o atendimento da ortopedista Maria Helena e do médico Simon, responsáveis pelo tratamento. “Eles têm empatia, se colocam no lugar da gente. São profissionais que amam o que fazem. Eu só tenho gratidão por todo o cuidado que tiveram comigo”.

A história de Ivanilda se soma à de pacientes de várias regiões de Mato Grosso do Sul que passaram a encontrar, em Ribas do Rio Pardo, uma alternativa de atendimento especializado fora dos grandes centros. O município, localizado a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, tornou-se referência em cirurgias do trauma ortopédico a partir da parceria entre a Prefeitura e a SES (Secretaria de Estado de Saúde), em uma estratégia que reforça a interiorização da saúde pública no Estado.

Equipe médica em ação

Desde julho de 2025, quando os atendimentos foram ampliados, o número de cirurgias realizadas aumentou nove vezes. O programa já ultrapassou a marca de 370 procedimentos e recebeu pacientes de 40 municípios sul-mato-grossenses.

A proposta é reduzir deslocamentos desnecessários para a Capital, ampliar a capacidade de resposta da rede pública e garantir que pessoas vítimas de acidentes ou com necessidade de cirurgia ortopédica tenham acesso mais rápido ao tratamento.

Para o governador Eduardo Riedel, a experiência de Ribas do Rio Pardo mostra o sentido prático da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul.

“Regionalizar a saúde é fazer com que o atendimento chegue mais perto das pessoas, com qualidade, estrutura e resolutividade. Quando um paciente do interior consegue fazer uma cirurgia especializada sem depender exclusivamente da Capital, nós estamos garantindo dignidade, reduzindo sofrimento e organizando melhor toda a rede pública. Esse é o caminho que Mato Grosso do Sul está construindo: uma saúde mais próxima, mais eficiente e mais humana”, afirma Riedel.

Foi essa rede que também acolheu o editor de vídeo Chrisptofer Mellin, de 36 anos, morador de Bonito. Após sofrer um acidente de trânsito enquanto pedalava para o trabalho, ele teve fraturas graves no tornozelo e no cotovelo direitos. A avaliação médica indicou a necessidade de cirurgia especializada, e o encaminhamento o levou a percorrer cerca de 400 quilômetros até Ribas do Rio Pardo.

A distância, inicialmente, trouxe insegurança. Autista, Chrisptofer conta que estava sozinho e temia enfrentar uma internação marcada por estresse, desconforto e falta de compreensão. O que encontrou, porém, foi o contrário.

“Eu estava sozinho e tinha medo de passar por um estresse muito intenso, mas isso não aconteceu. Toda a equipe me deixou tranquilo e confortável”, afirma. Ele também se surpreendeu com a estrutura encontrada em um município do interior. “Valeu a pena ter viajado tudo isso. Fui muito bem tratado, com uma preocupação genuína não só com meu estado de saúde, mas também emocional”.

O relato evidencia um dos principais desafios da saúde pública em um Estado de dimensões territoriais amplas: fazer com que o atendimento especializado chegue a mais regiões, sem perder qualidade técnica nem cuidado humanizado. Em Mato Grosso do Sul, a regionalização tem sido tratada como uma estratégia para reorganizar fluxos, desafogar unidades de maior pressão e ampliar a capacidade dos municípios na oferta de serviços de média e alta complexidade.

Christopher, paciente em Ribas

Responsável por parte dos atendimentos ortopédicos do programa, a médica Maria Helena afirma que o diferencial do serviço está justamente na combinação entre estrutura técnica, equipe especializada e acolhimento. Segundo ela, o fortalecimento da ortopedia em Ribas do Rio Pardo permitiu ampliar o atendimento para pacientes de diferentes regiões, sem deixar de atender a população local.

“O que construímos em Ribas do Rio Pardo mostra que cidades do interior também conseguem oferecer atendimento especializado e resolutivo. Hoje contamos com diversas subespecialidades da ortopedia e uma equipe preparada desde o acolhimento até o pós-operatório”, explica.

A médica destaca que a consolidação do serviço só foi possível com o trabalho integrado entre centro cirúrgico, gestão municipal e Secretaria de Estado de Saúde. A articulação permitiu organizar os encaminhamentos, ampliar a capacidade de atendimento e dar resposta a casos que exigem intervenção rápida, especialmente em situações de trauma.

Na prática, o programa representa mais do que números. Para quem sofreu um acidente, uma fratura grave ou perdeu temporariamente a autonomia, a cirurgia feita no tempo certo pode significar a diferença entre uma recuperação mais rápida e uma vida marcada por sequelas. Para a rede pública, significa distribuir melhor os atendimentos, aproveitar estruturas regionais e transformar municípios do interior em pontos estratégicos de cuidado.

Em Ribas do Rio Pardo, esse processo tem ganhado rosto, nome e história. Para Ivanilda, é a chance de voltar aos poucos à rotina interrompida no dia da mudança. Para Chrisptofer, é a lembrança de que o atendimento público pode ser técnico, eficiente e sensível às necessidades de cada paciente. Para Mato Grosso do Sul, é um exemplo concreto de como a interiorização da saúde pode sair do planejamento e chegar à vida real.

Entre a dor do acidente e o recomeço da recuperação, pacientes de diferentes municípios têm encontrado em Ribas do Rio Pardo não apenas uma cirurgia, mas cuidado, escuta e a possibilidade de retomar o próprio caminho.

Equipe médica especializada em ortopedia em Ribas

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação/SES



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MS avança na modernização das rodovias estaduais para qualificar infraestrutura e favorecer o cidadão


Para interligar regiões, facilitar acessos e impulsionar a infraestrutura e logística de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado promove grandes investimentos para melhorar e qualificar as rodovias estaduais. A previsão é que até o final do ano 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada. Benefícios diretos à população e para economia regional.

De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias (estaduais), executados nesta atual gestão. O início deste ano este patamar já estava em 5.662 km. A expectativa e planejamento do Governo do Estado é pavimentar mais de 1.500 km no período de 2023 a 2030.

“Nosso objetivo é preparar o Estado com uma infraestrutura e logística moderna, que estará pronta para acompanhar o desenvolvimento e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo levar segurança para quem trafega pelas rodovias estaduais, interligando regiões, reduzindo distâncias e melhorando a vida do cidadão. Estamos no caminho certo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Estes investimentos públicos (rodovias) em todas as regiões do Estado fazem parte da estratégia de tornar Mato Grosso do Sul competitivo e preparado para receber grandes empresas privadas, que possam gerar empregos, aumento de renda e novas oportunidades.

Obra da MS-280 na região de Capão Seco (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Ambiente positivo de prosperidade. Esta evolução ainda tem muito caminho para percorrer para um próximo ciclo de crescimento do Estado. Nos próximos quatro anos (2030) o Estado pode conquistar um feito inédito, que é inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km).

Os grandes investimentos públicos nas rodovias contribuíram para a diversificação na produção estadual, com a chegada da nova fronteira da celulose, a expansão da citricultura e a consolidação do parque industrial em diferentes frentes do Estado. Estradas em boas condições são peças essenciais para o bom escoamento da produção.

Rodovia MS-384, importante eixo de ligação entre Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Este planejamento estratégico do Estado foi reconhecido por institutos e entidades que representam o setor. Mato Grosso do Sul ficou na terceira colocação em “qualidade de rodovias” no levantamento feito pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em 2024.

Também fica na sexta posição entre os estados que mais promovem investimentos públicos (per capita) no país. Este cenário contribuiu par vinda de mais de R$ 81 bilhões de capital privado aqui nos últimos anos, principalmente na área da celulose, com a chegada de gigantes do setor, como Suzano, Arauco e Bracell, além da Eldorado que já estava instalada em Três Lagoas.

Mudança de realidade

Quando as obras de pavimentação chegam nas rodovias, não é apenas a economia que ganha fôlego, mas a própria população que mora no entorno e se beneficia desta estrutura. Mudança direta de vida, fora da poeira e da lama nos dias de chuva. Viagem mais curta e rápida.

Obra de pavimentação da MS-352 (Foto: Saul Schramm)

Foi o caso de Luzia Torres. Ela mora nos arredores da MS-352 e presenciou a entrega da pavimentação da rodovia no ano passado. Lá foi asfaltado um trecho de 40 km, do entroncamento com a BR-262 até a Ponte do Grego, em Terenos. Investimento estadual de R$ 86,5 milhões.

A chegada do asfalto foi um sonho realizado. “Nunca pensei que o asfalto chegaria aqui, só temos que agradecer ao governador por fazer está obra e realizar o sonho de muita gente. Estamos todos felizes”, descreveu ela.

Josiel Custódio comemorou obra na MS-270 (Foto: Bruno Rezende)

Josiel Custódio, morador do Assentamento Boa Vista, também comemorou quando foi entregue em 2024 a obra de pavimentação da MS-270, que ligou os trechos do Copo Sujo à Cabeceira do Apa, em Ponta Porã. O trecho de 35,56 faz uma integração entre as cidades de como Dourados, Maracaju, Guia Lopes, Jardim, Bela Vista e Antônio João. 

A obra facilitou a vida dos moradores e ainda valorizou as propriedades e casas da região. “Agora ficou 100% melhor, aqui ficou valorizado. Sou nascido aqui na região e posso dizer que a rodovia era muito ruim e complicada. A viagem era demorada para gente seguir a Ponta Porã ou Antônio João”.

Estrada do 21 reduz distância entre Campo Grande e Bonito (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Referência do ecoturismo do Brasil, o município de Bonito também recebeu grandes investimentos nas rodovias estaduais e vicinais. Entre elas a “Estrada do 21”, que liga Bonito a Anastácio e reduz em até 40 km a distância de Campo Grande. A estrada ganhou pavimentação de 100 km, sendo uma nova alternativa e ligação da região.

Outra obra inaugurada na cidade foi a Rodovia do Turismo, com investimentos de R$ 46,8 milhões. Facilidade para chegar às atrações do Rio Formoso como o Balneário do Sol e o Ecopark Porto da Ilha, que agora estão com os acessos asfaltados. Incentivo e apoio ao turismo.

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito (Foto: João Carlos Castro/Famasul)

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito, destacou que as melhorias e os investimentos nas rodovias da região fazem muita diferença para economia e setor produtivo.

“Sem estradas em boas condições nossos negócios ficam inviabilizados. Quando temos estes investimentos em pavimentação e manutenção das rodovias é essencial para escoamento da produção, principalmente quando coincide na época de safra, onde temos muita carga pesada na estrada”.

Brito ponderou que os investimentos constantes em infraestrutura são fundamentais na cidade. “Agora será feito por exemplo o anel viário que vai tirar o tráfego de caminhão do centro da cidade, vai ser um alívio para manter as ruas de Bonito conservadas. Uma obra muito esperada”, concluiu.

Rodovia do Turismo quando a obra estava em andamento (Foto: Agesul)

Obras em andamento

As obras na malha rodoviária continuam em andamento. Com recursos próprios o Governo do Estado tem obras na MS-040 (Santa Rita do Pardo a Brasilândia), acesso a BR-262 em Corumbá, além de novo acesso na MS-377 e a implantação do anel viário em Bonito.

Com recursos e financiamento do BNDES, também seguem os projetos na MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, Ms-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444. São projetos de integração e qualificação de diferentes regiões do Estado, para que além de fomentar a economia regional, possam dar mais segurança viária à população.

Além da pavimentação, também existe a preocupação com a restauração das rodovias para que tenham boas condições de uso. Neste sentido o governo estadual promove melhorias na MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi até Juti), MS-156 (Amambai até Tacuru), MS-295 (Tacuru até Eldorado), MS-276 (Deodápolis – Dourados) e MS-377.

Obra na rodovia MS-355 vai ligar Terenos a Dois Irmãos do Buriti (Foto: Chico Ribeiro/Seilog)

Concessão

Além dos investimentos próprios, o Governo do Estado também aposta no modelo de concessão para alavancar a infraestrutura e logística das rodovias estaduais. Depois dos bons resultados com a MS-306 e MS-112, foi assinado neste ano o projeto da Rota da Celulose.

O contrato prevê obras, restauração e melhorias nas rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267. Ao todo serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais.

BR-262 em Ribas do Rio Pardo faz parte da Rota da Celulose (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Já em vigor e com as atividades em andamento, o projeto terá 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas. Ainda dispondo de 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Para o governador Eduardo Riedel esta nova modelagem nasce tecnológica, moderna, trazendo uma responsabilidade social e ambiental. “Um modelo com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Mudança de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado. Além disto o contrato não é estagnado, permite avançar em investimentos em função do nível e aumento de tráfego”.

Rota da Celulose vai contribuir com escoamento da produção (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Bruno Rezende/Secom-MS



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Defesa de Oruam alega tuberculose e pede revogação da prisão; Justiça nega


A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, pediu a revogação da prisão preventiva do artista, alegando que ele apresenta um “quadro de saúde gravíssimo” de tuberculose pulmonar e perda peso, além de tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares. Justiça, porém, nega o pedido.  

Além disso, o pedido ainda aponta que a situação de Oruam pode apresentar um risco de disseminação da doença que recomenda isolamento social para tratamento efetivo.  

O Ministério Público opinou contrariamente ao pleito defensivo. Argumentou que a decretação da prisão permanece inalterado, destacando o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas.

Também ressaltou que o acusado encontra-se foragido, o que demonstra a necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Quanto ao estado de saúde do rapper, o MP pediu uma avaliação do instituto oficial do Estado. 

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou que os relatórios médicos não são suficientes para a revogação da prisão preventiva. 

“Em relação ao quadro de saúde do acusado, noticiado pela Defesa, cumpre observar que os relatórios médicos trazidos aos autos não possuem, neste momento, carga probatória suficiente para ensejar a revogação da prisão preventiva, considerando que não foram elaborados por instituição oficial do Estado. A gravidade do quadro clínico alegado (tuberculose pulmonar) demanda avaliação por junta médica oficial ou estabelecimento prisional adequado, não sendo o simples aporte de laudos particulares suficiente para afastar a necessidade da custódia cautelar, especialmente diante do status de foragido do réu.”, apontou por meio de nota.  

Assim, o TJRJ acolheu a manifestação do Ministério Público e negou o pedido feito pela defesa do Oruam. Caso o rapper se apresente de forma voluntária, ele deverá ser encaminhado ao sistema médico-hospitalar prisional.  

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Oruam, mas, até o momento, não obteve resposta.



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MS abre chamamento internacional para estruturar mercado de créditos de carbono e atrair investimentos


Primeiro edital da MS Ativos Ambientais busca parceiro estratégico para desenvolver projetos de carbono, restauração ecológica e REDD+, consolidando nova etapa da economia verde no Estado

Mato Grosso do Sul deu mais um passo na consolidação da economia de ativos ambientais. Foi publicado na edição de quarta-feira (24) do Diário Oficial do Estado o Edital de Chamamento Público nº 001/2026 da MS Ativos Ambientais, primeiro processo voltado à seleção de um parceiro estratégico, nacional ou internacional, para estruturar, implementar, certificar, comercializar e gerir créditos de carbono gerados em território sul-mato-grossense.

O edital marca o início de uma nova fase da política estadual de clima e desenvolvimento sustentável ao conectar conservação ambiental, mercado internacional e atração de investimentos privados. A parceria abrangerá projetos de restauração ecológica, Soluções Baseadas na Natureza (SbN), REDD+ e o Programa Jurisdicional de REDD+ de Mato Grosso do Sul, autorizado pela Semadesc, ampliando a capacidade técnica e comercial da companhia para atuar no mercado global de carbono.

O lançamento do edital ocorre no momento em que o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) representa o Governo de Mato Grosso do Sul na London Climate Action Week (LCAW), em Londres.

“Esse primeiro edital, lançado pela companhia que foi criada para fazer a gestão e exploração desses ativos, é aberto para instituições nacionais e internacionais que atuem nessa área. Ele prevê projetos de carbono voltados para Soluções Baseadas na Natureza, projetos REDD+, que são os créditos oriundos da redução do desmatamento e da degradação, que Mato Grosso do Sul já tem autorização do ConaRED para certificar e comercializar, além de projetos de restauração”, afirmou.

Segundo Falcette, o objetivo é selecionar um parceiro da iniciativa privada que reúna capacidade técnica, financeira e experiência internacional para constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a MS Ativos Ambientais, responsável pela estruturação e exploração desses ativos ambientais.

“Com critérios bastante rigorosos do ponto de vista técnico e financeiro, o Estado busca formar uma parceria capaz de estruturar esses projetos ao longo do tempo, internalizando recursos e distribuindo os benefícios por meio de uma governança moderna e transparente, alcançando comunidades tradicionais, povos indígenas e todos aqueles que contribuírem para a geração desses ativos ambientais”, explicou.

 

Para o secretário, a iniciativa representa a consolidação da economia de ativos ambientais como política pública de desenvolvimento. “Com isso, solidificamos a visão da economia de ativos ambientais no nosso Estado, atribuindo valor a esses ativos e transformando esse valor em desenvolvimento para Mato Grosso do Sul e para a população. Estamos tirando a agenda climática do campo da retórica para transformá-la também em oportunidade de negócios, fortalecendo as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, completou.

Parceiro vai investir na estruturação dos projetos

Diferente de uma contratação convencional, o edital busca um parceiro-investidor. Caberá à empresa ou consórcio selecionado aportar os recursos financeiros necessários para estruturar os projetos, desenvolver a certificação, organizar a comercialização internacional e operar toda a estratégia de mercado dos créditos de carbono. Outra diretriz considerada estratégica é a proibição da venda antecipada de créditos ainda não certificados. A medida fortalece a segurança jurídica da operação e preserva a credibilidade dos ativos ambientais produzidos em Mato Grosso do Sul.

O edital também estabelece salvaguardas socioambientais que incluem transparência, integridade, repartição de benefícios para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, quando aplicável. Além disso, toda operação dependerá da certificação dos créditos, da verificação independente dos resultados e da realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O processo de seleção busca empresas com experiência comprovada em estruturação de projetos de carbono, negociação internacional de créditos e atuação nos mercados voluntário e regulado. A pontuação máxima será de 2.000 pontos, distribuídos entre estrutura técnica (1.000 pontos), estrutura econômica (700 pontos) e estrutura jurídica (300 pontos), demonstrando que a experiência prática e a capacidade operacional terão maior peso na escolha do parceiro estratégico.

As propostas poderão ser apresentadas durante 30 dias úteis a partir da publicação do edital. Após a fase de avaliação, será iniciado o processo de negociação para formalização da parceria entre a empresa vencedora e a MS Ativos Ambientais.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc



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SP registra a menor temperatura máxima para junho em 30 anos


A cidade de São Paulo registrou, nesta quinta-feira (25), o recorde de menor temperatura máxima para um mês de junho em 30 anos. Segundo a Defesa Civil, a capital paulista atingiu 13,4°C.

Os dados divulgados foram registrados na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte da Capital (INMET). O recorde acontece em meio a primeira onda de frio do inverno de 2026 no Brasil.

De acordo com dados meteorológicos, o sistema começa a se deslocar para o oceano na sexta-feira (26), diminuindo a intensidade do frio no país.

Embora a onda de frio perca força, o inverno deve seguir com a passagem de novas frentes frias previstas para o final de junho.

Onda de frio no Brasil

Na quarta-feira (24), o fenômeno, provocado por uma intensa massa de ar polar, registrou a menor temperatura do ano no país até o momento com -9,2°C em Bom Jardim da Serra (SC).

O centro da massa de ar gelado, região onde as temperaturas são mais baixas, passa sobre o Sul e parte do Sudeste nesta quinta-feira (25).

Durante este período, o risco de geada ampla permanece alto em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, atingindo também o sul de Mato Grosso do Sul e áreas de São Paulo.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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Secretaria de Saúde destaca parceria histórica na inauguração da nova sede da Fiocruz MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Secretaria de Saúde foi a primeira instituição a acolher a Fiocruz no Estado e mantém cooperação estratégica em ensino, pesquisa, inovação e fortalecimento do SUS

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participou, segunda-feira (22), da inauguração da nova Sede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em Campo Grande. A nova estrutura amplia a capacidade científica da instituição no Estado e reforça a integração entre pesquisa, inovação e SUS (Sistema Único de Saúde), consolidando uma parceria construída ao longo de quase duas décadas.

O Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou o papel estratégico da Fiocruz diante das transformações econômicas e sociais vividas por Mato Grosso do Sul.

“Não haverá crescimento sustentável sem qualidade de vida. Não haverá prosperidade econômica sem uma população saudável”, afirmou.

A nova sede fortalece a atuação da Fiocruz em um território considerado estratégico pela sua biodiversidade, interculturalidade e posição geográfica de fronteira, ampliando a capacidade de desenvolvimento de estudos e ações voltadas à saúde da população sul-mato-grossense e brasileira.

Parceria construída desde os primeiros passos

Durante a cerimônia, a coordenadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Jislaine de Fátima Guilhermino, ressaltou que a SES foi a primeira instituição a acolher a Fiocruz no Estado, ainda nos primeiros anos de implantação da unidade.

“A SES foi a nossa primeira casa. Desde os tempos da Escola de Saúde Pública, desenvolvemos uma parceria histórica e extremamente importante, especialmente nas áreas de educação e qualificação profissional”, enfatizou.

Segundo Jislaine, a cooperação entre as instituições se expandiu ao longo dos anos e hoje contempla ações nas áreas de saúde digital, pesquisa, formação profissional e resposta a emergências em saúde pública.

Durante a pandemia da Covid-19, a parceria entre Fiocruz, SES, municípios e diversas instituições resultou na constituição de uma ampla força-tarefa para o enfrentamento da emergência sanitária.

“Entregamos hoje muito mais do que um prédio. Entregamos um espaço dedicado à construção de redes de colaboração, à produção de conhecimento e ao fortalecimento do SUS”, destacou a coordenadora.

Ciência para responder aos desafios do desenvolvimento

Ao representar o Governo do Estado, Maurício Simões ressaltou que Mato Grosso do Sul vive um intenso processo de industrialização, diversificação econômica e atração de investimentos, cenário que impõe novos desafios à saúde pública.

O secretário citou empreendimentos instalados em municípios como Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu, que demandam monitoramento constante dos impactos sociais e sanitários decorrentes do crescimento econômico.

“Nesse contexto, a presença da Fiocruz em Mato Grosso do Sul torna-se ainda mais estratégica”, afirmou.

Para o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira, a nova sede simboliza um modelo de atuação baseado na cooperação institucional e na integração entre ciência, inovação e desenvolvimento social.

“A pandemia demonstrou que os desafios da saúde ultrapassam fronteiras nacionais. Precisamos fortalecer permanentemente o SUS, a ciência e a capacidade nacional de produção de conhecimento”, afirmou.

Moreira também destacou que temas como mudanças climáticas, envelhecimento populacional, emergências sanitárias e os impactos da Rota Bioceânica exigem respostas cada vez mais integradas entre governos, instituições de pesquisa e sociedade.

Legado para o SUS

Instalada em área compartilhada com a Embrapa Gado de Corte, a nova sede é resultado de anos de articulação institucional, apoio parlamentar e cooperação entre diferentes parceiros.

A estrutura foi concebida para integrar as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Fiocruz, permitindo o compartilhamento de equipamentos, tecnologias e competências entre diferentes grupos científicos, além de otimizar recursos públicos.

“Esta estrutura está aberta aos nossos parceiros e à sociedade sul-mato-grossense. Este é um legado para o SUS e para toda a população de Mato Grosso do Sul”, concluiu Jislaine.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Em Foz do Iguaçu, Sejusp participa de encontro interestadual e fortalece ações integradas de segurança


A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) participou da sexta edição do Encontro dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SulMaSSP), realizado entre os dias 22 e 24 de junho, em Foz do Iguaçu – Paraná. O evento reuniu representantes do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul para discutir ações integradas de enfrentamento ao crime organizado e fortalecimento da segurança nas regiões de fronteira e divisas.

Além dos secretários estaduais, participaram dos debates dirigentes das Polícias Militares, Polícias Civis, Polícias Científicas, Polícias Penais e Corpos de Bombeiros Militares dos estados integrantes do fórum. A programação incluiu palestras, reuniões técnicas e grupos de trabalho voltados à elaboração de propostas para aperfeiçoar a atuação das forças de segurança pública.

Antonio Carlos Videira, secretário da Sejusp-MS

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, destacou que um dos principais resultados do encontro foi o avanço das discussões conduzidas pelos grupos temáticos, responsáveis por propor medidas de integração entre os estados.

“O encontro teve como foco principal a discussão dos resultados e encaminhamentos dos grupos de trabalho. Foram debatidas propostas de padronização de procedimentos, compartilhamento de bancos de dados e de práticas exitosas que podem ser adotadas e aprimoradas pelos estados participantes. Um dos temas que ganhou destaque foi a atuação em comunidades indígenas. Todos os estados envolvidos possuem populações indígenas e estamos trabalhando na construção de protocolos que fortaleçam essa atuação, promovam uma relação mais próxima com essas comunidades, contribuam para a redução dos índices de criminalidade e, principalmente, previnam conflitos”, destacou.

Entre os temas debatidos durante o SulMaSSP estiveram o combate ao crime organizado transfronteiriço, a recuperação de ativos, a inteligência artificial aplicada à segurança pública, o enfrentamento à violência contra a mulher, a atenção à saúde física e mental dos profissionais da segurança pública, a gestão de crises e desastres, além do policiamento e da proteção aos povos indígenas.

Os grupos de trabalho também discutiram propostas de aperfeiçoamento da legislação federal relacionada à segurança pública. As conclusões elaboradas durante o encontro serão consolidadas e poderão ser encaminhadas ao Congresso Nacional como contribuição dos estados participantes.

Criado em 2023, o SulMaSSP tem como objetivo fortalecer a cooperação interestadual, ampliar o intercâmbio de informações e promover ações conjuntas entre os estados no enfrentamento aos desafios comuns da segurança pública, especialmente nas regiões de fronteira.

Integraram a comitiva da Sejusp-MS no SulMaSSP a subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Frederico Reis Pouso Salas; o delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio; o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino; o superintendente de Segurança Pública da Sejusp, delegado Tiago Macedo dos Santos; o secretário-executivo de Justiça da Sejusp, Rafael Garcia Ribeiro; o assessor especial da Sejusp, Luiz Alexandre Gomes da Silva; o coordenador de Políticas Penitenciárias, Rodrigo Almeida Morel; o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-FRON-DIV), coronel Everson Antonio Rozeni; a tenente-coronel Elka Ferraz Blanco; o delegado Carlos Delano Gehring Leandro de Souza; e o perito criminal Saule Viganó Neto.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Fotos: SESP/Paraná



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Segurança do paciente avança na Atenção Primária com qualificação para os 79 municípios de MS


Oficina promovida pela SES reuniu representantes de todo o Estado para fortalecer a cultura de segurança, padronizar processos e estruturar núcleos municipais na Atenção Primária à Saúde

Representantes dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram, terça-feira (24), da oficina Qualificação Operacional na Segurança do Paciente, promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio do NEGESP (Núcleo Estadual de Gestão Estratégica em Segurança do Paciente), da Vigilância Sanitária Estadual e da Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser.

A iniciativa teve como foco fortalecer a cultura de segurança na APS (Atenção Primária à Saúde), além de apoiar a implantação dos Núcleos Municipais e dos Times de Segurança do Paciente nas unidades básicas de saúde. Realizado na Escola de Saúde Pública, em Campo Grande, o encontro abordou temas como cultura de segurança, gestão de riscos, análise de incidentes, ferramentas da qualidade e utilização do sistema Notivisa.

Estruturação dos núcleos

Coordenadora do NEGESP, Eduarda Tebet explica que a proposta é consolidar uma rede estadual de segurança do paciente, garantindo maior qualidade assistencial em todos os municípios.

“Estamos trabalhando para implantar um Núcleo de Segurança do Paciente em cada secretaria municipal e também em cada unidade básica de saúde do Estado. Para isso, reunimos representantes de todos os municípios para estruturar esses núcleos e fortalecer essa cultura em Mato Grosso do Sul”, afirma.

Segundo ela, a segurança do paciente ainda é um tema que precisa ser ampliado no país e requer processos de trabalho bem definidos.

“Os protocolos precisam ser semelhantes em todo o Estado, respeitando as particularidades de cada serviço. O objetivo é que todos tenham a mesma compreensão sobre segurança do paciente e trabalhem de forma integrada”, destaca.

Fortalecimento da cultura de segurança

Analista da Qualidade Sênior e uma das facilitadoras da oficina, Elaine Cristina Faria ressalta que a publicação da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente reforça a necessidade de ampliar essa discussão na Atenção Primária.

“Já trabalhamos esse tema há muitos anos, mas ele ainda é relativamente novo na Atenção Primária. Por isso, estamos fortalecendo a cultura de segurança para qualificar os processos e promover uma prática assistencial cada vez mais segura”, explica.

Elaine acrescenta que a capacitação contribui diretamente para reduzir falhas e aprimorar continuamente os serviços ofertados à população.

“O objetivo é reduzir falhas nos processos de saúde, qualificar a assistência e proporcionar mais segurança aos usuários”, completa.

Apoio aos municípios

Para profissionais de municípios de pequeno porte, a qualificação representa uma oportunidade de aprimorar práticas e implantar estratégias de segurança nas unidades de saúde.

Enfermeiro do município de Pedro Gomes, Diego Arantes destaca que a oficina oferece direcionamento técnico importante para os profissionais.

“Para municípios pequenos, onde a segurança do paciente ainda está em processo de implantação na Atenção Primária, esse treinamento é fundamental. Ele nos dá um norte e apresenta ferramentas e sistemas que poderão ser aplicados na nossa realidade”, avalia.

Farmacêutica do município de Corguinho, Shirley Ribeiro ressalta que o alinhamento entre os municípios fortalece a prevenção de incidentes.

“Estamos aprendendo a identificar riscos, realizar as notificações corretamente e agir antes que situações mais graves aconteçam. Isso permite que todos os municípios falem a mesma língua e organizem melhor seus processos”, afirma.

Redução de incidentes

Assistente de Serviços de Saúde do Núcleo Regional de Saúde de Coxim e facilitador da oficina, Wander Raimundo de Campos enfatiza que a padronização dos processos impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado.

“O principal ganho é a redução de incidentes e eventos adversos aos pacientes. Com isso, conseguimos evitar agravamentos, hospitalizações e até transferências para municípios de referência, como Campo Grande e Dourados”, pontua.

Além das atividades teóricas, a programação contou com oficinas práticas sobre gestão de riscos, análise de incidentes e utilização do sistema Notivisa, ferramenta nacional destinada ao registro e monitoramento de eventos relacionados à segurança do paciente.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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