Policiais Civis disfarçados de fiscais de prova prenderam, neste domingo (16), 13 candidatos suspeitos de tentativa de fraude e associação criminosa, na aplicação do concurso do Banco do estado do Pará (Banpará).
Ação intitulada “Gabarito Final” foi realizada em locais de prova situados em Castanhal, no nordeste paraense, e nos bairros do Marco, Umarizal e Val de Cans, em Belém.
Os agentes de segurança encontraram em flagrante os suspeitos com dispositivos eletrônicos em miniatura escondidos em roupas, partes íntimas e calçados.
Segundo as investigações, a quadrilha era formada por professores especialistas, que se inscreveram no certame, realizavam as provas e posteriormente transmitiam as respostas para os candidatos envolvidos no esquema.
A PC detalhou que a quadrilha cobrava valores de até R$ 10 mil de cada candidato para fornecer o gabarito das provas.
O grupo atuava em diversas cidades do estado, já havia tentado fraudar outros concursos públicos no Pará e tinha um núcleo centralizado no município de Abaetetuba.
Durante a operação, foram apreendidos vários celulares de tamanho reduzido, que dificultavam a detecção pelos equipamentos de segurança, além de celulares pessoais e relógios digitais utilizados no crime.
“Os policiais civis atuaram de forma velada, disfarçados de fiscais do concurso. Eles monitoraram os locais de prova e, de maneira estratégica, abordaram os suspeitos no momento em que iam ao banheiro para verificar o gabarito. As abordagens ocorreram sem causar constrangimento aos demais participantes, mas com a eficiência necessária para frustrar a tentativa de fraude”, explicou o superintendente regional, Mhoab Khayan.
A ação foi conduzida por equipes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, da Delegacia de Homicídios de Abaetetuba e da Diretoria de Polícia Especializada (DPE).
Os 13 candidatos detidos foram encaminhados à Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE).
Os criminosos foram autuados em flagrante e vão responder pelos crimes de tentativa de fraude e associação criminosa.
Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão comercial na noite desta sexta-feira (5), na Rua Guaporé, no bairro Itapegica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada às 20h29. Inicialmente, sete viaturas foram empenhadas no combate às chamas. Pouco depois, o número subiu para dez equipes mobilizadas.
Veja imagens:
Até o momento, não há registro de vítimas. A Defesa Civil de Guarulhos informou que acompanha a ocorrência e confirmou que o incêndio atingiu o galpão de uma empresa localizado no endereço.
O local indicado pelos bombeiros corresponde a uma distribuidora identificada como SOEDRAL Materiais Elétricos e Hidráulicos.
As equipes seguem atuando no combate ao fogo. As causas do incêndio ainda não foram informadas.
Atendimento domiciliar garante documento a pessoas com dificuldade de locomoção; Estado projeta chegar a 1 milhão de CINs até o fim do ano
No mês em que Mato Grosso do Sul registrou o maior volume mensal de emissão de identidades desde a criação administrativa do Estado, uma das CINs (Carteiras de Identidade Nacional) chegou à casa de Osmar Ribeiro da Cruz, em Campo Grande. Com problemas de saúde que o impediram de buscar o serviço presencialmente, ele precisava do documento para atender a uma solicitação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O atendimento domiciliar faz parte da rotina do Instituto de Identificação da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) e é destinado a pessoas acamadas, internadas, moradoras de lares ou com dificuldade de mobilidade. O serviço permite que cidadãos que não conseguem ir aos postos também tenham acesso à documentação civil necessária para benefícios, cadastros, perícias, tratamentos de saúde e outros serviços públicos.
Em maio, Mato Grosso do Sul expediu 38.501 carteiras de identidade, maior volume mensal desde a criação administrativa do Estado, em 1979. O resultado, alcançado pelo Governo do Estado por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), supera o recorde anterior, registrado em janeiro deste ano, quando a emissão passou de 36 mil documentos em um único mês.
Desde janeiro de 2024, quando começou a implantação da CIN no Estado, foram expedidos 796.881 documentos. Mantido o ritmo atual, a projeção do Instituto de Identificação é chegar a 1 milhão de emissões até o fim do ano.
Na segunda-feira (1º), o sistema abriu vagas para emissão da CIN em julho, na Capital e no interior. Ainda há horários disponíveis para junho em postos do Estado. O agendamento deve ser feito pelo Portal de Serviços da Sejusp: https://servicos.sejusp.ms.gov.br.
Em Campo Grande, são ofertadas cerca de mil vagas diárias para emissão do documento. No interior, a capacidade varia entre 1,2 mil e 1,3 mil atendimentos por dia, conforme a demanda.
A solicitação do atendimento domiciliar de Osmar foi feita pela irmã dele, Irene Vieira dos Anjos, após orientação recebida em um posto de identificação. Até então, ela não sabia que a coleta poderia ser realizada na residência de pessoas sem condições de deslocamento.“Eu não sabia desse serviço. Foi a primeira vez”, disse Irene.
Depois da orientação, ela reuniu a documentação necessária e solicitou o atendimento para o irmão. Para Irene, a informação pode ajudar outras famílias que enfrentam a mesma dificuldade. Ela disse que pretende orientar outras pessoas que precisem do serviço.
O atendimento domiciliar deve ser solicitado por familiares, responsáveis, cuidadores ou pela própria instituição (lares, hospitais, abrigos) junto ao posto de identificação mais próximo em todo Estado. A equipe avalia a solicitação e organiza a coleta dos dados necessários para a expedição do documento.
Pessoas com urgência comprovada também podem procurar diretamente os postos para solicitar encaixe. Entram nessa situação casos relacionados a concursos públicos, tratamentos de saúde, perícias médicas, aposentadoria e outras demandas que dependam da apresentação do documento.
Segundo o Instituto de Identificação, cerca de 30% das pessoas que agendam a emissão da identidade não comparecem aos postos.
“Quando o cidadão não puder comparecer, o cancelamento do agendamento, feito no mesmo site usado para marcar o atendimento, permite que outra pessoa seja atendida”, afirma Daniel Ferreira de Freitas, diretor do Instituto de Identificação.
Além do atendimento regular durante a semana, Campo Grande mantém emissão aos sábados no Shopping Pátio Central, das 8h às 14h, e no Shopping Norte Sul, das 10h às 17h, conforme disponibilidade de vagas no sistema.
A CIN substitui gradualmente o antigo RG e usa o CPF como número único de identificação do cidadão. A primeira via é gratuita, e o RG antigo continua válido até 2032. A troca imediata não é obrigatória para todos, mas o novo documento pode ser necessário em casos de perda, furto, documento danificado, alteração de dados, atualização cadastral ou exigência específica para acesso a algum serviço.
Para emitir a CIN, o cidadão deve agendar o atendimento pelo Portal de Serviços da Sejusp. Em caso de desistência, o horário deve ser cancelado no mesmo site, para que a vaga seja liberada a outra pessoa. O atendimento domiciliar deve ser solicitado no posto de identificação mais próximo.
O promotor de Justiça Fábio Vieira, do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), afirmou que os jurados do II Tribunal do Júri de Monique Medeiros e Jairinho, no caso da morte de Henry Borel, votaram 4 a 3 a favor de dolo para mãe do menino morto aos quatro anos.
A informação foi comunicada por Vieira em entrevista à CNN Brasil na manhã desta sexta-feira (5). Segundo o promotor, a votação faria com que Monique fosse condenada por homicídio doloso.
Porém, de acordo com Vieira, a juíza Elizabeth Machado Louro interferiu e pediu requisitação após manifestação de um dos advogados da mãe de Henry. Entenda abaixo:
Bastidores da sala secreta
De acordo com relato do promotor, quando Monique começou a ser julgada na sala secreta, a primeira pergunta que se fez aos jurados foi se existiu omissão por parte da mulher. A resposta dos juradosfoi “sim” por 4×3.
A segunda pergunta é se os jurados absolviam Monique pela omissão e eles responderam que “não” por 4×3. Segundo Fábio, antes da entrada na sala, todos os quesitos são lidos pela magistrada para as partes e são apresentados em um papel para que concordem ou não. Dessa vez, todos os quesitos foram aceitos.
Após as repostas dos jurados, foi feita a última pergunta: a omissão foi dolosa? A reposta “sim”a esse quesito já condenaria Monique por homicídio doloso. Os jurados responderam positivamente por 4×3. Então, nesse momento, Monique estaria condenada pelo crime.
Um dos advogados de Monique comemorou, o que gerou estranheza de todos os envolvidos, que o avisaram que a mulher havia sofrido a condenação. Assim, ele afirmou que o quesito não estava claro. Fábio rebateu e disse que, sim, estava claro, mas a juíza afirmou que voltaria o quesito.
Mais uma vez, Fábio questionou a magistrada. No entanto, ela afirmou que continuaria com a requisitação e que questionaria “se Monique agiu com culpa nessa omissão”. O promotor alegou que isso inverteria totalmente a ordem e disse que isso já estava precluso, ou seja, já estava decidido.
Segundo Fábio, antes da entrada na sala, todos os quesitos foram lidos pela magistrada para as partes e apresentados em um papel para que todos concordem ou não. Dessa vez, todos os quesitos foram aceitos.
Em entrevista à CNN, Fábio disse que o comportamento da juíza influenciou os jurados nesse ponto sensível e que ela mudou completamente o alcance do “sim” e do “não”.
“Nós entendemos que isso por si só já causa uma nulidade absoluta do julgamento. Por isso, nós já recorremos e se o recurso for provido, teremos um novo julgamento”, disse o promotor.
“Monique deixou filho ser torturado”
Além de revelar bastidores, Fábio Vieira afirmou à CNN Brasil que Monique Medeiros, mãe deHenry Borel, menino morto aos quatro anos, deixou o filho ser torturado.
O promotor também disse que ficou espantado com a comemoração de algumas pessoas e da defesa de Monique, mesmo após ela ter sido condenada por omissão por tortura.
Ela foi condenada. Se o julgamento não for anulado e se a questão como está hoje for mantida, o que nós temos? Nós temos uma sociedade que olhou para Monique e disse: ‘você é responsável pela tortura que seu filho sofreu e essa condenação para você é dolosa. Então, você deixou seu filho ser torturado e a sociedade te condenou por isso.’
Sobre o perdão judicial concedido à Monique, Fábio analisa que a juíza comentou um “duplo equívoco jurídico”. Ele afirma que os jurados já haviam sido perguntados se eles absolvem Monique depois de já dizerem que ela foi omissa.
Ainda segundo ele, no caso da Monique houve negligência aos cuidados do filho, logo é contraditório conceder perdão “a uma mulher que submeteu o filho a essa situação”.
Para Vieira, a comemoração de Monique se justifica apenas pelo fato de ela estar livre, e não por ter sido considerada vítima ou injustiçada. Por fim, o promotor destacou que toda a análise é jurídica e se baseia nos fatos que foram comprovados dentro do processo judicial.
Condenações no caso Henry Borel
Dr. Jairinho, como é conhecido Jairo Souza Santos Júnior, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel.
Após a decisão, Monique deixou, na tarde desta quinta-feira (4), a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro.
O que diz o pai de Henry
Em entrevista ao Bastidores CNN nesta quinta-feira (4), Leniel Borel, pai de Henry Borel, afirmou que a sentença final envolvendo Monique Medeiros no julgamento pela morte do menino representou uma “grande aberração jurídica”.
Na decisão, proferida ainda na madrugada desta quinta, Monique, mãe da criança, recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime.
“Ontem ficou muito claro, não só para mim, quanto para o Brasil inteiro, dessa ‘parcialidade tendenciosa’. Nós vamos recorrer […] Monique, no mínimo, foi omissa.[…] Esquecem ali que a Monique é a mãe. A garantidora. Ela é, no mínimo, a responsável pela vida do filho. E ela não o protegeu”, afirmou Leniel.
Durante a entrevista, o pai de Henry ainda chegou a questionar o perdão judicial concedido à Monique. “Ela foi condenada no homicídio culposo, e ter perdão judicial por crime doloso contra a vida? Um crime doloso contra a vida pode ter um perdão judicial?”, perguntou ele.
Leniel relatou que, ao longo dos cinco anos do processo, observou diversas decisões da magistrada que, em sua avaliação, beneficiaram Monique de forma injustificada, inclusive soltando a ré em situações que, segundo ele, contrariavam decisões do Supremo Tribunal Federal.
O que diz a defesa de Monique
Em nota, divulgada nesta quinta, a defesa de Monique afirmou que recebeu a decisão “com respeito”. Leia na íntegra:
“Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, recebem com respeito a decisão proferida pelo Conselho de Sentença, ressaltando que o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988.
Destacam ainda que o julgamento realizado foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do Júri Popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso.
O processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre a vítima consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida, especialmente quando inserida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva. Por fim, reiteram seu absoluto respeito à memória de Henry Borel Medeiros, às famílias envolvidas, às instituições democráticas e ao Tribunal do Júri, reconhecendo a importância constitucional da soberania dos veredictos como expressão da participação popular na administração da Justiça.”
Um novo mandante foi apontado, em relatório final da Polícia Civil de São Paulo, como o outro mentor do assassinato de Vinicius Gritzbach. A CNN teve acesso aos documentos do caso nesta segunda-feira (17).
Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, é o segundo suspeito de orquestrar a morte do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, o criminoso também é suspeito de relações com a facção criminosa e do envolvimento com tráfico de drogas.
O assassinato aconteceu próximo do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Militar confirmou que os disparos ocorreram por volta das 16h10 do dia 8 de novembro de 2024.
Ainda segundo a PM, cerca de cinco indivíduos desembarcaram de um veículo preto e efetuaram os disparos contra o empresário. Um carro com as características foi localizado abandonado em uma avenida próxima ao aeroporto.
Imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram dois homens descendo de um carro, na área de embarque e desembarque, enquanto o delator se preparava para entrar em um veículo. Na cena, Gritzbach percebe o movimento após o primeiro disparo, e tenta pular a mureta, mas acaba alvejado pelos disparos.
A CNN teve acesso ao depoimento de uma nova testemunha que pode colocar Maicol Antonio Sales do Santos muito próximo ao local onde Vitória Regina desapareceu.
O relato, considerado relevante pela polícia, foi dado por um motorista de transporte escolar que atua na rota do bairro Ponunduva, em Cajamar, e que, na noite do sumiço da jovem, havia acabado de deixar seu último aluno.
Segundo o motorista, momentos antes de Vitória Regina desembarcar no ponto final, ele passou pela área e viu um Toyota Corolla prata – veículo idêntico ao de Maicol – estacionado em uma rua lateral aos bares do Doca e do Pepo.
Dentro do automóvel, apesar da pouca iluminação, ele percebeu a presença de um indivíduo usando capuz.
O motorista contou à polícia que conhece a namorada de Maicol, já que trabalham juntos na mesma empresa. No dia seguinte ao desaparecimento, ele enviou uma mensagem para ela em tom bem-humorado, brincando que havia visto o casal “fazendo arte” dentro do automóvel na noite anterior. No entanto, a resposta da namorada de Maicol foi seca e direta: “Que história é essa? Gostaria que esclarecesse essa informação. Onde teria me visto? Com quem eu estava?”.
A reação da jovem deu a entender que ela desconhecia completamente a situação. Na sequência, ela afirmou que iria tirar a história a limpo com o namorado, pois não estava com ele naquela noite. Ainda em tom de brincadeira, disse ao amigo: “Acho que estou levando galho”.
Dois dias depois, Maicol teria entrado em contato com o motorista utilizando o celular da namorada para questioná-lo sobre a história. Ele teria cobrado explicações sobre o suposto avistamento de seu veículo na rua e ainda perguntou sobre o depoimento da filha do motorista à polícia, insinuando que ambos estariam agindo de má-fé.
O motorista relatou que não sabia que sua filha havia prestado depoimento e afirmou ter se sentido, de certa forma, ameaçado pela abordagem de Maicol. O novo relato, somado às mensagens trocadas, pode contradizer a versão do único suspeito preso e reforçar a linha de investigação das autoridades.
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) informa à população de Deodápolis que os atendimentos presenciais na agência local estarão temporariamente suspensos entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, totalizando cinco dias úteis, em razão da realização de serviços de manutenção predial, pintura e outras melhorias estruturais no imóvel.
As intervenções são necessárias para garantir um ambiente mais adequado, seguro e confortável tanto para os cidadãos que utilizam os serviços da agência quanto para os servidores que atuam diariamente no local. A manutenção preventiva e corretiva dos espaços públicos contribui para a preservação das instalações, a melhoria das condições de trabalho e a qualidade do atendimento prestado à população.
Durante o período de suspensão, os cidadãos que necessitarem de atendimento presencial poderão procurar a agência do Detran-MS em Glória de Dourados, localizada a aproximadamente 18 quilômetros de Deodápolis, onde os serviços funcionarão normalmente.
O Detran-MS reforça ainda que diversos serviços podem ser acessados pelos canais digitais, por meio do Portal de Serviços www.meudetran.ms.gov.br , do aplicativo Meu Detran MS e da assistente virtual Glória via whatsapp (67)3368-0500, disponíveis para consultas, emissão de guias e realização de diversos procedimentos sem a necessidade de deslocamentos.
A previsão da Diretoria de Engenharia (Direng) é que os atendimentos na agência de Deodápolis sejam retomados normalmente na próxima segunda-feira, dia 15 de junho, após a conclusão dos serviços.
O Detran-MS agradece a compreensão da população e reforça que as melhorias têm como objetivo oferecer um espaço mais estruturado, funcional e acolhedor para toda a comunidade.
A CNN teve acesso aos depoimentos da investigação sobre o desaparecimento de Vitória. O relatório preliminar deve ser concluído nos próximos dias. Entre os depoimentos colhidos, um dos mais relevantes é o de uma vizinha de Maicol, que revelou ter se mudado de casa por medo do suspeito após o sumiço da jovem.
A testemunha, que morava próxima a Maicol e conhecia parte de sua rotina, afirmou que a sensação de insegurança e a “fama” do homem na vizinhança a motivaram a procurar a delegacia espontaneamente para relatar o que viu na noite do desaparecimento.
Segundo ela, nunca havia visto Vitória na residência de Maicol nem qualquer outra mulher, mas notou uma movimentação estranha no local no dia do sumiço.
Por volta da meia-noite, a testemunha percebeu a chegada do carro de Maicol à casa e observou que ele fazia um movimento incomum na garagem. A cena levantou suspeitas, pois ela já havia presenciado amigos do suspeito usando drogas na residência em outras ocasiões. Na sequência, ouviu Maicol repetindo várias vezes que o carro estava “bom”.
O depoimento da vizinha é considerado relevante pela polícia, uma vez que se trata de alguém que convivia de perto com o suspeito e pode ajudar a esclarecer detalhes sobre seu comportamento na noite do desaparecimento de Vitória.
Outro morador do bairro também prestou depoimento e confirmou que a “fama” de Maicol não é boa na vizinhança. Ele disse não conhecer o suspeito pessoalmente, mas afirmou que os comentários sobre ele no bairro não são positivos.
Na noite do desaparecimento de Vitória, essa testemunha não notou a presença da jovem no local, mas percebeu que havia dois ou três homens na casa de Maicol em um horário avançado, por volta da 1h da manhã. No dia seguinte, ao saber sobre o desaparecimento, o morador disse ter ficado com um peso na consciência e automaticamente se lembrou da movimentação na madrugada. Ele relatou à polícia que ficou “atordoado” o dia inteiro após associar os fatos e, cegou a pedir conselho sobre como agir para um amigo.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta segunda-feira (17), na cidade de Jardim, a cerca de 237 quilômetros de Campo Grande, para a coleta de provas relacionadas ao suposto atentado contra a ex-prefeita do município, Clediane Areco Matzenbacker. A operação busca elucidar se o crime foi forjado por pessoas ligadas a Clediane.
O caso ocorreu na madrugada do dia 29 de setembro do ano passado, quando Clediane estava em campanha de reeleição. Na ocasião, câmeras de segurança registraram o momento em que uma dupla em uma motocicleta passa em frente a casa da ex-prefeita e efetuaram os disparos, que acertaram a janela do quarto em que ela dormia com o marido, Gilson Matzembacher. O casal teria acordado com o barulho de vidro estilhaçado.
Polícia cumpriu mandato em três residências foram. • Reprodução
As corporações de Jardim e de Dourados (MS) cumpriram diligências em quatro endereços relacionados a três alvos. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos celulares da prefeitura que estavam com a ex-prefeita. Nos demais endereços foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos ligados ao crime de contravenção.
A PCMS afirma que as diligências tem o objetivo de aprofundar uma nova linha de investigação que apura se o crime foi forjado por um grupo político ligada a ex-prefeita.
Começou, nesta segunda-feira (17), o novo júri de Paulo Vitor Azevedo, acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Priscila Brenda Pereira Martins da Silva. Ele foi condenado, em 2023, a 18 anos de prisão, mas teve a sentença anulada. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o julgamento estava previsto para o dia 6 de fevereiro, mas foi remarcado após uma das testemunhas passar mal.
De acordo com a defesa de Paulo Vitor, ele não era namorado da vítima na época que ela desapareceu, em dezembro de 2012, aos 14 anos. Priscila Brenda teria desaparecido após entrar no carro do acusado, em Pires Belo, distrito de Catalão (GO) e o corpo da adolescente nunca foi encontrado.
“Nos autos processuais, consta que foi realizada uma investigação policial abrangente, com diversas diligências, incluindo interceptações telefônicas nos celulares dos acusados. A apuração demonstrou que não há qualquer prova que relacione Paulo Vitor ao desaparecimento da jovem. Sendo o acusado inocente, isso será devidamente demonstrado ao corpo de jurados do egrégio Tribunal do Júri, garantindo um julgamento justo e imparcial”, afirmou a defesa.
O julgamento foi anulado pois uma das juradas publicou no Instagram fotos da mãe da vítima usando uma camiseta com a foto de Brenda e a frase “Queremos Justiça”. Ela também postou um texto sobre o caso. Para o TJGO, a postura da jurada configurou quebra de sigilo das votações e da imparcialidade necessária ao julgamento, pressupostos previstos no Código de Processo Penal.
Paulo Vitor teve um mandado de prisão temporária expedido em dezembro de 2013, mas não chegou a ser preso pois estava foragido. Em fevereiro de 2014, ele se apresentou espontaneamente e o mandado foi revogado. Em depoimento, o suspeito afirmou que esteve com Priscila no dia do desaparecimento, mas a jovem não entrou no carro e nem saiu da cidade com ele.
Paulo Vitor e o amigo, Claudomiro, foram presos em 2014, mas acabaram soltos para responder o processo em liberdade até o julgamento, que ocorreu em 2023. Claudomiro acabou inocentado.