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Câmara avança para proibir importação e incentivar tilápia nacional

A CAPADR (Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (28), dois projetos que visam proteger a indústria brasileira de pescados. Uma das propostas proíbe a importação de tilápia e outros subprodutos e a outra incentiva a produção, beneficiamento e comercialização sustentável do peixe.

O PL (Projeto de Lei) 6331/25 proíbe a importação de tilápia em qualquer fase produtiva ou para fins reprodutivos, incluindo espécimes vivos, resfriados, congelados, filetados, eviscerados, industrializados ou processados para consumo humano ou animal.

O intuito da proposta é reduzir riscos sanitários associados a agentes infecciosos a humanos, como parasitas, além de proteger a cadeia produtiva da tilápia no Brasil.

O projeto compreende as espécies Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli (sinonímia Coptodon rendalli) e seus híbridos.

O texto ainda proíbe toda a cadeia até a distribuição dos peixes, como desembaraço aduaneiro, circulação, distribuição, armazenamento e comercialização de tilápia importada. Também veda a concessão de licença, permissão ou autorização para importadores da espécie, além de punir com multa, apreensão e cassação de licenças.

Já a segunda proposta, o PL 6463/25,institui diretrizes para o incentivo à produção, ao beneficiamento e à comercialização da tilápia, de forma ambientalmente sustentável, com o intuito de melhorar o desenvolvimento econômico, preservar recursos naturais, além de gerar emprego e renda.

O texto também prevê que os incentivos estarão relacionados ao uso sustentável da água, controle e mitigação de impactos ambientais, respeito à legislação vigente e incentivo de boas práticas.

O relator das duas propostas, deputado Luiz Nishimori (PSD-PR), pontua que a tilapicultura é uma atividade relevante e importante para o país e que as duas proposições precisam ser analisadas.

Para ele, no caso da proibição da importação da tilápia o caso é mais grave tendo em vista o impacto econômico e sanitário da medida.

“A tilapicultura brasileira é uma atividade predominantemente familiar, com aproximadamente 110 mil estabelecimentos produtores, sendo 98% classificados como pequenos empreendimentos. Estima-se que a cadeia produtiva da tilápia gere cerca de três milhões de empregos diretos e indiretos, com um valor de produção de cerca de R$ 7 bilhões anuais”, diz o relatório.

Ele seguiu dizendo que o Vietnã, um dos maiores exportadores de tilápia ao Brasil, apresenta histórico de ocorrência de doenças, além de utilizar “práticas de cultivo que não atendem aos mesmos padrões sanitários rigorosos exigidos no Brasil”.

As duas propostas tramitam em regime conclusivo, ou seja, não precisam ser apreciadas no Plenário da Casa, salvo algum pedido. A proposta que proíbe a importação da espécie precisa passar pela comissão de CCJ (Constituição e Justiça e de Cidadania), tal qual a que prevê incentivos à produção interna. Esta última também precisa do aval da CFT (Finanças e Tributação).

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comissão conclui que ditadura militar matou ex-presidente em 1976


A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu, nesta sexta-feira (29/5), que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi causada pela ditadura militar.

O relatório é apresentado pela CEMDP durante coletiva no Ministério Público Federal (MPF). A comissão contestou a conclusão da época de que JK teria sido vítima de um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra, em 1976.

JK: comissão conclui que ditadura militar matou ex-presidente em 1976 - destaque galeria

Em 1976, o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico
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Em 1976, o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico

ANTONIO LÚCIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo

 Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil. Ele morreu em batida de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976
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Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil. Ele morreu em batida de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976

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Vera e o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 1958
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Vera e o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 1958

Acervo pessoal/Cedido ao Metrópoles

Três anos antes da inauguração de Brasília, JK posou para Di Cavalcanti
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Três anos antes da inauguração de Brasília, JK posou para Di Cavalcanti

Arquivo Público do DF

Juscelino Kubitschek na transmissão da inauguração de Brasília
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Juscelino Kubitschek na transmissão da inauguração de Brasília

Reprodução

 Juscelino Kubitschek
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Juscelino Kubitschek

Arte Metrópoles/Foto Arquivo

A aprovação ocorreu na manhã desta sexta por votos da maioria dos integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção.

O evento acontece no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em Bela Vista, na cidade de São Paulo (SP).

A coletiva conta com a presença da presidente da CEMDP, a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga; a professora Maria Cecília Adão, relatora do caso; e a deputada federal Natália Bonavides, integrante da Comissão.

Inicialmente, a votação para validar o documento estava prevista para ocorrer em abril, mas acabou adiada para que os conselheiros tivessem mais tempo para examinar o conteúdo e para que os familiares de JK fossem informados sobre as conclusões.

A análise foi produzida pela historiadora Maria Cecília, responsável pela relatoria do caso dentro da CEMDP. O material reuniu mais de cinco mil páginas entre documentos e anexos, e vem sendo estudado pelos conselheiros desde abril.

A comissão informou que o processo de revisão do caso começou após um pedido apresentado por Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e pelo jornalista Ivo Patarra. A solicitação foi feita depois da retomada das atividades da CEMDP.

Parte das informações usadas no parecer era pública e constava em investigações anteriores conduzidas pelo MPF.

Reabertura do caso

A morte de JK ocorreu em agosto de 1976, durante uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. O carro em que ele estava, dirigido por Geraldo Ribeiro, bateu na altura de Resende.

À época, as investigações apontaram que o automóvel atravessou a pista contrária e colidiu com um caminhão depois de um possível contato com um ônibus. O ex-presidente e o motorista morreram no local.

Desde então, o episódio passou a ser cercado por suspeitas de motivação política. As teorias ganharam força por causa do contexto da ditadura militar e da atuação da Operação Condor, articulação entre regimes autoritários da América do Sul para perseguir opositores políticos.

Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade descartou indícios de assassinato e concluiu que não havia provas de envolvimento do regime militar na morte de JK.

O caso, porém, voltou a ser discutido após um laudo elaborado pelo engenheiro Sergio Ejzenberg para o Ministério Público Federal.

Concluído em 2019, o documento contestou a dinâmica do acidente, e foi usado como uma das referências para o novo relatório da CEMDP.



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Brasileiro vai trabalhar até este sábado só para pagar imposto


Desde 1º de janeiro até este sábado, 30 de maio, o brasileiro dedicou todos os dias de trabalho apenas para pagar impostos. O cálculo é uma média e foi elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que analisa a incidência de impostos, taxas e contribuições sobre a renda, o consumo e o patrimônio do cidadão.

São 150 dias dedicados ao pagamento de tributos e taxas, quase o dobro do que era preciso em 1986, quando a estimativa era de 82 dias.

Leia também: Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história

Impostômetro

Além dos cálculos dos dias de trabalho para pagar imposto do IBPT, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) monitora em tempo real o volume de recursos gastos com impostos e tributos por meio do Impostômetro.

O painel online, disponível no site, aponta que até 29 de maio o volume já chegava a R$ 1,694 trilhão.

Se o recurso fosse aplicado na poupança, ele renderia R$ 328 milhões de juros por semana, segundo os cálculos da associação disponibilizados no painel.

Impacto por faixa de renda

O impacto do gasto com impostos varia por faixa de renda. O estudo do IBPT considerou três faixas para chegar ao cálculo dos dias trabalhados.

A primeira faixa inclui quem tem renda mensal de até R$ 3.000. A segunda vai de R$ 3.000 a R$ 10.000 e, a terceira, fica acima de R$ 10.000 mensais.

A partir disso, o instituto faz a ponderação da carga tributária que incide sobre renda, consumo e patrimônio de maio de 2025 a abril de 2026. O cálculo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.

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O resultado mostra que o pagamento de tributos pesa mais para quem recebe entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. As faixas abaixo e acima deste parâmetro são menos penalizadas pelos pagamentos ao governo, considerando dos dias trabalhados.

No entanto, o comprometimento da renda é maior para quem recebe até R$ 3 mil. Nesta faixa salarial, 23,4% do que se ganha vai todo para imposto.

Dias trabalhados para pagar imposto
Média nacional
% da renda bruta Dias trabalhados/ano
Tributos sobre a renda 15,16% 55
Tributos sobre patrimônio 3,06% 11
Tributos sobre o consumo 22,88% 84
TOTAL 41,10% 150
Renda até R$ 3 mil
% da renda bruta Dias trabalhados/ano
Tributos sobre a renda 12,41% 45
Tributos sobre patrimônio 3,31% 12
Tributos sobre o consumo 23,46% 86
TOTAL 39,18% 143
Renda de R$ 3 mil a R$ 10 mil
% da renda bruta Dias trabalhados/ano
Tributos sobre a renda 19,57% 71
Tributos sobre patrimônio 3,58% 13
Tributos sobre o consumo 19,86% 73
TOTAL 43,01% 157
Renda acima de R$ 10 mil
% da renda bruta Dias trabalhados/ano
Tributos sobre a renda 21,23% 78
Tributos sobre patrimônio 3,58% 13
Tributos sobre o consumo 16,29% 59
TOTAL 41,10% 150
Fonte: IBPT

Aumento da tributação no período

Os dias trabalhados vão aumentando ano a ano porque há a criação de novos impostos e alíquotas. 

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O IBPT cita que, de maio de 2025 a maio deste ano, vários estados aumentaram as alíquotas de ICMS. Maranhão elevou de 22% para 23%, Rio Grande do Norte foi de 18% para 20%, e o Piauí passou de 21% para 22,5%.

Houve também o aumento da alíquota de ICMS cobrado pelas importações via Programa Remessa Conforme da Receita Federal. Neste caso, foi considerado o aumento de 20% quando a medida entrou em vigor, em 1º de abril de 2025, em dez estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Amapá.

O instituto também apontou a cobrança da alíquota de 20% do Imposto de Importação sobre as compras internacionais de até U$ 50 que começou a valer, oficialmente, no dia 1º de agosto de 2024. Apesar de ter sido zerada recentemente, a taxa impactou o aumento de tributação no período analisado.

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O instituto também destaca o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que atingiram o crédito para empresas, operações de câmbio, previdência privada (VGBL/PGBL), seguros e operações financeiras em geral.

O cálculo também incluiu a tributação sobre as bets, que foi de 12% para 15%. Houve também aumento da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), que afetou as fintechs, bancos digitais, instituições de pagamento e financeiras.

Outro aumento foi o Imposto de Renda de Juros sobre Capital Próprio (JCP), que passou de 15% para 17%. E teve também o aumento do Imposto de Importação de alguns produtos de tecnologia, com tarifas que subiram até 7,2 pontos percentuais.

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Evolução dos dias de trabalho para pagar imposto

A análise do IBPT aponta uma evolução dos dias trabalhados para pagar imposto. Houve evolução em alguns anos e recuos em outros mas, de forma geral, a carga tributária só foi somando mais dias na conta do brasileiro. Confira, abaixo:

ANO Dias trabalhados para pagar imposto Meses
1986 82 2 meses e 22 dias
1987 74 2 meses e 14 dias
1988 73 2 meses e 13 dias
1989 81 2 meses e 21 dias
1990 109 3 meses e 19 dias
1991 90 3 meses
1992 93 3 meses e 3 dias
1993 92 3 meses e 2 dias
1994 104 3 meses e 14 dias
1995 106 3 meses e 16 dias
1996 100 3 meses e 10 dias
1997 100 3 meses e 10 dias
1998 107 3 meses e 17 dias
1999 115 3 meses e 25 dias
2000 121 4 meses e 1 dia
2001 130 4 meses e 10 dias
2002 133 4 meses e 13 dias
2003 135 4 meses e 15 dias
2004 138 4 meses e 18 dias
2005 140 4 meses e 20 dias
2006 145 4 meses e 25 dias
2007 146 4 meses e 26 dias
2008 148 4 meses e 28 dias
2009 147 4 meses e 27 dias
2010 148 4 meses e 28 dias
2011 149 4 meses e 29 dias
2012 150 4 meses e 30 dias
2013 150 4 meses e 30 dias
2014 151 5 meses
2015 151 5 meses
2016 153 5 meses e um dia
2017 153 5 meses e dois dias
2018 153 5 meses e dois dias
2019 153 5 meses e dois dias
2020 151 4 meses e 30 dias
2021 149 4 meses e 29 dias
2022 149 4 meses e 29 dias
2023 147 4 meses e 27 dias
2024 149 4 meses e 28 dias
2025 149 4 meses e 29 dias
2026 150 4 meses e 30 dias
Fonte: IBPT



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Canadense que vendeu ‘kits de suicídio’ se declara culpado de 14 acusações


Desde sua prisão, em 2023, os detalhes sobre fóruns online nos quais Kenneth Law, ex-cozinheiro de 60 anos, orientava pessoas em sofrimento sobre como tirar a própria vida provocaram indignação pública

Anemone123/PixabayImagem em preto e branco com jovem sentado com os braços em volta do joelho
A notícia de que ele não será julgado por homicídio no Canadá decepcionou algumas famílias

Um canadense acusado de vender “kits” para tirar a própria vida a dezenas de pessoas em todo o mundo se declarou culpado, nesta sexta-feira (29), de 14 acusações de assistência ao suicídio, em um acordo que levará à retirada das acusações de homicídio.

Durante uma audiência em um tribunal ao norte de Toronto, Kenneth Law, ex-cozinheiro de 60 anos, admitiu culpa em relação a 14 mortes ocorridas no Canadá, depois que os promotores informaram que não tentariam mais condená-lo por homicídio.

Desde sua prisão, em 2023, os detalhes sobre fóruns online nos quais orientava pessoas em sofrimento sobre como tirar a própria vida provocaram indignação pública e deram origem a investigações em vários países.

Law teria enviado pacotes a centenas de pessoas em dezenas de países. Ele também foi investigado pelas polícias dos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Austrália e Nova Zelândia.

A notícia de que ele não será julgado por homicídio no Canadá decepcionou algumas famílias. Thomas, filho de David Parfett, tinha 22 anos quando morreu em 2021 utilizando materiais que teriam sido fornecidos por Law, em um dos diversos suicídios supostamente ligados aos fóruns online administrados pelo canadense.

Parfett, que atualmente defende uma legislação mais rigorosa para enfrentar espaços online que incentivam pessoas a causar dano a si mesmas, declarou à AFP que as autoridades canadenses estão perdendo uma oportunidade de estabelecer a gravidade da conduta de Law.

A sentença de Law será anunciada em uma audiência que provavelmente ocorrerá em setembro, quando o tribunal ouvirá depoimentos relacionados às vítimas.

Especialistas jurídicos destacaram que a assistência ao suicídio é um crime sério e que Law pode receber uma pena de 10 a 20 anos de prisão.

Brecha legal

“Se Kenneth Law não tivesse dado instruções detalhadas sobre a forma como cometer suicídio, meu filho provavelmente estaria vivo, então, para mim, é um assassinato”, diz David Parfett à AFP.

Originário do Reino Unido, onde cerca de 100 suicídios estão potencialmente ligados a fóruns online, Thomas não faz parte dos 14 casos canadenses aos quais o acusado responde.

Leonardo Bedoya, cuja filha de 18 anos, Jeshennia Bedoya López, morreu em 2022 supostamente com a ajuda de Law, disse estar muito irritado com o rumo que o sistema judiciário tomou, em declarações à emissora canadense CTV.

“É um assassino. Um assassino em série. Ele deve ser tratado como um”, afirmou.

Robert Currie, professor de direito na Universidade Dalhousie, declarou à AFP que os promotores que buscavam um julgamento por homicídio se depararam com uma “brecha” legal.

A legislação canadense não estabelece claramente se “o homicídio é um crime distinto de incitação ao suicídio, ou se o mesmo comportamento poderia constituir ambas as ilegalidades”, explicou.

Os magistrados da Suprema Corte do Canadá, que poderiam ter se pronunciado sobre este ponto, “se recusaram a esclarecê-lo”, acrescentou o professor de direito. O acusado poderá ser alvo de processos judiciais em outros países.

Ajuda

Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.





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Com desaceleração nos materiais e na mão de obra, preços da construção variam 0,35% em setembro


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (9) pelo IBGE, apresentou variação de 0,35% em setembro….



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Conabio adia por 90 dias a divulgação da lista de espécies invasoras

O Conabio (Conselho Nacional de Biodiversidade) adiou por mais 90 dias a decisão a respeito da classificação de espécies exóticas invasoras presentes no Brasil, o que pode influenciar na produção de tilápia no país. 

Após dois dias de reunião, o conselho optou pela criação de um grupo de trabalho com 15  representantes, sendo oito do Governo e sete de entidades privadas,  para formular a lista de espécies consideradas exóticas e invasoras. 

Ao final do prazo, o grupo deverá divulgar a lista com três subclassificações: espécies exóticas invasoras sem interesse socioeconômico; espécies exóticas invasoras com cadeia produtiva consolidada; e espécies exóticas invasoras que impactam negativamente atividades socioeconômicas

Segundo o MMA (Ministério do Meio Ambiente) a categorização levará em conta evidências científicas e  impacto econômico. 

A pasta garantiu que serão ouvidos especialistas e membros dos setores possivelmente afetados. 

A tilápia é uma das espécies que pode ser enquadrada como exóticas e invasoras. Os produtores temem que uma eventual classificação da espécie nessa lista possa prejudicar o mercado de pescados no país. 

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Homem tenta pular no mar para fugir de abordagem da PM mas acaba preso.mp4




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Choque prolongado pode impor política monetária mais restritiva, diz dirigente do Fed


A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Michelle Bowman, afirmou nesta sexta-feira, 29, que o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia, embora ainda esteja sendo mensurado, pode levar a aumentos persistentes da inflação, exigindo uma política monetária mais restritiva.

“Estou otimista de que, assim que o conflito for resolvido, as interrupções no abastecimento (de petróleo) vão diminuir, deixando apenas um impacto temporário na inflação e efeitos mínimos sobre a atividade econômica. No entanto, caso as interrupções persistam até bem adiante no segundo semestre, poderemos começar a observar efeitos mais amplos na inflação”, ponderou ela, em discurso na Conferência Econômica de Reykjavík de 2026, na Islândia.

Para a dirigente, quanto mais persistentes forem os preços elevados do petróleo, maior será a probabilidade de ela considerar uma mudança de abordagem ao avaliar o equilíbrio de riscos. “A parte complicada é entender o que pode ou não ter efeitos persistentes sobre a inflação”, afirmou.

Segundo ela, a postura atual “moderadamente restritiva” do Fed busca manter condições estáveis no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, permitir que a inflação retome a trajetória rumo a 2% assim que os efeitos das tarifas e dos preços do petróleo se dissiparem. Reagir a um choque energético temporário pode prejudicar a economia, acrescentou.

Bowman disse ainda que o crescimento dos EUA tem se mostrado resiliente, mas que o mercado de trabalho segue vulnerável a choques adversos e que os avanços na redução da inflação parecem ter “estagnado”.

Em sua visão, uma alta de juros seria justificada caso os preços elevados se mostrem persistentes, em um cenário de emprego sem sinais de folga e de PIB crescendo bem acima do potencial.

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Sobre inteligência artificial, Bowman disse que ganhos de produtividade associados à IA podem exercer pressão baixista sobre a inflação. “Políticas favoráveis, incluindo regulamentações menos restritivas e impostos mais baixos para as empresas, provavelmente também contribuirão para essas condições”, acrescentou.



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Pacheco diz que nova classificação de PCC e CV banaliza conceito de terrorismo


TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSENADO VOTA REFORMA TRIBUTÁRIA
DF – SENADO/VOTA REFORMA TRIBUTÁRIA – POLÍTICA – Foto, Presidente do Senado Senador Rodrigo Pacheco.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado, se pronunciou nesta sexta-feira (29) contra a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, afirmando que essa rotulação das facções banaliza o conceito de terrorismo. “Ao classificar essas organizações como organismos de terrorismo, há banalização do conceito de terrorismo.”

Para Pacheco, essa é uma avaliação que deve ser feita pela nação brasileira, e a decisão dos Estados Unidos foi equivocada, pois terrorismo é uma classificação muito específica e envolve aspectos muito particulares, que não contemplam PCC e CV. Segundo o senador, as organizações criminosas são um problema grave, mas que há métodos próprios de combate, diferentes de grupos terroristas. 

“Organizações criminosas são graves, é importante que sejam combatidas, são muito sofisticadas, mas são organizações criminosas e há métodos próprios para se combater organizações criminosas, que não os métodos próprios de terrorismo.” 

Rodrigo Pacheco explica que a maior diferença entre as facções e grupos terroristas é que o principal objetivo das organizações brasileiras é o lucro. O Estado tem a obrigação de combatê-las, mas deve ser soberano na decisão de como fará esse combate, e a classificação americana não ajuda nisso. Agora, para o senador, tratativas devem ser feitas com os EUA e outros países, que podem ajudar a combater PCC e CV, mas como organizações criminosas, não grupos terroristas.

“Uma decisão equivocada dos EUA, e caberá ao Ministério das Relações Exteriores fazer essa tratativa com os EUA e com outros países que podem nos ajudar a combater as organizações criminosas. E eu considero que essa classificação (como grupos terroristas) não é necessariamente uma ajuda.”

Anúncio americano 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez um pronunciamento na quinta-feira (29) anunciando que os Estados Unidos classificam as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como terroristas globais especialmente designados e organizações terroristas estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho de 2026.

O anúncio foi feito poucas horas depois de um encontro entre Rubio, senador Flávio Bolsonaro (PL) e representantes ligados ao governo americano em Washington. O filho do ex-presidente afirmou a jornalistas que o principal tema da conversa foi a classificação das facções como terroristas, proposta que teria sido bem recebida por Rubio.

Com a inclusão de PCC e CV na lista de organizações terroristas, o Departamento do Tesouro americano consegue interromper o acesso de grupos ou indivíduos a fundos sob jurisdição dos Estados Unidos, integrantes da organização ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos. Também é considerado ilegal o fornecimento de qualquer tipo de apoio ou recursos aos grupos, além de outras sanções.





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Influenciadas por artigos de uso pessoal e doméstico, vendas no varejo variam -0,3% em agosto


Em agosto, as vendas no comércio varejista no Brasil variaram negativamente 0,3% na comparação com o mês anterior, quando…



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