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Vigilância apreende medicamentos irregulares e vapes em transportadora da Capital – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Ação foi desencadeada após identificação de encomendas suspeitas pela Sefaz; mais de 2,3 mil medicamentos e 129 dispositivos eletrônicos para fumar foram retirados de circulação

Uma operação conjunta entre a SEFAZ (Secretaria de Estado de Fazenda) e a CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual) resultou, nesta quinta-feira (25), na apreensão de 2.225 ampolas e canetas emagrecedoras irregulares, além de 129 DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar), conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos ou vapes, em uma transportadora de Campo Grande.

A ação foi realizada após a identificação de diversas embalagens unitárias suspeitas pela SEFAZ, que acionou a CVISA para fiscalização. Segundo a equipe técnica, embora não se tratasse de um grande carregamento único, o volume apreendido é considerado extremamente expressivo.

As encomendas estavam distribuídas em diversos volumes individuais, em dinâmica semelhante à observada nos serviços postais. Somente nesta ação, a quantidade apreendida equivale ao volume normalmente encontrado em aproximadamente um mês de fiscalizações realizadas em remessas postais.

Entre os produtos apreendidos estão medicamentos injetáveis, canetas emagrecedoras supostamente contendo substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária comercializados irregularmente.

Na semana passada, a Vigilância Sanitária Estadual já havia realizado a incineração de mais de 20 mil unidades de emagrecedores, entre outros medicamentos em Dourados.

Transportadora será autuada

Além da apreensão dos produtos, a transportadora responderá administrativamente perante a Vigilância Sanitária Estadual.

Conforme estabelece o artigo 329 do Código Sanitário Estadual, o resultado da infração é imputável a quem lhe deu causa ou para ela concorreu. Nesse sentido, a empresa será autuada por não possuir mecanismos internos eficazes capazes de identificar e impedir o transporte de mercadorias ilegais, uma vez que a irregularidade foi detectada inicialmente pela Sefaz.

Para o fiscal de Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a identificação das irregularidades pela Secretaria de Fazenda evidencia a necessidade de fortalecimento dos mecanismos internos de controle por parte das transportadoras.

“A descoberta não ocorreu por mecanismos próprios da transportadora, mas sim a partir da atuação da Secretaria de Fazenda. Isso demonstra a necessidade de aprimoramento dos controles internos para impedir a circulação econômica de produtos irregulares.”

Mais de 2,2 mil medicamentos irregulares retirados de circulação

Entre os itens apreendidos estão produtos contendo tirzepatida, retatrutida, ácido hialurônico, peptídeos, toxina botulínica e suplementos alimentares comercializados de forma irregular.

A fiscalização também apreendeu 129 dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo cigarros eletrônicos descartáveis e essências líquidas.

A fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda desses produtos permanecem proibidos no Brasil, conforme estabelece a RDC nº 855/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embora o uso ao ar livre não seja expressamente proibido, a legislação federal veda a utilização desses dispositivos em ambientes fechados ou parcialmente fechados de acesso coletivo.

Com as apreensões realizadas nesta operação, já ultrapassa 500 o número de itens fumígenos irregulares retirados de circulação no âmbito da Operação Visa Protege.

Irregularidades vão muito além da falta de registro

Para Matheus, as irregularidades constatadas não se resumem à ausência de registro sanitário.

“As regras de registro sanitário não são meramente burocráticas. O registro de um medicamento é resultado de análises técnicas e científicas que avaliam aspectos como toxicidade, eficácia, segurança e compatibilidade daquele produto com determinada população. Antes de chegar ao mercado, um medicamento passa por um longo processo de pesquisa, estudos pré-clínicos, ensaios clínicos e avaliação regulatória pelos órgãos competentes.”

Segundo Pirolo, muitos dos produtos apreendidos sequer possuem autorização sanitária em seus países de origem.

“Não se trata apenas de produtos sem registro na Anvisa. Alguns dos produtos apreendidos não possuem registro nem mesmo em seus países de origem. Além disso, o mercado farmacêutico no entorno do Brasil apresenta índices relevantes de adulteração e falsificação. O Brasil possui hoje um dos sistemas regulatórios mais confiáveis e seguros da América Latina, da América Latina, com forte adesão e cumprimento pelo setor regulado de farmácias e drogarias”.

O fiscal ressalta que, mesmo que os medicamentos possuíssem registro no Brasil, a forma como estavam sendo comercializados já caracterizaria infração sanitária.

“Ainda que fossem medicamentos regularmente registrados na Anvisa, eles seriam apreendidos da mesma forma. A legislação determina protocolos de boas práticas em armazenamento, transporte, dispensação e comercialização. Medicamentos dessa natureza somente podem ser dispensados por farmácias ou drogarias autorizadas, por profissional farmacêutico habilitado e, quando exigido, mediante prescrição médica.”

Para ele, a circulação econômica dos produtos apreendidos são incompatíveis com o ordenamento jurídico nacional.

“As irregularidades verificadas não violam apenas normas sanitárias. Trata-se de uma situação incompatível com o ordenamento jurídico nacional, pois, além do extenso arcabouço de normas sanitárias relacionadas às boas práticas de fabricação, armazenamento, transporte, dispensação e monitoramento pós-mercado, essas condutas podem contrariar a legislação criminal, consumerista, aduaneira e tributária, normas sobre exercício regular das profissões, regras de concorrência leal, além de poderem ensejar responsabilização civil e violação de direitos de propriedade intelectual.”

Pirolo enfatiza que a atuação da Vigilância Sanitária busca proteger a população dos riscos associados ao uso indiscriminado dessas substâncias.

“O direito à saúde é dever do Estado, e o poder público não pode tolerar comportamentos de risco que trazem mais prejuízos do que benefícios à saúde da população, especialmente quando relacionados ao uso irracional e descontrolado de novas tecnologias farmacêuticas.”

Diante da ilegalidade flagrante, os produtos estão sujeitos à inutilização sumária e imediata.

“Pelo Código Sanitário Estadual, produtos encontrados nessas condições, em flagrante situação de ilegalidade, são passíveis de inutilização sumária e imediata, justamente para proteger a saúde da população, afirma Pirolo.”

Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento médico

A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, Bianca Paraguassu, alerta que a aquisição desses medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer graves consequências à saúde.

“O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Muitos desses medicamentos são produtos biológicos e exigem condições específicas de armazenamento e transporte. Quando adquiridos no mercado clandestino, o paciente não tem qualquer garantia sobre a eficácia, a pureza ou a segurança da substância que está utilizando.”

Segundo a endocrinologista, medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem.

“Em apreensões realizadas em diversas partes do país, já foram identificados produtos contendo desde substâncias sem efeito terapêutico até componentes capazes de provocar reações graves. O paciente busca um resultado rápido, mas pode acabar enfrentando complicações sérias e até situações de emergência.”

A especialista ressalta que mesmo os medicamentos originais exigem acompanhamento especializado para monitoramento de efeitos adversos e ajuste adequado das doses.

“Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação e aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Outro ponto importante é a perda acelerada de massa muscular e óssea, que pode trazer consequências duradouras para a saúde.”

Bianca reforça que o tratamento da obesidade deve ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados.

“A medicação pode ser uma ferramenta importante no tratamento, mas não substitui o cuidado integral com a saúde. O uso seguro passa necessariamente pela avaliação médica, pela prescrição adequada e pela aquisição do produto em estabelecimentos regularizados.”

Denúncias

Denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos, cigarros eletrônicos e demais produtos sujeitos à vigilância sanitária podem ser registradas por meio da Ouvidoria Nacional do SUS, pelo telefone 136.

André Lima, Comunicação SES
Foto: Divulgação SES



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Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas

Na sessão desta sexta-feira (26), os contratos futuros da soja encerraram o pregão praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro recuou 0,06%, fechando cotado a US$ 11,56 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado operou sem uma direção definida, com alguns vencimentos registrando leves altas e outros pequenas baixas. O destaque foi o contrato para março de 2027, que já recuperou cerca de 30 centavos de dólar por bushel desde a mínima intradiária registrada em 15 de junho e, atualmente, é negociado a 1.175 centavos de dólar por bushel.

Ainda de acordo com a consultoria, as compras realizadas pela China ao longo da semana contribuíram para fortalecer as cotações e garantir um desempenho positivo no acumulado do período. Além disso, a valorização dos derivados, especialmente do farelo e do óleo de soja, deu suporte ao complexo da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para dezembro recuou 0,34%, fechando cotado a US$ 4,41 por bushel.

Segundo a Granar, o cereal terminou a semana no campo negativo, pressionado pela queda dos preços do petróleo, que reduziu as expectativas de expansão das exportações de etanol com mistura E-15 nos Estados Unidos.

Também pesaram sobre as cotações a entrada da segunda safra brasileira no mercado e a possibilidade de o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisar para cima a estimativa de área plantada de milho no país no relatório previsto para a próxima terça-feira.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão em queda de 1,95%, cotado a US$ 5,89 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado fechou a semana pressionado pelo avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e em outras regiões do Hemisfério Norte, além da previsão de chuvas nas Grandes Planícies do Norte, especialmente em Dakota do Norte, principal estado produtor de trigo de primavera.

A consultoria também destaca que a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para a pressão sobre as cotações ao provocar queda nos preços da ureia, um dos principais fertilizantes utilizados na produção agrícola. Com insumos mais baratos, os produtores tendem a investir mais em tecnologia para elevar a produtividade, em vez de ampliar a área plantada, cenário que também pesa sobre os preços do cereal.

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Açúcar sobe 2,91% em Nova York com condições climáticas na Índia

O mercado futuro do açúcar segue atento às condições climáticas na Índia, que impulsionaram as cotações para entrega em outubro na Bolsa de Nova York, que finalizou a sessão desta sexta-feira (26) precificada em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 2,91%.

De acordo com o Barchart, os preços do açúcar atingiram a maior cotação em duas semanas. “Os preços do açúcar estão em alta devido a preocupações de que as fracas chuvas de monção na Índia reduzam a produção de açúcar e diminuam a safra de cana-de-açúcar do país, a segunda maior do mundo”, informou o Barchart.

O Departamento Meteorológico da Índia informou nesta sexta-feira que o acumulado de chuvas de monção no país estava 42% abaixo do normal até 26 de junho. O Ministério de Ciências da Terra da Índia alerta que a monção deste ano no país pode ser a mais fraca em 11 anos. A temporada de monções na Índia vai de junho a setembro.

Cacau

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou com desvalorização de 2,90% e precificado em US$ 5.095 por tonelada na bolsa de Nova York.

O Barchart também destacou que os preços do cacau fecharam em forte queda na sexta-feira, com sinais de aumento da oferta global provocando a liquidação de posições compradas nos contratos futuros de cacau.

A Bloomberg informou na sexta-feira que as exportações de cacau da Nigéria em maio aumentaram 28% em relação ao ano anterior, atingindo 18 mil toneladas.

Café

O café arábica finalizou o dia com queda na Bolsa de Nova York e com o contrato para entrega em setembro registrou baixa de 1,16% e encerrou cotado em U$S 2,73 por libra-peso.

A análise do Barchart apontou que os preços do café fecharam em baixa devido às previsões de tempo mais seco no Brasil na próxima semana, o que deve permitir a retomada da colheita de café no país.  

Algodão

No cado do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com queda de 0,77%% e precificado em 76,38 centavos de dólar a libra-peso.

O mercado está atento ao clima nos Estados Unidos; a previsão quantitativa de precipitação de sete dias da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indica pouca precipitação esperada no Texas na próxima semana, com o Golfo do México estendendo-se até a Geórgia, apresentando totais limitados.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 4,54%, em que o contrato fechou negociado a US1,48 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Mato Grosso do Sul atinge os melhores indicadores de ensino na educação básica – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Publicação no portal do INEP apontou importantes avanços em todas as etapas e indicadores observados em MS, com melhorias na aprovação, reprovação e abandono

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul atingiu seus melhores índices já observados na Educação Básica. A confirmação veio nesta sexta-feira (26), em publicação realizada pelo MEC (Ministério da Educação) via portal do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Os dados fazem parte do Censo Escolar 2025, divulgado hoje, e refletem o sucesso de políticas voltadas para o fortalecimento de todas as etapas, com um destaque especial para o Ensino Médio que registrou melhoras nos indicadores de aprovação, reprovação e abandono.

“Se observarmos o ciclo de quatro anos, desde 2022, os dados apontam importantes crescimentos. Isso é reflexo de um investimento sistêmico, que envolve toda a Rede. Foram reformas, valorização dos profissionais, investimentos em tecnologia, aquisição de materiais de qualidade e um cuidado especial com a equidade no atendimento, sem deixar ninguém para trás”, destacou o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

Em 2022, o abandono registrado na Rede Estadual de Ensino era de 5,1% na etapa do Ensino Médio, e de 1,3% no Ensino Fundamental. Em 2025, o percentual chegou à marca de 0,8% no Ensino Médio e 0,2% no Fundamental.

No mesmo ciclo, o aumento da aprovação também foi destaque. Em 2022, o Ensino Médio registrava 82,5% neste indicador, enquanto o Ensino Fundamental estava em 91,3%. Agora, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2025, são 95,2% de estudantes aprovados no Ensino Médio e 97% no Ensino Fundamental.

Os indicadores de reprovação também acompanharam a melhora. Em 2022 o percentual observado era de 12,4% para o Ensino Médio e 7,4% para o Ensino Fundamental. Em 2025, os dados avançaram para 4% no Ensino Médio e 2,8% no Ensino Fundamental.

Para o secretário, os avanços também estão diretamente atrelados à ampliação de ofertas como o Ensino em Tempo Integral e Educação Profissional, que atingiram seus maiores percentuais na história de MS na Rede Estadual.

“Chegamos à universalização das duas ofertas neste ciclo, ou seja, presentes em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Hoje, temos 213 escolas em todo o Estado com turmas de Ensino em Tempo Integral. Na Educação Profissional, chegamos à marca R$ 230 milhões investidos no decorrer do ano, com mais de 50 mil estudantes atendidos. Essa diversificação nas ofertas e a garantia de boa estrutura para todos, faz com que os nossos jovens permaneçam na escola, aprendendo com mais qualidade”, destacou.

Vinícius Espíndola, Comunicação SED
Foto de capa: Cid Nogueira/SED/Arquivo
Artes: Reprodução



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ex-diretor do BC vê disparada do dólar como em Dilma II


O dólar já bateu a casa dos R$ 5,20 e está deixando de ser o colchão amortecedor da inflação, em um movimento que não deve ser revertido tão cedo, e pode fazer o País reviver o pânico cambial do segundo governo Dilma. A avaliação é de Fabio Kanczuk, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda e ex-diretor de política econômica do Banco Central.

A razão é o quadro fiscal, diz o economista: com a perspectiva de continuidade do atual governo, o ritmo de gastos continuaria a deteriorar a confiança do mercado na capacidade de o governo honrar dívida, o que levaria a uma corrida pelo dólar.

“A aritmética é fácil. Ninguém pode ter dúvida de que o fiscal do Brasil está insustentável. Mas, a gente está nesse mundo em que o governo fala que está ótimo esse fiscal. Mas ninguém pode, cada vez mais, aumentar a sua dívida”, analisa Kanczuk em entrevista ao InfoMoney.

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“[O aumento dos gastos e da dívida pública] vai ter que parar, e tem duas formas de isso acontecer: uma é o governo cortar gasto, mas eles não estão falando isso. A outra é o mercado fazer parar na marra. E daí é igual a crise que a gente teve na Dilma II, em que o dólar dispara, os juros disparam e a economia afunda”, diz.

Leia também: Explicação do BC para adiar controle da inflação convence pouco, avaliam economistas

Fuga de capitais 

Kanczuk pinta o quadro mais pessimista que envolve perda de confiança do investidor a ponto de dificultar o financiamento da dívida a níveis insustentáveis, levando a uma corrida pelo dólar e catapultando a divisa americana já pressionada pela inflação e por juros mais altos nos Estados Unidos.

“O mercado somos nós. Eu tenho dinheiro no CDB, você também tem algum dinheiro no banco. E daí a gente começa a falar: ‘Opa, esse negócio não tem uma cara boa’. Você tira [recursos] do Brasil e compra dólar, porque o governo americano vai pagar”.

A consequência para a economia real é o aumento da inflação, queda na atividade e desemprego. Kanczuk alerta que esse cenário puniria de forma mais severa a parcela da população que não possui mecanismos financeiros de defesa. Enquanto alguns conseguem proteger o patrimônio comprando dólares, o cidadão de baixa renda sofreria os impactos diretos. “O cara mais carente não tem a menor chance de se proteger de crise fiscal, econômica, financeira. E daí ele perde tudo que ele ganhou nesses anos e mais”, afirma.

Leia também: Gestoras abandonam “kit Brasil” e correm para o dólar antes do Copom, mostra XP

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Críticas ao BC

Diante do choque externo e fiscal, Kanczuk avalia que o Banco Central decidiu não “peitar” a inflação, e critica a comunicação da autoridade ao justificar o corte da Selic para 14,25%. Segundo ele, o comunicado gerou a impressão de que a autarquia estava “desrespeitando o mandato” ao justificar o adiamento do horizonte de convergência pelo risco de a inflação ficar abaixo da meta — algo que, na sua visão, não representa nenhum problema.

Ao contrário de boa parte do mercado, ele vê coerência na explicação, mas discorda da priorização por suavizar os juros futuros em vez de reforçar a credibilidade. “Eu acho que é melhor você colocar a inflação na meta. Isso é mais importante do que a flutuação dos juros, principalmente no momento atual”, afirma.

A consequência de uma postura leniente, diz, é a desancoragem das expectativas, ou seja, quando o mercado deixa de acreditar que a meta de inflação será cumprida e passa a reajustar preços projetando taxas maiores, aumentando o custo de controle da inflação. Kanczuk projeta inflação acima de 5% neste e no próximo ano, forçando a taxa Selic a estacionar no patamar de 14,25% até meados do ano que vem.

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Portfólio deve esperar eleição

Com a inflação em alta e a escalada do dólar no horizonte, o profissional afirma que a definição do próximo governo será o balizador dos investimentos: “Se o Lula ganhar é para comprar dólar mesmo, para mudar o portfólio. Se o Lula não ganhar, aí tem a chance de você ter um rali, bolsa para cima”, afirma.

Apesar de ver tendência de desvalorização do real, o ex-diretor do BC alerta que montar grandes posições em dólar de forma imediata pode não ser a melhor estratégia devido à Selic em patamar muito alto. Até que o quadro eleitoral seja definido, avalia, o CDI continuará sendo “um belo investimento”.



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BC eleva projeção de alta do PIB no ano para 2% e cita medidas de estímulo do governo


BRASÍLIA, 25 Jun (Reuters) – ⁠O Banco Central ⁠elevou sua projeção de ‌crescimento econômico em 2026 de 1,6% para 2,0% estimado em ‌março, conforme Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, apontando que a atividade registrou aceleração e o mercado ⁠de ‌trabalho manteve resiliência, citando ⁠também medidas de estímulo do governo.

“A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada de 1,6% ​para 2,0% principalmente pela surpresa positiva no resultado do ​primeiro trimestre e pela melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa”, disse no documento.

A ‌autarquia disse que ​a revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna ⁠e ​dos setores ​mais sensíveis ao ciclo econômico, “em grande parte ⁠associada a ​estímulos de natureza fiscal e creditícia”.

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O Ministério da Fazenda previu ​em maio uma expansão de 2,3% para o ​Produto Interno ⁠Bruto (PIB) de 2026. Já o mercado, segundo ⁠a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,98% neste ano.



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BC melhora projeção de déficit em transações correntes em 2026 a US$ 56 bi


Nas contas do BC, a ⁠balança comercial ​terá ​superávit de US$ 78 bilhões neste ⁠ano, ​ante estimativa de US$ 73 bilhões feita ​em março

BRASÍLIA, 25 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central melhorou ‌nesta quinta-feira sua estimativa para o resultado ‌das transações correntes neste ano, passando a ver um saldo negativo ⁠de ‌US$56 bilhões, ⁠ante rombo de US$58 bilhões projetado em maio.

Em seu Relatório de Política ​Monetária, o BC aumentou a ​US$75 bilhões a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) em ‌2026, contra ​US$70 bilhões antes.

Nas contas do BC, a ⁠balança comercial ​terá ​superávit de US$78 bilhões neste ⁠ano, ​ante estimativa de US$73 bilhões feita ​em março.

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A despesa líquida com viagens, ​por ⁠sua vez, foi estimada em ⁠US$15 bilhões, contra US$14 bilhões antes.



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investimento em água e esgoto muda vidas e alavanca crescimento de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Ganhos sociais do saneamento em MS devem alcançar R$ 82,5 bilhões em 2040, segundo dados do Instituto Trata Brasil; cada R$ 1 investido no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais

Antes de chegar às casas, o saneamento básico quase nunca aparece. Ele fica sob o chão, distante dos olhos e das manchetes. Mas é justamente essa obra invisível que vem transformando a realidade de milhares de famílias de Mato Grosso do Sul e o colocando como estado referência nacional em universalização dos serviços de água e esgoto. Com praticamente 80% de cobertura de esgoto atualmente, a previsão é que já em 2027 o território sul-mato-grossense atinja a marca de 90%, o que garante o status de saneamento básico universalizado.

Alcançar essa meta com antecipação de cinco anos diante do prazo definido pelo Marco Legal do setor reforça o saneamento como um dos eixo centrais de desenvolvimento, indo muito além de números positivos sobre avanços na infraestrutura: melhorar a vida das pessoas, entregando diretamente a elas algo que transforma o dia a dia.

Esse é o caso da dona Madalena Evangelista da Silva. Foi em uma manhã de 2024 que a água começou a sair com força da torneira de sua casa. Ela, diante da cena, não conseguiu conter a emoção. Aos 66 anos a moradora do bairro Potiguar, em Ladário, chorou ao ver chegar um serviço básico que para sua comunidade representava uma conquista histórica.

“Foi maravilhoso, um dia inesquecível”, lembra Madalena, que durante mais de uma década conviveu com a insegurança do abastecimento irregular. A água chegava por ligações improvisadas, sem garantia de continuidade ou qualidade. O cotidiano era marcado por filas para encher baldes, caixas d’água vazias e incerteza constante.

A realidade de Madalena e muitos outros começou a mudar com um projeto social desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, através da Sanesul, para atender comunidades em situação de vulnerabilidade e regiões onde obstáculos técnicos ou documentais dificultavam a implantação convencional da rede. A iniciativa beneficiou cerca de 30 famílias no Potiguar e levou abastecimento regular a uma área considerada de difícil acesso por causa do terreno rochoso e da distância dos sistemas tradicionais de distribuição.

“Hoje vivemos num paraíso”, diz dona Madalena, ao resumir de forma simples o resultado do investimento público. Depois de anos convivendo com a escassez, ela hoje cultiva árvores frutíferas no quintal, mantém a casa abastecida e observa a transformação do bairro onde escolheu viver.

Dona Madalena ao lado de familiares, curtindo a sombra das plantas de seu quintal

O impacto do trabalho governamental ultrapassa o conforto doméstico. Trata-se de uma política pública diretamente ligada à saúde, à prevenção de doenças, à valorização do meio ambiente e à dignidade humana. “O bairro não tinha praticamente nenhuma infraestrutura. A chegada da água representou um marco para a comunidade e para a saúde das famílias”, resume a equipe técnica responsável pelo atendimento da região.

A transformação observada no Potiguar se repete em outras localidades sul-mato-grossenses. Segundo o Instituto Trata Brasil, a estratégia desenvolvimentista do Governo do Estado deve render R$ 82,5 bilhões em ganhos sociais – que são os recursos economizados em setores como a saúde e o aumento da produtividade de forma em geral – para Mato Grosso do Sul. O valor soma R$ 41,7 milhões já alcançados em um primeiro ciclo, entre 2005 e 2024, com a projeção de um segundo, iniciado em 2025 e com fim em 2040, que deve chegar aos R$ 40,8 bilhões.

Tais resultados são frutos diretos do investimento e operação eficaz do serviço de saneamento básico sob administração estadual, com fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário para as famílias sul-mato-grossenses nas áreas atendidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

“Isso que estamos vendo é a mudança real na vida das pessoas, levando até elas bem-estar e dignidade como cidadãos. Nosso prazo interno para universalização é 2028, mas eu já cito 2027 para conquistar essa meta. Seremos o primeiro estado do Brasil a ter saneamento básico universalizado, algo alcançado com o esforço de muitos envolvidos nesse processo”, destaca o governador Eduardo Riedel.

O estudo do Instituto Trata Brasil foi divulgado nessa semana e dimensionou o impacto financeiro e social da ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário. Entre os números, foi apontado, ainda que descontados os custos de investimento e operação, o saldo líquido permanece amplamente positivo. No ciclo anterior (2005-24), o ganho líquido se aproxima de R$ 20 bilhões. Já no ciclo atual, a projeção indica cerca de R$ 26 bilhões de saldo positivo, reforçando a eficiência econômica do modelo adotado.

O estudo destaca ainda a relação direta entre investimento e retorno social: a cada R$ 1 aplicado em saneamento, o Estado gera R$ 5,90 em benefícios para a sociedade – valor esse acima da média nacional, estimada em R$ 4,10.

Para a CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os resultados mostram que o saneamento vai além da infraestrutura básica, funcionando como um vetor contínuo de desenvolvimento. “Estamos falando de saúde, educação, renda, turismo e valorização urbana. É uma infraestrutura que transforma a vida das pessoas e gera impacto permanente”, afirmou.

Adriana com a filha no colo, no alto das pedras que dificultavam o acesso da água, e Paulo Correia, filhos dos fundadores da comunidade

“Agora é outro nível, temos água sem interrupção nas torneiras. Melhorou nossa vida 100%”, afirma o pescador profissional Paulo Correia, de 48 anos, morador da comunidade quilombola Campos Correia, de Corumbá. Lá, a população também viu a rotina mudar após receber abastecimento regular de água.

Filho dos fundadores da comunidade, ele recorda que a água chegava apenas por conexões improvisadas e frequentemente durante a madrugada. Hoje, cada residência possui seu próprio acesso ao sistema. “Antes era muito difícil. Não tinha pressão, a água chegava só à noite. Agora temos segurança e tranquilidade”, relata.

Já a pescadora Adriana Santos, moradora da comunidade, resume a importância da conquista em uma frase simples: “A água é vida”.

“Passamos muitas dificuldades aqui sem água”, complementa a pescadora ao relatar os desafios severos enfrentados pela sua comunidade para ter o fornecimento regular de água potável e outros serviços básicos devido a conflitos fundiários e falta de titulação do território. “Foram tempos difíceis, a água, quando chegava, era racionada, vinda dos vizinhos de uma alameda, enquanto a gente lutava para regularizar uma situação que parecia impossível”, completa a moradora, que nasceu na comunidade fundada no início dos anos de 1970.

Em 2023, a Sanesul garantiu o acesso a água potável, cuja rede estava a poucos metros, abastecendo residências de diferentes padrões. A solução definitiva veio através de projeto social que contempla territórios como limitações técnicas ou documental. Uma mureta com caixas protetoras para hidrômetros ramificou uma rede por mangueiras até a comunidade.

Comunicação Governo de MS
*colaborou Sanesul
Fotos: Sanesul


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Avanço de 4,8% na massa salarial pressiona BC com juros maiores por mais tempo


A notícia é boa para o trabalhador. A taxa de desemprego está em 5,6%, o melhor resultado para o trimestre encerrado em maio em 14 anos, de acordo com a Pnad, divulgada nesta sexta-feira (26). A população ocupada teve alta (0,5%), na comparação mensal, e a massa de rendimento real habitual avançou 4,8% no ano.

Mas, para a política monetária, os dados ainda mantêm o sinal de alerta. Esse quadro de mercado de trabalho forte tem um efeito colateral para o bolso do brasileiro. Com mais dinheiro na conta, a tendência é que isso aumente o consumo e pressione a inflação, o que leva a juros mais altos por mais tempo.

Apesar do quadro anual positivo, há “ventos de arrefecimento”, na avaliação da XP. A análise dos dados mensais aponta para uma leve desaceleração na criação de vagas, segundo a gestora, e “perda de fôlego”, pelo segundo mês consecutivo, nos rendimentos reais do trabalho.

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O Goldman Sachs também destaca essa tendência nos dados. “O mercado de trabalho permanece aquecido, mas já surgem sinais iniciais de desaceleração na criação de vagas e no crescimento dos salários reais”, diz o banco americano.

O número é bom para quem trabalha, mas coloca o Banco Central em uma posição delicada”, avalia João Debom, sócio da Alude Capital. “Mercado de trabalho aquecido significa consumo firme, e consumo firme significa inflação de serviços resistente. É exatamente esse o fator que limita o espaço para novos cortes da Selic. O juro vai cair, mas o ritmo será lento.”

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, também destaca o impacto dos dados na política de juros. “Mais gente empregada ganhando salários reais maiores sustenta o consumo das famílias”, diz. “O mercado de trabalho não dá sinais de arrefecimento. Com desemprego na mínima histórica, renda em alta e massa salarial em recorde, o consumo segue aquecido, e os estímulos fiscais e creditícios em ano eleitoral não deixam esse quadro mudar tão cedo”, avalia. Kayo afirma que, para o Banco Central, o mercado de trabalho segue sendo “um dos principais calcanhares de Aquiles no combate à inflação”. “E os dados de hoje não facilitam a vida de quem busca trazer a inflação de volta à meta”, avalia.

Indicador/Período Mar-abr-mai 2026 Dez-jan-fev 2026 Mar-abr-mai 2025
Taxa de desocupação 5,60% 5,80% 6,20%
Taxa de subutilização 13,30% 14,10% 14,90%
Rendimento real habitual R$ 3.726 R$ 3.756 R$ 3.583
Variação do rendimento habitual em relação a: Estabilidade 4,00%
Fonte: Pnad/IBGE

Ocupação e renda aquecidos

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, destaca que, embora a Pnad tenha mostrado uma leve queda na renda média em termos reais nos últimos meses, os rendimentos ainda registram forte alta na comparação anual. “A renda real média habitual subiu 4% frente a maio de 2025, e a massa de renda habitual – equivalente à soma dos ganhos de todos os trabalhadores – saltou 4,8% no mesmo período”, aponta. 

“O que os dados da Pnad sugerem é que, nos últimos meses, a taxa de desemprego ficou praticamente estável em um nível historicamente baixo para os padrões do país. Mesmo que a desaceleração da economia possa afetar o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve continuar aquecido”, avalia.

Leve desaceleração

O Goldman Sachs cita os dados que indicam leve moderação na ocupação. Em relatório, o banco destaca que a renda real média dos trabalhadores ocupados desacelerou para 4,0% na comparação anual, mas caiu -0,9% na mensal com ajuste sazonal. A massa salarial real da economia expandiu 4,8% na comparação anual, mas recuou -0,8% na mensal com ajuste sazonal. A taxa de participação na força de trabalho manteve-se em 62,1% (com ajuste sazonal), abaixo dos 62,5% registrados anteriormente. 

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“De modo geral, as condições monetárias restritivas ainda não geraram um ponto de inflexão visível no mercado de trabalho, e o cenário de mercado aquecido continua exercendo pressões significativas de custos sobre a inflação, particularmente no setor de serviços” diz o Goldman Sachs.

As economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú, apontam em relatório que os salários reais efetivos registraram a primeira queda desde agosto do ano passado. “De modo geral, os dados sugerem que, embora o mercado de trabalho permaneça em níveis historicamente apertados, ele começa a apresentar sinais de arrefecimento. Para o futuro, esperamos que o mercado de trabalho se estabilize em vez de continuar melhorando — mas sem sofrer uma deterioração acentuada”, avaliam.

Para o Bradesco, os dados de maio mostram “perda de ímpeto”. O destaque da instituição foi para a queda mensal do rendimento, em 0,6%, a primeira queda mensal desde setembro de 2024. “Ainda que o mercado de trabalho continue sendo motor de robustez da atividade econômica, o sinal de maio é de perda de ímpeto. O aumento de atividade no segundo trimestre será menor que no segundo”, afirma o banco. 

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Leonardo Costa, economista do ASA, afirma que a piora observada até aqui é “bastante modesta e gradual”. A expectativa da gestora é de deterioração adicional ao longo do ano, de forma lenta e progressiva.

André Valério, economista sênior do Inter, afirma não haver sinal de aceleração no emprego e a expectativa da instituição é de moderação ao longo do ano.

Projeções

Para o Itaú, a projeção é que a taxa de desemprego feche o ano em 5,7%, mesmo patamar projetado pelo banco Inter.

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Para a XP, a taxa de desemprego deve ficar em torno de 5,5% até o fim de 2026, subindo para 6,2% até o fim de 2027 (estimativas com ajuste sazonal). A projeção de crescimento do PIB é de 2,0% para 2026, com viés de alta.

Rafael Perez, economista da Suno Research, estima que a taxa deve ficar em 5,3%. “Para este ano continuamos projetando um mercado de trabalho resiliente, que deverá permanecer como um dos principais vetores de sustentação da atividade econômica. Mesmo com uma desaceleração gradual esperada para os próximos trimestres, ainda enxergamos espaço para uma queda moderada da taxa de desemprego”, afirma.



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IPCA-15 sobe 0,41% em junho, um pouco abaixo do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho de 2026, sobre alta de 0,62 por cento no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,80%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,44% no mês e de 4,82% em 12 meses.

Entre produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,04% e 0,08 p.p.), batata-inglesa (29,42% e 0,06 p.p), da passagem aérea (7,24% e 0,05 p.p), do tomate (17,27% e 0,05 p.p), da higiene pessoal (1,03% e 0,04 p.p) e do feijão-carioca (14,29% e 0,02 p.p.). Já entre os subitens com impactos negativos neste mês, destacaram-se gasolina (-0,73% e -0,04 p.p.), etanol (-5,30% e -0,04 p.p.), seguro voluntário de veículo (-3,40% e -0,03 p.p), café moído (-3,69% e -0,02 p.p.) e frutas (-0,96% e -0,01 p.p.).

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A alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. No lado das quedas destacam-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).

Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08 p.p.), com a vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumido e reajustes tarifários em algumas das áreas pesquisadas.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os destaques são para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% reflete a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026.

No grupo Transportes (-0,03%), houve aumento na passagem aérea (7,24%), ônibus urbano (1,18%) e automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, se destacam os combustíveis (-1,22% e -0,08 p.p.), em termos de impacto.

Entre as 11 localidades onde os preços são coletados para o cálculo do IPCA-15, a maior alta foi registrada em Brasília (0,93%), por conta das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). O menor resultado (0,28%) foi no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador. No Rio, destacam-se a hospedagem (-5,98%) e o seguro voluntário de veículos (-4,69%). Em Curitiba, destacam-se os recuos do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-1,05%). Já em Salvador, os destaques ficam com o café moído (-5,00%) e a gasolina (-1,53%).

(com Agência de notícias do IBGE)

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