No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,974 bilhões, contra US$ 5,75 bilhões projetados na pesquisa
26 Jun (Reuters) – O Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto, informou o Banco Central nesta sexta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um rombo de US$ 4,159 bilhões em maio.
No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,974 bilhões, contra US$ 5,75 bilhões projetados na pesquisa.
Retomada das obras em Três Lagoas amplia perspectivas de desenvolvimento econômico, impulsiona a cadeia produtiva e reduz a dependência nacional de fertilizantes importados.
A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um novo capítulo para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Paralisado há mais de uma década e com cerca de 82% da estrutura concluída, o empreendimento volta a avançar com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, previsão de geração de mais de 8 mil empregos durante a construção e expectativa de fortalecer a produção nacional de fertilizantes, setor estratégico para o agronegócio brasileiro.
O ato que marcou a retomada das obras contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, representando o governador Eduardo Riedel. Também participaram da cerimônia a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, além de ministros de Estado, senadores, deputados e do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia.
Quando entrar em operação, prevista para 2029, a UFN-III terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. A produção deverá atender cerca de 15% da demanda nacional de ureia, reduzindo a dependência brasileira das importações e ampliando a competitividade do setor agropecuário, especialmente na região Centro-Oeste, principal mercado consumidor de fertilizantes do país.
Representando o Governo do Estado, o vice-governador Barbosinha destacou que a retomada da fábrica representa um avanço estratégico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. “A retomada da UFN-III representa muito para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Além de um investimento superior a R$ 5 bilhões e da geração de mais de 8 mil postos de trabalho, o empreendimento reduz a dependência brasileira da importação de fertilizantes e aumenta a competitividade do nosso agronegócio. A guerra mostrou o quanto é estratégico ampliar a produção nacional de nitrogenados, e Mato Grosso do Sul passa a desempenhar um papel importante nesse processo”, afirmou.
Barbosinha ressaltou ainda que o Governo do Estado acompanha os investimentos privados e públicos que chegam a Mato Grosso do Sul com ações voltadas à qualificação profissional, preparando trabalhadores para atender às demandas dos novos empreendimentos.
“O Voucher Qualificação do Governo do Estado caminha ao lado desses investimentos. Nós monitoramos as necessidades de cada empreendimento que chega a Mato Grosso do Sul e já estamos dialogando com a Petrobras para preparar a mão de obra necessária para atender à demanda da UFN-III”, disse.
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a retomada da fábrica representa um passo importante para ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa em um setor considerado estratégico para a segurança alimentar e para a economia brasileira.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a localização da unidade em Três Lagoas é estratégica por estar próxima dos principais polos consumidores do agronegócio nacional e ressaltou que a UFN-III contribuirá para diminuir significativamente a necessidade de importação de ureia pelo país.
Já a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a retomada da obra integra o conjunto de investimentos estruturantes voltados à geração de empregos, ao fortalecimento da indústria nacional e ao desenvolvimento econômico.
Além do impacto direto na geração de empregos, a retomada da UFN-III deverá movimentar diversos segmentos da economia sul-mato-grossense, impulsionando a cadeia da construção civil, serviços, comércio e logística, consolidando Três Lagoas como um dos principais polos industriais do Estado e reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na produção agroindustrial brasileira.
Fotos: Ruan Canavarro – Prefeitura de Três Lagoas e Comunicação Vice-governadoria.
Com mais de 370 procedimentos realizados e pacientes de 40 municípios atendidos, programa fortalece a regionalização da saúde e transforma Ribas do Rio Pardo em referência no cuidado ortopédico
O dia em que Ivanilda chegou a Ribas do Rio Pardo deveria marcar apenas o início de uma nova fase. Aos 67 anos, recém-mudada para a cidade, ela ainda nem havia dormido na casa nova quando sofreu um acidente, em 19 de março, data em que o município celebrava aniversário. O que era para ser recomeço virou dor, cirurgia e uma longa rotina de recuperação.
As fraturas no pé, na tíbia e no joelho mudaram a mobilidade, a rotina e os planos da autônoma. Mas, no mesmo caminho em que encontrou a dor, Ivanilda também encontrou acolhimento. Atendida pelo programa de cirurgias ortopédicas de Ribas do Rio Pardo, ela passou por procedimentos, acompanhamento médico e reabilitação com uma equipe que, segundo ela, fez diferença não apenas pela estrutura, mas pela forma como conduziu cada etapa do tratamento.
“Foi uma experiência muito difícil e ainda não terminou, porque perdi a mobilidade que eu tinha antes. Mas, olhando para como eu estava meses atrás, hoje estou muito melhor, graças a Deus”, relata. Ela destaca o atendimento da ortopedista Maria Helena e do médico Simon, responsáveis pelo tratamento. “Eles têm empatia, se colocam no lugar da gente. São profissionais que amam o que fazem. Eu só tenho gratidão por todo o cuidado que tiveram comigo”.
A história de Ivanilda se soma à de pacientes de várias regiões de Mato Grosso do Sul que passaram a encontrar, em Ribas do Rio Pardo, uma alternativa de atendimento especializado fora dos grandes centros. O município, localizado a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, tornou-se referência em cirurgias do trauma ortopédico a partir da parceria entre a Prefeitura e a SES (Secretaria de Estado de Saúde), em uma estratégia que reforça a interiorização da saúde pública no Estado.
Equipe médica em ação
Desde julho de 2025, quando os atendimentos foram ampliados, o número de cirurgias realizadas aumentou nove vezes. O programa já ultrapassou a marca de 370 procedimentos e recebeu pacientes de 40 municípios sul-mato-grossenses.
A proposta é reduzir deslocamentos desnecessários para a Capital, ampliar a capacidade de resposta da rede pública e garantir que pessoas vítimas de acidentes ou com necessidade de cirurgia ortopédica tenham acesso mais rápido ao tratamento.
Para o governador Eduardo Riedel, a experiência de Ribas do Rio Pardo mostra o sentido prático da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul.
“Regionalizar a saúde é fazer com que o atendimento chegue mais perto das pessoas, com qualidade, estrutura e resolutividade. Quando um paciente do interior consegue fazer uma cirurgia especializada sem depender exclusivamente da Capital, nós estamos garantindo dignidade, reduzindo sofrimento e organizando melhor toda a rede pública. Esse é o caminho que Mato Grosso do Sul está construindo: uma saúde mais próxima, mais eficiente e mais humana”, afirma Riedel.
Foi essa rede que também acolheu o editor de vídeo Chrisptofer Mellin, de 36 anos, morador de Bonito. Após sofrer um acidente de trânsito enquanto pedalava para o trabalho, ele teve fraturas graves no tornozelo e no cotovelo direitos. A avaliação médica indicou a necessidade de cirurgia especializada, e o encaminhamento o levou a percorrer cerca de 400 quilômetros até Ribas do Rio Pardo.
A distância, inicialmente, trouxe insegurança. Autista, Chrisptofer conta que estava sozinho e temia enfrentar uma internação marcada por estresse, desconforto e falta de compreensão. O que encontrou, porém, foi o contrário.
“Eu estava sozinho e tinha medo de passar por um estresse muito intenso, mas isso não aconteceu. Toda a equipe me deixou tranquilo e confortável”, afirma. Ele também se surpreendeu com a estrutura encontrada em um município do interior. “Valeu a pena ter viajado tudo isso. Fui muito bem tratado, com uma preocupação genuína não só com meu estado de saúde, mas também emocional”.
O relato evidencia um dos principais desafios da saúde pública em um Estado de dimensões territoriais amplas: fazer com que o atendimento especializado chegue a mais regiões, sem perder qualidade técnica nem cuidado humanizado. Em Mato Grosso do Sul, a regionalização tem sido tratada como uma estratégia para reorganizar fluxos, desafogar unidades de maior pressão e ampliar a capacidade dos municípios na oferta de serviços de média e alta complexidade.
Christopher, paciente em Ribas
Responsável por parte dos atendimentos ortopédicos do programa, a médica Maria Helena afirma que o diferencial do serviço está justamente na combinação entre estrutura técnica, equipe especializada e acolhimento. Segundo ela, o fortalecimento da ortopedia em Ribas do Rio Pardo permitiu ampliar o atendimento para pacientes de diferentes regiões, sem deixar de atender a população local.
“O que construímos em Ribas do Rio Pardo mostra que cidades do interior também conseguem oferecer atendimento especializado e resolutivo. Hoje contamos com diversas subespecialidades da ortopedia e uma equipe preparada desde o acolhimento até o pós-operatório”, explica.
A médica destaca que a consolidação do serviço só foi possível com o trabalho integrado entre centro cirúrgico, gestão municipal e Secretaria de Estado de Saúde. A articulação permitiu organizar os encaminhamentos, ampliar a capacidade de atendimento e dar resposta a casos que exigem intervenção rápida, especialmente em situações de trauma.
Na prática, o programa representa mais do que números. Para quem sofreu um acidente, uma fratura grave ou perdeu temporariamente a autonomia, a cirurgia feita no tempo certo pode significar a diferença entre uma recuperação mais rápida e uma vida marcada por sequelas. Para a rede pública, significa distribuir melhor os atendimentos, aproveitar estruturas regionais e transformar municípios do interior em pontos estratégicos de cuidado.
Em Ribas do Rio Pardo, esse processo tem ganhado rosto, nome e história. Para Ivanilda, é a chance de voltar aos poucos à rotina interrompida no dia da mudança. Para Chrisptofer, é a lembrança de que o atendimento público pode ser técnico, eficiente e sensível às necessidades de cada paciente. Para Mato Grosso do Sul, é um exemplo concreto de como a interiorização da saúde pode sair do planejamento e chegar à vida real.
Entre a dor do acidente e o recomeço da recuperação, pacientes de diferentes municípios têm encontrado em Ribas do Rio Pardo não apenas uma cirurgia, mas cuidado, escuta e a possibilidade de retomar o próprio caminho.
O Itaú revisou sua projeção para a taxa Selic terminal e agora espera que o ciclo de afrouxamento monetário encerre em 14% ao ano, ante estimativa anterior de 13,75%. Na avaliação do banco, resta apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual, a ser realizado na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).
A revisão reflete a leitura do banco sobre a comunicação mais cautelosa emitida pelo Banco Central após a reunião de junho. O Copom manteve o ciclo de afrouxamento com um novo corte de 0,25 ponto percentual, mas endureceu o diagnóstico ao destacar a aceleração da atividade econômica no curto prazo, a inflação acima do limite superior da meta, e um balanço de riscos com viés de alta.
Na avaliação do banco, ao caracterizar o balanço de riscos com viés de alta, o Copom sinalizou que o espaço remanescente para novos cortes se esgota rapidamente, justificando a revisão da Selic terminal.
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O Itaú aponta que, dado o cenário de expectativas desancoradas e atividade acelerando, existe risco de que mesmo o último corte projetado para agosto não se materialize. Após o fim do ciclo de afrouxamento, o Itaú prevê que a taxa permaneça em território contracionista por período prolongado, com retomada da queda dos juros apenas em 2027, quando a Selic deve recuar a 12,50% ao ano.
Fiscal e IPCA no radar
As projeções para inflação foram mantidas, mas com mudança de composição. O Itaú segue com IPCA de 5,4% para 2026 e 4,5% para 2027. No entanto, o banco retirou do cenário novas altas de gasolina na refinaria ao longo do ano, dado o recuo recente do petróleo, e elevou a projeção para a inflação de alimentos, incorporando possível efeito do El Niño sobre a oferta de grãos, com impactos esperados especialmente em 2027.
No campo fiscal, o banco manteve a projeção de resultado primário negativo em 0,5% do PIB em 2026 e 0,6% em 2027, mas alertou para o risco de piora diante da queda do petróleo, que pode inviabilizar a materialização de receitas extraordinárias vinculadas ao commodity. A instituição também reiterou a necessidade de um ajuste fiscal relevante para estabilizar a dívida pública, estimando que o esforço necessário equivale a cerca de 4 pontos percentuais do PIB.
Real mais fraco
No câmbio, o Itaú elevou sua projeção para o dólar ao fim de 2026 de R$ 5,15 para R$ 5,30, e de R$ 5,35 para R$ 5,50 ao fim de 2027. A revisão reflete o cenário externo mais adverso, com juros americanos mais altos por mais tempo e tendência de fortalecimento do dólar globalmente, além da deterioração nos termos de troca causada pela queda no preço do petróleo. No plano doméstico, o banco cita o aumento do prêmio de risco associado à dinâmica sazonal típica do segundo trimestre em anos eleitorais.
Apesar da revisão, o crescimento do PIB foi mantido em 2,1% para 2026, sustentado pelo impulso fiscal e quase-fiscal, e em 1,7% para 2027, com a desaceleração do estímulo prevista para o período.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% nos três meses até maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. A taxa de desocupação chegou a 14,9% (janeiro-março), em 2021, em razão dos efeitos da Covid-19 no mercado de trabalho nacional.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6% no período.
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“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill.
A população desocupada (6,1 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 (6,2 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda de 9,3% (menos 624 mil pessoas). Já a população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). E o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 p.p. no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).
A PNAD Mensal mostrou que o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 39,3 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e no confronto com o mesmo trimestre de 2025. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,4 milhões de pessoas) também apresentou estabilidade nas duas comparações. O mesmo ocorreu com trabalhadores por conta própria, formada por 26,0 milhões de pessoas e com os empregadores (4,2 milhões de pessoas).
Diferente das categorias anteriores, um grupo que vem demonstrando estabilidade ou queda nos últimos cinco trimestres é o de trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas. O contingente apresentou estabilidade no confronto com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, mas na comparação com o mesmo trimestre do ano passado mostra queda de 328 mil postos de trabalho. O analista da pesquisa ressalta que “em cenários de baixa desocupação, o custo de oportunidade dessa força de trabalho aumenta, gerando uma migração estrutural para postos formais em outras atividades, que oferecem melhores salários, condições de trabalho e garantias.
Houve crescimento de 3,6% no grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 13,1 milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, houve elevação de 2,8%, representando um adicional estimado de 350 mil pessoas. No entanto, a alta de ocupados neste grupo, no trimestre, foi acompanhada por queda de 3,1% no rendimento médio mensal real habitualmente, equivalente a menos R$ 172. A comparação com o trimestre de março a maio de 2025 indicou aumento de rendimento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,0%, ou mais R$ 99) Trabalhador doméstico (3,8%, ou mais R$ 52) e Conta-própria (4,4%, ou mais R$ 130).
“A redução real no rendimento dos empregados no setor público deve-se ao efeito da mudança de composição desse grupo, porque neste período aumenta a contratação de novos servidores temporários ou municipais com salários menores, somado à rigidez dos reajustes nominais do setor público”, explicou William.
O Banco Central aumentou a sua estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,50%, em 2026, de 30% para 79%. A informação foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,50%, agora é nula, ante 2% no relatório anterior, divulgado em março.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.
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No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026.
A chance de a inflação de 2027 superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso passou de 10% para 6%.
Para 2028, a chance de superar o teto da meta diminuiu de 17% para 16%. A chance de ficar abaixo no período aumentou de 11% para 12%.
Para interligar regiões, facilitar acessos e impulsionar a infraestrutura e logística de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado promove grandes investimentos para melhorar e qualificar as rodovias estaduais. A previsão é que até o final do ano 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada. Benefícios diretos à população e para economia regional.
De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias (estaduais), executados nesta atual gestão. O início deste ano este patamar já estava em 5.662 km. A expectativa e planejamento do Governo do Estado é pavimentar mais de 1.500 km no período de 2023 a 2030.
“Nosso objetivo é preparar o Estado com uma infraestrutura e logística moderna, que estará pronta para acompanhar o desenvolvimento e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo levar segurança para quem trafega pelas rodovias estaduais, interligando regiões, reduzindo distâncias e melhorando a vida do cidadão. Estamos no caminho certo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Estes investimentos públicos (rodovias) em todas as regiões do Estado fazem parte da estratégia de tornar Mato Grosso do Sul competitivo e preparado para receber grandes empresas privadas, que possam gerar empregos, aumento de renda e novas oportunidades.
Obra da MS-280 na região de Capão Seco (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)
Ambiente positivo de prosperidade. Esta evolução ainda tem muito caminho para percorrer para um próximo ciclo de crescimento do Estado. Nos próximos quatro anos (2030) o Estado pode conquistar um feito inédito, que é inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km).
Os grandes investimentos públicos nas rodovias contribuíram para a diversificação na produção estadual, com a chegada da nova fronteira da celulose, a expansão da citricultura e a consolidação do parque industrial em diferentes frentes do Estado. Estradas em boas condições são peças essenciais para o bom escoamento da produção.
Rodovia MS-384, importante eixo de ligação entre Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)
Este planejamento estratégico do Estado foi reconhecido por institutos e entidades que representam o setor. Mato Grosso do Sul ficou na terceira colocação em “qualidade de rodovias” no levantamento feito pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em 2024.
Também fica na sexta posição entre os estados que mais promovem investimentos públicos (per capita) no país. Este cenário contribuiu par vinda de mais de R$ 81 bilhões de capital privado aqui nos últimos anos, principalmente na área da celulose, com a chegada de gigantes do setor, como Suzano, Arauco e Bracell, além da Eldorado que já estava instalada em Três Lagoas.
Mudança de realidade
Quando as obras de pavimentação chegam nas rodovias, não é apenas a economia que ganha fôlego, mas a própria população que mora no entorno e se beneficia desta estrutura. Mudança direta de vida, fora da poeira e da lama nos dias de chuva. Viagem mais curta e rápida.
Obra de pavimentação da MS-352 (Foto: Saul Schramm)
Foi o caso de Luzia Torres. Ela mora nos arredores da MS-352 e presenciou a entrega da pavimentação da rodovia no ano passado. Lá foi asfaltado um trecho de 40 km, do entroncamento com a BR-262 até a Ponte do Grego, em Terenos. Investimento estadual de R$ 86,5 milhões.
A chegada do asfalto foi um sonho realizado. “Nunca pensei que o asfalto chegaria aqui, só temos que agradecer ao governador por fazer está obra e realizar o sonho de muita gente. Estamos todos felizes”, descreveu ela.
Josiel Custódio comemorou obra na MS-270 (Foto: Bruno Rezende)
Josiel Custódio, morador do Assentamento Boa Vista, também comemorou quando foi entregue em 2024 a obra de pavimentação da MS-270, que ligou os trechos do Copo Sujo à Cabeceira do Apa, em Ponta Porã. O trecho de 35,56 faz uma integração entre as cidades de como Dourados, Maracaju, Guia Lopes, Jardim, Bela Vista e Antônio João.
A obra facilitou a vida dos moradores e ainda valorizou as propriedades e casas da região. “Agora ficou 100% melhor, aqui ficou valorizado. Sou nascido aqui na região e posso dizer que a rodovia era muito ruim e complicada. A viagem era demorada para gente seguir a Ponta Porã ou Antônio João”.
Estrada do 21 reduz distância entre Campo Grande e Bonito (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)
Referência do ecoturismo do Brasil, o município de Bonito também recebeu grandes investimentos nas rodovias estaduais e vicinais. Entre elas a “Estrada do 21”, que liga Bonito a Anastácio e reduz em até 40 km a distância de Campo Grande. A estrada ganhou pavimentação de 100 km, sendo uma nova alternativa e ligação da região.
Outra obra inaugurada na cidade foi a Rodovia do Turismo, com investimentos de R$ 46,8 milhões. Facilidade para chegar às atrações do Rio Formoso como o Balneário do Sol e o Ecopark Porto da Ilha, que agora estão com os acessos asfaltados. Incentivo e apoio ao turismo.
Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito (Foto: João Carlos Castro/Famasul)
Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito, destacou que as melhorias e os investimentos nas rodovias da região fazem muita diferença para economia e setor produtivo.
“Sem estradas em boas condições nossos negócios ficam inviabilizados. Quando temos estes investimentos em pavimentação e manutenção das rodovias é essencial para escoamento da produção, principalmente quando coincide na época de safra, onde temos muita carga pesada na estrada”.
Brito ponderou que os investimentos constantes em infraestrutura são fundamentais na cidade. “Agora será feito por exemplo o anel viário que vai tirar o tráfego de caminhão do centro da cidade, vai ser um alívio para manter as ruas de Bonito conservadas. Uma obra muito esperada”, concluiu.
Rodovia do Turismo quando a obra estava em andamento (Foto: Agesul)
Obras em andamento
As obras na malha rodoviária continuam em andamento. Com recursos próprios o Governo do Estado tem obras na MS-040 (Santa Rita do Pardo a Brasilândia), acesso a BR-262 em Corumbá, além de novo acesso na MS-377 e a implantação do anel viário em Bonito.
Com recursos e financiamento do BNDES, também seguem os projetos na MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, Ms-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444. São projetos de integração e qualificação de diferentes regiões do Estado, para que além de fomentar a economia regional, possam dar mais segurança viária à população.
Além da pavimentação, também existe a preocupação com a restauração das rodovias para que tenham boas condições de uso. Neste sentido o governo estadual promove melhorias na MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi até Juti), MS-156 (Amambai até Tacuru), MS-295 (Tacuru até Eldorado), MS-276 (Deodápolis – Dourados) e MS-377.
Obra na rodovia MS-355 vai ligar Terenos a Dois Irmãos do Buriti (Foto: Chico Ribeiro/Seilog)
Concessão
Além dos investimentos próprios, o Governo do Estado também aposta no modelo de concessão para alavancar a infraestrutura e logística das rodovias estaduais. Depois dos bons resultados com a MS-306 e MS-112, foi assinado neste ano o projeto da Rota da Celulose.
O contrato prevê obras, restauração e melhorias nas rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267. Ao todo serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais.
BR-262 em Ribas do Rio Pardo faz parte da Rota da Celulose (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)
Já em vigor e com as atividades em andamento, o projeto terá 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas. Ainda dispondo de 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.
Para o governador Eduardo Riedel esta nova modelagem nasce tecnológica, moderna, trazendo uma responsabilidade social e ambiental. “Um modelo com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Mudança de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado. Além disto o contrato não é estagnado, permite avançar em investimentos em função do nível e aumento de tráfego”.
Rota da Celulose vai contribuir com escoamento da produção (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Foto da capa: Bruno Rezende/Secom-MS
WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) – A inflação nos Estados Unidos aumentou ainda mais em maio, ultrapassando os 4,0% pela primeira vez em três anos uma vez que o conflito no Oriente Médio impulsionou os preços da energia, o que pode levar o Federal Reserve a aumentar a taxa de juros ainda este ano.
O índice de preços PCE subiu 4,1% nos 12 meses até maio, o maior aumento e a primeira leitura acima de 4,0% desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio. O PCE subiu 3,8% em abril, em dado não revisado.
Economistas consultados pela Reuters previam que avanço do PCE de 4,1% nesta base de comparação. O índice teve alta de 0,4% em maio em relação ao mês anterior, mesma taxa de abril.
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A guerra liderada pelos EUA contra o Irã elevou os preços do petróleo, levando a um aumento nos custos da gasolina. Embora os preços do petróleo e da gasolina tenham recuado nas últimas semanas em meio a um frágil cessar-fogo, economistas projetam que a inflação permanecerá elevada por algum tempo.
O presidente Donald Trump e seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram na semana passada um acordo de paz preliminar que reabriria as rotas de transporte de petróleo e outras rotas marítimas que foram bloqueadas pela guerra.
Os consumidores já enfrentavam antes do conflito dificuldades com os preços mais altos decorrentes das tarifas de importação impostas por Trump.
O aumento do custo de vida é um problema político para Trump e seu partido Republicano, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro em meio à crescente frustração com sua gestão da economia. Trump venceu a eleição presidencial de 2024 em parte devido à sua promessa de reduzir a inflação.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços PCE teve alta de 3,4% em maio na base anual, depois de subir 3,3% em abril. O núcleo do PCE avançou 0,3% em relação ao mês anterior, após alta de 0,3% em abril.
O banco central dos EUA acompanha o índice PCE para sua meta de 2%. Na semana passada, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas as projeções trimestrais atualizadas mostraram que as autoridades esperam elevar os custos dos empréstimos ainda este ano, em meio a preocupações crescentes com a inflação.
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Os mercados financeiros apostam que um aumento de juros poderá ocorrer já em setembro, com outra alta provável posteriormente. Tanto a inflação geral pelo PCE quanto o núcleo ficaram abaixo de 2% pela última vez no início de 2021.
Apesar da alta inflação, os consumidores mantiveram seus gastos, graças a restituições de impostos mais elevadas este ano, bem como a uma recuperação do mercado de ações, que amenizaram um pouco o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. As famílias também estão recorrendo às economias e poupando menos.
Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,7% em maio, após um aumento de 0,4% em abril. Embora parte do aumento nos gastos reflita preços mais altos, o consumo parece estar a caminho de acelerar neste trimestre, após desacelerar no trimestre de janeiro a março.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% em termos anualizados no primeiro trimestre, de acordo com a leitura final divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Análise Econômica.
Os dados ficaram acima do esperado, uma vez que economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 1,6%, em linha com a segunda projeção.
O El Niño entrou oficialmente no radar do Comitê de Política Monetária (Copom) como um risco de alta para a inflação e tem contribuído para que o mercado passe a projetar menos cortes da taxa Selic à frente. A probabilidade de formação de um “Super El Niño” entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 já supera 80%, segundo estimativas da NOAA. De acordo com a consultoria meteorológica Nottus, a intensidade deve ultrapassar 2,5 graus de anomalia, padrão semelhante ao de 2015 e 2016.
Segundo projeções do Goldman Sachs, o aumento extremo de temperatura pode gerar uma alta acumulada de 15,8% nos preços das commodities alimentícias até 2028. “O risco climático migrou da periferia do debate para o centro das preocupações com preços, com implicações diretas para o ritmo do ciclo de cortes da Selic”, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. Gesner Oliveira, professor da FGV e sócio da GO Associados, estima que o fenômeno pode adicionar 0,55 ponto percentual ao IPCA em 2026 e 0,2 ponto percentual em 2027, tornando mais lento o processo de desinflação esperado para o período.
No entanto, os impactos reais sobre o agronegócio são bem mais incertos, já que os efeitos variam muito de acordo com a região e a cultura, e o setor parte de um patamar mais robusto do que em ciclos anteriores.
A safra brasileira 2025/26 caminha para um volume recorde de 358,6 milhões de toneladas, segundo a Conab, impulsionada pelo aumento de área e da produtividade da soja. Para Leonardo Alencar, head de Agro, Alimentos e Bebidas da XP, o setor está mais preparado do que na última vez em que enfrentou um fenômeno de intensidade semelhante. “Mesmo que haja quebra de produtividade, o patamar produtivo atual ainda é muito superior ao de 2015 e 2016”, afirma, citando o aumento contínuo de nutrientes no solo, os investimentos em irrigação e o maior nível de mecanização das lavouras.
A XP aponta que, mesmo em um cenário de super El Niño, a produtividade da soja pode recuar apenas 5% no agregado nacional, com os impactos concentrados no Matopiba, região que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Sul do país, um dos principais cinturões produtivos, tende a seguir na direção contrária, já que o fenômeno costuma elevar as chuvas na região e favorecer a produtividade. Ana Luiza Lodi, analista de inteligência de mercado da StoneX, confirma que “historicamente, a produção de soja no Brasil tende a ser beneficiada pelo El Niño, por trazer mais chuvas para o sul do país”, ressalvando prejuízos apenas se o volume for excessivo.
O milho é uma das culturas mais sensíveis. A principal vulnerabilidade está na safrinha, que depende mais das chuvas e pode ser afetada por atrasos no plantio ao longo do outono e do inverno, um risco que ganha relevância apenas no fim de 2026. O USDA já projeta déficit global de 22 milhões de toneladas na próxima safra de milho e de 5 milhões de toneladas no balanço de trigo. Lodi acrescenta que o clima adverso no Norte e no Nordeste encarece a cadeia produtiva como um todo, com reflexos no custo da ração para carnes e leite.
O açúcar é apontado pela XP como a commodity mais sensível ao fenômeno, já que o El Niño pode pressionar simultaneamente a produtividade da cana no Brasil e reduzir o excedente exportável de Índia e Tailândia, os outros grandes fornecedores globais, apertando o balanço global de oferta. Ainda assim, o ponto de partida é confortável, com a moagem brasileira de cana caminhando para um recorde de 640 milhões a 650 milhões de toneladas na safra 2026/27.
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No café, o cenário exige cautela redobrada. Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, destaca que o padrão climático é historicamente agressivo para as áreas cafeeiras. Para o arábica, a temporalidade do clima é determinante: “O período coincide com as fases de expansão e enchimento dos frutos, quando temperaturas elevadas e baixa umidade aumentam a evapotranspiração e podem comprometer o desenvolvimento da safra. Nesse caso, o impacto tende a ser altista para os preços”, detalha. A preocupação se estende à Ásia, com expectativas de tempo quente e seco no Vietnã e na Indonésia, dois dos maiores produtores mundiais de café robusta.
Mercado de commodities ainda não precificou o risco
Apesar do alarme, o prêmio de risco do El Niño ainda não chegou aos preços. Segundo Alencar, nenhuma das grandes commodities negociadas em bolsa, como soja, milho, algodão, açúcar, etanol e proteínas, tem esse prêmio embutido nos contratos futuros. A XP mantém viés baixista para boa parte delas, justificado pelo cenário global confortável de oferta e demanda, independentemente do fenômeno climático.
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O avanço da intensidade do El Niño nos próximos meses será decisivo para definir o potencial das safras de 2027 e os preços internacionais.
O primeiro canal de transmissão para o consumidor será a energia elétrica. Sudeste e Centro-Oeste concentram cerca de dois terços da capacidade de armazenamento do sistema elétrico, e a GO Associados projeta o retorno da bandeira vermelha patamar 2 já no segundo semestre de 2026. O impacto sobre os alimentos, embora mais severo, tende a se concentrar em 2027, à medida que a quebra de produtividade chega ao varejo.