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Argentina está perto de reclassificação no MSCI, mas não chegou lá; veja o que falta


Às vésperas da revisão de classificação de mercados do MSCI, marcada para 24 de junho de 2026, a Argentina chega ao processo com fundamentos mais sólidos e melhor acesso ao mercado do que há um ano. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que restrições remanescentes e incertezas sobre a continuidade das políticas econômicas devem impedir uma reclassificação imediata para mercado emergente.

Na visão do banco, há uma probabilidade relevante de o país ser colocado em revisão pelo MSCI neste mês, mas uma promoção efetiva deve ficar para 2027.

A Argentina perdeu o status de mercado emergente em 2021, quando foi reclassificada pelo MSCI para a categoria Standalone, ou “mercado isolado”, após anos de endurecimento dos controles de capital que dificultaram o acesso de investidores estrangeiros ao mercado local.

Embora esses controles ainda não tenham sido totalmente eliminados, o Itaú BBA destaca que o país vem avançando na flexibilização das restrições e acredita que a trajetória atual aumenta as chances de um retorno ao grupo de mercados emergentes nos próximos anos.

Avanços nas restrições cambiais

Segundo o BBA, a Argentina avançou significativamente nos critérios avaliados pelo MSCI ao longo do último ano. Entre as principais medidas estão a eliminação do prazo mínimo de permanência de 180 dias para investidores estrangeiros em junho de 2025, a autorização para distribuição de dividendos referentes aos lucros gerados a partir do exercício de 2025 e a implementação, em abril de 2026, do sistema de liquidação Delivery versus Payment (DVP) pela BYMA Clearing, considerado um requisito importante pelo MSCI.

Apesar disso, ainda existem restrições relevantes. Dividendos acumulados antes de 2025 continuam sujeitos a limitações para remessa ao exterior, e o acesso de empresas ao mercado oficial de câmbio para posições antigas permanece restrito.

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Além disso, o Itaú BBA ressalta que o MSCI exige que uma eventual reclassificação seja considerada irreversível. Nesse contexto, a proximidade das eleições presidenciais de 2027 levanta dúvidas sobre a continuidade das políticas econômicas favoráveis ao mercado.

Mercado continua dependente do risco soberano

Para o banco, as ações argentinas devem continuar acompanhando principalmente o comportamento dos spreads da dívida soberana, indicador que seguirá refletindo a confiança dos investidores na política econômica do governo.

Embora o governo tenha privilegiado financiamento doméstico e de organismos multilaterais em 2026, o Itaú BBA considera que recuperar o acesso aos mercados internacionais seria estratégico, especialmente antes das eleições de 2027.

Reservas internacionais fortalecem cenário

O relatório destaca ainda a melhora da posição externa do país. O Banco Central da Argentina já acumulou mais de US$ 10 bilhões em compras líquidas de reservas neste ano, atingindo sua meta anual em apenas cinco meses, e agora trabalha com um cenário entre US$ 13 bilhões e US$ 17 bilhões.

Esse desempenho foi impulsionado por emissões de dívida corporativa no exterior, pela forte safra agrícola e pela alta dos preços internacionais do petróleo, que elevou as receitas de exportação de energia.

Segundo o Itaú BBA, uma vez restabelecido o acesso aos mercados internacionais, a tendência é que o Tesouro argentino passe a refinanciar seus vencimentos de dívida, em vez de utilizar reservas internacionais para honrar pagamentos, fortalecendo sua posição de crédito no longo prazo.

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Queda do petróleo pressiona contratos futuros do açúcar em Nova York

Os preços futuros do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (9) em queda na bolsa de Nova York, influenciados principalmente pelo recuo expressivo do petróleo no mercado internacional.

O contrato com vencimento em julho registrou desvalorização de 0,28%, encerrando o dia cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, os contratos do adoçante chegaram a atingir os menores níveis da última semana antes de fecharem em baixa. A pressão veio da forte queda do petróleo WTI, que recuou mais de 3% e atingiu a mínima de sete semanas.

A desvalorização do petróleo reduz a competitividade do etanol, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em vez do biocombustível. Esse movimento aumenta a perspectiva de oferta global da commodity e contribui para pressionar as cotações no mercado internacional.

Cacau

Os preços futuros do cacau encerraram em queda, devolvendo os ganhos observados no início do pregão diante de mudanças nas perspectivas climáticas para os principais países produtores da África Ocidental.

O contrato com vencimento em julho fechou o dia com desvalorização de 1,83%, cotado a US$ 3.831 por tonelada.

A pressão sobre as cotações ocorreu após atualizações meteorológicas indicarem a chegada de condições mais secas à África Ocidental nos próximos dias. O cenário reduziu parte das preocupações do mercado em relação aos danos causados pelas chuvas intensas registradas recentemente na região.

No início da semana, os preços haviam avançado depois que produtores da Costa do Marfim relataram que fortes chuvas e ventos afetaram os cacaueiros, destruindo botões florais e comprometendo o desenvolvimento das lavouras.

Além dos fatores climáticos, o mercado acompanha o posicionamento dos fundos de investimento. Segundo o relatório semanal COT (Compromissos dos Traders), os gestores ampliaram em 2.963 contratos suas posições vendidas líquidas em cacau na bolsa de Nova York na semana encerrada em 2 de junho, totalizando 21.111 contratos, trata-se do maior volume de apostas na queda dos preços em mais de três anos.

De acordo com analistas, esse elevado nível de posições vendidas pode aumentar a volatilidade do mercado e favorecer movimentos de recuperação caso investidores sejam forçados a recomprar contratos para encerrar suas apostas baixistas.

Café

Os preços futuros do café arábica finalizaram em baixa nas bolsas internacionais, refletindo a expectativa de ampla oferta com o avanço da colheita no Brasil.

O contrato do café arábica com vencimento em julho recuou 0,31%, encerrando o dia cotado a US$ 2,45 por libra-peso.

Durante o pregão, as cotações foram pressionadas pelo avanço da safra brasileira, cuja produção deve alcançar um volume expressivo neste ciclo. O Barchart apontou que houve um aumento da disponibilidade do grão no mercado tem reforçado as perspectivas de oferta e contribuído para a desvalorização dos contratos.

Com isso, o café arábica atingiu o menor patamar em 19 meses, enquanto o café robusta recuou para a mínima de dois meses. O mercado segue acompanhando o ritmo da colheita no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, fator que continua exercendo influência sobre a formação dos preços internacionais.

Algodão

Os contratos futuros do algodão fecharam a sessão com desvalorização na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 2,90%, fechando cotado a 71,26 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos. De acordo com o relatório de acompanhamento de lavouras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 77% da área prevista para o cultivo de algodão já havia sido plantada até o último domingo, índice alinhado à média histórica para o período.

Suco de laranja

O vencimento em julho para o suco de laranja registrou alta de 6,07% na bolsa de Nova York, encerrando o pregão cotado a US$ 1,70 por libra-peso.

 

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Dino impõe multa diária sobre emendas Pix sem prestação de contas


Ministro do STF, Flávio Dino determina diretrizes para rastrear destinação das chamadas “emendas Pix”, em especial em relação a eventos



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País tem tempo para evitar veto da UE com ação de governo e indústria, diz CEO da JBS


O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que o Brasil ainda tem tempo para atender às exigências da União Europeia (UE) para evitar o veto à exportação de produtos de origem animal e defendeu uma atuação coordenada entre governo e setor privado para garantir a continuidade do acesso ao mercado europeu.

Segundo o executivo, o principal desafio não está no cumprimento dos requisitos pelas empresas exportadoras, mas na necessidade de certificações oficiais emitidas pelo governo brasileiro. “As indústrias já fazem isso, os produtos já cumprem a legislação, mas não é isso que eles estão pedindo. Eles estão pedindo que tenha uma certificação oficial do governo”, afirmou, durante participação no Agro 360º, evento promovido por Brazil Journal e The Agribiz.

O executivo avaliou que o Brasil conseguirá se adequar às novas exigências antes da entrada em vigor das restrições. “Nós temos tempo ainda, vamos correr, vamos agir rápido, vamos conseguir atender. Agora temos um tempo até setembro para provar que somos capazes”, afirmou.

Tomazoni destacou que a adaptação dependerá da parceria entre o setor público e a iniciativa privada. “Tem de existir parceria entre governo e iniciativa privada. A União Europeia vai exigir garantias oficiais e o governo está trabalhando fortemente nisso. A indústria exportadora está participando para que possamos dar as garantias necessárias”, disse.

Para Tomazoni, embora a medida represente uma barreira comercial, ela também reflete exigências semelhantes às impostas aos produtores europeus. “É uma barreira mas, ao mesmo tempo, é uma legislação que eles usam para os produtores internos. Eles estão querendo ter equidade”, disse.

Questionado se o Brasil demorou para se preparar para as exigências europeias, o executivo evitou fazer críticas ao processo e afirmou que o foco deve estar na solução do problema. “Quando acontece, a gente olha para trás e fala que poderia ter feito isso ou aquilo. Mas ficar olhando para trás não vai resolver”, declarou.

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Apesar do desafio imediato, Tomazoni afirmou que as exigências da UE fazem parte de uma tendência mais ampla de aumento das barreiras relacionadas à segurança alimentar e à rastreabilidade. Segundo ele, os países estão cada vez mais preocupados em proteger suas cadeias de abastecimento em meio às incertezas geopolíticas.

“Claramente a gente vai viver com isso. Não vai ser a última vez que vai acontecer”, afirmou. Para o executivo, o Brasil precisará investir em mecanismos permanentes de controle para manter sua competitividade. “Nós temos de construir sistemas de rastreabilidade e transparência para garantir que o Brasil possa acessar esses mercados exigentes.”



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Mercado de fertilizantes atrasa ritmo, e demanda final ainda é incerta

A comercialização de fertilizantes no Brasil acumula atraso de cerca de 7 milhões de toneladas em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas apresentadas pela Mosaic. O movimento ocorre em um contexto de forte alta dos custos de matérias-primas, especialmente do enxofre, e de incertezas geopolíticas que afetam a cadeia global de suprimentos.

Ao mesmo tempo, a companhia decidiu interromper operações em unidades no Brasil e nos Estados Unidos diante do desequilíbrio econômico entre os custos de produção e os preços praticados no mercado de fertilizantes.

Nesta época do ano passado, cerca de 32 milhões de toneladas de fertilizantes já haviam sido entregues, enquanto neste ano o volume está em aproximadamente 25 milhões de toneladas, disse Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic, em evento promovido pelo Brazil Journal e The Agribiz nesta terça-feira (9).

“A pergunta que vem é: o mercado vai reduzir 7 milhões? Não sabemos”, disse. Segundo ele, parte dos produtores adiou as decisões de compra após perder o momento considerado mais favorável para aquisição dos insumos.

Monteiro destacou que ainda há espaço para recuperação da demanda nos próximos meses, já que, em algumas regiões do país, as compras para a safra de verão podem ocorrer até julho, agosto e, em determinados casos, até setembro.

Além do atraso nas negociações, a oferta também apresenta sinais de restrição. Dados citados pelo executivo apontam queda de aproximadamente 10% nas importações de fertilizantes fosfatados e de 12% nas de nitrogenados. O executivo ressaltou, porém, que a situação do fósforo é mais crítica.

O cenário é agravado pela escalada dos custos de produção. Um dos principais fatores é a valorização do enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados. Segundo Monteiro, o produto era negociado em torno de US$ 500 por tonelada antes do início do conflito no Oriente Médio e, atualmente, alcança cerca de US$ 1.250 por tonelada.

As tensões geopolíticas também têm ampliado as dificuldades logísticas e de abastecimento. Monteiro citou os impactos dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além da recente decisão da Rússia de restringir o trânsito de enxofre proveniente do Cazaquistão.

“Imagine o que é você estar 11 semanas com os fluxos logísticos interrompidos e os preços subindo, com a matéria-prima cada vez mais restrita”, disse.

Segundo ele, Rússia e Cazaquistão respondem juntos por cerca de 15% da produção mundial de enxofre. A restrição ao transporte do produto aumentou a pressão sobre os fabricantes de fertilizantes fosfatados, que, em alguns casos, enfrentam custos de produção superiores aos preços de venda do produto final.

Nesse contexto, a Mosaic anunciou paralisações em suas operações. A empresa já interrompeu atividades em cinco unidades, incluindo duas parcialmente nos Estados Unidos, localizadas em Baton Rouge e Louisiana.

No Brasil, a companhia encerrou de forma permanente as operações da unidade de Araxá (MG), colocada à venda, e suspendeu temporariamente as atividades dos complexos de Tapira (MG) e Catalão (GO).

Segundo Monteiro, as paralisações temporárias estão diretamente relacionadas ao aumento do custo do enxofre e à dificuldade de repassar essa alta aos preços dos fertilizantes.

“O que a gente tem controle é efetivamente a gestão dos nossos custos, a segurança e a forma como interagimos com os clientes”, afirmou.

A empresa também participa de discussões com entidades do setor e órgãos do governo federal em busca de medidas para apoiar a produção nacional de fertilizantes fosfatados. Entre as propostas em debate está a criação de mecanismos temporários de suporte para a cadeia do enxofre. De acordo com o executivo, a indústria defende a adoção de subsídios temporários para o insumo, em modelo semelhante ao já existente para o diesel.

Apesar das dificuldades, Monteiro afirmou que ainda não é possível determinar se haverá escassez de fertilizantes no mercado brasileiro. Segundo ele, a combinação entre possível redução da demanda e diminuição da oferta torna difícil prever o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

“O debate hoje é se faltará fertilizante em função da guerra ou se a redução potencial da demanda poderá funcionar como um ponto de equilíbrio”, disse.

Para o executivo, os meses de agosto e setembro tendem a concentrar os principais gargalos logísticos e de abastecimento. 

Diante desse cenário, “a palavra que predomina dentro desse mercado hoje é incerteza”, afirmou.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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Operação Corpus Christi resulta em prisões, apreensões e prejuízo de quase R$ 26 milhões ao crime organizado em MS


Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e Departamento de Operações de Fronteira reforçaram policiamento nas rodovias estaduais

O reforço das ações de segurança pública durante o feriado prolongado de Corpus Christi trouxe resultados expressivos em Mato Grosso do Sul. Vinculados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) intensificaram o policiamento e as fiscalizações nas rodovias estaduais e na faixa de fronteira, ampliando a prevenção de acidentes e o enfrentamento à criminalidade.

Entre os dias 4 e 7 de junho, o BPMRv reforçou o policiamento ostensivo nas rodovias estaduais com o emprego de 150 policiais militares e 48 viaturas. Durante a operação, foram abordadas 3.464 pessoas, fiscalizados 2.485 veículos e 235 motocicletas.

As ações resultaram em cinco prisões em flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), seis pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia e no cumprimento de um mandado judicial. Na fiscalização de trânsito, foram lavrados 502 autos de infração, sete veículos apreendidos e um veículo com registro de furto ou roubo recuperado.

O batalhão também registrou apreensões relacionadas ao contrabando e descaminho, com a retirada de circulação de 1.750 pacotes de cigarros de origem estrangeira, além de perfumes, eletrônicos, celulares, relógios inteligentes, tablets, produtos médicos e outras mercadorias introduzidas irregularmente no país.

Na área de segurança viária, o BPMRv atendeu 11 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, com registro de uma vítima fatal, 11 pessoas feridas e oito ilesas. A fiscalização com etilômetro foi intensificada durante todo o período, resultando em três ocorrências relacionadas à alcoolemia e na prisão de dois condutores por embriaguez ao volante.

Já o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuou entre os dias 1º e 7 de junho no enfrentamento aos crimes na faixa de fronteira, apreendeu mais de 9 toneladas de maconha durante a Operação Corpus Christi. Ao todo, foram retirados de circulação 9.192,350 quilos da droga, além de 129,2 quilos de skunk, 57,5 quilos de haxixe dry e 19,7 quilos de haxixe marroquino.

As equipes do DOF também apreenderam 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados. As ações resultaram na prisão ou apreensão de seis pessoas, no cumprimento de três mandados de prisão, na recuperação ou identificação de adulteração em cinco veículos e na apreensão de outros 15 automóveis utilizados em atividades criminosas.

Segundo o levantamento do departamento, o prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 25,9 milhões, totalizando R$ 25.991.430,00.

Os resultados demonstram a atuação integrada das forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul durante o feriado prolongado, aliando ações preventivas voltadas à preservação da vida nas rodovias estaduais ao enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços e ao combate às organizações criminosas.

As instituições reforçam a importância da colaboração da população por meio de denúncias e da adoção de comportamentos responsáveis no trânsito, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro para todos os sul-mato-grossenses.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp



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Ofensa a Motta: Conselho de Ética aprova parecer para suspender Pollon


Relatório do deputado federal Ricardo Maia (MDB-BA) sugere a suspensão por três meses. Ainda cabe recurso na CCJ antes de ir ao plenário



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Governo irá propor alta de etanol na gasolina de 30% para 32%, diz Alexandre Silveira


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (9) que pretende levar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. O tema deve entrar na pauta da próxima reunião do colegiado, prevista para ocorrer nas próximas duas semanas.

A proposta integra a estratégia do governo para reduzir a dependência de combustíveis importados e atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio. O anúncio foi feito por Silveira após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros cinco ministros e representantes do setor sucroenergético.

Segundo o ministro, embora haja margem para avançar até o E35, os estudos técnicos atualmente permitem a elevação para E32. Ele afirmou que o pedido foi apresentado pelo setor nesta terça e que será submetido ao CNPE por determinação do presidente da República.

O conselho é composto por ministros do governo federal. De acordo com Silveira, o aumento da mistura pode levar o Brasil a zerar as importações de gasolina e alcançar autossuficiência no abastecimento. A projeção do Ministério de Minas e Energia é de que a medida reduza em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação do combustível.

Na avaliação do ministro, ampliar a participação do etanol anidro na gasolina também favorece o processo de descarbonização e reduz a exposição do país ao mercado externo, ajudando a conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços domésticos.

Silveira ressaltou ainda que, embora o conflito não esteja sob controle do Brasil, o governo busca adotar medidas para limitar ao máximo seus efeitos sobre o país.

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Além da menor dependência externa, o governo entende que a mudança pode trazer ganhos logísticos, ao liberar estruturas hoje usadas para a importação de gasolina e abrir espaço para tornar mais eficiente o transporte de outros combustíveis, como o diesel.

Pelos cálculos do ministério, a alteração pode evitar a entrada de cerca de 450 milhões de litros de gasolina no país. Para o ministro, isso representa mais segurança energética, preços mais acessíveis, avanço na descarbonização e estímulo ao desenvolvimento nacional, com impacto positivo sobre plantio, emprego e renda.

(com informações do O Globo)



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“Não dá para aceitar que a gente não forneça à União Europeia”, diz JBS

“Não dá para aceitar que a gente não forneça à União Europeia, já que nós produzimos de acordo com os regulamentos [do bloco]. No meu modo de ver, a gente tem que fazer o que for necessário para dar as garantias para não perder um mercado premium como é a União Europeia”, disse o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni.

“O que a União Europeia está pedindo são garantias oficiais auditadas pelo governo brasileiro. As indústrias já fazem isso, mas está pedindo uma certificação oficial do governo”, disse. Segundo ele, as exigências da União Europeia para a importação de carne brasileira devem ser superadas desde que exista um avanço dos sistemas de certificação e rastreabilidade conduzidos pelo governo federal.

Em meio ao aumento das restrições do bloco europeu, que recentemente retirou o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes ao bloco, o executivo afirmou que as indústrias já adotam mecanismos de controle, mas que a UE passou a exigir garantias oficiais auditadas pelo poder público. Para ele, o setor tem condições de atender às novas regras dentro do prazo previsto, segundo afirmou em evento realizado nesta terça-feira (9), em São Paulo, pelo Brazil Journal e o The Agribiz.

Tomazoni afirmou que, caso a União Europeia considere necessárias informações ou garantias adicionais além das apresentadas pelo Brasil, o país deve ter flexibilidade para atender às exigências.

Segundo ele, o Brasil produz em conformidade com a legislação e o desafio está em fornecer garantias oficiais de que as normas são cumpridas. Tomazoni disse esperar que o documento encaminhado pelo governo brasileiro seja suficiente para atender às demandas europeias. Ele ressaltou, porém, que não conhece o conteúdo do documento, por se tratar de um material oficial.

O executivo também informou que entidades do setor contribuíram com sugestões e propostas ao governo durante a elaboração do material. Para ele, o momento exige mobilização para que o prazo disponível seja suficiente para garantir o acesso ao mercado europeu até a data limite, atualmente fixada em setembro.

Sobre os impactos para o setor de frango, Tomazoni afirmou que eventuais restrições afetam o Brasil por ser o maior exportador mundial da proteína. Segundo ele, a União Europeia tem papel relevante no comércio internacional de carne de frango devido à demanda por cortes específicos, especialmente o peito de frango. “Os mercados têm preferências por tipo de cortes, e o mercado da União Europeia é um mercado premium, no sentido que leva bastante peito de frango, e e se esse peito não puder passar lá, vai desbalancear a matriz de exportação do Brasil”, disse a um grupo de jornalistas.

Segundo Tomazoni, a situação reforça a necessidade de coordenação entre governo e iniciativa privada para assegurar o acesso aos mercados internacionais. “É uma barreira, mas é uma legislação que [a UE] usa para os produtores internos, então quer que os desafios sejam equiparados”, disse.

Na avaliação do executivo, o governo brasileiro trabalha “fortemente” para atender às exigências antes da entrada em vigor das novas regras. Ele destacou que a cadeia bovina enfrenta desafios adicionais por conta do ciclo produtivo mais longo, mas afirmou que o setor tem buscado ampliar os mecanismos de rastreabilidade e transparência para os mercados exigentes.

Tomazoni acrescentou que há senso de urgência entre os agentes envolvidos. “Vamos agir rápido porque temos tempo ainda até setembro para provar que somos capazes.”

Protecionismo

Ao comentar o mercado chinês, o executivo afirmou que as cotas e mecanismos de controle de importações adotados pelo país asiático estão ligados a uma estratégia de segurança alimentar e não necessariamente a uma restrição de oferta.

“Com a instabilidade geopolítica nunca se sabe quando uma cadeia vai se romper ou não. Vamos encontrar os países querendo se proteger”, disse.

Tomazoni afirmou que o Brasil permanece em posição favorável nesse contexto por sua capacidade de produção. “O Brasil é um grande parceiro porque tem volume de produção, escala, custo e pode produzir ajudando na transição energética.”

O executivo também defendeu a abertura de novos mercados e a ampliação da oferta de produtos com maior valor agregado.

“Vai ter que desenvolver outros mercados para que o Brasil possa colocar sua produção. Não podemos pensar só em exportar commodity, mas temos que agregar valor.”

Cenário geopolítico

Tomazoni afirmou que guerras e tensões geopolíticas também têm elevado custos logísticos e operacionais, mas sem impacto relevante sobre a demanda mundial por proteínas.

“Estamos enfrentando muitas incertezas no mundo. Sempre existiram, mas estão mais acentuadas e mais rápidas”, afirmou. Segundo ele, a estratégia de diversificação geográfica e operacional tem permitido à companhia mitigar os efeitos dessas turbulências.

“Apesar da guerra afetar frete, embalagens e estruturalmente pressionar margem, na demanda dos mercados não vemos qualquer restrição. Vemos uma demanda crescente por proteína globalmente.”

Para o CEO da JBS, a diversificação continuará sendo um elemento central para a resiliência do setor. “Quando você está diversificado, consegue contornar as adversidades. Diversificação é bom para o momento e para o mundo para construir resiliência no negócio.”

Estados Unidos

Em relação aos casos de bicheira-do-novo-mundo, registrados nos Estados Unidos, Tomazoni afirmou que é cedo para emitir uma avaliação. “Não se sabe a extensão, não se sabe que atitude o governo americano vai tomar, como é que isso vai vai afetar a oferta”, disse.

 

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Mulher de 104 viraliza dançando forró de Luiz Gonzaga no aniversário




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