Crime atingiu pico de 151 casos no mesmo período em 2006
Reprodução Estado de São Paulo – bandeira
O estado de São Paulo encerrou os primeiros quatro meses de 2026 sem registrar nenhum roubo a banco. É a primeira vez que o quadrimestre fecha sem ocorrência da modalidade desde 2001, início da série histórica.
Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), a modalidade de roubo tem queda anual desde 2006, quando o estado registrou 151 ocorrências nos primeiros quatro meses. Em 2018, foram 16; em 2024 e 2025, apenas uma por ano. Em 2026, nenhuma.
A queda acompanha o movimento das demais modalidades de roubo. No mesmo período, o estado registrou os menores patamares da série em roubos de veículo, 5.883 ocorrências, e de cargas, 867, todas marcas inéditas em 26 anos de registros.
A estratégia para essa redução combina patrulhamento ostensivo da Polícia Militar em áreas de maior incidência criminal e investigações da Polícia Civil voltadas à desarticulação das quadrilhas.
“A redução consistente dos índices criminais em São Paulo é resultado direto de uma atuação firme e orientada por dados”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta segunda-feira (17), na cidade de Jardim, a cerca de 237 quilômetros de Campo Grande, para a coleta de provas relacionadas ao suposto atentado contra a ex-prefeita do município, Clediane Areco Matzenbacker. A operação busca elucidar se o crime foi forjado por pessoas ligadas a Clediane.
O caso ocorreu na madrugada do dia 29 de setembro do ano passado, quando Clediane estava em campanha de reeleição. Na ocasião, câmeras de segurança registraram o momento em que uma dupla em uma motocicleta passa em frente a casa da ex-prefeita e efetuaram os disparos, que acertaram a janela do quarto em que ela dormia com o marido, Gilson Matzembacher. O casal teria acordado com o barulho de vidro estilhaçado.
Polícia cumpriu mandato em três residências foram. • Reprodução
As corporações de Jardim e de Dourados (MS) cumpriram diligências em quatro endereços relacionados a três alvos. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos celulares da prefeitura que estavam com a ex-prefeita. Nos demais endereços foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos ligados ao crime de contravenção.
A PCMS afirma que as diligências tem o objetivo de aprofundar uma nova linha de investigação que apura se o crime foi forjado por um grupo político ligada a ex-prefeita.
Começou, nesta segunda-feira (17), o novo júri de Paulo Vitor Azevedo, acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Priscila Brenda Pereira Martins da Silva. Ele foi condenado, em 2023, a 18 anos de prisão, mas teve a sentença anulada. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o julgamento estava previsto para o dia 6 de fevereiro, mas foi remarcado após uma das testemunhas passar mal.
De acordo com a defesa de Paulo Vitor, ele não era namorado da vítima na época que ela desapareceu, em dezembro de 2012, aos 14 anos. Priscila Brenda teria desaparecido após entrar no carro do acusado, em Pires Belo, distrito de Catalão (GO) e o corpo da adolescente nunca foi encontrado.
“Nos autos processuais, consta que foi realizada uma investigação policial abrangente, com diversas diligências, incluindo interceptações telefônicas nos celulares dos acusados. A apuração demonstrou que não há qualquer prova que relacione Paulo Vitor ao desaparecimento da jovem. Sendo o acusado inocente, isso será devidamente demonstrado ao corpo de jurados do egrégio Tribunal do Júri, garantindo um julgamento justo e imparcial”, afirmou a defesa.
O julgamento foi anulado pois uma das juradas publicou no Instagram fotos da mãe da vítima usando uma camiseta com a foto de Brenda e a frase “Queremos Justiça”. Ela também postou um texto sobre o caso. Para o TJGO, a postura da jurada configurou quebra de sigilo das votações e da imparcialidade necessária ao julgamento, pressupostos previstos no Código de Processo Penal.
Paulo Vitor teve um mandado de prisão temporária expedido em dezembro de 2013, mas não chegou a ser preso pois estava foragido. Em fevereiro de 2014, ele se apresentou espontaneamente e o mandado foi revogado. Em depoimento, o suspeito afirmou que esteve com Priscila no dia do desaparecimento, mas a jovem não entrou no carro e nem saiu da cidade com ele.
Paulo Vitor e o amigo, Claudomiro, foram presos em 2014, mas acabaram soltos para responder o processo em liberdade até o julgamento, que ocorreu em 2023. Claudomiro acabou inocentado.
Em celebração à Semana Nacional do Meio Ambiente, o Bioparque Pantanal promove, entre os dias 1º e 6 de junho, uma programação especial que reforça a conscientização ambiental e a ciência. O cronograma inclui desde contações de histórias até demonstrações técnicas em um laboratório móvel, onde o público poderá observar larvas e alevinos de peixes reproduzidos no próprio complexo. Além das atividades interativas, o local recebe a intervenção “Nossos Gigantes” , uma parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) que destaca, por meio de exposições, a preservação do tatu-canastra e do tamanduá-bandeira, duas das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da nossa fauna.
O Núcleo de Educação Ambiental do Bioparque Pantanal (NEA) promove atividades lúdico-pedagógicas que transformam o conhecimento em experiência. Neste mês de junho, o destaque fica para a contação de histórias protagonizada pelos “animais sentinelas” como as ariranhas, onças e jacarés. Os animais sentinelas são indicadores ambientais e encantam crianças e adultos enquanto ensinam sobre sua importância na biodiversidade
Por meio de intervenções, experiências interativas e exposições, o público é convidado a mergulhar na riqueza da biodiversidade e a refletir sobre a preservação ambiental. O coordenador pedagógico NEA, Dilan Hugo, explica a importância dessa semana. “Essas datas trazem maior visibilidade à preservação da biodiversidade. Buscamos sempre promover atividades que toquem o lado emocional do visitante, despertando o senso de pertencimento. Ao compreenderem que fazem parte da natureza, as pessoas percebem que proteger o ecossistema é, acima de tudo, proteger o próprio futuro”.
Exposição “Nossos Gigantes” destacam a importância do tamanduá-bandeira e do tati-canastra na natureza. Foto: Eduardo Coutinho.
Outro destaque da semana Nacional do Meio Ambiente no Bioparque Pantanal é a exposição “Nossos Gigantes”, realizada em parceria com o ICAS, união que fortalece as ações de educação ambiental no complexo. Nesta semana, além de contemplar o circuito de aquários, o visitante poderá compreender a importância do tamanduá-bandeira e do tatu-canastra para os biomas brasileiros.
A mostra ressalta medidas práticas de conservação, estratégias de mitigação de acidentes rodoviários com animais silvestres e o papel fundamental das parcerias com produtores de mel na preservação da fauna e da flora, e oferece uma experiência sensorial permitindo visualizar, de forma lúdica, o tamanho real das garras e unhas desses animais.
A Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que a união de esforços é o que faz do empreendimento um local de conhecimento e experiência. “A Semana Nacional do Meio Ambiente é um momento para reforçarmos o nosso compromisso com a vida. A parceria com o ICAS, é fundamental para conectarmos a ciência ao coração dos nossos visitantes, trazendo para dentro do Bioparque Pantanal o trabalho realizado em campo. Nosso objetivo diário é que cada escola, instituição e família que passa por aqui saia com um olhar transformado. Por meio das nossas ações educativas, buscamos plantar uma semente de responsabilidade e encanto, mostrando que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa que temos para garantir a preservação dos nossos biomas e um futuro sustentável para todos.”
Para o estudante Lucas Contrera, 15 anos, a visita foi uma experiência de aprendizado. “Foi uma experiência muito legal, porque aprendi de um jeito diferente sobre a importância dos animais para o equilíbrio da natureza. As atividades interativas fizeram eu perceber que pequenas atitudes no nosso dia a dia também ajudam a preservar o meio ambiente”.
Policiais apreenderam 22 ampolas de tirzepatida, celulares, seringas, embalagens e uma máquina de cartão
Divulgação / Eli Lilly Anvisa e conselhos da saúde assinam carta sobre canetas emagrecedoras
A Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, investiga um suposto esquema de importação ilegal de versões falsificadas da caneta emagrecedora Mounjaro, trazidas do Paraguai e revendidas clandestinamente em São Roque, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. A apuração tem como alvos a chefe da Divisão de Serviços Administrativos da prefeitura de São Roque, Ana Laura Esquitini, e o marido dela, Luciano do Espírito Santo, coordenador legislativo da Câmara Municipal da cidade.
Ana Laura foi presa em flagrante na segunda-feira, (1º), após investigadores encontrarem 22 ampolas de tirzepatida, substância usada em medicamentos para emagrecimento. Ela foi solta no mesmo dia após pagamento de fiança de R$ 3 mil.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após denúncias anônimas apontarem que o casal vendia medicamentos com tirzepatida por aplicativos de mensagens e contatos presenciais, com entregas em São Roque e região.
Os investigadores afirmam que os produtos eram comprados no Paraguai, entravam irregularmente no Brasil e eram armazenados na residência do casal, no Jardim Trindade.
Ainda de acordo com a polícia, as investigações reuniram indícios de comercialização dos medicamentos, incluindo informações sobre preços, formas de pagamento, uso de máquinas de cartão e distribuição dos produtos a terceiros.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam, além das 22 ampolas de tirzepatida, celulares, seringas, embalagens e uma máquina de cartão.
Em nota, a prefeitura de São Roque informou que está acompanhando o caso e aguarda a conclusão das investigações. “Com base nos resultados das apurações, a Administração Municipal avaliará a adoção de medidas administrativas cabíveis, caso sejam necessárias”, disse.
Em depoimento, Ana Laura contou aos investigadores que começou a usar os medicamentos há cerca de um ano por recomendação médica, após atingir 105 quilos.
Ela disse que costuma viajar ao Paraguai para comprar cosméticos e perfumes para revenda e admitiu ter adquirido ampolas da substância no país vizinho, sem receita médica, para uso próprio e do marido. Também reconheceu ter vendido algumas unidades para amigas e conhecidas.
Luciano afirmou à polícia que a companheira iniciou o tratamento após enfrentar problemas de obesidade e cogitar cirurgia bariátrica. Segundo ele, o casal viaja ao Paraguai aproximadamente a cada três meses para comprar perfumes e cosméticos e trouxe, na última viagem, medicamentos com tirzepatida destinados ao uso dos dois.
Em novo depoimento, Maicol Antonio Sales do Santos confessou o assassinato da jovem Vitória Regina de Souza, em crime ocorrido em Cajamar (SP). Maicol já está preso. A informação foi confirmada pela CNN com duas fontes da Polícia de São Paulo.
Em perícia realizada no celular de Maicol, a polícia também havia encontrado imagens de um revólver e uma faca.
A jovem Vitória, 17 anos, foi encontrada morta em uma região de mata em Cajamar, na Grande São Paulo. Ela ficou desaparecida por 7 dias, após ser sequestrada enquanto voltava para casa.
A polícia acredita que o corpo, encontrado no último dia 5, foi deixado entre 4 e 5 dias anteriores da descoberta.
Fotos recuperadas do celular do Maicol • Reprodução
Stalking contra vítima
A CNN teve acesso às informações extraídas, a partir do software israelense Cellebrite, que auxiliou a polícia a localizar provas contra Maicol Antônio Sales dos Santos.
Entre os arquivos encontrados no dispositivo do indivíduo, há diversas fotos de Vitória. Os diversos registros denotam traços idênticos aos observados nos crimes de stalking.
A perícia constatou que Maicol acessou o perfil de Vitória no Instagram após seu desaparecimento, na madrugada do dia 27 de fevereiro. Os investigadores, em uma análise inicial, conjecturam que o homem pode ter algum tipo de ‘fixação’ pela vítima do crime.
O interesse acentuado no perfil da vítima, não se restringe somente a ela. Também constam imagens de outras garotas que se assemelham fisicamente, apresentando os mesmos traços e biotipo.
A investigação apura conversas de Maicol com o ex-namorado de Vitória, mostrando preocupação sobre seu automóvel supostamente relacionado ao crime, o que poderia sugerir ligação entre eles.
À CNN, os advogados de Maicol negaram o envolvimento dele com o crime e disseram que provarão a inocência do homem ao longo da investigação e do processo.
O inquérito deverá ser concluído, dependendo de laudos pendentes, especialmente o da necropsia, que revelará a causa da morte e as lesões.
Também se aguarda a comparação do DNA de Vitória com amostras de sangue de um dos suspeitos, que deve ser finalizada até o início da próxima semana. O estágio avançado do corpo dificulta o processo de necropsia.
Relembre o caso
O desaparecimento e a trágica morte de Vitória Regina de Sousa, uma jovem de 17 anos comoveu os moradores de Cajamar (SP). A história começou em 26 de fevereiro, quando Vitória, após um dia de trabalho em um shopping local, pegou o ônibus de volta para casa.
Naquela noite, Vitória compartilhou mensagens de texto com uma amiga, expressando o medo que sentia ao perceber que estava sendo seguida por dois homens. Testemunhas relataram ter visto um automóvel com quatro homens seguindo a jovem depois que ela desceu do ônibus.
Após seu desaparecimento, a cidade se uniu em buscas incessantes. A polícia e os familiares, apoiados por diversos agentes, cães farejadores e drones, procuraram por Vitória em todos os cantos da região.
A angústia chegou ao fim em 5 de março, quando o corpo de Vitória foi encontrado em uma área de mata em Cajamar. O corpo da jovem estava em estado avançado de decomposição e apresentava sinais de violência. Um policial que estava no local das buscas informou que o corpo da vítima foi bastante violentado. A jovem estava com a cabeça raspada e sem as roupas.
A Delegacia de Polícia de Cajamar assumiu a responsabilidade pela investigação, trabalhando com diversas hipóteses para o crime. Mais de 18 pessoas foram ouvidas e dois veículos foram apreendidos para perícia.
A Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) endureceu o tom contra a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) na discussão sobre o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê uma linha especial para renegociação e alongamento de dívidas do setor agropecuário.
Em análise elaborada por sua Assessoria Econômica, a entidade afirma que a proposta precisa contemplar toda a realidade financeira dos produtores, incluindo passivos que estão fora do crédito rural tradicional, como dívidas com cooperativas, revendas, cerealistas e operações de CPR (Cédula de Produto Rural).
Em vídeo divulgado pela entidade, o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que a nota técnica da Febraban insiste em retirar do projeto as dívidas que estão fora do sistema financeiro, ponto considerado inegociável pela federação.
Lopes destacou que a Farsul não abre mão da manutenção desse trecho nem do conjunto de medidas construído ao longo das discussões com representantes do setor e aprovado por ampla maioria na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
De acordo com a Farsul, é fundamental que todos os envolvidos compreendam a dimensão do debate e os impactos das mudanças propostas. A entidade reafirma que defenderá integralmente o texto aprovado pela CAE, considerado essencial para atender produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas provocadas por adversidades climáticas.
Segundo a Farsul, limitar a medida apenas às dívidas bancárias reduziria a eficácia da política pública.
A federação também contestou a avaliação da Febraban de que o projeto poderia gerar impacto fiscal e comprometer os recursos do Plano Safra. De acordo com a entidade, a principal fonte de financiamento prevista para a operação são recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que não integram o orçamento destinado ao crédito rural.
O dirigente informou ainda que a entidade levará suas considerações ao Poder Executivo, aos parlamentares e aos integrantes da cadeia produtiva, com o objetivo de dar conhecimento sobre o conteúdo da nota técnica da Febraban e a avaliação elaborada pela federação.
A Farsul afirma estar aberta ao diálogo para discutir os mecanismos de implementação da proposta, mas reforça a necessidade de uma solução rápida e abrangente para atender produtores que enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas provocadas por adversidades climáticas.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados pelo Brasil para responder às duas investigações comerciais que terminaram com proposta de novo tarifaço ao País.
O anúncio das tarifas, antes do fim do prazo acordado entre os presidentes para tratativas, foi visto pelo governo Lula como uma decisão política do governo Trump e um tipo de ameaça.
De Paris, o ministro relatou ao Estadão como foi a conversa com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), embaixador Jamieson Greer, na véspera. Eles se encontraram brevemente antes de uma plenária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Lembrei a ele que o anúncio das recomendações em favor das novas tarifas contra o Brasil ocorreu dentro do prazo de 30 dias que os presidentes Lula e Trump estabeleceram para que se buscasse uma solução. Também disse a ele que isso nos obriga a redobrar esforços nos próximos dias para cumprir essa instrução dos presidentes e criar um mapa do caminho para normalizar de vez a relação no campo econômico-comercial”, disse Vieira. Ele ouviu do americano que ainda há espaço para negociação.
A interação breve ocorreu logo depois que o USTR recomendou ao presidente Trump a aplicação de novas tarifas ao País, sendo 25% por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado. Isso porque Greer concluiu que há prejuízo à competição com empresas americanas no País e fora dele.
As duas apurações foram conduzidas em processos com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e para o governo Lula vão dar base legal para Trump restituir o tarifaço, derrubado pela Suprema Corte americana. A tarifa global temporária de 10% que o substituiu está prestes a caducar.
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Na primeira investigação, os EUA acusam o Brasil de práticas desleais sobre o comércio digital e o sistema eletrônico de pagamentos (Pix), combate à corrupção falho, existência de pirataria (propriedade intelectual), prevalência do desmatamento ilegal, de dar tarifas preferenciais a México e Índia e de não permitir o acesso ao mercado de etanol.
Na segunda, afirmaram dizem que é injustificável a falha do Brasil nas políticas e práticas contra o trabalho escravo. O USTR diz que os casos de trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária brasileira dão vantagem competitiva ao Brasil, em competição com os americanos, na disputa pelo mercado de carne bovina congelada na China, de quem também cobram fiscalização.
“As recomendações desta semana do USTR não indicaram nenhuma disposição de levar em conta nossos argumentos e a nossa realidade”, afirmou Vieira, citando dois exemplos: desmatamento e etanol.
“A questão do desmatamento chama a atenção pela injustiça: sob a liderança do presidente Lula, o Brasil reduziu o problema, com números impressionantes, e caminha para cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030. As autoridades norte-americanas sabem disso”, afirmou o chanceler.
“Se compararmos com 2022, último ano da gestão Bolsonaro, reduzimos pela metade, em 2025, a área desmatada na Amazônia Legal. E de acordo com levantamento do MapBiomas, divulgado há poucos dias, no ano passado o desmatamento nos seis biomas brasileiros foi o menor nos últimos anos”, disse Vieira.
“Em vez de tarifas, o que o governo norte-americano deveria fazer era nos dar os parabéns pela rápida e significativa redução nas taxas de desmatamento. Isso sem falar no Pix, que é um patrimônio dos brasileiros.”
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De todos os seis quesitos investigados pelos EUA, há desde o ano passado nos bastidores do governo uma discussão sobre ceder ou não no etanol. O caso é a tarifa mais explicitamente questionada nos documentos do USTR. Os EUA se queixam de aplicar uma tarifa de 2,5% ao etanol brasileiro e de o Brasil praticar uma de 18%.
O governo brasileiro, porém, desde o ano passado, em linha com o setor privado, decidiu responder vinculando o etanol às barreiras de acesso do açúcar no mercado dos EUA. O argumento é reforçado pelo ministro. O Itamaraty não quer antecipar que posição vai levar à mesa.
“No caso do etanol, cabe lembrar que eles se queixam da nossa tarifa, mas cobram tarifa quatro vezes maior para importar o nosso açúcar”, disse.