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A idade de abate dos bovinos no Brasil vem caindo nos últimos anos e, em sistemas mais tecnificados, os animais já são abatidos com 18 meses. A mudança é resultado da intensificação da produção, com investimentos em genética, nutrição, confinamento e integração lavoura-pecuária, além das exigências de mercados importadores como a China.
Dados da Famasul (Federação da Agricultura de Pecuária do Mato Grosso do Sul) referentes a abril de 2026 mostram que a redução da idade de abate já é uma realidade em parte importante do rebanho sul-mato-grossense.
Entre os machos abatidos no período, a maior concentração ocorreu nas categorias de 13 a 24 meses, com 72.106 animais, e de 25 a 36 meses, com 71.455 cabeças. Outros 20.941 bovinos tinham mais de 36 meses, enquanto 1.556 animais foram abatidos antes dos 12 meses de idade.
No caso das fêmeas, foram abatidas 59.785 cabeças entre 13 e 24 meses, 47.868 entre 25 e 36 meses e 62.300 com mais de 36 meses. O levantamento também registrou 710 fêmeas abatidas com menos de 12 meses.
Os números indicam que a maior parte dos bovinos abatidos no estado já chega aos frigoríficos antes dos três anos de idade, especialmente entre os machos, refletindo os avanços dos sistemas de produção mais intensivos.
Em Mato Grosso, a tendência é ainda mais evidente e os dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostram que, entre janeiro e abril de 2026, 44% dos bovinos abatidos no estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual da série histórica iniciada em 2006. Para efeito de comparação, no início do levantamento os animais abatidos com até dois anos representavam apenas 2% do total.
Dados apresentados pela Cargill, com base em um levantamento que reúne informações de mais de 11,7 milhões de bovinos avaliados ao longo de uma década, mostram que os animais estão entrando cada vez mais leves nos sistemas de terminação.
Segundo o estudo, o peso de entrada dos bovinos nos confinamentos brasileiros tem recuado, em média, 1 kg por ano nos últimos dez anos. Embora a redução pareça pequena, ela sinaliza uma mudança estrutural na produção de carne bovina nacional.
De acordo com Felipe Bortolotto, líder de tecnologias para bovinos de corte da Cargill, a tendência reflete um processo de antecipação do ciclo produtivo. Em vez de manter os animais por mais tempo nas fazendas, os pecuaristas têm buscado acelerar a terminação e aumentar o giro dos rebanhos.
“O que estamos observando é uma entrada cada vez mais precoce dos animais nos confinamentos. Isso está ligado à necessidade de produzir mais carne com o mesmo rebanho e melhorar os índices de desfrute da pecuária brasileira”, explicou.
A mudança foi destacada durante a APAS Show 2026 pelo diretor executivo de originação e confinamentos da Friboi, Eduardo Pedroso. Segundo ele, a redução do ciclo produtivo é uma das principais transformações da pecuária brasileira nas últimas décadas e tem contribuído para ampliar a competitividade do país no mercado global de carne bovina.
De acordo com Pedroso, a pecuária tradicional brasileira era baseada em sistemas extensivos, nos quais os animais ganhavam peso durante o período das chuvas e perdiam desempenho na estação seca. Esse modelo resultava em bovinos abatidos com idade superior a quatro anos.
Com a evolução dos sistemas de produção, especialmente por meio da integração lavoura-pecuária, do uso de genética melhorada, da suplementação nutricional e do confinamento, o ciclo foi encurtado significativamente.
“Hoje praticamente toda a produção da JBS está abaixo de 30 meses, caminhando para 20 meses”, afirmou o executivo.
O movimento ganhou força principalmente após o aumento das exportações para a China. O mercado chinês passou a exigir animais com até 30 meses de idade para habilitação das plantas exportadoras, além de oferecer bonificações para bovinos mais jovens.
Segundo Bortolotto, a exigência estimulou os produtores a encurtarem os ciclos produtivos. “O pecuarista passou a girar mais rápido os animais para atender esse mercado. Isso fez com que mais bovinos fossem direcionados para o confinamento em idade mais jovem”, afirmou.
A medida foi adotada pelos chineses como forma de mitigação de riscos sanitários relacionados à encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida como doença da vaca louca.
Para atender a esse mercado, produtores passaram a investir mais intensamente em tecnologias que permitem acelerar o ganho de peso dos animais e reduzir a idade de abate sem comprometer o desempenho produtivo.
Além dos ganhos de eficiência, a redução da idade de abate tem impacto direto sobre a qualidade da carne ofertada ao consumidor.
Segundo Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, animais abatidos mais jovens apresentam características valorizadas pelo mercado.
“O animal mais velho pode produzir uma carne mais dura, mais escura e com gordura mais amarela. Quando você intensifica a produção e reduz a idade de abate, a tendência é obter uma carne mais macia, com gordura mais clara e um aspecto visual melhor”, destacou.
De acordo com o pesquisador, os sistemas de terminação intensiva utilizam dietas com maior concentração energética, favorecendo a deposição de gordura e melhorando atributos relacionados ao sabor e à suculência da carne.
“Em geral, a redução da idade de abate melhora a qualidade da carne. O animal consegue depositar mais gordura de forma adequada, o que contribui para uma melhor experiência de consumo”, afirmou.
Apesar de entrarem mais leves no confinamento, os animais tendem a permanecer mais tempo nos cochos para atingir os pesos desejados de abate. Os dados da Cargill apontam que o período médio de confinamento também está aumentando gradualmente, em cerca de um dia por ano.
A expectativa é que essa tendência continue nos próximos anos. Atualmente, a média de permanência dos bovinos em confinamento gira em torno de 112 dias, mas pode avançar para patamares entre 120 e 150 dias. Nos Estados Unidos, principal referência mundial em confinamento, o período médio já varia entre 180 e 200 dias.
A redução da idade de abate também tem permitido ganhos importantes dentro das propriedades rurais. Com ciclos mais curtos, os produtores conseguem aumentar o número de animais terminados ao longo do ano utilizando a mesma área.
A Fazenda Rio Manso, localizada em Campo Verde (MT), é um exemplo desse modelo. A propriedade desenvolve atividades integradas de agricultura e pecuária, com 1.300 hectares de soja, mil hectares de milho, 1.030 hectares destinados à pecuária de corte e 200 hectares de eucalipto.
Segundo o proprietário da fazenda e presidente do Sindicato Rural de Campo Verde, Rodrigo Minuzzi, os animais já são abatidos aos 18 meses de idade, especialmente as novilhas terminadas em confinamento.
O sistema produtivo inclui IATF (inseminação artificial em tempo fixo), recria intensiva e engorda em confinamento, permitindo maior produtividade por hectare e melhor aproveitamento dos recursos da propriedade.
A redução da idade de abate ocorre em um momento em que o Brasil amplia sua participação no mercado global de carne bovina. A produção de carne bovina brasileira ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, além de liderar as exportações globais há mais de uma década.
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul informou que a prisão do narcotraficante internacional Gerson Palermo, que ocorreu nesta terça-feira (26), só foi possível após um sequestro orquestrado pelo próprio investigado contra sua filha, motivado por disputas relacionadas ao narcotráfico.
Gerson, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi localizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, durante operação conjunta envolvendo forças policiais brasileiras e bolivianas.
Ele estava foragido desde 2020, quando recebeu o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas fugiu.
Na ocasião do sequestro, ações integradas do GARRAS e Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) resultaram na localização e libertação da vítima, além da prisão de um dos sequestradores em Campo Grande.
A partir da conclusão do caso, foi possível, por meio de uma ação conjunta entre o Núcleo de Inteligência Policial da DEPCA, a Polícia Federal e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia (FELCN), localizar Gerson na região de Santa Cruz de La Sierra.
Ele é apontado, pelas autoridades, como integrante de organização criminosa ligada ao narcotráfico internacional, com atuação no tráfico transnacional de cocaína, lavagem de dinheiro e articulação logística entre o Brasil e a Bolívia.
A PF (Polícia Federal) transfere, nesta quarta-feira (27), o traficante Gerson Palermo, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), da Bolívia para o Mato Grosso do Sul. A previsão é de que o homem chegue em solo brasileiro por volta das 18h desta quarta.
Nesta terça, a Polícia Federal concluiu a investigação que mirava a fuga do traficante com suposta ligação ao desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul, e relatou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O magistrado é citado em suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Maran deferiu um pedido para soltura do traficante Gerson Palermo, em 2020, do presídio federal de Campo Grande (MS). No mesmo dia, após receber o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira, ele quebrou o equipamento e fugiu.
Ele foi condenado a quase 126 anos de prisão e é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp.
O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem. O avião foi forçado a pousar em Porecatu (PR), quando o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.
Já em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In contra um esquema de tráfico internacional de drogas e Palermo foi apontado como um dos chefes do grupo.
LEIA TAMBÉM: Quem é Palermo, chefe do PCC que sequestrou avião e tem pena de 126 anos
Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados, seguindo a rota do tráfico. Por tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.
*Sob supervisão de Thiago Félix
A declaração foi feita na tarde desta quinta (4) em evento na Casa Branca parar anunciar medidas voltadas a indústria do carvão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (4) que a população de Cuba “quer terrivelmente” que Washington cuide do país que já foi comandado por Fidel Castro e prometeu que vai fazer isso. “Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump na tarde desta quinta em evento na Casa Branca parar anunciar medidas voltadas a indústria do carvão.
Após falar das medidas para o setor de energia, Trump respondeu perguntas sobre outros temas e falou de Cuba e Venezuela, além de outros temas. “Cuba não seria nada sem a ajuda da Venezuela”, disse o presidente americano.
Trump disse que os EUA recuperaram “muitas vezes” os custos da ofensiva contra a Venezuela, em que retirou do poder o ditador Nicolás Maduro, em janeiro. “O dinheiro da Venezuela agora vem para nós e para eles”, afirmou.
O presidente americano também comentou o conflito na Ucrânia e sobre outros países. “A Índia se aproveitou dos EUA por muitos anos sem pagar tarifas, agora queremos um acordo”, disse ele ao falar das tarifas impostas ao pais asiático.
No caso da Rússia, Trump disse que Moscou e Ucrânia terão que fazer compromissos e chegar a meio termo para encerrar guerra. “Acabei com oito guerras, posso acabar com a nona e a décima”, disse na Casa Branca.
Os vencimentos futuros do cacau recuaram na sessão desta quinta-feira (04) na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho fechou em queda de 2,63%, cotado a US$ 3.965 por tonelada.
A pressão sobre os preços ocorre em meio a preocupações com a demanda global por chocolate. A Barry Callebaut, uma das maiores fabricantes do setor no mundo, revisou suas projeções e indicou uma recuperação mais lenta nos volumes de vendas do que o esperado anteriormente, o que aumentou o sentimento negativo no mercado.
O Barchart destacou que o aumento dos estoques contribui para a pressão nas cotações. Os volumes de cacau armazenados na ICE atingiram o maior nível em cerca de 1,75 anos, somando 2.913.278 sacas na última quarta-feira.
Apesar da queda recente, o mercado ainda acompanha riscos climáticos. A possível formação do fenômeno El Niño pode trazer condições mais quentes e secas na África Ocidental, região importante para a produção global de cacau, o que poderia impactar a oferta no médio prazo.
Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), há 82% de probabilidade de formação do El Niño até julho, com 67% de chance de um evento mais intenso, classificado como “Super El Niño”, com duração até o fim do ano.
Café
O vencimento futuro para entrega em julho do café arábica registrou queda de 2,35% e encerrou o dia cotado a US$ 2.471,50 por libra-peso.
O Barchart apontou que os preços do café ampliaram as perdas da semana, com o arábica recuando para a mínima em 19 meses e o robusta atingindo o menor nível em sete semanas.
A pressão sobre as cotações está ligada à expectativa de uma safra recorde no Brasil. O serviço agrícola estrangeiro, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, projetou uma produção de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, um aumento de 14% em relação ao ciclo anterior.
Além disso, o Rabobank elevou sua estimativa para o excedente global de café arábica em 2026/27, de 7 milhões para 9,5 milhões de sacas, reforçando a percepção de oferta mais abundante no mercado global.
Suco de laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão sem variação e segui sendo negociado a US$ 1.684,00 por tonelada.
Açúcar
No caso do açúcar, os preços futuros encerraram a sessão com leve alta na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho registrou avanço de 0,21% e fechou cotado a US$ 14,27 por libra-peso.
Os preços chegaram a recuar no início da sessão, mas se recuperaram ao longo do dia, apoiados pela fraqueza do dólar, que estimulou a cobertura de posições vendidas no mercado futuro.
O Barchart apontou que a pressão inicial veio da queda de cerca de 3% no petróleo bruto, o que influencia diretamente o setor sucroenergético, já que pode tornar a produção de etanol menos atrativa e levar usinas a direcionarem mais cana para o açúcar, aumentando a oferta global.
Algodão
Os preços futuros do algodão com para entrega em julho fechou em leve baixa de 2,51%, cotado a US$ 74,89 por libra-peso.
O relatório de vendas para exportação do USDA, divulgado na quinta-feira passada, mostrou a venda de 185.268 mil fardos da safra 2025/26 na semana de 28/05, o maior volume em sete semanas. Já as vendas da nova safra somaram 77.145 mil fardos, o menor volume em três semanas.
Já os embarques atingiram 268.799 mil fardos, o menor nível em 14 semanas, indicando desaceleração no ritmo de exportações.
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado na madrugada desta quinta-feira (4) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A decisão foi anunciada pela juíza Elizabeth Machado Louro após 11 dias de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
As imagens registradas no plenário mostram o momento em que a magistrada faz a leitura da sentença que condenou Jairinho por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo.
O julgamento é considerado o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Durante a leitura da decisão, a juíza afirmou que o ex-vereador agiu com “violência desproporcional” e demonstrou “rara e desmesurada covardia” contra uma criança de apenas quatro anos. Na sentença, também descreveu Jairinho como uma pessoa capaz de ocultar sua verdadeira personalidade por trás de uma imagem de cordialidade.

Além da pena em regime inicialmente fechado, o ex-vereador foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.
Já Monique Medeiros, mãe da criança, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Os jurados reconheceram sua responsabilidade por omissão diante das agressões sofridas pelo filho, e a juíza aplicou perdão judicial em relação ao homicídio culposo. Pelo crime de tortura por omissão, a pena fixada foi considerada cumprida em razão do período de prisão preventiva.
O julgamento encerra um processo iniciado após a morte de Henry Borel, em março de 2021, caso que gerou ampla repercussão nacional e levou à criação da chamada Lei Henry Borel, voltada ao fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.
Não obstante, embora o julgamento do caso Henry Borel tenha chegado ao fim em primeira instância, o processo ainda pode seguir para análise do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro caso sejam apresentados recursos pelas partes.
O fortalecimento das políticas públicas de cidadania em Mato Grosso do Sul ganhou mais um importante capítulo com a inauguração da Casa da Cidadania em Nioaque. O espaço foi estruturado com o suporte da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Central de Orientação aos Municípios, iniciativa que apoia gestores municipais na implementação de ações voltadas à promoção de direitos, inclusão social e desenvolvimento local.
A Casa da Cidadania será responsável pela execução de ações com foco nas mulheres, juventude, povos originários e igualdade racial e integra a estrutura da recém-criada SEMDITEC (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Infraestrutura, Turismo, Cultura e Cidade), representando um importante avanço na promoção da inclusão social, da participação cidadã e do desenvolvimento no município.
Para o Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, a implantação da Casa da Cidadania em Nioaque reforça a importância da parceria entre Estado e municípios para a construção de políticas públicas mais próximas da população.
“Acredito que as políticas públicas geram mais resultados quando são construídas de forma próxima aos municípios e às pessoas. Cada cidade possui suas características, suas potencialidades e seus desafios, e é papel do Estado atuar como parceiro, oferecendo apoio técnico, orientação e articulação para fortalecer as iniciativas locais. A criação da Casa da Cidadania em Nioaque é um exemplo dessa cooperação, que transforma o diálogo em resultados concretos e fortalece o acesso aos direitos, à inclusão social e às oportunidades para todos”, explica.
A Central de Orientação aos Municípios tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de cidadania nos municípios do Estado, oferecendo suporte técnico, articulação institucional e orientação estratégica a gestores públicos municipais, vereadores, conselhos, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil, grupos sociais e cidadãos interessados.
Pode ser acessada através do Portal Único do Governo do Estado através do link: https://www.ms.gov.br/administracao-publica/central-de-orientacao-a-cidadania-e-gestao-publica181, ou através do e-mail: centraldacidadania@sec.ms.gov.br ou pelo telefone (67) 3348-6665.
O município contará também com o apoio estratégico dos dados e indicadores produzidos pelo Observatório da Cidadania, ferramenta que reúne, analisa e sistematiza informações sobre o exercício da cidadania em Mato Grosso do Sul. Essas informações servirão como base técnica para a elaboração de diagnósticos mais precisos, o planejamento de ações e a implementação de políticas públicas mais eficazes e alinhadas às necessidades da população local.
“Um dos grandes diferenciais desta iniciativa é a utilização do Observatório da Cidadania, que nos permitirá acompanhar indicadores, identificar demandas com foco nas reais necessidades da população. E a Casa da Cidadania representa um passo importante na modernização da gestão pública de Nioaque, é necessário criar mecanismos que fortaleçam as pessoas e ampliem sua participação na construção das políticas públicas e nesse contexto, a parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania foi fundamental para tornar este projeto realidade, pois compreendeu a importância deste projeto e contribuiu para que Nioaque pudesse dar mais este passo na construção de uma cidade mais inclusiva, participativa e preparada para o futuro”, explica o César Augusto de Castro Santos, secretário da SEMDITEC.
A trajetória de Nalva Atikum é a expressão concreta do que a Casa da Cidadania busca promover o acesso a oportunidades, fortalecimento da autonomia e valorização das pessoas. Empreendedora e liderança indígena do povo Atikum, Nalva Atikum representa como o investimento em cidadania e inclusão pode gerar transformação social e desenvolvimento para as comunidades.
“Eu sou prova de que uma oportunidade pode mudar uma vida. O Empretec Indígena me ajudou a acreditar em mim, a transformar meu sonho em realidade. E hoje, estar aqui na Casa da Cidadania é muito especial. Quero que outras mulheres, outros jovens e outros indígenas encontrem aqui as mesmas oportunidades. Que este espaço seja uma porta aberta para o conhecimento, para os direitos, para o empreendedorismo e para a valorização da nossa cultura”.
Vale ressaltar que o Empretec Indígena e Quilombola é fruto de um convênio celebrado entre a SEC e o Sebrae/MS, com o propósito fortalecer a economia local por meio do empoderamento e da autonomia empreendedora.
Jaqueline Hahn Tente, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Francisco de Deus/PMN
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou a nomeação do advogado Otto Lobo para ocupar a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade do governo que tem por missão regular, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro.
O novo presidente da CVM ocupará a vaga deixada após a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.
A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União dessa quarta-feira (3/6), juntamente com a designação de Igor Muniz para ocupar a diretoria do órgão. O documento foi assinado pelo presidente Lula e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Os nomes dos dois novos chefes da autarquia, indicados por Lula, foram aprovados pelo plenário do Senado em 20 de maio. Lobo recebeu 31 votos favoráveis, ante a 13 contrários, e Muniz foi aprovado com 39 votos sim e 9 votos não.
Otto Lobo é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Universidade de Miami e Doutor em Direito Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP). Ele atuou como Diretor na CVM de janeiro de 2022 a dezembro de 2025.
Antes, Otto foi conselheiro titular do Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional (2015-2018) e professor de Direito Societário e Mercado de Capitais da FGV Direito Rio, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e da PUC do Rio de Janeiro.
Atuou como advogado, árbitro e parecerista em questões de direito societário, mercado de capitais e insolvência, é autor de livros e artigos e é palestrante em conferências no Brasil e no exterior.
Por Lewis Jackson e Ella Cao e Naveen Thukral
4 Jun (Reuters) – Compradores estatais chineses podem aumentar as importações de trigo para os moinhos no final do ano, já que as chuvas durante a colheita prejudicaram algumas plantações no maior produtor mundial, com até 7% da produção sofrendo queda de qualidade, segundo analistas.
Mesmo um modesto aumento nas importações de trigo da China pode impulsionar novos ganhos nos preços globais, que subiram quase um quinto este ano devido à seca severa que atingiu a safra de inverno dos EUA e aos temores de que um El Niño em desenvolvimento traga seca para as principais regiões agrícolas.
Chuvas fortes e prolongadas atingiram a região central de Hubei e partes de Henan, a maior província produtora de trigo da China, no final de maio, justamente quando os agricultores iniciaram o período de colheita. Henan é responsável por mais de um quarto da produção de trigo da China.
Quatro analistas estimaram que o excesso de chuvas causou a germinação de 4,8 milhões a 10 milhões de toneladas de trigo — um volume relativamente limitado e gerenciável –, já que o clima mais seco após as chuvas nas principais áreas de produção ajudou a conter os danos.
O trigo germinado geralmente não é adequado para ser moído em farinha de grau alimentício e é frequentemente desclassificado para uso como ração animal.
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‘A safra de trigo de inverno deste ano continua no caminho certo para uma colheita maior, com o volume de trigo desclassificado nas principais províncias produtoras, incluindo Hubei, Henan, Anhui e Jiangsu, devendo permanecer em um nível relativamente baixo e gerenciável’, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence.
A China, maior produtora e consumidora de trigo do mundo, normalmente atende à maior parte de suas necessidades com suprimentos domésticos, comprando apenas quantidades limitadas de grãos de alta qualidade.
Em 2023, chuvas e inundações generalizadas causaram graves perdas de qualidade na China e deixaram cerca de 20 milhões de toneladas de trigo germinado, adequado apenas para ração animal, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.
Espera-se que os danos em Hubei e no sul de Henan aumentem a demanda por importação de trigo, e esses aumentos geralmente ocorrem com atraso, disse Darin Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting.
‘Por exemplo, houve grandes perdas em 2023, mas as importações não aumentaram até fevereiro de 2024.’
A China importou 12,1 milhões de toneladas de trigo em 2023, o nível mais alto desde pelo menos 2014, e 11,18 milhões de toneladas em 2024, ambos excedendo a cota tarifária de 1% de 9,64 milhões de toneladas do país. As importações além da cota estão sujeitas a tarifas proibitivas de 65%.
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Uma grande safra doméstica no ano passado ajudou a reduzir as importações para 3,98 milhões de toneladas.
No entanto, as importações já se recuperaram este ano. A China comprou 2,43 milhões de toneladas de trigo nos primeiros quatro meses, um aumento de 130,2% em relação ao ano anterior, em parte devido a uma baixa base de comparação e a preocupações de que o atraso no plantio poderia reduzir a produção.
(Reportagem de Lewis Jackson, Ella Cao e Naveen Thukral)
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Os contratos futuros de grãos encerraram a sessão desta quinta-feira (04) na Bolsa de Chicago em baixa. O vencimento para entrega em julho fechou cotado a US$ 11,2950 por bushel, com recuo de 2,12%.
Os preços da soja deram sequência ao movimento de queda e registraram o quinto pregão consecutivo de perdas em Chicago, pressionados pela continuidade da liquidação de contratos por fundos de investimento.
A Granar apontou que esse cenário de baixa também atingiu o óleo e o farelo de soja, e foi intensificado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra, no encerramento do período de plantio 2026/2027 no cinturão de soja e milho dos Estados Unidos.
No campo das informações de mercado, a ausência de confirmações sobre as supostas “compras milionárias da China”, mencionadas anteriormente pela Casa Branca após a viagem de Donald Trump ao país, voltou a gerar dúvidas entre agentes sobre a consistência dessas sinalizações oficiais.
O relatório semanal de exportações dos Estados Unidos, referente ao período de 22 a 28 de maio, trouxe leitura neutra a levemente negativa para o mercado. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou vendas de 276,9 mil toneladas de soja da safra 2025/2026, abaixo das 299,9 mil toneladas registradas na semana anterior, mas dentro da faixa estimada por analistas privados, entre 100 mil e 500 mil toneladas.
Segundo o USDA, as vendas recuaram 8% em relação à semana anterior, embora ainda estejam 24% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/2027, o volume projetado é de 243 mil toneladas.
Milho
O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quinta-feira com desvalorização de 1,62% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,2450 por bushel.
O cereal também completou o quinto pregão consecutivo de queda em Chicago, acompanhando o movimento observado na soja. A Granar apontou que a pressão sobre os preços é atribuída, principalmente, às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra 2026/2027 nos Estados Unidos.
No campo climático, as chuvas mais intensas se concentraram recentemente nas Grandes Planícies Centrais, região que concentra áreas com maior necessidade de umidade.
Já nesta sessão, os volumes de precipitação avançaram em direção a Iowa, principal estado produtor de milho norte-americano, contribuindo para o bom andamento das lavouras.
Trigo
Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho fechou a sessão em queda de 0,94%, cotado a US$ 5,7975 por bushel.
A Granar apontou que o movimento foi novamente influenciado pela atuação de fundos de investimento, mas também reflete fatores fundamentais do mercado.
Entre eles, está o avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos, o cancelamento de vendas da safra 2025/2026 e a proximidade do início da colheita em outras regiões do Hemisfério Norte. Esse cenário se soma às expectativas positivas para a produção de 2026/2027 na Rússia, o que reforça a perspectiva de maior oferta global e consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de trigo.