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Demanda por gestão no campo faz Rural Data acelerar expansão na pecuária

A maior procura por ferramentas de gestão na pecuária tem impulsionado os planos de expansão da Rural Data, empresa especializada em soluções para propriedades rurais. A companhia triplicou sua base de clientes entre janeiro e julho deste ano e pretende repetir esse crescimento até dezembro.

Segundo o fundador da Rural Data, João Victor Junqueira, a meta é alcançar cerca de 5 mil produtores utilizando a plataforma nos próximos cinco anos.

“De janeiro para cá, triplicamos nossa base de clientes e a ideia é triplicar novamente até dezembro. Acreditamos que, em cinco anos, conseguiremos atingir cerca de 5 mil produtores usando a nossa ferramenta”, afirma.

De acordo com Junqueira, a expansão está relacionada ao aumento da busca dos pecuaristas por maior eficiência na gestão das fazendas, diante do aumento dos custos de produção e da redução das margens da atividade.

“O produtor percebeu que precisa melhorar a eficiência. Hoje ele precisa tratar a fazenda como uma empresa. Quem não buscar gestão e tecnologia terá dificuldade para manter a rentabilidade”, diz.

Na avaliação do executivo, dois movimentos devem sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos que é a sucessão familiar nas propriedades e a maior adoção de tecnologias de gestão no campo.

“Os filhos dos produtores entram na fazenda mais familiarizados com tecnologia e enxergam valor nesse tipo de ferramenta. Ao mesmo tempo, o próprio produtor está buscando mais conhecimento e mais gestão para melhorar os resultados”, explica.

Além da expansão da base de clientes, a Rural Data pretende ampliar o número de serviços oferecidos aos produtores. A estratégia é integrar novas soluções à plataforma, como serviços voltados à nutrição animal, manejo de pastagens e contabilidade rural.

“Queremos construir um ecossistema em torno dos dados do produtor. Não apenas mostrar os indicadores, mas oferecer soluções que ajudem a melhorar esses resultados”, afirma.

A empresa também investe em funcionalidades baseadas em inteligência artificial. O objetivo é que o sistema analise automaticamente as informações registradas na propriedade e apresente recomendações para melhorar os indicadores técnicos e financeiros.

Segundo Junqueira, outro diferencial da plataforma é o lançamento de informações diretamente pelo por aplicativo de mensagem, permitindo que o produtor registre despesas e movimentações por mensagens de texto ou áudio.

“Hoje o produtor faz o lançamento em poucos segundos pelo WhatsApp. A inteligência artificial organiza essas informações, gera os relatórios e deixa o tempo dele voltado para analisar os resultados, e não para preencher planilhas”, destaca.

De acordo com a empresa, os clientes registram redução média de 70% no tempo dedicado à gestão administrativa e economia de aproximadamente 2% nos custos operacionais após a adoção da plataforma.

A Rural Data também estuda incorporar ferramentas voltadas à rastreabilidade da produção. Segundo o fundador, no entanto, o foco atual permanece no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para apoiar a tomada de decisão nas fazendas.

“O produtor brasileiro está procurando tecnologia primeiro para melhorar a eficiência. As exigências de rastreabilidade devem acabar sendo uma consequência desse processo”, conclui.

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Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026

O mercado global de leite e derivados deve atravessar um período de maior pressão ao longo do terceiro trimestre de 2026, diante de um desequilíbrio entre oferta e demanda. A avaliação faz parte do relatório Perspectivas 2026, da StoneX, elaborado a partir das análises de Inteligência de Mercado lideradas por Nate Donnay, que apontam que a recuperação dos preços dos lácteos deve ser mais lenta do que o esperado.

No fim de 2025, a oferta global avançou cerca de 5,5% na comparação anual, ritmo considerado elevado para o histórico do setor. Mesmo com a queda das cotações internacionais, os produtores não reduziram rapidamente a produção, movimento influenciado principalmente pela redução nos custos de alimentação animal e pela expansão da capacidade de processamento.

Segundo a análise da StoneX, esse excesso de oferta deve prolongar o período de ajuste e atrasar o reequilíbrio do mercado para o fim de 2026. Com mais leite disponível, os preços internacionais tendem a permanecer pressionados durante boa parte do terceiro trimestre.

Entre os maiores fornecedores mundiais, os Estados Unidos já sentem os efeitos desse cenário. A queda nos preços de produtos como manteiga e queijo reduziu as margens dos produtores norte-americanos para níveis abaixo do ponto de equilíbrio, aumentando a pressão sobre a rentabilidade das fazendas.

Na União Europeia, os preços do leite também recuaram de forma significativa, o que deve impactar os pagamentos recebidos pelos produtores nos próximos meses. Apesar disso, um ciclo mais tardio de partos deve manter a produção europeia em expansão até meados de 2026, dificultando uma redução mais rápida da oferta.

Na Nova Zelândia, principal exportadora mundial de lácteos, a produção apresentou crescimento de 4,2% nos primeiros meses da temporada. O aumento ocorreu mesmo diante de desafios climáticos e foi acompanhado por um uso recorde de palm kernel expeller, coproduto do processamento do óleo de palma utilizado na alimentação dos animais.

O movimento indica que os produtores neozelandeses buscaram sustentar os volumes produzidos, contribuindo para manter o mercado global abastecido.

Cenário no Brasil

Para o mercado brasileiro, o ambiente externo influencia principalmente as perspectivas de preços e oportunidades de exportação. A maior disponibilidade global de leite tende a limitar uma recuperação mais consistente das cotações internacionais, enquanto produtores seguem atentos aos custos de produção e ao comportamento do consumo interno.

A expectativa da StoneX é que o mercado passe por uma fase prolongada de ajuste, com a retomada do equilíbrio entre oferta e demanda ocorrendo apenas mais próximo do encerramento de 2026. Até lá, o setor deve conviver com preços pressionados e margens mais apertadas para produtores em diferentes regiões do mundo.

Demanda perde força

Do lado do consumo, o cenário também é de desaceleração já que  a demanda por queijo na Europa, que vinha sendo um dos principais pontos de sustentação do mercado, perdeu força nos últimos meses. O mesmo movimento foi observado para produtos como manteiga e gordura anidra de leite, conhecida pela sigla AMF.

Outro sinal de menor dinamismo está no mercado de leite em pó desnatado. As importações globais do produto apresentam tendência de queda há dois anos, indicando estoques mais confortáveis ou menor necessidade de compras por parte dos principais importadores.

Com consumidores mais cautelosos e estoques elevados, a demanda global não tem avançado no mesmo ritmo da produção, ampliando o desequilíbrio entre oferta e consumo.

Tensões no Oriente Médio

Além dos fundamentos de mercado, o setor também acompanha os impactos geopolíticos sobre as cadeias de abastecimento. De acordo com a StoneX, aproximadamente 6% do comércio internacional de lácteos passa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica afetada pelas tensões envolvendo o Irã.

A instabilidade na região elevou a complexidade logística, com aumento de custos relacionados a fretes e seguros marítimos. O impacto já aparece principalmente nos países do Golfo Pérsico, onde o consumo de lácteos foi afetado pela maior dificuldade operacional.

Por outro lado, a interrupção das exportações iranianas de leite em pó retirou parte da oferta disponível no mercado internacional, funcionando como um fator de compensação parcial diante da redução da demanda regional.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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PL que proíbe produção de foie gras segue para sanção de presidencial

Após seis anos de tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Lei 90/2020 que proíbe a produção e a comercialização de foie gras foi encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O foie gras é uma iguaria da culinária francesa produzida a partir do fígado de patos ou gansos submetidos à alimentação forçada. Se a proposta for sancionada, a fabricação e a venda do produto passarão a ser proibidas em todo o país.

De autoria do senador (Novo-CE), Eduardo Girão, o projeto foi apresentado em 2020 e tramitou durante seis anos entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados até ser aprovado pelos parlamentares.

O texto permaneceu por mais de dois meses na Câmara dos Deputados após a conclusão da votação no Congresso antes de seguir para análise do Executivo. Agora, o presidente terá o prazo previsto na Constituição para decidir se sanciona integralmente a proposta, veta trechos ou rejeita o projeto.

O foie gras é produzido por meio da técnica conhecida como gavage, que consiste na introdução forçada de grandes quantidades de alimento diretamente no esôfago de patos e gansos para provocar o aumento do fígado. O método é alvo de debates sobre bem-estar animal e já levou diversos países a restringirem ou proibirem sua produção.

A decisão do Palácio do Planalto encerrará a tramitação legislativa da proposta e definirá se o Brasil passará a proibir a produção e a venda do produto em todo o país.

 

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Banco Central da Noruega reduz participação na Raízen e fica abaixo dos 5%

O Norges Bank, banco central da Noruega e gestor do fundo soberano norueguês, reduziu sua participação acionária na Raízen, uma das maiores empresas de energia e biocombustíveis do Brasil. Segundo comunicado divulgado pela companhia nesta terça-feira (7), a instituição passou a administrar 60,68 milhões de ações preferenciais da empresa, o equivalente a 4,47% do total desse tipo de papel.

Antes da operação, o Norges Bank detinha 81 milhões de ações preferenciais da Raízen, participação equivalente a 5,96% das ações emitidas pela companhia. Com a redução, a instituição deixou de superar o limite de 5% de participação acionária.

A movimentação foi comunicada pela Raízen ao mercado em cumprimento às regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que determinam a divulgação de alterações relevantes na composição acionária de companhias abertas.

De acordo com o documento enviado pelo Norges Bank, a participação tem caráter exclusivamente de investimento. A redução da posição não altera o controle ou a estrutura administrativa da Raízen, e a instituição informou não possuir outros valores mobiliários ou derivativos vinculados às ações da companhia.

O Norges Bank Investment Management administra o fundo soberano da Noruega, considerado um dos maiores investidores institucionais do mundo, com participações em milhares de empresas globais. A instituição investe recursos provenientes das receitas de petróleo e gás do país em ativos financeiros internacionais.

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Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana

Na sessão desta terça-feira (7), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,97 por bushel, com alta de 0,46%.

Segundo análise da Granar, os preços da oleaginosa ampliaram os ganhos registrados na sessão anterior, quando avançaram cerca de 4%. Apesar de um movimento de realização de lucros ao longo do dia, o mercado encontrou suporte nas compras da China e na piora das condições das lavouras norte-americanas apontada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

De acordo com informações da Reuters, a estatal chinesa COFCO adquiriu pelo menos cinco carregamentos de soja dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de 300 mil toneladas, com embarques previstos entre setembro e novembro. Fontes do mercado ouvidas pela agência avaliam que o volume pode dobrar nos próximos dias, alcançando aproximadamente 600 mil toneladas.

Nas lavouras americanas, o USDA reduziu de 65% para 64% a parcela das lavouras classificadas entre boas e excelentes, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetava a manutenção do índice em 66%. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 66%.

O relatório também mostrou avanço no desenvolvimento da safra. Segundo o órgão, 34% das lavouras já estão em floração, acima dos 19% registrados na semana anterior, dos 30% observados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 28%, mantendo o mercado atento ao impacto das condições climáticas sobre o potencial produtivo.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira em alta na Bolsa de Chicago. Entre os principais vencimentos, o contrato para dezembro avançou 1,42%, cotado a US$ 4,64 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio climático às cotações. Com o início de julho, a safra norte-americana entra na fase de polinização, considerada a mais sensível do ciclo, quando períodos de calor intenso e chuvas irregulares podem comprometer rapidamente o potencial produtivo.

O USDA informou que 16% das lavouras já estão em espigamento, acima da média dos últimos cinco anos, de 14%. Apesar de 67% da safra ainda ser classificada como boa ou excelente, o mercado concentra a atenção nas condições climáticas das próximas semanas, decisivas para a definição da produtividade.

As previsões meteorológicas também deram suporte aos preços ao indicarem temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas em áreas do oeste americano. Caso esse cenário persista, aumenta o risco de perdas nas lavouras e, consequentemente, a necessidade de incorporar um prêmio de risco às cotações.

Além dos Estados Unidos, a Europa também enfrenta preocupações com o clima. Na França, principal produtor de milho da União Europeia, o percentual de lavouras classificadas entre boas e excelentes caiu de 76% para 58%, o menor nível para esta época do ano em 13 anos, reforçando as incertezas sobre a oferta global.

Outro fator que impulsionou o mercado foi a movimentação dos fundos de investimento. De acordo com a Royal Rural, muitos investidores mantinham posições vendidas e passaram a recomprar contratos diante do aumento do risco climático. Estimativas da Farm Futures apontam que os fundos adquiriram cerca de 38 mil contratos de milho na segunda-feira, acumulando aproximadamente 52 mil contratos comprados nas últimas quatro sessões, movimento que contribuiu para acelerar a alta das cotações.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou a sessão desta terça-feira com alta de 0,73%, cotado a US$ 6,18 por bushel.

Segundo análise da Granar, os preços do cereal avançaram nas bolsas norte-americanas pelo segundo pregão consecutivo. O movimento foi impulsionado pela expectativa de que o USDA volte a reduzir sua estimativa para a produção do país no relatório de oferta e demanda que será divulgado na sexta-feira. A perspectiva ganhou força após o órgão revisar, no fim de junho, a área plantada de trigo de 17,73 milhões para 17,30 milhões de hectares.

Além disso, o mercado segue atento às condições climáticas nas Grandes Planícies do Norte. A onda de calor na região pode comprometer o desenvolvimento do trigo de primavera, após o USDA indicar, no início da semana, piora nas condições das lavouras, fator que reforçou o suporte às cotações em Chicago.

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Quem é o suspeito de atirar em tenente da Rota e irmão de Eloá


A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP), por meio do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DPP) e com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), procura Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos. O homem é o principal suspeito de atirar no tenente da Rota e irmão de Eloá Pimentel, Ronickson Pimentel dos Santos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Hércules da Costa Siqueira é conhecido pelos apelidos de “Golias” e “Peruca”. O suspeito também tem antecedentes criminais por roubos e homicídio.

No domingo (5), a SSP-SP informou que está oferecendo R$ 50 mil como recompensa por novas informações que ajudem na prisão de Hércules da Costa Siqueira.

Em nota, a secretaria orientou que, quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito, deve ligar para o Disque Denúncia, 181, ou enviar pelo site www.ssp.sp.gov.br/denuncia. Os canais funcionam por 24 horas. a SSP prometeu sigilo total.

A SSP também pediu para que as pessoas “não tentassem abordar o suspeito”.

Relembre o caso

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava parado com a sua moto em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo em 27 de junho. Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente.

O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Em 28 de junho, dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente. Eles são investigados por darem cobertura logística para os autores dos disparos, que seguem foragidos. 

Três dias, a polícia informou ter identificado o suspeito de efetuar os disparos.

Com informações de Estadão Conteúdo



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Agronegócio brasileiro perde espaço nas exportações aos EUA com tarifas

O agronegócio brasileiro sentiu os efeitos da retração no comércio entre Brasil e Estados Unidos no primeiro semestre de 2026. Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil, mostram que a participação do mercado norte-americano nas exportações brasileiras caiu para 9,4%, o menor percentual registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

O comércio bilateral entre os dois países movimentou US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, uma queda de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações diminuíram 12,5%, totalizando US$ 19 bilhões.

No primeiro semestre, as exportações brasileiras para o mundo cresceram 11,5%, impulsionadas principalmente pelo aumento das vendas para a China, com alta de 21,9%, e para a União Europeia, com avanço de 12,8%.

Dentro da pauta do agronegócio, produtos relevantes para a relação comercial com os Estados Unidos registraram queda nas vendas. As exportações de café não torrado recuaram 34,8% na comparação anual, enquanto a celulose teve redução de 9,4% no período. Os dois produtos estão entre os principais itens agropecuários embarcados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A redução das vendas ocorre em meio ao aumento das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Segundo a Amcham, os itens submetidos às sobretaxas apresentaram uma retração mais intensa, com queda de 16,6% nas exportações no primeiro semestre, enquanto os produtos sem tarifas adicionais recuaram 8,7%.

Para a entidade, a manutenção ou ampliação dessas medidas pode pressionar ainda mais setores que dependem do mercado americano. O agronegócio está entre os segmentos que acompanham com atenção as negociações, já que os Estados Unidos são um destino importante para produtos de maior valor agregado e com forte presença da indústria de alimentos.

“O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301. Caso sejam implementadas, as sobretaxas poderão comprometer ainda mais as trocas entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

Entre os produtos afetados pelas tarifas adicionais, as maiores retrações foram registradas em segmentos como semiacabados de ferro e aço, com queda de 21,7%, caminhões, com recuo de 46,7%, madeira, com baixa de 40,5%, e cobre, com redução de 37,4%.

Apesar do desempenho negativo no acumulado do semestre, junho trouxe um sinal de recuperação para o comércio bilateral. As exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 3,7% na comparação com junho de 2025, interrompendo uma sequência de dez meses consecutivos de queda.

O avanço, no entanto, foi concentrado principalmente em produtos que não estão sujeitos às sobretaxas, que registraram alta de 35,8% no mês, impulsionados por itens como aeronaves e óleos combustíveis de petróleo. Já os produtos submetidos às tarifas adicionais continuaram em retração, com queda de 17% em junho.

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Pecuária brasileira entra em nova fase com mudança nas compras da China

A mudança no calendário de compras da China e a redução gradual da oferta de animais devem mudar a dinâmica do mercado de boi gordo a partir do terceiro trimeste deste ano. Segundo a StoneX, o setor deve entrar em uma nova fase, com impacto sobre exportações, confinamento e preços da arroba.

No relatório de perspectivas para o terceiro trimestre de 2026, a consultoria destaca que a demanda internacional teve papel central na definição da sazonalidade da pecuária brasileira. O ritmo das compras externas passou a influenciar decisões dentro da porteira, como o momento de entrada dos animais em confinamento, a formação das escalas de abate dos frigoríficos e o comportamento das cotações da arroba.

Segundo a StoneX, a implementação das cotas chinesas levou importadores a anteciparem parte das compras para o início do ano, deslocando uma parcela da demanda que tradicionalmente se concentrava no segundo semestre.

A mudança reduz a previsibilidade do mercado e cria um novo desafio para a indústria e para os pecuaristas, já que o período historicamente marcado por maior demanda internacional chega com uma configuração diferente.

Na avaliação da consultoria, o impacto dessa alteração não está apenas em uma possível redução momentânea dos embarques, mas na possibilidade de uma mudança estrutural no calendário de compras da China. Com isso, o setor pode passar a conviver com uma distribuição mais equilibrada das exportações ao longo do ano, em vez de uma concentração maior na segunda metade do calendário.

Oferta de animais

Do lado da produção, a StoneX aponta sinais de transição no ciclo pecuário brasileiro. Depois de um período de maior disponibilidade de animais, impulsionado pelo descarte elevado de fêmeas, o mercado começa a caminhar para uma fase de menor oferta.

A redução gradual do abate de fêmeas e o processo de recomposição do rebanho indicam uma menor disponibilidade futura de animais para terminação. Além disso, a consultoria observa um comportamento mais seletivo dos confinamentos, com produtores avaliando com maior cautela os custos de produção e as oportunidades de mercado.

Esse movimento tende a limitar o crescimento da oferta de carne bovina nos próximos meses e pode criar um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços da arroba.

O terceiro trimestre de 2026 será considerado pela StoneX como um período de teste para esse novo cenário. Tradicionalmente, entre julho e setembro ocorre a entrada de animais confinados e uma aceleração das exportações brasileiras. Neste ano, entretanto, o mercado chega a esse momento com duas forças atuando em sentidos diferentes.

De um lado, uma oferta mais restrita de animais pode reduzir a pressão sobre os preços. Do outro, uma eventual desaceleração da demanda externa aumenta a importância do consumo doméstico para absorver a produção nacional.

Mercado interno

A StoneX também destaca que a competição entre proteínas será um dos pontos de atenção para a pecuária brasileira. Apesar de o Brasil manter uma posição de liderança no comércio mundial de carne bovina, o país também possui forte presença nas exportações de carne de frango e uma produção relevante de carne suína.

Com uma possível redução do ritmo das compras externas, a carne bovina poderá disputar espaço no mercado interno com outras proteínas, especialmente em um cenário de consumidor mais sensível aos preços.

Para a consultoria, a capacidade de o mercado doméstico absorver uma eventual oferta adicional será determinante para a formação das cotações ao longo do segundo semestre.

Entre os fatores positivos para a pecuária, a StoneX destaca a menor disponibilidade de animais, a reconstrução do rebanho e a possibilidade de crescimento mais moderado dos confinamentos. Já os principais riscos estão relacionados à reorganização das compras chinesas, ao comportamento da demanda internacional e à concorrência com outras proteínas.

A avaliação da consultoria é que o principal ponto de observação para os próximos meses não será apenas o volume exportado ou a quantidade de animais disponíveis para abate, mas a velocidade com que essas duas transformações irão ocorrer.

“O mercado deverá acompanhar se a redução da oferta de gado avançará mais rapidamente do que a reorganização da demanda externa e qual será a resposta do consumidor brasileiro diante desse novo equilíbrio da pecuária nacional.

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Quem é Dayanne Rodrigues, a ex do goleiro Bruno que estava desaparecida


Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, a ex do goleiro Bruno, tem 39 anos e é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela ficou nacionalmente conhecida durante as investigações sobre a morte de Eliza Samúdio, ainda em 2010.

Na época, ela foi acusada de participar no crime, mas acabou sendo absolvida em 2013 pelo Tribunal do Júri das acusações de sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza Samúdio e Bruno.

O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro do filho, pelo homicídio de Eliza Samúdio e também por ocultação de cadáver. No curso das investigações, Dayanne foi acusada de manter Bruninho no sítio de Bruno, na cidade de Esmeraldas, na Grande BH, mas os jurados entenderam que ela foi forçada, e por isso acabou sendo liberada.

Dayanne estava desaparecida

A ex do goleiro Bruno foi encontrada na noite de sábado (04) depois de ser dada como desaparecida desde a última quinta-feira (2).

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher foi socorrida pelo SAMU e encaminhada para a unidade hospitalar para atendimento médico em Belo Horizonte. “A PCMG apura as circunstâncias do fato e não divulga estado de saúde de pessoas.”, disse em nota enviada à Jovem Pan.

Segundo familiares, Dayanne desapreceu após dexiar os filhos na casa da mãe na manhã de quinta-feira. O marido da moça encontrou algumas cartas na casa do casal após o sumiço da esposa.

Em uma delas, obtidas pelo G1, Dayanne menciona, em tom de despedida, que ela vinha sofrendo ameaças de agiotas e pede proteção às autoridades para seus familiares.

No documento, datado de 2 de julho, ela também registrou que desejava que as filhas ficassem com a mãe e os filhos com o pai. 



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Café arábica recua 9,24% em Nova York com realização de lucros

Após as fortes altas registradas nas últimas sessões, os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão desta terça-feira (7) em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 9,24%, fechando cotado a US$ 3,17 por libra-peso.

Segundo análise do Barchart, o mercado passou por um movimento de realização de lucros após a expressiva valorização registrada na última sessão, quando as cotações atingiram níveis considerados de sobrecompra. Esse cenário estimulou vendas técnicas por parte dos investidores, contribuindo para a forte desvalorização dos contratos.

Outro fator que pesou sobre o mercado foi a decisão da bolsa de elevar as margens exigidas para a negociação de contratos futuros de café. A medida aumentou o custo para manutenção das posições e incentivou a liquidação de contratos comprados, ampliando a pressão negativa sobre os preços ao longo da sessão.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão com alta de 1,14%, cotado a US$ 5.759 por tonelada na Bolsa de Nova York.

De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, o principal fator por trás da valorização continua sendo a preocupação com as condições climáticas nos principais países produtores. A possível atuação do fenômeno El Niño aumenta os riscos para as safras do oeste africano, além de Brasil, Indonésia e, em menor escala, Equador.

Segundo o analista, a irregularidade do clima já começa a ser observada no oeste africano, com o excesso de chuvas registrado em junho sendo seguido por uma expectativa de redução das precipitações. Esse cenário pode comprometer o potencial produtivo da região e sustenta a preocupação dos participantes do mercado.

Apesar desse fundamento, Bezzon avalia que a intensidade da alta registrada na sessão anterior foi amplificada por fatores técnicos. Na avaliação dele, o mercado ainda mantém uma posição vendida relevante por parte dos investidores especulativos, favorecendo um movimento de recompra de contratos e acelerando a valorização das cotações.

“O clima continua sendo o gatilho principal para o mercado, mas o movimento observado hoje parece ter sido impulsionado, principalmente, por fatores técnicos”, afirmou o analista.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o pregão em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para outubro recuou 0,53%, fechando cotado a 15,14 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar do recuo na sessão, a consultoria Czarnikow destaca que, após o vencimento do contrato anterior, os futuros do açúcar bruto nº 11 voltaram a ganhar força e seguem sendo negociados acima do patamar de 15 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a análise, a recuperação das cotações também alterou o comportamento dos participantes do mercado. Os produtores aproveitaram a valorização recente para ampliar a comercialização, aumentando em 23,2 mil lotes suas posições vendidas.

Na outra ponta, os consumidores finais reduziram a exposição às altas dos preços e liquidaram 28,8 mil lotes de posições compradas, movimento que reflete uma readequação das estratégias comerciais diante da recuperação das cotações.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 3,82%, fechando cotado a 81,29 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart, o mercado foi sustentado por um cenário de valorização generalizada dos contratos, que registraram ganhos entre 138 e 245 pontos ao longo do pregão. No ambiente externo, o petróleo bruto avançou US$ 1,87, enquanto o índice do dólar norte-americano também apresentou alta.

No campo, o mais recente relatório progresso de safra, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mostrou que 49% da safra de algodão do país estava em fase de florescimento até o último domingo, índice dois pontos percentuais acima da média histórica. Já 14% das lavouras haviam atingido a fase de formação de cápsulas, em linha com a média dos últimos cinco anos.

O levantamento também apontou piora nas condições das lavouras. A parcela da safra classificada como boa ou excelente recuou de 48% para 46% na última semana. O índice Brugler500 caiu três pontos, para 332, refletindo a deterioração das condições das plantações. Entre os principais estados produtores, as lavouras do Texas perderam qualidade, enquanto a Geórgia registrou melhora.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 6,00% em que o contrato fechou negociado a US1,56 por libra-peso.

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