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Vídeos mostram fogo e passageiros sob trilhos após falha de trens em SP; assista


circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida temporariamente na manhã desta quinta-feira (23), após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens. A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros.

As atividades das linhas já foram normalizadas, segundo a Trivia Trens. A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) confirmou que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltará a operar as linhas afetadas por 90 dias.

O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM pra operação porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadãoAndré Isper, Diretor-Presidente da Artesp.

O formato da atuação da CPTM será definido pela diretoria da Artesp ao longo desta quinta-feira (23). A companhia possui corpo técnico, estrutura operacional e equipes plenamente preparadas para atuar, contribuindo para a continuidade do serviço e para a redução dos impactos aos passageiros, diz a empresa.

Jovem Pan tenta contato com a Trivia Trens, responsável pelas linhas afetadas. O espaço está aberto para manifestação.

Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcarcatracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção.

Em um deles, usuários estão dentro do vagão quando começam a perceber faíscas no lado externo. Depois, chamas começam a se formar dentro do vagão, com gritos e desespero, enquanto os usuários tentam se amontoar ao fundo do trem para não serem atingidos pelo incêndio. Veja abaixo:

Em outra filmagem, do lado de fora do vagão, podemos ver os incêndios tomando conta do trem enquanto as pessoas aguardam instruções de como prosseguir, se pela via ou se devem esperar pela retirada dos vagões. Pode-se escutar o choro de alguns dos passageiros. Não houve vítimas.

Por fim, foram registradas imagens de passageiros tendo que andar sob os trilhos no escuro, com auxílio das lanternas dos celulares, para conseguirem retornar à plataforma de embarque mais próxima e saírem da via. Outros passageiros ficaram presos sob a plataforma elevada, necessitando do apoio da Polícia para se locomoverem pelo pontilhão. Nas filmagens, é possível ver o trânsito abaixo dos passageiros, que andam devagar, de mãos dadas com policiais, pelo trilho.

Para reduzir os impactos da paralisação, a Trivia Trens informou ter solicitado a ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE). Por volta das 6h30, pontos de ônibus nas regiões atingidas registravam aglomeração de passageiros, com longas filas à espera dos coletivos.

Os reflexos da paralisação também foram sentidos no trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a zona leste concentrava 63 quilômetros de lentidão no início da manhã, região diretamente impactada pela interrupção da circulação ferroviária.

Em razão do aumento no fluxo de passageiros, o Metrô informou que reforçou a operação. Desde as 6h, foram abertas as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, a Linha 3-Vermelha passou a operar com dois trens extras e foram implantadas manobras operacionais nas estações Tatuapé e Penha para ampliar a oferta de viagens.

Segundo a Trivia Trens, equipes técnicas seguem trabalhando para identificar a causa da interrupção no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível.

empresa assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na terça-feira (21). Até então, os ramais eram administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desde o início da concessão, a nova operação já registrou falhas que afetaram a circulação dos trens.





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Safra recorde projetada pelo USDA pressiona preços futuros do café em NY

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou o pregão desta quinta-feira (23) com queda de 2,29%, cotado a US$ 3,09 por libra-peso.

Os preços recuaram após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevar as perspectivas para a oferta mundial de café na safra 2026/27. O órgão estima uma produção recorde de 189,7 milhões de sacas, volume 6% superior ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela recuperação da safra brasileira.

Segundo o relatório, a produção global de café arábica deve crescer 12%, enquanto a de robusta tende a recuar 0,7%. O USDA também projeta aumento dos estoques finais mundiais para 26,3 milhões de sacas, reforçando a expectativa de maior disponibilidade do produto no mercado.

Para o Brasil, o órgão mantém a previsão de uma safra recorde de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, alta de 14% na comparação anual, favorecida pela melhora das condições climáticas e produtivas.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Nova York, encerrou a sessão com queda de 0,51%, cotado a US$ 5.301 por tonelada.

O Barchart apontou que o mercado permaneceu pressionado pelas expectativas de maior oferta global, após a forte desvalorização registrada no pregão anterior.

Dados da Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity, mostram que os embarques acumulados no atual ano comercial, entre 1º de outubro de 2025 e 19 de julho de 2026, somaram 2,10 milhões de toneladas, um avanço de 21% na comparação anual.

Outro fator que reforçou o movimento foi o crescimento das exportações da Nigéria. Em junho, o país embarcou 18.922 toneladas de cacau, volume 30% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, ampliando a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

Açúcar

O mercado futuro do açúcar continua operando em uma faixa estreita de preços, à espera de sinais mais claros sobre os impactos do El Niño na produção global. Neste cenário, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia com queda de 0,34%, cotado a 14,69 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar da leve desvalorização, o mercado continua sem um direcionamento definido. Segundo Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, as cotações seguem sustentadas por um equilíbrio entre a oferta atual e as incertezas climáticas para os próximos meses.

“O mercado permanece em uma faixa de equilíbrio entre 14,50 e 15 centavos de dólar por libra-peso. Ainda não houve uma revisão oficial da produção dos principais países produtores, mas o avanço do El Niño pode trazer novos riscos para a oferta e sustentar uma alta dos preços mais à frente”, afirma.

De acordo com Muruci, os efeitos do El Niño ainda não foram plenamente incorporados às estimativas de produção. Embora o fenômeno já tenha provocado ondas de calor na Europa e reduzido as chuvas de monção em partes da Ásia, os impactos sobre os canaviais só deverão ficar mais claros nos próximos meses.

A expectativa é que, à medida que esses efeitos sejam confirmados em países como Índia, Tailândia, China e na própria Europa, o mercado possa revisar as projeções de oferta global, o que tende a aumentar a volatilidade dos preços do açúcar.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,12%, cotado a 81,21 centavos de dólar por libra-peso.

As cotações seguem sustentadas pelas incertezas em torno da safra norte-americana. Embora as chuvas tenham melhorado as condições das lavouras nas últimas semanas, o mercado ainda aguarda uma definição sobre o potencial produtivo e o nível de abandono de áreas nos Estados Unidos.

Segundo Pery Passotti Pedro, consultor independente, essa indefinição impede uma correção mais acentuada dos preços.

“Apesar da melhora significativa das chuvas nas últimas semanas, o mercado ainda trabalha com dúvidas importantes sobre o nível final de abandono de área e o potencial produtivo das lavouras dos EUA. Essa incerteza impede que os preços devolvam toda a alta registrada durante o período de seca.”

O especialista destaca que fatores como o petróleo e o cenário geopolítico continuam influenciando o mercado de commodities e a competitividade das fibras sintéticas, mas exercem um papel secundário neste momento.

“O principal direcionador dos preços do algodão permanece sendo a expectativa para a oferta americana na safra 2026/27. Os próximos relatórios do USDA serão determinantes para confirmar se as perdas de produção justificam os preços atuais ou se haverá espaço para uma correção.”

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,33% em que o contrato fechou negociado a US1,46 por libra-peso.

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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda na última semana


23 Jul (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego ⁠pela primeira vez caiu com força na semana ‌passada, indicando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua estável e permitindo que as autoridades do ‌Federal Reserve mantenham o foco na contenção da inflação.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 22.000, para 187.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 18 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas ⁠consultados ‌pela Reuters previam 212.000 novos pedidos para a ⁠última semana.

Abrangendo a semana de referência para o relatório nacional de emprego de julho, a ser divulgado em cerca de duas semanas, o relatório desta quinta-feira foi o mais recente a sinalizar estabilidade contínua ​no mercado de trabalho. Enquanto isso, o número de pessoas que recebem auxílio-desemprego há mais de uma ​semana, um indicador de contratações, caiu para 1,796 milhão na semana encerrada em 11 de julho.

A taxa de desemprego caiu inesperadamente em junho para 4,2%, o menor nível em um ano, embora isso tenha ‌sido mais resultado de uma redução na ​força de trabalho do que de um boom nas contratações.

O mercado de trabalho dos EUA tem se caracterizado por um equilíbrio incomum ⁠entre uma oferta ​restrita de trabalhadores ​disponíveis, um ritmo moderado de criação de empregos e demissões limitadas, o ⁠que permitiu que a taxa ​de desemprego permanecesse em um nível historicamente baixo.

Essa dinâmica tem levado um grupo crescente de autoridades do Fed a se ​mostrar mais abertamente preocupado com a inflação, que permanece bem acima da meta de 2%, ​do que com ⁠a resiliência do mercado de trabalho.

O Fed se reúne na próxima semana ⁠e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros, mas os mercados futuros estão posicionados para que o banco central realize pelo menos um aumento de 0,25 ponto percentual antes do fim do ano.



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Brasil manifesta ‘preocupação’ com fala do presidente da Nicarágua sobre fim de eleição no país


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirma, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (23) que vê com “preocupação” o anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre o fim das eleições no país.

A nota ainda destaca que a “realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso.” Por fim, a nota pede que as autoridades do país assegurem ao povo direito de escolher os seus governantes.

O ditador nicaraguense está poder há quase 20 anos, e novas eleições eram previstas no País em 2027. “Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores. A declaração foi feita no o aniversário da Revolução Sandinista no último domingo (19).

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no poder há quase duas décadas, descartou neste domingo (19) qualquer possibilidade de eleições em seu país para evitar que a oposição, no exílio, chegue algum dia ao governo.

“Esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores em um ato pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, celebrado em Manágua.

Ortega, de 80 anos, governou na década de 1980 e voltou ao poder em 2007. Desde então exerce o poder, após eleições questionadas ou com medidas que anularam seus adversários, ao lado de sua esposa Rosario Murillo.



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Raízen nomeia Felix Faber como vice-presidente do Conselho de Administração

A Raízen informou nesta quinta-feira (23) que o Conselho de Administração aprovou a nomeação de Felix Faber para o cargo de vice-presidente do colegiado. O executivo assume a posição em substituição a Anna Mascolo, indicada pela acionista Shell Brazil Holding BV.

Com mais de 26 anos de experiência no setor de energia, Faber construiu sua carreira na Shell, onde atuou em diferentes áreas da cadeia de valor, incluindo combustíveis marítimos, lubrificantes, mobilidade, comercialização e suprimentos, além de estratégia e energias renováveis.

O executivo é graduado em Administração de Empresas e ocupou posições de liderança na companhia, como CEO, vice-presidente sênior e presidente nacional da Shell na Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Turquia.

Ao longo da trajetória profissional, Faber também integrou conselhos de administração de empresas do grupo Shell e de associações do setor, além de participar de conselhos internacionais ligados a joint ventures da companhia na Suíça, Arábia Saudita e África.

Segundo a Raízen, o mandato do novo vice-presidente do Conselho de Administração começa nesta data e seguirá até a próxima Assembleia Geral da companhia, quando a eleição deverá ser ratificada para completar o período de gestão em andamento.

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Consultoria vê queda de 1,5% na safra de algodão do Brasil, em avaliação pré-Rally


A safra de algodão do Brasil 2025/26 foi estimada em 4,2 milhões de toneladas, uma queda de 1,5% ante o ciclo anterior, com uma redução na área plantada limitando a oferta do maior exportador global da pluma, projetou nesta quinta-feira (23) a Agroconsult.

A previsão foi divulgada antes do início da expedição técnica Rally da Safra, que deverá medir as produtividades nos campos, a partir da próxima segunda-feira, apontou a consultoria em relatório.

Leia também: SLC Agrícola (SLCE3) registra queda de 54% do lucro líquido no 1T, a R$ 236 milhões

Em uma avaliação inicial, as boas produtividades esperadas devem mitigar um recuo de 4,1% na área plantada no Brasil em 2025/26, estimada em 2,12 milhões de hectares.

“Utilizamos uma metodologia que inclui o mapeamento por satélite para garantir a exatidão do tamanho da área plantada e de dados sobre áreas irrigadas, além do diagnóstico técnico in loco da safra de algodão, com identificação das principais doenças, pragas e plantas daninhas”, disse Heloisa Melo, sócia diretora da Agroconsult e coordenadora técnica da etapa.

O Mato Grosso, maior produtor brasileiro de algodão, onde a colheita está em fase inicial, deverá ver uma redução de 6,5% na área plantada em relação à safra passada, segundo dados da consultoria, diante de condições menos favoráveis no período de plantio.

As avaliações de campo, juntamente com uma nova análise de imagens de satélite a ser realizada em agosto, permitirão aprofundar as análises e ajustar os números de produção e oferta até o encerramento oficial do Rally da Safra.

Os resultados serão apresentados durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em 22 de setembro.



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Justiça Federal determina indenização a filho de João Cândido


A Justiça Federal condenou a União a pagar R$ 300 mil de indenização por danos morais ao filho de João Cândido Felisberto, Adalberto Cândido, em razão das manifestações oficiais da Marinha consideradas ofensivas à memória do líder da Revolta da Chibata.

Na sentença, a 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro reconheceu que as expressões utilizadas pela Força em documento encaminhado à Câmara dos Deputados, em 2024, extrapolaram o direito à manifestação institucional e causaram dano moral reflexo ao descendente direto do marinheiro anistiado.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), em ofício encaminhado à Comissão de Cultura da Câmara, a Marinha teria classificado a Revolta da Chibata como “deplorável página da história nacional”, além de utilizar expressões como “abjetos” e “reprovável exemplo” para se referir aos marinheiros envolvidos no movimento.

Na decisão, a Justiça segue posição defendida pelo MPF, considera que a proteção jurídica da memória de João Cândido alcança também seus familiares e que o filho tem legitimidade para buscar reparação pelos danos sofridos em decorrência das manifestações oficiais.

Segundo a sentença, embora a Marinha tenha liberdade para apresentar interpretações históricas sobre a Revolta da Chibata, a prerrogativa não autoriza o uso de linguagem estigmatizante contra personagem posteriormente anistiado pelo próprio Estado brasileiro.

A sentença foi proferida em ação movida pelo filho de João Cândido contra a União. A Agência Brasil entrou em contato com a Marinha e aguarda retorno.

Revolta da Chibata

Em 1910, a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido, mobilizou marinheiros, a maioria negros e pobres, contra açoites e condições degradantes na Marinha. O movimento emergiu após um homem receber 250 chibatadas. Em quatro dias de levante, os castigos foram abolidos.

Filho de ex-escravizados, João Cândido nasceu em 1880. Ele ingressou na Marinha aos 15 anos de idade. Por sua atuação à frente da Revolta da Chibata, foi apelidado de “Almirante Negro”.

A revolta envolveu a tomada de embarcações atracadas na Baía de Guanabara, entre os dias 22 e 27 de novembro de 1910, em protesto contra os baixos salários, a ausência de um plano de carreira e, sobretudo, as chicotadas aplicadas como punições.



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Veja os setores do agro isentos da tarifa de 12,5% dos EUA

O governo dos Estados Unidos excluiu café, carne bovina e outros produtos do agronegócio brasileiro da tarifa adicional de 12,5% anunciada nesta quinta-feira (23). A sobretaxa é resultado da investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) com base na Seção 301, que concluiu que o Brasil adota práticas consideradas desarrazoadas no comércio bilateral, incluindo questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

A exclusão ocorre após a conclusão da investigação conduzida pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio, aberta em julho de 2025. No relatório final, o órgão destacou que o Brasil adota práticas consideradas desarrazoadas no comércio bilateral e citou, entre os principais pontos, alegações relacionadas ao combate ao trabalho forçado, além de questionamentos sobre as políticas de combate ao desmatamento e à corrupção, o tratamento tributário dado ao etanol americano e o funcionamento do sistema de pagamentos Pix.

Durante a consulta pública, representantes da indústria americana defenderam a retirada da carne bovina, do abacate e da páprica da lista de exceções. O USTR, no entanto, manteve esses produtos isentos da tarifa adicional, considerando fatores de abastecimento do mercado americano, especialmente no caso da carne bovina, que vive um dos piores momentos de falta de oferta nos Estados Unidos.

Entidades e empresas ainda analisam o documento, que reúne mais de 400 páginas e define as isenções por códigos da Tabela HTSUS (Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos). Por isso, a confirmação da isenção depende da classificação tarifária de cada produto.

O setor cafeeiro foi um dos primeiros a reagir ao anúncio. Em confirmação à CNN Agro, a Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) afirmou que a manutenção do café na lista de exceções dá fôlego para a recuperação das exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Carnes e produtos de origem animal

  • Carne bovina fresca, refrigerada e congelada;
  • Miúdos bovinos;
  • Carne bovina salgada, seca e defumada;
  • Determinados produtos destinados à alimentação animal;
  • Couros e peles de animais.

Café

  • Café verde;
  • Café torrado;
  • Café descafeinado;
  • Cascas e películas de café.
  • Café solúvel;

Frutas e produtos tropicais

  • Abacate;
  • Açaí;
  • Bananas;
  • Abacaxi;
  • Mamão;
  • Manga congelada;
  • Frutas tropicais congeladas;
  • Coco e derivados;
  • Água de coco;
  • Castanha-do-brasil;
  • Castanha de caju.

Insumos agrícolas

  • Sementes para plantio;
  • Mudas e estacas;
  • Batata-semente;
  • Insumos para fertilizantes;
  • Insumos para pesticidas.

Produtos vegetais e florestais

  • Fibra de coco;
  • Juta;
  • Cordões de sisal;
  • Madeira e produtos de madeira;
  • Lâminas de compensado de eucalipto.

Outros

  • Açúcar e produtos com açúcar dentro das cotas tarifárias;

Páprica e derivados.

 

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Yellen diz que não há hoje evidência de choque de produtividade vindo da IA


Não há evidência hoje de um choque de produtividade vindo do avanço da inteligência artificial que possa gerar uma queda nos preços nos Estados Unidos e, com isso, motivar uma flexibilização na política monetária americana. A opinião é de Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve e ex-secretária do Tesouro dos EUA.

“Não estamos vendo evidências de melhoria na produtividade agregada e não vemos evidência de pressão desinflacionária”, declarou, durante o painel “Perspectivas Econômicas dos EUA e Globais: Desafios de Curto Prazo e Tendências de Longo Prazo”.

Leia também: Yellen: Num horizonte de 5 anos, contamos com inflação mais alta que 2% nos EUA

Ele fez uma clara distinção entre o período atual e os dos anos 1990, quando o então presidente do Fed Alan Greenspan mencionava esses ganhos na fase inicial de expansão da internet.

Yellen lembrou de uma reunião de setembro de 1996, quando todos os membros do Fomc achavam, que era adequado elevar as taxas de juros, mas Greenspan resistiu. “A história provou que ele estava correto – havia crescimento da produtividade. Escrevi documento sobre isso. O desemprego caiu em níveis não vistos em décadas, com inflação baixa.”

Leia também: Risco de dominância fiscal nos EUA está crescendo, diz Janet Yellen

Há uma distinção com o momento atual, segundo a ex-secretária do Tesouro. “Há grande investimento em IA e esses investimentos estão elevando preços de semicondutores e da eletricidade, enquanto o mercado de trabalho se fortalece. Os gastos de consumo estão em expansão pela expectativa de lucros futuros. Não acho que o Fomc pode baixar agora as taxas por causa da IA, mas no média prazo, nos próximos anos, talvez”, disse.

O painel foi mediado por Caio Megale, economista-chefe da XP.



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Enquete Morning Show – Você já teve o celular roubado ou foi vítima de golpe?


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