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Escalada no Oriente Médio eleva petróleo, mas inflação menor reduz temor com juros


A nova escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os preços do petróleo, aumentando os riscos para a economia global.

Ainda assim, a melhora do cenário inflacionário, especialmente nos Estados Unidos, tem reduzido os temores de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e ajudado a limitar uma deterioração mais intensa do sentimento dos investidores, segundo relatório assinado por Jan Hatzius, analista do Goldman Sachs.

Para o banco, o principal risco de curto prazo continua sendo o mercado de energia. Embora a instituição mantenha suas projeções de Brent em US$ 80 por barril no fim de 2026 e US$ 75 em 2027, novos ataques a petroleiros ou à infraestrutura do Oriente Médio poderiam levar a commodity novamente para a faixa acima de US$ 100 por barril.

Por outro lado, o Goldman destaca que as notícias sobre inflação têm sido mais favoráveis. O banco estima que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Fed, tenha mostrado um comportamento benigno em junho, reforçando a expectativa de desaceleração gradual da inflação nos próximos anos.

Segundo os economistas, a inflação subjacente americana deve se aproximar de 2% em 2027, impulsionada pela menor contribuição dos preços de energia, de softwares e dos efeitos das tarifas comerciais.

Nesse contexto, o Goldman Sachs afirma que a melhora do quadro inflacionário praticamente eliminou as chances de uma alta de juros na próxima reunião do Fed, marcada para os dias 28 e 29 de julho. Embora novas elevações não estejam totalmente descartadas, elas exigiriam um cenário de inflação significativamente mais forte ou um mercado de trabalho mais aquecido do que o esperado atualmente.

Além disso, os dados mais recentes sugerem uma moderação gradual da atividade nos Estados Unidos. O Goldman estima que a economia americana tenha crescido a um ritmo próximo de 2,25% no primeiro semestre, mas espera uma desaceleração no restante do ano, diante do enfraquecimento da renda disponível das famílias e dos riscos associados a uma eventual perda de força do ciclo de investimentos em inteligência artificial.

Na avaliação do banco, o ambiente global segue marcado por forças opostas. De um lado, estão a renovação dos riscos geopolíticos e a possibilidade de um novo choque nos preços do petróleo. De outro, aparecem uma inflação mais comportada e a perspectiva de condições monetárias menos restritivas. Esse equilíbrio entre o risco energético e a desinflação deve continuar sendo o principal vetor para os mercados globais nos próximos meses.



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Áudios revelam propinas para policiais de SP acobertarem o PCC


Áudios encontrados no celular de Cléber Azevedo dos Santos – “companheiro” do PCC e um dos alvos das Operações Recidere, Bazaar e Janus – mostram a rede de pagamento de propinas mantida pelo esquema de lavagem de dinheiro de alguns dos maiores doleiros do país. São 59 áudios que a Polícia Federal repassou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.

Com base neles, o Gaeco, a PF e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram, em março, a Operação Bazaar, que mirou um esquema de corrupção “sistêmico”, incluindo lavagem de dinheiro, envolvendo quatro delegacias e uma divisão de três departamentos da Polícia Civil de São Paulo.

Foram cumpridos, na ocasião, 25 mandados de busca e apreensão, além de 11 mandados de prisão e 6 de intimação, relativos a medidas cautelares diversas da prisão, que atingiram integrantes da organização criminosa, advogados e policiais. Em seguida, as provas ajudaram a compor a Operação Janus, que levou à decretação de prisão de 18 acusados, 11 dos quais foram capturados na terça-feira – outros dois já estavam presos.

Segundo o Gaeco, os “áudios obtidos nas extrações analisadas evidenciam, de forma clara, a atuação dos investigados como agentes de promoção e financiamento da facção, sendo parte dos interlocutores integrantes e lideranças efetivas da organização criminosa”. O Estadão teve acesso a parte dessas conversas.

Uma delas é entre o advogado Guilherme Sacomano Nasser, que, segundo o Gaeco, concorreu para a oferta de vantagem indevida no valor de R$ 100 mil a policiais, com o propósito de obstar investigações contra pessoas jurídicas vinculadas ao grupo criminoso integrado por Cléber Santos, Robson Martins de Souza e Paulo Rogério Dias, o Paulo Barão, oferecendo propina aos policiais José Eduardo da Silva e Ciro Borges de Magalhães Ferraz.

Conforme o Gaeco, os agentes deixaram de “apurar as condutas ilícitas por eles identificadas na análise dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) requisitados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)”. O Estadão não conseguiu contato com Nasser e com a defesa dos outros citados na investigação.

Operação Janus

A Operação Janus reuniu indícios de que os operadores financeiros do PCC também mantinham relações de proximidade e amizade com coronéis que foram da cúpula da PM de São Paulo. São citados Luiz Carlos Pereira Martins e José Augusto Coutinho – ex-comandante-geral da PM e da Rota -, além de um “Patrício”. Procurado, o comando da PM ressaltou que participou da operação com o MP.

Coutinho pediu demissão e foi exonerado do cargo em 16 de abril após reunião com o governador Tarcísio de Freitas sobre depoimento do promotor Lincoln Gakiya à Corregedoria da PM, no qual disse ter levado até Coutinho um áudio que provava que PMs da Rota haviam vendido informações ao PCC. Segundo Gakiya, Coutinho não tomou providências. O Estadão pediu manifestação dos coronéis. Os integrantes da antiga cúpula da PM, citados na investigação, não foram alvo da operação.



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Agro e setor extrativo puxam superávit da balança comercial na 3ª semana de julho


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados há pouco, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,113 bilhões e importações de US$ 5,587 bilhões.

O mês de julho acumula superávit de US$ 4,950 bilhões, resultante de US$ 19,383 bilhões em exportações e US$ 14,433 bilhões em importações.

Leia também: Nova tarifa dos EUA mira manufaturados e expõe São Paulo e o Sul

Até a terceira semana de julho, na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 6,7%. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 6,5% em Agropecuária, que somou US$ 4,308 bilhões; crescimento de 17,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,919 bilhões; e, por fim, crescimento de 1,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 9,987 bilhões.

Em relação às importações, houve alta de 1,6% na mesma comparação. Houve queda de 16,3% em Agropecuária, que somou US$ 236 milhões; crescimento de 37,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 784 milhões; e, por fim, crescimento de 0,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 13,327 bilhões.

Acumulado do ano

De janeiro até a terceira semana de julho, o ano acumula superávit de US$ 47,308 bilhões, crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit no período somava US$ 37,184 bilhões.

A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 90,0 bilhões neste ano, crescimento de 32,3% em relação a 2025. O resultado projetado para este ano é decorrente de uma previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.



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Leilão da BR-116 mira R$ 7,2 bi em obras e terá efeito cascata na economia, diz FGV


O leilão da nova concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), marcado para esta quinta-feira (23), colocará em disputa três grandes empresas da área, interessadas em colocar em prática um pacote de investimentos projetado em R$ 7,2 bilhões para o trecho de 400 quilômetros entre São Paulo e Curitiba.

O valor bilionário de investimento deverá ter impacto ainda maior na economia. Segundo cálculos de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV), cada R$ 1 milhão aportado na construção de infraestrutura rodoviária, são gerados cerca de 24 postos de trabalho e injetados R$ 2,47 milhões na produção econômica, além de R$ 1,10 milhão em valor adicionado bruto (VAB).

A disputa envolve a Arteris, que busca renovar seu contrato atual, a joint venture EPR e a Motiva (MOTV3). Um relatório do Bradesco BBI estima que a concessão pode entregar uma taxa interna de retorno real de até 20%.

O banco destaca como atrativos um desconto tarifário superior a 17%, um volume de tráfego atual acima das premissas do governo e a possibilidade de alavancar cerca de 60% da necessidade de caixa nos primeiros cinco anos de operação.

Cautela nas projeções

O otimismo do mercado, no entanto, é ponderado por ressalvas importantes. O mesmo relatório do Bradesco BBI adverte para a menor visibilidade sobre os ativos e passivos acumulados pela atual gestão. Além disso, o prazo de contrato mais curto em comparação com projetos novos (greenfield) e a cobrança intensa por investimentos nos primeiros anos de transição exigirão da vencedora um fôlego financeiro rigoroso.

No caso da Motiva, a avaliação inicial do certame é cautelosa. O Bank of America calcula um impacto financeiro inicialmente neutro para a companhia, projetando que o projeto geraria um Valor Presente Líquido (VPL) na casa dos R$ 200 milhões, o equivalente a cerca de R$ 0,10 por ação. 

A criação de valor adicional estaria condicionada à capacidade de a empresa extrair ganhos de eficiência operacional não previstos no modelo oficial. Apesar dessa neutralidade no curto prazo em relação ao leilão, o banco manteve a recomendação de compra para os papéis da Motiva, argumentando que a empresa continua negociando a múltiplos atrativos na Bolsa.

Efeito cascata

Enquanto os investidores calculam os riscos e retornos, a economia real deve observar um efeito multiplicador em toda a cadeia produtiva. O estudo da FGV, assinado pelos pesquisadores Tulio Bastos Barbosa, Isadora Osterno, e Christiano Modesto Penna, demonstra que quando a rodovia entra em operação, o setor de transporte — a atividade-fim viabilizada pelas obras — entrega métricas ainda mais robustas. 

O multiplicador de produção atinge 2,98, o que significa que cada R$ 1 milhão em demanda mobiliza quase R$ 3 milhões na economia paranaense, liderando também a geração de riqueza líquida (VAB), com índice de 1,24.

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Os pesquisadores afirmam que os dados apontados são, na verdade, conservadores. Os autores explicam que a metodologia adotou uma matriz de região única, restrita às fronteiras do Paraná. Caso o modelo contemplasse a retroalimentação inter-regional — contabilizando a renda e a produção que vazam para fornecedores de outros estados e retornam ao Paraná —, o impacto no emprego e na produção seria ainda maior, aproximando-se dos níveis nacionais.

Custo Brasil

Além disso, o impacto final desses R$ 7,2 bilhões previstos para a BR-116 incide diretamente sobre o gargalo estrutural conhecido como “Custo Brasil”, conceito que se refere ao aumento no tempo de deslocamento, custos e perdas que oneram a produção e a distribuição dos bens. Neste caso, a modernização e a ampliação de capacidade da pista ajudariam a reduzir parte destes entraves.

Segundo a FGV, os setores que possuem elevada dependência logística — com destaque para a agropecuária, a agroindústria e o comércio atacadista — figuram como os maiores beneficiados pela melhoria da malha viária. Assim, a maior eficiência no transporte facilita o escoamento das safras agrícolas, eleva a competitividade dos produtos nacionais nas exportações e amplia a atratividade das regiões atendidas para novos aportes do setor privado.

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Paralelamente aos ganhos produtivos, o combate às deficiências viárias gera desdobramentos sociais diretos. Conforme conclui a pesquisa do Ibre, estradas em melhores condições de trafegabilidade encurtam os tempos de deslocamento, facilitam o acesso da população a serviços essenciais de saúde, educação e segurança, e promovem a inclusão de comunidades geograficamente isoladas em áreas rurais e periferias urbanas.



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Beauvallet prepara expansão no Brasil com nova planta e foco em exportações

O frigorífico do grupo francês Beauvallet, localizado em Inhumas (GO), pretende acelerar seu processo de expansão no Brasil nos próximos anos. Especializada na produção de carne bovina, a empresa estuda a aquisição de uma nova unidade frigorífica voltada principalmente às exportações, além da implantação de uma fábrica de produtos de maior valor agregado em Goiás, onde já mantém suas operações.

Segundo o presidente da Beauvallet Brasil, Charles Léguille, os dois projetos fazem parte da estratégia de crescimento da companhia, mas seguem em fases distintas. Enquanto a unidade de produtos industrializados deverá permanecer em Goiás, a nova planta frigorífica deverá ser instalada em outro estado.

“Nós já estamos negociando algumas unidades e estudando oportunidades, mas ainda não há nenhuma definição. O foco, neste momento, é buscar plantas destinadas principalmente à exportação, sem deixar de atender o mercado interno”, afirmou.

Mesmo com forte atuação internacional, entre 60% e 80% da produção costuma ser destinada ao mercado externo, dependendo do período, a empresa reforça que manter presença no mercado brasileiro é fundamental para equilibrar as operações diante das oscilações do comércio internacional.

Valor Agregado

A Beauvallet Brasil pretende ampliar sua participação no segmento de carnes de maior valor agregado, acompanhando uma demanda crescente de consumidores e varejistas por produtos com rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal.

Segundo o presidente da companhia, a empresa trabalha com critérios rigorosos na seleção dos animais e já fornece carne para grandes clientes do varejo e da indústria de alimentos.

“Nós buscamos animais com melhor acabamento e desenvolvemos linhas de produtos mais premium”, afirmou.

Entre os clientes da companhia estão McDonald’s, Carrefour e Pão de Açúcar. Para atender essas empresas, a Beauvallet exige que os fornecedores cumpram requisitos relacionados à origem dos animais, preservação ambiental e conformidade trabalhista.

“Nenhum produto pode ser entregue sem atender essas exigências”, destacou o executivo.

A rastreabilidade também ocupa papel central na estratégia da empresa. Segundo Léguille, todos os animais que chegam à indústria já são identificados, mas o desafio permanece na identificação desde o nascimento nas propriedades rurais.

“O Brasil avançou muito, mas ainda precisa desenvolver um sistema nacional mais robusto de rastreabilidade para acompanhar o restante do mundo”, afirmou.

Além da carne bovina produzida no Brasil, o grupo Beauvallet atua na Europa com diferentes proteínas animais e uma ampla linha de produtos processados, especialmente frango cozido e industrializados destinados ao mercado europeu e ao Norte da África.

Para o executivo, agregar valor à produção será cada vez mais importante para manter a competitividade da carne brasileira nos mercados internacionais.

Outros destinos

A busca por novos mercados tornou-se prioridade para a Beauvallet Brasil diante da redução das vendas para a China. O frigorífico concentra esforços para conquistar habilitações sanitárias no Reino Unido e nos Estados Unidos, além de ampliar sua presença em mercados halal.

Para Léguille, o Reino Unido passou a representar uma oportunidade importante após deixar a União Europeia.

“Hoje, dentro da Europa, o único mercado onde ainda podemos solicitar novas habilitações é o Reino Unido. Já estamos trabalhando nesse processo”, afirmou.

Outra prioridade é conquistar a autorização para exportar aos Estados Unidos ainda neste ano. A empresa aguarda a realização da auditoria sanitária e afirma que vem investindo tanto na modernização da planta quanto na capacitação das equipes para atender aos requisitos exigidos pelo mercado americano.

“É um mercado extremamente exigente. Não basta investir na estrutura da planta. Também é necessário investir fortemente no treinamento das pessoas”, disse.

Embora reconheça o potencial dos Estados Unidos, Léguille avalia que, no momento, o mercado norte-americano ainda não demonstra sinais de aumento significativo nas importações de carne bovina brasileira, mesmo após a manutenção da competitividade do produto nacional.

“Hoje não há sinais positivos de compras em grandes volumes”, afirmou.

No Oriente Médio e no Norte da África, a empresa também enxerga oportunidades de crescimento. A Beauvallet já exporta carne halal para países como Argélia e afirma que a origem francesa do grupo facilita sua inserção comercial na região.

Segundo o executivo, apesar dos desafios logísticos provocados pelos conflitos no Oriente Médio, esses mercados continuam estratégicos para a companhia.

Léguille defende que o Brasil intensifique as negociações para abrir mercados como Japão e Coreia do Sul, reduzindo a forte concentração das exportações na China.

“Não existe outro mercado que substitua a China em volume. Por isso o Brasil precisa abrir novos destinos e buscar maior valor agregado para a carne”, concluiu.

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passagem aérea sobe 0,3% em junho, enquanto preço do querosene avança 57,6%


A tarifa aérea doméstica média no Brasil foi de R$ 660,5 por trecho em junho, alta de 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em relação a junho de 2024, o avanço foi de 3,1%, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No mesmo período, o preço médio do querosene de aviação (QAV) alcançou R$ 5,66 por litro, o que representa aumento de 57,6% ante junho do ano passado e de 34,1% em relação a junho de 2024.

O avanço do combustível ocorre em um contexto de maior volatilidade no mercado internacional de petróleo ao longo dos últimos meses, influenciado pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. O QAV é um dos principais custos das companhias aéreas (33% dos custos) e reflete oscilações nas cotações internacionais da commodity e do câmbio.

Os dados da Anac consideram todos os bilhetes adquiridos por passageiros em voos nacionais, rota a rota. O cálculo leva em conta apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem incluir taxas de embarque e serviços acessórios, como despacho de bagagem e marcação de assentos.



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Trump assina ajuste de tarifas sobre alumínio para incentivar produção doméstica


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, 20, uma proclamação para ajustar as importações de alumínio no país, informou a Casa Branca.

O documento instrui o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, a criar um programa de incentivos para empresas que investirem na construção, expansão ou reforma de fundições de alumínio nos EUA.

“O secretário me informou e aconselhou sobre sua opinião de que, apesar dos benefícios do regime tarifário do alumínio, a produção e o fornecimento doméstico de alumínio primário, que é crítico para a economia dos EUA e a base industrial de defesa, ainda estão em oferta insuficiente”, afirmou Trump, ao defender a modificação do regime tarifário para incentivar o aumento da produção.

Segundo a Casa Branca, o programa solicitará planos de internalização e, se aprovados, permitirá que as empresas importem um volume correspondente de alumínio primário para os EUA a uma tarifa reduzida, equivalente à metade da alíquota prevista na Seção 232.

Caso a empresa não cumpra os compromissos assumidos, o governo Trump poderá suspender e revogar os benefícios tarifários, inclusive de forma retroativa.



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IGP-M recua 1,11% na segunda prévia de julho impulsionado por preços ao produtor


O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou recuou de 1,11% na segunda prévia de julho, após deflação de 0,42% em igual leitura de junho, divulgou nesta terça-feira, 21, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na primeira prévia de junho, o indicador havia registrado queda de 0,39%.

O resultado desta leitura foi sustentado pelo declínio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) que passou de queda de 0,84% em maio para deflação de 1,72% em junho.

A segunda prévia do mês também registrou desaceleração no ritmo de alta do Índice Nacional de Custo da Construção (0,91% para 0,66%) e do Índice de Preços ao Consumidor (0,40% para 0,12%).



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Contas negativas em 2027? “Abismo fiscal” é exagero, diz Itaú, mas é preciso reformas


A projeção de que o Brasil enfrentará um “abismo fiscal” em 2027 (fiscal cliff), com os gastos superando a arrecadação e negativando as contas públicas, é considerada um exagero pela equipe econômica do Itaú. De acordo com o economista Pedro Schneider, a economia deve desacelerar muito no ano que vem porque vai ter menos incentivos do governo, mas não deverá ser negativo.

No entanto, a saúde financeira do país no médio prazo exige cautela e reformas, diz o economista, dado que as despesas governamentais cresceram 5% em termos reais nos últimos quatro anos, superando o teto de 2,5% estipulado pelo arcabouço fiscal

Leia também: Itaú passa a ver só mais um corte na Selic este ano, e não descarta pausa

Estímulos

Para compreender a trajetória das contas públicas, Schneider argumenta que é necessário observar de onde vêm os aumentos de despesas e as reduções de impostos. Na análise do economista, as linhas orçamentárias com maior sensibilidade para a economia são as transferências diretas de renda para as famílias, que englobam o Bolsa Família, a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial, entre outros. Segundo Schneider, estes repasses representam cerca da metade dos gastos do governo federal e não deixarão de existir no ano que vem.

O economista detalha que o crescimento de beneficiários devido a expansão demográfica adiciona de 2% a 2,5% aos custos. Quando esse fator é somado à regra de valorização do salário mínimo, que prevê crescimento real de 2,5%, o avanço das despesas alcança o patamar de 5% ao ano.

Apesar do forte avanço estrutural dessas despesas obrigatórias, o cenário de catástrofe fiscal no curto prazo é refutado. “Tem algumas pessoas no mercado que estão trazendo esse debate do curso [fiscal] ser negativo ano que vem, mas para a gente é exagerado”, afirma Schneider. Ele explica que medidas de menor elasticidade adotadas neste ano, como subvenções a combustíveis e determinados gastos com o funcionalismo, não estarão presentes no próximo orçamento, mas as de maior impacto permanecerão ocorrendo. 

O diagnóstico do banco aponta que, para evitar que a conta desse impulso recaia sobre a taxa de juros, será inevitável discutir medidas politicamente sensíveis, como a desvinculação de pisos constitucionais, a adequação da regra do salário mínimo à realidade fiscal e eventuais ajustes na Previdência.

Para que houvesse um “abismo fiscal”, a outra metade dos gastos do governo (que tem menor impacto na economia) precisaria recuar drasticamente para compensar o crescimento das transferências, o que não é o que o banco observa. Algumas reduções ocorrerão, como o fim de subvenções temporárias e a ausência de reajustes para o funcionalismo, mas não o suficiente para tornar o impulso fiscal negativo.



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Justiça manda Virgínia apagar anúncios de bet em 48 horas


O prazo de 48 horas determinado pela Justiça para que a influenciadora Virgínia Fonseca apague anúncios de apostas online de suas redes sociais já está em curso. A decisão, uma liminar de urgência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proíbe parte da publicidade veiculada por ela e pela plataforma Blaze em seu Instagram. A informação foi apurada pelo analista de Segurança Pública da CNN Elijonas Maia.

A medida foi concedida a pedido do Ministério Público do Distrito Federal, que apontou risco de dano coletivo aos seguidores da influenciadora. Segundo o Ministério Público, Virgínia estaria publicando vídeos incentivando seus seguidores a apostarem na plataforma sem identificar o conteúdo como publicidade paga.

O que determina a decisão

A decisão, assinada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, estabelece que toda publicidade de apostas divulgada por Virgínia — incluindo stories, reels, postagens e transmissões ao vivo — deve ser identificada de forma clara e ostensiva como conteúdo publicitário, mesmo quando inserida em publicações sobre sua rotina pessoal ou de viagens.

Além disso, a influenciadora deve se abster de divulgar anúncios que prometam lucros fixos ou garantidos, que apresentem apostas como fonte de renda, investimento alternativo ao emprego ou solução para dificuldades financeiras, bem como campanhas que sugiram não haver risco de perda.

Histórico do caso e pedido de indenização

A decisão é resultado de um recurso interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal no Tribunal de Justiça, após um pedido anterior de remoção das publicações ter sido negado por falta de comprovação de urgência e risco coletivo.

No recurso, o Ministério Público apresentou o contrato de contratação da empresa Blaze e outros elementos que, no entendimento da investigação, configurariam urgência para a retirada das publicações.

Nessa mesma ocasião, o Ministério Público também ampliou o pedido de indenização, que passou a ser de R$ 380 milhões, a serem pagos por Virgínia Fonseca e pela plataforma Blaze aos apostadores que, segundo a investigação, teriam perdido dinheiro sem saber que estavam sendo influenciados por uma publicidade paga.

Posicionamento das partes

A assessoria de Virgínia Fonseca informou que ainda não havia tido acesso ao conteúdo da decisão e que, assim que o tivesse, deveria se manifestar. Já a plataforma Blaze não se pronunciou sobre a decisão mais recente, mas, em ocasiões anteriores, declarou que colabora com a investigação e que sempre preza pela ética e pela responsabilidade na internet.



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