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Vendaval em Santos mata uma pessoa atingida por uma árvore, diz Defesa Civil


A Defesa Civil de São Paulo confirmou que uma pessoa morreu em meio aos vendavais que atingem a região do litoral nesta quarta-feira (29).

Segundo o órgão, a pessoa morreu após ser atingida por uma árvore na região do Canal 6. Na tarde desta quarta, a Defesa Civil disparou mensagens de celular com alerta para fortes rajadas de vento.

O primeiro disparo foi para a região de Itanhaém a Ubatuba, às 13h. 48 minutos depois, o alerta se estendeu para toda a Região Metropolitana de São Paulo. Por volta das 13h10, foram registradas rajadas de 117 km/h em Taquaritiba.

“Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. Já temos chamados de ocorrência para quedas de árvores e destelhamentos de imóveis. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”, afirmou Maxwel de Souza, porta-voz do órgão estadual.

O Gabinete de Crise também foi instalado desde a manhã desta quarta, segundo o órgão, para acompanhar a passagem da frente fria pelo estado.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa a partir das 12h45, pelas rajadas de ventos que chegaram a 90 km/h. O cais santista passou a operar em condição de impraticabilidade, segundo a Capitania dos Portos de São Paulo.

Segundo a Defesa Civil, a frente fria também pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas.

Recomendações

A Defesa Civil recomenda que a população redobre a atenção e evite estruturas de metal, árvores e ficar em áreas abertas durante os temporais.

O órgão também reforça que objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas devem ser recolhidos para que não sejam arremessados durante os ventos.



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Recuperações judiciais no agronegócio sobem 33% no 1º trimestre

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro somaram 517 no primeiro trimestre de 2026, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 389 casos,  segundo levantamento da NEOT Tecnologia e Informação.

Também houve sete pedidos de recuperação extrajudicial, frente a quatro um ano antes, elevando o total de processos para 524, avanço de 33,3%. 

De acordo com o estudo, o passivo total estimado das empresas em recuperação judicial alcança R$ 38 bilhões. Desse montante, R$ 31,5 bilhões estão concentrados em operações com dívidas superiores a R$ 30 milhões, enquanto os demais R$ 6,5 bilhões correspondem a empresas com passivos de até esse valor.

Segundo a NEOT, o aumento dos pedidos ocorre após um ano de recorde histórico em recuperações judiciais no setor. Em 2025, foram registrados 1.990 pedidos, crescimento de 56,4% sobre 2024. A consultoria atribui a continuidade da pressão financeira à combinação de eventos climáticos, queda nos preços das commodities, juros elevados e restrição ao crédito.

Os produtores rurais concentraram 305 dos 517 pedidos de recuperação judicial, o equivalente a 59% do total. As revendas e distribuidoras de insumos responderam por 83 processos (16%), seguidas por agroindústrias e usinas, com 62 casos (12%), empresas de logística, armazenagem e transporte, com 41 (8%), e indústrias de insumos e fertilizantes, com 26 processos (5%).

Na avaliação da consultoria, a predominância dos produtores rurais reflete os impactos da quebra de safra e da redução dos preços das commodities

Já o aumento de recuperações entre revendas de insumos está relacionado ao modelo de financiamento conhecido como barter, no qual empresas recebem grãos como pagamento pelos insumos fornecidos aos produtores. Com safras abaixo do esperado, parte desses contratos não foi cumprida, reduzindo a liquidez dessas companhias.

Atividades econômicas

Entre as atividades econômicas, a cadeia da soja concentrou 45,1% dos casos registrados no trimestre, com El Niño, queda de preço internacional e insumos caros como principais fatores de pressão.

A pecuária de corte respondeu por 16,5%, seguida pela cadeia da cana-de-açúcar, com 9,1%. As demais ocorrências envolveram milho, algodão, revendas e empresas de logística, reunidas na categoria “outras”, com 29,3% dos processos. O relatório ressalta que esses percentuais se referem a toda a cadeia produtiva de cada cultura, e não apenas aos produtores rurais.

Regionalmente, Goiás liderou o número de recuperações judiciais, com 113 pedidos, equivalentes a 22% do total nacional. Mato Grosso aparece na sequência, com 98 casos (19%), seguido por Rio Grande do Sul (12%), Minas Gerais (11%), Paraná (11%) e Mato Grosso do Sul (8%). Os demais Estados, incluindo os da região do Matopiba, concentraram 92 processos.

Perfil dos devedores

O levantamento mostra ainda que as médias empresas representam aproximadamente 54% dos devedores em recuperação judicial, enquanto pequenas empresas e microempreendedores individuais correspondem a cerca de 35% e grandes empresas, a 11%. Entre os produtores rurais, a maior concentração de casos está na faixa de propriedades entre 501 e 2 mil hectares, que reúne 35% das ocorrências.

Em relação ao porte das dívidas, 207 empresas possuem passivos de até R$ 10 milhões e outras 129 acumulam débitos entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões. Na outra ponta, dez empresas registram passivos superiores a R$ 300 milhões. Apesar de representarem apenas 2% dos processos, essas companhias concentram parte relevante da exposição financeira do setor, segundo a consultoria.

A análise das petições judiciais aponta que os fatores mais recorrentes alegados pelos devedores foram frustração de safra e eventos climáticos extremos, presentes em 85% dos processos, seguidos pela queda dos preços das commodities (75%), descasamento entre custos de insumos e preços de venda (68%), juros elevados (60%) e endividamento decorrente de investimentos realizados nos anos anteriores (52%). 

Também aparecem entre os motivos inadimplência de terceiros, restrição ao crédito bancário, exposição cambial sem proteção, custos logísticos elevados e o ciclo desfavorável da pecuária de corte. Uma mesma empresa pode apresentar mais de um desses fatores no pedido de recuperação judicial.

Credores

O levantamento mostra ainda que bancos comerciais e públicos figuram como credores em mais de 90% dos processos. Cooperativas de crédito aparecem em 60% a 70% dos casos, enquanto empresas de insumos estão presentes em cerca de 55% das recuperações judiciais. Tradings de grãos participam de 30% a 40% dos processos e fundos ligados ao mercado de capitais, como Fiagros e FIDCs, aparecem em 15% a 20% das ações analisadas.

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Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões


A cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Matsunaga, foi colocada à venda em São Paulo por R$ 2,8 milhões. O imóvel, localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital paulista, passou anos no centro de uma disputa judicial envolvendo a família Matsunaga e agora está disponível para compra.

Com 340 metros quadrados, a cobertura contém:

  • Cinco suítes;
  • Quatro vagas de garagem;
  • Piscina privativa;
  • Churrasqueira;
  • Banheira de hidromassagem;
  • Lareira;
  • Escritório;
  • Adega climatizada;
  • Sauna seca com sala de descanso;
  • Duas varandas;
  • Área de serviço.
Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões
Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões

Segundo o anúncio publicado pela plataforma imobiliária Quinto Andar, o apartamento também conta com armários planejados, ar-condicionado, closet e vista panorâmica da zona oeste da cidade.

O condomínio tem piscina e churrasqueira de uso comum. De acordo com o anúncio, o imóvel fica próximo à escola Maple Bear Alto de Pinheiros, ao Parque Villa-Lobos e ao Ginásio SESI Leopoldina. O condomínio mensal é de R$ 6.087, enquanto o IPTU anual é de aproximadamente R$ 19,3 mil, dividido em 12 parcelas.

Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões
Cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões

Relembre o crime

O apartamento ficou conhecido em todo o país após o crime ocorrido em maio de 2012. Na ocasião, Marcos Matsunaga, herdeiro das indústrias Yoki, foi morto dentro da cobertura. Segundo a investigação e a confissão de Elize Matsunaga, ela atirou na cabeça do marido. Em seguida, levou o corpo para um dos quartos do imóvel, onde o esquartejou.

Depois do crime, os restos mortais de Marcos foram colocados em malas e abandonados em diferentes pontos de uma área de mata no município de Cotia, na Grande São Paulo. A investigação da polícia levou à prisão de Elize, que confessou o homicídio.

Em 2016, Elize Matsunaga foi condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 16 anos, 3 meses e 3 dias de prisão.

Atualmente, ela cumpre o restante da pena em regime aberto e vive no interior de São Paulo, onde trabalha com a venda de roupas para animais de estimação.

A filha do casal, Helena, ficou sob a guarda dos avós paternos após o crime. A Justiça também determinou que Elize não mantenha contato com a jovem. Uma eventual reaproximação dependerá exclusivamente da decisão da filha quando atingir a maioridade.



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El Niño reduz, em média, 1,7% da produção global de cacau

Episódios de El Niño tendem a reduzir, em média, a produção global de cacau em 1,7%, o que mantém o fenômeno como um dos principais fatores de risco para a oferta mundial. A estimativa é da consultoria StoneX, com base em estudos próprios. 

A melhora da produção na Costa do Marfim levou a StoneX a elevar a estimativa de superávit global de cacau na safra 2025/26, mas a consultoria reduziu de forma significativa a projeção para o excedente da temporada 2026/27 diante do aumento do risco de um evento forte de El Niño e de sinais de deterioração das condições das lavouras no Oeste Africano.

Na quarta revisão do balanço global para 2025/26, a StoneX elevou a estimativa de superávit de 247 mil para 422 mil toneladas. Segundo a consultoria, a mudança foi sustentada principalmente pela revisão das estatísticas oficiais da Costa do Marfim, que passaram a indicar maior disponibilidade de cacau do que a considerada anteriormente. 

Ainda assim, a consultoria afirma que incorporou apenas parte desse ajuste, por entender que “os dados de comércio exterior e os fluxos de exportação ainda não corroboram integralmente a magnitude do ajuste oficial”, disse Lucca Bezzon, em relatório.

Com isso, a StoneX estima uma recomposição mais acelerada dos estoques globais, após o período de aperto entre as safras 2021/22 e 2023/24.

Para a safra 2026/27 a consultoria reduziu a projeção de superávit de 149 mil para apenas 25 mil toneladas. A revisão considera principalmente o aumento da probabilidade de um El Niño de forte intensidade, além de relatos de menor contagem de vagens nas principais regiões produtoras do Oeste Africano. Segundo a StoneX, esses fatores motivaram uma postura mais cautelosa para a próxima temporada.

A revisão também alterou as estimativas para os principais produtores da África Ocidental. Na Costa do Marfim, a produção da safra 2025/26 foi elevada em cerca de 160 mil toneladas, para aproximadamente 2 milhões de toneladas. 

Já para 2026/27, a projeção foi reduzida para 1,775 milhão de toneladas, refletindo, segundo a consultoria, “uma postura mais cautelosa diante da crescente probabilidade de um El Niño forte e dos relatos recentes de desenvolvimento mais lento das lavouras”.

Em Gana, a StoneX manteve a expectativa de recuperação da produção em 2025/26, mas reduziu a estimativa para 2026/27 para 595 mil toneladas, incorporando condições climáticas menos favoráveis associadas ao possível El Niño. Também foram feitas pequenas reduções nas projeções para Nigéria e Camarões, acompanhando a piora das perspectivas climáticas para a região.

A consultoria destaca que as chuvas registradas em junho agravaram preocupações com a próxima safra ao provocar encharcamento dos solos, aumento da incidência de doenças e redução do número de frutos em importantes áreas produtoras do Oeste Africano. Diante desse cenário, a produção regional para 2026/27 foi revisada para baixo.

Além do clima, a StoneX cita a decisão da Costa do Marfim de suspender temporariamente novas vendas antecipadas da safra 2026/27 como um fator adicional de atenção para o mercado. Segundo a consultoria, a medida ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre o potencial produtivo da próxima temporada e evidencia limitações do modelo comercial da região, no qual os preços pagos aos produtores são definidos com base nas vendas antecipadas.

Na América do Sul, o Brasil manteve perspectivas favoráveis. Bezzon afirma que a safra 2025/26 “caminha para registrar um dos melhores desempenhos dos últimos anos”, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis e pelo aumento dos investimentos estimulados pelo ciclo de preços elevados desde 2024. 

Para 2026/27, a consultoria projeta produção entre 210 mil e 215 mil toneladas e avalia que parte dos riscos climáticos poderá ser compensada pelo maior nível tecnológico e pela expansão da área cultivada.

No Equador, a expectativa permanece de produção acima de 600 mil toneladas em 2025/26. Embora a consultoria reconheça riscos climáticos para a próxima safra, considera que eventuais perdas tendem a ser parcialmente compensadas pelo aumento dos investimentos e da área cultivada. O Peru também mantém perspectiva de crescimento da produção, sem histórico consistente de perdas associadas ao El Niño.

Em relação ao fenômeno climático, a StoneX cita projeções do CPC (Climate Prediction Center), dos Estados Unidos, segundo as quais há 81% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026 e 97% de chance de persistência até o início de 2027. 

Do lado da demanda, a StoneX manteve a expectativa de estabilidade da moagem global em 2025/26 e reduziu levemente a projeção de crescimento para 2026/27, estimando avanço próximo de 2%, para cerca de 4,75 milhões de toneladas. A consultoria avalia que a recuperação recente da atividade industrial foi impulsionada principalmente pela recomposição de estoques e que o consumo segue abaixo do potencial histórico, embora em processo gradual de recuperação.

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Estoques de petróleo nos EUA caem 7,167 milhões de barris na semana, revela Doe


Os estoques de gasolina subiram 7 mil barris, a 211,301 milhões de barris, ante expectativa de queda de 800 mil barris

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 7,167 milhões de barris, a 404,508 milhões de barris na semana até 24 de julho, informou nesta quarta-feira, 29, o Departamento de Energia (DoE, em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam queda de 600 mil barris no período.

Os estoques de gasolina subiram 7 mil barris, a 211,301 milhões de barris, ante expectativa de queda de 800 mil barris. Já os estoques de destilados subiram 1,062 milhão de barris, a 110,632 milhões de barris, ante projeção de baixa de 300 mil.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 96,1% para 97,2%, contrariando a projeção de queda de 95,8%.

Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram queda de 771 mil barris, a 18,599 milhões de barris. A produção média diária de petróleo foi de 17,336 milhões de barris na semana. Fonte: Dow Jones Newswires.



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economia

Setor de carga área aproveita cessar-fogo em junho e cresce 8,5% anuais


A trégua parcial entre Estados Unidos e Irã em junho serviu para dar um aleto ao setor de cargas aéreas. Segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a demanda global por carga aérea voltou a se fortalecer no mês, com o indicador de toneladas-quilômetro de carga (CTKs) do setor como um todo aumentando 8,5% em relação ao ano anterior.

Embora parte da expansão tenha sido atribuída ao retorno de parte da operação por companhias do Oriente Médio à expansão, o principal destaque em junho foi o forte desempenho da América do Norte.

Segundo os dados, o tráfego internacional de carga expandiu 9,6% em junho na comparação anual, com as transportadoras norte-americanas lideraram o crescimento, enquanto a aceleração acentuada entre as transportadoras do Oriente Médio marcou a melhora regional mais significativa no crescimento anual.

Leia também: Guerra afeta demanda de passageiros e cargas das cias. aéreas em março, diz IATA

Já a capacidade do setor, medida em toneladas-quilômetro de carga disponível (ACTKs), aumentou 4,4%, abaixo do ritmo de crescimento da demanda, resultando em fatores de ocupação de carga (CLF) mais elevados. A oferta expandiu na maioria das regiões, embora as transportadoras africanas tenham reduzido a capacidade disponível.

Ainda segundo o boletim da IATA, os preços mensais dos combustíveis tiveram alívio em junho com a melhora do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico, enquanto os rendimentos (yields) da carga aérea denominados em dólar registraram a primeira queda mensal após um período sustentado de aumentos.

Os preços do querosene de aviação e os yields da carga, no entanto, permaneceram bem acima dos níveis do ano anterior.

Leia também: Cias. aéreas veem custos crescentes e devem perder 50% da lucratividade no ano

Detalhes

Os ganhos do setor de carga área se concentraram em dois grandes mercados, em vez de se distribuírem uniformemente entre as regiões. As transportadoras norte-americanas registraram o ritmo mais rápido no mercado geral, com 13,1% em relação ao ano anterior, e adicionaram mais de 700 milhões de CTKs, gerando quase 38% do aumento do setor.

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As transportadoras da Ásia-Pacífico avançaram 7,9%, contribuindo com 670 milhões de CTKs e 34% do aumento do setor.

Juntas, as duas regiões produziram quase três quartos do tráfego adicional. As transportadoras europeias registraram um sólido aumento de 6,9%, enquanto as da América Latina e Caribe ficaram atrás do mercado, com alta de 3,5%.

As companhias aéreas do Oriente Médio registraram um aumento de 5,6% ano a ano na demanda por carga aérea em junho, enquanto a capacidade aumentou 2,5% em relação ao ano anterior.

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Embora os resultados do mês tenham sido em território de crescimento, a IATA destaca que eles são tendenciosos para o positivo, pois a comparação é com junho de 2025, que foi particularmente fraco para as companhias no Oriente Médio devido a interrupções causadas por conflitos militares. Naquele mês do ano passado, Estados Unidos e Israel realizaram ataques ao Irã, o que prejudicou o transporte aéreo na região.

Principais corredores

A análise dos todas as operadoras que atendem a uma rota comercial fornecem uma visão abrangente da conectividade internacional da carga aérea.

Os mercados ligados à Ásia, por exemplo forneceram a fonte mais clara de força no nível de rota. Ásia–América do Norte, o maior corredor, subiu 14,7%, com ampliação pelo quinto mês consecutivo, impulsionado pela demanda de IA e semicondutores.

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O tráfego intra-asiático cresceu 7,2%, também se beneficiando do movimento de cargas relacionadas à IA. Europa–Ásia avançou 7,1%, estendendo sua sequência de crescimento para 40 meses consecutivos.

Já o tráfego transatlântico permaneceu amplamente estável na comparação anual, mas as condições melhoraram significativamente em relação a maio. Europa–América do Norte acelerou 1,8 ponto percentual, pondo fim a três meses consecutivos de contração, embora o mercado ainda não tenha retornado ao crescimento.

Em contraste, o desempenho dos corredores das companhias aéreas do Oriente Médio permaneceu desigual em toda a rede. Europa–Oriente Médio contraiu 41,1%, a queda mais acentuada entre as principais rotas comerciais, deteriorando-se em mais 20,2 pontos percentuais em relação a maio.

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Oriente Médio–Ásia também permaneceu em contração, a 4,1% na comparação anual, embora o ritmo da queda tenha diminuído 11,8 pontos percentuais. Os dados de rota mostraram, portanto, que a melhora no desempenho entre as transportadoras do Oriente Médio ainda não produziu uma restauração uniforme de todos os fluxos ligados aos hubs.

Tráfego

O fator de ocupação de carga (CLF) do setor como um todo ficou em 46,9% em junho, uma alta de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano anterior. A utilização em junho também ficou ligeiramente acima de maio, embora o movimento sequencial tenha sido modesto.

“Aeronaves mais cheias fortaleceram o balanço comercial e mostraram que o espaço adicionado estava sendo absorvido. A configuração mais apertada também deixou menos margem operacional caso uma disrupção geopolítica ou mudanças repentinas nos fluxos comerciais restrinjam a flexibilidade da rede”, disse a IATA.

As transportadoras africanas registraram o maior ganho anual, com o fator de ocupação subindo 5,4 pontos percentuais para 48,1%, mas o resultado foi reforçado por uma retirada de capacidade disponível.

As transportadoras da Ásia-Pacífico registraram a maior utilização, com 51,8%, seguidas pelas europeias, com 50,5%. As transportadoras do Oriente Médio atingiram 46,5% à medida que o tráfego de transferência começou a retornar aos hubs regionais, enquanto as norte-americanas subiram para 40,7%.

As transportadoras da América Latina e Caribe foram a única exceção ao aperto generalizado: seu fator de ocupação caiu 2,1 pontos, para 33,9%, dado um aumento de capacidade de 9,8% que superou o aumento de 3,5% no tráfego.

Rendimentos da carga

A melhora no fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico reduziu a pressão imediata sobre os preços de energia, embora trocas intermitentes de tiros tenham mantido os mercados em alerta. Iniciativas diplomáticas e a discussão de um cessar-fogo elevaram as expectativas de que a oferta regional poderia se aproximar de condições operacionais normais.

Em junho, o preço médio do Brent à vista caiu cerca de 20% em relação a maio, para US$ 85,5 por barril, em meio a discussões sobre um cessar-fogo de 60 dias. O tráfego no Estreito de Ormuz se recuperou para quase metade do seu nível pré-conflito, devolvendo mais de cinco milhões de barris por dia ao mercado.

Assim, o querosene de aviação caiu US$ 28,5 por barril na comparação mensal, para uma média de US$ 129,5, enquanto a produção europeia ficou cerca de 32% acima dos níveis pré-conflito. Na comparação anual, o jet fuel estava 45,8% mais alto, o Brent à vista 19,6% mais alto e o crack spread 155,6% maior.

A associação relata que a economia de refino, denominada em dólar americano, permaneceu excepcionalmente apertada apesar do petróleo bruto mais barato. As margens robustas do combustível de aviação incentivaram as refinarias a priorizar a produção de querosene em detrimento do diesel e reduziram a exposição da Europa a importações interrompidas.

“Para a precificação da carga, a queda mensal marcou a primeira contração após dois aumentos sucessivos e o resultado sequencial mais fraco em cinco meses. Os rendimentos anuais, no entanto, estenderam um quarto mês de ganhos de dois dígitos. A divergência aponta para um alívio a partir de um pico de curto prazo, em vez de um retorno a condições normais de precificação.”



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Prima de Mara Maravilha é morta a tiros dentro de casa na Bahia


A advogada Cláudia Félix, de 51 anos foi morta dentro de casa, no município de Itororó, no sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil da Bahia, ela foi vítima de disparos de arma de fogo, ocorridos no sábado (25).

De acordo com as informações preliminares da investigação, a residência da vítima foi invadida por três homens armados, que efetuaram os disparos. Guias para perícia e remoção foram expedidas, e oitivas e diligências estão em curso para esclarecer a autoria, a dinâmica e a motivação do crime.

Segundo o “Cidade Alerta”, da Record, a vítima é prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha. Um parente dela vinha sendo pressionado pelos criminosos para quitar uma dívida alta. A família chegou a vender dois veículos para realizar pagamentos, mas, conforme a apuração, o valor cobrado aumentava continuamente, caracterizando um possível esquema de extorsão.

Com o avanço das ameaças, Cláudia teria passado a ser o principal alvo do grupo. Imagens de câmeras de segurança registraram homens circulando nas proximidades da residência da advogada dias antes do assassinato, indicando que ela estaria sendo monitorada. Na madrugada do crime, os suspeitos invadiram o imóvel. Ao perceber a ação, Cláudia conseguiu acionar a polícia, mas os agentes não chegaram a tempo de impedir o ataque. Ela foi atingida por diversos disparos dentro da residência, na presença de familiares.

Até o momento, Mara Maravilha não se pronunciou publicamente sobre o assassinato da prima.



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Comércio emprega 10,6 milhões de pessoas e gera R$ 7,7 trilhões em 2024


Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam ocupadas em 1,6 milhão de empresas comerciais. No ano, os trabalhadores do setor…



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BASF agrícola eleva ebitda em 7,4% no segundo trimestre

O segmento de Soluções para Agricultura da BASF registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) antes de itens especiais de 448 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, alta de 7,4% em relação aos 417 milhões de euros apurados no mesmo período do ano anterior.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pela melhora na margem de contribuição. O aumento dos custos fixos, em razão de maiores despesas com pesquisa e desenvolvimento, compensou parcialmente a evolução positiva do resultado operacional.

Os itens especiais somaram impacto negativo de 33 milhões de euros no Ebitda, decorrentes principalmente de despesas relacionadas à separação jurídica da divisão e à implementação do novo sistema de gestão empresarial.

O fluxo de caixa do segmento alcançou 881 milhões de euros no trimestre, contra 811 milhões de euros um ano antes. De acordo com a BASF, a geração de caixa proveniente da redução dos estoques foi parcialmente compensada por uma menor entrada de recursos proveniente de contas a receber de clientes.

As vendas do segmento totalizaram 2,21 bilhões de euros no segundo trimestre, crescimento de 0,6% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, porém, houve queda de 1,6%, para 5,31 bilhões de euros.

A empresa informou que o avanço trimestral das vendas foi resultado de um aumento de 4% nos volumes, parcialmente compensado por redução de 2,5% nos preços e por efeito cambial negativo de 1,2%. As mudanças no portfólio contribuíram positivamente em 0,2%.

Segundo a companhia, volumes maiores na América do Sul e na Ásia foram, em grande parte, compensados pela queda de preços e pelos efeitos cambiais. Na América do Sul, o crescimento foi atribuído ao aumento dos volumes no Brasil e na Argentina, em razão da antecipação das vendas antes da migração para o novo sistema de gestão na região. A empresa acrescentou que efeitos cambiais positivos deram suporte ao desempenho das vendas, enquanto os preços menores exerceram efeito contrário.

Entre as categorias de produtos, os herbicidas permaneceram como a principal fonte de receita, com vendas de 836 milhões de euros no trimestre, apesar da retração de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os fungicidas somaram 652 milhões de euros, alta de 1,3% na comparação anual.

O maior crescimento foi registrado no segmento de tratamento de sementes, com vendas que avançaram 29,1% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

A BASF também destacou a conclusão, em março, da aquisição de 100% da AgBiTech, empresa australiana especializada em soluções biológicas para o controle de insetos, após a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

Grupo BASF

Considerando todas as operações da companhia, o lucro líquido alcançou 4,14 bilhões de euros no segundo trimestre, ante 79 milhões de euros registrados no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, o lucro líquido totalizou 5,072 bilhões de euros, aumento de 471,7% na comparação anual.

O Ebitda do grupo foi de 1,96 bilhão de euros entre abril e junho, crescimento de 48,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o indicador atingiu 4,15 bilhões de euros, alta de 22,4%.

A BASF afirmou que as perspectivas para a economia global e para os mercados químicos regionais no segundo semestre de 2026 permanecem altamente incertas. 

Segundo a empresa, o cenário depende, em grande medida, da evolução do conflito no Oriente Médio, especialmente do acesso e da utilização do Estreito de Ormuz para o transporte de energia e matérias-primas petroquímicas.

 A companhia afirmou que um fechamento prolongado da rota comercial poderia afetar significativamente a atividade econômica, enquanto um acordo rápido sobre um marco regulatório confiável poderia favorecer o crescimento econômico.

Diante do desempenho acima do esperado, a BASF revisou para cima sua projeção para o ano de 2026. A estimativa para o Ebitda antes de itens especiais passou para um intervalo entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros, ante a previsão anterior de 6,2 bilhões a 7 bilhões de euros. 

A projeção para o fluxo de caixa livre foi mantida entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros, assim como a expectativa de emissões de CO₂ entre 17,2 milhões e 18,2 milhões de toneladas métricas.

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Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras; veja a lista


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (29) o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, princípio ativo de canetas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e são válidas para os seguintes produtos:

  • Orsema, da Ranbaxy;
  • Owozy, da Ávita Care;
  • Seemasun, da Sun Pharma;
  • Semavy, da Cosmed;
  • Zempneo, da Brainfarma.

A Anvisa informou que os medicamentos foram registrados por comparação com o produto de referência Ozempic e são indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.

“Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e aos exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido à intolerância do paciente ou contraindicações“, afirmou a agência.

Na resolução, os produtos foram registrados como “medicamento novo (novo Ingrediente Farmacêutico Ativo – IFA – análogo)” por “via de desenvolvimento abreviado”, modalidade regulatória destinada a medicamentos que utilizam um princípio ativo já conhecido e para os quais parte das evidências científicas pode ser aproveitada, desde que a empresa comprove a qualidade, a segurança e a eficácia do produto.

As apresentações aprovadas consistem em soluções injetáveis para aplicação subcutânea, acompanhadas de caneta aplicadora e agulhas. Em agosto do ano passado, a Anvisa passou a priorizar a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, devido a um pedido do Ministério da Saúde e à necessidade de abastecimento do mercado nacional. Para isso, foi publicado um edital de chamamento.

Paralelamente, a agência colocou em prática um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir as filas de concessão de registros de medicamentos e diminuir o tempo de análise desses pedidos. “Essa mobilização foi decisiva para acelerar o processo de aprovação de novas canetas: 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos que fazem parte do edital já tiveram sua análise concluída, resultando em seis medicamentos aprovados”, disse a Anvisa.

Segundo a agência, o processo de avaliação inclui a realização de estudos clínicos, a análise de documentação e a inspeção da linha estéril de produção. A agência acrescentou que o aumento no número de pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio natural GLP-1 e à expiração das patentes de alguns medicamentos nos últimos anos.



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