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Fundação Cacique Cobra Coral suspende ajuda à Argentina após falas de Milei


A Fundação Cacique Cobra Coral comunicou na segunda-feira (27) a suspensão da assistência climática para a Argentina após as falas do presidente argentino, Javier Milei, sobre o Brasil. Segundo disse a instituição, a ajuda está paralisada até haver um “pedido formal de desculpas” do chefe de Estado.

“A Argentina estará por sua conta em risco em pleno início da atuação do fenômeno El Niño”, escreveu a fundação em publicação no Instagram.

A instituição disse que fez uma “operação mística” para ajudar o país sul-americano durante a crise energética de 1989. Também afirmou ter “atuado para influenciar o clima e atrair chuvas para bacias hidrográficas locais”.

Em outra postagem, a instituição disse, “aos novatos que ocupam a Casa Rosada”, que a sua relação com a Argentina data desde a Guerra das Malvinas. O conflito foi travado entre o país sul-americano e o Reino Unido, de abril a junho de 1982.

Entenda

No sábado (25), Milei participou do lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Durante discurso, de cerca de 30 minutos, o chefe de Estado argentino criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atacou políticas do governo brasileiro e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca”, por causa da decisão que impediu uma visita de Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para transmitir a insatisfação do governo brasileiro com as declarações. Também chamou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas sobre a situação das relações entre os dois países.

Também na segunda-feira, o jornal argentino La Nación informou que o governo Milei não pretende pedir desculpas ao Brasil nem fazer retratação.



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Certificação é chave para carne brasileira acessar Coreia, diz Apex

A certificação sanitária será uma etapa fundamental para que a carne bovina brasileira avance no mercado da Coreia do Sul, segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Durante evento promovido pela agência nesta terça-feira (28), ele afirmou que o país asiático é um mercado estratégico para a proteína nacional, mas que a entrada do produto depende da conclusão dos processos técnicos entre os dois países.

“A Coreia importa carne bovina, é nesse mercado que passa a acessar. Tem que fazer toda a parte de certificação. Esse mercado vai abrir”, afirmou a liderança.

O presidente da Apex destacou que a Coreia do Sul enfrenta desafios relacionados à inflação e à segurança alimentar, o que aumenta a importância de parceiros capazes de garantir o fornecimento de alimentos. Nesse cenário, o Brasil aparece como fornecedor estratégico pela capacidade de produção e competitividade do agronegócio.

Além da carne bovina, Laudemir afirmou que o país trabalha para ampliar a presença de outros produtos brasileiros no mercado coreano, como frutas e café.

Outro setor apontado como oportunidade é o de energia. Segundo ele, a Coreia depende de importações e o Brasil já avançou na construção de uma matriz energética com participação relevante de fontes renováveis, o que abre espaço para ampliar negócios envolvendo biocombustíveis.

Para Laudemir, a atuação da ApexBrasil é aproximar empresas e identificar oportunidades de complementaridade entre as economias brasileira e coreana. As definições sobre prazos e próximos passos, segundo ele, ainda estão em discussão entre as equipes técnicas envolvidas nas negociações.

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Menino autista é encontrado morto em biodigestor após sumir por três dias


João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (28), segundo a Polícia Civil. O menino, que vivia com transtorno do espectro autista (TEA), com nível 2 de suporte, não verbal, estava desaparecido desde às 9h do domingo (26).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, ele foi encontrado por volta das 15h em um biodigestor localizado em frente à casa da família, em Araucária (PR), região metropolitana de Curitiba. O corpo de João foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

“Os bombeiros efetuavam o esvaziamento de pontos com acúmulo de água, com apoio de caminhão do proprietário da fazenda, quando encontraram o corpo em um biodigestor situado a cerca de 70 metros da residência”, informou o Corpo de Bombeiros.

O biodigestor é um sistema utilizado para o tratamento de resíduos orgânicos por meio da decomposição biológica, formando um reservatório de líquido e matéria orgânica.

“A Polícia Civil e a Polícia Científica vão trabalhar para esclarecer a dinâmica do óbito”, informou a secretaria em nota. A corporação informou que a investigação não aponta indícios de crime e trabalha, inicialmente, com a hipótese de morte acidental.

“Ainda assim, todas as circunstâncias do caso serão apuradas, com a coleta de elementos, depoimentos dos pais, familiares e demais pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, informou o delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Araucária, Gabriel Fontana.

Na manhã do desaparecimento, João Gabriel disse à mãe que iria ao banheiro, em uma área externa da propriedade rural onde estava com os familiares, e não foi visto outra vez. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h10 e “iniciou imediatamente uma operação integrada de busca”, disse a pasta.

Durante o primeiro dia de buscas, as equipes realizaram uma varredura em uma área de aproximadamente três quilômetros quadrados em uma região predominantemente agrícola, com vegetação densa, mata fechada e com diversos tanques (com o auxílio de sonar) e açudes.

Conforme o Corpo de Bombeiros, cerca de 150 pessoas, entre bombeiros militares, voluntários, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal, se mobilizaram na busca da criança já no primeiro dia. Foram utilizados drones com câmera termal; mergulho técnico; dois binômios de busca com cães; a aeronave Arcanjo 01, do CBMPR; a aeronave Falcão 08, da Polícia Militar do Paraná; além de 10 viaturas.

Já a Polícia Civil do Paraná ouviu os responsáveis pela criança, além de coletar imagens de câmeras de segurança para esclarecer o desaparecimento.

O desaparecimento de João Gabriel chegou a ser reportado no sistema nacional Amber Alert, ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Meta, que notifica usuários do Instagram e Facebook sobre desaparecimentos em um raio de até 160 quilômetros do de onde a criança foi vista pela última vez. (Colaborou Leonardo Siqueira)



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JBS fecha parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença na Ásia

A JBS assinou nesta terça-feira (28) um Memorando de Entendimento com a sul-coreana Highland Foods Co., Ltd. para uma parceria estratégica global de negócios. A informação consta em documento enviado pela ApexBrasil à CNN Brasil, com detalhes sobre os acordos firmados durante a rodada empresarial entre Brasil e Coreia do Sul.

O acordo foi formalizado durante um evento promovido pela ApexBrasil e tem como objetivo ampliar a cooperação comercial entre os dois países, fortalecendo a distribuição dos produtos da companhia no mercado sul-coreano e abrindo novas oportunidades de expansão para outros mercados estratégicos na Ásia.

O memorando prevê uma parceria de longo prazo entre as empresas, com iniciativas voltadas à expansão comercial, inovação corporativa e fortalecimento das cadeias de suprimentos. O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

A parceria faz parte de uma agenda mais ampla de aproximação econômica entre Brasil e Coreia do Sul. Ainda segundo o documento encaminhado pela ApexBrasil, seis instrumentos de cooperação foram formalizados durante o encontro, envolvendo setores como agronegócio, comércio, investimentos, tecnologia, saúde e indústria aeroespacial.

A Coreia do Sul é um dos principais compradores mundiais de carne bovina e tem buscado diversificar seus fornecedores para ampliar a segurança alimentar.

A ApexBrasil destaca que a certificação sanitária e o atendimento aos requisitos do mercado sul-coreano serão pontos fundamentais para que o Brasil avance no fornecimento de alimentos ao país.

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Iniciativa do governo de SP torna todos os municípios do estado aptos à implantação do 5G


São Paulo é o primeiro estado brasileiro a ter todos seus municípios com legislação atualizada para a implantação da tecnologia 5G. Até 2022, apenas 61 municípios paulistas possuíam legislação atualizada.

O pioneirismo foi alcançado com o programa TecnoCidades, desenvolvido pelo governo de São Paulo para apoiar a modernização da infraestrutura de telecomunicações e promover a transformação digital dos municípios paulistas.

TecnoCidades, liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) em parceria com a InvestSP, é uma iniciativa inédita para ampliar a conectividade no estado por meio da expansão da tecnologia 5G e incentivar a adoção de soluções voltadas às cidades inteligentes.

Com o programa, há a atualização das leis de antenas, que cria condições para ampliar a implantação da infraestrutura necessária ao funcionamento da tecnologia, reduzindo entraves regulatórios para a instalação de novas antenas e equipamentos.

Assim, os municípios passam a estar mais preparados para expandir a conectividade com aplicações em áreas como mobilidade urbana, segurança pública, saúde, educação e gestão de serviços públicos.

Suporte a gestores

Ao longo da iniciativa da SDE em parceria com a InvestSP, foram realizados dez eventos de mobilização, em diferentes formatos, reunindo gestores municipais de todo o estado para apresentar os benefícios da conectividade de alta velocidade e orientar as administrações sobre a atualização da legislação local.

Durante os encontros, os municípios receberam um kit com orientações técnicas e um modelo de projeto de lei elaborado pela Anatel, facilitando a adequação das legislações municipais às normas nacionais para a implantação do 5G.

As ações contaram com a parceria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Conexis Brasil Digital e da Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel).



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Alckmin prevê dobrar comércio com Coreia do Sul e anuncia missão para carne

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (28) que o Brasil tem como meta dobrar a corrente comercial com a Coreia do Sul nos próximos dois anos.

A declaração foi feita durante um evento promovido pela ApexBrasil, voltado à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Segundo Alckmin, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia já chegou a US$ 15 bilhões, mas atualmente está em torno de US$ 10 bilhões.

A estratégia do governo, segundo o vice-presidente, é ampliar as exportações brasileiras e estimular investimentos recíprocos. Ele destacou que a Coreia do Sul é um grande comprador e afirmou que existe espaço para o Brasil vender mais produtos e com maior valor agregado.

“São grandes compradores. Podemos vender mais e com preço melhor”, disse Alckmin.

Entre os setores com potencial de crescimento, o vice-presidente citou alimentos, biocombustíveis, inteligência artificial, máquinas e equipamentos e defesa.

No agronegócio, Alckmin informou que o governo brasileiro vai enviar, em agosto, uma missão à Coreia do Sul para tratar especificamente das exportações de carne. O país asiático é considerado um mercado estratégico para a proteína brasileira, com demanda por alimentos e possibilidade de ampliação dos negócios.

Durante o evento, Alckmin também afirmou que a estratégia do governo diante de medidas comerciais que afetam empresas brasileiras envolve duas frentes: proteger os setores impactados e buscar novos mercados.

Segundo ele, o governo pretende apoiar empresas afetadas por meio de linhas de crédito e ampliar acordos comerciais. O vice-presidente citou a missão brasileira à Índia e destacou o papel da ApexBrasil na abertura de novos mercados, além da negociação de acordos e preferências tarifárias.

Sobre medidas de reciprocidade comercial, Alckmin afirmou que o mecanismo representa uma possibilidade dentro das regras internacionais e não uma retaliação.

“Reciprocidade é possibilidade, não é retaliação”, afirmou.

O vice-presidente também defendeu o fortalecimento do multilateralismo e das regras internacionais de comércio. Segundo ele, o Brasil apoia o funcionamento da OMC (Organização Mundial do Comércio) e a adoção de normas para garantir equilíbrio nas relações comerciais entre os países.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Por que essa quarta não é “Super”? E quando será a próxima dobradinha Fomc-Copom?


O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o colegiado responsável pela definição da política monetária nos Estados Unidos se reúne nesta terça (28) e quarta-feira (29) para anunciar se mantém ou altera a taxa de juros do país. Mas, ao contrário das outras reuniões no ano até aqui, a data não coincide com a do Comitê de Política Monetária (Copom), o nosso Banco Central.

Ou seja, não teremos em julho a tradicional Super Quarta, que deixa os mercados ansiosos e, muitas vezes, voláteis. Qual o motivo dessa mudança?

Na verdade, quando as datas das reuniões são as mesmas é quase uma coincidência. Os dois comitês se reúnem 8 vezes ao ano, seguindo o mesmo padrão de terça-feira (início) e quarta-feira (anúncio da decisão).

Leia também: Fed pode elevar os juros nesta semana e mercado já começa a se preparar

Só que os ciclos dos dois bancos centrais são independentes — o padrão do Fomc é de, em média, uma reunião a cada seis semanas, enquanto a distância entre cada encontro do Copom é de 45 dias. Além disso, os feriados nacionais de cada país também influenciam.

Mas o padrão de reuniões às terças e quartas mexe com essas contas. Desde a última reunião do Fomc (em 16 e 17 de junho) até está quarta-feira, por exemplo, terão se passado 43 dias. Quando o Copom voltar a se reunir, na semana que vem, terão transcorrido 50 dias desde o último encontro.

Leia também: Galípolo reforça uso do termo “calibração” na comunicação do Banco Central

Algo a ser levado em conta é que cada banco central define seu calendário com base no ciclo econômico doméstico — divulgação de dados da inflação local, PIB, mercado de trabalho, câmbio, entre outros. Ou seja, amarrar a data brasileira à norte-americana não faria sentido, uma vez que esses dados de cada país são divulgados em momentos diferentes.

Embora na maioria das vezes as datas coincidam, quando os calendários têm dias separados, o Copom brasileiro tem mais tempo (alguns dias) para observar os impactos a decisão do Fomc americano. O padrão é que a decisão dos Fed saia às 15h horário de Brasília), enquanto o comunicado do BC do Brasil chega ao público a partir das 18h30 da quarta-feira.

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Veja abaixo uma comparação dos calendários do Fomc e do Copom no ano:

Calendário de reuniões Fomc Copom Espaço de tempo
Janeiro 27-28 27-28 50 dias
Março 17-18 17-18 43 dias
Abril 28-29 28-29 50 dias
Junho 16-17 16-17 43 dias
Julho 28-29 43 dias
Agosto 04-05 50 dias
Setembro 15-16 15-16 43 dias do Fomc e 50 dias do Copom
Outubro 27-28 43 dias
Novembro 03-04 50 dias
Dezembro 08-09 08-09 43 dias do Fomc e 36 dias do Copom



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Café avança quase 5% em NY com atraso da colheita no Brasil

O atraso na colheita da safra brasileira segue impulsionando os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em setembro fechou a sessão desta terça-feira (28) com  valorização de 4,58% e encerrou cotado em U$S 3,39 por libra-peso. 
 
De acordo com o Barchart, o mercado registrou uma forte alta nesta sessão pelo segundo dia consecutivo, alcançando as maiores cotações em duas semanas devido a fortes chuvas no Brasil. 
 
O mercado segue acompanhando o ritmo de colheita no Brasil e que o atraso possa impactar nos trabalhos de campo e reduza a oferta global. A Clima Tempo destacou que Minas Gerais recebeu 32,4 mm de chuva, ou 2.700% da média histórica, caíram na semana encerrada em 26 de julho.

Açúcar

O mercado internacional do açúcar encerrou a sessão em leve baixa, pressionado pelo forte recuo das cotações do petróleo. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em outubro fechou cotado a 14,55 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,21%.

Segundo o Barchart, a desvalorização do petróleo reduziu a competitividade do etanol, aumentando a expectativa de que usinas destinem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar. O contrato do petróleo WTI acumulou perdas superiores a 10% em dois pregões, movimento que reforça a perspectiva de maior oferta da commodity no mercado internacional.

Apesar da pressão baixista, as perdas foram limitadas após a StoneX revisar para cima sua estimativa de déficit global de açúcar para a safra 2026/27. A consultoria passou a projetar um déficit de 1,7 milhão de toneladas, acima da previsão de 550 mil toneladas divulgada em maio, indicando um cenário de oferta global mais apertada.

Cacau

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão negociado a US$ 5.201 por tonelada, com alta de 1,98%.

Segundo o Barchart, o mercado registrou uma recuperação técnica após atingir as menores cotações em três semanas e meia. A desvalorização do índice do dólar frente à máxima de um mês estimulou operações de cobertura de posições vendidas, dando suporte aos preços da commodity.

Apesar da alta do dia, o mercado segue atento ao aumento da oferta global. Dados da Costa do Marfim mostram que os produtores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 26 de julho de 2026, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior. O avanço da oferta continua pressionando as cotações e alimentando dúvidas sobre a capacidade da demanda de absorver esse crescimento.

Algodão

As perspectivas favoráveis para a safra norte-americana mantiveram pressão sobre as cotações do algodão. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão cotado a 80,53 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,43%.

Os dados semanais de acompanhamento da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que 81% das lavouras já estavam na fase de formação de maçãs até o último domingo, índice em linha com a média histórica para o período. Além disso, 45% das plantações avançaram para a etapa de abertura das maçãs, também dentro da média dos últimos cinco anos.

As condições das lavouras também melhoraram. O percentual de áreas classificadas entre boas e excelentes subiu para 46%, um ponto percentual acima da semana anterior. O destaque foi o Texas, que registrou avanço nas avaliações, enquanto apenas Louisiana, Oklahoma, Tennessee e Virgínia apresentaram piora nas condições das plantações.

Suco de Laranja

Os preços do suco de laranja voltaram a recuar na Bolsa de Nova York, com o contrato futuro com vencimento em setembro encerrou a sessão cotado a US$ 1,36 por libra-peso, com queda de 3,25%.

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Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência climática à Argentina


A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) anunciou a suspensão de suas atividades de assistência climática na Argentina, nessa segunda-feira (27). A decisão interrompe uma cooperação histórica que teve início durante a Guerra das Malvinas e a gestão de Raúl Alfonsín, primeiro presidente eleito democraticamente pela Argentina nos anos 80, após um longo período de regime militar.

A instituição condiciona a retomada do suporte técnico místico a um pedido formal de desculpas por parte do governo argentino, alegando a ocorrência de um “ataque político” contra o Brasil.

Histórico de cooperação e crise energética

Em nota nas redes sociais, a FCCC  afirma que sua atuação em território argentino acumula episódios de intervenção em momentos críticos. Em janeiro de 1989, a fundação registrou uma operação para auxiliar o país vizinho durante uma severa crise energética e de abastecimento elétrico.

Naquela ocasião, a entidade, que mantém convênios no Brasil com o Ministério de Minas e Energia, utilizou a mediação de Adelaide Scritori para influenciar o clima e atrair chuvas para bacias hidrográficas.

O objetivo era elevar o nível dos reservatórios das hidrelétricas afetadas pela seca, em manobras denominadas “operações antiapagão”.

Tensões diplomáticas e impacto no El Niño

A interrupção dos serviços ocorre em um momento meteorológico sensível, marcado pelo início do fenômeno El Niño. Segundo comunicados da fundação, a Argentina ficará “por sua conta e risco” na área climática enquanto perdurar o impasse diplomático.

Em mensagens direcionadas aos novos ocupantes da Casa Rosada, a FCCC reforçou que as relações bilaterais não são recentes e que governantes “passam”, sugerindo a necessidade de respeito à continuidade do trabalho realizado pela instituição.





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Empresário morto por engano em barbearia chegou segundos após alvo deixar o local


A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio da Polícia Militar (PM), deflagrou na manhã desta terça-feira (28) uma operação policial visando a prisão temporária de cinco suspeitos de matarem o empresário, Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, que foi morto por engano em barbearia na cidade de Ponta Grossa, no Paraná.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Luis Gustavo Timossi, a vítima foi morta no lugar de outro homem que era o alvo dos tiros e deixou o estabelecimento pouco tempo antes do crime acontecer.

“As investigações apontaram que Hugo foi morto por engano, já que os criminosos desejavam matar o indivíduo que havia deixado a barbearia instantes antes do crime”, disse Timossi.

O crime aconteceu no dia 19 de junho. Além de Hugo, a prisão dos suspeitos também foi pela tentativa de homicídio do barbeiro, João Victor Pereira, que foi baleado no tórax, passou por tratamento e já está em recuperação, sem perigo de morte.

Ainda segundo o delegado, o alvo dos criminosos era um homem que “ostenta notações criminais pela prática de tráfico de drogas”.



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