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SLC Agrícola inaugura maior algodoeira da companhia no Piauí

A SLC Agrícola inaugurou a maior algodoeira da companhia na Fazenda Parnaguá, no Piauí. A unidade tem capacidade para processar até 80 fardos de algodão por hora e beneficiar a produção de aproximadamente 20 mil hectares por safra, com possibilidade de ampliação para atender até 25 mil hectares. O valor do investimento não foi divulgado.

Instalada em uma área total de 70 mil metros quadrados, a estrutura possui 10,2 mil metros quadrados de área construída. O complexo é formado por quatro descaroçadores de 244 serras cada, depósito de fardos e um armazém com capacidade para armazenar 10 mil toneladas de caroço de algodão.

Na primeira safra de operação, a expectativa é que a unidade beneficie a produção de cerca de 7 mil hectares cultivados na Fazenda Parnaguá.

Segundo a companhia, a algodoeira foi dimensionada para atender tanto a demanda atual quanto a expansão da produção nos próximos anos, incluindo operações da empresa no Piauí e no Maranhão.

De acordo com o diretor de Operações da SLC Agrícola, Leonardo Celini, a nova unidade foi planejada para “atender e acompanhar o crescimento da produção, aprimorando o processo de beneficiamento”.

Conservação 

A empresa informou que o armazém de caroço de algodão é o primeiro da SLC Agrícola a contar com um sistema de aeração projetado especificamente para preservar as condições do produto durante o armazenamento.

Para desenvolver o projeto, a companhia apoiou um estudo técnico voltado ao dimensionamento das necessidades de aeração e armazenagem do caroço de algodão nas condições climáticas brasileiras. Segundo a SLC, os parâmetros obtidos foram incorporados ao sistema com o objetivo de reduzir riscos de perdas e avarias, preservar a qualidade do produto e ampliar o período de armazenagem.

Projeto considera expansão da produção

Segundo a empresa, o projeto integrou as áreas agrícola, industrial, de infraestrutura e armazenamento desde as etapas iniciais de planejamento. O objetivo foi alinhar a capacidade de beneficiamento ao ritmo da colheita e organizar um fluxo contínuo de processamento.

O dimensionamento da unidade também levou em conta o início da produção comercial de algodão na Fazenda Perpétua, que anteriormente mantinha apenas áreas experimentais dedicadas à cultura. Com a nova algodoeira, a companhia afirma que terá capacidade para processar a produção da fazenda, receber algodão de outras unidades e atender futuras ampliações da área cultivada.

De acordo com Celini, o planejamento considerou “o volume recebido nos períodos de pico da colheita, a capacidade dos descaroçadores e a armazenagem dos produtos resultantes do beneficiamento. O objetivo foi organizar um fluxo contínuo, com menos pontos de espera e maior controle das condições operacionais”, explicou.

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Menino autista desaparece em área de mata fechada no Paraná


Uma força-tarefa foi organizada para tentar localizar João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, visto pela última vez às 9h de domingo, 26, em Araucária, região metropolitana de Curitiba, informou a Polícia Civil do Paraná. João Gabriel é uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), com nível 2 de suporte, não verbal, conforme esclareceu o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná.

Na manhã do desaparecimento, João Gabriel disse à mãe que iria ao banheiro, em uma área externa da propriedade rural onde estava com os familiares e não foi visto outra vez. Posteriormente, o Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h10 e “iniciou imediatamente uma operação integrada de busca”, disse a pasta.

Durante o primeiro dia de busca, as equipes realizaram uma varredura em uma área de aproximadamente três quilômetros quadrados em uma região predominantemente agrícola, com vegetação densa, mata fechada e com diversos tanques (com o auxílio de sonar) e açudes.

Conforme o Corpo de Bombeiros, cerca de 150 pessoas entre bombeiros militares, voluntários, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal se mobilizaram na busca da criança já no primeiro dia. Até o momento, foram utilizados drones com câmera termal, mergulho técnico, dois binômios de busca com cães, a aeronave Arcanjo 01, do CBMPR; a aeronave Falcão 08, da Polícia Militar do Paraná; além de 10 viaturas.

Já a Polícia Civil do Paraná ouviu os responsáveis pela criança, além de coletar imagens de câmeras de segurança para esclarecer o desaparecimento. “Com o apoio de outras forças de segurança, a PCPR segue as buscas”, informou a pasta em nota.

O desaparecimento de João Gabriel também foi reportado no sistema nacional Amber Alert, ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Meta, responsável por notificar usuários do Instagram e Facebook, em um raio de até 160 quilômetros do de onde a criança foi vista pela última vez.

Para contribuir com informações que levem à localização de João Gabriel, as denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, 181, do Disque-Denúncia, ou diretamente na unidade policial mais próxima.



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BASF quer acelerar investimentos com operação agrícola independente

Às vésperas do IPO da divisão agrícola na Bolsa de Frankfurt, previsto para o próximo ano, a BASF concluiu a criação de uma empresa dedicada exclusivamente aos negócios agro no Brasil. Segundo a diretora de Marketing da BASF no Brasil, Graciela Mognol, a mudança faz parte de uma estratégia global para tornar a operação mais ágil, ampliar investimentos e acelerar a inovação para os produtores rurais.

A mudança foi formalizada em 1º de julho de 2026, quando a operação passou a atuar oficialmente como BASF Agriculture Solutions Brasil. A alteração foi anunciada publicamente pelo vice-presidente da divisão agrícola da empresa, Marcelo Batistela, em uma publicação no LinkedIn.

“Esse é um movimento muito natural do agro se tornar independente dentro da BASF”, disse Mognol, em entrevista à CNN Agro. Segundo a executiva, a separação da divisão agrícola é um movimento que ocorre simultaneamente em diversos países.

“Nosso principal objetivo é nos tornarmos mais rápidos, mais ágeis e muito mais focados em todos os nossos investimentos para levar cada vez mais inovação”, afirmou. Segundo ela, a expectativa é que a nova estrutura facilite a captação de recursos para o desenvolvimento de novas moléculas, sementes, características genéticas (traits) e ferramentas digitais voltadas aos produtores rurais.

A executiva destacou ainda a relevância do mercado brasileiro para a estratégia da companhia. “O Brasil é um país-chave para a gente, e temos convicção de que esse movimento vai nos ajudar nisso”, disse.

A criação de uma pessoa jurídica exclusiva para o negócio agrícola representa mais uma etapa de um processo iniciado em 2024, quando a companhia informou que estudava desmembrar sua divisão agrícola em uma empresa autônoma.

Em outubro de 2025, a BASF detalhou a estratégia para a operação e estabeleceu como meta concluir a preparação para a listagem em bolsa em 2027. Posteriormente, confirmou que o IPO ocorrerá na Bolsa de Frankfurt e que o grupo alemão manterá participação majoritária na nova companhia, liderada pelo atual presidente da divisão agrícola, Livio Tedeschi.

Safra desafiadora

Na entrevista, Graciela também comentou o cenário para a safra 2026/27, que classificou como mais desafiador diante do comportamento do mercado e das condições climáticas.

Segundo ela, os produtores têm postergado as decisões de compra para mais perto do início do plantio. “É fato: o produtor está deixando a tomada de decisão mais próxima do plantio. Estamos chegando na porta da safra 2026/27, um ano mais desafiador”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a executiva defendeu que o planejamento antecipado continua sendo um fator importante para reduzir riscos. Ela afirmou que os agricultores já convivem com fenômenos como El Niño e La Niña e precisam definir estratégias considerando as perspectivas climáticas para cada região, como o escalonamento do plantio, a escolha de materiais genéticos e a adoção de medidas para enfrentar maior pressão de pragas e doenças.

“É só produzindo mais que a gente vai conseguir minimizar todo e qualquer impacto da safra. É no detalhe que a gente vai ganhar toda e qualquer safra que se apresentar mais desafiadora”, disse.

Além da oferta de produtos e serviços, a executiva disse que a BASF tem ampliado o uso de instrumentos financeiros para apoiar o custeio da produção, com a “missão de financiar a safra” em meio a um cenário de crédito mais restrito. Entre as alternativas citadas estão operações de barter, FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) e Fiagros, com o objetivo de reduzir os impactos financeiros enfrentados pelos produtores durante a safra.

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economia

prévia da inflação sobe 0,06% em julho, abaixo do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,06% em julho de 2026, ante alta de 0,41% em junho, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

Expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,20% no mês e de 4,67% em 12 meses.

Dos nove grupos pesquisados, Habitação foi o de maior de variação e impacto (0,97% e 0,15 p.p.), em oposição à Alimentação e bebidas, grupo com a menor variação e impacto (-0,66% e -0,15 p.p.). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,33% de Vestuário e a alta de 0,28% de Saúde e cuidados pessoais.

No grupo da Habitação, a energia elétrica residencial subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no resultado do mês (0,12 p.p.). Além da vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos a alta reflete a incorporação dos seguintes reajustes tarifário: 19,55% em Curitiba (12,85%), com vigência desde 24 de junho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (5,05%) desde 19 de junho; 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (2,65%) vigente desde 04 de julho e 5,21% em Belo Horizonte (1,37%), a partir de 28 de maio.

Ainda sobre a energia elétrica residencial ressalta-se que a variação de 4,88% no Rio de Janeiro reflete o retorno da vigência do reajuste de 15,10% sobre as tarifas de março de 2026, em uma das concessionárias, conforme o despacho 2.129 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de 11 de junho de 2026.

Ainda em Habitação, taxa de água e esgoto (0,26%) contempla os seguintes reajustes: 5,77% em Porto Alegre (1,48%), vigente desde 1º de julho; 3,97% em Brasília (1,94%), a partir de 1º de junho e 2,52% em Curitiba (0,08%), vigente desde 17 de maio. No subitem gás encanado, a redução de 0,30% foi resultado da redução média de 2,00%, em 1º de junho, nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,99%).

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,28%.), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (0,51%), com destaque para o subitem perfume (1,74%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.

O grupo Transportes saiu de -0,03% em junho para 0,11% em julho, reflexo da alta de 11,70% da passagem aérea. Por outro lado, os combustíveis caíram 0,90%, com todos apresentando queda: etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%)

No grupo Alimentação e bebidas (-0,66%), destaca-se a redução de 1,14% na alimentação no domicílio, com destaque para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). No lado das altas destacam-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).

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A alimentação fora do domicílio saiu de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A refeição (0,66%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,39%), enquanto o lanche desacelerou de 0,45% em junho para 0,30%, em julho.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada no Rio de Janeiro (0,44%), por conta das altas da passagem aérea (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%). Já o menor resultado (-0,22%) ocorreu em Belém destacando-se as reduções no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%).

(com Agência de notícias do IBGE)

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Governo de SP adia início do pedágio free-flow nas rodovias Anchieta e Imigrantes


O governo do Estado de São Paulo informou nesta segunda-feira (27) que irá adiar o início da cobrança do pedágio “free-flow” nas rodovias Anchieta e Imigrantes. A cobrança eletrônica estava prevista para começar no próximo dia 1º de agosto, e uma nova data ainda não foi divulgada.

Até a entrada em operação do novo sistema, permanece a cobrança atual de R$ 40,60 nas praças existentes da Anchieta (Riacho Grande, km 31) e Imigrantes (Piratininga, km 32). Esse valor transforma o pedágio das rodovias que ligam a capital ao litoral paulista no mais caro do Brasil.

O governo Tarcísio de Freitas definiu os locais das praças onde a cobrança será feita, depois de críticas de moradores de um bairro de São Bernardo do Campo sobre o planejamento inicial. O pórtico da Rodovia dos Imigrantes no sentido norte será reposicionado para a região do quilômetro 38, enquanto o pórtico do sentido sul permanecerá na altura do quilômetro 29 e o equipamento da Anchieta será mantido no quilômetro 33.

De acordo com o governo paulista, a decisão foi tomada após diálogo e avaliações técnicas realizadas durante a implantação do sistema, e o reposicionamento permitirá “preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária, um dos objetivos do programa Siga Fácil”, como é chamado o sistema de cobrança free-flow.

O reposicionamento das praças será realizado antes da entrada em operação do sistema de cobrança eletrônico, e por isso foi necessário reprogramar a data de início do funcionamento. O governo paulista informou que a nova data será divulgada após a conclusão de procedimentos técnicos e administrativos.

Até o início, o sistema continuará funcionando como é hoje: com cobrança de R$ 40,60 apenas no sentido litoral. Quando o free-flow começar a operar, o valor será dividido entre a descida e a subida da serra. Assim, o motorista vai pagar R$ 20,30 na ida e R$ 20,30 na volta.

O free flow permite que os veículos passem pelo pedágio sem parar na cabine ou reduzir a velocidade. As praças atuais com cabines serão desativadas e demolidas nos próximos meses. Toda vez que um veículo passar pelos pórticos eletrônicos, as câmeras vão fazer as leituras das placas dianteiras e traseiras dos veículos em todas as faixas da rodovia, inclusive de automóveis que estão em alta velocidade, em uma situação de neblina ou em casos de tráfego intenso.



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Fluxo cambial total em julho até dia 23 está negativo em US$ 538 milhões, revela BC


O fluxo cambial total do Brasil está negativo em US$ 538 milhões em julho, até a última quinta-feira, 23, informou o Banco Central nesta terça-feira, 28. O fluxo financeiro é negativo em US$ 1,685 bilhão, e o comercial, positivo em US$ 1,147 bilhão.

O canal financeiro que reúne investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamentos de juros, entre outras operações teve compras de US$ 36,620 bilhões e vendas de US$ 38,306 bilhões no período.

Na conta do comércio exterior, as importações somaram US$ 16,976 bilhões e as exportações, US$ 18,124 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 2,120 bilhões de adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 3,491 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 12,513 bilhões nas demais operações.

A posição dos bancos no mercado à vista estava vendida em US$ 22,069 bilhões.



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Criança tem corpo perfurado por 30 cm após cair sobre barra de aço em SC


Um menino de 10 anos teve o corpo perfurado em cerca de 30 centímetros após cair sobre um vergalhão de construção enquanto brincava com uma bola na tarde de segunda-feira (27), em Pomerode, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A criança foi socorrida consciente e encaminhada ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau.

Segundo os Bombeiros Voluntários de Pomerode, o caso aconteceu por volta das 16h39, na Rua Indaial. O menino jogava bola quando caiu sobre um vergalhão de aproximadamente 6 milímetros de espessura.

Vergalhão é uma barra de aço usada na construção civil para reforçar as estruturas de concreto, como calçadas, paredes, colunas, vigas, etc.

A barra de aço penetrou no corpo do menino um pouco abaixo da linha mamilar direita e atravessou cerca de 30 centímetros, chegando até a região da virilha. Durante o atendimento, os socorristas fizeram a exposição da área para avaliar o ferimento e constataram que não havia sangramento aparente.

Quando as equipes chegaram ao local, a criança estava consciente, orientada e caminhando. O estado de saúde do menino após a chegada ao hospital não foi informado.



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economia

Prévia da inflação encosta no teto da meta e pode favorecer novo corte de juros


O avanço de 0,06% na prévia da inflação, abaixo da expectativa de 0,22% do mercado, aponta que o indicador está convergindo para uma desaceleração gradual e pode tornar o cenário mais propenso para a autoridade monetária brasileira seguir com o ciclo de corte de juros. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 4,52%, encostada no teto da meta, de 4,5%.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que capta a variação de preços do dia 15 de um mês até o dia 15 do mês seguinte, e foram divulgados nesta terça-feira (28).

Leia também: Juros futuros recuam em toda a extensão da curva após IPCA-15 abaixo do piso

Segundo economistas e analistas, o indicador mostra que a inflação segue pressionada, mas dá sinais positivos. “A abertura dos dados mostrou uma desaceleração disseminada, e não um choque isolado, com leituras mais brandas em quase todos os principais grupos”, avalia a equipe de macroeconomia da XP.

A queda no índice de difusão, que mede o quanto a inflação está espalhada pelos setores da economia, recuou para 48%, segundo o IBGE. De acordo com a XP, o índice estava em 60% em junho. “O resultado sugere que a desaceleração dos preços não foi algo pontual, e sim, fruto de queda disseminada entre os diversos itens que compõem o indicador”, explica Guilherme Souza, economista da Ativa Investimentos.

A média dos núcleos de inflação também cedeu, registrando alta de 0,23%, frente a estimativa de 0,26%. “A composição do indicador foi extremamente positiva, trazendo sinais consistentes de arrefecimento da dinâmica inflacionária”, diz Souza.

Alívios e pressões

O principal vetor de alívio no IPCA-15 foi o grupo Alimentação e Bebidas, que teve deflação de -0,66%, bem abaixo do avanço de 0,74% registrado no mês anterior. A queda foi puxada pela Alimentação em Domicílio (-1,14%), impactada pelos preços do tomate e batata.

Na outra ponta, a pressão de alta veio do grupo Habitação, que subiu 0,97%. O grupo Transportes subiu 0,11%, impactado pelas passagens aéreas, que tiveram variação de +11,70%.

Petróleo

A breve trégua nos ataques no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo recuar, não impactou o resultado do índice, avalia Gabriel Foglieni, gerente de Investimentos da Eleva Invest. “O IBGE coletou os preços até 15 de julho, e tanto o pico quanto a queda do petróleo aconteceram depois disso”, explica. 

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Ele destaca que os combustíveis até recuaram 0,90% no mês, mas devido à safra do etanol no Centro-Sul. “Como a gasolina carrega 30% de etanol anidro, o etanol mais barato puxa a gasolina para baixo. O efeito do petróleo só deve aparecer no IPCA-15 de agosto, quando também entra em vigor o aumento da mistura para 32%, que joga na direção contrária”, avalia.

Projeção para inflação e Selic

Com o resultado benigno do IPCA-15, instituições financeiras avaliam a possibilidade de revisar para baixo suas projeções de inflação para o final do ano. A equipe de macroeconomia da XP mantém a estimativa do IPCA de 2026 em 5,2%, mas ressalta que o número apresenta um viés de baixa. 

Na mesma linha, a economista do Itaú Luciana Rabelo afirma que o dado de julho adiciona um viés de baixa à projeção do banco, que atualmente é de 5,4% para este ano.

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No que diz respeito à política monetária, a leitura mais branda dos preços consolida, para boa parte do mercado, a expectativa de um novo alívio na taxa básica de juros. A projecão da XP, da Ativa Investimentos, e da InvestSmart XP é de que o Copom fará um corte de 0,25 ponto percentual (25 bps) na próxima reunião, marcada para agosto. 

Sobre o horizonte de longo prazo, Sara Paixão, analista da InvestSmart XP, destaca que, atualmente, a expectativa do mercado é de que a taxa Selic encerre o ano de 2026 em 14%, como apontou o relatório Focus desta semana.

Apesar da perspectiva de alívio por parte de alguns agentes, há quem pregue cautela diante dos riscos no radar. André Luiz Haas Caruso, CEO da Pilar Capital, pondera que, embora a surpresa tenha sido grande, ela reforça a possibilidade de manutenção da Selic, pois o resultado “dificilmente será suficiente, sozinho, para justificar uma flexibilização monetária”. Para André Matos, CEO da MA7 Capital, a decisão segue em aberto entre a aplicação de um novo corte e uma pausa.

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Os analistas também alertam para os impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre as projeções para 2026, com possíveis reflexos no câmbio e nas cadeias de suprimentos. “Um dado favorável isolado não é suficiente para blindar o país de um eventual choque externo de preços”, alerta Peterson Rizzo, Head de Relações com Investidores da Multiplike, lembrando que a proteção contra essas pressões depende da credibilidade da política monetária e da manutenção das expectativas de inflação ancoradas.



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Irmão gêmeo de homem preso por se masturbar em academia se afasta do trabalho


O irmão gêmeo de Pedro Henrique Sales, de 21 anos, suspeito de importunação sexual em Feira de Santana, precisou se afastar do trabalho após ser confundido com o investigado. A informação foi confirmada pela delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelas investigações. As informações foram divulgadas pelo site baiano BNews.

Segundo a delegada, a semelhança física entre os irmãos provocou uma exposição indevida durante o período em que Pedro Henrique estava foragido, o que levou o familiar a deixar o trabalho. O investigado foi preso na última sexta-feira (24).

Lorena Almeida disse que o irmão do suspeito nunca foi alvo da investigação e colaborou com a Polícia Civil desde o início das investigações.

“Em nenhum momento ele desrespeitou ou afrontou a equipe responsável pelas investigações. Ele possui emprego fixo e precisou se afastar por conta da enorme repercussão do caso, que inviabilizou sua permanência no ambiente de trabalho”Delegada Lorena Almeida

A delegada também pediu que a população não direcione ataques ou responsabilize o irmão pelas acusações investigadas.

“Ele não responde por qualquer crime relacionado ao caso. A população não deve procurá-lo nem responsabilizá-lo pelos atos investigados. Não existe qualquer comprovação de envolvimento dele”, reforçou.

Caso aconteceu no último dia 19

O caso é investigado pela Deam de Feira de Santana. Pedro Henrique Sales é investigado por importunação sexual após ser flagrado se masturbando atrás de uma mulher enquanto ela treinava na academia de um condomínio residencial da cidade, no último dia 19.

A vítima corria em uma esteira e gravava o próprio treino quando o suspeito apareceu ao fundo das imagens praticando o ato. De acordo com as investigações, ela só percebeu o que havia acontecido ao assistir ao vídeo posteriormente.

À Jovem Pan, a Polícia Civil informou que imagens gravadas pela vítima e por câmeras de videomonitoramento foram analisadas para identificar o suspeito. Além disso, diligências e oitivas foram realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso.



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Recuperações judiciais devem manter recorde nos próximos 12 a 24 meses, diz JiveMauá 


O cenário macroeconômico deve seguir impondo desafios para as empresas que estão tendo que equilibrar despesas e investimentos em meio a juros altos e uma queda na oferta de crédito tradicional. A tendência é que o Brasil siga batendo recorde de recuperações judiciais, avalia Bruno Gomes, sócio e head da estratégia de distressed e special sits da JiveMauá, em entrevista ao InfoMoney durante a Expert XP 2026.

Embora existam empresas com operações saudáveis, muitas enfrentam crises de liquidez severas devido ao custo da dívida e ao ceticismo do mercado financeiro, avalia Gomes, que cita os setores como varejo, infraestrutura e agronegócio como os mais vulneráveis às incertezas macroeconômicas e fiscais vigentes.

O atual cenário complexo se soma aos reflexos da pandemia e a um falso alívio recente. Gomes explica que o breve ciclo de queda de juros em 2023 fez com que várias empresas aproveitassem o momento para fazer novas operações e reperfilar dívidas. No entanto, a retomada da alta do juro pegou essas companhias no contrapé. Hoje, enfrentam o custo elevado da dívida somado à retração dos bancos.

Ele cita que os dados da Febraban mostram que a concessão líquida de crédito encolheu, movimento acompanhado pela redução no volume de emissões no mercado de capitais. 

Leia também: Juro alto trava inovação e asfixia indústria de transformação, dizem especialistas

O encolhimento do crédito privado ocorreu porque a precificação do risco e o spread deixaram de justificar as operações financeiras, explica Gomes. Após diversos eventos de crédito no mercado, os investidores passaram a olhar o cenário com ceticismo e “fecharam a torneira”. Como resultado, empresas operacionalmente saudáveis e com boa geração de caixa não conseguem liquidez para pagar o serviço da dívida e a amortização do principal.

“É um efeito de cauda longa por causa do juro alto, por muito tempo. A liquidez do mercado vai empurrar várias empresas, que são boas e que normalmente conseguiriam renegociar dívidas, para irem por esse caminho da recuperação judicial e extrajudicial”, avalia.

O juro alto é o grande vilão, mas o pessimismo do mercado é amplificado pelas questões fiscais e pela inflação. A incerteza macroeconômica global também afeta as reestruturações de dívida. Esse cenário global inclui a relação dos Estados Unidos com outros países, as políticas de tarifas e os impactos de guerras nos preços do petróleo, frete e fertilizantes. 

A crise atinge os setores de forma transversal, mas com gatilhos específicos. No varejo, o cenário de falta de liquidez e o avanço da inadimplência estão empurrando companhias para o limite financeiro.

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Já em infraestrutura, o gargalo está na rolagem dos passivos. “Algumas empresas estão com dificuldade de reestruturar suas dívidas por falta de liquidez, e temos visto elas indo para recuperação judicial e extrajudicial”, detalha Gomes.

No agronegócio, que também registra volume recorde de recuperações judiciais, o choque é múltiplo, avalia Gomes. O ciclo prolongado de juros altos colidiu com a queda expressiva no preço da soja e a alta nos custos operacionais, como frete e fertilizantes, impactados por tensões geopolíticas. “Vários produtores rurais grandes, que compraram terras no passado ou se alavancaram para produzir mais, estão sofrendo os efeitos disso”, pontua. 

Leia também: Grupo Prime, do agronegócio, pede recuperação judicial com dívidas de quase R$ 800 mi

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Fundos de situações especiais

Diante desse quadro, surgem oportunidades para fundos de situações especiais, que oferecem capital flexível em troca de garantias. Neste caso, o foco dos investidores está na seleção de ativos que tenham viabilidade operacional própria, sem depender de melhorias imediatas nos indicadores econômicos nacionais. 

Neste momento, a disciplina de alocação de recursos é essencial para o fundo. A JiveMauá busca empresas cujo problema seja estritamente financeiro, evitando apostar naquelas que dependem de uma melhora macroeconômica (como queda de juros ou controle da inflação) para sobreviver.

O fundo exige que a geração de caixa operacional da empresa seja suficiente para pagar o endividamento em um cenário de dívida alongada. “Não faz sentido eu simplesmente postergar o problema de uma empresa e ser eu daqui a pouco o credor que não vai ser pago”, afirma.

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Foco em ativos reais

Para mitigar os riscos, o fundo exige garantias de qualidade que sejam dificilmente relativizadas em processos de recuperação judicial. A estratégia evita usar recebíveis como garantia principal, pois juízes frequentemente quebram essa trava para permitir a sobrevivência do caixa da empresa em crise.

O foco está na captura de ativos reais e descorrelacionados do negócio principal, como bens dos sócios ou ativos de outras linhas de negócios do mesmo grupo que não sofram com a iliquidez. Mesmo esses ativos entram na conta com um forte deságio de segurança; uma garantia avaliada em 100 pelo devedor é precificada a 50 pelo fundo, segundo Gomes. 



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