Categorias
brasil destaque_home

Mãe denuncia filhos suspeitos de sequestrar e matar empresário em Carapicuíba


O depoimento da mãe dos suspeitos ajudou a polícia a realizar as prisões no caso de sequestro e morte do empresário Marcelo Magalhães Almeida, de 31 anos, em Carapicuíba, na Grande SP. Conforme informações do inquérito obtidas pelo Estadão, Zamara Santos Soares, mãe de Lucas Soares de Lima, de apelido “Quadrado”, e de Paulo Sérgio Soares Almeida, procurou a polícia no dia 17 de julho para denunciar o crime.

Os irmãos “Quadrado”, de 28 anos, e Almeida, de 27, além de Júlio César Moura Batista, de 23, que não tem parentesco com os dois, foram presos pela Polícia Civil suspeitos de participação no desaparecimento do empresário. As defesas dos três não foram localizadas. O espaço segue aberto. Um quarto suspeito ainda está sendo procurado.

Conforme o inquérito, Zamara soube pela nora, mulher de um dos suspeitos, que os dois filhos teriam participado do sequestro e da morte de Marcelo e estavam aparecendo na televisão. “(Eles) roubaram, sequestraram e mataram uma pessoa poderosa”, disse a nora para Zamara.

O caso

O empresário Marcelo Magalhães Almeida, de 31 anos, está desaparecido desde a noite da última quinta-feira, 16, após sair de um bar na Estrada da Fazendinha, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

O veículo do empresário, que é blindado, foi encontrado abandonado, conforme informações dadas pela família à polícia. O veículo tinha “possíveis sinais de sangue”, segundo informações postadas pelo 33º BPM/M nas redes sociais. As buscas pelo corpo de Marcelo continuam.

“As investigações apontam que Marcelo Magalhães foi atraído pelos suspeitos para uma área de mata, onde teria sido morto após ter valores transferidos de sua conta bancária. O corpo ainda não foi localizado. O veículo da vítima foi encontrado abandonado e foi apreendido para perícia. As investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer completamente os fatos”, disse a SSP por meio de nota.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os quatro suspeitos teriam sequestrado Marcelo e realizado uma transferência de R$ 8 mil de sua conta antes de matá-lo. A polícia afirma que o crime teria sido premeditado após um desentendimento financeiro entre o empresário e um dos suspeitos. A investigação aponta que ele pode ter sido vítima de homicídio qualificado.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Brasil deve perder posto de 2º exportador de milho para Argentina em 2025/26


O Brasil deverá perder o posto de segundo exportador global de milho para a Argentina em 2025/26, à medida que o país vizinho está competitivo após uma grande safra, enquanto exportadores brasileiros enfrentam dificuldades de embarques para o Irã, tradicionalmente um grande importador, avaliou nesta terça-feira (22) a Hedgepoint Global Markets em uma conferência online.

As exportações brasileiras em 2025/26 estão estimadas pela Hedgepoint em 43 milhões de toneladas, enquanto as argentinas estão projetadas em 45 milhões de toneladas no mesmo período, segundo números da empresa de consultoria e gerenciamento de riscos.

Os dados estão em linha com as estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Leia também: Preço do milho cai ao menor nível em 8 meses com comprador afastado

O último ano em que o Brasil exportou menos que a Argentina foi em 2020/21, quando os embarques brasileiros somaram 20,85 milhões de toneladas, enquanto os da Argentina atingiram 40,9 milhões, segundo dados históricos do USDA. O mercado global de exportação do cereal é tradicionalmente liderado pelos EUA. 

“Acho que a Argentina pode ganhar ‘share’ especialmente do Brasil em 25/26, por preços mais competitivos”, declarou Luiz Fernando Roque, especialista da Hedgepoint.   

Ele disse ainda que as exportações de milho do Brasil em 2025/26 podem ser reduzidas por menores compras do Irã em meio à guerra, além da forte concorrência dos Estados Unidos.

A estimativa atual ainda indica um aumento no comparativo com o ciclo anterior, quando o Brasil exportou 41,1 milhões de toneladas, segundo números da empresa de análises.

Em 2025, o Brasil chegou a embarcar 9 milhões de toneladas para o Irã, sendo o principal destino. “O Irã não comprou nada em junho, o conflito pode atrapalhar”, disse.

Continua depois da publicidade

As exportações brasileiras de milho geralmente ganham força no segundo semestre.

Na primeira parte do ano, o Irã foi destino de cerca de 1,5 milhão de toneladas do cereal brasileiro, contra 2,3 milhões no mesmo período de 2025, segundo dados da consultoria.

Leia também: Como o Brasil pode ganhar com fim de restrição do etanol na gasolina nos EUA

Continua depois da publicidade

Fator etanol

O especialista disse considerar que a condição da Argentina como segundo exportador global deve ser conjuntural para o quadro de 2025/26, diante da grande safra.

Mas disse também que a “demanda crescente por etanol no Brasil é um fator fundamental”.

O mercado interno brasileiro tem absorvido cada vez mais milho, principalmente pelo aumento da produção de etanol, notou a empresa de análises.

Continua depois da publicidade

A Hedgepoint estima que o consumo de milho para etanol no Brasil deverá crescer 5,5 milhões de toneladas em relação a 2025, para 28,5 milhões de toneladas. Enquanto o consumo para ração animal deverá aumentar 200 mil toneladas na mesma comparação, para 61,2 milhões de toneladas.

Roque chamou a atenção para recente decisão do governo brasileiro de aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

Ainda que seja uma medida provisória, o E32 poderia adicionar mais 1,5 milhão de toneladas no consumo de milho para etanol, disse ele.

Continua depois da publicidade

A Hedgepoint estima a safra brasileira de milho em 2025/26 em 140,3 milhões de toneladas, versus 140,5 milhões no ciclo passado. O USDA estima a safra brasileira 2026/27 em 139 milhões de toneladas.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Onda de calor na Europa reduz a projeção da safra de grãos


A onda de calor que tem assolado a Europa desde junho reduziu em 9 milhões de toneladas a previsão de safra total de grãos de 2026 na União Europeia e Reino Unidos, segundo projeções da Coceral, associação europeia de comerciantes de commodities agrícolas.

A estimativa foi reduzida de 295,5 milhões milhões de toneladas para 286,6 milhões de toneladas – no ano passado, foram produzidas 310,0 milhões de toneladas do ano passado.

Leia também: Onda de calor na Europa provoca 3.700 mortes adicionais na França, Holanda e Bélgica

Para a produção de trigo, são esperadas 140,8 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 143,7 milhões de toneladas e abaixo das 149,8 milhões de toneladas em 2025.

Segundo a Coceral, a recente onda de calor afetou o preenchimento dos grãos de trigo no centro e sul da França, sul da Alemanha, assim como na Áustria, Polônia e Hungria.

Uma correção para baixo também foi feita na Espanha, onde uma onda de calor no final de maio causou danos tardios maiores às plantações do que o esperado.

A produção de cevada está prevista em 57,6 milhões de toneladas, um pouco abaixo da previsão anterior de 58,8 milhões de toneladas e bem abaixo dos 63,8 milhões de toneladas produzidos no ano passado.

A cevada da primavera deveria ter sofrido mais com o calor recente do que a cevada de inverno, que já havia quase terminado seu desenvolvimento antes da chegada do calor.

Leia também: Onda de calor na Europa impulsiona fabricantes chinesas de ar-condicionado

Continua depois da publicidade

Milho

A previsão de produção de milho para 2026 nos 27 países da EU e no Reino Unido também foi revisada para baixo. O clima começou a afetar a polinização do milho na metade sul da França e na Hungria. Espera-se mais danos devido à previsão de calor em outras partes da UE.

A safra total de milho agora está prevista em 52,7 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 57,2 milhões de toneladas e inferior à já decepcionante safra do ano passado, de 57,4 milhões de toneladas.

Espera-se que a safra francesa caia para apenas 9,4 milhões de toneladas (ante um total de 13,8 milhões de toneladas no ano passado), o que deve significar o menor nível em mais de 20 anos. Uma queda acentuada no plantio é outra explicação para a baixa safra.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Paraguai negocia mercados para carne bovina na Indonésia e Turquia

O Paraguai está em fase final de negociações para ampliar as exportações de carne bovina para a Indonésia e a Turquia. Os dois países estão avaliando a habilitação sanitária e o cumprimento de requisitos técnicos para permitir a entrada da proteína paraguaia em seus mercados.

Na Indonésia, o embaixador do país no Paraguai, Sulaiman Syarif, afirmou por meio de nota que o processo para abertura do mercado está próximo de ser concluído após dois anos de negociações com o Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal).

Segundo o diplomata, os dois países avançaram nas tratativas para permitir a exportação de carne bovina de primeira categoria do Paraguai para a maior economia do Sudeste Asiático.

A possível abertura representa uma nova alternativa para a indústria frigorífica paraguaia, que busca ampliar sua presença em mercados asiáticos. Atualmente, o país trabalha para diversificar os destinos de exportação e reduzir a concentração em compradores tradicionais.

Durante cerimônia em Assunção pelos 81 anos da independência da Indonésia e pelos 45 anos das relações diplomáticas entre os dois países, Syarif também destacou o crescimento do comércio bilateral.

Segundo dados da agência de estatísticas da Indonésia, o comércio entre os dois países alcançou US$ 151,3 milhões no último ano, o maior resultado dos últimos cinco anos, com crescimento de 40% em relação ao período anterior.

As exportações paraguaias para a Indonésia incluem algodão, hortaliças, sementes de chia, couro, óleos essenciais e produtos da floricultura. Já a Indonésia exporta ao Paraguai máquinas e equipamentos elétricos, veículos e autopeças, tabaco, calçados, produtos químicos, fibras sintéticas e vestuário.

Durante o evento também foi criado o Conselho Empresarial Paraguai–Indonésia, com o objetivo de ampliar negócios e investimentos entre os dois países em setores como segurança alimentar, energia e serviços.

Turquia

Na Turquia, o Paraguai receberá uma auditoria técnica na primeira semana de agosto para concluir os requisitos necessários para o início das exportações de carne bovina e gado vivo.

O presidente do Senacsa, José Carlos Martin, confirmou a chegada da missão turca e pediu a participação dos frigoríficos interessados em exportar para finalizar o processo.

Em junho, a Turquia concedeu a habilitação sanitária para a importação de carne bovina e animais vivos do Paraguai. Porém, ainda são necessários ajustes relacionados à certificação halal e à aprovação das plantas frigoríficas que pretendem realizar os embarques.

Durante a auditoria, técnicos turcos irão avaliar os estabelecimentos, os procedimentos de abate, os controles sanitários e as exigências religiosas necessárias para a certificação halal.

Segundo Martin, o processo com a Turquia começou em 2019 e passou por diferentes etapas de negociação. O presidente do Senacsa afirmou que o acesso sanitário é uma etapa fundamental para avançar posteriormente em condições comerciais.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Preço da gasolina volta a ficar acima de US$ 4,00 nos Estados Unidos







Após praticamente um mês de alívio nas bombas de combustível, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou nesta semana a ultrapassar a marca de US$ 4,00 por galão, movimento atribuído à nova escalada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo bruto. Isso tem acendido alertas de economistas sobre a inflação americana.

Segundo cálculos da Associação Automotiva Americana (AAA), o preço médio nesta quarta-feira (22) está em US$ 4,06 por galão. Há uma semana, esse preço médio era de US$ 3,89, enquanto há um ano estava em US$ 3,14.

Leia também: Petróleo brent sobe a US$ 95 após Rubio afirmar que Irã não leva negociações a sério

Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, o preço médio avançou de US$ 2,98 para um pico de US$ 4,56 (atingido no dia 21 de maio)

Em estados como Califórnia e Washington, os preços estão acima dos US$ 5 há meses.

Não são apenas os preços da gasolina que estão em alta por efeitos da guerra. O galão de diesel está em US$ 5,18, ante preço de US$ 3,73 há um ano.

Os combustíveis para aviação estão na mesma tendência. Antes da guerra no Irã, o combustível para aviões custava em média US$ 2,50 por galão. Até sexta-feira, esse preço estava quase 43% mais alto, em US$ 3,57 por galão, segundo dados do índice de combustível para aviação dos EUA da Argus.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Entenda a dispensa de entrevista para inscrição no CadÚnico



Brasil

Ausência de entrevista domiciliar não poderá impedir a inscrição, atualização cadastral, ou manutenção de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família para as famílias unipessoais

O governo mudou regra em relação ao Cadastro Único (CadÚnico) para famílias de uma só pessoa, as chamadas famílias unipessoais. Agora, não é obrigatória a realização de entrevista domiciliar para validar as inscrições desse perfil familiar.
Dessa forma, a ausência de entrevista domiciliar não poderá impedir a inscrição, atualização cadastral, ou manutenção de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família para as famílias unipessoais.

As novas regras, publicadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), serão válidas até julho de 2027. Depois desse período, a entrevista domiciliar passará a ser obrigatória, ressalvadas eventuais exceções regulamentadas pelo MDS.

De acordo com o ministério, as entrevistas continuam obrigatórias para ingresso no programa Bolsa Família e para famílias em averiguação cadastral. Ou seja, famílias cujo cadastro apresenta indícios de irregularidade.

CadÚnico

Criado para integrar, catalogar e selecionar famílias brasileiras em situação de pobreza ou pobreza extrema, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) foi instituído em 2001, e é a porta de entrada para todos os benefícios sociais públicos disponíveis no Brasil.

O CadÚnico também é importante para programas estaduais e municipais, que podem exigir a documentação para benefícios de programas locais. Pessoas que foram vítimas de desastres naturais, como enchentes e rompimento de barragens, também devem fazer o cadastro para ter acesso a fundos de emergência para a população.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Trigo sobe mais de 4% em Chicago com temor sobre oferta global

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão desta quarta-feira (22) com valorização de 4,09% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 7,05 por bushel. A alta foi impulsionada por preocupações com a oferta global do cereal, diante de problemas envolvendo importantes regiões produtoras.

Segundo a Royal Rural, os preços do trigo americano avançaram após ataques contra carregamentos de grãos no Mar Negro e novas estimativas apontarem um potencial produtivo menor nos Estados Unidos.

O Wheat Quality Council indicou rendimentos médios de 46 bushels por acre nas lavouras da Dakota do Norte, volume 4 bushels abaixo do registrado no ano passado. Apesar de ainda estar próximo da média dos últimos cinco anos, o resultado aumentou a cautela do mercado em relação ao desempenho das plantações americanas.

Consultorias privadas também avaliam que as condições das lavouras de trigo e milho nos Estados Unidos podem apresentar piora nos próximos relatórios, o que mantém o mercado atento ao balanço de oferta e demanda.

Além da produção americana, os investidores acompanham os riscos envolvendo as exportações do Mar Negro. Os ataques à infraestrutura portuária da Ucrânia têm afetado o escoamento de grãos do país e ampliado as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de trigo da região.

Rússia e Ucrânia têm papel relevante no abastecimento mundial do cereal, especialmente para compradores do Oriente Médio, Norte da África e Ásia. Com isso, qualquer restrição nas exportações aumenta a percepção de risco no mercado internacional.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 2,00% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,84 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o avanço do milho ocorre em meio ao movimento de alta do trigo, já que os dois mercados possuem relação por conta do uso na ração animal, substituição de demanda e fluxo financeiro dos fundos de investimento.

Apesar de o milho não ter o mesmo fator de alta do trigo, a valorização do cereal ocorre por contágio. Com o trigo mais caro ou com maior dificuldade de origem, parte do mercado passa a avaliar o milho como uma alternativa relativa, o que aumenta a sustentação das cotações.

A Agrinvest destacou que os cereais tiveram um dia de forte volatilidade, com trigo e milho operando em alta em praticamente toda a curva de contratos. Segundo a consultoria, o aumento das tensões no Mar Negro continua elevando o prêmio de risco nos mercados agrícolas, impulsionando os preços tanto na Bolsa de Chicago quanto na Euronext.

O cenário mantém os investidores atentos aos impactos sobre o fluxo global de grãos, principalmente diante de possíveis restrições às exportações de importantes fornecedores internacionais.

Soja
O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 0,29% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 12,22 por bushel.

Apesar da leve baixa na principal referência internacional, o complexo da soja apresentou um movimento mais positivo no mercado. A Agrinvest apontou que o óleo de soja ganhou força com o avanço dos futuros do petróleo, que voltaram a operar em níveis não vistos desde o início de junho, tanto no Brent quanto no WTI.

Os investidores também aguardam a divulgação dos dados semanais de vendas de soja dos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa do mercado é que os números permaneçam próximos aos registrados na semana anterior, em torno de 2 milhões de toneladas.

No Brasil, a atenção está voltada para o ritmo de comercialização da safra velha. Segundo análise de mercado, as vendas futuras da soja brasileira não têm sido suficientes para atender à demanda das esmagadoras e das exportações até o fim do ano.

Esse cenário tem provocado um movimento de “short squeeze” no mercado brasileiro, quando participantes que apostaram na queda dos preços precisam recomprar posições, contribuindo para a elevação das cotações da oleaginosa no país.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Retaliar os EUA ou não? O que o Brasil pode aprender da guerra comercial EUA-Canadá


O novo tarifaço de 25% dos EUA sobre uma série de produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (22) traz a possibilidade de o Brasil realizar uma retaliação comercial, na base do “olho por olho” – e já houve sinalizações do governo brasileiro nesse sentido. Mas a nova onda da guerra comercial americana contra o Canadá, anunciada ontem e que deve valer a partir de agosto, pode servir de alerta: os EUA têm mecanismos para dobrar a aposta de maneira rápida.

Leia também: Novo tarifaço começa a valer hoje: entenda a Lei de Reciprocidade que Lula pode usar

O presidente Donald Trump invocou formalmente na terça-feira a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, para impor uma tarifa adicional de 50% sobre uma variedade significativa de produtos canadenses. Essas tarifas estão programadas para entrar em vigor em 19 de agosto e é a primeira vez que um presidente dos EUA usa a Seção 338 para impor tarifas.

Oportunidade com segurança!

Trump assinou três ordens executivas, cada uma usando uma justificativa diferente para a nova tarifa: os boicotes provinciais e territoriais a produtos alcoólicos americanos, as tarifas retaliatórias do Canadá sobre veículos e autopeças fabricados nos EUA e cotas sobre importações de laticínios americanos sob o sistema de gestão de oferta do país.

A Seção 338, que concede ao presidente o poder de impor tarifas de até 50% ou proibir importações de um país que discrimine produtos dos EUA, é semelhante Seção 301 aplicada contra o Brasil, que também permite ao presidente impor tarifas baseadas em práticas discriminatórias. No entanto, a 338 tem um requisito investigativo menos claro e é válida por um prazo mais curto.

Conforme lembra o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), embora a Casa Branca tenha afirmado que as tarifas estão sendo impostas em resposta ao tratamento discriminatório do Canadá aos produtos dos EUA, a administração provavelmente tem motivações adicionais. 

Com exceção da China, o Canadá, foi o único país que formalmente retaliou contra os Estados Unidos após a onda de novas tarifas impostas desde 2025. Assim, a nova punição imposta ao país vizinho pode enviar uma mensagem clara de como a administração Trump vai passar a tratar os parceiros comerciais que fizerem esse contra-ataque.

“A medida demonstra que o presidente ainda possui ferramentas comerciais que pode usar sem ser sobrecarregado pelos processos demorados exigidos pelas Seções 301 e 232, e após a rejeição pela Suprema Corte das tarifas da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional”, diz CSIS.

A Seção 338 também pode se tornar cada vez mais relevante à medida que a administração Trump prepara ações alternativas para substituir as tarifas da Seção 122, que expiram na sexta-feira, 24 de julho, afirma o centro de estudo.

Continua depois da publicidade

Com o Canadá relutante em negociar com os Estados Unidos, a ameaça dos direitos da Seção 338 pode ser uma tentativa de fazer três coisas: construir influência, pressionar o Canadá a se juntar às negociações de revisão do USMCA e pressionar Ottawa a ceder às exigências dos EUA.

Sobre o Brasil, existe a possibilidade de ser acionada a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional. Mas o vice-presidente Geraldo Alckmin disse na terça-feira que esse um processo que tem etapas, o que descarta uma retaliação imediata contra os Estados Unidos. “A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, brincou Alckmin, que insistiu na busca por negociação.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Ministério da Agricultura nega nova tarifa da China sobre carne brasileira

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) afirmou nesta quarta-feira  (22) que é falsa a informação de que a China tenha aplicado uma nova taxação sobre as importações de carne bovina brasileira neste mês.

Segundo a pasta, a medida anunciada pelo governo chinês no fim do ano passado permanece a mesma. A China estabeleceu uma tarifa adicional de 55% apenas sobre o volume de carne bovina que ultrapassar a cota anual definida para cada país exportador.

O Brasil recebeu a maior cota entre os fornecedores de carne bovina para o mercado chinês, de 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, continua valendo a tarifa de importação de 12%, aplicada também às cotas destinadas aos demais países.

De acordo com a atualização mais recente do MOFCOM (Ministério do Comércio da China), aproximadamente 80% da cota brasileira já foi utilizada. O percentual, porém, ainda não considera integralmente os embarques realizados pelo Brasil em junho, que seguem em trânsito e serão contabilizados após a chegada e o desembaraço da mercadoria no mercado chinês.

Com isso, o setor acompanha a evolução da utilização da cota nas próximas semanas. Caso o volume exportado ultrapasse o limite estabelecido, a tarifa adicional de 55% passará a ser aplicada apenas sobre a quantidade excedente.

Consultorias como a StoneX e a Safras & Mercado pontuaram que o Brasil atingiu o limite da cota no início deste mês e que a confirmação de limite total deveria ser informado pela a China somente em agosto. No entanto, as indústrias frigorificas já começaram a reajustar as operações para que as cargas não venham a ser taxadas.

Ainda na semana passada, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Frigoríficas de Carnes) destacou que as medidas de salvaguarda deverão permanecer em vigor por três anos, podendo ser revisadas ao longo desse período.

Na prática, segundo a Abiec, o novo patamar tarifário inviabiliza economicamente os embarques destinados ao mercado chinês. Até então, a China era o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por mais da metade das exportações do setor.

O Mapa reforçou que a medida chinesa é uma salvaguarda comercial válida para todos os países exportadores de carne bovina e não representa uma nova cobrança específica contra o Brasil.

A pasta também afirmou que publicações que circulam nas redes sociais apresentam a informação de forma equivocada ao indicar que a China já teria imposto uma nova tarifa sobre toda a carne bovina brasileira destinada ao país asiático.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) brasileiro para este ano. A estimativa consta no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22).

A entidade prevê que a economia deve continuar avançando em ritmo moderado, impulsionada principalmente pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pela resiliência do setor de serviços.

Apesar do cenário positivo para alguns segmentos, a confederação alerta que juros elevados, inflação persistente, custos de produção mais altos e o aumento das importações devem limitar uma recuperação mais robusta da atividade econômica.

Em nota, o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, destacou que o crescimento continuará sustentado pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Segundo ele, a política monetária restritiva e as fragilidades fiscais permanecem como entraves para uma expansão mais acelerada.

Inflação

A CNI também revisou para cima a projeção da inflação para este ano. A expectativa é de que alimentos, combustíveis e a inflação de serviços mantenham pressão sobre os preços ao consumidor.

O cenário fiscal também preocupa a entidade. Embora a arrecadação federal deva crescer, o aumento das despesas públicas deve manter as contas do governo no vermelho, elevando o endividamento do país.

Indicadores:

  • PIB: 2%;
  • IPCA: de 4,4% para 5%;
  • Receita líquida federal: 5,8% acima da inflação;
  • Despesas federais: 4,5% acima da inflação;
  • Déficit primário em 2026: R$ 55,3 bilhões;
  • Dívida pública: 82% do PIB.

Indústria

A CNI revisou para cima a expectativa de crescimento da indústria este ano, impulsionada principalmente pela atividade extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo e menos afetada pelos juros elevados.

Na indústria de transformação, apesar da melhora na projeção, o setor continua pressionado pelo avanço das importações, pelos juros altos e pelo aumento dos custos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Apenas sete dos 24 segmentos industriais apresentam crescimento, segundo a entidade.

Continua depois da publicidade

A construção civil deve ganhar impulso com medidas governamentais voltadas ao crédito habitacional e aos investimentos em infraestrutura.

Projeções:

  • PIB industrial: de 1,6% para 2,1%;
  • Indústria extrativa: de 7,8% para 9,1%;
  • Indústria de transformação: de 0,3% para 0,6%;
  • Construção civil: de 1,3% para 1,5%.

Agro

A expectativa de uma nova safra recorde, especialmente de soja, aliada ao crescimento da produção animal, levou a CNI a elevar pela segunda vez consecutiva a projeção para a agropecuária.

Continua depois da publicidade

Mesmo diante do aumento dos custos de insumos provocado pelo conflito no Oriente Médio, o setor deve apresentar desempenho superior ao previsto anteriormente.

Projeções do agro e serviços:

  • Agropecuária: de 1,1% para 1,8%;
  • Serviços: de 2,1% para 1,9%.

O setor de serviços continua sendo sustentado pelo mercado de trabalho, pelas vendas do varejo e pelos segmentos de informação e comunicação. No entanto, o aumento da inadimplência das famílias, o maior endividamento e os juros elevados reduziram a expectativa de crescimento.

Continua depois da publicidade

Juros

Diante da inflação persistente e da piora do cenário fiscal, a CNI reduziu a expectativa de queda da taxa básica de juros.

Agora, a previsão é de apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026.

Projeção para a Selic:

Continua depois da publicidade

  • Taxa atual: 14,25% ao ano;
  • Fim de 2026: de 12,75% para 13,75% ao ano;
  • Juros reais (acima da inflação) estimados: 9,2%
  • Juro neutro (que não afeta o PIB) estimado: 5%

Segundo a entidade, caso as projeções se confirmem, a política monetária permanecerá em nível bastante restritivo durante todo o próximo ano.

Cenário externo

No ambiente internacional, a guerra no Oriente Médio continua sendo apontada como o principal fator de risco para a economia brasileira. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes, embora a CNI avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante do aumento esperado da oferta mundial de petróleo.

Outro ponto de atenção é o avanço das importações de bens de consumo, que ocorre em meio à desaceleração da indústria nacional.

Comércio exterior:

  • Importações de bens de consumo: 16% no primeiro semestre;
  • Importações totais: US$ 306 bilhões (5,2%);
  • Exportações: US$ 383,9 bilhões (9,5%);
  • Superávit da balança comercial: US$ 77,9 bilhões (30,4%).

A entidade ressalta, porém, que esse cenário poderá ser alterado caso avancem as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fator que pode afetar o desempenho das exportações ao longo de 2026.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.