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Desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% no último ano


O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta. É o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. Na medição do período anterior, a área sob alerta na região foi de 4.495 km².

O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.

Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados na tarde desta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo.

A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.

O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.

O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.

Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²).

Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.

Desmatamento

O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.

A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país. No recorte por biomas, a queda mais expressiva no desmatamento ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida, o Pampa, com uma redução de 41,7%.

Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.
Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe.

O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.

A apresentação dos dados foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento. Em sua fala, ele lembrou que o governo dos Estados Unidos usou o desmatamento no Brasil como justificativa para impor tarifas extras aos produtos brasileiros exportados aos EUA.

Lula disse, então, que queria tirar uma foto no evento, tendo como pano de fundo os dados de queda do desmatamento para “mandar para o Trump”.

“Eu vim fazer do aniversário de 65 anos do Inpe a minha bandeira de defesa contra os tarifaços dos Estados Unidos contra o Brasil. Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”, afirmou.

Lula afirmou também que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.

Repercussão

Em nota, o Observatório do Clima comemorou os números do Deter.

“Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo da entidade.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para buscar a meta de zerar o desmatamento na região.

“Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, disse Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.

“Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.



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Documentos dos EUA revelam investigação sobre OVNI no Brasil em 1963


Documentos do governo dos Estados Unidos divulgados nesta sexta-feira (7) registraram como autoridades norte-americanas acompanharam e investigaram, em 1963, o relato de que um objeto voador não identificado (OVNI) teria caído no município de Conde, na Bahia. A história, que chegou aos EUA por meio de uma transmissão da Rádio Tupi, falava em uma “grande esfera metálica” com um corpo humano em seu interior.

Um dos registros, datado de 8 de novembro de 1963, reproduz uma transmissão em português da rádio, no Rio de Janeiro. Segundo o relato, informações vindas de Conde davam conta de que o objeto havia caído no centro da cidade e aberto um buraco de quatro metros de profundidade.

A descrição afirmava ainda que a suposta esfera possuía aberturas semelhantes a janelas, cobertas por vidro grosso. Dentro dela, segundo a transmissão, haveria “um corpo humano vestido com roupas pesadas”, com inscrições que não podiam ser decifradas. O registro acrescentava que a população de Conde estava intrigada e que as autoridades haviam sido informadas.

A história levou representantes dos Estados Unidos no Brasil a buscar informações sobre o episódio. Um segundo documento, produzido pela Embaixada norte-americana no Rio de Janeiro e datado de 20 de novembro daquele ano, apresenta o resultado das verificações.

O documento mostra que informações sobre o caso foram enviadas ao Departamento de Estado norte-americana, com a solicitação de que cópias fossem encaminhadas também ao Departamento de Defesa, especificamente à Força Aérea, e à Nasa. A representação dos Estados Unidos em Salvador também foi acionada para verificar o que havia ocorrido.

A representação norte-americana em Salvador foi acionada para verificar a história. Harold Midkiff, então cônsul na capital baiana, respondeu também em 14 de novembro, após consultar informações disponíveis na região.

Relato no documento

Segundo o relato reproduzido no documento, a história de que um “objeto estranho” teria descido na região de Conde aparentemente havia sido “fabricada no Rio”. O cônsul informou que nenhum objeto havia sido visto por pessoas da região, de acordo com jornalistas e outras pessoas que foram ao local antes mesmo de receberem informações sobre a investigação.

“A história de um objeto estranho descendo na região de Conde, Bahia, aparentemente foi fabricada no Rio. Nenhum objeto desse tipo foi visto por ninguém na área, segundo repórteres de jornais e outras pessoas que correram para lá antes que os relatos da investigação fossem recebidos. O secretário de Segurança Pública especulou que o objeto poderia ser um balão meteorológico, mas nenhum avistamento desse tipo foi confirmado”, afirmou Midkiff.

Além do telegrama, o consulado enviou à embaixada duas reportagens de jornais baianos, publicadas pelo Diário de Noticias, em 9 de novembro, e pelo Jornal da Bahia, no dia 11. Segundo o documento americano, ambas corroboravam a conclusão de que não havia evidências do suposto objeto.

Uma das reportagens afirmava que o Ministério da Aeronáutica havia negado “categoricamente” a existência de qualquer “objeto estranho” em Conde. A outra tinha como título, segundo a tradução registrada pelos americanos, “The Airship that wasn’t there”, “A aeronave que não estava lá”, em tradução livre.

O documento ainda destaca uma curiosidade relatada pelo Jornal da Bahia. Para o repórter enviado ao município, o único aspecto realmente digno de notícia do episódio teria sido a rapidez da comunicação, já que ele enviou um telegrama de Conde para o jornal, em Salvador, por meio de um antigo transmissor de código Morse e recebeu uma resposta cinco minutos depois.



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Oferta menor de gado deve sustentar preços do boi no segundo semestre

A menor disponibilidade de gado deve ser um dos principais fatores de sustentação dos preços do boi gordo no segundo semestre, em um momento de mudança no ciclo pecuário brasileiro e de redução no ritmo de abates. A avaliação é da StoneX, que aponta que a oferta mais restrita de animais pode limitar os efeitos da menor demanda externa sobre as cotações.

Depois de um primeiro trimestre marcado por abates acelerados, a oferta de animais começou a se contrair a partir do segundo trimestre. O movimento ganhou força em julho e já se refletiu nos preços do boi gordo no mercado físico e também na formação dos contratos futuros.

Com menos animais disponíveis, os pecuaristas recuperaram poder de negociação, depois de um período em que a indústria tinha maior capacidade de pressionar os preços. A mudança ocorre em meio à chamada virada do ciclo pecuário, caracterizada pela redução da oferta de animais para abate após um período de maior disponibilidade.

De acordo com a consultoria, a menor oferta eleva o custo da matéria-prima ao mesmo tempo em que o setor precisa administrar o escoamento da carne em um ambiente de mudanças na demanda externa.

“O mercado doméstico continua firme e outros destinos podem ganhar espaço, mas a redução dos embarques para alguns mercados relevantes tende a aumentar a necessidade de redirecionamento da produção”, informou a Stonex.

A StoneX avalia que agosto, setembro e outubro devem concentrar uma parcela importante dos ajustes do mercado. A expectativa é de que a menor disponibilidade de animais continue dando suporte às cotações, enquanto a indústria busca alternativas para absorver a produção de carne.

A dinâmica também pode alterar o comportamento tradicional do mercado no segundo semestre. Historicamente, o período entre julho e outubro ganha relevância com a maior participação do gado de confinamento. Neste ano, porém, a oferta mais restrita de animais coloca maior peso sobre a disponibilidade de gado na formação dos preços.

Nesse cenário, a evolução das exportações continuará sendo importante, mas não será o único fator determinante para o mercado. A relação entre oferta de animais, demanda doméstica e capacidade de absorção dos mercados externos deverá definir o comportamento das cotações ao longo dos próximos meses.

Cota chinesa adiciona pressão sobre exportações

Além da menor oferta de gado, o mercado brasileiro terá de lidar com uma redução significativa no fluxo de carne bovina para a China nos próximos meses. Segundo a StoneX, o Brasil embarcou cerca de 83 mil toneladas para o país asiático em julho, queda de 48% em relação a junho e recuo de magnitude semelhante ante julho de 2025.

Com isso, o volume acumulado entre novembro de 2025 e julho de 2026 chegou a 1,172 milhão de toneladas, acima da cota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China. Parte dos embarques realizados em julho ainda é considerada residual, formada por negócios fechados antes do esgotamento da cota.

A China respondeu por cerca de 36% das exportações brasileiras de carne bovina em julho, ante aproximadamente 50% entre janeiro e junho. No total, o Brasil embarcou 228 mil toneladas de carne bovina no mês, 18% menos que em junho.

A expectativa é de que o impacto do preenchimento da cota fique mais evidente entre agosto e outubro, quando o volume residual deve se esgotar e os embarques para a China podem se aproximar do mínimo.

A retomada deve ocorrer a partir de novembro, quando os novos embarques passam a ser contabilizados na cota de 2027. Como a internalização da carne na China leva entre 45 e 60 dias, a indústria deve começar a se preparar para essa retomada ainda em outubro, antecipando a compra de animais.

Para a StoneX, a experiência de 2026 também pode mudar a estratégia do setor nos próximos anos. A antecipação dos embarques para preencher a cota tende a se consolidar, alterando a sazonalidade das exportações e podendo influenciar a disponibilidade de carne no mercado brasileiro e a formação dos preços.

Ainda assim, para o segundo semestre de 2026, a oferta de animais deve continuar sendo um dos principais pontos de atenção. A menor disponibilidade de gado pode reduzir a intensidade do impacto causado pela queda dos embarques para a China e ajudar a sustentar as cotações do boi gordo.

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Cristo, Bondinho e outros pontos turísticos são fechados no RJ por causa da ventania


Os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro foram fechados nesta sexta-feira (7) depois da previsão de que ventos fortes podem atingir a cidade. Ao longo do dia, prefeitura da capital e governo do estado dispararam alertas de risco para o fenômeno por meio do Centro de Operações e da Defesa Civil.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) determinou que, desde as 13h, as concessionárias Paineiras-Corcovado e Trem do Corcovado suspendessem o transporte de turistas para o Cristo Redentor, que fica dentro do Parque Nacional da Tijuca. A retirada do público que já estava no mirante seria feita progressivamente.

Outras áreas turísticas do parque foram fechadas, como o Parque Lage, o Setor Floresta da Tijuca, a Vista Chinesa, a Mesa do Imperador, a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita.

O acesso de bondinho ao Pão de Açúcar também foi encerrado desde as 13h, segundo a concessionária Parque Bondinho. O informe oficial diz que a medida foi tomada para garantir a segurança de funcionários e visitantes. O fechamento inclui ainda a Pista Cláudio Coutinho e a trilha do Morro da Urca.

A Prefeitura comunicou que todos os parques naturais e urbanos da cidade encerraram as atividades às 12h.

O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, suspendeu as visitas e as oficinas que estavam agendadas para o dia. A administração informou que as pessoas que já haviam comprado ingressos pela internet poderão reagendar uma nova data.

O mesmo ocorreu no Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Museu Histórico Nacional e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que ficam na região central da cidade.

Volta para casa antecipada

O governo do estado e a prefeitura da capital recomendaram nesta sexta-feira que instituições que não prestam serviços essenciais encerrem seu expediente mais cedo para que a população tenha tempo de voltar para casa antes de o vendaval ganhar mais força.

A decisão foi tomada após a confirmação do registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde, no fim desta manhã, e a previsão meteorológica de ventos fortes também para a capital.

A cidade do Rio entrou às 13h em Estágio 3 em sua escala de atenção, que tem cinco níveis. A classificação significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população.

Vento forte

O Serviço de Meteorologia da Prefeitura do Rio de Janeiro já confirmou a ocorrência de ventos fortes na cidade nesta sexta. A velocidade das rajadas chegou a 66,6 km/h no Aeroporto do Galeão, entre 11h e 12h.

Já no Aeroporto Santos Dumont, o vento atingiu 64,8 km/h entre 12h e 13h. Apesar dos registros, os dois aeroportos operavam sem alterações até o início da tarde desta sexta-feira.

“Permanecemos operando no visual e sem impactos”, informou à Agência Brasil a assessoria de imprensa da concessionária que opera o aeroporto internacional. No Santos Dumont, a informação era de que não havia registro de atrasos ou cancelamento de voos.

Com o vento moderado a forte em vários pontos da cidade, já há ao menos sete ocorrências de queda de árvore em vias da capital.

O registro mais forte de rajada de vento no estado até o momento, no entanto, ocorreu em Angra dos Reis, onde a velocidade chegou a 84,7 km/h às 10h33.



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Tenente perde patente após passar intencionalmente HIV para duas mulheres


O Superior Tribunal Militar (STM) declarou um 2º tenente aposentado do Exército Brasileiro como indigno para oficialato e determinou a sua perda de posto e patente, na última quarta-feira (7).

A decisão foi tomada pelo plenário após representação do Ministério Público Militar (MPM). O tenente já havia sido condenado pela justiça comum do Maranhão, por lesão corporal gravíssima e ameaça, a quase seis anos de prisão.

De acordo com o processo criminal, transitado em julgado em janeiro de 2025, o oficial transmitiu intencionalmente o vírus HIV a duas ex-companheiras entre 2012 e 2013. Ele manteve relações sexuais sem preservativo e ocultou a sua condição de soropositivo, da qual tinha conhecimento desde 2003.

Na acusação apresentada ao STM, o MPM sustentou que a conduta do tenente violou gravemente a ética e o decoro militar, comprometendo a imagem da instituição. O órgão sublinhou como agravante o fato de o réu utilizar sua condição de militar para induzir confiança nas vítimas, afirmando falsamente que realizava exames de saúde periódicos.

Ao analisar o caso, a maioria dos ministros entendeu que a gravidade dos atos é incompatível com a permanência no oficialato, acolhendo a representação nos termos do Estatuto dos Militares e da Constituição Federal. Após o trânsito em julgado do processo no STM, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ser formalmente notificado para os devidos fins legais.

Defesa

A defesa do réu argumentou que a cassação do posto e da patente seria uma punição desproporcional, dado que o cliente já cumpre a pena criminal imposta pela Justiça estadual. Os advogados alegaram também que os fatos ocorreram no âmbito da vida privada, sem conexão com as funções militares, e ressaltaram que o representado foi reformado por invalidez por apresentar sequelas neurológicas graves decorrentes da doença.

A tese da defesa foi acompanhada por dois ministros que divergiram do resultado final. Para a minoria, embora a representação fosse admissível, a cassação não deveria ser aplicada diante do quadro clínico e da condição de invalidez por sequelas neurológicas do oficial reformado.



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Após atingir RS, ciclone ‘bomba’ afeta litoral paulista e suspende aulas no Rio


A cidade de Santos, no litoral paulista, registrou rajadas de vento de 109 km/h nesta sexta-feira (7) o maior índice entre os municípios do Estado de São Paulo na relação atualizada até às 13h40. Itanhaém aparece em seguida, com 97 km/h. Os fortes ventos ocorrem em meio ao avanço de uma frente fria pela região associada à formação de um ciclone na região Sul do País.

Outras cidades também tiveram rajadas expressivas. Em Ubatuba, os ventos chegaram a 74,5 km/h, enquanto Presidente Prudente registrou 70,4 km/h. Em Areias, o índice foi de 68 km/h e, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, chegou a 66,9 km/h.

No litoral, além de Santos, Itanhaém e Ubatuba, foram registradas rajadas de 64 km/h em São Sebastião, 56,5 km/h em Ilhabela e 54,1 km/h em Caraguatatuba.

Em Santos, a estação meteorológica da Praticagem registrou os ventos de 109 km/h às 6h39. Por volta das 9h, a velocidade havia caído para 75 km/h.

As condições meteorológicas também afetaram a operação do Porto de Santos. A Capitania dos Portos fechou o canal para navegação por volta das 6h45. A navegação foi liberada às 8h20. Pelo menos cinco cidades do litoral paulista suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.

A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no Estado ao longo do dia, acompanhados de chuvas moderadas.

Segundo a Climatempo, na capital paulista, as rajadas podem chegar a 80 km/h. Para o litoral paulista, a Serra do Mar e o Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90 km/h e 110 km/h.

Alerta máximo no Rio

A prefeitura do Rio e o governo do Estado do Rio de Janeiro emitiram um comunidade no início da tarde também desta sexta-feira recomendando a antecipação do expediente e o encerramento de todas as atividades que não sejam essenciais para antecipar o retorno para casa. A decisão foi tomada pelo prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere (PSD) em conjunto com o governador em exercício desembargador Ricardo Couto após a confirmação do registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde, no fim da manhã.

A Defesa Civil emitiu um “alerta extremo” no início da tarde desta sexta-feira, às 12h35. A mensagem foi enviada para os celulares informando a recomendação de antecipação do expediente

De acordo com a previsão meteorológica, os ventos podem chegar a 90km/h nesta sexta-feira.

A cidade carioca amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu aviso às 5h05, recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

A rede municipal suspendeu aulas preventivamente. A prefeitura e o governo do Estado recomendaram também a antecipação do fim do expediente.

As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Na semana passada, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na capital fluminense.





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Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa

 

As preocupações com a queda na produção global de açúcar impulsionaram os preços futuros do açúcar na sessão desta sexta-feira (07) na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em outubro teve ganho de 5,65% e fechou cotado em 16,45 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, os contratos do açúcar ampliaram hoje a forte alta desta semana, com o açúcar em Nova York atingindo a máxima em 10 meses e o açúcar em Londres a máxima em 11 meses.

Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar na União Europeia e no Reino Unido deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano devido à seca e ao clima quente na Europa, que pode alcançar o menor nível desde 2015.

A StoneX destacou que os números continuam confirmando que a produção brasileira está se encaminhando para 38,8 milhões de m³ ao final da safra, conforme previsto em nossas estimativas. A analista da consultoria, Leticia Correa, aponta que a desaceleração em meados de junho não demonstra reversão da tendência, e o mix mais etanoleiro deve manter-se para o total da safra.

“Para as próximas quinzenas, podemos esperar que o mix volte-se mais para o açúcar devido à recuperação de seus preços, o que fez com que a curva de paridade entre o açúcar e o biocombustível se invertendo ao longo de julho”, informou.

 

Café

A cotação futura do café arábica encerrou o dia com fortes ganhos e atingiu a maior cotação em uma semana na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro registrou queda de 3,20% e precificado em U$S 3,15 por libra-peso.

Barchart, os preços do café estão subindo hoje, com o Arábica registrando forte alta e atingindo a maior cotação em uma semana. “A queda de hoje no índice do dólar para a mínima em sete semanas é um fator positivo para os preços do café”, destacou a análise do Barchart.

O mercado também acompanha a oferta de café Arábica continua a diminuir, com os estoques monitorados pelo ICE caindo para a menor cotação em dois anos e meio na sessão anterior.

Cacau

No caso do cacau, a sessão praticamente estável e com o contrato para entrega em setembro encerrou o dia com leve ganho de 0,10% e negociado em US$ 5,782 por tonelada.

O barchart apontou que o mercado segue acompanhando os sinais de aumento da oferta de cacau proveniente de Gana. A agência reguladora de cacau de Gana informou na quarta-feira que 750 mil toneladas de cacau foram colhidas para a safra 2025/26, que termina no final deste mês, um aumento de 25,6% em relação às 597.000 toneladas da safra 2024/25.

O aumento dos estoques de cacau também é um fator baixista para os preços, depois que os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em dois anos, chegando a 3.384.965 sacas na quarta-feira.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com alta de 1,49% e precificado em 84,40 centavos de dólar a libra-peso.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que as condições ainda estão bem abaixo dos níveis do ano passado e apresentou deterioração na semana passada, com a safra na fase de formação de botões florais e cápsulas.

O departamento ainda destacou que o progresso está dentro da média, com a formação das cápsulas e o fechamento dos botões florais ocorrendo em ritmo normal. Previsões e relatos de chuvas esparsas a isoladas nas áreas produtoras de algodão continuam para o Delta e o Sudeste.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 5,85% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

De acordo com o Jack Scoville, price futures, os contratos futuros fecharam em baixa ontem e as tendências estão se revertendo nos gráficos diários, mas podem estar atingindo o pico no curto prazo. O tempo ainda está seco na Flórida.

A previsão para a próxima safra é de tempo seco, mas típico da estação, e algumas chuvas já estão sendo relatadas. O clima é considerado bom para a produção no México, mas está seco no Brasil. Ainda há relatos de chuvas isoladas no leste do Brasil, mas muitas áreas estão secando sazonalmente.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Trump diz que juro na Suíça é baixo porque é subsidiado por superávit com os EUA


O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos deveriam pagar a taxa de juros mais baixa do mundo e comparou a política atual americana – que mantém a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% — com a da Suíça (hoje em 0%, mas que Trump disse estar em 0,5%). Para ele, o superávit comercial que o país europeu mantém ante os EUA é um dos responsáveis pela diferença.

Durante entrevista para Punchbowl News divulgada nesta sexta-feira e publicada nesta sexta-feira, Trump disse que a decisão sobre cortar ou não os juros não depende inteiramente do atual chairman do Federal Reserve, Kevin Warsh. “Não depende totalmente dele, depende de um Conselho. Acho que ele é ótimo. Não o criticarei”, disse.

Leia também: Fed mantém juros, mas sem decisão unânime; três membros votam por alta das taxas

Trump disse ainda que há 20 ou 25 anos, se um governo anunciasse bons números, as taxas de juro desciam porque isso significava melhor crédito. “Faz sentido, certo? Agora está tudo ao contrário. Agora é tudo uma coisa diferente. Se anunciar grandes números, todos ficam deprimidos porque temos grandes números. Eles pensam que vai aumentar as taxas de juro. Antigamente, quando se anunciavam grandes números, as taxas de juro desciam. Portanto, quero voltar a esses dias”, defendeu.

Foi então que ele passou a fazer comentários sobre as taxas dos “países de elite”. “Olhe para a Suíça. Temos um déficit de US$ 39 bilhões. Posso eliminar esse déficit com uma canetada e eles já não são um país de elite. No entanto, pagam meio por cento de juro [na verdade, a taxa na Suíça está zerada desde 2025]. São os mais baixos”, comparou.

Segundo o presidente, tudo o que precisa fazer é dizer: “Não quero nenhum dos seus relógios (…) não quero nenhum dos seus produtos. E poupamos US$ 39, US$ 41 bilhões e eles passam de elite a muito problemáticos. Felizmente, sou uma pessoa simpática”, comentou?

Ele continuou com a argumentação dizendo que, antigamente, os EUA também tinham a taxa de juros mais baixa. “Devíamos ser a taxa de juro mais baixa novamente porque muitos destes países que têm taxas de juro muito baixas, só são baixas por nossa causa. Porque estamos dispostos a subsidiar muitos dos países do mundo, muitos dos países mais de elite”, explicou.



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Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão desta sexta-feira (07) cotado a US$ 11,76 por bushel na Bolsa de Chicago, com queda de 0,13%.

Apesar do recuo no fechamento, o mercado encontrou suporte nas expectativas de aumento da demanda chinesa por soja norte-americana. Segundo a consultoria Granar, os preços foram sustentados por operações de hedge de investidores e por compras recentes atribuídas à China.

Na quinta-feira, a Reuters informou que a China adquiriu pelo menos 10 carregamentos de soja dos Estados Unidos, conforme relatos de três traders asiáticos. As compras são interpretadas pelo mercado como parte dos preparativos para a visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos no próximo mês.

De acordo com a agência, a estatal chinesa Sinograin comprou entre 10 e 15 carregamentos, com pelo menos 10 deles programados para embarque entre outubro e novembro.

Reforçando esse movimento, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou nesta sexta-feira a venda de 238 mil toneladas de soja da safra 2026/27 para a China, indicando a retomada da demanda chinesa pelo grão norte-americano.

Milho

Os preços do milho encerraram a sessão desta sexta-feira praticamente estáveis na Bolsa de Chicago, em um mercado dividido entre as preocupações com a oferta global e o bom ritmo das exportações norte-americanas. O contrato para entrega em dezembro fechou cotado a US$ 4,62 por bushel, sem variação em relação ao pregão anterior.

Segundo a consultoria Granar, o mercado segue atento às perspectivas de menor produção na União Europeia, onde sucessivas ondas de calor continuam comprometendo o desenvolvimento das lavouras. Outro fator de sustentação para as cotações é a incerteza sobre a capacidade da Ucrânia de manter o ritmo das exportações diante da escalada do conflito com a Rússia.

Na França, principal produtor de grãos da União Europeia, a FranceAgriMer reduziu pela oitava semana consecutiva a classificação das lavouras de milho em condições boas ou muito boas, de 34% para 31%. O índice está muito abaixo dos 67% registrados no mesmo período do ano passado e atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2011.

Pelo lado da demanda, o USDA confirmou nesta sexta-feira a venda de 286.097 toneladas de milho para o México. Do total, 29.808 toneladas são da safra 2026/27, enquanto o restante será embarcado na próxima temporada comercial.

Trigo

O trigo encerrou a sessão em alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pelas preocupações com a oferta da região do Mar Negro. O contrato para entrega em setembro avançou 1,35%, fechando cotado a US$ 6,39 por bushel.

Após uma semana marcada por forte volatilidade, o mercado voltou a reagir às incertezas sobre o ritmo das exportações da Rússia e da Ucrânia. Segundo a consultoria Granar, a intensificação dos conflitos na região tem restringido o escoamento de cargas pelos mares de Azov e Negro, justamente no período de maior entrada da nova safra no mercado internacional.

O diretor-geral da consultoria SovEcon, Andrey Sizov, avalia que ainda é cedo para estimar o impacto total sobre a oferta global de trigo e milho, mas afirma que as perdas mensais nas exportações já podem ser dimensionadas. Segundo ele, a Rússia pode deixar de exportar entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas de trigo por mês enquanto a navegação pelo Mar de Azov permanecer interrompida. Já a Ucrânia pode perder entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de toneladas de exportações de grãos por mês.

Na avaliação de Sizov, caso as restrições sejam resolvidas nas próximas semanas, o impacto sobre o comércio global será limitado. No entanto, se as interrupções persistirem até o fim de 2026, a perda no fluxo comercial poderá se aproximar de 20 milhões de toneladas, principalmente de trigo.

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Acidente em rodovia de Goiás deixa bebê e mais quatro mortos


Um acidente entre uma caminhão, um carro e um ônibus deixou cinco mortos na manhã desta sexta-feira (7) na GO-010, em Goiás. Entre os mortos, estão um bebê e outras duas mulheres que estavam entre os mais de 40 passageiros do interestadual. As outras duas vítimas fatais estavam na carreta.

A fatalidade aconteceu próximo ao Povoado de Samambaia, localizado perto do município de Luziânia, em Goiás. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) informou que ainda está em atendimento da ocorrência no sentido Vianópolis.

Além das vítimas fatais, o CBMGO afirmou que oito pessoas em estado grave e seguem sendo atendidas pelas equipes de resgate. As vítimas mais graves estão sendo encaminhadas diretamente a hospitais da região. “Uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) presta apoio à operação, realizando o transporte aeromédico, com médico a bordo para avaliação e estabilização dos pacientes”.

Um auxílio também foi solicitado para o transporte de aproximadamente 25 vítimas com ferimentos leves e moderados para unidades de saúde de Luziânia. “Ambulâncias do município reforçam o atendimento”, acrescentou a corporação.

No total, nove unidades de resgate foram acionadas:

  • 1 Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS);
  • 2 viaturas ASA;
  • 3 Unidades de Resgate (UR) de Luziânia;
  • 1 Unidade de Resgate (UR) de Silvânia;
  • 1 unidade do SAMU;
  • 1 aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Até o momento, as equipes permanecem no local para realizar o desencarceramento de vítimas, atendimento pré-hospitalar e transporte dos feridos.

Ainda não se sabe informações sobre como o acidente ocorreu.

Reprodução/CBMGO
Reprodução/CBMGO
Reprodução/CBMGO
Reprocução/CBMGO



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