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Klabin entra em fase de “colheita” e adia novos grandes investimentos

A Klabin afirmou que a conclusão do maior ciclo de investimentos de sua história deve fortalecer a geração de caixa da companhia nos próximos anos, reduzindo a necessidade de novos aportes em expansão e abrindo espaço para outras formas de alocação de capital. 

Em entrevista ao CNN Money, a diretora financeira da Klabin, Gabriela Woge, disse que a empresa entra em uma “fase de colheita” após um período de 10 a 15 anos marcado por investimentos em crescimento da capacidade produtiva.

Em teleconferência de resultados nesta quinta-feira (6), o presidente da companhia, Cristiano Teixeira, afirmou que não deve efetuar grandes aportes a curto e médio prazo.

“A gente não tem mais uma necessidade de investir em expansão, o que de alguma forma alivia a geração de caixa para ser alocada de uma outra forma”, afirmou. Segundo ela, embora a companhia enxergue oportunidades de crescimento para os próximos dez anos, os projetos atualmente em análise ainda não atingem o retorno mínimo exigido pela empresa.

“Não vemos a iminência de um projeto acontecendo agora, a despeito de termos uma visão para os próximos dez anos com algumas avenidas importantes de crescimento, mas que, no momento, não se viabilizam ou não se viabilizam no retorno mínimo que a companhia exige para esses investimentos”, disse.

A executiva ressaltou que a prioridade da companhia continua sendo a alocação de capital que gere maior valor aos acionistas. Nesse contexto, a redução do endividamento permanece como foco.

Segundo Woge, a alavancagem caiu de 3,9 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), no pico do ciclo de investimentos, para 3,2 vezes nos últimos 12 meses.

“Temos um conforto de alavancagem, do tamanho da dívida e de como ela vence no tempo. Não temos nenhum vencimento importante ou pressão de saída de caixa no curto prazo”, afirmou.

Além da redução da dívida, ela destacou que a empresa já anunciou um programa de recompra de ações e mantém o pagamento recorrente de dividendos.

“Entramos agora em um momento da companhia em que a geração de caixa vai ser muito forte, simplesmente por eu ter atingido praticamente a capacidade plena do investimento que foi feito nos últimos 15 anos e não ter essa necessidade de investir em expansão”, disse.

Diversificação de geografia e produtos

A CFO afirmou que a diversificação do portfólio e da atuação geográfica da Klabin ajudou a companhia a atravessar um cenário de maior volatilidade internacional.

Segundo ela, a valorização do real frente ao dólar afetou o resultado operacional na comparação com o trimestre anterior, devido ao peso das exportações nas receitas da empresa.

“A gente teve uma queda [do lucro líquido] na comparação com o trimestre anterior que tem relação com a apreciação do real, que aconteceu dentro desse período”, afirmou.

Apesar do efeito cambial, Woge avaliou que o desempenho operacional foi positivo.

“À exceção desse efeito do câmbio, nós entendemos que tivemos um trimestre muito forte, onde nossos principais segmentos — papéis, celulose e embalagens — tiveram uma performance muito resiliente dentro desse contexto de maior volatilidade geopolítica”, disse.

Ela afirmou que o mercado de papel-cartão mostrou recuperação da demanda após um período mais fraco, enquanto o papel kraft segue aquecido tanto no mercado externo, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, quanto no Brasil, sustentando reajustes de preços.

Na celulose, a empresa observa estabilidade na fibra curta, com uma tendência levemente negativa em mercados como China e Europa. Segundo a CFO, esse movimento tende a ser compensado pelo desempenho da celulose fluff, segmento considerado menos exposto às oscilações típicas das commodities e que mantém um equilíbrio mais favorável entre oferta e demanda.

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Abate de bovinos no brasil recua 21,6% em julho de 2026

O abate de bovinos no Brasil recuou 21,6% em julho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2025, refletindo a menor disponibilidade de animais para processamento e o aumento da ociosidade nas indústrias frigoríficas. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta sexta-feira (7) pela Safras & Mercado.

Segundo a consultoria, considerando os serviços de inspeção federal, estadual e municipal, foram abatidas aproximadamente 2,98 milhões de cabeças em julho, ante 3,81 milhões no mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados do SIF (Serviço de Inspeção Federal), cerca de 760,6 mil vacas e novilhas foram abatidas em julho, uma queda de 32% em relação às 1,12 milhão de cabeças registradas no mesmo mês de 2025. Foi o menor volume desde dezembro de 2024.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o abate de fêmeas sob inspeção federal soma 6,69 milhões de cabeças, redução de 9,6% na comparação anual.

Na avaliação do analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a menor oferta de gado em julho foi o principal fator por trás da retomada da alta dos preços do boi gordo, mesmo em um cenário de exportações em declínio.

Para agosto, a expectativa da consultoria é de que o número de animais abatidos continue abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, embora apresente alguma recuperação em relação a julho deste ano.

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reservas cambiais sobem em julho com dólar fraco e compras de ouro continuam


O estoque de reservas cambiais aumentou US$ 2,51 bilhões, para US$ 3,419 trilhões

As reservas internacionais da China em moeda estrangeira tiveram leve alta em julho, em meio à fraqueza do dólar, enquanto o banco central do país manteve as compras de ouro pelo 21º mês consecutivo.

O estoque de reservas cambiais aumentou US$ 2,51 bilhões, para US$ 3,419 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco do Povo da China (PBoC) nesta sexta-feira, 7.

O resultado superou a estimativa de US$ 3,406 trilhões apontada por economistas ouvidos em pesquisa do The Wall Street Journal.

A autoridade chinesa de administração cambial atribuiu o avanço ao enfraquecimento do dólar e às oscilações dos preços de ativos globais no período.

O órgão reiterou que as reservas do país devem permanecer estáveis no longo prazo, sustentadas pela força da economia chinesa. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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Brasil foi 2º país com maior expansão de produção automotiva em julho


A produção de veículos no Brasil no acumulado do ano até julho cresceu 8,3%, o que colocou o país como o segundo mercado automotivo com maior avanço em 2026, abaixo apenas da Índia (+14,5%) ante o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados nets sexta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), foram produzidos 253,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e ônibus e julho. Em sete meses, o total atingiu 1,626 milhão.

A alta em relação a junho foi de 3,1% e a expansão ante julho de 2025 foi de 5,9%.

Além de Brasil e Índia, apenas o Japão teve produção mais alta entre janeiro e julho de 2026 (2,9%). Estados Unidos e China, dois dos maiores produtores tiveram recuo, de 11,7% e 4%, respectivamente.

(Fonte: Anfavea)

“É um resultado expressivo da nossa indústria, apesar das dificuldades nas exportações e da entrada de importados bem acima da média dos anos anteriores”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Leia também: Anfavea pediu previsibilidade na regulamentação tributária em reunião com Durigan

As concessionárias também tiveram grande movimento em julho, apesar das férias escolares. Os emplacamentos somaram 279,5 mil autoveículos, o maior volume do ano, com elevação de 2,6% sobre o mês anterior e de 14,9% sobre julho de 2025.

No acumulado do ano, o setor superou 1,7 milhão de unidades, 17,9% a mais que no mesmo período do ano passado.

Na média diária de vendas, porém, houve ligeira retração, segundo a Anfavea. Com 23 dias úteis em julho, ante 21 em junho, a 12,2 mil unidades por dia representam a menor média em quatro meses, bem acima das 10,6 mil de julho de 2025 — ritmo que mantém a projeção revista pela Anfavea há um mês, de alta de 12,1% nas vendas no ano.

Elétricos e híbridos

Os eletrificados voltaram a se destacar, com participação recorde de 23,5% de todos os registros do país em julho, acima do que se previa. Há um ano, elétricos e híbridos somados não chegavam a 11% das vendas. No acumulado do ano, o crescimento é de 120,8%. Só os elétricos puros emplacaram 25,8 mil unidades no mês, maior número da série histórica.

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Caminhões e ônibus

No segmento de pesados, os caminhões tiveram mais um mês de recuperação, impulsionados pelos financiamentos incentivados pelo programa federal Move Brasil.

Julho foi o melhor mês do ano no segmento, com 11,7 mil emplacamentos. O acumulado (60,6 mil) ainda é 7,2% menor que o de 2025, mas essa diferença já foi superior a 30% no início de 2026.

Os ônibus formam o segmento de pior desempenho em 2026, com queda de 10,7% no acumulado, para 12,5 mil unidades. Segundo a Anfavea, dificuldades na execução do programa Caminhos da Escola são o principal motivo do recuo.

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O setor espera que a feira Lat.Bus, que ocorre na próxima semana no São Paulo Expo, ajude a impulsionar o segmento com o lançamento de novos produtos e a atração de clientes nacionais e internacionais, além de fomentar o debate sobre medidas para renovar a frota e destravar linhas de crédito.

Realizada a cada dois anos, a Lat.Bus é a maior feira do setor nas Américas e terá a participação de cinco associadas da Anfavea.

Exportações e importações

As vendas externas somaram 39,3 mil unidades embarcadas, 6,8% a mais que em junho. No acumulado do ano, porém, o recuo é de 20,8%, puxado pela queda de 35,4% nos envios à Argentina, nosso principal parceiro comercial.

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Com exceção da Colômbia, houve redução dos embarques para todos os países da América Latina.

No sentido inverso da balança comercial, houve ingresso de 344,1 mil veículos importados, 25,7% a mais que nos sete primeiros meses de 2025.

A China mais que dobrou os envios ao Brasil (alta de 105,4%), e o México ampliou os seus em 23,8%.

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“Esse volume de quase 350 mil é maior do que a produção no período da maioria das fábricas das nossas associadas, o que indica que poderíamos estar gerando mais demanda para nossas fábricas e fornecedores e, por tabela, mais empregos”, afirmou Calvet.



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Homem é preso após atirar na cabeça de ex em SP; mulher sobreviveu


A Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta sexta-feira (7) um homem de 49 anos, suspeito de tentar matar a ex-companheira a tiros durante a manhã. Um dos disparos passou de raspão pela cabeça da vítima, mas ela sobreviveu.

Segundo as autoridades, a tentativa aconteceu no Jardim Paulistano, na zona norte da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem abordou a mulher enquanto ela saía de casa, por volta das 5h40 da manhã.

O suspeito estava escondido atrás de um trailer próximo ao imóvel e disse à vítima que não aceitava o fim do relacionamento, antes de efetuar vários disparos.

Equipes do 18º Batalhão de Polícia Militar detiveram o homem nas proximidades do local após tomar conhecimento do caso. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada.

A vítima recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para o Pronto-Socorro da Brasilândia, onde passou por exames e segue internada em observação.

O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher como tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito.



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Hassett diz que Trump fala com Warsh sobre economia, mas nega intromissão nos juros


O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, admitiu que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem mantido conversas com o chefe do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, ao ser questionado em entrevista à Bloomberg TV. No entanto, Hassett negou que o republicano esteja aconselhando o presidente do BC dos Estados Unidos sobre a condução da política monetária do país.

Segundo ele, “é normal” que Trump pergunte a Warsh sobre dados de emprego, visto que ambos falam sobre economia com frequência.

O assessor econômico da Casa Branca também reiterou que não está envolvido diretamente nas negociações com o Irã e, por isso, não estaria apto a comentar sobre o seu progresso. “Mas fizemos ótimo trabalho estabilizando o mercado de energia. Preços não ficaram tão altos quanto se temia de modo permanente e devem cair mais quando a guerra acabar”, afirmou.

Questionado, Hassett defendeu o envolvimento do governo Trump em participações acionárias em empresas dos EUA, que teve início no ano passado com a Intel. “Isso é diferente de um regime comunista. O Estado não está microgerenciando as decisões, estamos apenas apoiando as companhias”, disse.

Sobre a dívida pública dos EUA, o diretor afirmou que o governo está tomando “passos significativos” para reduzir o déficit ao longo do tempo, enquanto muda algumas prioridades no orçamento, como ao dar maior relevância ao setor de defesa. Hassett, contudo, evitou comentar em detalhe sobre a política fiscal.



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Ciclone extratropical provoca morte no RS e deixa Sul e Sudeste em alerta


A formação de um ciclone extratropical, chamado de “bomba” por ganhar intensidade muito rapidamente, junto a uma frente fria entre quinta-feira (6) e esta sexta-feira (7), traz risco de ventania para as regiões Sul e Sudeste, levou os estados a adotarem medidas preventivas, já provoca transtornos em algumas áreas e teve relação com a morte de uma pessoa em Montenegro, no Rio Grande do Sul, segundo a Defesa Civil estadual.

Em Pedro Osório, na região Sul do Rio Grande do Sul, um tornado se formou na tarde de quinta-feira. Segundo a Defesa Civil do Estado, o tornado atingiu a localidade de Matarazzo, na zona rural da cidade, e causou alguns destelhamentos.

O órgão emitiu diversos alertas, de moderado a muito alto, para tempestades e rajadas de vento, válidos entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira para várias regiões do estado.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que, até às 21h de quinta-feira, Porto Alegre registrou as maiores rajadas de vento do estado, com 120,4 km/h, seguida por Canoas, com 113 km/h, e Parque Eldorado, com 107 km/h.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o temporal, a Estação de Tratamento de Água São João – que atende mais de 600 mil pessoas – e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Por isso, pelo menos 45 bairros da capital gaúcha registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira.

Segundo o Dmae, a energia na Estação de Tratamento de Água São João foi restabelecida pela concessionária às 2h. O abastecimento foi normalizado na maior parte do sistema durante a madrugada, mas ainda há duas ocorrências de falta de energia em Estações de Bombeamento de Água Tratada, afetando os bairros Arquipélago e São José.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul também confirmou que a morte de uma pessoa em Montenegro teve relação com o Aviso Meteorológico emitido para o estado.

A Climatempo informou que os três estados do Sul ainda podem registrar, durante esta sexta-feira, rajadas de vento de até 100 km/h, descargas elétricas, chuvas de forte intensidade em pouco tempo, granizo de grandes dimensões e tornados.

Ventania afeta aulas e balsas em SP

O ciclone extratropical se afasta completamente para o alto-mar e não alcança o Sudeste, mas a frente fria sim, com as nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no estado nesta sexta-feira, acompanhados de chuvas moderadas.

Os impactos já são sentidos em diversas regiões. A Capitania dos Portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. De acordo com a organização, os ventos atingiram 55 km/h e o Porto de Santos entrou na condição de “impraticabilidade”.

As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foram paralisadas às 6h45 e retomadas às 7h25. A travessia entre Guarujá e Bertioga também chegou a ser fechada, mas já foi reaberta. A travessia entre São Sebastião e Ilhabela segue paralisada devido ao vento forte.

Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no Estado deve ser a Baixada Santista. Por conta disso, as prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.

Segundo a Climatempo, na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90km/h e 110 km/h.

O Governo de São Paulo mobilizou desde quinta-feira o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.

Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil já havia emitido alertas severos para chuvas e rajadas de vento para dez regiões diferentes do Estado.

Rio tem aulas suspensas

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu um aviso às 5h05, recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15. A previsão é de que as rajadas possam superar os 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, elevando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

As aulas na rede municipal foram suspensas de maneira preventiva. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do COR e da Defesa Civil.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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BNDES soma R$ 7,1 bilhões em aprovações no Plano Safra 2026/27

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) alcançou a aprovação de R$ 7,1 bilhões em crédito do Plano Safra 2026/2027 para 29,1 mil operações nos primeiros oito dias após a abertura do protocolo de recebimento de propostas. 

Do total, R$ 6,8 bilhões correspondem a recursos dos PAGF (Programas Agropecuários do Governo Federal) e R$ 351 milhões ao BNDES Crédito Rural.

As linhas de investimento concentraram a maior parte dos recursos aprovados, com R$ 5,2 bilhões destinados a 16,9 mil operações. Essas modalidades, que incluem financiamentos para instalações, máquinas e outros projetos, foram abertas em 30 de julho. Já as linhas de custeio, disponibilizadas a partir de 28 de julho, somaram R$ 1,9 bilhão em 12,2 mil operações.

Do volume total aprovado, R$ 4,2 bilhões foram destinados a agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais e cooperativas. Segundo o banco, os recursos alcançaram cerca de 2 mil municípios.

A operação do crédito ocorre por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES. Do total aprovado, R$ 4,9 bilhões, ou 72%, foram operados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito, em 27,1 mil operações, equivalente a 94% do número total de contratos.

Para a safra 2026/2027, o BNDES disponibilizou R$ 72 bilhões para investimentos na agropecuária brasileira entre 16 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. O valor supera os R$ 70 bilhões destinados no ciclo anterior.

Desse montante, R$ 40,5 bilhões são recursos equalizáveis, disponibilizados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal, como Pronaf, Pronamp, PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e Moderfrota.

Do total equalizável, R$ 21,5 bilhões serão destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano. Outros R$ 18,9 bilhões serão direcionados à agricultura familiar, com taxas entre 0,5% e 7,5% ao ano.

O Pronaf terá R$ 18,9 bilhões disponíveis no ciclo 2026/2027, alta de 41% em relação aos R$ 13,4 bilhões destinados no Plano Safra anterior. Para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste, o BNDES informou que serão destinados R$ 646,9 milhões.

Além dos recursos equalizáveis, o banco contará com R$ 31,5 bilhões em orçamento para o BNDES Crédito Rural nos próximos 12 meses. O programa, que não depende de equalização do Tesouro Nacional, financia projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e operações com títulos do agronegócio, como CPR-F e CDCA.

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Atividade econômica do Oriente Médio mostra melhora desigual em julho


A atividade econômica não-petrolífera nos países do Oriente Médio mostrou recuperação em julho, de acordo com análise geral das pesquisas com gerentes de compras dos setores de manufatura e serviços, os chamados PMIs. Desde março, quando o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã começou a afetar os negócios, a Arábia Saudita tem liderado a recuperação, enquanto Emirados Árabes Unidos e Líbano mostram estabilidade e Kuwait e Catar continuam enfrentando dificuldades.

O índice geral de PMI para o Oriente Médio, derivado ponderando dados individuais de pesquisas pelo PIB não petrolífero de cada economia, caiu de 58,9, em fevereiro para 48,5 em março, indicando a primeira contração da produção na região em quase seis anos.

No entanto, o índice desde então se recuperou para um nível de 55,4 em julho, praticamente inalterado em relação às leituras observadas em maio e junho, embora bem abaixo da média de 58,9 vista nos três meses anteriores ao conflito.

Leia também: Tráfego marítimo no Golfo Pérsico diminui após houthis atacarem petroleiro saudita

Março viu a atividade empresarial na Arábia Saudita cair pela primeira vez desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19, com a produção também caindo no Kuwait pela primeira vez desde o início de 2023 e diminuindo no Líbano pela primeira vez em oito meses.

Enquanto isso, o crescimento desacelerou acentuadamente nos Emirados Árabes Unidos, incluindo em Dubai, enquanto a recessão se aprofundou no Catar.

Na avaliação de Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global, as tendências variaram desde março. “O maior crescimento da produção nos três meses até julho foi registrado na Arábia Saudita, embora permanecendo abaixo do ritmo observado na preparação para o conflito. Nos Emirados Árabes Unidos, o crescimento manteve-se em média estável na taxa mais lenta observada em março e abril. Enquanto isso, a produção se estabilizou em média nos últimos três meses no Líbano”, comparou.

Veja abaixo o desempenho de cada país acompanhado pela S&P Global em julho

Emirados Árabes Unidos

O Índice de Gerentes de Compras (PM®) dos EAU, ajustado sazonalmente, subiu para 52,7 em julho, depois de ter diminuído para um mínimo de mais de cinco anos de 50,8 em junho.

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Assim, o setor privado não petrolífero dos Emirados registou a sua melhoria mais intensa em quatro meses em julho, com o PMI se recuperando fortemente do mínimo de mais de cinco anos registado em junho.

A dinâmica da demanda se fortaleceu, com o crescimento dos novos negócios atingindo um pico de cinco meses, num contexto de alívio das tensões regionais e aumento dos gastos dos clientes. A expansão da produção recuperou assim o ímpeto, enquanto o emprego regressou a território de crescimento após a contração de junho.

No entanto, as perturbações persistentes na cadeia de abastecimento e as elevadas pressões sobre os custos continuaram a desafiar as empresas, mesmo com os prazos de entrega a registarem uma modesta melhoria.

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A sustentabilidade da recuperação enfrentou também ventos contrários de um nível mais fraco de confiança empresarial e de pressões concorrenciais contínuas que limitaram de certo modo o poder de fixação de preços.

Os níveis de estoques recuaram no ritmo mais rápido desde dezembro de 2025. Isto esteve parcialmente ligado a atrasos contínuos nas entregas importadas e à escassez de materiais. Embora os prazos de entrega tenham melhorado moderadamente durante julho — atribuído em parte a movimentos de navegação mais suaves através do Estreito de Ormuz — o ritmo de melhoria enfraqueceu em comparação com junho.

Para David Owen, economista da S&P Global, os dados de julho sinalizaram algum alívio para as empresas dos EAU, uma vez que a restauração da confiança empresarial e um período de fluxos comerciais mais suaves permitiram uma recuperação do crescimento. “Embora a leitura do PMI de julho de 52,7 permaneça um degrau abaixo dos níveis observados antes do conflito no Médio Oriente, proporcionou alguma garantia de que as empresas estavam a lidar melhor após um 2.º trimestre fortemente perturbado”, disse

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Ainda assim, ele acredita que a situação volátil no Estreito de Ormuz continua a tornar o futuro incerto e manteve as pressões sobre os preços elevadas em julho, que as empresas tiveram dificuldade em repercutir integralmente nos clientes num ambiente empresarial competitivo.

Dubai

O crescimento da atividade abrandou em Dubai, apesar de um aumento mais forte nas novas encomendas. O PMI de Dubai subiu de 50,7 em junho para 51,7 em julho, impulsionado principalmente por um ressurgimento do crescimento dos novos negócios. Relatos de melhoria da procura dos clientes levaram ao aumento mais acentuado das novas encomendas desde março.

No entanto, a atividade empresarial cresceu ao ritmo mais fraco desde junho de 2021, com os participantes citando ventos contrários decorrentes de pressões concorrenciais e de preços. Da mesma forma, a confiança em relação à produção futura deslizou para um mínimo de quatro meses.

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As empresas reportaram um aumento sólido dos custos dos inputs em julho, o que provocou um aumento moderado dos preços de venda. A atividade de contratação recuperou ligeiramente, após a primeira queda no número de funcionários em 15 meses em junho.

Catar

O PMI do Catar em julho se situou em 48,5 em julho. Embora acima dos 47,6 registrado em junho, ainda está abaixo do nível que separa a contração do crescimento. Ou seja, o valor mais recente ainda sinaliza uma deterioração nas condições empresariais no setor privado não energético, embora ao ritmo mais lento na atual recessão de cinco meses.

De positivo, a empresas mostraram-se otimistas quanto às perspetivas para os próximos 12 meses para a atividade empresarial, uma vez que tanto o emprego como o trabalho pendente aumentaram.

As previsões de aumento da atividade empresarial refletiram uma demanda esperada mais forte, melhoria das condições de mercado, recomeço de projetos e aumento da força de trabalho. O grau geral de sentimento positivo diminuiu desde junho, no entanto. As previsões fortaleceram-se na indústria transformadora e na construção, mas moderaram-se nos serviços e no comércio, tanto no atacado como no varejo.

Houve um novo aumento da pressão inflacionista dos custos para as empresas do setor privado não energético em julho. A taxa de inflação dos preços dos fatores de produção acelerou pelo sétimo mês consecutivo, um recorde do inquérito, para o nível mais forte desde outubro de 2024. A inflação salarial acelerou para um máximo de cinco meses, compensando um aumento mais lento nos preços de compra.

Para Trevor Balchin, diretor de Economia da S&P Global Market Intelligence, os dados de julho continuaram a sinalizar uma pressão inflacionista crescente. “A inflação dos preços dos fatores de produção acelerou pelo sétimo mês consecutivo, um recorde, enquanto os preços de venda foram aumentados ao ritmo mais rápido desde dezembro de 2022. No entanto, a inflação dos preços de compra abrandou pelo segundo mês consecutivo, sugerindo que os aumentos dos preços das matérias-primas atingiram o pico em maio.”

Egito

O Índice de Gestores de Compras do Egito melhorou para 46,8 em julho, acima do mínimo de 41 meses de 46,0 registado em junho. No entanto, o valor mais recente indicou um declínio acentuado nas condições operacionais globais, e o sétimo mês consecutivo de contração. Estes sinais iniciais para o terceiro trimestre de 2026 correlacionam-se com um PIB crescendo a uma taxa anual de 4%.

A confiança empresarial atingiu o seu nível mais alto desde junho de 2022, com as empresas demonstrando maior otimismo em relação à procura futura, bem como às pressões sobre os preços, que abrandaram significativamente em julho. No entanto, as carteiras de encomendas totais continuaram a cair, levando a reduções na produção, no emprego e nas compras.

David Owen, da S&P Global, disse que a melhoria na confiança empresarial em julho mostrou que as empresas viram alguma luz ao fundo do túnel. “Embora a atual quebra na demanda continue a pressionar as empresas a reduzir a sua capacidade operacional, um aumento muito mais suave nos preços dos fatores de produção sinalizou que os níveis de gastos poderão começar a mudar.

“Dito isto, o abrandamento das pressões inflacionistas dependeu em grande parte do arrefecimento dos preços globais do petróleo, que foi mais aparente no início de julho, uma tendência que se inverteu um pouco à medida que o conflito no Médio Oriente voltou a intensificar-se”, disse.

Arábia Saudita

O PMI da Arábia Saudita ficou em 53,1 em julho, o que representou uma queda apenas marginal face aos 53,3 de junho, sinalizando uma melhoria sólida nas condições empresariais do setor privado não petrolífero. Este valor, confortavelmente acima do limiar neutro de 50,0, indicou uma expansão no setor pelo quarto mês consecutivo.

As empresas do setor privado não petrolífero da Arábia Saudita reportaram um sólido impulso de crescimento em julho, com as condições operacionais a melhorarem pelo quarto mês consecutivo, apesar dos persistentes ventos contrários regionais.

As empresas destacaram recuperações resilientes na produção e nas novas encomendas, em meio a novos relatos de uma recuperação moderada nos níveis de gastos. No entanto, as tensões regionais em curso e os custos de frete elevados continuaram a condicionar o desempenho das exportações e a moderar a confiança empresarial.

As condições da cadeia de abastecimento continuaram a melhorar em julho, com os prazos de entrega encurtando pelo terceiro mês consecutivo e ao ritmo mais rápido desde fevereiro. A melhoria foi auxiliada por uma maior capacidade de resposta dos fornecedores e pelo aumento do aprovisionamento local.

Para Naif Al-Ghaith, economista-chefe do Riyad Bank, a pesquisa sugere que a demanda interna está gradualmente se fortalecendo, à medida que as condições de mercado normalizam na sequência de recentes perturbações regionais, apoiando aumentos sustentados tanto na produção como nas novas encomendas.

“A demanda externa, no entanto, continuou a enfrentar ventos contrários. As encomendas de exportação diminuíram pelo quinto mês consecutivo, com os custos de frete elevados e as tensões regionais a pesarem no comércio internacional, embora o ritmo de contração tenha abrandado em comparação com os meses anteriores”, afirmou.

Ele comentou ainda que as pressões sobre os custos também mostraram sinais de alívio gradual. “A inflação dos preços dos fatores de produção moderou-se para o seu ritmo mais lento em quatro meses, à medida que os aumentos dos preços de compra abrandaram. As empresas transferiram parte destes custos para os clientes através de preços de venda mais elevados, mas o ritmo da inflação dos preços de produção abrandou ligeiramente em relação a junho, sugerindo que as pressões inflacionistas estão a tornar-se mais geríveis.”

Kwait

O PMI global do Kwait voltou a ultrapassar a marca de 50,0 pela primeira vez em cinco meses durante o mês de julho. Aos 50,8, a leitura subiu ante os 46,4 de junho e apontou para uma ligeira melhoria na saúde do setor privado não petrolífero no início do segundo semestre do ano. Embora em território positivo, o índice permaneceu abaixo do seu nível imediatamente anterior ao início da guerra na região em fevereiro.

Tanto a produção como as novas encomendas aumentaram pela primeira vez em cinco meses durante julho. Em alguns casos, o reinício dos voos após o encerramento do espaço aéreo do país no início da guerra ajudou a conduzir a estas novas expansões. A fixação de preços competitiva também terá contribuído para o aumento das novas encomendas e, consequentemente, para a maior atividade empresarial.

Mas os relatos das empresas sugeriram que as condições de mercado se mantiveram desafiadoras como resultado do conflito na região, limitando assim as taxas de crescimento.

A atividade de compras também voltou ao crescimento pela primeira vez desde o início do conflito. O aumento das compras refletiu-se num crescimento acentuado dos estoques.

Com algumas empresas aumentando o número de trabalhadores, os custos com pessoal subiram pela primeira vez desde fevereiro, ainda que apenas ligeiramente.

Andrew Harker, diretor da S&P Global, destacou que um período de relativa calma no final de junho e início de julho e o reinício do tráfego aéreo levaram a um retorno ao crescimento no setor privado não petrolífero do Kuwait no início do terceiro trimestre do ano, e a um renovado otimismo no futuro.

“As taxas de crescimento e a confiança empresarial permaneceram, no entanto, abaixo das observadas imediatamente antes do início da guerra. Resta saber se estas tendências melhoradas poderão ser sustentadas em agosto, dadas as renovadas hostilidades observadas nas últimas semanas.”



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Alerta, aulas suspensas e tornado: veja impactos de ciclone-bomba pelo país


A formação e o avanço de um ciclone-bomba no Sul do Brasil já provocou uma série de eventos climáticos severos em diversos estados do país.

O fenômeno, que teve início nesta quinta-feira (6), resultou na passagem de um tornado no Rio Grande do Sul, queda de granizo, suspensão de aulas em cidades do litoral de São Paulo e no Rio de Janeiro, além de novos alertas. 

Ciclone no RS

No primeiro dia de ciclone, um tornado atingiu a região entre os municíos de Pedro Osório e Pelotas, ambos no Rio Grande do Sul.

O tornado, associado a uma supercélula gerada pelo ciclone-bomba, causou uma morte, destelhamentos, queda de árvores e falta de energia elétrica em diversas localidades do estado.

Até o momento, os fenômenos deixaram uma pessoa morta, cinco feridas e 118 municípios com outros danos. A morte ocorreu na cidade de Montenegro após a queda de uma árvore.

Além disso, a Defesa Civil do estado reportou danos significativos como alagamentos e estragos em residências e escolas nas cidades de Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí. Em Novo Hambrugo, foram registradas 120 casas destelhadas.

A chegada do sistema também provocou chuvas de granizo em regiões como Fazenda Vila Nova e Bom Retiro. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém o estado em “alerta de pergio” devido ao risco de novos temporais e ventos intensos que podem superar os 90 km/h até sábado, quando o fenômeno deve atingir o ápice.

Aulas suspensas no Sudeste

O impacto do ciclone-bomba se estende ao Sudeste, onde a impulsão de frentes frias gera ventanias severas. No Rio de Janeiro, a prefeitura e o governo estadual suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira (7) devido à previsão de rajadas que podem ultrapassar 90 km/h. 

A UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) também interrompeu as atividades presenciais em todos os seus campus.

A capital fluminense entrou em Estágio 2 de risco. Por conta disso, a Defesa Civil emitiu alertas via celular e recomendou que a população evite deslocamentos e busque locais seguros.

Além disso, na manhã desta sexta, a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgaram uma nota, que recomenda a antecipação do encerramento de todas as atividades que não sejam essenciais para antecipar o retorno para casa e resguardar a segurança dos cidadãos.

A decisão foi tomada após a confirmação do registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde, no fim desta manhã, corroborando a previsão metereológica de ventos fortes que podem chegar a 90km/h – em meio ao alerta para a influência do ciclone-bomba em diversos estados do país.

No litoral de São Paulo, as prefeituras de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga e Itanhaém determinaram a suspensão das aulas na rede municipal nesta sexta como medida preventiva após alertas para rajadas de ventos acima de 60 km/h. 

Além disso, a Defesa Civil do Estado de São Paulo enviou, nesta quinta, alertas severos para celulares da população em 24 regiões paulistas. Segundo o órgão, os avisos foram emitidos de forma preventiva para áreas com maior risco de impactos causados pelas condições meteorológicas.

Veja regiões que receberam alertas do estado:

  • Taciba;
  • Ipaussu;
  • Piraju;
  • Assis e Palmital;
  • Maracaí;
  • Itaí e Paranapanema;
  • Taguaí e Taquarituba;
  • Santa Cruz do Rio Pardo;
  • Bernardino de Campos e Cerqueira César;
  • Itaberá;
  • Avaré;
  • Itapeva;
  • Angatuba;
  • Itatinga;
  • São Miguel Arcanjo;
  • Itapetininga;
  • Guapiara e Capão Bonito;
  • Ribeirão Branco;
  • Guareí;
  • Ribeirão Grande e Eldorado;
  • Sarapuí e Pilar do Sul;
  • Piedade e Ibiúna;
  • Litoral Sul;
  • Baixada Santista.

A previsão para o litoral paulista e fluminense indica que os ventos podem variar entre 90 e 110 km/h durante o dia. 

O que é o ciclone-bomba

O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.

Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.

Pós-ciclone

Após a passagem do sistema e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.

As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustes conforme o fenômeno evolui.



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