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PMs retiram motorista de ônibus à força em SP após trabalhador pedir passagem


Um motorista de ônibus foi retirado à força do veículo por um policial militar durante uma abordagem na Avenida Professor Celestino Bourroul, na zona norte de São Paulo, nesta quinta-feira (6). O coletivo, da Viação Santa Brígida, fazia a linha 9653-10 (Pedra Branca–Praça do Correio).

Segundo relatos de testemunhas, o motorista conduzia o veículo quando teria buzinado para solicitar passagem a uma viatura da Polícia Militar que trafegava em baixa velocidade à sua frente. Vídeos gravados por passageiros mostram o policial ordenando que o motorista desembarque. O condutor responde que não havia cometido nenhuma irregularidade e permanece no ônibus. Em seguida, o agente o segura e o retira do veículo. Durante a ação, uma passageira grita para que os envolvidos se acalmem.

Veja o momento:

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) afirmou, em nota, estar “estarrecido e indignado com a truculência de agentes da Polícia Militar” durante a abordagem ao motorista Edvagner e ao cobrador Vilanova, da Viação Santa Brígida. Em nota, a entidade disse que, “não importa se o motivo simples foi apenas ‘pedir passagem’, ‘dar caminho’ no trânsito”, o ônibus precisava seguir o itinerário e transportar os passageiros.

O sindicato classificou a ação como “uso violento da função que cabe ao policial” e informou que irá apresentar uma denúncia à Corregedoria da PM para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos. Segundo a entidade, os trabalhadores foram levados ao 13º Distrito Policial, registraram boletim de ocorrência e foram liberados.

A Jovem Pan entrou em contato com a Polícia Militar e com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.





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economia

EUA frustram expectativas e perdem 23 mil vagas de trabalho em julho


Os Estados Unidos perderam 23 mil vagas de trabalho não-agrícolas em julho, informou Departamento do ‌Trabalho nesta sexta-feira (7) por meio do payroll.

A expectativa de pesquisa Reuters feita com economistas era de abertura de 80 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado.

O Departamento de Trabalho também revisou para baixo os números dos meses anteriores. A criação de empregos em maio foi reduzida de 129 mil para 63 mil vagas, enquanto junho passou de 57 mil para 20 mil postos. Com isso, os dois meses tiveram revisão negativa combinada de 103 mil empregos.

Já a taxa de desemprego ficou em 4,1%, enquanto a expectativa era de taxa de desemprego inalterada em 4,2% no mês passado.

Entre os setores, a principal sustentação do mercado veio novamente da área de saúde, que criou 22 mil vagas em julho, embora em ritmo inferior à média dos últimos 12 meses, de 36 mil empregos mensais.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram perdas relevantes.

O emprego na educação dos governos locais caiu 50 mil vagas no mês, enquanto o varejo eliminou 19 mil postos de trabalho. No setor financeiro, houve fechamento de 14 mil vagas, refletindo cortes em atividades de crédito e seguros.

Já setores como construção, manufatura, transporte, logística, tecnologia da informação, serviços profissionais, mineração e petróleo registraram pouca ou nenhuma alteração no período.

O ganho médio por hora trabalhada no setor privado avançou apenas US$ 0,02 em julho, para US$ 37,62. Em relação ao mesmo período do ano passado, os salários cresceram 3,2%.

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O número de empregos costuma apresentar um desempenho mais fraco em julho. Economistas têm avaliado o mercado de trabalho como estando em um modo de “contratação lenta, demissão lenta”. A economia parece ter resistido ao conflito no Oriente Médio, agora em seu sexto mês, com a demanda interna crescendo no ritmo mais rápido em mais de três anos no segundo trimestre.

Antes do relatório, os mercados financeiros esperavam aumento da taxa de juros pelo Fed em setembro. Na semana passada, o banco central dos EUA manteve sua taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros do comitê de política monetária do Fed discordaram, preferindo alta de 0,25 ponto percentual.

Dados de inflação da próxima semana podem acirrar o debate sobre as perspectivas da política monetária no curto prazo.

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(com Reuters)



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Vídeos mostram PMs atirando em jovem rendido em SP


Novas imagens obtidas de câmeras corporais de policiais militares registram o momento em que os agentes matam Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, quando o jovem já estava rendido e com as mãos à mostra em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Os vídeos também mostram os agentes sussurrando entre si logo após efetuarem os disparos e revelam contradições na versão apresentada ao comando da corporação sobre a ocorrência.

Segundo a Polícia Militar (PM), os agentes não sabiam que os equipamentos estavam gravando no momento da abordagem. O material foi divulgado pelo site g1 e pela TV Globo.

As gravações mostram Igor com as duas mãos visíveis, sem apresentar resistência ou esboçar movimentos bruscos antes de ser atingido. Logo após os tiros, mesmo isolados com os colegas de farda, os policiais passam a cochichar em ao menos três ocasiões. Em um dos trechos, um dos PMs responsáveis pelos disparos comenta sobre a câmera corporal.

O caso ocorreu no ano passado. Os soldados Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, autores dos disparos, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri no final de julho. A defesa da família do jovem recorreu da decisão, argumentando que a sentença contraria as provas dos autos.

Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, respondem como colaboradores; o processo deles foi desmembrado e ainda não há data para o julgamento.

Detalhes das imagens

A gravação tem início na área externa do imóvel onde ocorreu a abordagem. Um policial é questionado por uma vizinha idosa se algo havia acontecido. O agente responde que estava tudo bem e pergunta onde ela morava, sem orientá-la a deixar o local ou buscar abrigo.

— PM: Tudo bem, senhora? A senhora mora em qual apartamento?
— Vizinha: Aconteceu alguma coisa?
— PM: Não… Fica tranquila. A senhora mora onde?
— Vizinha: Eu? Moro aqui…
Conversa obtida pelo g1 e pela TV Globo

Menos de um minuto após entrar na residência, ouvem-se os primeiros tiros. No andar de cima, policiais gritam e perguntam aos suspeitos se há armas no local. Os suspeitos negam. Na sequência, um PM dispara duas vezes contra a parede.

Segundos depois, Igor Oliveira é atingido por dois disparos efetuados por policiais diferentes. Pelas imagens, o jovem estava com as mãos para cima, obedecendo às ordens. Um segundo ângulo mostra que ele já estava neutralizado quando recebeu o segundo tiro.

As imagens das câmeras corporais não registraram armas com os quatro suspeitos abordados no quarto.

Conversa em voz baixa

Após Igor ser baleado e os outros três homens serem contidos, os policiais passam a conversar em voz baixa.

O coronel Emerson Massera, chefe de comunicação da PM, confirmou que os agentes desconheciam que as câmeras estavam registrando a cena e declarou que a ação foi ilegal. “A ação começou completamente legítima. (…) Num determinado momento, esse homem já estava rendido quando os policiais efetivaram os disparos, sem nada que os justificasse”, afirmou Massera.

Os policiais utilizavam um modelo de câmera corporal cujo acionamento é manual. Segundo a corporação, um dos agentes ativou seu equipamento, o que acionou automaticamente as demais câmeras dos policiais em um raio de até 20 metros via conexão bluetooth.

Divergência de relatos

Ao serem questionados por um superior logo após o ocorrido, os policiais afirmaram que os suspeitos faziam movimentos suspeitos atrás da cama e que visualizaram um “cabo de madeira”, o que justificaria os disparos.

Entretanto, as gravações mostram os suspeitos com as mãos à mostra e rendidos. Após os tiros, as imagens registram os policiais conversando de forma a sugerir que o jovem estava armado (“Tava armado, c******. Tava armado”) e efetuando mais um disparo contra a parede enquanto ordenavam que os suspeitos “soltassem a arma”.

O Tribunal do Júri absolveu Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. A decisão, tomada por um conselho de sentença formado por sete jurados, resultou na expedição de alvará de soltura para os policiais, que estavam no Presídio Militar Romão Gomes.

Segundo o g1 e a TV Globo, os advogados Gabriela Amoras Silva, Jonatha Carvalho Matos e Wilson Zaska, que representam a família de Igor, informaram que recorreram da sentença. Em nota, afirmaram que a absolvição é “manifestamente contrária às provas produzidas nos autos” e disseram confiar que o Tribunal de Justiça determinará a realização de um novo julgamento.

A apelação baseia-se em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2024, que permite recorrer de decisões absolutórias do Tribunal do Júri quando estas contrariam as provas dos autos por motivos de clemência ou compaixão.

A investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também apontou que a ação se tratou de uma execução.



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economia

Saques na poupança em julho superam os depósitos em R$ 7,152 bilhões


A ⁠caderneta de poupança ampliou os saques em ‌julho, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira. As retiradas superaram os depósitos em R$ 7,152 bilhões no mês passado, após um saldo também negativo de R$ 237, 5 milhões em junho.

As retiradas líquidas em julho deste ano foram maiores que as observadas no mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo ficou em R$ 6,251 bilhões.

No acumulado de 2026, a captação líquida está negativa em R$ 46,5 bilhões.

Leia também: Quem está fugindo da poupança em 2026? Não são as contas mais gordas

Em julho, foram realizados R$ 370,7 bilhões em depósitos e R$ 377,9 bilhões em retiradas. O salto total da caderneta de poupança alcançou R$ 1,019 trilhão no final do mês.

A rentabilidade atual ​da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma ​remuneração fixa ⁠de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto ⁠a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — a taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano.



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Como desastre em Mariana (MG) pode estar por trás de deformações recordes em peixes


Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo constatou que 60,5% dos exemplares de Stellifer naso apresentavam anomalias. A espécie é popularmente conhecida como cabeçudo-preto ou tambor-estrela.

O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, o maior índice era de 27,1%, observado em bagres da espécie Cathorops spixii.

Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o trabalho aponta que a alta incidência de deformidades pode estar relacionada à contaminação ambiental persistente causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Segundo o pesquisador Jonas Andrade-Santos, do Museu Nacional da UFRJ, os peixes foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o desastre, na foz do Rio São Mateus, próximo ao município de Conceição da Barra (ES).

“Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre.”

Os cientistas identificaram anomalias nos otólitos sagitais, estruturas localizadas no ouvido dos peixes, responsáveis pelo equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

O Stellifer naso habita o fundo do mar, em águas rasas. Por permanecer em contato direto com sedimentos onde ficaram depositados rejeitos da mineração transportados pelo Rio Doce, a espécie pode estar mais exposta aos contaminantes presentes na lama.

Os autores destacam que a pesquisa não permite estabelecer relação causal definitiva entre as deformidades e o rompimento da barragem, porque não existem amostras da região coletadas, antes de 2015, para comparação.

Estudo

Segundo Jonas Andrade, essa limitação reforça a importância de ampliar o financiamento de coleções biológicas de referência e subsidiar estudos de longo prazo sobre impactos ambientais.

A equipe pretende analisar quimicamente as amostras para identificar quais minerais estão acumulados nos otólitos, investigar possíveis deformações externas nos peixes e repetir o monitoramento da região nos próximos anos para avaliar se o ecossistema apresenta sinais de recuperação.

“Mais do que um diagnóstico de contaminação, o estudo reforça a necessidade de diálogo entre a ciência e a sociedade para garantir a segurança do ecossistema e das populações locais”, acrescenta Andrade.



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JBS NV cria joint venture com fundo da Indonésia e aporte de US$ 2,5 bi

A JBS N.V. anunciou nesta sexta-feira (7) uma parceria com o braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia, a DIM (PT Danantara Investment Management), que prevê um aporte de US$ 2,5 bilhões em uma joint venture para expandir os negócios de proteínas da companhia na Indonésia, em outros países do Sudeste Asiático, na Austrália e na Nova Zelândia. 

Após a integralização do investimento da DIM, a expectativa é que a joint venture obtenha até US$ 2,5 bilhões adicionais por meio de financiamento por meio de dívida externa, elevando a captação total prevista da parceria para até US$ 5 bilhões.

De acordo com a companhia, a joint venture buscará oportunidades em projetos greenfield, brownfield e aquisições na cadeia de produção de proteínas. As regiões abrangidas pela parceria somam aproximadamente 745 milhões de habitantes, o equivalente a 9,2% da população mundial.

Pelos termos do acordo, a JBS transferirá 100% de sua participação nos negócios da Austrália e da Nova Zelândia para uma holding subsidiária integral na Holanda, que será a base da joint venture. A DIM ficará com 25% da nova empresa mediante aporte de US$ 2,5 bilhões, dos quais US$ 800 milhões serão investidos no fechamento da operação. O restante será aportado ao longo de até três anos.

O documento prevê ainda um mecanismo de ajuste de participação societária. Caso o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) médio da joint venture entre 2026 e 2027 fique abaixo do registrado em 2025, a DIM poderá receber ações adicionais como compensação, limitada a uma participação máxima de 30% na empresa.

A governança da joint venture será exercida por um conselho de administração com até sete integrantes, sendo cinco indicados pela JBS, dos quais dois executivos, e dois pela DIM. Determinadas decisões estratégicas, como emissões de ações, reorganizações societárias, alienação de ativos relevantes e contratação de dívida acima de limites previamente estabelecidos, dependerão de aprovação da investidora indonésia.

Segundo a JBS, os recursos do investimento serão destinados conforme um plano de aquisições a ser elaborado pelo conselho da joint venture. Nos dois primeiros anos após a conclusão da operação, os aportes da DIM poderão ser utilizados apenas em projetos e investimentos no setor de proteínas na Indonésia. Depois desse período, os recursos remanescentes poderão financiar oportunidades em todo o Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia, incluindo novos empreendimentos, aquisições e projetos de expansão.

O acordo também estabelece um período de cinco anos de restrição à negociação das ações da joint venture. As partes informaram que pretendem realizar um IPO (oferta pública inicial) da empresa. Caso isso não ocorra até o sexto ano após o fechamento da operação, a DIM poderá, em até duas oportunidades, trocar total ou parcialmente sua participação na joint venture por ações de emissão da JBS, observadas as condições previstas no acordo.

A conclusão da parceria ainda depende da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, da transferência dos ativos australianos e neozelandeses para a joint venture e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de transação. A JBS ressaltou que não há garantia sobre o prazo de implementação da parceria nem de sua efetiva conclusão.

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economia

Demanda por IA mantém motor das exportações da China em pleno funcionamento


PEQUIM, 7 Ago (Reuters) – As exportações da China superaram as expectativas em julho, ⁠continuando a ser um dos principais motores do crescimento econômico, à medida que o ⁠boom global da infraestrutura de IA impulsionou a demanda por produtos de alta tecnologia e os exportadores anteciparam os embarques ‌antes da entrada em vigor de tarifas mais altas dos EUA.

A potência industrial tem contado com a demanda externa para sustentar o crescimento e compensar o consumo interno fraco e a desaceleração dos investimentos, mas os atritos nas relações da China com seus parceiros ‌comerciais podem levar a um maior protecionismo em um ambiente global incerto devido à guerra no Oriente Médio.

As exportações da China em julho cresceram 23,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, em termos de valor em dólares, segundo dados da alfândega divulgados nesta sexta-feira, desacelerando em relação ao aumento de 27% registrado no mês anterior e ficando abaixo da previsão de 22,2% de alta em uma pesquisa da Reuters.

As importações aumentaram 27,5% em relação a julho do ano passado, desacelerando em relação ao salto de 36% registrado em junho e em ⁠linha ‌com o ganho esperado de 27,9%.

No mês passado, os Estados Unidos proibiram as importações de novos robôs humanóides e quadrúpedes, bem como de ⁠inversores de energia conectados, provenientes da China; e, na quinta-feira, impuseram preços mínimos e uma tarifa de 15% sobre produtos fabricados com polissilício, a matéria-prima utilizada em semicondutores e painéis solares que é produzida principalmente pela China.

O iuan oscilava perto da maior cotação em três anos e meio, enquanto as ações registraram alta após a divulgação dos dados.

DEMANDA RESILIENTE POR PRODUTOS RELACIONADOS À IA

Analistas esperam que a demanda por IA, que impulsionou os preços de produtos relacionados, sustente um forte crescimento das exportações no terceiro ​trimestre e até mesmo no segundo semestre.

As exportações de chips nos primeiros sete meses quase dobraram em valor em relação ao ano passado, e as exportações gerais de alta tecnologia cresceram 40,7%, segundo dados da alfândega.

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As remessas de cerâmica caíram 28,3% e ​as exportações de brinquedos diminuíram 9,7%, em mais um sinal do desenvolvimento desigual da economia, em que fabricantes de ponta aproveitam o boom da IA, enquanto setores mais tradicionais enfrentam dificuldades devido à fraca demanda.

O crescimento do PIB da China desacelerou para 4,3% no segundo trimestre, ficando abaixo da meta oficial de Pequim para o ano inteiro, que é de 4,5% a 5%.

“A demanda externa tornou-se cada vez mais importante este ano para as perspectivas de crescimento, à medida que a divergência em forma de K da China se ‌amplia”, disse Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do ING.

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RELAÇÕES COM PARCEIROS COMERCIAIS

Autoridades chinesas ​têm prometido repetidamente expandir as importações e promover um comércio equilibrado; no entanto, o superávit comercial do país, a caminho de ultrapassar US$1 trilhão pelo segundo ano consecutivo, continuou a inquietar os parceiros comerciais, preocupados com perturbações em suas próprias indústrias nacionais.

O superávit comercial da China diminuiu para US$112,5 bilhões, ante US$125,62 bilhões em ⁠junho. Seu superávit comercial com os Estados Unidos diminuiu ​ligeiramente para US$28 bilhões em julho, ​ante US$28,86 bilhões no mês anterior.

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As exportações para os EUA aumentaram 17% em relação ao mesmo mês do ano passado. As remessas para a União Europeia cresceram 16%, ⁠enquanto as importações do bloco caíram 1,4%. O comércio com a Coreia ​do Sul manteve um crescimento robusto em julho, com as exportações subindo 46,6% e as importações, 97,8%, impulsionadas pela demanda por alta tecnologia.

Exportadores chineses e importadores norte-americanos continuaram a antecipar os embarques em julho, pois esperavam que as tarifas de Washington sobre produtos chineses aumentassem após o vencimento de uma alíquota ​global temporária de 10% no final de julho, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

Em julho, os EUA impuseram uma nova tarifa de 12,5% sobre as importações chinesas após o término da alíquota de 10%, ​como parte de uma campanha tarifária mais ampla ⁠voltada para parceiros comerciais que, segundo Washington, não conseguiram coibir o trabalho forçado. Uma investigação separada dos EUA sobre o excesso de capacidade dos parceiros comerciais provavelmente aumentará ainda ⁠mais as tarifas.

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Com as exportações em alta e as fábricas operando a todo vapor, os formuladores de políticas podem se sentir mais à vontade para adiar medidas destinadas a aumentar a renda das famílias e fortalecer os sistemas de previdência social, a fim de lidar com a fraqueza arraigada na demanda interna.

Analistas da Macquarie afirmaram que o apoio de Pequim às políticas de consumo interno e ao mercado imobiliário permanecerá moderado enquanto as exportações e a indústria puderem ajudar a economia a atingir a meta anual de crescimento.



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Defesa Civil emite novo alerta para ventos e chuva forte no Rio de Janeiro


A Defesa Civil estadual emitiu um novo alerta severo para ventos e chuva forte na cidade do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (7). A mensagem foi enviada por volta das 5h05.

O mesmo alerta teria apitado três vezes nos celulares dos cariocas, com recomendações de “Evite deslocamento” e “Busque local seguro”. O Governo do Estado disse que acompanha as condições meteorológicas previstas para esta sexta, que indicam a possibilidade de ventos fortes em todo o estado.

Segundo o COR (Centro de Operações Rio), Rio de Janeiro está em Estágio 2 de risco para ocorrências no município desde a noite desta quinta-feira (6). O “nível 2”, representado pela cor amarela, é um dos cinco Estágios Operacionais da Prefeitura, que variam de acordo com a previsão e ocorrências de tempestades, calor intenso ou acidentes que possam influenciar a rotina dos cariocas.

O Estágio 2 significa que há risco de ocorrências de alto impacto na cidade. Nesta madrugada, o órgão da Prefeitura do Rio registrou ventos moderados a fortes:

  • 02h20: vento moderado, 43,1 km/h
  • 02h45: vento forte, de 54,6 km/h
  • 02h50: vento moderado, de 48,9 km/h
  • 03h15: vento moderado, de 51,8 km/h

Previsão para esta sexta-feira

A previsão meteorológica aponta que as ventanias podem ultrapassar 90 km/h no decorrer desta manhã. O anúncio foi divulgado um dia após o alerta “severo” emitido para fortes ventos na capital fluminense.

Por conta da previsão, a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) suspendeu as atividades presenciais em todos os seus campus nesta sexta, mantendo apenas os serviços essenciais. A Prefeitura do Rio também anunciou a suspensão das aulas da rede pública municipal.

O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), a Defesa Civil Estadual, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) também estão acompanhando a evolução das condições climáticas.

Ainda nos próximos dias, o Brasil enfrenta um alerta de grande perigo para a formação de um ciclone bomba. O sistema pode trazer temporais, granizo e ventanias severas para algumas regiões do país.

Ciclone bomba

Estados do Sul e do Sudeste podem ser os mais prejudicados pelo fenômeno. O ciclone bomba, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida.

De acordo com o Inmet, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul estão em alerta de “perigo”, que indica risco de impactos significativos.

Outras áreas do Sul, parte de Mato Grosso do Sul e a divisa entre São Paulo e Paraná estão com aviso para “perigo potencial“. O sistema começou a se formar a partir das 9h de quinta-feira (6), e deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A fase de maior intensidade está prevista para o sábado.

Na região Sul, segundo o Inmet, os principais impactos ocorrem entre quinta e sábado. Estão previstos temporais, descargas elétricas e queda de granizo, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde as rajadas de vento podem superar os 90 km/h.

Embora o centro do ciclone se forme sobre o oceano, ele deve impulsionar frentes frias que podem causar ventanias em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O maior risco de ventos fortes é nesta sexta, com rajadas que podem variar entre 90 km/h e 110 km/h no litoral paulista e fluminense.

Já regiões como Campinas, Ribeirão Preto e o Sul de Minas Gerais podem registrar ventos de 71 a 90 km/h. 



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SP tem alerta para ventos de até 100 km/h; Porto de Santos paralisa operação


A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no Estado nesta sexta-feira (7) acompanhados de chuvas moderadas.

Os impactos já são sentidos em diversas regiões. A capitania dos portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foram paralisadas às 6h45 desta sexta. Também foi fechada a travessia entre Guarujá e Bertioga.

De acordo com a capitania, os ventos atingiram 55 km/h e o Porto de Santos entrou na condição de “impraticabilidade”. As travessias entre Santos e Guarujá e entre Santos e Vicente de Carvalho foram retomadas por volta das 7h25.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que, na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90km/h e 110 km/h.

Com o alerta, a Enel acionou o plano de contingência para eventos climáticos, reforçando as equipes operacionais e os canais de atendimento ao cliente para eventuais ocorrências que possam afetar o fornecimento de energia. Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no Estado deve ser a Baixada Santista. Por conta disso, as prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.

A ventania é consequência da chegada de um ciclone extratropical à região Sul do País, na quinta-feira (6). De acordo com a Defesa Civil, nove das 16 regiões administrativas do Estado estão em alerta vermelho, de risco muito alto:

  • Marília;
  • Bauru;
  • Itapeva;
  • Registro;
  • Sorocaba;
  • Campinas;
  • Santos;
  • Vale do Paraíba e litoral norte;
  • Região metropolitana.

As outras sete regiões estão em alerta laranja, de risco alto. “O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria”, afirmou o meteorologista do órgão, William Minhoto.

O ciclone é chamado de “bomba” pela característica de ganhar intensidade muito rapidamente, devido à queda acentuada da pressão atmosférica. Segundo Minhoto, a Baixada Santista está entre as regiões de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, disse o meteorologista.

O Governo de São Paulo mobilizou desde quinta-feira o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.

Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil já havia emitido alertas severos para chuvas e rajadas de vento para dez regiões diferentes do Estado.

O que fazer na ventania?

  • Objetos soltos em quintais, varandas e sacadas, como vasos, cadeiras e brinquedos, devem ser recolhidos ou fixados para evitar que sejam arremessados pelo vento e atinjam alguém;
  • O telhado é um dos pontos mais vulneráveis aos efeitos das rajadas e, por isso, requer manutenção preventiva. Telhas de concreto, metal ou PVC devem estar fixadas corretamente à estrutura;
  • Sinais como telhas quebradas, infiltrações recorrentes, manchas de umidade, estalos durante ventos fortes e rachaduras no forro podem indicar comprometimento da cobertura e exigem avaliação técnica.

Durante a ventania:

  • Evite se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda de galhos e troncos;
  • Fique atento a placas, letreiros, toldos e objetos soltos que podem se desprender;
  • Não se aproxime de fios elétricos rompidos ou caídos, pois há risco de choque elétrico;
  • Em construções ou áreas abertas, redobre a atenção com andaimes, tapumes e estruturas provisórias;
  • Se estiver dirigindo, mantenha distância segura de outros veículos e reduza a velocidade;
  • Atividades em andaimes, telhados ou outras estruturas elevadas devem ser interrompidas enquanto persistirem as condições adversas;
  • Busque abrigo em construções de alvenaria e permaneça longe de janelas de vidro, coberturas metálicas e áreas abertas;
  • Nas rodovias, reduza a velocidade e redobre a atenção devido à possibilidade de baixa visibilidade e queda de galhos.

Após a ventania:

  • Não subir em telhados para realizar reparos enquanto houver risco de novas rajadas ou sem equipamentos adequados de segurança;
  • Caso haja cabos elétricos rompidos, a instrução é manter distância e acionar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros, no 193;
  • Se o imóvel apresentar rachaduras estruturais, inclinação de paredes ou risco de desabamento, os moradores devem deixar o local e comunicar a Defesa Civil.

Sobre a rede elétrica:

  • Não se aproximar de cabos partidos;
  • Não tocar em objetos metálicos como semáforos, postes de iluminação pública, pontos de ônibus, portões e grades, especialmente em áreas alagadas;
  • Retirar os equipamentos da tomada e manter fora do alcance da água;
  • Buscar abrigo em locais seguros e afastados de estruturas suscetíveis a danos, como postes, árvores e fiações elétricas;
  • Evitar permanecer em áreas arborizadas durante a tempestade, pois há risco de queda de árvores.



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RJ mantém alerta para ventos fortes nesta sexta; aulas foram suspensas


A cidade do Rio de Janeiro permanece em Estágio 2 de alerta na manhã desta sexta-feira (7) devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. Às 5h05, a Defesa Civil emitiu um alerta para a população recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15.

A previsão indica que as rajadas podem superar 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, elevando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

Como medida preventiva, as aulas da rede pública municipal foram suspensas nesta sexta-feira. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do Centro de Operações Rio e da Defesa Civil.



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