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Processo de reciprocidade marca mais um capítulo negativo da relação Lula x Trump


A abertura pelo Brasil do processo de reciprocidade contra os Estados Unidos por causa do tarifaço é mais um capítulo negativo na relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Ao longo de um ano e meio de convivência como presidentes dos maiores países democráticos do Ocidente, os dois acumularam choques, intercalados por alguns momentos de demonstração de simpatia e aproximação.

Confira abaixo as idas e vindas dos dois mandatários:

Lula apoia Kamala

Durante o processo eleitoral dos EUA no segundo semestre de 2024, o presidente brasileiro declarou apoio à democrata Kamala Harris, adversária de Trump.

Trump retira embaixadora do Brasil

Após tomar posse em janeiro de 2025, o presidente americano não nomeou um embaixador para o Brasil. Elizabeth Bagley, indicada pela gestão do democrata Joe Biden, deixou o cargo após Trump assumir o poder e a representação diplomática no país passou a ser comandada por um encarregado de negócios.

Trump anuncia tarifaço de 50%

Em julho do ano passado, Trump decretou o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos EUA e citou como justificativa uma suposta “perseguição” na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação na tentativa de golpe de 2023. Lula reagiu de forma dura.

Encontro nos bastidores da Assembleia da ONU

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Um encontro de 39 segundos nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado, mudou o rumo da relação. Trump revelou minutos depois ao discursar que eles tiveram “uma química excelente”.

Ligações e encontro na Malasia

A química resultou em telefonemas entre os dois e em um encontro em outubro na Malásia. O americano chegou a relaxar o tarifaço, com retirada de produtos, e excluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, das sanções previstas na Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.

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Visita de Lula à Casa Branca

Em maio, Lula viajou aos Estados Unidos para um encontro de três horas, que incluiu um almoço, com Trump na Casa Branca. A visita parecia ter selado um período de harmonia entre os dois presidentes.

Classificação de facções

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Mas 20 dias depois de Lula voltar ao Brasil, os EUA classificaram as facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas, apesar dos apelos do governo brasilerio para que a medida não fosse tomada.

Novas tarifas

A sequência de medidas americanas prosseguiu com a proposta de taxação de 25% sobre os produtos brasileiros após uma investigação comercial com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana em junho. Na sequência , ainda foi anunciada a conclusão de uma apuração por supostas falhas relacionadas ao “trabalho forçado” a 60 países, incluindo o Brasil, com sugestão de tarifa de 12,5%. O tarifaço anterior de 2025 havia sido derrubado pela Suprema Corte americana.

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Problemas com embaixadores

Em junho deste ano, Trump indiciou Daniel Pérez para ser embaixador no Brasil. Porém, ao contrário do que prevê a Convenção de Viena, fez o anúncio antes de enviar ao país o agrément, um documento sigiloso de consulta para saber se há objeções ao indicado. O agrément só foi enviado no fim daquele mês.O Brasil ainda deu a autorização e, como retaliação, os Estados Unidos alteraram o status do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, que agora não tem mais o direito de entrar e sair do país livremente.

Abertura do processo de retaliação

O governo brasileiro informou ter notificado nesta quinta-feira os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país.



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Influenciadora leva seis pontos após agressão em roda de samba no Rio


A influenciadora Carla Lemos afirmou ter sido agredida por um homem durante uma roda de samba na Lapa, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 7. Segundo o relato publicado por ela nas redes sociais, Carla levou socos, teve as tranças puxadas e sofreu um corte no supercílio.

O agressor, apontado como Lucas Henrique Baldusca Braz, teria saído da delegacia rindo e debochando, segundo a advogada de Carla, Thaiz Sardinha. A reportagem busca contato com a defesa de Braz.

O caso ocorreu no samba Independente dos Bons Costumes, na Fundição Progresso. Carla afirmou que estava no local com amigos e havia ido ao banheiro quando dois homens se aproximaram do grupo. Segundo ela, um deles estava cambaleando e esbarrava nas pessoas ao redor.

A influenciadora contou que pediu a um dos homens que se afastasse porque estava caindo sobre ela. Naquele momento, segundo seu relato, o samba chegou a ser interrompido e uma mulher no palco fez um alerta de que o local não tolerava assédio ou qualquer tipo de violência.

Carla afirmou que, depois disso, lembra apenas das agressões. Segundo ela, o homem a empurrou e desferiu socos contra seu rosto e sua testa. “A partir daí, eu só lembro de violência”, escreveu.

Ainda conforme o relato, pessoas que estavam no local se aproximaram para ajudá-la. Carla disse ter ouvido uma cantora no palco alertar que uma mulher estava sendo agredida e sangrava. Ao olhar para a própria mão, percebeu que estava com sangue.

Segundo a influenciadora, mais de cinco homens precisaram retirar o agressor de cima dela. Carla afirmou que ele concentrou a violência contra ela, embora ela não tivesse falado com o homem anteriormente.

“Ele concentrou a violência dele em mim”, escreveu. Segundo Carla, testemunhas relataram que o homem puxava suas tranças e a socava.

A influenciadora foi levada ao ambulatório e, posteriormente, à delegacia. De lá, seguiu para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde levou seis pontos no supercílio. Depois do atendimento médico, retornou à unidade policial para prestar depoimento.

O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá), na Lapa. Segundo a influenciadora, ela foi informada pelas autoridades de que o caso não se enquadrava na Lei Maria da Penha porque não conhecia o agressor anteriormente. “Isso é misoginia em sua forma mais pura. E precisa ser tipificado como tal”, escreveu.

Carla afirmou ainda ter perdido um trabalho que faria na manhã seguinte porque trabalha com a própria imagem. “Agora seguem os trâmites legais, e me resta ter alguma fé na Justiça”, escreveu

Advogada afirma que agressor riu da situação

A advogada de Carla, Thaiz Sardinha, contou que, enquanto aguardavam na delegacia, o homem ria e fazia gestos com o celular como se estivesse se filmando. Em determinado momento, segundo ela, ele pediu a um policial para ir ao banheiro e, ao retornar, passou por Carla, “virou para ela e mandou beijo sorrindo”.

Para a advogada, o comportamento reforça sua avaliação de que houve menosprezo contra Carla por ela ser mulher e, portanto, elementos de violência de gênero.

A advogada contestou a classificação do episódio como uma “briga generalizada”. Segundo ela, a delegada responsável pelo despacho, que atuava remotamente, afirmou que não havia elementos suficientes para enquadrar o caso como violência de gênero.

“Falei que não se tratava de briga generalizada, foi uma briga pontual e única”, afirmou. Ela acrescentou que a cantora que presenciou o episódio compareceu à delegacia e relatou que a agressão envolveu duas pessoas.

A advogada também disse ter informado que Carla sofreu uma sequência de socos, teve o cabelo puxado e precisou da intervenção de cinco pessoas para que o homem fosse retirado de cima dela. Segundo a advogada, “em momento nenhum a delegada pediu a visualização das imagens do local” para verificar as circunstâncias do episódio.

Carla foi encaminhada para exame de corpo de delito. De acordo com a advogada, no IML, o perito observou o rosto da influenciadora, perguntou o que havia ocorrido e registrou a agressão como ferimento leve.

Posteriormente, Carla relatou dores no couro cabeludo, no peito e no tórax e recebeu atendimento médico de emergência em uma UPA Segundo a advogada, a médica identificou lesões, entre elas um caroço na cabeça, e solicitou exame de raio-X.

O samba Independente dos Bons Costumes publicou uma nota prestando solidariedade a Carla e destacando que apoiaram a influenciadora desde o primeiro momento.

“Nossa roda de samba foi interrompida, o público e os seguranças foram alertados no microfone e Carla foi trazida ao palco para sua segurança. Carla foi encaminhada até o posto médico pela nossa equipe do SIBC SEM ASSÉDIO juntamente com a equipe de produção do SIBC, e a polícia militar foi acionada”, pontuou a organização do evento.





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Café arábica sobe 1,35% em Nova York com atenção ao terremoto na Colômbia

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em dezembro registrou alta de 1,35% e fechou cotado a US$ 3,19 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços do café arábica operam em alta moderada e se consolidam abaixo da máxima de um mês registrada na terça-feira.

A valorização ocorre em meio às preocupações sobre os possíveis impactos do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira sobre a produção e as exportações de café do país.

Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana de café. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de café arábica.

Além dos danos nas áreas produtoras, o mercado acompanha possíveis problemas logísticos. A Maersk informou na terça-feira que as operações no terminal de Buenaventura foram temporariamente suspensas.

O porto é responsável por movimentar grande parte das exportações de café da Colômbia. Segundo a empresa, o fechamento de estradas no interior e as restrições de tráfego provocadas pelo terremoto também podem afetar o transporte de cargas.

Com isso, o mercado monitora se os impactos sobre a infraestrutura e a logística colombianas poderão comprometer o fluxo de café ao exterior, dando suporte aos preços futuros em Nova York.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou o dia com alta de 1,26% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.725 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior.

A forte queda ocorreu após relatos de condições excepcionais de cultivo na Costa do Marfim e em Gana, dois dos principais produtores mundiais de cacau. As condições favoráveis impulsionaram a floração dos cacaueiros antes do início da colheita da safra principal, prevista para o próximo mês.

Nesta quarta-feira, o mercado corrigiu parte das perdas, mas segue atento às condições das lavouras e às perspectivas para a oferta da próxima safra nos principais países produtores da África Ocidental.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou o dia praticamente estável na Bolsa de Nova York. A cotação teve alta de 0,01% e fechou a 84,38 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado avaliou as divulgação de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Segundo o consultor independente Pery Passotti Pedro, o relatório foi neutro para os preços do algodão, ao menos neste primeiro momento. A redução projetada para a produção dos Estados Unidos foi compensada por aumentos nas estimativas de outros indicadores, enquanto o corte ficou abaixo do que era esperado pelo mercado.

Para o consultor, um dos pontos que ainda pode gerar ajustes nas próximas divulgações é a taxa de abandono das lavouras nos Estados Unidos. Historicamente, porém, grandes correções nesse indicador não são comuns.

O mercado também esperava uma reação mais forte no contrato de dezembro de 2026 após a divulgação do relatório, movimento que não se confirmou na sessão.

Segundo Passotti, não há, por enquanto, sinais de uma mudança dramática no cenário. “Os investidores devem continuar acompanhando principalmente o comportamento da demanda chinesa e eventuais revisões nas projeções do USDA nos próximos relatórios”, informou.

Açúcar

O vencimento futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão com alta de 1,85%, cotado a 16,42 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços do açúcar avançaram nesta quarta-feira, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. Antes do recuo, os contratos futuros negociados em Nova York e Londres haviam atingido novas máximas de um ano e três meses.

A alta recente dos preços foi impulsionada pelas preocupações com a oferta global, diante das condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras.

Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas pressionaram as lavouras. Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido deve somar 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos.

O mercado segue atento à evolução das condições climáticas e aos impactos sobre a produção mundial, fatores que podem influenciar a trajetória dos preços do açúcar nos próximos meses.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 0,68% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,38 por libra-peso.

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Vendas no varejo crescem 7% na semana do Dia dos Pais, aponta Getnet


As vendas no varejo brasileiro cresceram 7% em valor transacionado na semana do Dia dos Pais, entre 3 e 9 de agosto, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da fintech de soluções de pagamento Getnet.

A pesquisa também mostrou que o varejo físico cresceu 8%, números que indicam maior dinamismo das compras presenciais durante a semana que antecedeu a data comemorativa.

Na análise por segmentos, os supermercados lideraram o crescimento, com alta de 14%, seguidos por padarias e confeitarias, que avançaram 11%.

Leia também: Dia dos Pais: Procon-SP encontra diferenças de preços de até 188% em presentes

O Pix apresentou o maior crescimento entre os meios de pagamento, com alta de 37% no valor transacionado, consolidando-se como o grande destaque do período em 2026. O resultado, segundo a Getnet, reforça a força da modalidade via QR Code nas maquininhas, que agrega ao lojista maior controle sobre os recebimentos e segurança nas transações.

Já entre as modalidades de cartão, o débito também registrou alta. Em conjunto, esses movimentos evidenciam uma jornada de compra cada vez mais diversificada, que atende às distintas necessidades dos consumidores.

Para Aline Liston, head de Pequenas e Médias Empresas da Getnet, os dados mostram uma semana positiva para o varejo, com crescimento das vendas e destaque para as compras realizadas no comércio físico. “Ao mesmo tempo, a alta expressiva do Pix reforça uma mudança que já observamos no comportamento dos consumidores: a busca por diferentes opções de pagamento e por uma experiência de compra cada vez mais simples e fluida”, comentou em nota.

A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) já mostrava que a data tinha potencial neste ano, com o volume de vendas estimado em R$ 8,52 bilhões no comércio varejista brasileiro.  O Dia dos Pais se consolida assim como a quarta data comemorativa mais importante do calendário do setor.

Segundo a CNC, a estimativa estava ancorada pela atual taxa de desocupação, de 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026 — o menor patamar para o período desde 2012. Além disso, a massa real de rendimentos apresentou variação positiva de 5,0% frente ao mesmo período do ano passado.

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Outro ponto que favoreceu o desempenho estava ligado à inflação. Pesquisa divulgada na semana passada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostrou que os produtos usualmente escolhidos para presentear na data registraram uma alta média acumulada de 4,09% em 12 meses, abaixo da inflação geral do País no período, de 4,52% – e uma desaceleração acentuada frente aos 10,37% apurados no ano anterior.



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Veranico pode elevar termômetros a 42°C em três regiões do Brasil; veja previsão


Um novo veranico deve elevar as temperaturas em áreas do interior do Brasil e pode levar os termômetros a 42°C em pontos de Mato Grosso, Goiás e Tocantins, além de áreas do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Em São Paulo, a Grande São Paulo e o interior do estado estão entre as áreas que terão vários dias de temperaturas acima da média para agosto. A previsão da Climatempo considera o período entre 12 e 19 de agosto.

Este será o terceiro veranico do inverno de 2026 e terá uma área de abrangência maior e duração superior às duas ocorrências anteriores. O primeiro ocorreu entre 17 e 24 de julho, enquanto o segundo foi registrado entre 3 e 7 de agosto.

De acordo com a Climatempo, em São Paulo, a previsão indica vários dias consecutivos com temperaturas máximas pelo menos 3°C acima do normal para agosto.

Em algumas áreas, a diferença em relação à média pode chegar a 5°C em determinados dias. No norte do estado, as temperaturas poderão ficar entre 36°C e 39°C durante o período de calor.

Apesar das temperaturas elevadas durante as tardes, a previsão é de madrugadas relativamente mais frescas. Essa característica diferencia o veranico de uma onda de calor.

O tempo seco também deve marcar o período em São Paulo, com muitas horas de sol e pouca formação de nuvens em razão da atuação de uma área de alta pressão atmosférica.

Onde o calor pode chegar a 42°C

CALOR-TEMPERATURA-CLIMA
Maiores temperaturas, entre 40°C e 42°C, são previstas para partes de Mato Grosso, incluindo a região de Cuiabá, Goiás e Tocantins

Além de São Paulo, o veranico deve alcançar áreas de todas as regiões do país.

As maiores temperaturas, entre 40°C e 42°C, são previstas para partes de Mato Grosso, incluindo a região de Cuiabá, Goiás e Tocantins, incluindo Palmas. O calor também pode atingir essas marcas no sudeste do Pará e em áreas do sul do Maranhão e do Piauí.

Temperaturas entre 36°C e 39°C podem ser registradas em muitas áreas de Mato Grosso do Sul, no centro-oeste e norte de São Paulo, no oeste de Minas Gerais, no oeste da Bahia, em Rondônia e no sul do Amazonas.

No norte e no noroeste do Paraná, o período de calor mais intenso deve começar em 16 de agosto. Até o dia 19, as temperaturas podem variar entre 34°C e 37°C nessas áreas.

Capitais podem registrar novos recordes

O aumento das temperaturas também pode levar algumas capitais a superar os maiores valores registrados no ano.

Segundo a Climatempo, Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina têm possibilidade de registrar novos recordes de calor durante o veranico.

Os atuais maiores registros de 2026 são:

  • Cuiabá: 40,2°C em 10 de agosto;
  • Goiânia: 36,9°C em 10 de agosto;
  • Brasília: 32,0°C em 10 de agosto;
  • Campo Grande: 34,2°C em 7 de fevereiro;
  • Palmas: 39,4°C em 8 e 10 de agosto;
  • Porto Velho: 37,3°C em 10 de agosto;
  • Teresina: 37,0°C em 7 e 9 de agosto.

Por que as temperaturas vão subir

A previsão está relacionada à circulação dos ventos sobre a América do Sul. Nos próximos dias, essa configuração deve dificultar a entrada de massas de ar frio de origem polar no interior do Brasil.

As frentes frias devem avançar pelo extremo sul do país e, depois, seguir para o oceano. Na costa da região Sudeste, a passagem desses sistemas deve ocorrer de forma mais fraca e principalmente sobre o mar.

Durante o período previsto para o veranico, duas frentes frias devem passar pela costa do Sudeste, mas sem avançar de forma significativa pelo interior.

Ao mesmo tempo, uma área de alta pressão atmosférica deve ganhar força sobre o interior do país. Esse sistema reduz a formação de nuvens e favorece a presença de sol por mais horas.

Com menos nebulosidade e sem a entrada de ar frio no interior, as temperaturas sobem durante as tardes.



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JBS destaca mercado interno e diversificação de vendas no Brasil

A JBS destacou o desempenho do mercado interno brasileiro e a estratégia de diversificação das vendas de carne bovina entre os fatores que sustentaram o resultado da operação no segundo trimestre de 2026.

A companhia afirmou que vem ampliando iniciativas comerciais com grandes redes varejistas e buscando equilibrar os volumes destinados ao mercado doméstico e às exportações para proteger margens.

A operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões no trimestre, alta de 28% em relação aos US$ 3,581 bilhões do mesmo período de 2025.

O EBITDA ajustado chegou a US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%, o maior resultado para um segundo trimestre da operação.

Segundo a companhia, a estratégia comercial no Brasil tem sido direcionada para maximizar o valor de cada animal e aproveitar as oportunidades nos diferentes canais de venda.

A JBS destacou especialmente o desempenho do portfólio voltado para churrasco e a expansão de iniciativas comerciais com grandes varejistas.

O mercado doméstico é considerado pela companhia uma importante vantagem competitiva, principalmente pela presença de marcas e pelo relacionamento de longo prazo com os clientes.

Ao comentar os resultados, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa vem reorganizando sua estrutura operacional e está confiante nos efeitos das mudanças implementadas.

“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou Tomazoni durante a teleconferência de resultados.

A estratégia não está restrita ao mercado doméstico. Segundo a JBS, a operação brasileira também foi beneficiada pela demanda de exportação durante o trimestre, em um momento de oferta mais limitada de carne bovina em diferentes regiões do mundo.

China continua importante

A China permanece como um dos principais destinos da carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que a estratégia é evitar uma concentração excessiva das vendas em um único mercado.

A companhia explicou que busca equilibrar os volumes destinados à China, a outros mercados internacionais e ao mercado brasileiro. O objetivo é direcionar os produtos para os mercados com melhores retornos e, dessa forma, proteger as margens.

“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a companhia durante a teleconferência.

A avaliação da empresa é que a diversificação permite maior flexibilidade comercial em um cenário de mudanças nos fluxos internacionais de carne bovina.

Demanda global sustenta mercado

Para Tomazoni, apesar das diferenças entre os mercados, os fundamentos globais da carne bovina continuam favoráveis.

“Os fundamentos globais da carne bovina permanecem construtivos. A oferta é limitada em várias regiões, mas a demanda continua resiliente, e nossa presença global permite direcionar produtos para os mercados de maior retorno”, disse o executivo.

Na avaliação da JBS, essa combinação entre oferta restrita e demanda firme cria oportunidades para empresas com presença em diferentes mercados e capacidade de redirecionar os produtos conforme as condições comerciais.

Brasil tem maior disponibilidade de gado

A JBS também afirmou que a disponibilidade de gado no Brasil apresentou melhora durante o trimestre. Segundo a companhia, o foco tem sido aumentar o valor capturado por animal por meio da integração entre a operação industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.

O resultado da operação brasileira ocorreu mesmo em um cenário de preços elevados do gado. Ainda assim, a companhia registrou o maior EBITDA para um segundo trimestre, com US$ 269 milhões pelo IFRS.

A empresa avalia que a combinação entre maior disponibilidade de animais, demanda externa e uma estratégia comercial mais disciplinada contribuiu para o desempenho da operação.

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Inflação nos EUA desacelera em julho, alivia pressão sobre juros, mas ainda há riscos


A inflação ao consumidor nos Estados Unidos confirmou um cenário de desinflação gradual em julho, com os principais indicadores alinhados às expectativas, mas ainda mantendo o núcleo de preços pressionado. 

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,1% no mês, após queda em junho, levando a taxa acumulada em doze meses para 3,4%. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% na comparação mensal e recuou para 2,5% em termos anuais. 

Segundo os economistas Bernardo Dutra e Pedro Henrique Werneck, do Itaú, os dados retiram parte da pressão por aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo. Mas há quem alerte para riscos de alta devido ao mercado de trabalho e incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio.

Pressões e alívios no CPI

O comportamento interno dos setores de preços foi misto. Vinicius Flores, sócio da Stratton Capital, com sede em Nova York, destaca que os custos com aluguéis responderam por cerca de dois terços da inflação do mês, sendo uma categoria de grande inércia no país. 

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, reforça que a habitação seguiu comportada, subindo apenas 0,1%, enquanto os preços de energia caíram 1,5%, embora ainda acumulem forte alta anual de 14,7%. 

Andressa Durão, economista do ASA, observou uma desaceleração na inflação de serviços, ajudada pela deflação na categoria de hospedagens, embora bens como veículos usados tenham surpreendido para cima. 

A projeção prévia da Goldman Sachs também sinalizava essa oscilação, estimando alta nos carros usados e passagens aéreas, acompanhada de queda nos preços de hotéis. 

CPI tira pressão sobre juros do EUA

O impacto dos números para a política monetária americana divide os especialistas. Para Vitor Kayo, da Nomad, a leitura consistente faz com que o mercado já não espere uma alta de juros na reunião de setembro, projetando o movimento de aperto para outubro. 

Essa pausa imediata também é defendida por Gustavo Sung, da Suno, e por Andressa Durão, do ASA, que enxergam uma diminuição da urgência do Fed, tornando decisivos os dados de inflação e emprego das próximas cinco semanas. 

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Flores, da Stratton Capital, concorda que a expectativa de manutenção das taxas não deve mudar, e aponta que o grande catalisador do mercado será o simpósio de Jackson Hole, no final de agosto, que trará atualizações sobre o Fed. 

A análise do Itaú segue a mesma linha, afirmando que a estimativa menor para o núcleo do indicador PCE tira a pressão imediata sobre novos aumentos de juros. 

Leia também: Dirigente diz que ‘não sabe’ até que ponto o Fed teria que elevar os juros nos EUA

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Alerta para riscos persistentes

Por outro lado, há quem alerte para os riscos persistentes. Felipe Mecchi, economista do C6 Bank, avalia que a resiliência do mercado de trabalho americano, aliada ao núcleo de preços de serviços que subiu 3% em um ano, formam uma combinação que deve levar a autoridade monetária a voltar a subir os juros já no mês de setembro. 

Sung pondera que as tensões no Oriente Médio e o petróleo tipo Brent próximo a 90 dólares o barril seguem como risco, o que ainda fundamenta sua projeção de pelo menos uma alta de juros até o final de 2026. 

A própria análise da Goldman Sachs salienta que os riscos altistas para a inflação seguem vivos, caso as disrupções nos mercados de petróleo se mostrem persistentes. 

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Impacto nos mercados globais e Brasil

Para a economia brasileira e os mercados globais, o tom generalizado de descompressão traz um otimismo cauteloso. 

“O número reduz a necessidade de um aperto monetário adicional imediato, mas não é suficientemente benigno para encerrar a discussão sobre juros”, avalia Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

O analista explica que o resultado tende a aliviar a pressão sobre as taxas dos Treasuries e a força do dólar na margem, o que favorece ativos de risco e as bolsas de valores, inclusive de mercados emergentes, como o Brasil. 

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Essa reação cambial e de juros foi sentida logo após a divulgação dos dados, com queda imediata nos rendimentos americanos e no índice DXY, conforme apontado por Flores. 

Apesar do ambiente mais favorável para os emergentes, Lima ressalta que, enquanto a inflação americana não bater a meta, a curva de juros exigirá seletividade redobrada dos investidores em renda variável e crédito. 



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Seis armas desaparecem de batalhão da PM na zona sul de São Paulo


Seis armas desapareceram de uma unidade do 27º Batalhão da Polícia Militar, na região de Vargem Grande, na zona sul de São Paulo. O sumiço foi identificado dentro da própria unidade e mobilizou uma investigação para descobrir como o armamento deixou de ser localizado e quem pode ser responsável pelo extravio.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento das armas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as apurações estão em andamento e têm como objetivo localizar o material e identificar o responsável pelo sumiço.

O caso chama atenção porque não é a primeira vez que armas desaparecem de unidades ligadas às forças de segurança no estado de São Paulo.

52 armas desapareceram de delegacia

Em fevereiro deste ano, 52 armas desapareceram do cofre da Delegacia de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O material era composto por pistolas e revólveres que haviam sido apreendidos entre 2011 e 2021 durante operações contra criminosos.

O desaparecimento também passou a ser investigado pela Polícia Civil. O objetivo é descobrir como as armas, que deveriam permanecer armazenadas na unidade, foram retiradas do local e quem teve acesso ao armamento.

Fuzis e metralhadoras desapareceram do Exército

Outro caso de grande repercussão ocorreu em 2023, quando 22 armas desapareceram do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na Grande São Paulo.

Entre o armamento estavam fuzis e metralhadoras. As investigações apontaram que as armas teriam sido oferecidas ao Comando Vermelho, uma das principais organizações criminosas do país, com atuação principalmente no Rio de Janeiro.

Das 22 armas desaparecidas, 20 foram recuperadas e duas continuam sem ser localizadas.

O caso resultou na condenação de nove pessoas, entre civis e militares, pela participação no desaparecimento do armamento.

Agora, a Polícia Militar tenta esclarecer o novo caso envolvendo as seis armas do 27º Batalhão. A investigação deverá apontar quando o material desapareceu, quem teve acesso ao local onde as armas estavam armazenadas e se houve participação de outras pessoas.

Enquanto as apurações continuam, a Secretaria da Segurança Pública afirma que trabalha para localizar o armamento e identificar o responsável pelo extravio.



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Milho sobe 4,40% em Chicago após realtório de oferta e demanda do USDA

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou a sessão desta quarta-feira (12) com alta de 4,40% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,80 por bushel.

Segundo a Granar, os preços fecharam em forte alta influenciados principalmente pela redução das projeções para os estoques de milho dos Estados Unidos divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório mensal de oferta e demanda.

A estimativa para os estoques finais da safra 2025/26 caiu de 51,31 milhões para 49,40 milhões de toneladas. A projeção ficou abaixo dos 50,78 milhões de toneladas esperados por analistas do setor privado.

A revisão ocorreu após o USDA elevar a previsão para as exportações norte-americanas. O volume projetado para a safra 2025/26 passou de 84,46 milhões para 86,36 milhões de toneladas, novo recorde histórico.

Para a safra 2026/27, o USDA manteve praticamente estável a estimativa de produção, que passou de 406,42 milhões para 406,75 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a projeção de exportações aumentou de 81,28 milhões para 83,19 milhões de toneladas.

Com o aumento dos embarques, a estimativa para os estoques finais de 2026/27 caiu de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas, uma redução de 7,66%. O volume também ficou abaixo dos 43,82 milhões de toneladas projetados por analistas.

Além dos fundamentos de oferta e demanda, o mercado também acompanhou o aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Segundo a Granar, um dos principais fatores de preocupação foi o ataque realizado por forças ucranianas contra um importante porto russo no Mar Negro. A possibilidade de novos ataques e de uma resposta do Kremlin pode aumentar os riscos sobre a infraestrutura de exportação de grãos na região.

A Ucrânia é o maior fornecedor de milho da União Europeia e o quarto maior exportador mundial do cereal, o que amplia a atenção do mercado para possíveis impactos sobre o fluxo internacional da commodity.

Soja

O contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou o dia com alta de 1,24% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 11,83 por bushel.

Segundo a Granar, os contratos futuros da soja acompanharam as fortes altas registradas pelo trigo e pelo milho. O mercado também manteve o otimismo em relação ao ritmo de compras chinesas de soja norte-americana.

A expectativa de uma visita do presidente da China, Xi Jinping, a Washington no próximo mês, onde deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuiu para o sentimento positivo.

Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma nova venda de 244 mil toneladas de soja norte-americana para a China, referente à safra 2026/27.

Apesar da alta dos preços, os números apresentados pelo USDA para a nova safra tiveram viés baixista. A agência elevou a projeção para a produção de soja dos Estados Unidos para um recorde de 122,99 milhões de toneladas.

A estimativa supera os 121,79 milhões de toneladas projetados no relatório de julho e também ficou acima da média de 121,71 milhões de toneladas esperada por analistas do setor privado.

Para chegar à nova projeção, o USDA elevou a estimativa de área plantada de 34,56 milhões para 35,13 milhões de hectares. A área prevista para colheita também aumentou, de 34,16 milhões para 34,72 milhões de hectares.

Por outro lado, a produtividade média foi revisada para baixo, passando de 35,64 para 35,44 quintais por hectare.

Com a produção recorde projetada para os Estados Unidos, o mercado passa a acompanhar a evolução das lavouras e, principalmente, o ritmo das compras chinesas para avaliar os próximos movimentos dos preços em Chicago.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou a sessão com alta de 3,32% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,69 por bushel.

O movimento de alta acompanhou a tendência observada durante a sessão noturna e foi impulsionado pela reação do mercado aos ataques da Ucrânia ao porto de Novorossiysk, um dos principais pontos de embarque de grãos da Rússia pelo Mar Negro.

A ação militar foi confirmada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Os ataques provocaram o fechamento dos três principais terminais do complexo portuário de Novorossiysk, NKHP, NZT e KSK, que, juntos, respondem por aproximadamente 40% das exportações russas de grãos.

Segundo Andrey Sizov, CEO da consultoria SovEcon, o terminal NKHP sofreu os danos mais graves, incluindo o colapso de uma das principais galerias utilizadas para o carregamento de navios.

O executivo classificou os danos como graves e afirmou que os reparos podem levar meses. O terminal NKHP informa capacidade anual de movimentação de 7,1 milhões de toneladas de grãos.

Diante dos possíveis impactos sobre a logística de embarques russos, o mercado passou a incorporar maior risco de interrupções no fluxo de trigo e outros grãos pelo Mar Negro, dando suporte aos preços negociados em Chicago.

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EUA aumenta previsão de área colhida de milho e soja, mas vê produtividade menor


USDA projetou o rendimento médio do milho nos EUA em 2026 em 180,7 bushels por acre (bpa); para a soja, a produtividade estimada recuou para 52,7 bpa, abaixo dos 53,0 bpa do mês anterior.

Chicago (Reuters) – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou, nesta quarta-feira (12), sua previsão para a produção de milho no país, já que o aumento da área colhida mais do que compensou uma redução maior do que o esperado na estimativa de produtividade média nacional.

O USDA projetou o rendimento médio do milho nos EUA em 2026 em 180,7 bushels por acre (bpa), abaixo da previsão de 183,0 bpa feita há um mês, enquanto a perspectiva da agência para a área colhida aumentou para 88,6 milhões de acres, ante 87,4 milhões de acres há um mês.

Leia também: Brasil deve perder posto de 2º exportador de milho para Argentina em 2025/26

A produção foi aumentada para 16,013 bilhões de bushels, versus 16,000 bilhões de bushels em julho.

Para a safra de soja, o USDA reduziu sua previsão de produtividade para 52,7 bpa, abaixo dos 53,0 bpa do mês anterior. A produção foi projetada em 4,519 bilhões de bushels, acima dos 4,475 bilhões de bushels do mês anterior.



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