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Foz do Amazonas pode garantir mais 40 anos de petróleo para Petrobras


A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis a sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho.

Se comprovado o potencial da bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios na região garantam pelo menos mais 40 anos de produção, segundo o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer.

“Eu vi o início da bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor”Wagner Victer

Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo encontrado agora será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), para avaliar a qualidade e o potencial do poço. “Vamos aguardar as análises. que serão feitas no Cenpes sobre o óleo”, disse Sylvia à Broadcast na segunda-feira (17).

A Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar a repor reservas de petróleo a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar. O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial e 15 novos poços.

Os próximos passos dependem do Ibama. O órgão ambiental analisa o pedido da estatal para perfurar mais três poços. No caso de Morpho, foram mais de 12 anos de espera, sendo os últimos três anos de muita pressão da atual gestão da empresa, que obteve a liberação em outubro de 2025. A inglesa BP, dona de 70% do ativo até 2021, desistiu de esperar e vendeu sua participação para a Petrobras.

“Tem que acelerar o licenciamento dos outros poços para a gente saber o que tem lá, ou seja, não dá para ficar nesse dilema a cada poço. Porque agora, se você for adiante, nós vamos estar falando de escalas muito diferentes de atividade geológica, exploratória, a escala aumenta”Professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, Edmar Almeida.

“A gente precisa superar o debate que estava tendo antes do ponto de vista da viabilidade ambiental, porque agora nós não estamos falando de fazer um poço mais, nós estamos falando de fazer três e muito mais. Ou seja, na Guiana, chegou a mais de cem poços. Até você ter a comprovação dos reservatórios e começar a ter um grande volume, (serão feitas) várias declarações de comercialidade”, acrescentou o acadêmico.

Logo após a descoberta ser anunciada, no último dia 14, o diretor do Centro Brasileiro de Infratestrutura, Adriano Pires, também destacou a importância do Ibama acelerar as licenças ambientais. “Não temos nenhum número da Petrobras, portanto não dá para falar se é uma descoberta relevante ou não. Mas é uma boa notícia que mostra a importância do Ibama agilizar as licenças ambientais”, afirmou.

Sem Efeito

Para o analista de energia da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, a descoberta é positiva, mas ainda sem informações suficientes para “fazer preço” na ação da estatal. “Uma precificação consistente exigiria evidências de escala comercial, boa produtividade e competitividade econômica frente ao portfólio já contratado da Petrobras. Até lá, a descoberta deve ser tratada como opcionalidade exploratória, sem efeito sobre nosso preço-alvo ou recomendação”, explicou o analista.

Segundo ele, a identificação de hidrocarbonetos (petróleo e gás) no bloco FZA-M-59 é positiva porque melhora a perspectiva exploratória da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, área central para a reposição de reservas no longo prazo.

Para o sócio-diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira Neto, a descoberta cria condições para que o governo acelere os leilões na região e deve gerar um aumento de apetite privado por blocos da Margem Equatorial. A leitura de Moreira Neto é de que a governança não deve se opor aos investimentos necessários para a região.

“É um anúncio que confirma o apetite de quem foi pro leilão e que deve ter uma boa influência na corrida daqui pra frente. Ainda há muitos riscos, mas todos os operadores já posicionados são de classe mundial e muito eficientes”, afirmou. “É uma região que demanda movimento exploratório intenso, mas não vejo como uma boa ideia tentar aumentar muitos prêmios num cenário de competição global por investimentos”Rivaldo Moreira Neto

Em junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a indicação de 86 blocos da Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC).

Para que os blocos sejam efetivamente oferecidos, ainda é preciso cumprir a análise ambiental e a emissão de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e do Clima (MMA).

“Há uma dependência muito grande da construção com órgãos ambientais, mas com a primeira descoberta talvez possamos ver um ritmo melhor”, acrescentou o advogado.

Em entrevista à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o professor da PUC e ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), David Zylbersztajn, destacou que a Margem Equatorial poderá mudar a geopolítica nacional se virar realmente uma nova província petrolífera do país.

“Você vai mudar a geopolítica nacional em termos de poder econômico, industrial, porque se ali virar efetivamente uma província petrolífera, pode ser um novo caminho de redenção econômico-social da região”, disse Zylbersztajn.



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Defesa Civil emite alerta para baixas temperaturas em SP; veja a previsão


O frio deve continuar a atingir a capital paulista neste fim de semana, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo. Durante a madrugada deste sábado (22), a temperatura média foi de 13°C, mas a sensação térmica ficou até 3°C abaixo do marcado pelos termômetros. Em Parelheiros, a mínima chegou a 8,9°C.

Diante disso, a Defesa Civil Municipal decretou estado de atenção para baixas temperaturas em toda a cidade. Para este sábado, a previsão é de que a temperatura máxima chegue a 23°C durante a tarde.

Uma massa de ar frio deve manter as temperaturas baixas nos próximos dias. De acordo com o CGE, o domingo (23) deve marcar mínima de 12°C durante a madrugada e máxima de 23°C à tarde. Na segunda-feira (24), o tempo nublado deve contribuir para uma sensação de ainda mais frio. A previsão é de mínima de 13°C e máxima que não deve ultrapassar os 19°C.

A orientação da Prefeitura é de, durante o tempo frio, ligar 156 para o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.



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Dunas de 30 metros e chuvas: o que chamou a atenção da Nasa nos Lençóis Maranhenses


A paisagem dos Lençóis Maranhenses chamou a atenção da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) por reunir características que fazem o parque parecer um deserto, apesar de receber um volume elevado de chuvas. A agência publicou na quinta-feira (20) uma imagem da região vista do espaço e descreveu o local como um “deserto feito de água”.

Na publicação, a Nasa destacou as fileiras de dunas de quartzo branco e brilhante que se espalham pelo parque e se sobrepõem a lagoas de água doce. Algumas das dunas chegam a 30 metros de altura.

Outro ponto citado pela Nasa foi o volume de chuvas da região. Os Lençóis Maranhenses recebem cerca de 125 centímetros de chuva por ano, volume ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e aproximadamente o dobro do observado em Londres, na Inglaterra.

A combinação entre chuva, areia e relevo contribui para a formação da paisagem. Segundo a Nasa, rios transportam grandes quantidades de areia de quartzo para esse trecho do litoral do Maranhão. O material se acumulou ao longo de centenas de milhares de anos, formando o extenso campo de dunas.

Durante o período chuvoso, a água se acumula nas áreas entre as dunas e forma as lagoas que caracterizam a paisagem do parque. A Nasa classificou a formação dos Lençóis Maranhenses como resultado de uma rara combinação de fatores geológicos e climáticos.

A imagem publicada pela agência foi capturada pelo satélite Landsat 9, que orbita a Terra.

Patrimônio Natural da Humanidade

Os Lençóis Maranhenses foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade em 2024, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses também é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto nº 86.060, de 2 de junho de 1981.

Com mais de 156 mil hectares, o parque está localizado em uma área de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, sob influência do ambiente marinho costeiro, de acordo com o MMA.

Além das dunas e lagoas de água doce, a região abriga ecossistemas como manguezais e restingas.





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Amigos brasileiros reservam hospedagem para desfrutar as férias na França, mas descobrem que lugar era em asilo de idosos


Um grupo de amigos brasileiros que reservou uma hospedagem em Marselha, na França, descobriu que, na verdade, estava hospedado em um asilo de idosos. O caso aconteceu no dia 9 de agosto e, posteriormente, viralizou nas redes sociais.

Em uma publicação, um dos brasileiros comentou que a estadia havia sido ótima e que o grupo chegou até a almoçar com os idosos.

“Um abraço principalmente para a Dona Maria, que gosta da novela Terra Nostra, e para a Cristine, que nos convidou para almoçar e ainda ofereceu um vinho no almoço”, comentou o homem.

Ainda de acordo com o brasileiro, a casa de repouso fica localizada em uma das cidades consideradas mais perigosas da França.

O grupo havia buscado uma localização segura e com estacionamento para a hospedagem. Veja: 

O homem contou que o local tinha diversas avaliações positivas, mas não especificava que se tratava de uma casa de repouso.

“Tem aula de yoga, piscina, eles jogam baralho, dominó, quebra-cabeça e podem, inclusive, pedir serviço de quarto para fazer uma reunião com os amigos”, acrescentou.

Por fim, o brasileiro afirmou que o grupo adorou a experiência e que voltaria a se hospedar no local.





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De olho em mercado halal, VPJ quer vender mais carne de cordeiro

A VPJ Alimentos está estruturando uma cadeia própria de produção de cordeiros e vê espaço para ampliar a ovinocultura brasileira como uma alternativa de renda para pequenos e médios produtores. O projeto envolve genética Dorper, comercialização de reprodutores, aquisição de cordeiros para abate e uma planta industrial em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A empresa trabalha há cerca de dois anos com um frigorífico voltado ao abate de cordeiros Dorper, raça de ovelhas com mais carne por animal . A operação segue uma lógica semelhante à utilizada pela companhia na cadeia bovina, com atuação desde a genética até a indústria.

“Nós temos um rebanho muito importante de criação de reprodutores Dorper, onde a gente comercializa quase 250 reprodutores por ano e a gente adquire os cordeiros para abate”, afirma Valdomiro Poliseli Junior, proprietário da empresa.

A operação industrial está localizada em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a empresa, a planta possui certificação e está em processo de obtenção da certificação halal.

A autorização é considerada estratégica para ampliar o mercado consumidor e abrir possibilidades de exportação para países de maioria muçulmana. Com a certificação, a VPJ pretende avançar na comercialização de carne de cordeiro para o mercado árabe e outros destinos internacionais.

“Essa certificação halal vai nos dar a condição também da exportação para a Arábia Saudita, para o mundo árabe”, afirma Valdomiro.

Internacionalização no foco

O projeto coloca a ovinocultura dentro da estratégia de internacionalização da companhia, que também pretende levar produtos de carne bovina para os Estados Unidos.

Além da indústria, a VPJ aposta em um modelo de produção que envolve pequenos e médios produtores. Em Minas Gerais, a empresa desenvolveu um núcleo com cerca de 50 produtores que adquirem reprodutores da companhia e produzem cordeiros para comercialização.

Segundo Poliseli Junior, um cordeiro pode representar uma receita de até R$ 1 mil para o produtor, dependendo das características e do mercado.

 A estratégia da VPJ é combinar genética, assistência à produção e garantia de compra dos animais para criar maior previsibilidade de receita dentro das propriedades. “É uma ferramenta fantástica para o pequeno e médio produtor, que consegue criar uma receita contínua mensal na fazenda ou na propriedade”, afirma.

O modelo também busca dar previsibilidade à indústria, já que a empresa consegue programar a frequência de abates.

Para a VPJ, essa organização pode ajudar a enfrentar um dos principais desafios da ovinocultura brasileira, que é a dificuldade de estruturar uma cadeia regular de produção e comercialização.

Na avaliação de Poliseli Junior, o Brasil possui potencial para ampliar significativamente a produção de carne ovina, mas a atividade ainda é pouco desenvolvida em comparação com outras cadeias de proteína animal.

A estratégia da VPJ é justamente aproximar genética, produtor e indústria para criar uma cadeia com maior previsibilidade de produção.

Além disso, a empresa mantém um rebanho voltado à produção de reprodutores e utiliza essa genética para fomentar a produção de cordeiros comerciais.

O modelo permite que a empresa atue em diferentes etapas da cadeia, desde a venda de genética até a aquisição dos animais para abate.

A lógica é semelhante à utilizada pela companhia na bovinocultura, na qual a genética é utilizada como ponto de partida para melhorar características dos animais e, posteriormente, agregar valor à carne.

Mercado de hambúrguer

A empresa também desenvolveu um hambúrguer de cordeiro, ampliando as possibilidades de consumo da proteína. A iniciativa acompanha o movimento de expansão do mercado de hambúrgueres e busca aproximar a carne ovina de consumidores que já estão familiarizados com produtos de preparo rápido.

Para a empresa, a diversificação também ajuda a criar novas possibilidades de agregação de valor para a carne de cordeiro.

Com relação ao varejo brasileiro, o produto vem ganhando espaço nas gôndolas de supermercados, indicando uma ampliação das opções disponíveis ao consumidor.

O avanço, porém, ainda ocorre em um mercado menor que o das principais proteínas animais. É justamente nesse espaço que a empresa pretende atuar, estruturando uma cadeia que combine genética, produção, abate, industrialização e comercialização.

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Voo internacional da Azul enfrenta forte turbulência, 4 passageiros sem cinto ‘saem voando’ e sofrem diversas lesões


Uma investigação sobre uma turbulência durante um voo da Azul, em novembro de 2022, apontou que quatro passageiros ficaram feridos, um deles com lesões graves. O relatório sobre a ocorrência afirmou que o avião, ao se aproximar de uma área com instabilidade climática teve o luminoso “apertem os cintos” aceso e, 40 segundos depois, a aeronave enfrentou uma área de turbulência severa e de curto prazo.

Quatro passageiros que estavam sem os cintos foram arremessados dos assentos. O documento aponta que a pessoa que estava na poltrona 25D quebrou o pulso e uma vértebra lombar; os outros três tiveram ferimentos leves. Nenhum tripulante se machucou.

Ao todo, o Airbus A330 transportava 193 passageiros e 14 tripulantes. 

A CNN Brasil teve acesso ao relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) publicado nesta sexta-feira (21).

O voo

O avião decolou de Viracopos, em Campinas (SP), com destino ao Aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos. Durante a fase de cruzeiro, quando o Airbus passava por cima de Manaus (AM), na região amazônica, enfrentou uma área de turbulência severa.  

A turbulência durou 55 segundos e o passageiro com lesões graves foi projetado para cima, bateu o próprio braço na poltrona e caiu no corredor.

Lesões dos passageiros

  • Assento 25D –  Fratura punho e vértebra lombar (grave)
  • Assento 35C –  Contusão na região do abdômen (leve).
  • Assento 26G – Contusão na cabeça (leve)
  • Assento 28D – Contusão na cabeça (leve)

A investigação concluiu  as condições meteorológicas adversas estão entre os fatores contribuintes da ocorrência e a importância das companhias áreas de reforçarem a conscientização do cinto de segurança afivelado sempre que estiverem sentados, independentemente das condições meteorológicas ou da indicação do aviso luminoso

LEIA TAMBÉM: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

A importância do cinto

Ainda segundo o documento, de acordo com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, o uso do cinto de segurança é essencial para prevenção de acidentes como este.

“O estudo analisou 111 acidentes relacionados à turbulência registrados e concluiu que o uso do cinto de segurança foi fator crítico para a prevenção de lesões graves. Entre os 123 ocupantes gravemente lesionados nos acidentes, apenas um passageiro estava utilizando o cinto no momento do evento de turbulência e […] 83,5% dos comissários de bordo não faziam uso do cinto de segurança quando sofreram lesões”, diz trecho da investigação do Cenipa.

A CNN Brasil entrou em contato com a empresa Azul e aguarda retorno. O espaço segue aberto.



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