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Café recua 1,46% em Nova York com pressão de oferta global

Os preços futuros do café encerraram o pregão desta segunda-feira (21) em queda na Bolsa de Nova York, atingindo o menor nível em três meses. O contrato para entrega em dezembro recuou 1,46% e fechou negociado a US$ 2,76 por libra-peso.

Segundo o Barchart, as cotações estão sob pressão há cerca de três semanas diante da perspectiva de aumento da oferta mundial. Em 10 de setembro, a OIC (Organização Internacional do Café) projetou uma safra recorde em 2025/26, com produção global de 183,6 milhões de sacas, alta de 4,4% em relação ao ciclo anterior.

Ao mesmo tempo, o consumo global foi estimado em 180,6 milhões de sacas, queda de 0,9% na comparação anual. Com isso, a OIC prevê um excedente de 3 milhões de sacas no mercado mundial, o primeiro superávit em cinco anos.

As condições climáticas favoráveis nos principais países produtores também contribuem para pressionar os preços. No Brasil, as chuvas acima da média durante a fase de floração podem beneficiar a próxima safra. Segundo a Somar Meteorologia, Minas Gerais recebeu 33,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 20 de setembro, equivalente a 242% da média histórica para o período.

No Vietnã, as chuvas também melhoraram a umidade do solo e devem favorecer o desenvolvimento dos frutos nas terras altas centrais do país, principal região produtora de café. O cenário reforça as expectativas de oferta e mantém o mercado pressionado.

Açúcar

Os preços futuros do açúcar encerraram o dia com avanços na Bolsa de Nova York, após chegarem a operar nas mínimas de três semanas e meia. O contrato para entrega em março avançou 0,82% e fechou negociado a 18,39 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a recuperação das cotações foi influenciada pelo fechamento de posições vendidas no mercado futuro, em um movimento associado também à valorização do real brasileiro frente ao dólar. A moeda brasileira atingiu a máxima de uma semana, o que tende a reduzir a atratividade das exportações para os produtores de açúcar do Brasil.

Na última semana, foram entregues 499.350 toneladas de açúcar referentes ao contrato de outubro em Londres, que expirou na terça-feira passada. O volume representa um aumento de 91% em relação ao registrado no mesmo contrato no ano anterior e está entre os maiores já registrados para um contrato de outubro, sinalizando uma demanda física mais fraca pela commodity.

Cacau

Os preços futuros do cacau fecharam em alta nesta sessão, após atingirem mínimas de oito semanas. O movimento foi sustentado pela cobertura de posições vendidas diante das previsões de tempo seco na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, o que aumenta as preocupações com o estresse hídrico e seus possíveis impactos sobre a produtividade da safra 2026/27.

O contrato com vencimento em dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,45%, negociado a US$ 5.351 por tonelada.

Segundo o Barchart, a recuperação ocorreu após três semanas de pressão sobre as cotações, período em que o mercado passou a considerar sinais de aumento da produção na Costa do Marfim. A perspectiva de clima mais seco, no entanto, voltou a trazer preocupações sobre as condições das lavouras e ajudou a sustentar os preços.

Os dados mais recentes do Conselho do Café e Cacau da Costa do Marfim reforçam o cenário de maior oferta. Em 2 de setembro, o órgão regulador informou que a colheita alcançou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, avanço de 30% em relação às 1,58 milhão de toneladas registradas no ciclo anterior.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja para novembro finalizaram o dia com valorização de 5,46% e precificado em US$ 1,48 por libra-peso.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram o pregão com valorização na Bolsa de Nova York, com o mercado acompanhando as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato para entrega em dezembro avançou 2,80%, a 83,42 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, o movimento ocorre em meio à expectativa de novos desdobramentos nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. O presidente da China, Xi Jinping, deve viajar aos Estados Unidos nesta semana para uma reunião com o presidente Donald Trump, com o comércio entre os países entre os temas previstos para discussão.

Ainda de acordo com o Barchart, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, viajou à China no fim de semana para organizar as negociações previstas para a próxima semana. As conversas são acompanhadas pelo mercado de commodities devido aos possíveis impactos sobre os fluxos comerciais e a demanda chinesa.

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Bilionário mais velho do Brasil, João Jacob Vontobel, morre aos 97 anos


O empresário João Jacob Vontobel, fundador do Grupo Vonpar, morreu no sábado, 19, aos 97 anos, em Porto Alegre. Com fortuna avaliada em R$ 3 bilhões pela revista Forbes, ele figurava no topo da lista dos bilionários com idade mais avançada do País em 2026.

O bilionário construiu seu império a partir do setor de bebidas, quando assumiu o engarrafamento e a distribuição da Coca-Cola.

A família não informou a causa do falecimento.

A cerimônia de despedida será aberta ao público na terça-feira, 22, das 14 horas às 17 horas, no Salão Cerimonial do Memorial Angelus, na capital gaúcha.

Em seguida, o corpo será encaminhado para cremação em rito reservado aos familiares.

Vontobel deixa a esposa, Elone Maria Schneider Vontobel, três filhos e seis netos.

O empresário ocupava a 136ª posição no ranking dos mais ricos do Brasil e, após vender o braço de bebidas da Vonpar para a mexicana Coca-Cola Femsa por cerca de R$ 3,5 bilhões, concentrou os negócios familiares na indústria alimentícia, administrando marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius.



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Crédito caro, endividamento e inflação travam consumo em SP, apesar do emprego


A intenção de consumo das famílias paulistanas registrou em agosto o seu quinto recuo mensal consecutivo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado mensalmente pela FecomercioSP, caiu 1,2% em relação a julho, atingindo 110,9 pontos. Trata-se do recuo mais intenso do indicador desde o início do ciclo de queda em abril. 

Embora o índice permaneça no campo otimista (acima de 100 pontos) e acumule alta de 4,4% ante agosto do ano passado, o cenário de curto prazo revela uma conjuntura doméstica sufocada pelos juros elevados, pelo custo do crédito e pelo endividamento.

Segundo Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, a diferença entre a desaceleração mensal e a melhora no comparativo interanual reflete a defasagem entre o ciclo de cortes da taxa Selic e o alívio efetivo no crédito.

Carvalho cita também a conjuntura econômica atual, de crédito mais caro, um alto nível de endividamento, e uma inflação que ainda corrói o poder de compra, apesar da recente desaceleração. 

Ela pontua que, apesar de a taxa Selic estar recuando, o efeito dessas quedas demora a ser sentido no bolso da população, que ainda lida com restrições severas de renda. 

A pressão no orçamento é tão aguda que consumidores de faixas de renda mais baixas estão recorrendo ao parcelamento no cartão de crédito para a compra de itens essenciais, como alimentos em supermercados, aponta Carvalho.

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Atualmente, mais de 70% das famílias da cidade de São Paulo possuem algum tipo de dívida.

Leia também: Copom leva Selic a 13,75%: eleições e riscos globais vão travar mais cortes?

Confiança piora entre aqueles de menor renda

A pesquisa também mostra como o comportamento econômico muda de acordo com recortes demográficos e de renda. 

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 0,6% em agosto, chegando a 120,8 pontos. 

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, a confiança recuou 1,2%, demonstrando uma exposição maior aos custos básicos. 

Em contrapartida, as famílias com renda superior a dez salários mínimos apresentaram um avanço de 0,6% no indicador. 

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A assessora econômica explica que os consumidores de alta renda possuem maior capacidade de planejamento do orçamento e conseguem acessar o mercado de crédito com mais facilidade, sofrendo um impacto menor das oscilações de curto prazo da economia. 

No recorte por idade, o pessimismo se mostrou mais forte entre os mais velhos: consumidores com 35 anos ou mais registraram queda de 3% no ICC, enquanto o grupo mais jovem teve alta de 0,8%. 

Leia também: Reserva para imprevistos é maior ponto fraco das finanças do brasileiro, diz Planejar

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Confiança no mercado de trabalho

Na avaliação de Carvalho, o mercado de trabalho tem funcionado como o principal amortecedor da economia paulistana para evitar um colapso no consumo. No entanto, há sinais de alerta. 

O subíndice “Emprego Atual“, que avalia a percepção sobre o trabalho dos consumidores, apresentou um leve recuo mensal de 0,4%, demonstrando pouca confiança de que haverá promoções, por exemplo. 

No comparativo com agosto do ano passado, o indicador teve alta de 6,3%, refletindo o mercado de trabalho aquecido. O componente foi o que atingiu maior pontuação do ICF, com 141,3 pontos. 

Quando perguntados sobre a “Perspectiva Profissional“, o resultado foi um recuo de 10,5% na comparação anual e de 4,5% comparado ao mês anterior.

Carvalho atribui essa deterioração nas expectativas a uma insegurança crescente do trabalhador, impulsionada pelo fechamento de micro e pequenas empresas e pelo aumento nos pedidos de recuperação judicial.  

Perspectivas para o fim do ano e 2027

Com a proximidade do último trimestre, período vitrine para o comércio em virtude da Black Friday e do Natal, o clima é de apreensão. O ano de 2026 tem se revelado desafiador, frustrando as apostas de aquecimento que o varejo havia feito com eventos como a Copa do Mundo, que não gerou a tração esperada de vendas, pontua Carvalho. 

Ela destaca que o faturamento real do varejo no estado de São Paulo já opera no vermelho. Para as festas de fim de ano, a FecomercioSP projeta uma melhora residual no humor dos compradores pós-eleições, mas ressalta que as vendas devem ser menores do que as do ano anterior. Segundo a assessora econômica, o paulistano não parou de gastar, mas tornou-se seletivo, comparando preços com rigor e evitando o comprometimento com bens duráveis de alto valor.  

O horizonte para 2027 exige ainda mais cautela. A especialista alerta que, mantido o cenário atual sem uma definição clara de políticas econômicas que restaurem o poder de compra das famílias, há riscos de um agravamento da crise. Frente a esta conjuntura restritiva, a recomendação é de ajuste de rotas, tanto das famílias quanto das empresas. 

Para as famílias, a orientação central é o enxugamento do uso do cartão de crédito, que possui as maiores taxas de juros do mercado, além de um replanejamento financeiro focado na quitação de dívidas e na organização de longo prazo.

Já para as empresas do varejo, a FecomercioSP indica que a saída não está em conceder descontos genéricos que corrompam as margens de lucro, mas em fazer uma gestão de estoque e caixa, focando promoções em produtos encalhados e renegociando prazos com fornecedores para fugir do fantasma da recuperação judicial.



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Milho sobe quase 3% em Chicago com atraso na colheita nos EUA

O avanço das inspeções semanais e os atrasos provocados pelas chuvas na colheita ajudaram a impulsionar os preços do milho nesta segunda-feira (21) na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em dezembro subiu 2,94% e fechou negociado a US$ 5,43 por bushel.

Segundo a Agrinvest, as inspeções de milho para exportação nos Estados Unidos somaram 1,94 milhão de toneladas na última semana, acima das 1,55 milhão de toneladas registradas na semana anterior. O mercado também acompanha a possibilidade de novas compras de produtos agrícolas norte-americanos pela China, especialmente diante do encontro previsto entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nesta semana.

As condições climáticas também entraram no radar dos investidores, em que as chuvas fortes dos últimos dias têm atrasado os trabalhos de campo em algumas áreas produtoras dos Estados Unidos, enquanto as previsões ainda indicam volumes significativos de precipitação para os próximos dias. Além de dificultar a colheita, o excesso de umidade pode complicar o transporte e a logística da safra.

De acordo com a Granar, a alta interrompeu uma sequência de três pregões de perdas e também foi influenciada por relatos de rendimentos abaixo do esperado em algumas regiões do cinturão produtor de milho e soja. O mercado ainda especula sobre possíveis anúncios favoráveis ao milho no encontro entre Trump e Xi, marcado para quinta-feira.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram em forte alta na Bolsa de Chicago, com o mercado de olho no encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para esta semana. O vencimento para novembro avançou 1,88% e fechou negociado a US$ 13,28 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a valorização se estendeu por todo o complexo da soja. O farelo subiu cerca de 3%, enquanto o óleo também operou no campo positivo, mesmo diante da queda do petróleo. O movimento foi impulsionado principalmente pela expectativa de novos avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com o setor agrícola novamente entre os temas acompanhados pelo mercado.

O contrato para dezembro do farelo de soja avançou US$ 10,03 e fechou a US$ 405,32 por tonelada. O farelo vem ganhando espaço na formulação de rações para animais em meio à menor oferta de trigo e ao aumento da demanda internacional.

De acordo com a Granar, os investidores aguardam sinais de novas compras de soja norte-americana pela China antes da reunião entre Trump e Xi. Entre as possibilidades consideradas pelo mercado está uma eventual redução da tarifa de 10% aplicada às importações chinesas de matérias-primas agrícolas dos Estados Unidos.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão em alta na bolsa de Chicago, interrompendo uma sequência de três semanas de perdas. O vencimento para dezembro avançou 1,75% e fechou negociado a US$ 7,26 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a valorização do trigo teve suporte adicional dos riscos relacionados ao conflito na região do Mar Negro, enquanto os contratos negociados na Euronext também operaram em alta.

De acordo com a Granar, o mercado reagiu às hostilidades em curso na região e aos novos ataques entre Rússia e Ucrânia. A movimentação ocorre após um ataque ucraniano contra a região de Moscou, descrito por veículos de comunicação como um dos maiores registrados recentemente.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em publicação na rede social X que os ataques de longo alcance atingiram uma instalação da indústria petrolífera russa e uma estrutura logística. As tensões na região são acompanhadas pelo mercado de grãos devido aos possíveis impactos sobre a produção, o armazenamento e o fluxo de exportações pelo Mar Negro.

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Trump investe contra Fed após Warsh apoiar alta dos juros


WASHINGTON, 16 Set (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu ⁠nesta quarta-feira sua crítica mais contundente — embora ainda indireta — até o momento ao chair do Federal ⁠Reserve, escolhido a dedo por ele, manifestando sua indignação nas redes sociais diante da decisão do banco central de aumentar ‌as taxas de juros, numa tentativa de conter a inflação persistente.

“As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo — DE LONGE”, escreveu ele no Truth Social, sua plataforma de mídia social.

“REDUZAM AS TAXAS DE JUROS ‌PARA OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, E RÁPIDO!”, concluiu ele.

Foi o mais próximo que Trump chegou de desferir um de seus ataques diretamente a Kevin Warsh, embora tenha dito posteriormente a repórteres que ainda confia no homem que escolheu em maio para substituir Jerome Powell no comando do Fed — uma figura que o presidente frequentemente criticava por não ter promovido os cortes drásticos nas taxas que Trump exigia rotineiramente.

“Eu… conversei com o Kevin”, disse Trump, parecendo confirmar uma interação com o chefe do Fed que o próprio Warsh se recusou a confirmar até o momento. “E eu disse que ⁠ele ‌poderia muito bem votar com a diretoria, porque isso não vai fazer diferença. A diretoria é muito hostil. Eles são muito politizados. Estão agindo ⁠de forma errada.”

Trump, assim como em publicações recentes nas redes sociais, também pareceu associar os persistentes déficits comerciais dos EUA aos custos de financiamento definidos pelo banco central, embora os dois assuntos sejam, em grande parte, independentes um do outro. Trump já havia ameaçado interromper todo o comércio com países com os quais os EUA apresentam déficits comerciais caso o Fed não reduzisse as taxas de juros.

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“A palavra ‘déficit’ nada mais é do que um termo rebuscado para ‘PERDA’. Estamos ‘sustentando’ quase todos os países do mundo, e isso não pode continuar ​assim”, postou Trump nesta quarta-feira.

A declaração de Trump veio logo após os formuladores de política do Fed terem concordado por unanimidade em elevar as taxas em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% — uma medida que Warsh descreveu em uma coletiva de imprensa ​posterior como “uma decisão sóbria, séria e responsável”.

“O fato é que a inflação está alta demais e já está assim há tempo demais”, disse Warsh.

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E as taxas provavelmente subirão ainda mais. Novas projeções de política monetária mostraram que 16 das 18 autoridades preveem pelo menos mais um aumento de um quarto de ponto percentual até o final deste ano, com apenas duas delas acreditando que as taxas permanecerão estáveis a partir de agora. Warsh reiterou nesta quarta-feira que se opõe a divulgar orientações prospectivas e não apresentou uma projeção.

Trump nomeou Warsh em janeiro para suceder Powell, ‌a quem Trump apelidou de “tarde demais” por adotar uma abordagem mais cautelosa em relação aos cortes ​nas taxas no ano passado do que Trump desejava. Warsh, por sua vez, assumiu o cargo com a promessa de manter a independência do Fed na definição da política monetária e, ao mesmo tempo, trabalhar em maior sintonia com a Casa Branca em outras questões.

Depois que Warsh assumiu o cargo — após uma confirmação no Senado que quase ⁠foi prejudicada por uma investigação federal sobre Powell e pelas ​reformas no prédio da sede do Fed —, ​ele inicialmente orientou as autoridades do Fed a manter as taxas estáveis, embora nem todas as autoridades concordassem com a abordagem diante das pressões inflacionárias. Nesta quarta-feira, ele afirmou ⁠que havia chegado a hora de o banco central agir.

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“Os dados de inflação ​deste verão (nos EUA) não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado”, disse ele aos repórteres.

Questionado em sua coletiva de imprensa se planejava se reunir com Trump para explicar a decisão do Fed, Warsh evitou responder.

“Não tenho nada a dizer sobre discussões com o presidente”, afirmou.

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A postagem de Trump foi a segunda vez ​nesta semana em que ele criticou seus próprios nomeados. Depois que a Suprema Corte rejeitou sua tentativa de regulamentar a forma como os Estados emitem cédulas eleitorais pelo correio, Trump escreveu sobre os três juízes que nomeou: “Essas não são ​as pessoas que entrevistei para atuar na Suprema ⁠Corte dos Estados Unidos; elas são meramente uma sombra de quem eram originalmente.”

Autoridades da Casa Branca passaram grande parte da semana pressionando publicamente o Fed a deixar as taxas estáveis. Uma ⁠ex-autoridade da Casa Branca disse à Reuters que a postagem do presidente nas redes sociais sobre o Fed foi uma resposta moderada no contexto dessa campanha.

“O presidente está deixando claro que discorda da política sem dizer explicitamente que Warsh é pessoalmente culpado, sem dar a ele um apelido ou ameaçar com ações retaliatórias contra o Fed”, disse a pessoa, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a se manifestar publicamente. “Em vez disso, ele está redirecionando sua ira para os parceiros comerciais, que têm pouco a ver com a decisão de política monetária.”



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Banco da Inglaterra soa alarme sobre inflação ao manter taxa de juros


LONDRES, 17 Set (Reuters) – O Banco da Inglaterra projetou que a inflação britânica ultrapassará os 4% no início do próximo ano ao manter a taxa de juros nesta quinta-feira, e o presidente Andrew Bailey alertou explicitamente que um conflito prolongado no Oriente Médio poderá exigir uma política monetária mais restritiva.

O Comitê de Política Monetária votou novamente por 6 a 3 pela manutenção dos juros em 3,75%, com três membros votando a favor de um aumento para 4%, em linha com a previsão de economistas em uma pesquisa da Reuters.

A ata da reunião desta semana, no entanto, marcou uma clara mudança de tom.

“Até o momento, os custos globais de energia mais altos tiveram um efeito limitado sobre a formação de preços e salários no Reino Unido. Mas quanto mais tempo essa volatilidade persistir, maior será o impacto sobre a inflação e mais provável será que precisemos elevar a taxa básica de juros para garantir que a inflação retorne à nossa meta de 2%”, afirmou Bailey.

O banco central afirmou que os riscos de inflação se inclinaram ainda mais para uma alta desde a publicação de suas previsões econômicas, em julho, acrescentando que a evolução dos preços da energia desde então apresentava semelhanças com seu cenário “adverso”, com o risco de consolidar a inflação.

Embora o Banco da Inglaterra tenha observado que ainda não há sinais de pressão persistente no mercado de trabalho e na formação de preços pelas empresas, ele afirmou que o risco está aumentando.

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O banco central também reformulou o plano de reduzir seu estoque de títulos do governo britânico acumulados em tentativas anteriores de estimular a economia, o que significa que suspenderá, por enquanto, as vendas desses títulos ao mercado.

Mas a maioria das famílias e empresas estará atenta às mudanças nas perspectivas para a taxa de juros.

O alerta sobre aumentos na taxa de juros surge em um momento difícil para o primeiro-ministro Andy Burnham e seu ministro das Finanças, John Healey, que estão tentando transmitir um tom positivo sobre as perspectivas econômicas do Reino Unido antes do orçamento em 28 de outubro.

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Embora o Banco da Inglaterra tenha elevado sua estimativa de crescimento econômico trimestral para o terceiro trimestre de 0,1% para 0,4%, ele afirmou que a inflação — que ficou em 3,1% em agosto — pode “agora atingir um pouco mais de 4% no início de 2027”. Anteriormente, o banco havia previsto um pico de 3,2% no final de 2026.

A inflação ultrapassou a meta de 2% em todos os meses, exceto três, nos últimos cinco anos, e o Banco da Inglaterra adotou um tom mais firme em relação às perspectivas para as pressões sobre os preços.

“Dado o atraso com que os efeitos de segunda ordem se manifestaram, não era apropriado esperar muito tempo por evidências desses efeitos antes de responder com medidas de política monetária”, afirmou o banco central.

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Uruguai autoriza Brasil usar excedente de cota de carne na China, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21), informou em publicação em rede social, que o Uruguai autorizou o Brasil a utilizar o excedente não utilizado de sua cota de exportação de carne bovina para a China.

A medida, segundo o presidente, poderia ampliar o espaço para a proteína brasileira no mercado chinês, depois de os frigoríficos do país atingirem o limite estabelecido por Pequim para 2026.

Até o momento, porém, não houve confirmação oficial da China sobre uma eventual transferência ou utilização pelo Brasil do saldo da cota uruguaia. Não foram localizadas manifestações do MOFCOM (Ministério do Comércio da China), da GACC (Administração Geral de Alfândegas da China) ou da Embaixada da China sobre a medida.

“Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”, afirmou Lula em publicação nas redes sociais.

A informação também foi confirmada pela agência Reuters, que procurou a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). A entidade informou que ainda buscaria informações sobre o assunto.

Cota brasileira foi atingida no primeiro semestre

O Brasil recebeu da China uma cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina para 2026, dentro do mecanismo de salvaguarda adotado por Pequim. O limite é específico para cada país e vale para as importações com a tarifa regular.

Os volumes que excedem a cota ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, além da alíquota de 12% já aplicada à carne bovina brasileira, levando a uma carga tarifária de 67%.

O Brasil atingiu o limite em menos de sete meses, o que reduziu de forma significativa o ritmo dos embarques para a China. Em maio, os embarques chegaram a 154,8 mil toneladas e, em junho, a 158,3 mil toneladas, segundo dados citados pelo setor. Em agosto, o volume caiu para cerca de 16,1 mil toneladas.

A China é o principal destino da carne bovina brasileira. A redução das vendas ao país levou frigoríficos a buscar alternativas para parte da produção e, em alguns casos, a reduzir abates ou adotar férias coletivas.

Uruguai ainda tinha espaço na cota

Para 2026, a China estabeleceu uma cota de 324 mil toneladas para o Uruguai, bem abaixo do limite brasileiro, mas superior ao volume que o país vinha utilizando. A distribuição faz parte do sistema de salvaguarda criado por Pequim para controlar as importações de carne bovina.

Dados disponíveis ao longo do ano indicavam uma utilização significativamente menor da cota uruguaia. Até julho, o país havia utilizado cerca de 28% do limite de 324 mil toneladas, segundo levantamento citado pelo setor.

A estrutura da salvaguarda, contudo, é baseada em cotas específicas por país. A medida chinesa prevê, para 2026, 1,106 milhão de toneladas para o Brasil, 511 mil toneladas para a Argentina, 324 mil toneladas para o Uruguai, 206 mil toneladas para a Nova Zelândia, 205 mil toneladas para a Austrália e 164 mil toneladas para os Estados Unidos.

Por isso, a autorização anunciada por Lula não significa, por si só, que os frigoríficos brasileiros já possam utilizar o saldo uruguaio. É necessário saber como o governo chinês pretende operacionalizar a eventual utilização desse volume, já que a salvaguarda foi estruturada por país fornecedor.

Aval chinês é ponto central

A possibilidade de o Brasil utilizar cotas não preenchidas por outros países já vinha sendo discutida pelo governo brasileiro desde o início do ano.

Em janeiro, o então ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil pretendia negociar com Pequim a possibilidade de utilizar volumes de países que não conseguissem cumprir suas respectivas cotas. Na ocasião, ele citou justamente a possibilidade de ampliar o acesso brasileiro caso outros fornecedores não utilizassem integralmente seus limites.

A regulamentação chinesa, no entanto, estabeleceu a distribuição dos volumes por origem. A salvaguarda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terá duração de três anos, até o fim de 2028, com aumento anual da cota total.

Para 2027, por exemplo, a cota brasileira sobe para 1,128 milhão de toneladas, enquanto a uruguaia passa para 331 mil toneladas. Em 2028, os limites previstos são de 1,151 milhão de toneladas para o Brasil e 337 mil toneladas para o Uruguai.

Mercado acompanha impacto sobre a arroba

Caso a autorização seja efetivamente reconhecida por Pequim e possa ser utilizada ainda em 2026, a medida poderá abrir espaço adicional para os embarques brasileiros à China no último trimestre do ano.

De acordo com o analista da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi, o impacto dependerá, porém, de três fatores, sendo o volume efetivamente disponibilizado pelo Uruguai, a data a partir da qual a China permitirá sua utilização pelo Brasil e o prazo para que a carne seja embarcada e contabilizada dentro da cota.

A eventual abertura de espaço adicional também será acompanhada pelo mercado pecuário, diante da importância da China para a demanda pela carne bovina brasileira.

O país asiático chegou a absorver cerca de 130 mil toneladas mensais da proteína brasileira antes da entrada em vigor das restrições, segundo dados citados por analistas do setor.

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Na zona do euro, inflação ao consumidor (CPI) anual acelera a 3,2% em agosto


A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro acelerou de 2,9% em julho para 3,2% em agosto, segundo a leitura final divulgada nesta quinta-feira pela agência de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat.

O resultado ficou abaixo da estimativa preliminar e também da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 3,3% em ambos os casos.

A taxa, porém, segue bem acima da meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE), que elevou as taxas de juros da região pela segunda vez neste ano, na semana passada.

Na comparação mensal, o CPI subiu 0,4% em agosto.

O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, mostrou alta anual de 2,4% em agosto, ante 2,5% em julho, confirmando a leitura prévia.



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Vylor faz parceria para desenvolver milho com IA e edição genética

A Vylor, empresa de sementes e genética que será desmembrada da Corteva em 1º de outubro, anunciou nesta segunda-feira (21) uma parceria com a belga Rainbow Crops para desenvolver novas características genéticas em milho com uso de inteligência artificial e edição múltipla de genes.

A Corteva, por meio de sua plataforma de investimentos Corteva Catalyst, participou recentemente de uma rodada de financiamento de 9,7 milhões de euros da Rainbow Crops. Com a separação da Vylor, prevista para 1º de outubro, esse investimento passará a integrar o portfólio da Vylor Edge.

A colaboração prevê o uso de uma tecnologia da Rainbow Crops, para acelerar o desenvolvimento de híbridos de milho mais resistentes a condições climáticas extremas, como calor, seca e excesso de água. A plataforma combina IA, edição simultânea de múltiplos genes, melhoramento de precisão e fenotipagem automatizada, que permite medir características das plantas em larga escala.

Segundo as empresas, a tecnologia será usada para desenvolver características agronômicas complexas, determinadas pela interação de vários genes. Entre os objetivos estão plantas capazes de utilizar insumos de forma mais eficiente e, consequentemente, aumentar a produtividade.

“A edição de genes está preparada para transformar a agricultura ao criar plantas capazes de enfrentar desafios críticos, incluindo doenças e condições climáticas extremas”, afirmou Mat Muller, que comandará a Vylor Edge, plataforma de investimentos da empresa. Segundo ele, a tecnologia da Rainbow Crops permitirá realizar centenas de edições genéticas simultaneamente e avaliar o desempenho das plantas em instalações de fenotipagem e em testes de campo.

A Rainbow Crops é uma empresa derivada do instituto de pesquisa belga VIB e tem como foco o desenvolvimento de características genéticas para culturas agrícolas. A empresa afirma que sua plataforma foi desenvolvida para trabalhar com características controladas por múltiplos genes, como tolerância à seca e vigor das plantas.

A parceria ocorre após uma mudança no ambiente regulatório europeu para plantas desenvolvidas com técnicas de edição genética. Em 17 de junho, o Parlamento Europeu aprovou legislação que permite a importação e o cultivo, na União Europeia, de plantas desenvolvidas por determinadas técnicas de edição genética.

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Ônibus de acidente em Cruzeiro (SP) com 6 mortos estava com documento vencido


O ônibus que caiu em uma ribanceira e deixou seis mortos em Cruzeiro, no interior de São Paulo, no domingo, 20, não tinha autorização válida da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar o transporte interestadual de passageiros, informou a Polícia Militar. O veículo levava 48 pessoas em uma excursão que saiu de Minas Gerais com destino a Aparecida (SP).

Segundo a PM, a autorização da ANTT estava vencida no momento da viagem. O ônibus, de placa BXF-8324, constava na base de dados da agência em nome da empresa Meteoro Transportes Coletivas Ltda A excursão era organizada pela Botelho Viagens, empresa de propriedade do motorista Lammounier Domingos Botelho Naves.

Além da situação da autorização, a polícia investiga as condições de manutenção do veículo e as circunstâncias do acidente. Segundo o delegado Rubens Melo, responsável pelo caso, o ônibus apresentava pneus desgastados e irregularidades no cronotacógrafo. A polícia também apura se o veículo trafegava acima do limite de velocidade permitido no trecho.

De acordo com Claudio Yuri Chaves da Silva, secretário de Segurança de Cruzeiro, o motorista relatou que, ao descer o trecho de serra, não conseguiu reduzir a marcha corretamente. Ele teria acionado os freios, que, segundo seu relato, falharam. O condutor então perdeu o controle da direção e o ônibus caiu na ribanceira. A polícia investiga o relato e as circunstâncias do acidente.

A ocorrência foi registrada por volta das 5h15, na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-052) em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O ônibus despencou de uma ribanceira de aproximadamente 15 metros e parou após atingir uma árvore. Além das seis mortes, dezenas de passageiros ficaram feridos e foram encaminhados a hospitais de Cruzeiro, Lorena e Guaratinguetá.

Naves foi preso após receber atendimento médico, sob suspeita de homicídio culposo. Procurados pelo Estadão, o motorista e seu advogado não responderam aos pedidos de manifestação até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Motorista mostrou ônibus com pneus desgastados em vídeo de julho

Em vídeo publicado nas redes sociais no fim de julho, Naves mostrou detalhes do ônibus envolvido no acidente, que chamou de “nave”. Nas imagens, os pneus aparentam estar bastante desgastados. A condição dos pneus no momento do acidente foi apontada pelo delegado Rubens Melo entre os problemas de manutenção identificados no veículo.



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