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Café brasileiro tem florada precoce e nova safra pode chegar mais cedo


As lavouras de café arábica do Brasil, maior produtor e exportador mundial, apresentaram um bom desenvolvimento em sua primeira grande florada para a safra de 2027, segundo especialistas, que consideram o evento precoce e um indício de que a nova safra poderá chegar mais cedo.

A florada — fase do ciclo das plantas que define a carga de frutos — ocorreu cerca de um mês antes do habitual, provavelmente devido à alta umidade, algo incomum para esta época do ano no país e uma anomalia associada ao fenômeno climático El Niño.

O fato de a safra poder chegar mais cedo — por volta de maio do próximo ano para o café arábica — poderia antecipar a oferta no mercado, enquanto as condições climáticas precisariam seguir favoráveis para as flores se transformarem em frutos da próxima safra.   

“De modo geral, podemos considerar essa antecipação de colheita, devido à florada estar mais precoce”, disse Lucas Ubiali, engenheiro agrônomo que circula em várias áreas na região da Alta Mogiana.

Leia também: Exportações de café do Brasil superam 4 mi de sacas, recorde em agosto, diz Cecafé

Contudo, há também algumas preocupações com a qualidade da safra futura, devido a outras floradas menos intensas em agosto, que poderiam trazer uma maturação desigual para a colheita.

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“De qualquer forma, teremos essa problemática da diferença de maturação, diferença de estágios de frutos”, pontuou Ubiali.

Adriano Rabelo, coordenador técnico da cooperativa de café Minasul, observou que este ano o setor não teve “aquele período seco, que geralmente uniformiza mais as floradas”.

“Tivemos chuvas durante praticamente a colheita toda… Agora está tendo uma florada bem representativa, na maioria das regiões…”, disse. “Por enquanto essa florada de setembro é um café para estar colhendo em maio, um pouco mais adiantado. Normalmente, a florada principal é outubro”, frisou o especialista da Minasul, com sede em Varginha, Sul de Minas Gerais.

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Luiz Eduardo Vilela de Rezende, vice-presidente do Conselho de Administração da Cocatrel, com sede em Três Pontas, também no Sul de Minas, comentou ao ser questionado que várias floradas poderiam gerar maior desigualdade na maturação e tornar a colheita mais desafiadora.

“Porém, uma, duas ou até três floradas são situações conhecidas e administráveis pelo produtor. Ainda é cedo para prever o grau de desuniformidade da próxima safra”, disse ele, ressaltando que, caso isso ocorra, será necessária atenção redobrada ao momento da colheita, para a separação dos lotes. “São práticas que o cafeicultor já utiliza para preservar a qualidade diante de diferentes estágios de maturação.”

O Cerrado Mineiro, outra importante região produtora de café do Brasil, também está vendo a abertura de uma nova florada, “que ocorreu de forma expressiva em diversas áreas”, afirmou a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) em nota nesta segunda-feira.

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“Diante da antecipação do ciclo, técnicos alertam que é fundamental ajustar o planejamento agronômico e antecipar os manejos de proteção pré e pós-florada, conforme as condições do clima e de cada lavoura e região”, afirmou a Expocacer.

A maior umidade, embora benéfica para a planta, traz alguns problemas relacionados a doenças, disse Jonas Ferraresso, agrônomo que presta assistência técnica a fazendas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

Ele relatou uma alta incidência de doenças bacterianas e fúngicas neste ano.

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“Períodos secos ajudam a controlar doenças. Se o tempo continuar úmido, elas tendem a permanecer nas lavouras até o próximo ciclo”, disse ele.

Especialistas observam que o Brasil produziu uma safra recorde em 2026; portanto, 2027 será um ano de baixa no ciclo bienal de produção do café arábica.

As árvores sofrem estresse após uma grande safra e não são tão produtivas no ano seguinte.

Outro risco até a colheita pode ser a ocorrência de temperaturas extremas associadas ao El Niño durante o verão brasileiro.



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ADM planeja entrar no mercado voluntário de carbono

A americana ADM planeja entrar no mercado voluntário de carbono com créditos gerados a partir da captura e armazenamento de dióxido de carbono em sua unidade de processamento de milho em Columbus, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. A instalação tem capacidade para remover mais de 800 mil toneladas de CO₂ por ano, segundo a companhia.

A empresa informou nesta segunda-feira (21) que os créditos estão em processo de certificação e emissão pela Puro.earth, plataforma especializada em infraestrutura para o mercado de remoção de carbono. 

A expectativa da ADM é concluir a primeira emissão até o fim deste ano, condicionada à conclusão da auditoria. Se o processo for aprovado, a empresa iniciará um período de geração de créditos de 15 anos.

A captura de carbono em Columbus começou a operar em 2025, em parceria com a empresa de infraestrutura energética Tallgrass. A unidade é considerada pela ADM a maior instalação de captura de carbono de uma planta de bioetanol no mundo.

O CO₂ de origem biogênica é capturado durante a fermentação do etanol produzido a partir do milho. Depois, o gás é purificado, comprimido e transportado até o estado de Wyoming, onde é armazenado permanentemente no subsolo por meio de poços de CCS (captura e armazenamento de carbono) autorizados pelas autoridades ambientais estaduais.

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SP permanece em alerta para fortes chuvas; número de mortes sobe para cinco no Estado


A Defesa Civil do Estado de São Paulo renovou o alerta para fortes chuvas entre esta segunda-feira, 21, e a quarta-feira, 23 Conforme o órgão estadual, instabilidades devem se intensificar a partir de terça-feira, 22, com acumulados de até 90 milímetros em algumas regiões.

No domingo, 20, foi localizado o corpo de um homem que estava desaparecido desde 12 de setembro durante enchente em Jandira, na região metropolitana de São Paulo. Com a confirmação, o número de mortos após as chuvas que atingiram o Estado paulista no começo do mês subiu para cinco.

Número de mortos desde 11 de setembro no Estado de SP:

  • Jandira: 2 mortes (13 e 20 de setembro);
  • Itaquaquecetuba: 1 morte (13 de setembro);
  • São Bernardo do Campo: 1 morte (14 de setembro);
  • Embú-Guaçu: 1 morte (17 de setembro).

Alerta para chuvas com acumulados de até 90 milímetros:

Nesta segunda-feira, a atuação de um sistema meteorológico deve favorecer pancadas de chuva de intensidade moderada, principalmente nas faixas sul, central e leste do Estado.

Segundo a Defesa Civil do Estado, a partir de terça-feira, 22, as instabilidades devem ganhar intensidade e abrangência, com previsão de chuvas mais fortes e generalizadas na terça e na quarta-feira, acompanhadas por raios, rajadas de vento e possibilidade de queda pontual e isolada de granizo.

Na Baixada Santista, no Litoral Norte, na capital e na região metropolitana, os acumulados previstos variam entre 70 e 90 milímetros. Já na Serra da Mantiqueira e nas regiões de São José dos Campos, Campinas, Sorocaba, Registro, Itapeva, Marília, Bauru, Presidente Prudente, Araraquara, São José do Rio Preto, Araçatuba, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, são esperados volumes entre 50 e 70 milímetros.

Conforme a Meteoblue, na cidade de São Paulo, a expectativa é chuvas fortes principalmente entre terça e quarta, quando as temperaturas também devem sofrer declínio. A máxima, porém, volta a subir novamente na sexta-feira, 24.

Variação de temperatura na cidade de SP, segundo a Meteoblue:

  • Segunda-feira: entre 17ºC e 29ºC;
  • Terça-feira: entre 15ºC e 22ºC;
  • Quarta-feira: entre 13ºC e 15ºC;
  • Quinta-feira: entre 13ºC e 17ºC;
  • Sexta-feira: entre 16ºC e 24ºC.

Orientações:

  • Acompanhe os alertas oficiais: fique atento às atualizações meteorológicas e às orientações da Defesa Civil durante todo o período de instabilidade;
  • Evite áreas de risco: mantenha distância de encostas, margens de rios e locais sujeitos a alagamentos e enxurradas, especialmente durante chuvas intensas;
  • Não atravesse áreas inundadas: nunca tente atravessar ruas, pontes ou trechos alagados, a pé ou de veículo, mesmo que a água pareça rasa;
  • Proteja-se durante tempestades: procure abrigo em local seguro, longe de árvores, postes e estruturas vulneráveis;
  • Observe sinais de perigo: rachaduras no solo ou nas paredes, estalos, inclinação de árvores ou postes e movimentação de terra podem indicar risco de deslizamento. Afaste-se imediatamente e procure um local seguro;
  • Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.



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Fluxo de navios de carga no Estreito de Ormuz cai a níveis mínimos, diz empresa


O número de navios cargueiros que passam pelo vital Estreito de Ormuz atingiu nesta semana o nível mais baixo desde que as tensões militares na região se intensificaram.

De acordo com dados preliminares de rastreamento de embarcações divulgados na quinta-feira (16) pela Kpler, uma empresa especializada em dados globais de navegação, apenas três navios cargueiros atravessaram a estratégica via navegável na quarta-feira, em comparação com aproximadamente doze no dia anterior.

A empresa destaca que esse número representa uma queda enorme quando é comparado ao volume médio de trânsito nos dez dias anteriores, que era de cerca de dezessete navios por dia.

Leia também: Presidente do Parlamento do Irã diz que alta de juros do Fed não pode reabrir Ormuz

Segundo sites especializados, fontes da área de navegação esclareceram que esses números e estatísticas contabilizam apenas embarcações que foram detectadas visualmente, ou seja, eles excluem as embarcações que possam ter transitado pelo Estreito com seus transponders desligados. Essa prática é uma tentativa de evitar a detecção e evitar riscos potenciais à segurança dos cargueiros.

Os dados divulgados na quarta-feira apontam que, das três travessias monitoradas, apenas um único navio vazio “Supramax” [categoria de grande graneleiro] entrou no Estreito pela rota iraniana.

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Petróleo a US$ 150?

Nesta quinta-feira (17), Matt Stanley, chefe de Engajamento de Mercado da Kpler para Europa, Oriente Médio e África, comentou na CNBC que o aumento dos preços do petróleo está se tornando estrutural. Para ele, o preço do barril a US$ 150 ainda está na mesa para 2027, e as pressões de preço não são mais de curto prazo

Stanley disse ainda que a Europa pode ser a primeira a sentir a pressão causada pelo aumento da pressão do diesel e do combustível de aviação, já que a capacidade limitada das refinarias e os fluxos perturbados do Mar Vermelho e de Ormuz ameaçam elevar os preços na bomba.

Uma ponderação é que esses preços mais altos podem conter a demanda, oferecendo algum alívio temporário.



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Agroindústria recua 2,9% em julho e mantém ritmo de desaceleração

A agroindústria brasileira registrou queda de 2,9% na produção em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice de Produção Agroindustrial, da FGV Agro. A retração ocorreu tanto em Produtos Alimentícios e Bebidas, com recuo de 1,6%, quanto em Produtos Não Alimentícios, que caíram 4,5%.

O resultado acompanha a desaceleração observada na economia brasileira, segundo a instituição de pesquisa. 

No segundo trimestre, a Indústria de Transformação registrou queda de 0,9%, segundo dados do IBGE divulgados em setembro. Para a FGV Agro, o desempenho da agroindústria reflete fatores como o ambiente de juros elevados e a perda de força do consumo das famílias.

Entre os Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda foi determinada principalmente pelos Produtos Alimentícios, cuja produção recuou 2,6%. Já o segmento de Bebidas teve alta de 5%.

A produção de bebidas alcoólicas cresceu 6,8% em julho, enquanto a de bebidas não alcoólicas avançou 3,3%.

Apesar da queda em relação a julho de 2025, a produção agroindustrial apresentou uma alta de 0,4% entre junho e julho de 2026, já considerando os ajustes sazonais.

O avanço foi registrado nos dois grandes segmentos: Produtos Alimentícios e Bebidas cresceram 0,5%, enquanto Produtos Não Alimentícios aumentaram 0,4%.

A alta, porém, não foi generalizada. Houve queda nos Alimentos de Origem Animal, de 1,1%, nos Insumos Agropecuários, de 5,1%, e nos Produtos Florestais, de 0,5%.

Para a FGV Agro, o crescimento na margem pode indicar uma mudança no ritmo de produção, mas ainda não permite concluir que o setor esteja entrando em uma trajetória de recuperação. “Somente as próximas divulgações poderão esclarecer”, afirma o relatório.

Carnes e alimentos

Entre os alimentos de origem vegetal, a produção caiu 3,8%. O resultado foi influenciado principalmente pela menor fabricação de produtos da moagem de trigo e de açúcar refinado. A expansão de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz e café ajudou a limitar a retração.

Nos alimentos de origem animal, a queda foi de 1,7%, puxada principalmente pela menor produção de carne bovina e pescados. Em sentido contrário, houve aumento na produção de carne suína, aves e laticínios.

Segundo a FGV Agro, a produção de carne bovina já pode estar refletindo os efeitos do esgotamento da cota chinesa para a carne brasileira. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária citados pela instituição mostram que os embarques de carne bovina para a China caíram 47,8% em julho, na comparação anual.

Insumos agropecuários têm forte queda

No segmento de Produtos Não Alimentícios, a produção recuou 4,5% em julho. O resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento dos setores de Biocombustíveis e Fumo.

A produção de biocombustíveis aumentou 6,1%, em meio à maior moagem e à melhora na qualidade da cana-de-açúcar. Já o setor de Fumo cresceu 23,6%, na terceira alta consecutiva na comparação anual e no melhor resultado para um mês de julho desde 2018.

O destaque negativo ficou com os Insumos Agropecuários, com uma queda na produção de 20,8%. O setor registra retração na comparação anual desde novembro de 2025 e teve, em julho, o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2023.

A queda foi determinada pela menor produção de intermediários para fertilizantes, adubos e fertilizantes, defensivos, além de tratores e máquinas agrícolas.

Também houve retração nos Produtos Têxteis, de 6,7%, e nos Produtos Florestais, de 0,1%.

Agroindústria acumula queda no ano

No acumulado de janeiro a julho, a produção agroindustrial caiu 0,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas teve alta de 0,6%, insuficiente para compensar a retração de 2,5% nos Produtos Não Alimentícios.

Entre os alimentos, a produção acumula alta de 0,4% no ano, enquanto Bebidas avançam 1,9%.

Nos Produtos Não Alimentícios, apenas Biocombustíveis e Fumo acumulam crescimento, de 15,3% e 5,3%, respectivamente. Insumos Agropecuários, Produtos Têxteis e Produtos Florestais registram queda no acumulado do ano.

De acordo com a FGV Agro, a trajetória mostra perda gradual de dinamismo. A agroindústria acumulava crescimento de 0,7% até abril, mas passou a registrar variações negativas nos meses seguintes, aprofundando a retração até julho.

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Vídeo mostra criminosos fugindo de escritório de Milton Leite em SP; veja


Um vídeo, registrado por câmeras de segurança, mostra o momento em que criminosos fugiram do escritório do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), na zona sul de São Paulo. Segundo as informações iniciais, os bandidos invadiram o imóvel do político por volta das 21h de domingo (20).

Nas imagens, é possível ver um dos invasores levantando o portão da garagem às 21h17. Em seguida, o restante do grupo sai do escritório em um carro branco. O homem que abriu o portão entra no veículo no banco de trás e, junto com os outros integrantes, fugiu na sequência.

Assista ao momento abaixo:

Milton Leite está preso após ter sido alvo de um mandado de prisão temporária durante a Operação Vectura Corrupta, investigação que apura uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

Após permanecer por mais de 24 horas sem ser localizado, o ex-vereador se entregou à polícia na sexta-feira (18), em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. No sábado (19), passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu manter a prisão temporária. Segundo a Jovem Pan, não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado.

Logo após a invasão no escritório de Milton Leite, os policiais foram até o endereço e realizaram buscas no local. Documentos e um aparelho celular foram apreendidos para análise, mas, até o momento, nenhum suspeito foi localizado.

Um dos principais elementos que chamaram a atenção dos investigadores foi o fato de o HD que armazenava as imagens das câmeras de segurança ter sido levado pelos criminosos. A polícia agora trabalha para identificar quem entrou no escritório e qual era o objetivo da invasão.

Além da questão do HD, outro elemento que intriga os investigadores é que mais de R$ 19 mil em espécie e cartões em nome de Milton Leite não foram levados pelos criminosos e permaneceram no local.

Entre as linhas de investigação está a possibilidade de que o crime tenha alguma relação com a operação que prendeu Milton Leite.

Empresas de transporte

A Operação Vectura Corrupta apura suspeitas de que integrantes do PCC teriam ampliado a atuação no setor de transporte público de São Paulo. Ao todo, a Justiça autorizou 16 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão.

Milton Leite aparece na decisão judicial como suposto responsável direto pela operação de empresas que, segundo a investigação, seriam controladas pela facção. O documento também registra declarações de policiais militares segundo as quais o ex-vereador seria o “dono de fato” da Transwolff, empresa de ônibus que já havia sido investigada na Operação Fim da Linha por suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

A defesa de Milton Leite nega as acusações. A Transwolff também afirma que o ex-vereador nunca teve participação societária na empresa, não integrou a gestão e não deu ordens no negócio.

Agora, com a invasão do escritório, a Polícia Civil deverá analisar os documentos e o celular encontrados no local, além de tentar recuperar informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pelo crime.

A retirada do HD com as imagens das câmeras de segurança também deverá ser um dos pontos centrais da investigação, já que o equipamento pode conter registros da entrada e da saída dos criminosos.





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Goolsbee vê espaço para corte de juros se inflação caminhar para 2%


O presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou nesta segunda-feira (21) que a autoridade monetária precisa ter coragem para enfrentar a inflação e disse que só se sentiria confortável com uma redução dos juros caso haja evidências convincentes de que os preços estão voltando à meta de 2%.

“Se houver evidências convincentes de que a inflação está voltando para 2%, não tenho problema com as taxas voltarem a cair”, afirmou Goolsbee durante sessão de perguntas e respostas em evento em Londres. Segundo ele, o Fed “não tem neste momento um problema de emprego, mas tem um problema de inflação”.

O dirigente disse continuar otimista de que a inflação possa retornar à trajetória da meta de 2%, desde que não surjam novos sinais de superaquecimento da demanda. Goolsbee ponderou, porém, que o Fed ainda tenta determinar quanto da inflação atual decorre de choques de oferta e quanto é resultado da demanda.

“Estou aberto a ser convencido de que o problema atual de inflação não será persistente, mas quero evidências de que ele está desaparecendo”, afirmou. Ele ressaltou que a meta de inflação de 2% deve ser alcançada no médio prazo.

Goolsbee também disse que, se a política fiscal estiver pressionando a inflação para cima, o Fed precisa levar esse efeito em consideração em suas decisões. Para ele, argumentos de que a autoridade monetária deveria reduzir os custos de financiamento do governo federal reforçam a importância da independência do banco central.

O dirigente acrescentou que estimativas para a taxa neutra de juros não são particularmente úteis para decisões de política monetária no curto prazo.

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Justiça aceita denúncia contra 5 acusados de matar ciclista no Rio


Os cinco acusados de matar o ciclista Claudio Rafael Landeiro Moreira em Copacabana, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, se tornaram réus. A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público (MPRJ) contra Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza.

Com isso, eles passam a responder pelo crime de homicídio qualificado, fundamentado “em agressões físicas brutais registradas por câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos colhidos na investigação”, segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

O ciclista foi espancado até a morte, em 12 de agosto, depois de ter sido acusado, injustamente, de furtar uma bicicleta. O equipamento era de sua própria irmã.

Além de instaurar a ação penal, o juízo decretou a prisão preventiva dos cinco réus. Quatro deles já estavam presos. Como Wellington Luiz Santos de Souza fugiu para o Paraguai, em agosto, também foi determinada a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol para permitir sua localização, prisão no exterior e posterior extradição.



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No Parlamento Europeu, Carney apoia vínculo do Canadá com UE e rebate ameaça de Trump


O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, manifestou apoio à possibilidade de o país se tornar o primeiro membro associado da União Europeia (UE), em discurso ao Parlamento Europeu nesta quinta-feira, 17. Segundo ele, uma integração mais profunda com o bloco ajudaria a proteger a soberania canadense e reduzir a vulnerabilidade do país a pressões econômicas e geopolíticas.

Carney afirmou que a parceria poderia avançar em comércio, defesa, minerais críticos, inteligência artificial (IA), energia, espaço, pesquisa e serviços financeiros. Ele ressaltou, porém, que Ottawa não busca adesão plena à UE e que o conceito de “membro associado” ainda precisa ser definido.

“Não buscamos poder para dominar os outros”, disse. “Pelo contrário, buscamos resiliência para que ninguém possa controlar nossos mercados abertos, prejudicar nossa soberania, ameaçar nossa integridade territorial ou minar nossas liberdades, democracias e o Estado de Direito”.

A proposta foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que defendeu levar a relação entre Canadá e UE ao “nível mais alto possível”. Os dois lados devem aprofundar as discussões em uma cúpula em Montreal, em outubro.

O movimento provocou reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o pool de imprensa da Casa Branca, ele classificou a proposta como “cômica” e ameaçou impor “tarifas muito sérias” ou interromper parte do comércio com a Europa caso considere a iniciativa um “ato hostil”.

Questionado sobre Trump, Carney afirmou que “ninguém vai nos dizer que língua falamos” nem “ditar nossa cultura ou com quem podemos firmar acordos internacionais”.

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O Rabobank avalia que as ameaças tarifárias de Trump, somadas à possibilidade de retirada de tropas e garantias de segurança americanas, podem levar alguns países da UE a reconsiderar o apoio aos planos da Comissão Europeia.



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J&F, controladora da JBS, pede registro de companhia aberta na CVM

A J&F, holding que controla empresas como JBS, Âmbar Energia, Eldorado Brasil, Flora e PicPay, protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um pedido de registro de companhia aberta no Brasil, segundo o Invest News e o Valor Econômico.

O pedido está em análise pela CVM e foi feito na categoria B, modalidade que permite a negociação de títulos de dívida, como debêntures e notas comerciais, mas não de ações da companhia. Na prática, o registro amplia o acesso da J&F ao mercado brasileiro de capitais para captação de recursos.

Segundo o Valor, a expectativa é de que, com maior transparência a partir do registro no Brasil, o conglomerado possa acessar mais investidores.

A iniciativa faz parte da reorganização societária anunciada pela empresa neste ano, quando a antiga J&F Investimentos passou a se chamar J&F S.A. e iniciou um processo de incorporação de empresas integralmente controladas, além da centralização da gestão financeira do grupo. 

O conglomerado também emitiu, em abril deste ano, US$ 400 milhões em bonds no mercado americano. 

A J&F é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e reúne negócios nos setores de alimentos, energia, celulose, mineração, serviços financeiros e higiene e limpeza. A JBS, que já possui ações negociadas na Bolsa de Nova York, permanece fora da reorganização societária e mantém estrutura de governança própria.

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