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Anvisa proíbe caneta emagrecedora vinda do Paraguai


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo.

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil. Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos.

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado.

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.



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economia

“UE e Canadá são mais fortes juntos”, diz Carney após Trump criticar aliança com UE







ESTRASBURGO, 17 ⁠Set (Reuters) – O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, acolheu com satisfação, ⁠nesta quinta-feira, a proposta de se tornar um “membro associado” da União Europeia, ‌afirmando que a Europa e o Canadá são mais fortes juntos e devem aprofundar seus laços para proteger a prosperidade de seus cidadãos.

Horas antes, o presidente dos ‌Estados Unidos, Donald Trump, havia ridicularizado as propostas da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamando-as de “ridículas”, e afirmou que imporia novas tarifas à Europa caso considerasse a proposta hostil.

“A Europa e o Canadá são fortes individualmente. A Europa e o Canadá são ainda mais fortes juntos”, disse Carney aos parlamentares da UE em Estrasburgo.

“Não estou ⁠propondo ‌um terceiro bloco para nos tornarmos uma potência rival — apenas com melhores maneiras”, continuou ⁠ele. “Não buscamos poder para dominar os outros. Pelo contrário, buscamos resiliência para que ninguém possa controlar nossos mercados abertos, prejudicar nossa soberania, ameaçar nossa integridade territorial ou minar nossas liberdades, nossas democracias e nosso Estado de Direito.”

Tanto a UE quanto o Canadá têm enfrentado forte rivalidade e pressão do governo Trump em ​questões comerciais, entre outros assuntos, como uma China cada vez mais assertiva.

Trump ameaçou na noite de quarta-feira tomar medidas contra a UE caso ela leve adiante ​a proposta de Von der Leyen de adesão associada do Canadá.

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“Se eles fizerem isso, se eu achar que é um ato hostil, imporei tarifas muito pesadas ou interromperei o comércio com a Europa em muitos setores”, disse Trump a repórteres a caminho de um evento na Carolina do Norte, chamando a proposta de “ridícula”.

“Se for ‌uma boa intenção, tudo bem. Se for uma má intenção, ​vamos impor tarifas muito pesadas à Europa”, acrescentou.

A Comissão Europeia afirmou que a proposta de Von der Leyen — que ainda precisa ser detalhada e terá de ser aprovada pelos Estados-membros da UE para seguir ⁠adiante — não constitui um ato ​hostil.

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“Como nossa presidente (Von der ​Leyen) deixou claro ontem, o fortalecimento proposto de nossa parceria com o Canadá não é contra ninguém, mas ⁠em prol de nossa força comum”, disse Olof ​Gill, porta-voz da Comissão Europeia.

Ao discursar no Parlamento Europeu, Carney deixou claro que, assim como a UE, ele busca laços mais profundos.

“Não somos aliados apenas nos momentos bons”, disse ele. “Acreditamos que nossa ​prosperidade cresce quando é compartilhada.”

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“O objetivo não é a autossuficiência. É a resiliência coletiva”, disse ele. E, referindo-se à proposta de Von der ​Leyen, acrescentou: “Acolhemos com satisfação essa ⁠ambição.”

Entre as áreas nas quais, segundo ele, o Canadá gostaria de estreitar laços com a UE, estão a busca ⁠por autonomia estratégica por meio de cooperação profunda em minerais críticos, capacidade industrial de defesa, inteligência artificial e computação, segurança energética, espaço e pagamentos.

Ele também mencionou o comércio digital e a construção de conexões de banda larga mais seguras entre a Europa e a Ásia por meio de sua geografia comum.

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Polícia Civil de SP dará posse ao maior número de investigadores da história


A Polícia Civil dá posse nesta quarta-feira (16) ao maior número de investigadores da instituição em sua história. Ao todo, 1.413 candidatos aprovados no concurso público referente ao edital de 2023 foram nomeados para iniciar a carreira policial e agora formalizam a entrada nos cargos.

A cerimônia será realizada num espaço de eventos na Barra Funda, Zona Oeste da capital. Do total de nomeados, 1.009 são homens e 404 são mulheres, conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) em 1º de setembro.

“Estamos ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança, com investimento, tecnologia e presença policial para proteger cada vez mais a população paulista”, destaca o secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

“A Polícia Civil atua com investigação qualificada e inteligência para identificar criminosos, reunir provas e responsabilizar quem pratica crimes em São Paulo”, reforça o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

Início da formação

Os candidatos aprovados que participarem da solenidade e assinarem o termo de posse iniciarão o curso de Formação Técnico-Profissional a partir de 17 de setembro, com previsão de conclusão em fevereiro de 2027. O curso será composto por 22 disciplinas principais, além de palestras e um período de estágio profissional monitorado.

A formação incluirá conteúdos teóricos e práticos relacionados à investigação e à polícia judiciária, técnicas operacionais, armamento e tiro, inteligência policial, criminalística, direitos humanos, ética, atendimento ao público, gestão de crises, informática, primeiros socorros, entre outras áreas.

Os nomeados que não puderem comparecer à solenidade hoje poderão solicitar a prorrogação da posse por mais 15 dias, desde que façam o pedido de forma eletrônica até esta quarta-feira, por meio do e-mail dap.nucleocadastro@policiacivil.sp.gov.br.

A distribuição dos novos alunos será feita de acordo com a região escolhida por cada candidato no momento da inscrição no concurso público. Aqueles que optaram pela capital ou pela Grande São Paulo realizarão o curso de formação na sede da Academia de Polícia (Acadepol), na Zona Oeste da capital.

Já os candidatos que escolheram unidades do interior do estado farão a formação nas respectivas Unidades de Ensino e Pesquisa (UEPs) de suas regiões.

Delegacias do estado receberam mais de 400 novos delegados

A Polícia Civil também reforçou o efetivo com a formação de 457 novos delegados, que passaram a atuar nas delegacias do estado, ampliando o atendimento à população, a investigação de crimes e a condução de inquéritos e ocorrências policiais. Os profissionais se formaram em 28 de agosto, em cerimônia realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Entre os formandos, 198 eram mulheres, o que representa o maior número de mulheres a ingressar na carreira. Além disso, 118 profissionais foram destinados às Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), o equivalente a 26% da turma.

Reforço na gestão

Com as turmas formadas desde 2023, a Polícia Civil já contabiliza mais de 5 mil novos agentes, entre escrivães, investigadores, delegados e papiloscopistas policiais, entre outras carreiras.

Desde 2023, mais de 16,7 mil policiais civis, militares e técnico-científicos reforçaram os efetivos de todas as regiões do estado. Considerando as vagas já autorizadas, os concursos em andamento e os policiais em formação, a previsão é de que 30,9 mil novos policiais sejam incorporados às forças de segurança.



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economia

Boletim Focus reduz projeção da Selic para 13,50% em 2026 e eleva inflação


O mercado financeiro reduziu a projeção para a Selic ao fim de 2026, de 13,75% para 13,50%, enquanto elevou a estimativa para o IPCA deste ano, de 4,90% para 4,92%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (21).

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30% pela primeira semana. Para 2028, a projeção ficou em 3,80% pela oitava semana consecutiva, enquanto para 2029 permaneceu em 3,50% pela 55ª semana seguida.

Para o IGP-M, a projeção para 2026 subiu de 4,54% para 4,73%. Para 2027, a estimativa ficou em 4,11% pela segunda semana consecutiva. Para 2028, permaneceu em 3,92% pela primeira semana, enquanto para 2029 caiu de 3,83% para 3,81%, após duas semanas sem alteração.

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Nas projeções para os preços administrados, a estimativa para 2026 permaneceu em 4,61% pela primeira semana. Para 2027, permaneceu em 3,85%, enquanto para 2028 ficou em 3,61%. Para 2029, a projeção permaneceu em 3,50% pela 62ª semana consecutiva.

PIB

A projeção para o crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%, na segunda semana consecutiva de revisão para baixo. Para 2027, a estimativa recuou de 1,45% para 1,43%, também na segunda semana consecutiva de queda. Para 2028, a projeção permaneceu em 1,87% pela primeira semana, enquanto para 2029 ficou em 2% pela 79ª semana consecutiva.

Câmbio

A projeção para o dólar ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela 14ª semana consecutiva. Para 2027, a estimativa ficou em R$ 5,28 pela primeira semana, enquanto para 2028 permaneceu em R$ 5,30 pela nona semana seguida. Para 2029, a projeção continuou em R$ 5,36 pela primeira semana.

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Selic

A projeção para a Selic ao fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%, na primeira semana de revisão para baixo. Para 2027, a estimativa permaneceu em 12% pela 14ª semana consecutiva. Para 2028, a projeção ficou em 10,50% pela 12ª semana seguida, enquanto para 2029 permaneceu em 10% pela 20ª semana consecutiva.



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Oito estados e DF registram recorde de chuvas para o mês de setembro


Estações meteorológicas de oito estados e do Distrito Federal já registraram em setembro volumes de chuva suficientes para superar os recordes históricos de precipitação do mês, segundo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os dados correspondem ao período entre 1º e 15 de setembro. São Paulo é o estado com o maior número de estações que ultrapassaram as marcas históricas, com dez no total.

Em Bragança Paulista, na Serra da Mantiqueira, o acumulado de chuva chegou a 295,4 milímetros, quase o triplo do recorde histórico para setembro, de 105 milímetros, registrado em 2022. Em Iguapé, no litoral sul, foram 341,8 milímetros, mais de 100 milímetros acima da marca anterior, de 238,6 milímetros, registrada em 2019.

Duas estações da capital paulista também superaram os recordes anteriores. Em Interlagos, na zona sul, o acumulado chegou a 265 milímetros, acima dos 243,1 milímetros registrados em 1983. Já no Mirante de Santana, na zona norte, foram 253,8 milímetros, também acima dos 243,1 milímetros registrados em 1983.

As outras estações paulistas que ultrapassaram as marcas históricas ficam em Taubaté, Piracicaba, Marília, Campos do Jordão, Registro e Barra do Turvo.

Minas Gerais aparece em segundo lugar, com seis estações acima dos recordes anteriores. Em Divinópolis, o volume quase dobrou: passou de 57,2 milímetros, registrados em 2019, para 106,6 milímetros neste mês. Em Coronel Pacheco, foram 165 milímetros, enquanto a marca anterior era de 103,4 milímetros, registrada em 2015.

Também houve novos recordes nas estações de Monte Verde, Maria da Fé, Machado e Bambuí.

O Rio de Janeiro vem em seguida, com cinco estações que superaram as marcas históricas. O destaque foi Paty do Alferes, onde a estação de Avelar registrou 96,8 milímetros de chuva. O recorde anterior era de 12,4 milímetros, registrado em 2024.

Estações de Paraty, Niterói, Carmo e Santa Maria Madalena também superaram os recordes anteriores.

Além desses Estados, três estações do Mato Grosso e três do Paraná também ultrapassaram as marcas históricas. O levantamento inclui ainda duas estações de Goiás, duas do Tocantins, uma do Distrito Federal e uma do Espírito Santo.

Veja as estações meteorológicas que superaram recordes históricos em setembro. A lista está organizada de acordo com os maiores volumes de chuva registrados no mês:

  1. Iguape (SP): 341,8 mm, superando o recorde anterior de 238,6 mm, registrado em 2019;
  2. Morretes (PR): 315,2 mm, superando o recorde anterior de 232,2 mm, registrado em 2022;
  3. Bragança Paulista (SP): 295,4 mm, superando o recorde anterior de 105 mm, registrado em 2022;
  4. Ventania (PR): 281,4 mm, superando o recorde anterior de 262,2 mm, registrado em 2014;
  5. Monte Verde (MG): 268,8 mm, superando o recorde anterior de 221,6 mm, registrado em 2009;
  6. São Paulo – Interlagos (SP): 265,0 mm, superando o recorde anterior de 243,1 mm, registrado em 1983;
  7. São Paulo – Mirante (SP): 253,8 mm, superando o recorde anterior de 243,1 mm, registrado em 1983;
  8. Registro (SP): 250,8 mm, superando o recorde anterior de 159 mm, registrado em 2022;
  9. Barra do Turvo (SP): 250,4 mm, superando o recorde anterior de 229,6 mm, registrado em 2022;
  10. Curitiba (PR): 243 mm, superando o recorde anterior de 202 mm, registrado em 2006;
  11. Maria da Fé (MG): 207,4 mm, superando o recorde anterior de 176 mm, registrado em 2015;
  12. Taubaté (SP): 198,2 mm, superando o recorde anterior de 164,2 mm, registrado em 2022;
  13. Campos do Jordão (SP): 184,2 mm, superando o recorde anterior de 138,4 mm, registrado em 2009;
  14. Piracicaba (SP): 174,2 mm, superando o recorde anterior de 147,6 mm, registrado em 2009;
  15. Coronel Pacheco (MG): 165 mm, superando o recorde anterior de 103,4 mm, registrado em 2015;
  16. Paraty (RJ): 152 mm, superando o recorde anterior de 145 mm, registrado em 2022;
  17. Niterói (RJ): 141,2 mm, superando o recorde anterior de 105,2 mm, registrado em 2022;
  18. Machado (MG): 135,6 mm, superando o recorde anterior de 91,2 mm, registrado em 2019;
  19. Marília (SP): 133 mm, superando o recorde anterior de 112,2 mm, registrado em 2022;
  20. Nova Ubiratã (MT): 120,6 mm, superando o recorde anterior de 88,8 mm, registrado em 2019;
  21. Divinópolis (MG): 106,6 mm, superando o recorde anterior de 57,2 mm, registrado em 2019;
  22. Carmo (RJ): 105,2 mm, superando o recorde anterior de 96,2 mm, registrado em 2022;
  23. Santa Maria Madalena (RJ): 97,8 mm, superando o recorde anterior de 83,6 mm, registrado em 2022;
  24. Paty do Alferes – Avelar (RJ): 96,8 mm, superando o recorde anterior de 12,4 mm, registrado em 2024;
  25. Bambuí (MG): 96,8 mm, superando o recorde anterior de 59,8 mm, registrado em 2019;
  26. Porto Estrela (MT): 90,2 mm, superando o recorde anterior de 39,8 mm, registrado em 2014;
  27. Gaúcha do Norte (MT): 88,8 mm, superando o recorde anterior de 71,8 mm, registrado em 2009;
  28. Colinas do Tocantins (TO): 85 mm, superando o recorde anterior de 82 mm, registrado em 2023;
  29. Iporá (GO): 82,2 mm, superando o recorde anterior de 74,2 mm, registrado em 2018;
  30. Gama – Ponte Alta (DF): 79 mm, superando o recorde anterior de 49,2 mm, registrado em 2020;
  31. Venda Nova do Imigrante (ES): 62,2 mm, superando o recorde anterior de 50,2 mm, registrado em 2022;
  32. Edeia (GO): 60,4 mm, superando o recorde anterior de 35,4 mm, registrado em 2018;
  33. Rio Sono (TO): 32,8 mm, superando o recorde anterior de 31 mm, registrado em 2023.



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economia

Banco Mundial impulsiona mobilização de capital privado para valor de US$ 112 bi


WASHINGTON, 17 Set (Reuters) – O Banco Mundial informou ⁠nesta quinta-feira que atraiu US$112 bilhões em capital privado no ano fiscal ⁠encerrado em junho, contra US$69 bilhões no ano anterior, e mais do que o triplo do ‌valor registrado no ano fiscal de 2022, antes de Ajay Banga, ex-presidente-executivo da Mastercard , assumir a presidência da instituição.

O banco informou que o valor recorde comprometido para projetos que ele facilita se soma aos US$123 ‌bilhões provenientes de seus próprios recursos para aquele ano, totalizando US$235 bilhões.

O banco está trabalhando para padronizar e estruturar empréstimos de forma a atrair investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras e gestoras de ativos, como a BlackRock , com o objetivo de mais que dobrar o capital privado para mais de US$200 bilhões em dois a três anos, disse Banga em uma entrevista.

“É aí que estão os grandes volumes de dinheiro, e eles não ⁠vêm ‌para projetos individuais”, disse ele, observando que o fundador da BlackRock, Larry Fink, o incentivou há vários ⁠anos a criar uma classe de ativos que pudesse atrair fundos maiores presentes no setor privado.

Banga tornou a captação de capital privado uma prioridade, dadas as enormes necessidades financeiras que os países em desenvolvimento enfrentam para financiar a transição energética, a educação, a saúde e a agricultura, em um momento em que a ajuda oficial ao desenvolvimento está diminuindo.

“Não há trilhões no sistema, nem nos governos, nem ​conosco, nem mesmo na filantropia. Portanto, o que é preciso fazer é encontrar uma maneira de obter capital privado — do qual há em abundância —, que está em busca de boas oportunidades de investimento ​e um bom retorno”, disse Banga.

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O tamanho do mercado de capital institucional administrado é superior a US$280 trilhões, dos quais apenas 5% a 8% historicamente são direcionados às economias em desenvolvimento, de acordo com dados da Glasgow Financial Alliance for Net Zero, do Boston Consulting Group e da British International Investment.

As empresas privadas têm evitado grandes investimentos em países em desenvolvimento devido à incerteza regulatória, ao risco político e aos ‌desafios relacionados às moedas locais.

Banga convocou um Laboratório de Investimento do Setor ​Privado após assumir a presidência do banco em junho de 2023, reunindo especialistas, incluindo Fink, para debater maneiras de lidar com essas preocupações, e tomou medidas em todo o banco e suas subsidiárias para resolvê-las.

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Ele afirmou que os US$112 bilhões mobilizados no ano fiscal ⁠de 2026 foram resultado de uma série ​de iniciativas.

Entre elas estão ​a simplificação do trabalho do banco e a designação de um único gerente como ponto de contato por país, em vez de os ⁠países terem que trabalhar com gerentes distintos do Banco Mundial, ​da Corporação Financeira Internacional (IFC) e de outras unidades do banco.

O Banco Mundial também estreitou os laços com instituições de desenvolvimento e reduziu o tempo médio de aprovação de projetos de um ano ou mais para nove meses, ou menos ainda ​para projetos simples, disse Banga.

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Os países mutuários também estão cada vez mais interessados em atrair investimentos privados, em vez de depender de ajuda externa, disse Banga, acrescentando que os países ​precisam trabalhar para melhorar a infraestrutura, ⁠aumentar a arrecadação e promulgar reformas regulatórias.

Cerca de 40% dos empréstimos do Banco Mundial no último ano fiscal foram destinados à infraestrutura, enquanto ⁠26% foram para projetos focados em reformas regulatórias, disse Banga.

“É uma rede complexa de fatores, mas tudo começa por tornar o banco mais capaz de ser o parceiro certo: uma estrutura única, mais ágil para reagir, que compreenda seus clientes e atenda às suas necessidades”, disse ele.

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Os fluxos de capital privado aumentaram acentuadamente para países de renda média-baixa, países de renda média-alta e em toda a África, enquanto permaneceram estáveis para países de baixa renda.



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Fim de MP amplia margem do consignado e reacende debate sobre superendividamento


A volta da margem de até 45% para o crédito consignado de aposentados e pensionistas do INSS ocorre em meio a discussões sobre a segurança das operações. O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou fragilidades nos controles do sistema e tem discutido com o governo medidas para ampliar a proteção dos beneficiários.

O combate ao superendividamento também ganhou espaço no debate eleitoral de 2026, com candidatos à Presidência discutindo propostas para reduzir o peso das dívidas das famílias e ampliar o acesso ao crédito em condições mais sustentáveis.

A mudança ocorre após a perda de validade da Medida Provisória 1.355/2026, que havia reduzido a margem global para 40%. A MP perdeu eficácia em 31 de agosto, após não ser convertida em lei pelo Congresso. O encerramento da vigência foi formalizado em ato publicado no Diário Oficial da União em 8 de setembro.

Para Wesley Ribeiro, advogado, economista e CEO da Liberty Card, instituição especializada em crédito para servidores públicos, a preocupação com o endividamento deve ser enfrentada com fiscalização, transparência e responsabilidade na concessão: “O problema não é o produto.

O problema surge quando falta ética, transparência e responsabilidade social na concessão do crédito. O consignado deve ser um instrumento para dar ao servidor acesso a recursos em condições mais competitivas, e nunca uma ferramenta de superendividamento”, afirma.

O que acontece com o fim da MP?

Volta a valer para aposentados e pensionistas do INSS a margem global de 45%: 35% para empréstimos consignados, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão consignado de benefício. Também deixa de valer o cronograma que previa a redução gradual da margem nos próximos anos. A MP estabelecia ainda um limite global de 35% para descontos relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O consignado costuma oferecer juros inferiores aos de outras modalidades porque as parcelas são descontadas diretamente da folha ou do benefício, reduzindo o risco de inadimplência para as instituições financeiras.
“Quando existe menor risco de crédito, é legítimo esperar que parte dessa eficiência seja transferida ao consumidor por meio de melhores condições. Mas isso precisa vir acompanhado de informação clara e de uma análise séria da capacidade de pagamento”, diz Ribeiro.

O especialista defende que eventuais abusos, como omissão de informações e concessão irresponsável de crédito, sejam combatidos por meio de fiscalização e responsabilização das instituições: “É possível proteger o consumidor sem inviabilizar uma cadeia econômica legítima. O Brasil precisa de crédito mais barato, transparente e responsável, não simplesmente de menos crédito”, conclui.



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economia

Corte na Selic traz alívio pequeno ao endividado setor do agronegócio, diz Zera


O que o novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, decidido na quarta-feira pelo BC, representa para o custo do crédito do agronegócio brasileiro? Muito pouco alívio, na opinião de Amanda Coura, fundadora da consultoria Zera.

“Na prática, o alívio proporcionado pela decisão é pequeno diante do estoque de dívida das empresas do setor. Numa dívida de R$ 100 milhões indexada ao CDI, a redução de 0,25 ponto diminui o custo financeiro em cerca de R$ 250 mil por ano, equivalente a uma queda de aproximadamente 1,8% na despesa anual com juros considerando apenas a taxa-base”, explicou Amanda Coura em nota.

Assim, como parte relevante das captações soma spread ao CDI, o impacto proporcional sobre o custo total da operação tende a ser ainda menor, disse a especialista.

Ela destaca ainda que a curva futura de juros segue precificando taxas altas para os próximos anos, refletindo incertezas econômicas e, sobretudo, a falta de sinais mais consistentes de compromisso fiscal e estabilização da dívida pública.

O maior desafio, na avaliação de Coura, está no efeito acumulado de um período extenso de custo elevado do dinheiro sobre o mercado de crédito como um todo. “Empresas e produtores vêm renovando dívidas antigas a taxas sucessivamente mais altas, o que amplia as despesas financeiras e consome parcela crescente da geração de caixa. Combinado a uma atividade econômica mais fraca e a receitas com menor fôlego de expansão, esse quadro pressiona margens, liquidez e capacidade de pagamento das empresas endividadas.”

Leia também: O agro quebra mais que qualquer outro setor — e não é por causa da safra

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A fundadora da Zera lembra que, no agronegócio, a dinâmica se repete com intensidade adicional. Setor intensivo em capital, com ciclos longos de produção e naturalmente exposto a oscilações de preços agrícolas, produtividade e clima, o agro tende a sentir de forma mais aguda a combinação entre um ciclo de mercado adverso e despesas financeiras elevadas. “A gestão de riscos, o planejamento dos vencimentos e a manutenção de uma posição robusta de caixa tornam-se indispensáveis”, resume Coura.

Assim, o corte de 0,25 ponto oferece, segundo ela, um respiro marginal, mas o custo do crédito no agronegócio brasileiro segue distante de um patamar confortável.



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Nunes cria grupo para analisar investigação sobre infiltração do PCC no transporte de SP


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), determinou nesta quinta-feira (17) a criação de um grupo para analisar os elementos da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A ação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital.

O grupo será formado por representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município, da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. Segundo a Prefeitura, a equipe vai avaliar contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa A2 Transportes com o sistema municipal.

A Prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à populaçãoPrefeitura de São Paulo

A Operação Vectura Corrupta cumpriu mandados contra suspeitos de integrar uma estrutura do PCC que, segundo a investigação, teria ampliado sua atuação no setor de transporte coletivo. Entre os alvos estão o ex-vereador Milton Leite e o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira.

Ao todo, a Justiça autorizou 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. As suspeitas ainda são investigadas e não significam condenação.

A prefeitura de São Paulo informou ainda que irá avaliar a possibilidade de intervenção na A2, empresa citada na investigação. Nunes afirmou que a medida pode repetir o que foi feito pela Prefeitura, em 2024, com outras empresas do setor. Naquele ano, a gestão municipal interveio na Transwolff em meio a investigações sobre suspeitas de ligação com o PCC.

A Prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à populaçãoPrefeitura de São Paulo

O que investiga a operação

A investigação é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024, e apura como o PCC teria ampliado sua influência sobre empresas de transporte coletivo. Segundo os investigadores, o esquema envolveria empresários, agentes públicos, contratos e movimentações financeiras.

Entre os elementos analisados estão conversas e documentos que, de acordo com a investigação, indicariam a atuação de pessoas ligadas à facção na gestão de empresas do setor. A decisão que autorizou a operação aponta ainda que 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.

A operação também mira Paulo Korek, presidente do Água Santa e empresário ligado a empresas de transporte. Ele é apontado na investigação como um dos envolvidos na estrutura apurada.

Entre os elementos reunidos no inquérito estão áudios atribuídos a Paulo Korek sobre a negociação de 63 ônibus da Translider. O valor estimado da operação seria de R$ 1,26 milhão.

As conversas analisadas pelos investigadores indicariam a previsão de pagamento de comissão a José Daniel Satilite e a outras pessoas. Ainda segundo a apuração, Korek teria informado uma conta bancária vinculada à A2 Transportes para o recebimento dos valores.

Para os responsáveis pela investigação, os diálogos podem indicar o uso de empresas do setor em operações relacionadas ao grupo investigado.

A apuração também menciona a Translog, atualmente registrada como ABC Plus Transportes Rodoviários e Logística Ltda. O histórico societário da empresa inclui Paulo Korek e José Antônio Guerino.

Os investigadores afirmam ainda que Korek teria mantido influência sobre a Translider mesmo após deixar oficialmente o quadro societário da empresa.



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Valor mínimo do Bolsa Família estava em R$ 600 desde agosto de 2022


Antes do reajuste de 15% para o Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (dia 17), o valor mínimo do benefício estava em R$ 600. Não havia correção desde agosto de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro aumentou o valor na tentativa de se reeleger. Com a nova atualização — divulgada a cerca de duas semanas das eleições presidenciais — o piso do benefício vai subir para R$ 691.

O piso de R$ 600 fora estabelecido no governo Jair Bolsonaro, quando houve a transição do Auxílio Emergencial, criado na pandemia de Covid-19, para o Auxílio Brasil – programa que voltou a ser chamado de Bolsa Família com a posse de Lula em 2023.

Leia também: Reajuste no Bolsa Família começa a ser pago no dia 19 de outubro, diz governo

Bolsonaro, no entanto, havia previsto um “voucher” adicional de R$ 200 sobre o valor base do benefício, que era de R$ 400 na época, apenas até dezembro de 2022, sem prever no Orçamento de 2023 o custo do programa com R$ 600. Lula, ao assumir o governo, no entanto, conseguiu manter o benefício nesse valor por meio da PEC de Transição.

Depois, Lula fez ajustes no programa Bolsa Família, e previu benefícios extras para para famílias com crianças pequenas e grávidas, por exemplo. O que altera o valor recebido por cada beneficiário. Atualmente, o programa atende 19,29 milhões de famílias no Brasil, segundo dados de setembro. Neste mês, o benefício médio será de R$ 678,18.



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