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Membro do Fed vê risco maior de inflação acima de 2% e defende juros mais restritivos


A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Boston, Susan Collins, afirmou nesta terça-feira, 22, que apoiou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de elevar os juros em 25 pontos-base na semana passada e disse enxergar agora maior probabilidade de cenários em que a inflação permaneça “notavelmente acima de 2%”.

Em publicação no LinkedIn, Collins afirmou que os riscos de alta para a inflação aumentaram, enquanto as condições do mercado de trabalho parecem “um pouco mais fortes” no geral e a taxa de desemprego segue baixa.

“Com o mercado de trabalho em uma situação melhor, a política monetária pode se concentrar em um retorno oportuno à estabilidade de preços, especialmente após cinco anos e meio de inflação excessivamente alta”, escreveu a integrante do Fed.

Segundo a dirigente, uma taxa dos Fed Funds “um pouco mais restritiva” ajudará a garantir que a inflação retorne de forma duradoura à meta.

Collins ressaltou que sua avaliação sobre a política monetária permanece baseada nos dados.

Ela lembrou que, em discurso em 25 de agosto, havia afirmado que, sem evidências de progresso significativo da inflação, seria apropriado apertar a política monetária em breve para restaurar a estabilidade de preços.

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Receita reduz projeção de arrecadar com taxação de dividendos para R$ 10,5 bi em 2026


A Receita Federal reduziu sua projeção de arrecadação com a nova tributação de dividendos a R$10,5 bilhões em 2026, bem abaixo dos R$29 bilhões previstos originalmente e também inferior aos R$17,2 bilhões estimados há apenas dois meses, informou nesta terça-feira o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias.

Em entrevista à imprensa, Malaquias disse que os novos dados devem ser incorporados às projeções fiscais do governo que serão apresentadas nesta semana. A revisão da projeção, segundo ele, refletiu a trajetória dos pagamentos ao longo do ano até aqui.

A arrecadação do governo com Imposto de Renda sobre dividendos totalizou R$4,030 bilhões de janeiro a agosto, segundo a Receita. Desse total, R$2,615 bilhões dizem respeito a proventos acima de R$50 mil distribuídos no país, enquanto R$1,415 bilhão é proveniente da cobrança de 10% sobre dividendos remetidos para o exterior.

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“A cada mês os valores (arrecadados) foram crescendo. Estatisticamente, estamos fazendo uma inferência de que continuará crescendo até o final do ano, isso dá os R$10 bilhões”, disse Malaquias.

A taxação dos dividendos foi instituída pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva como medida para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de renda isenta do pagamento do IR. A Receita já havia avaliado, no entanto, que muitas empresas aceleraram a distribuição de lucros no ano passado, antecipando o pagamento e evitando a tributação neste ano.

Em julho, a Receita já havia revisado sua projeção para R$17,2 bilhões no ano, mas a redução não foi incorporada oficialmente nas contas do governo, com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, argumentando que a decisão foi tomada por “conservadorismo”.

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“No próximo relatório (de setembro), de posse de números mais atualizados, nós vamos eventualmente tomar decisões”, afirmou o ministro na ocasião.

Está prevista para quinta-feira a divulgação do relatório de receitas e despesas, que reavalia bimestralmente as contas federais e aponta eventual necessidade de contenção de gastos de ministérios para cumprir regras fiscais.



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Arrecadação federal tem alta real de 8,25% em agosto, com ajuda do setor de petróleo


A arrecadação do governo federal teve alta real de 8,25% em agosto sobre igual mês do ano anterior, a R$235,566 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, sob impulso das cobranças feitas de companhias do setor de petróleo.

O resultado é o mais alto para meses de agosto da série histórica do fisco, iniciada em 1995.

As receitas administradas pela Receita somaram R$227,865 bilhões no mês passado, uma alta real de 8,24% ante agosto de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos somaram R$7,701 bilhões, um aumento real de 8,75%.

De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganho considerado não recorrente, um incremento de R$1,944 bilhão em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.

Sem esse ganho atípico, o desempenho das receitas administradas pelo fisco em agosto seria de alta real de 7,31%, segundo o governo.

No recorte por setores, a exploração de petróleo e gás natural respondeu por forte ganho na arrecadação, registrando uma receita de R$14,429 bilhões em tributos administrados pelo fisco, contra R$871 milhões em agosto de 2025. A Receita esclareceu que a expressiva alta no setor de petróleo é impactada por uma mudança na classificação tributária de empresas.

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O desempenho positivo foi seguido por comércio atacadista (+11,9%), atividades auxiliares do setor financeiro (+29,9%) e fabricação de produtos do fumo (+112,7%).

Entre os destaques do mês, está uma alta real de 13,1% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), enquanto as receitas previdenciárias cresceram 4,3% e o ganho com Imposto de Importação subiu 22,7%.

Houve ainda incrementos de 23,3% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, por conta de rendimentos de títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos instituída neste ano.

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De acordo com a Receita, o resultado de agosto é fruto do comportamento de indicadores econômicos que afetam a arrecadação, o desempenho de empresas e o aumento da massa salarial no país.

No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação cresceu 7,12% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$2,112 trilhões, maior patamar da série histórica para períodos equivalentes.



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Estatal chinesa planeja segundo leilão de soja em setembro

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelo ​armazenamento de estoques, anunciou ​nesta terça-feira seu segundo leilão em grande escala de soja importada em setembro, poucos dias antes de uma cúpula em Washington entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, ⁠Xi Jinping.

O leilão, ​marcado para a próxima segunda-feira, incluirá ​514 mil toneladas de soja produzida entre ⁠2022 e 2024, informou o ⁠Centro Nacional de Comércio de Grãos ​em ‌um comunicado.

A Sinograin também vendeu 62,4% das ⁠543.000 toneladas de soja importada oferecidas em um leilão na terça-feira, informou a consultoria Mysteel, marcando ‌sua primeira ⁠venda em ‌grande escala desde o final de agosto.

Entre julho e agosto, a Sinograin realizou cinco leilões, ⁠cada um oferecendo mais ⁠de 200.000 toneladas de soja importada. Comerciantes afirmaram que as ‌vendas tinham como objetivo liberar capacidade de armazenamento para as chegadas previstas de soja dos EUA.

A China já ultrapassou a metade do ‌caminho para cumprir seu compromisso de comprar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA, ⁠um acordo que, segundo a Casa Branca, foi fechado em outubro passado.

Operadores de mercado esperam ​que a cúpula de líderes desta semana traga ​mais clareza sobre a demanda futura da China por soja dos EUA.

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Índice de atividade do BC cai em julho pelo 2º mês e mais do que o esperado


SÃO PAULO, 16 Set (Reuters) – A atividade econômica brasileira recuou pelo segundo mês seguido em julho, iniciando o terceiro trimestre com retração maior do que a esperada, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve em julho queda de 0,2%, depois de ter contraído 0,8% em junho, mostraram dados dessazonalizados.

O BC revisou para baixo o dado de junho, depois de ter informado queda de 0,6% anteriormente. A leitura de julho foi mais fraca do que a expectativa em pesquisa da Reuters de retração de 0,10%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,1%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,5%, de acordo com números não dessazonalizados.

O PIB teve no segundo trimestre crescimento de 0,5%, desacelerando ante os três meses anteriores diante da retração do consumo das famílias e da perda de dinamismo da indústria, de acordo com dados do IBGE divulgados no início deste mês.

Uma desaceleração gradual da economia já era esperada, em meio a uma política monetária ainda restritiva e incertezas no cenário externo e com a eleição presidencial em outubro. Analistas esperam mais enfraquecimento econômico ao longo do segundo semestre.

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A Selic está atualmente em 14,0% e o BC anuncia nesta quarta-feira sua decisão de política monetária, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Os dados do BC mostram fraqueza generalizada em julho, com queda de 1,2% na agropecuária, recuo de 0,4% da indústria e estagnação de serviços. Excluindo a agropecuária, o IBC-Br ainda teria retração de 0,1%.

Número do IBGE apontaram que, em julho, a produção industrial no Brasil voltou a registrar crescimento, de 0,20% sobre o mês anterior, depois de dois meses de perdas.

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Já o volume de serviços ficou estável no período e iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado. Por outro lado, as vendas varejistas caíram mais do que o esperado, 0,8% em julho.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2026 é de 1,89%, indo a 1,45% em 2027.

O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

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Vendas no varejo dos EUA sobem mais que o esperado em agosto


WASHINGTON, 16 Set (Reuters) – As vendas ⁠no varejo dos Estados Unidos se ⁠recuperaram mais do que o esperado em agosto ‌já que as famílias intensificaram as compras de veículos motorizados e fizeram estoques para o novo ano ‌letivo, reforçando a resiliência da economia mesmo com os consumidores cada vez mais preocupados com a inflação elevada.

As vendas no varejo subiram 1,2% no mês passado, após uma queda revisada de 0,5% em julho, primeira recuo ⁠em ‌nove meses, informou nesta quarta-feira o Census Bureau ⁠do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo — que são principalmente de bens e não são ajustadas pela inflação — avançariam 0,8% após recuo de 0,6% em julho, conforme divulgado ​anteriormente.

O aumento do mês passado também refletiu, em parte, os preços mais altos da gasolina, que impulsionaram ​as receitas nos postos de combustível.

As famílias continuaram a gastar apesar da inflação persistentemente alta, causada pelo choque nos preços do petróleo e pelas tensões na cadeia de abastecimento decorrentes da guerra liderada pelos ‌EUA com o Irã. Os consumidores, ​no entanto, tornaram-se mais seletivos e estão buscando produtos com preços mais baixos. O índice de confiança do consumidor se deteriorou neste ⁠mês.

Os gastos ​estão sendo sustentados ​pelo crescimento constante dos salários e pelos recentes ganhos no mercado de ⁠ações. As famílias também estão ​economizando menos e recorrendo às suas economias. A força das vendas no varejo, juntamente com as elevadas pressões sobre ​os preços e um mercado de trabalho que está recuperando o equilíbrio após oscilações durante ​grande parte do ⁠verão, reforça ainda mais as expectativas do mercado financeiro de que o ⁠Federal Reserve aumentará a taxa de juros nesta quarta-feira.

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As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação subiram 1,4% no mês passado, após queda não revisada de 0,4% em julho.



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BNDES aprova R$ 200 mi para restauração de 7,2 mil hectares na Amazônia

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo Clima, para um projeto de restauração ecológica da Mombak na Amazônia. A iniciativa prevê a recuperação de 7,2 mil hectares de áreas degradadas, principalmente no Pará, e investimento total estimado em R$ 457 milhões.

De acordo com o BNDES, o projeto tem potencial para remover mais de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera ao longo de 50 anos, o equivalente à geração de até 4,7 milhões de créditos de remoção de carbono.

Esses créditos deverão ser comercializados no mercado voluntário e também poderão ser destinados, futuramente, a mercados regulados de carbono que estão em desenvolvimento em diferentes países.

Segundo o banco, os recursos correspondem a cerca de 44% do valor total do projeto. O restante será financiado pela própria Mombak por meio de outras fontes. A operação terá prazo de 25 anos e faz parte da linha Fundo Clima de Florestas Nativas e Recursos Hídricos, voltada ao plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e recuperação da vegetação.

O financiamento será destinado a atividades como preparo do solo, plantio, manejo, aquisição de mudas e sementes, manutenção das áreas, monitoramento florestal e obras de apoio. A empresa concentra sua atuação em áreas degradadas pela pecuária extensiva no bioma Amazônia.

A implantação do projeto deverá ocorrer ao longo de quatro anos. A recuperação combinará diferentes técnicas, de acordo com as características de cada área, incluindo plantio de mudas, semeadura direta e regeneração natural assistida. A estimativa é que cerca de 90% da área seja restaurada por plantio e semeadura, enquanto aproximadamente 10% será recuperada por regeneração assistida.

Entre as espécies previstas estão castanheira, paricá, ipê-amarelo, ipê-roxo, angelim-vermelho, samaúma, tachi-branco, fava-arara, mogno-brasileiro e amarelão.

Esta é a segunda operação de financiamento do BNDES com a Mombak para projetos de restauração ecológica. Em janeiro de 2025, o banco aprovou R$ 160 milhões para a recuperação de 13 mil hectares na Amazônia.

Segundo o BNDES, até junho de 2026, 9,4 mil hectares desse primeiro projeto já haviam sido implantados. Somadas, as duas operações totalizam R$ 360 milhões em financiamentos e previsão de restauração de aproximadamente 20,2 mil hectares.

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São Paulo amanhece com chuva e tem previsão de temporais nesta terça-feira, 22


São Paulo amanheceu com chuva nesta terça-feira, 22, sob influência do avanço de uma frente fria em direção ao Sudeste. A chuva atinge de forma generalizada a Grande São Paulo, e a previsão indica continuidade da instabilidade ao longo do dia, com possibilidade de pancadas fortes, raios, rajadas de vento e queda de granizo. Na capital, os termômetros marcam 16°C em média nesta manhã, e a máxima chega a 24°C.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, o radar meteorológico indica chuva de até moderada intensidade em diferentes pontos da Grande São Paulo. A frente fria avança pelo Sudeste após provocar chuva forte e ventania nos Estados do Sul e recebe o reforço de um canal de umidade vindo da região Centro-Norte do País.

A combinação dos sistemas aumenta o potencial para chuva forte, granizo e rajadas de vento que podem superar os 60 km/h em alguns momentos. Também há risco de alagamentos, transbordamento de rios e córregos e queda de árvores.

Na capital, a chuva começou durante a madrugada e persiste nesta manhã. Segundo a Climatempo, há possibilidade de períodos de chuva moderada a forte e rajadas de vento de até 50 km/h. A temperatura permanece amena e entra em queda ao longo do dia, com mínima de 16°C prevista para a noite.

A instabilidade atinge praticamente todo o Estado de São Paulo, com pancadas de moderada a forte intensidade, raios, rajadas de vento e risco de temporais. A condição é mais preocupante no centro-sul paulista, na faixa leste, Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Campinas, Sorocaba, sul e litoral.

No oeste paulista, o destaque é o potencial para chuva volumosa. Também há previsão de chuva forte no norte e no nordeste do Estado.

Primavera começa nesta terça

A primavera começa nesta terça-feira, às 21h05, no horário de Brasília. Para São Paulo, a previsão indica uma estação marcada pela alternância entre períodos de calor intenso e temporais, com risco elevado de eventos de tempo severo.

Segundo a Climatempo, o El Niño deve influenciar as condições climáticas da primavera e atingir intensidade muito forte. A previsão é de que o fenômeno se fortaleça até o fim da estação. A empresa afirma que o episódio poderá estar entre os mais intensos já registrados desde 1950, embora essa avaliação seja uma projeção climática.

Em São Paulo, o El Niño deve contribuir para uma primavera com chuva acima da média e maior frequência de temporais, especialmente durante a passagem de frentes frias. O Estado está entre as áreas do País que devem registrar precipitações acima do normal na estação.

A última primavera sob influência do El Niño ocorreu em 2023, quando São Paulo registrou temperaturas de até 37,7°C. Naquele ano, o fenômeno também esteve associado a períodos de calor intenso em diferentes regiões do País.



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BC defende juros restritivos por pressão da demanda na inflação


A ata da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (22) reforçou a mensagem transmitida no comunicado da semana passada de que o Banco Central vê necessidade de manter uma condução cautelosa da política monetária, apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica e da queda recente da inflação.

A última reunião do Copom finalizou com corte da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 13,75% ao ano. Na véspera, pesquisa Focus apontou que o mercado passou a ver a Selic em 13,50% ao final do ano.

O documento afirma que o cenário atual ainda demanda “serenidade e cautela” e repete que o comitê seguirá acompanhando a evolução dos dados para manter o grau de restrição monetária necessário para levar a inflação à meta. Segundo a ata, as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a economia têm se acumulado gradualmente, enquanto a atividade doméstica segue uma trajetória de moderação em linha com o esperado pelo colegiado.

Ao mesmo tempo, o BC ressaltou que a inflação continua pressionada pela demanda, o que exige a manutenção de uma política monetária restritiva. A autoridade monetária também destacou que choques de oferta continuam influenciando de forma relevante a trajetória da inflação e suas perspectivas, afirmando que não deve reagir aos efeitos primários desses choques, mas monitorará atentamente eventuais efeitos de segunda ordem.

A ata também reforçou a preocupação com as expectativas de inflação, que permanecem acima da meta em todos os horizontes analisados. O comitê voltou a destacar o processo de desancoragem das expectativas de longo prazo e ressaltou que, em um ambiente como o atual, é necessária uma restrição monetária maior e por mais tempo do que em outras circunstâncias. Segundo o BC, perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária serão fundamentais para a reancoragem dessas expectativas.

Embora tenha reconhecido que as leituras mais recentes apontam para queda da inflação ao consumidor, o Copom observou que os preços ao produtor voltaram a acelerar nos indicadores mais recentes, tanto em bens intermediários quanto em bens de consumo.

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No campo fiscal, a ata manteve o tom dos últimos encontros ao enfatizar a importância da coordenação entre as políticas monetária e fiscal. O BC afirmou que uma política fiscal contracíclica e que contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação para a meta. Por outro lado, alertou que um eventual enfraquecimento das reformas estruturais, a perda de disciplina fiscal, a expansão do crédito direcionado e as incertezas em relação à trajetória da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra da economia.

O documento também destacou que o mercado de crédito segue indicando desaceleração do crescimento econômico. Segundo o BC, o crédito bancário com recursos livres é consistente com esse cenário de moderação, embora o crédito direcionado continue avançando, tanto para pessoas físicas, especialmente no segmento imobiliário, quanto para empresas, apoiado por operações com fundos garantidores.

O Copom afirmou que continuará monitorando os efeitos das medidas de estímulo à demanda, a evolução dos choques de oferta e as mudanças no mercado de trabalho para calibrar os próximos passos da política monetária. O texto reforça a avaliação de que a economia brasileira está desacelerando, mas deixa claro que o combate à inflação e a reancoragem das expectativas seguem como prioridades centrais da autoridade monetária.

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Varejo brasileiro cresce 7% em agosto, diz Stone


SÃO PAULO, 22 Set (Reuters) – ⁠As vendas no varejo brasileiro ⁠em agosto foram 7% maiores do que ‌o registrado no mesmo mês do ano passado, e cresceram 0,5% na comparação com julho, ‌segundo dados divulgados nesta terça-feira pela empresa de meios de pagamento Stone.

De acordo com o levantamento mensal da empresa, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento de vendas em agosto. ⁠O ‌maior avanço foi observado na categoria ⁠de Combustíveis e Lubrificantes (2,7%), seguido por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,6%).

Já no comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram alta. Assim como na base mensal, ​os maiores avanços foram observados em Combustíveis e Lubrificantes (15,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, ​Bebidas e Fumo (8,5%).

Olhando para as regiões do país, 25 estados apresentaram crescimento em agosto, na comparação anual, sendo o maior avanço no Amazonas (21,8%). Ao mesmo tempo, dois estados ‌registraram queda, sendo eles: Espírito ​Santo (0,4%) e Rio Grande do Sul (1,6%).

O resultado de agosto confirma a retomada do varejo, mas também mostra uma perda ⁠gradual de ​ritmo na ​comparação mensal, avalia o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas.

‘O ⁠varejo completou três meses ​consecutivos de alta e segue em um patamar superior ao observado no ano passado’, afirmou Freitas ​em comunicado da Stone à imprensa.

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‘O mercado de trabalho continua sustentando a renda ​e o ⁠consumo, mas sem o mesmo impulso dos trimestres anteriores. Ao ⁠mesmo tempo, o custo elevado do crédito e o peso do endividamento das famílias ainda limitam a demanda, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento’, acrescentou.



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