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JBS anuncia Wesley Batista Filho como novo CEO global a partir de 2027

A JBS anunciou nesta segunda-feira (10) que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO Global da companhia a partir de janeiro de 2027. A mudança faz parte de um processo planejado de sucessão e marca a transição de liderança após oito anos de Gilberto Tomazoni no comando global da empresa.

Tomazoni deixará a posição de CEO após 14 anos de atuação na JBS. Nos próximos cinco meses, ele continuará à frente da companhia para conduzir o processo de transição. A partir de janeiro, assumirá as funções de Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da JBS.

Além disso, Tomazoni continuará como Chairman do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation, companhia controlada pela JBS, e assumirá a Presidência do Conselho do Instituto J&F, instituição voltada à formação e ao desenvolvimento da próxima geração de líderes empresariais.

Durante a gestão de Tomazoni, a JBS passou por um processo de expansão e diversificação de seus negócios. Segundo a companhia, a receita cresceu 73% no período, de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. A empresa também ampliou sua atuação para novas categorias de proteínas, fortaleceu o portfólio de marcas e produtos de maior valor agregado e realizou investimentos em biotecnologia.

Outro marco do período foi a conquista do grau de investimento pela companhia e a conclusão da listagem da JBS na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE. Para a empresa, os movimentos contribuíram para ampliar o acesso ao mercado de capitais e preparar a companhia para uma nova etapa de crescimento global.

Wesley Batista Filho iniciou sua carreira na JBS há 15 anos e passou por diferentes áreas e operações da companhia. Ao longo da trajetória, ocupou posições como CEO da JBS Brasil e presidente da Seara. Desde 2023, ele é CEO da JBS USA, operação que responde por mais da metade da receita da companhia.

Em comunicado, Tomazoni destacou a experiência de Wesley em diferentes mercados e áreas da JBS como um dos fatores para a escolha do executivo como seu sucessor. Segundo ele, Wesley começou na base da operação, comandou a JBS Brasil e a Seara e, nos últimos três anos, liderou a operação nos Estados Unidos.

Na avaliação de Tomazoni, durante o período em que esteve à frente da JBS USA, Wesley fortaleceu o negócio, aumentou a competitividade e promoveu avanços estratégicos nas operações americanas.

“Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio”, afirmou Tomazoni. Segundo ele, o executivo conhece a cultura e as pessoas da companhia e está preparado para conduzir a empresa em seu próximo ciclo de crescimento.

Wesley Batista Filho também destacou a relação profissional construída com Tomazoni ao longo de mais de uma década. Ao assumir o comando global, afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos e manter como prioridades as equipes, os clientes, os produtores parceiros, a excelência operacional e a geração de valor de longo prazo para os acionistas.

“Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao extraordinário trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO”, afirmou Wesley.

O executivo também ressaltou que os dois construíram uma visão compartilhada para a companhia, baseada nos valores da JBS, e disse estar preparado para trabalhar com as equipes da empresa em diferentes países para fortalecer a companhia.

Tomazoni, por sua vez, afirmou que considera o momento adequado para a JBS iniciar um novo capítulo sob o comando de Wesley. Segundo o executivo, a empresa está atualmente mais forte, diversificada e preparada para o futuro do que em outros momentos de sua história.

“Foi uma honra liderar esta grande Companhia nos últimos oito anos”, disse Tomazoni. Ele também agradeceu aos funcionários, clientes, produtores parceiros e acionistas pelo apoio durante sua gestão e desejou sucesso ao sucessor.

A transição ocorrerá ao longo dos próximos cinco meses, com Tomazoni permanecendo na função de CEO Global até o fim de 2026. Wesley Batista Filho assumirá oficialmente o comando global da JBS em janeiro de 2027.

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Itamaraty diz que não há brasileiros entre as vítimas do terremoto na Colômbia


O Itamaraty afirmou nesta segunda-feira (10) que, até o momento, não há registros de brasileiros entre as vítimas do terremoto que aconteceu na Colômbia nesta manhã.

Segundo o minsitério, o governo brasileiro tomou conhecimento, “com profundo pesar”, das perdas humanas e materiais causadas pelo terremoto.

“O Brasil manifesta solidariedade ao governo e ao povo colombianos e faz votos de plena recuperação aos feridos. O Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”.Itamaraty

Eles afirmaram ainda que o plantão consular do Itamaraty em Bogotá permanece à disposição para prestar assistência a cidadãos brasileiros que foram afetados pelo desastre.

Terremoto na Colômbia

Um forte terremoto de 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira e foi sentido com intensidade em grandes cidades como Bogotá e Cali. Pelo menos 82 pessoas morreram no país, segundo a agência de notícias Reuters.

O epicentro do terremoto registrado por volta das 7h34 (hora local) ocorreu a cinco quilômetros a leste de San José del Palmar, em Chocó (oeste), e atingiu uma profundidade de 107 quilômetros, conforme informou o Serviço Geológico da Colômbia e dos Estados Unidos em um relatório preliminar. Não foi emitido um alerta de tsunami.

A governadora de Chocó, Nubia Córdoba, declarou nas redes sociais que em Quibdó, capital do departamento, houve “feridos” e “danos graves nas edificações”.

Terremoto sentido em Manaus

O terremoto registrado na Colômbia também foi sentido em localidades de Manaus, no Amazonas. Conforme a Defesa Civil, o Edifício Palácio do Comércio, no centro, precisou ser esvaziado por questões de segurança. Não há registro de feridos.

Segundo o órgão, as inspeções estruturais se concentram principalmente nos bairros Adrianópolis, Aleixo e centro. Edifícios residenciais também foram esvaziados por medidas preventivas.

*Com informações da AFP



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Grupo para mitigar impactos do clima deve apresentar propostas essa semana

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participaram da abertura do 25 Congresso da Abag, realizado nesta segunda-feira (10) em São Paulo, representando o Governo Federal.

Durante a fala, na abertura do congresso, o vice-presidente citou os investimentos feitos na reativação de plantas de fertilizantes em Mato grosso do Sul e na Bahia e sobre reforma tributária. Afirmou que a unificação de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) deve desonerar a cesta básica, os investimentos e as exportações. Segundo o vice-presidente, estudos do Ipea apontam que, em 15 anos, a reforma pode elevar o PIB em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Alckmin defendeu a continuidade das negociações, citando que o Brasil aplica tarifa média de 3,1% a produtos americanos, enquanto 70% dos itens mais exportados pelos EUA ao país já entram com isenção.

Alckmin deixou o evento sem conversar com a imprensa.

Diferente do ministro André de Paula. Em conversa rápida o representante da pasta da Agricultura e Pecuária falou sobre os trabalhos preventivos diante dos desafios climáticos extremos para os próximos meses. Com foco especial na redução dos impactos do fenômeno El Niño sobre o agro.

“Ainda esta semana o grupo de trabalho vai nos apresentar um conjunto de propostas, e ainda vão ter a oportunidade de internalizar essas ações”, afirmou André de Paula, sobre o grupo de trabalho multissetorial, criado pelo governo, para debater diretrizes de enfrentamento e antecipar cenários que possam afetar a agropecuária, tanto familiar quanto empresarial.

De acordo com o ministro, as ações preventivas visam abranger o curto, o médio e o longo prazo independentemente da intensidade do evento climático.

O governo articula um conjunto de medidas financeiras e técnicas para dar suporte aos produtores afetados. E secretarias especializadas do Mapa, e órgãos de pesquisas, deverão mensurar os riscos do excesso ou de escassez hídrica.

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Frente fria derruba temperatura nesta segunda em SP; veja previsão para a semana


A chegada de uma frente fria nesta segunda-feira (10) provoca queda nas temperaturas no sul e no leste de São Paulo, incluindo a região metropolitana, além de começar a aliviar o calor em outras áreas do Sudeste. O sistema meteorológico deve amenizar as marcas registradas nos últimos dias.

De acordo com o Climatempo, a segunda-feira terá aumento de nebulosidade e ventos frios na Grande São Paulo, no Vale do Paraíba e no litoral paulista. A queda nas temperaturas deve se estender até terça-feira (11) no leste paulista, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em áreas do sul e leste de Minas Gerais, como a Zona da Mata.

O ar frio atinge outras regiões de forma mais fraca. Até terça-feira, o vento chega a Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, o que favorece uma pequena queda nas temperaturas, embora a sensação de calor permaneça. No Centro-Oeste, o oeste e o sul de Mato Grosso também registram um declínio temporário e suave.

Recordes no fim de semana

A mudança nas condições do tempo ocorre após um domingo (9) de temperaturas extremamente altas em diversos estados. Cidades como Peixe (TO) e Campos dos Goytacazes (RJ) registraram máxima de 40°C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calor provocou recordes de temperatura para o ano de 2026 em várias capitais:

  • Cuiabá (MT): 39,5°C (superando os 38,8°C registrados no sábado, dia 8);
  • Goiânia (GO): 36,2°C (superando os 36,0°C de fevereiro);
  • Belo Horizonte (MG): 34,4°C na estação da Pampulha (superando os 33,8°C de janeiro);
  • Brasília (DF): 31,9°C (superando os 31,3°C de sábado, dia 8);
  • Teresina (PI) igualou a máxima do ano com 37,0°C, enquanto Palmas (TO) registrou 38,4°C.

De acordo com os meteorologistas, o calor acima da média no inverno do centro-norte do país é influenciado pela escassez de nuvens e de chuva, associada ao predomínio de ventos quentes e à ausência de massas de ar frio recentes.

O aquecimento também é favorecido pelo aumento gradual da insolação no Hemisfério Sul após o solstício de inverno, ocorrido em junho.



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FriGol amplia operação em Rondônia com baixo Capex e mira nos EUA

A FriGol aposta na expansão da operação em Rondônia para aumentar o volume de produção sem realizar grandes investimentos na compra ou construção de novas plantas.

O modelo adotado pela empresa prevê contratos de prestação de serviços de industrialização com frigoríficos parceiros, enquanto a companhia fica responsável pela compra dos animais e pela comercialização da carne.

Em entrevista ao CNN Agro, o CEO da FriGol, Luciano Pascon, afirmou que a estratégia permite à companhia ampliar volumes e resultados com uma necessidade relativamente baixa de capital.

“Vimos uma oportunidade em Rondônia. É um estado com uma pecuária muito desenvolvida, com índices zootécnicos excelentes e que vem crescendo ano a ano, em volumes e qualidade. No modelo de produção que desenhamos com os parceiros, vimos uma oportunidade de crescimento com um investimento em Capex relativamente baixo, possibilitando alavancar nossos volumes e resultados”, disse.

A companhia iniciou 2026 com parcerias para operar três plantas em Rondônia. Uma delas é da RioBeef, em Ji-Paraná, enquanto outras duas pertencem à DistriBoi, também em Ji-Paraná e em Rolim de Moura. Pelo acordo com a DistriBoi, firmado em março, a FriGol compra os animais e comercializa os produtos, enquanto a parceira realiza o abate, a desossa e o processamento.

As unidades possuem habilitações sanitárias para mercados como China, Israel, Chile, Canadá e Indonésia, além dos Estados Unidos.

O movimento já começou a aparecer nos planos de produção da empresa. No primeiro trimestre, a FriGol informou que as três plantas ainda estavam em fase inicial de operação, mas afirmou que, a partir de abril, começaram a produzir no volume esperado.

“Estamos muito otimistas. Mesmo em meio a todos os desafios do ano, projetamos um aumento significativo na produção e no faturamento, consolidando nossa posição entre os quatro maiores frigoríficos do Brasil”, afirmou Pascon.

A operação também permitiu à companhia avançar em um mercado considerado estratégico, os Estados Unidos. Segundo Pascon, a possibilidade de acessar o mercado americano foi um dos fatores decisivos para a escolha das parcerias em Rondônia.

“Queríamos entrar nesse mercado. Vemos que o mercado dos Estados Unidos é um mercado que não vai recuperar volumes de rebanho. Ele já tem um nível muito elevado de produtividade e uma limitação muito grande para aumentar os índices de produtividade”, afirmou ao CNN Agro.

Para o executivo, a restrição estrutural de oferta nos Estados Unidos cria uma oportunidade para países com capacidade de produção em larga escala, como o Brasil.

“O Brasil, como produtor de larga escala, grandes volumes, consistência na sua produção, qualidade e segurança alimentar, é o player de maior capacidade de suprir esse mercado”, disse.

A estratégia começou a gerar resultados com o primeiro embarque da FriGol para os Estados Unidos, realizado em abril a partir da planta de Rolim de Moura, em Rondônia, unidade que passou a integrar a operação da companhia por meio do acordo de industrialização.

O Canadá também está entre os mercados avaliados pela FriGol, embora tenha uma escala menor que a dos Estados Unidos. Segundo Pascon, o país apresenta uma dinâmica semelhante à do mercado americano e, por isso, também é visto como uma oportunidade de expansão para a companhia. “É um mercado também que tem o seu potencial”, afirmou ao CNN Agro.

Segundo o executivo, atualmente apenas animais provenientes de cinco estados brasileiros estão aptos a serem exportados ao Canadá, entre eles Rondônia e Acre, em razão das regras sanitárias relacionadas à febre aftosa. A expectativa da companhia é de ampliação dessa possibilidade em aproximadamente um ano.

Além do acesso a novos mercados, Rondônia também aumenta a base de fornecimento da companhia. Para a FriGol, a região reúne oferta regular de gado e animais compatíveis com as linhas especiais destinadas ao mercado interno.

A expansão acontece em um momento em que a companhia busca crescer sem transformar o aumento de capacidade em uma pressão excessiva sobre o balanço. No primeiro trimestre, a FriGol encerrou o período com caixa de R$ 415,4 milhões e alavancagem de 1,7 vez a dívida líquida sobre Ebitda.

Pascon afirma que, neste momento, a prioridade é capturar os ganhos dos investimentos já realizados antes de avançar para novas grandes estruturas.

“Investimos mais de R$ 50 milhões em melhoria da estrutura das nossas plantas, com equipamentos mais modernos e eficazes. Também construímos uma graxaria nova”, disse.

Segundo o CEO, o objetivo agora é extrair mais produtividade dos ativos existentes por meio do programa FriGol+, voltado para eficiência, cultura e resultados.

“Nosso empenho é olhar para dentro do nosso negócio e procurar extrair os melhores resultados que possamos ter com os recursos que possuímos hoje”, afirmou.

A expansão em Rondônia ampliou a presença geográfica da FriGol, que passou a combinar as três unidades próprias localizadas em São Paulo e no Pará com outras três plantas operadas por meio de contratos de industrialização no estado. A companhia mantém ainda uma operação voltada ao mercado internacional, com presença em mais de 60 países.

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Grupo que planejava atentado em Brasília era fã de Hitler: ‘Explodir o debate’


O grupo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por planejar ataques durante o período eleitoral de 2026 tinha o Palácio do Planalto entre seus principais alvos e chegou a discutir uma ação durante o debate do segundo turno das eleições. Novos detalhes da investigação, revelados pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que os suspeitos compartilhavam informações sobre prédios públicos de Brasília e discutiam ações violentas contra instituições.

A apuração identificou dois grupos no Telegram usados para as conversas. O maior reunia mais de 600 participantes, enquanto outro espaço, mais restrito, contava com 46 integrantes. Segundo a reportagem, pessoas que demonstravam maior envolvimento eram direcionadas ao segundo grupo, no qual as discussões avançavam para o planejamento de ações.

Entre as mensagens obtidas pelos investigadores, uma delas sugeria que os participantes deveriam “listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”. Em outra conversa, integrantes mencionaram a intenção de atacar o local onde seria realizado o debate entre os candidatos que chegassem ao segundo turno. Um dos grupos utilizava uma imagem de perfil de Adolf Hitler, ex-líder do partido nazista durante os anos 30-40.

Palácio do Planalto era alvo

A investigação apontou o Palácio do Planalto como um dos principais alvos discutidos pelo grupo. Os participantes também reuniram mapas e informações sobre edifícios da região central de Brasília, incluindo ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

O delegado responsável pela investigação afirmou à reportagem que chegou a ser compartilhada uma planta do Palácio do Planalto. Para os investigadores, o material reforçou a avaliação de que as conversas ultrapassavam manifestações genéricas de violência e apresentavam elementos de planejamento.

O relatório elaborado pelo Ciberlab, estrutura vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, classificou o conteúdo analisado como de elevada periculosidade e apontou planejamento de atos violentos, além da circulação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, as mensagens não deveriam ser tratadas como manifestações sem consequências. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou ao Fantástico.

Operação pelo país

As informações levantadas pelo Ciberlab deram origem à Operação Rede Interrompida, deflagrada pela PCDF na terça-feira (4). Oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, foram alvo de medidas em cidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Os investigadores apuraram que os envolvidos não se conheciam pessoalmente e mantinham contato pela internet. Segundo as autoridades, os administradores dos grupos também buscavam identificar participantes dispostos a aderir a ações violentas.

A operação teve como objetivo recolher computadores, celulares e outros materiais que possam ajudar a determinar o grau de envolvimento de cada investigado, além de identificar possíveis conexões ainda desconhecidas pelas autoridades.

Até o momento, o caso é investigado por associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações relacionadas à legislação antirracismo. O inquérito ainda não foi enquadrado na Lei de Terrorismo.

A PCDF continua analisando os dispositivos apreendidos durante as buscas. “A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, afirmou o delegado ouvido pela reportagem.



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Tyson Foods prepara emissão de dívida de até US$ 1,2 bilhão

A Tyson Foods, uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (10) que pretende emitir novos títulos de dívida e utilizar parte dos recursos para recomprar até US$ 1,2 bilhão em títulos atualmente em circulação.

A operação foi apresentada em um prospecto preliminar protocolado junto à SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Os valores, taxas de juros e datas de vencimento dos novos títulos ainda não foram definidos no documento preliminar.

Segundo o prospecto, os novos papéis serão títulos de dívida sênior sem garantia específica, conhecidos como “Senior Notes”. A Tyson pretende utilizar os recursos líquidos da emissão para financiar a recompra de parte de sua dívida existente e para outros fins corporativos gerais.

A empresa lançou simultaneamente uma oferta para a recompra de até US$ 1,2 bilhão de três séries de títulos atualmente em circulação. Estão incluídas notas com juros de 3,55% e vencimento em junho de 2027, além de papéis com juros de 4,35% e 5,40%, ambos com vencimento em março de 2029.

A oferta de recompra está prevista para terminar em 8 de setembro de 2026, às 17h, no horário de Nova York, salvo prorrogação ou encerramento antecipado pela companhia.

O preço que a Tyson pagará pelos títulos recomprados dependerá, entre outros fatores, da série de cada papel e das condições estabelecidas na oferta. O documento também prevê o pagamento de juros acumulados até a data de liquidação da recompra, conforme as condições específicas de cada série.

Dívida

De acordo com as informações financeiras apresentadas pela companhia, a Tyson tinha aproximadamente US$ 8 bilhões em dívida total em 27 de junho de 2026.

A nova operação não representa, necessariamente, uma redução do endividamento total da empresa. Como a companhia pretende emitir novos títulos para financiar a recompra de títulos existentes, a transação está estruturada principalmente como uma operação de refinanciamento e gestão do perfil da dívida.

Os termos definitivos da nova emissão, incluindo o valor total, as taxas de juros e os vencimentos, serão determinados posteriormente, de acordo com as condições do mercado e os termos finais da oferta.

A Tyson Foods é uma companhia americana do setor de alimentos, com operações que incluem produtos de carne bovina, suína e de frango, além de alimentos preparados. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o código TSN.

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Lotérico ganha na Mega-Sena pela 2ª vez e chega ao 9º prêmio no ano


O empresário Alessandro Montenegro, dono da Loteria Aldeota, em Fortaleza, no Ceará, está entre os participantes de um bolão que acertou as seis dezenas do concurso 3042 da Mega-Sena e levou o prêmio de R$ 166,5 milhões.

Esta é a segunda vez em 2026 que o lotérico participa de uma aposta vencedora do prêmio principal da Mega-Sena e, segundo informações divulgadas pelo estabelecimento, a nona em diferentes modalidades das Loterias Caixa neste ano.

A aposta vencedora foi feita com 15 dezenas e dividida em 100 cotas, cada uma adquirida por R$ 405. Com o prêmio total de R$ 166.515.272, cada cota terá direito a R$ 1.665.152,72. Montenegro possuía uma das participações no bolão.

Em maio, o empresário já havia integrado outro bolão vencedor da Mega-Sena, que recebeu aproximadamente R$ 168 milhões. Além dos dois resultados na modalidade, a Loteria Aldeota afirma que Montenegro participou neste ano de apostas que levaram prêmios principais da Lotofácil, da Quina de São João e do Dia de Sorte.

Entre elas está uma aposta que recebeu cerca de R$ 14,4 milhões na Lotofácil e outra contemplada com R$ 27,28 milhões na Quina de São João.



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Déficit de armazenagem de grãos na Ucrânia pode chegar a 11 milhões de t

As interrupções nas exportações pelos portos do Mar Negro, ​que antes representavam 90% dos embarques ​de grãos da Ucrânia, podem significar que o país enfrente um déficit de capacidade de armazenamento de grãos, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (10).

A Ucrânia está em plena colheita, tendo já colhido mais de 17 milhões de toneladas de grãos em cerca ​de 34% da área semeada.

O ministério informou que o ​déficit de armazenamento pode chegar a 11 milhões de toneladas ⁠e que solicitou apoio aos ⁠parceiros dos EUA para a aquisição de equipamentos destinados ​ao ‌armazenamento temporário de grãos nas propriedades agrícolas.

De acordo com analistas ⁠da APK-Inform, a colheita da Ucrânia em 2026 poderá ultrapassar 60 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 39 milhões de toneladas ‌e ⁠estoques remanescentes atingindo ‌um recorde de 14,3 milhões de toneladas.

A situação mais difícil poderá surgir em meados do outono, por volta de setembro e ⁠outubro, quando os silos estiverem ⁠cheios de trigo e cevada não exportados e os agricultores começarem a colher ‌milho em grande escala.

No início da guerra com a Rússia, em 2022, a Ucrânia enfrentou uma escassez de silos e de outras capacidades de armazenamento após o bloqueio de seus portos ‌marítimos.

O déficit totalizou cerca de 15 milhões de toneladas em 2022, segundo Mykola Solskyi, que era ministro da Agricultura na ⁠época. Posteriormente, o déficit foi parcialmente suprido com o uso de silos-bolsa para grãos fornecidos pelos aliados da Ucrânia.

A Ucrânia não ​divulga oficialmente sua capacidade de armazenamento de grãos, parte da qual ​foi destruída ou danificada em ataques russos.

Agricultores e comerciantes também relutam em armazenar grãos em silos localizados próximos à linha de frente ou a instalações militares.

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Caso Sílvio Pantera: Lutador ficou 6 anos preso por engano e teve indenização negada


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou, por 3 votos a 2, o pedido de indenização feito pelo lutador Sílvio José da Silva, conhecido como Pantera, que passou 2.174 dias preso por um crime que não cometeu. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia reconhecido a ilegalidade da única prova usada para condená-lo e determinado sua libertação em 2021.

A decisão do TJRJ é mais um capítulo de um caso que começou em 2015, quando um assalto em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, levou Sílvio à prisão. A informação sobre o julgamento foi obtida pela GloboNews.

A 7ª Câmara de Direito Público do TJRJ entendeu que o Estado não deve ser responsabilizado pela prisão e pela condenação. Dois desembargadores votaram pela indenização, mas o placar terminou em 3 a 2 contra o pedido.

O caso começou em novembro de 2015, quando uma pessoa foi esfaqueada durante um assalto em uma rua de Irajá. Os criminosos levaram o carro da vítima. Testemunhas disseram à polícia que uma mulher e dois homens participaram do crime.

Naquele momento, Sílvio estava a cerca de 30 quilômetros do local. Ele havia chegado à academia para treinar. O registro da catraca, porém, não foi suficiente para impedir que ele fosse incluído na investigação.

O lutador passou a ser relacionado ao crime porque conhecia uma mulher apontada como suspeita. No celular dela, a polícia encontrou fotos de Sílvio.

Segundo o advogado da família, Fábio Ozi, cerca de um mês depois do assalto, quando a vítima ainda se recuperava de um coma, policiais mostraram uma foto de Sílvio e disseram que ele havia confessado o crime. Em seguida, pediram que a vítima fizesse o reconhecimento no hospital.

“Aí a vítima, induzida pelos policiais, reconheceu o Sílvio. Portanto foi aí que o Sílvio foi envolvido nessa história”Advogado à GloboNews.

Nenhuma testemunha apontou Sílvio como um dos autores do assalto. Mesmo assim, em 2017, ele foi condenado a 16 anos de prisão.

Quase seis anos na prisão

A prisão teve impacto na vida pessoal e profissional do lutador. Segundo a esposa, Daniele Sousa Marques, Sílvio era o responsável pelo sustento da família e ajudava a pagar as despesas da casa e a escola dos filhos.

A defesa passou a contestar a condenação no Superior Tribunal de Justiça por meio de um habeas corpus apresentado pelo projeto Innocence Brasil, que atua em casos de pessoas condenadas injustamente.

O STJ concluiu que o reconhecimento fotográfico usado no processo havia sido realizado de forma irregular. A Corte considerou que a vítima havia recebido dos policiais a informação de que Sílvio teria confessado o crime.

Como esse reconhecimento era a única prova usada para sustentar a condenação, o STJ reconheceu a inocência do lutador.

Sílvio deixou a prisão em 2021, depois de passar 2.174 dias encarcerado.

Segundo o advogado Rafael Tucherman, do Innocence Brasil, além dos prejuízos financeiros, o período na prisão afetou a relação de Sílvio com os filhos e sua carreira profissional.

Pedido de indenização

Depois de recuperar a liberdade, Sílvio entrou com uma ação contra o Estado do Rio de Janeiro em 2022. Ele pediu uma indenização por danos morais pelos anos em que permaneceu preso.

O pedido foi negado em primeira instância e chegou ao TJRJ. Na sessão que analisou o recurso, a procuradora do Estado, Alice Voronoff, argumentou que o processo havia seguido os procedimentos legais.

Segundo ela, a prisão e a condenação ocorreram dentro de um processo que teve decisões fundamentadas e passou pelo contraditório.

Dois desembargadores, no entanto, defenderam a responsabilização do Estado.

O desembargador Fernando Cesar Ferreira Viana disse que Sílvio nunca havia confessado o crime e classificou o reconhecimento como uma arbitrariedade.

“A culpa, a responsabilidade, é do Estado na pessoa dos seus agentes policiais, que forjaram o reconhecimento”Desembargador

O julgamento chegou a ficar empatado em 2 a 2. O voto de desempate foi contrário ao pedido de indenização.

Indenização negada

O relator do caso, desembargador Marco Antônio Ibrahim, entendeu que o Estado não deveria ser responsabilizado pelo resultado do processo judicial.

Durante o julgamento, ele afirmou que decisões judiciais podem causar insatisfação às partes e classificou o episódio como parte do “risco normal da atividade judiciária”.

O desembargador também afirmou que o Judiciário está sujeito a erros e que, na avaliação dele, a situação não geraria o dever de indenizar.

Com o voto do relator, a 7ª Câmara de Direito Público decidiu, por 3 votos a 2, rejeitar o pedido de reparação feito por Sílvio.

Como está a vida de Pantera

Após deixar a prisão, Sílvio não retomou a carreira como lutador profissional. Atualmente, ele trabalha como entregador por aplicativo e dá aulas de boxe para crianças em comunidades da zona oeste do Rio.

A família também relata dificuldades para reconstruir a vida após a prisão.

Daniele afirma que o caso ainda provoca questionamentos sobre a inocência de Sílvio entre pessoas que conhecem a história. Segundo ela, o estigma relacionado à prisão permanece.

Sílvio também afirma que sente constrangimento quando pessoas pesquisam seu nome e encontram informações sobre a prisão.



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