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Lucro do confinamento supera R$ 1,1 mil por cabeça, aponta ICAP

O confinamento de bovinos apresentou melhora nos indicadores econômicos em julho, com redução do custo alimentar e avanço da lucratividade nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta Agro), o custo da alimentação passou a representar menos da metade das arrobas produzidas pelos animais confinados no Sudeste, enquanto o lucro da arroba produzida superou R$ 1,1 mil por cabeça tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste.

No Sudeste, o ICAP caiu 2,63% em julho, para R$ 11,48 por cabeça ao dia, o menor nível desde agosto de 2024. Ao mesmo tempo, a arroba do boi gordo subiu 3,77%, para R$ 344,00.

A combinação entre menor custo alimentar e recuperação da receita fez com que apenas 3,64 das 7,59 arrobas produzidas por animal fossem necessárias para pagar toda a alimentação de um ciclo médio de 109 dias.

Com isso, o custo alimentar consumiu 47,9% da produção no período, o menor percentual da série recalculada. A Relação de Troca ICAP/Boi Gordo também atingiu recorde, em 29,97 dias. Na prática, uma arroba vendida passou a pagar praticamente um mês de alimentação no confinamento.

No Sudeste, o lucro da arroba produzida chegou a R$ 1.145,71 por cabeça, alta de 13,73% em relação ao mês anterior. No Centro-Oeste, o indicador alcançou R$ 1.138,30 por cabeça, avanço de 8,08%. A diferença entre as duas regiões foi de apenas R$ 7,41, configurando um empate técnico.

No Centro-Oeste, porém, o movimento foi diferente já que o índice subiu 1,63%, para R$ 13,12 por cabeça ao dia, mesmo com a queda de 1,05% no custo da dieta de terminação, que registrou o quarto recuo consecutivo.

O milho também ficou 9,1% mais barato e a alta do índice foi explicada principalmente pelo aumento do consumo de matéria seca, de 2,11%, e pelos custos das fases de adaptação e crescimento, que avançaram 3,30% e 1,19%, respectivamente.

A análise dos custos dos insumos mostra que a queda da dieta de terminação no Centro-Oeste foi favorecida principalmente pelos volumosos e energéticos. Em julho, a dieta ficou 3,13% abaixo da média do trimestre entre maio e julho.

Os energéticos recuaram 7,44%, os proteicos caíram 0,76% e os volumosos tiveram queda de 9,88%. O milho grão seco, principal destaque entre os energéticos, ficou 17,3% abaixo da média trimestral.

No Sudeste, a dieta de terminação encerrou julho 4,91% abaixo da média do trimestre. O principal fator de alívio também foram os volumosos, cuja queda chegou a 8,71%. Segundo o ICAP, a maior participação do bagaço de cana no mix das dietas contribuiu para reduzir o custo, em um cenário de avanço da safra canavieira.

Na comparação entre o custo de produção e o preço do boi físico, o Centro-Oeste registrou custo de R$ 180,62 por arroba produzida, queda de 3,08%, enquanto a arroba do boi físico ficou em R$ 321,50, recuo de 0,62%. No Sudeste, o custo da arroba produzida caiu 3,13%, para R$ 193,05, enquanto o boi físico alcançou R$ 344, alta de 3,77%.

No mercado de exportação, considerando o boi destinado à China, o Centro-Oeste apresentou lucro de R$ 1.206,98 por cabeça, acima dos R$ 1.191,25 registrados no Sudeste. No mercado físico, entretanto, a liderança ficou com o Sudeste.

Os dados do ICAP são calculados a partir de informações de confinamentos monitorados pelas tecnologias da Ponta Agro, incluindo o sistema de gestão de confinamento TGC. A base reúne milhões de diárias de alimentação de bovinos e permite acompanhar a evolução mensal do custo alimentar nas principais regiões produtoras do país.

Os resultados de julho reforçam a importância da gestão dos custos no confinamento em um cenário de recuperação da arroba. No Sudeste, a combinação entre alimentação mais barata e valorização do boi reduziu a parcela da produção necessária para cobrir o custo do cocho.

No Centro-Oeste, apesar da alta do ICAP, a queda dos preços de importantes ingredientes da dieta e o aumento das arrobas produzidas contribuíram para manter a lucratividade acima de R$ 1,1 mil por cabeça.

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Hungria confirma foco de peste suína africana em granja com 1,8 mil animais

A Hungria confirmou um novo foco de PSA (peste suína africana) em uma criação comercial de suínos no condado de Somogy, no sul do país. O vírus foi identificado pelo laboratório do Nébih (Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar) em uma propriedade com aproximadamente 1.850 suínos para engorda.

A confirmação ocorreu no domingo (09), após a identificação de sinais clínicos nos animais, como febre, fraqueza, diarreia e mortes.

A autoridade sanitária determinou o isolamento imediato da propriedade e a adoção das medidas necessárias para conter a doença. O plantel afetado, localizado na cidade de Lakócsa, está sendo eliminado, enquanto as autoridades conduzem uma investigação epidemiológica para identificar a origem da infecção e verificar se houve transmissão para outras propriedades.

A granja está situada em uma área da Hungria já classificada como infectada. Segundo o Nébih, o vírus também foi identificado em diversas amostras de javalis coletadas na região, o que reforça a necessidade de medidas de biossegurança para impedir o contato entre os animais domésticos e a população selvagem.

Como parte das ações de controle, foram estabelecidas zonas de proteção e vigilância com raios de 3 e 10 quilômetros ao redor do foco. Restrições foram adotadas nessas áreas, enquanto técnicos avaliam os riscos epidemiológicos relacionados à propriedade afetada, ao entorno e a possíveis criações que tenham tido contato com o plantel infectado.

O caso é o segundo registro de peste suína africana em suínos domésticos na Hungria em 2026, segundo a autoridade sanitária. O país também enfrenta a circulação do vírus entre javalis, considerada um dos principais fatores de risco para a introdução da doença em criações comerciais.

A PSA não é transmitida aos seres humanos e não representa risco à saúde pública. Para a cadeia de produção de carne suína, porém, a doença pode provocar impactos econômicos relevantes, principalmente por causa da necessidade de eliminação de animais, restrições de movimentação e comércio e possíveis efeitos sobre as exportações.

O Nébih reforçou a orientação para que produtores mantenham as granjas fechadas, reforcem as medidas de biossegurança e evitem qualquer contato direto ou indireto dos suínos com javalis. A autoridade também recomenda que casos de mortes ou doenças incomuns sejam comunicados imediatamente aos veterinários para que as medidas de controle sejam adotadas.

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Terra Santa reconhece perda contábil sobre 2,1 mil hectares em disputa

A Terra Santa Propriedades Agrícolas reconheceu uma perda contábil sobre o valor de 2.091,43 hectares de imóveis que são objeto de uma disputa judicial sobre posse e propriedade. O ajuste foi registrado nas informações financeiras referentes ao período encerrado em 30 de junho de 2026, divulgadas nesta segunda-feira (10).

Segundo a companhia, a decisão ocorreu após a avaliação dos impactos contábeis do processo judicial, cujo prognóstico de êxito foi alterado para remoto. As áreas fazem parte dos ativos da Terra Santa.

A empresa já havia informado sobre a mudança no prognóstico em fato relevante divulgado em 15 de julho. Com a conclusão da avaliação contábil, a companhia reconheceu a perda sobre o valor registrado dos imóveis em disputa.

A Terra Santa ressaltou, no entanto, que o reconhecimento da perda contábil não representa uma saída de caixa. Também não houve impacto sobre a receita da companhia, uma vez que os ativos envolvidos não são objeto de contratos de arrendamento.

A empresa informou ainda que o episódio não terá impacto na avaliação anual das terras. Isso porque as áreas em disputa não fazem parte do laudo utilizado para a avaliação anual do valor de mercado das terras da companhia.

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China informa que cota para carne bovina do Brasil chega a 90%

A China informou que as importações de carne bovina do Brasil já atingiram 90% da cota estabelecida no âmbito das medidas de salvaguarda aplicadas ao produto. O alerta consta de aviso publicado pelo Departamento de Investigação e MOFCOM (Medidas de Defesa Comercial chinês) nesta segunda-feira (10).

Segundo o documento, em 10 de agosto o volume de carne bovina brasileira importada pela China alcançou 90% do limite definido para o Brasil no âmbito das salvaguardas. A medida foi estabelecida pelo Ministério do Comércio chinês em dezembro de 2025.

Pelas regras, quando as importações atingirem 100% da cota destinada ao Brasil, será aplicada uma tarifa adicional de 55% sobre as alíquotas atualmente vigentes. A cobrança começa a valer a partir do terceiro dia, inclusive, após o volume alcançar o limite.

O aviso não informa quanto da cota ainda pode ser utilizado em toneladas, mas indica que o mercado brasileiro está próximo do esgotamento do limite estabelecido pela China para 2026.

A salvaguarda entrou em vigor em janeiro deste ano e estabelece cotas específicas para os principais fornecedores de carne bovina da China. A medida tem como objetivo proteger a produção doméstica chinesa diante do aumento das importações.

A proximidade do limite é relevante para o Brasil porque a China é o principal destino da carne bovina brasileira. O eventual acionamento da tarifa adicional de 55% pode elevar significativamente o custo do produto brasileiro no mercado chinês e pressionar as condições de exportação nos próximos meses.

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Estudante de biologia é encontrada morta na casa de namorado em SC; suspeito é preso


Uma jovem de 19 anos foi encontrada morta nesta segunda-feira (10) dentro de uma residência no bairro Santa Apolônia, em Sangão, Santa Catarina. O namorado dela, de 21 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil sob suspeita de feminicídio.

A jovem foi identificada como Joviana Evelyn Jankovski. Ela era estudante da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e havia ingressado no curso de Ciências Biológicas no segundo semestre de 2026. Em publicação nas redes sociais, a universidade lamentou a morte da estudante.

A vítima estava desaparecida desde quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, familiares acionaram a Polícia Militar após dias de contato inconsistente por mensagens.

Na manhã desta segunda, a Polícia Militar recebeu informações de que a jovem poderia estar morta dentro de uma residência no bairro Santa Apolônia. Os policiais foram até o endereço e encontraram o corpo em um dos quartos do imóvel.

“A Polícia Civil foi imediatamente acionada e iniciou diligências para a localização do investigado, namorado da vítima. Durante os trabalhos de campo, foram colhidas informações com familiares de ambas as partes e traçado o histórico dos últimos passos do casal”, informou a corporação em nota.

O suspeito se apresentou voluntariamente à polícia na tarde desta segunda-feira. Durante o interrogatório, segundo a Polícia Civil, ele confirmou a versão que já havia apresentado aos investigadores sobre a dinâmica dos fatos. A corporação não informou, no entanto, qual foi o relato apresentado pelo jovem.

Diante dos elementos reunidos na investigação, o homem foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Científica realizou perícia no imóvel onde o corpo da jovem foi localizado, enquanto a Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e sua motivação.



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Preço do açúcar atinge maior valor em dez meses na Bolsa de Nova York

Os preços futuros do açúcar avançaram nesta segunda-feira (10) e alcançaram o maior patamar em dez meses na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em outubro subiu 0,12%, para 16,47 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da StoneX, a valorização observada ao longo da semana indica um possível movimento generalizado de recomposição de posições vendidas, conhecido como short covering, por parte dos fundos.

A avaliação é de que um ou poucos participantes do mercado podem ter interpretado os dados divulgados pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) como um gatilho para a recompra de posições.

A dimensão desse movimento, no entanto, deverá ficar mais clara com a divulgação do relatório do CFTC (Commodity Futures Trading Commission), prevista para a próxima semana, que mostrará a evolução das posições dos fundos no mercado.

Apesar da alta dos contratos futuros, os fundamentos do mercado ainda não indicam um cenário de forte sustentação para os preços. A StoneX destaca que os indicadores do mercado físico continuam mostrando sinais de fraqueza, o que reforça a avaliação de que o movimento recente tem caráter predominantemente especulativo.

Em Santos, o açúcar VHP manteve nesta semana um desconto na faixa de 50 a 60 pontos em relação ao contrato de referência. Além disso, os dados de lineup, que mostram a programação de navios para carregamento nos portos brasileiros, permanecem em níveis considerados fracos.

Ao mesmo tempo, a produção de açúcar vem ganhando força, principalmente no estado de São Paulo. De acordo com a StoneX, a paridade entre a produção de açúcar e a de etanol hidratado tem favorecido a fabricação do adoçante desde meados de junho, contribuindo para o aumento da oferta.

Dessa forma, apesar da recuperação dos preços em Nova York, o mercado segue dividido entre o movimento financeiro dos fundos e fundamentos que ainda apontam para uma oferta elevada no Brasil.

Cacau

As compras de fundos ajudaram a sustentar os preços do cacau em meio às preocupações com possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre a produção na África Ocidental. Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em setembro avançou 0,63% e encerrou o pregão negociado a US$ 5.932 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau chegaram a registrar perdas no início do pregão, mas reverteram o movimento ao longo do dia e terminaram em alta. A perspectiva de condições climáticas adversas associadas ao El Niño aumentou a preocupação dos investidores com a oferta da commodity na principal região produtora mundial.

Ainda segundo o Barchart, a valorização da libra esterlina, que atingiu o maior nível em duas semanas, reduziu a atratividade do cacau negociado na moeda britânica e contribuiu para conter os ganhos no mercado londrino.

Café

O café arábica fechou em queda na Bolsa de Nova York, pressionado pela expectativa de avanço no ritmo da colheita no Brasil. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,63% e encerrou o pregão cotado a US$ 3,13 por libra-peso.

Segundo a Barchart, a previsão de chuvas abaixo da média em importantes regiões produtoras brasileiras favorece a aceleração dos trabalhos de campo e aumenta a expectativa de oferta no mercado, o que pesa sobre os preços.

Dados da Climatempo divulgados nesta segunda-feira mostram que Minas Gerais recebeu 5,8 milímetros de chuva na semana encerrada em 9 de agosto, volume equivalente a 92% da média histórica para o período. O estado é o principal produtor brasileiro de café arábica.

No mercado de estoques, os indicadores seguem apresentando sinais distintos entre as variedades. Para o café robusta, o aumento dos estoques da ICE atua como fator negativo sobre as cotações. Na segunda-feira, os estoques atingiram 4.285 lotes, o maior nível em quatro meses e meio.

Já para o arábica, a redução dos estoques certificados da ICE oferece algum suporte aos preços. Os estoques recuaram para 242.673 sacas, o menor volume em dois anos e meio.

Com isso, o mercado acompanha de um lado a perspectiva de maior disponibilidade de café brasileiro com o avanço da colheita e, de outro, a redução dos estoques de arábica, que limita uma pressão maior sobre as cotações.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram em queda na Bolsa de Nova York, com o vencimento para dezembro recuando 0,64%, a 83,86 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado físico, a Seam reportou a venda de 246 fardos no leilão realizado em 7 de agosto, com preço médio de 81,82 centavos de dólar por libra-peso.

O índice Cotlook A, referência para o mercado internacional de algodão, avançou 20 pontos em relação ao dia 7 e chegou a 93,70 centavos de dólar por libra-peso.

Já os estoques de algodão certificados pela ICE permaneceram estáveis na sexta-feira, em 84.632 fardos. Na semana passada, o Preço Mundial Ajustado, indicador utilizado como referência para o algodão norte-americano, subiu 163 pontos, para 66,29 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 0,49% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,41 por libra-peso.

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JBS registra prejuízo líquido de US$ 102 milhões no 2º trimestre de 2026

A JBS registrou prejuízo líquido de US$ 102,1 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro líquido de US$ 528,1 milhões apurado no mesmo período de 2025.

O lucro líquido ajustado somou US$ 218,3 milhões entre abril e junho, queda de 62,3% ante os US$ 578,4 milhões registrados um ano antes.

De abril a junho, o EBITDA ajustado chegou a US$ 1,257 bilhão, e a maioria das unidades de negócio da companhia apresentou melhora sequencial de rentabilidade, apesar dos desafios persistentes no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

A receita líquida alcançou US$ 23,90 bilhões no trimestre, alta de 14,00% ante os US$ 20,99 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025. O crescimento foi puxado principalmente pela JBS Austrália, com alta de 30,0% no faturamento, pela JBS Brasil, com avanço de 28,0%, pela Seara, que cresceu 18,2%, e pela JBS América do Norte, com aumento de 14,2%. Segundo a companhia, o resultado reflete a capacidade de capturar demanda em mercados como China, Oriente Médio e Brasil.

O CAPEX, indicador dos investimentos realizados pela companhia, somou US$ 612,5 milhões no segundo trimestre, alta de 36,3% em relação aos US$ 449,5 milhões aplicados no mesmo período de 2025.

O fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 129,7 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de US$ 54,9 milhões um ano antes.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA, encerrou o segundo trimestre em 3,10 vezes, acima das 2,27 vezes registradas no mesmo período de 2025, aumento de 0,83 vez.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a JBS registrou receita líquida de US$ 45,51 bilhões.

Os investimentos somaram US$ 1,18 bilhão nos seis primeiros meses do ano, enquanto o fluxo de caixa livre acumulado ficou positivo em US$ 36,4 milhões.

De acordo com o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, a empresa voltou a registrar um ganho recorde. “Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas. Apesar das diferentes condições de mercado ao redor do mundo, nossas equipes operacionais mantiveram o foco em execução, eficiência e alocação disciplinada de capital”, afirmou em nota. 

Brasil

A JBS Brasil registrou receita líquida de US$ 4,59 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 28,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado representa um recorde de faturamento para um segundo trimestre, impulsionado pelo crescimento das exportações e pela forte demanda no mercado interno durante a Copa do Mundo.

O EBITDA da JBS Brasil somou US$ 269,2 milhões no trimestre, com margem de 5,9%. O desempenho operacional acompanhou o avanço da receita e contribuiu para o resultado consolidado da companhia no período.

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Soja sobe em Chicago com petróleo e expectativa de compras chinesas

A soja encerrou a segunda-feira (10) em alta na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. O contrato para entrega em novembro avançou 0,28% e fechou o pregão cotado a US$ 11,79 por bushel.

Segundo a Granar, a recuperação dos preços foi sustentada pela valorização do petróleo e pela expectativa de que a China possa ampliar as compras da oleaginosa. O mercado acompanha a possibilidade de uma aproximação comercial durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para o próximo mês.

O contrato do óleo de soja para setembro subiu US$ 28,44 e encerrou o dia a US$ 1.532,84 por tonelada. A alta ocorreu em grande parte como reação à valorização do petróleo, que avançou mais de 5% e passou a ser negociado próximo de US$ 82 por barril.

Apesar dos fatores positivos, o clima segue limitando uma alta mais expressiva da soja em Chicago. Além das chuvas registradas nesta segunda-feira, são esperadas novas precipitações ao longo da semana nas principais regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos.

As condições climáticas podem melhorar o balanço hídrico dos solos e das lavouras em um período importante para a definição do potencial produtivo da soja americana. Com isso, o mercado permanece atento à evolução do clima e aos impactos sobre as perspectivas para a safra.

Milho

Os preços futuros do milho terminaram o dia praticamente estáveis na Bolsa de Chicago, com leve pressão negativa antes da divulgação das novas projeções para a safra dos Estados Unidos. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,05% e fechou o pregão cotado a US$ 4,61 por bushel.

Segundo a Royal Rural, os investidores vêm ajustando posições antes da divulgação, na quarta-feira, das novas estimativas do governo americano para a produção agrícola. O relatório será acompanhado de perto pelo mercado, principalmente diante das condições recentes de clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

As chuvas registradas nas últimas semanas aumentaram a atenção dos investidores para o potencial produtivo das lavouras americanas. As novas projeções poderão recalibrar as expectativas para a produção de milho e soja no país e, consequentemente, influenciar a formação dos preços na Bolsa de Chicago.

Com a divulgação do relatório se aproximando, o mercado deve permanecer sensível às revisões nas estimativas de produtividade e produção, enquanto os investidores ajustam suas posições diante das novas informações sobre a safra americana.

Trigo

O trigo encerrou a segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago, em meio à retomada das preocupações com os riscos para o fluxo de exportações no Mar Negro. O contrato para entrega em setembro avançou 0,12% e fechou o pregão cotado a US$ 6,40 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio de risco aos preços diante do aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A guerra continua afetando navios, portos e terminais de exportação na região, que permanece entre as principais fontes de trigo para o mercado internacional.

Os ataques têm aumentado, mas o fluxo de grãos não foi interrompido. Rússia e Ucrânia continuam realizando embarques, embora em um ritmo mais lento, ao mesmo tempo em que avançam na colheita de safras consideradas grandes.

Esse cenário mantém o mercado atento ao equilíbrio entre a oferta elevada esperada para os dois países e os riscos logísticos provocados pelo conflito. Qualquer interrupção mais significativa nos embarques do Mar Negro pode aumentar a pressão sobre os preços internacionais do trigo.

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Caso Master: Iprev/Maceió aplicou R$ 97 mi no banco de Vorcaro


A Polícia Federal (PF) realizou nesta segunda-feira (10) uma operação com oito mandados de busca e apreensão contra o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV/Maceió) por supostas irregularidades em um investimento no total de R$ 97 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Os mandados foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos foram oito pessoas físicas, a Iprev/Meceió e Crédito & Mercado de Valores Mobiliários Ltda.

A PF aponta que a governança do IPREV foi subvertida para favorecer o banco, aceitando propostas comerciais apresentadas pela própria instituição beneficiada, sem estudos comparativos independentes.

O aporte teria sido feito mediante duas operações: (i) R$ 80.000.000,00, em 6/12/2023, e (ii) R$ 17.000.000,00, em 13/5/2024.

O credenciamento do Banco Master foi considerado meramente formal, baseado apenas em materiais promocionais enviados pelo próprio emissor e sem qualquer diligência sobre sua solidez patrimonial ou riscos reputacionais.

A investigação também aponta como parte da negociação a Crédito & Mercado, consultoria de investimentos contratada para apoiar o IPREV. Segundo as investigações, ela participou ativamente da condução do credenciamento, da formação documental das operações e da elaboração/validação das análises financeiras que justificaram a compra dos títulos.

A autoridade policial sustenta que a atuação da consultoria representou uma “terceirização indevida da competência administrativa do IPREV“.

A Polícia Federal destaca que a Crédito & Mercado foi alvo da “Operação Rebote” em novembro de 2023, que investigou fraudes em outro regime de previdência municipal.

Além disso, Renan Foglia Calamia, apontado como dirigente e principal interlocutor técnico da consultoria, foi condenado em dezembro de 2025 por gestão temerária em fraudes cometidas contra o Instituto de Previdência de Santo Antônio de Posse/SP.

A polícia apura se, no caso de Maceió, ele repetiu o mesmo método ilícito, caracterizado pela emissão de pareceres de investimento padronizados, seleção dirigida de instituições financeiras, omissão de alertas prudenciais e eventual recebimento de remuneração paralela indevida.



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Saiba quem é Wesley Batista Filho, novo CEO global da JBS

Wesley Batista Filho, que assumirá o cargo de CEO Global da JBS em janeiro de 2027, chega ao comando da companhia após uma trajetória de 15 anos construída dentro da própria empresa. Ao longo desse período, o executivo passou por diferentes países, operações e segmentos, acumulando experiência em carne bovina, aves, suínos e alimentos preparados.

Atualmente CEO da JBS USA, Wesley lidera desde 2023 a principal plataforma da companhia em receita. A operação reúne negócios de carne bovina, suína e alimentos preparados, com mais de 60 unidades de produção distribuídas por 31 estados americanos e dezenas de milhares de funcionários.

A relação do executivo com a operação americana começou antes mesmo de assumir posições de comando. Wesley ingressou na JBS em 2011, como trainee na unidade de carne bovina da companhia em Greeley, no Colorado. Depois da experiência inicial nos Estados Unidos, retornou ao Brasil para trabalhar na área de exportação de carne bovina da JBS em São Paulo.

A carreira internacional avançou nos anos seguintes. Entre 2012 e 2013, Wesley assumiu a liderança das operações de carne bovina da companhia no Uruguai e no Paraguai. Na sequência, mudou-se para Calgary, no Canadá, onde foi presidente da JBS Canadá entre 2014 e 2015.

O próprio executivo costuma definir a primeira experiência de gestão no Uruguai como sua “escola de operação dos frigoríficos”. Naquele período, teve contato direto com diferentes etapas do negócio, incluindo compra de gado, produção e execução comercial, em uma experiência que ampliou sua visão sobre a operação de uma empresa de proteínas.

Em 2016, Wesley retornou a Greeley para comandar a JBS USA Fed Beef, então considerada a maior unidade de negócios da companhia no mundo. À frente da operação, passou a administrar uma das maiores plataformas de carne bovina do mercado global antes de voltar novamente ao Brasil.

Em 2018, assumiu o cargo de CEO da JBS Brasil. Dois anos depois, passou também a comandar a Seara, negócio da companhia voltado à produção de aves, suínos e alimentos preparados, mantendo simultaneamente a responsabilidade pela operação brasileira.

O período à frente da JBS Brasil foi marcado pela expansão dos negócios e pela diversificação das operações. Entre 2018 e 2021, a receita líquida anual da unidade praticamente dobrou, passando de aproximadamente R$ 27,6 bilhões para R$ 53,8 bilhões. No mesmo intervalo, a margem Ebitda avançou de 4,5% para 7,4%.

Durante a gestão, a JBS Brasil também fortaleceu a plataforma de exportação e ampliou a atuação em negócios de maior valor agregado, como colágeno e biodiesel.

Na Seara, o movimento foi semelhante, com uma estratégia de ampliação do portfólio e avanço em produtos de maior valor agregado. No primeiro ano de Wesley à frente do negócio, a receita líquida cresceu mais de 31%, enquanto o Ebitda avançou quase 88%. Em 2021, a receita anual da Seara havia alcançado R$ 36,5 bilhões.

A companhia ampliou a presença da Seara em alimentos preparados e categorias premium, fortaleceu o portfólio de marcas e expandiu a atuação em alimentos congelados. Nesse processo, a empresa também adquiriu os negócios de margarinas e maioneses da Bunge, incorporando as marcas Delícia, Primor e Gradina.

A expansão foi acompanhada por um ciclo de investimentos. Entre 2021 e 2025, a Seara investiu R$ 10,2 bilhões para ampliar capacidade, modernizar unidades e acelerar o crescimento em produtos de maior valor agregado. O programa elevou em 40% a capacidade de produção de suínos, em 15% a de aves e em 18% a de produtos de maior valor agregado, além de ampliar em 33% o volume de desossa.

Entre 2024 e 2025, as iniciativas implementadas na operação geraram R$ 3 bilhões em ganhos de eficiência operacional.

Wesley também esteve à frente das operações brasileiras durante a pandemia de Covid-19. Nesse período, a JBS manteve a produção de alimentos e implementou protocolos de saúde e segurança em suas unidades. A companhia também lançou o programa Fazer o Bem Faz Bem, que recebeu investimentos de R$ 400 milhões e apoiou mais de 300 municípios com equipamentos de saúde, ambulâncias, doações de alimentos e investimentos em infraestrutura.

Em 2022, Wesley deixou a liderança direta da JBS Brasil e da Seara para assumir o cargo de Presidente Global de Operações. A nova posição ampliou sua responsabilidade para os negócios da companhia na América do Norte, América do Sul, Europa e Oceania.

Na função, passou a acompanhar o desempenho operacional de diferentes negócios de proteínas e alimentos preparados em diversas regiões do mundo. A experiência antecedeu seu retorno aos Estados Unidos, em 2023, para assumir o comando da JBS USA.

A volta a Greeley marcou a terceira passagem do executivo pela cidade. Desta vez, Wesley assumiu a liderança do maior negócio da JBS em receita e de uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos.

A chegada ao comando da JBS USA ocorreu em um momento particularmente desafiador para a indústria americana de carne bovina. O mercado enfrentava uma oferta mais restrita de gado e custos elevados dos animais, fatores que pressionavam as margens dos frigoríficos.

Nesse cenário, a operação de carne bovina da JBS na América do Norte apresentou melhora de desempenho em 2024, com crescimento de receita e retorno ao Ebitda ajustado positivo, mesmo diante da continuidade das restrições relacionadas à oferta de gado.

A companhia também iniciou um programa operacional de vários anos para reduzir em aproximadamente três pontos percentuais a diferença de margem Ebitda ajustada em relação aos concorrentes. Entre as iniciativas estão medidas comerciais, melhoria de rendimento, aumento de produtividade e ganhos de eficiência operacional.

A estratégia foi acompanhada por mais de US$ 400 milhões em investimentos anunciados para ampliar capacidade, melhorar a eficiência e fortalecer negócios de maior valor agregado. Entre os projetos estão investimentos nas operações de carne bovina em Cactus, no Texas, e em Greeley, no Colorado, além da aquisição e expansão de uma unidade de alimentos preparados e da construção de uma nova fábrica de linguiças frescas em Perry, Iowa.

A trajetória de Wesley Batista Filho, portanto, combina experiência operacional e atuação internacional. Em 15 anos de JBS, o executivo passou por Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Paraguai, ocupou posições de liderança em diferentes segmentos e comandou operações em momentos distintos dos ciclos de proteínas.

A sucessão no comando global representa, assim, a chegada ao topo da companhia de um executivo formado dentro da própria JBS e que passou por diferentes áreas antes de assumir a maior operação em receita do grupo.

Wesley sucederá Gilberto Tomazoni, que está à frente da JBS desde 2017. A partir de janeiro de 2027, Tomazoni deixará o cargo de CEO Global e passará a atuar como Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da companhia.

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